Por LUSA
"Na primeira operação deste tipo liderada pelo Reino Unido, o navio SMYRTOS foi abordado por comandos dos Royal Marines e por agentes das forças de segurança especialmente formados da Agência Nacional contra o Crime, apesar dos esforços da Rússia para contornar as sanções e continuar a alimentar a sua guerra bárbara na Ucrânia", afirma o ministério em comunicado.
Segundo o Governo britânico, o navio será transferido para um ancoradouro ao largo da costa sul de Inglaterra e colocado sob vigilância.
A operação, realizada nas primeiras horas da manhã e com uma duração de seis horas, contou com apoio aéreo, nomeadamente de helicópteros Chinook, e com a colaboração de navios da Marinha, incluindo a fragata HMS Sutherland.
"A Rússia recorre à sua frota fantasma para financiar o seu conflito na Ucrânia e a nossa interceção desferiu um golpe na guerra ilegal de Putin", afirmou o ministro da Defesa, Dan Jarvis.
De acordo com o governante, a operação foi conduzida "em estreita coordenação" com os franceses.
Para Dan Jarvis, perturbar a frota fantasma com a ajuda de parceiros internacionais "permite atacar diretamente os recursos que alimentam a agressão da Rússia na Ucrânia e reduzir a sua capacidade de ameaçar a segurança na Europa e outros lugares".
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, disse, por seu turno, que a operação desferiu "um novo golpe contra a Rússia" e deve lembrar "aqueles que alimentam a guerra de Putin na Ucrânia que não podem esconder-se".
Londres sancionou centenas de navios suspeitos de fazerem parte da frota fantasma utilizada pela Rússia para contornar os embargos ocidentais desde a invasão da Ucrânia em 2022.
Estes navios, geralmente velhos petroleiros de propriedade duvidosa, estão proibidos de aceder aos portos e serviços britânicos.
Em março, o Governo anunciou que as forças britânicas estariam autorizadas a abordar e apreender os navios da frota fantasma que atravessassem as suas águas.
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A Ucrânia saudou hoje a interceção, no Canal da Mancha, de um petroleiro da frota fantasma russa pelas forças britânicas, em colaboração com a França, considerando-a um golpe contra a "máquina de guerra" do Kremlin.


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