© Lusa 18/08/2026
"Uma fonte militar confirmou que as Forças Armadas Iemenitas (rebeldes) foram atacadas por diversos drones na refinaria da Aramco, em Jizán", informou a agência de notícias oficial Saba, controlada pelos insurgentes.
O informador, não identificado, explicou que o ataque à refinaria foi "em resposta à violação do espaço aéreo iemenita nas províncias de Saada e Hayah, e que o ataque foi preciso".
Até o momento, nem o Governo nem a Aramco se pronunciaram.
Há quatro dias que os rebeldes iemenitas estão a atacar uma instalação petrolífera saudita em Najran, no sudoeste da Arábia Saudita.
Esta ação ocorreu no meio de uma escalada de confrontos entre os guerrilheiros e a Arábia Saudita, país que interveio militarmente no Iémen em 2015, em apoio ao governo reconhecido internacionalmente e contra os rebeldes, que assumiram o controlo da capital Saná e, posteriormente, se expandiram por grande parte do norte do país.
A escalada começou no final do mês passado, quando os guerrilheiros anunciaram um bloqueio marítimo contra a navegação no Mar Vermelho, embora a medida tenha sido uma resposta às restrições impostas nas áreas controladas pelos insurgentes iemenitas.
A partir de então, os rebeldes lançaram ataques com mísseis e drones contra navios mercantes no Mar Vermelho e na Arábia Saudita, incluindo instalações petrolíferas.
Riad respondeu através da coligação que lidera, com ataques a algumas zonas controladas pelos huthis, e anunciou uma coligação marítima multinacional para proteger a navegação no Mar Vermelho e o estreito de Bab el-Mandeb.
O estreito liga o mar Vermelho ao golfo de Áden e ao oceano Índico e constitui uma passagem fundamental na rota marítima entre a Europa e a Ásia através do canal do Suez.
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