sábado, 31 de janeiro de 2026

PR cabo-verdiano e francês expressam desejo de "estabilidade" em Bissau... Os presidentes cabo-verdiano e francês falaram sobre a situação na Guiné-Bissau num encontro concedido, na sexta-feira, em Paris, por Emmanuel Macron a José Maria Neves, que descreveu a conversa em torno de um desejo de estabilidade.

Por  LUSA 

"Falámos sobre a situação na Guiné-Bissau. O nosso desejo comum é que haja estabilidade", referiu o chefe de Estado do arquipélago aos jornalistas, num vídeo publicado pela presidência cabo-verdiana, no Facebook.

Questionado sobre como pode França ajudar, José Maria Neves apontou caminhos, "a promover a reconciliação, o diálogo entre as partes e uma governação inclusiva de modo que as questões sejam efetivamente resolvidas".

"Acho que todos temos um papel a desempenhar nesse sentido, positivo, construtivo, de não ingerência, mas de busca comum de vias para a solução definitiva das questões que se colocam à Guiné-Bissau", concluiu.

No dia 26 de novembro, um dia antes da divulgação dos resultados das eleições presidenciais e legislativas, os militares depuseram Umaro Sissoco Embaló, que estava no poder na Guiné-Bissau desde 2020, e suspenderam o processo eleitoral.

O candidato da oposição, Fernando Dias da Costa, que reivindica vitória, refugiou-se na Embaixada da Nigéria em Bissau, e o líder do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, foi detido.


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A Assembleia da República condenou hoje o golpe de Estado na Guiné-Bissau, apelando à cessação da violência, reposição da normalidade constitucional e "imediata libertação incondicional de todos os detidos".

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