sábado, 5 de setembro de 2026

Alerta em Ceuta: dez marroquinos ligados à radicalização jihadista entram na Espanha durante crise migratória... Entre as pessoas que conseguiram entrar no território espanhol estavam dez cidadãos marroquinos que já haviam sido expulsos anteriormente da Espanha por sua ligação com processos de radicalização jihadista.

noticiasemportugues.co.uk    Setembro 5, 2026     

A entrada em massa de dezenas de milhares de pessoas em Ceuta, nos dias 30 e 31 de julho, abriu uma nova frente de preocupação para as forças de segurança espanholas. Entre as pessoas que conseguiram entrar no território espanhol estavam dez cidadãos marroquinos que já haviam sido expulsos anteriormente da Espanha por sua ligação com processos de radicalização jihadista.

Segundo fontes policiais citadas pela imprensa espanhola, todos os dez tinham proibições de entrada em território espanhol ainda vigentes. Depois de serem identificados pelas autoridades, foram expulsos novamente e devolvidos ao Marrocos.

As informações disponíveis não indicam que os dez tenham sido encontrados enquanto planejavam atentados ou praticavam um crime terrorista. O que permitiu sua identificação foi o cruzamento dos dados disponíveis nos sistemas de segurança espanhóis, que mantinham alertas relacionados aos seus antecedentes e aos processos de radicalização.

O caso evidencia uma das principais dificuldades enfrentadas pelas autoridades durante a crise: como identificar rapidamente milhares de pessoas que chegaram em um intervalo extremamente curto, muitas delas sem documentos ou com informações insuficientes para uma identificação imediata.

Uma entrada sem precedentes

A dimensão do episódio ajuda a explicar a dificuldade do trabalho policial. Um relatório elaborado pelo Centro Nacional de Imigração e Fronteiras e entregue à Audiência Nacional espanhola descreve a entrada dos dias 30 e 31 de julho como um processo de grandes proporções, com a chegada de aproximadamente 70 mil a 80 mil pessoas a Ceuta.

Segundo o documento, o movimento ocorreu em diferentes etapas e provocou uma forte pressão sobre os acessos à cidade, os serviços de segurança e os mecanismos de identificação.

O relatório também sustenta, como hipótese investigativa, que a entrada não teria sido simplesmente um movimento migratório espontâneo. Os investigadores apontam indícios de organização prévia e analisam o possível papel de pessoas ligadas às forças de segurança marroquinas. Essas conclusões, porém, fazem parte de uma investigação em andamento e não constituem fatos definitivamente estabelecidos pela Justiça.

O desafio de verificar milhares de identidades

Em uma situação normal, a identificação de uma pessoa que entra irregularmente no território espanhol pode ser realizada por meio de documentos, registros policiais, bases de dados e outros mecanismos de verificação.

A situação em Ceuta foi muito mais complexa.

A entrada simultânea de milhares de pessoas, muitas delas sem documentação, obrigou os agentes a combinar diferentes métodos para determinar identidades, reconstruir históricos e verificar possíveis alertas de segurança.

Nesse processo, o cruzamento de informações policiais pode revelar, entre outros dados, ordens judiciais de prisão, proibições de entrada, antecedentes criminais e alertas relacionados ao extremismo violento.

Foi justamente esse mecanismo que permitiu localizar os dez cidadãos marroquinos ligados anteriormente a processos de radicalização jihadista.

O episódio também demonstra a importância da cooperação entre os diferentes órgãos espanhóis responsáveis pelo controle de fronteiras, segurança pública e inteligência. A Polícia Nacional desempenha papel central nos processos de identificação e investigação, enquanto a Guarda Civil atua na vigilância e no controle de boa parte da área fronteiriça.

Pressão sobre as forças de segurança

A crise também provocou fortes críticas de sindicatos e associações policiais, que alertaram para o desgaste das equipes e para a dificuldade de realizar simultaneamente o controle migratório, a identificação das pessoas que chegaram à cidade, a proteção de menores e grupos vulneráveis e as tarefas de segurança pública.

Durante a fase mais crítica da crise, entidades representativas das forças de segurança denunciaram uma situação de sobrecarga operacional, com equipes submetidas a jornadas prolongadas e necessidade de reforços para conseguir atender ao volume excepcional de trabalho.

A identificação dos dez marroquinos mostra que os mecanismos de controle continuaram funcionando mesmo em meio à pressão provocada pela entrada em massa. Ao mesmo tempo, o caso expõe uma vulnerabilidade importante: quanto maior o fluxo de pessoas em um período reduzido, maior é o desafio para garantir que todas sejam corretamente identificadas antes de permanecerem ou se deslocarem para outras regiões da Espanha.

Uma preocupação que permanece

A descoberta dos dez cidadãos com vínculos anteriores com processos de radicalização jihadista não significa, por si só, que exista uma ameaça terrorista iminente em Ceuta. As informações divulgadas até agora indicam que eles foram identificados justamente pelos sistemas de controle e posteriormente devolvidos ao Marrocos.

O episódio, entretanto, reforça a preocupação das autoridades espanholas com a necessidade de manter mecanismos eficientes de identificação e análise de antecedentes em situações de pressão migratória excepcional.

Ceuta permanece no centro de uma crise que envolve simultaneamente migração, segurança de fronteiras, capacidade operacional das forças de segurança e prevenção do extremismo violento. A investigação sobre o que aconteceu nos dias 30 e 31 de julho continua, enquanto as autoridades tentam reconstruir como foi possível que um número tão elevado de pessoas atravessasse a fronteira em tão pouco tempo.

Terminou reunião de Putin com enviados de Trump para discutir fim da guerra... As conversações entre o Presidente russo, Vladimir Putin, e enviados do homólogo norte-americano para pôr fim a mais de quatro anos de guerra na Ucrânia, terminaram hoje no Kremlin após três horas, noticiou a imprensa estatal russa.

© Getty Images   LUSA   05/09/2026 

Putin esteve reunido até altas horas da noite com Steve Witkoff e Jared Kushner, portadores, segundo o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de uma proposta para acabar com o conflito na Ucrânia.

No domingo, está previsto que ambos se desloquem pela primeira vez a Kyiv como mediadores, para apresentar o plano à parte ucraniana.

"Os representantes norte-americanos prepararam-se meticulosamente para esta viagem. Não só reiteraram o seu habitual interesse num rápido fim das hostilidades, como também apresentaram uma série de ideias sobre possíveis caminhos para uma solução", disse o conselheiro do Kremlin Yuri Ushakov à comunicação social.

"A conversa foi construtiva, extremamente franca e assente na confiança", acrescentou, especificando que o lado russo "se declarou confiante na conquista dos objetivos definidos".

"É claro que a situação não é simples", declarou Putin aos dois enviados norte-americanos numa grande sala no Kremlin, segundo imagens divulgadas pela televisão russa.

Na sexta-feira à noite, os aeroportos de Kyiv foram alvo de ataques aéreos russos, denunciou, por seu lado, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que considerou tratar-se de uma tentativa da Rússia para impedir a visita de Witkoff e Kushner ao seu país.

E hoje, bombardeamentos russos na Ucrânia fizeram pelo menos sete mortos, dois no distrito de Bucha, perto da capital, e cinco na região de Dnipro, no centro do país, segundo as autoridades ucranianas.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou hoje que Putin tinha ordenado uma suspensão durante três dias dos ataques aéreos a Kyiv, para dar tempo para as conversações agendadas com os representantes do Governo norte-americano.

Na sexta-feira, Zelensky tinha assegurado que a Ucrânia não bombardearia território russo durante estas negociações e pediu a Moscovo que "garantisse um cessar-fogo mútuo" durante "o tempo necessário para a sua realização".

Desde o seu regresso à Casa Branca, em janeiro de 2025, para um segundo mandato presidencial, Donald Trump iniciou várias rondas negociais para tentar encontrar uma solução para o conflito, o mais mortífero na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, mas tais tentativas não produziram, até agora, quaisquer resultados concretos.

Trump não precisou se a proposta transmitida pelos seus enviados envolve uma cedência de territórios pela Ucrânia à Rússia, como anteriormente sugerira, tendo apenas declarado: "Temos uma ideia para a paz".

Atribuiu ainda a guerra, que começou com a invasão russa em grande escala do país vizinho, a 24 de fevereiro de 2022, a um "problema de personalidade" entre Zelensky e Putin.

Na semana passada, a visita do diretor da CIA (Agência Central de Serviços Secretos dos Estados Unidos), John Ratcliffe, à capital russa – uma ocorrência rara - gerou muita especulação.

Segundo Zelensky, foi equacionada a possibilidade de Kushner e Witkoff viajarem para Kyiv de avião, o que seria excecional, dado que o espaço aéreo e os aeroportos ucranianos estão encerrados desde o início do conflito.

Os dignitários que se deslocam à Ucrânia chegam geralmente de comboio de países terceiros, o que implica viagens muito mais longas.

Mas ocorreram durante a noite bombardeamentos russos bastante "elucidativos" em ambos os aeroportos da capital ucraniana, segundo Zelensky, que não especificou a extensão dos danos sofridos.

"É evidente que estes ataques russos aos aeroportos constituem uma reação às conversações e aos preparativos sobre a possibilidade de a delegação norte-americana viajar para a Ucrânia por via aérea e aterrar nos aeroportos de Kyiv ou Boryspil", lamentou.

Na região centro-leste da Ucrânia, em Kamianske, outro ataque noturno russo fez pelo menos cinco mortos e cinco feridos, segundo as autoridades regionais.

Na sexta-feira, em pleno centro histórico de Kyiv, a sede dos Serviços de Segurança da Ucrânia (SBU) foi atingida em cheio por um 'drone' russo. O balanço oficial: 15 feridos.

A aeronave não-tripulada "visou diretamente o gabinete do chefe dos serviços de segurança", Oleksandr Poklad, acusou o Presidente ucraniano.

O Exército russo intensificou nas últimas semanas os seus ataques com 'drones' e mísseis, tanto de dia como de noite, a Kyiv e outras cidades.

Este verão, as forças ucranianas também intensificaram os seus bombardeamentos da Rússia, por vezes longe das linhas da frente, afirmando ter como alvo as infraestruturas logísticas, militares e energéticas do inimigo.


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Exército iraniano promete retaliação "mais forte" se ataques de EUA prosseguirem... O Exército iraniano prometeu, este sábado, uma retaliação "mais forte" contra navios de guerra norte-americanos, se Washington prosseguir os seus ataques a embarcações iranianas, após os Estados Unidos anunciarem ter danificado três petroleiros iranianos.

Foto: Atta Kenare/AFP   JN/Agências  5 de setembro, 2026 

"O Exército terrorista norte-americano é advertido de que se os atos malévolos, a insegurança e o assédio a navios iranianos, bem como o bloqueio naval ao Irão prosseguirem, os ataques das Forças Armadas da República Islâmica do Irão a embarcações militares norte-americanas na região serão mais fortes que anteriormente e poderão alastrar", declarou o tenente-coronel Ebrahim Zolfaghari, porta-voz do Comando de Operações Conjuntas Khatam al-Anbiya, num comunicado.

Também o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Teerão "condenou energicamente" os ataques de hoje dos Estados Unidos a "navios mercantes iranianos no Golfo Pérsico e no Mar de Omã", classificando-os como uma violação à Carta das Nações Unidas e "um crime de guerra".

"A responsabilidade pelas consequências das contínuas ações agressivas e intervencionistas dos Estados Unidos na região recairá sobre o regime norte-americano e os seus cúmplices e parceiros", afirmou o ministério num comunicado.

O Exército dos Estados Unidos atacou hoje três petroleiros iranianos, depois de a Guarda Revolucionária Islâmica ter lançado mísseis balísticos contra dois navios de guerra da Marinha norte-americana que patrulhavam a região, indicou o Comando Central dos EUA (Centcom).

Numa nota de imprensa, o Centcom precisou que um porta-aviões e um contratorpedeiro lança-mísseis norte-americanos "esquivaram-se com êxito a múltiplos ataques iranianos" e nenhum militar norte-americano ficou ferido.

Os ataques norte-americanos de hoje ocorreram depois de esta semana Washington ter lançado a ofensiva aérea mais pesada em mais de um mês contra a República Islâmica, fazendo 19 mortos, quatro dos quais num casamento.

Teerão respondeu com ataques aéreos ao Kuwait, à Jordânia, à Arábia Saudita e aos Emirados Árabes Unidos.

O Irão bloqueou o Estreito de Ormuz após o início da guerra, a 28 de fevereiro, e transformou-o no seu principal trunfo no conflito, tendo conseguido interromper eficazmente quase todas as exportações de petróleo, exigindo que os navios obtenham a sua permissão para o atravessar e atacando os navios que tentam contornar o bloqueio.

Os Estados Unidos impuseram um cerco aos portos e navios iranianos e, nas últimas semanas, conseguiram restabelecer parte do tráfego marítimo através do estreito, ao longo de uma rota a sul, próxima de Omã, segundo especialistas em petróleo e em Médio Oriente.

Ceuta considera um grave erro utilizar o porto para acolher migrantes... O governo de Ceuta classificou hoje de "grave erro" a decisão que veio de Madrid de utilizar os terrenos do porto da cidade para criar um novo acampamento destinado a acolher os migrantes que permanecem nas ruas.

© Getty Images   LUSA   05/09/2026 

Em comunicado, o governo regional referiu-se assim à decisão do executivo presidido por Pedro Sánchez de montar várias tendas nas imediações do Cais de Poniente, a fim de disponibilizar mais 1.000 lugares para acolher migrantes que entraram no dia 30 de julho e continuam sem abrigo.

O governo de Ceuta afirmou que se trata de um "grave erro, pois trata-se de uma infraestrutura crítica, tal como indicam os relatórios existentes".

Na opinião do executivo presidido por Juan Jesús Vivas, "a celeridade com que se está a procurar alojamento para os migrantes deveria ser aplicada no repatriamento destas pessoas que entraram vindas de Marrocos, pois essa deve ser a prioridade".

O executivo local insistiu que o regresso "será a única forma de Ceuta recuperar a normalidade".


Leia Também: Governo espanhol controla porto de Ceuta para alojar migrantes

O Governo espanhol aprovou hoje um decreto para tomar o controlo do porto de Ceuta e autorizar a instalação de tendas para alojar temporariamente mais de mil migrantes na zona do molhe de Poniente.

"Situação não é fácil", diz Putin perante enviados da Casa Branca a Moscovo para discutir paz na Ucrânia... Rússia e Ucrânia anunciaram a suspensão dos ataques entre este sábado, 5 de setembro, e segunda-feira, durante a visita de Steve Witkoff e Jared Kushner, que no domingo estarão em Kiev.

DN/Lusa  05 Set 2026

O Presidente russo, Vladimir Putin, afirmou este sábado, 5 de setembro, que “a situação não é fácil”, no início do encontro com os enviados da Casa Branca em Moscovo para procurar reavivar o processo de paz com a Ucrânia. "A situação com que vamos lidar hoje não é, claro, fácil", disse Putin. O líder russo começou o encontro a transmitir, "em primeiro lugar, os melhores votos" ao Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Na sexta-feira, Trump confirmou que os seus enviados Steve Witkoff e Jared Kushner viajariam para Moscovo e Kiev este fim de semana, para procurar reavivar as conversações entre Rússia e Ucrânia, para pôr fim à guerra.

Os dois países em guerra anunciaram a suspensão dos ataques entre este sábado e segunda-feira, durante a visita dos representantes norte-americanos.

Depois do encontro com Trump, os enviados deverão ser recebidos em Kiev pelo Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, naquela que será a primeira reunião entre os dois negociadores e o líder ucraniano. Witkoff e Kushner já se reuniram várias vezes com as autoridades russas.

A viagem ocorre um ano depois de Trump ter recebido Putin no Alasca em agosto de 2025, numa tentativa de acabar com a guerra, uma das promessas de campanha do republicano. A reunião, no entanto, terminou sem acordo.

Trump está a tentar reintegrar a Rússia no palco internacional, tendo convidado Moscovo a participar nas reuniões dos ministros das Finanças do G20 realizadas na semana passada, na Carolina do Norte (Estados Unidos).

A ofensiva militar russa contra o território ucraniano, lançada a 24 de fevereiro de 2022, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

UCRÂNIA/RÚSSIA: Volodymyr Zelensky ordena suspensão dos ataques contra a Rússia... O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, ordenou hoje a suspensão dos ataques contra a Rússia, devido à visita dos enviados dos Estados Unidos, neste fim de semana, às capitais russa e ucraniana.

© Lusa    05/09/2026 

"Acabei de falar com os enviados do Presidente dos Estados Unidos. Começaram hoje a trabalhar com a parte russa. A partir deste momento, estamos dispostos a respeitar um cessar-fogo nos ataques aéreos contra as cidades implicadas no processo de negociação", garantiu Zelensky, nas suas redes sociais.

Pouco antes, o Presidente russo, Vladimir Putin, tinha ordenado o mesmo: a suspensão, por três dias, dos ataques contra a capital ucraniana, por ocasião da visita dos emissários da Casa Branca, Steve Witkoff e Jared Kushner.

"A partir de agora e até ao final do dia de sábado, assim como durante domingo e segunda-feira, a Ucrânia está disposta a abster-se de realizar ataques contra Moscovo e esperamos que os russos façam o mesmo em respeito a Kiev", disse.

Zelensky assegurou ainda que garantirá "o funcionamento normal do espaço aéreo russo para que os negociadores possam aterrar de forma segura", desejando que Moscovo faça o mesmo "durante o tempo necessário para manter essas conversações e resolver as questões logísticas relacionadas com a visita" dos enviados dos Estados Unidos.

No entanto, denunciou o Presidente ucraniano, antes de Putin anunciar o cessar-fogo registaram-se bombardeamentos contra os aeroportos de Kiev e Borispil.

"Está claro que esses ataques russos contra os aeroportos são uma reação às conversações e aos preparativos perante a possibilidade de que a parte norte-americana utilize um avião para viajar para a Ucrânia e aterrar no aeroporto de Kiev ou no de Borispil", apontou.

A Ucrânia fechou o espaço aéreo à aviação civil em 24 de fevereiro de 2022, data em que foi invadida pela Rússia, e, por isso, cidadãos ucranianos, visitantes estrangeiros e delegações oficiais geralmente entram e deslocam-se pelo país de comboio ou por estrada, atravessando países vizinhos.

No entanto, se os ataques russos cessarem, o avião que transporta Witkoff e Kushner poderia aterrar num dos aeroportos ucranianos.

Zelensky disse ainda que a Ucrânia está preparada "para manter uma conversa substancial" com os enviados de Trump, mas prometeu firmeza nas negociações.

Na sexta-feira, o Presidente dos Estados Unidos, Donal Trump, confirmou que os seus enviados Steve Witkoff e Jared Kushner viajariam para Moscovo e Kiev este fim de semana, para procurar reavivar as conversações entre Rússia e Ucrânia, para pôr fim à guerra.

Witkoff, o enviado especial da Casa Branca, e Kushner, genro de Trump, vão reunir-se com o Presidente russo, Vladimir Putin, em Moscovo, e depois tarde viajarão para Kiev para se encontrar com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, naquela que será a primeira reunião entre os dois negociadores e o líder ucraniano.

A viagem ocorre um ano depois de Trump ter recebido Putin no Alasca em agosto de 2025, numa tentativa de acabar com a guerra, uma das promessas de campanha do republicano. A reunião, no entanto, terminou sem acordo.

Trump está a tentar reintegrar a Rússia no palco internacional, tendo convidado Moscovo a participar nas reuniões dos ministros das finanças do G20 realizadas na semana passada, na Carolina do Norte (Estados Unidos).

A ofensiva militar russa contra o território ucraniano, lançada a 24 de fevereiro de 2022, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).


EUA anunciam destruição de 3 petroleiros da Guarda Revolucionária do Irão... Os Estados Unidos relataram hoje ter destruído três petroleiros que pertenciam à Guarda Revolucionária do Irão, em resposta a um ataque a dois navios de guerra norte-americanos destacados na área do estreito de Ormuz.

correiodamanhacanada.com  05/09/2026 

Washington, 05 set 2026 (Lusa) – Os Estados Unidos relataram hoje ter destruído três petroleiros que pertenciam à Guarda Revolucionária do Irão, em resposta a um ataque a dois navios de guerra norte-americanos destacados na área do estreito de Ormuz.

As forças dos EUA “desativaram permanentemente” os petroleiros da Guarda Revolucionária “M/T Downy” ao largo da costa da Ilha Kharg e “M/T Stark 1” perto de Jask e “destruíram completamente” o petroleiro vazio “M/T Kylo”, também conhecido como “Noxen”, no golfo de Omã, com vários impactos em “locais de importância crítica” para o tornar inoperacional após ordenar à tripulação que abandonasse o navio.

O ataque é uma retaliação ao lançamento de mísseis balísticos pela Guarda Revolucionária contra dois navios da Marinha dos EUA que patrulhavam águas regionais.

“Um porta-aviões dos EUA e um contratorpedeiro guiado por mísseis impediram vários ataques não provocados por parte do Irão. Nenhum militar americano ficou ferido”, explicou o Comando Central dos EUA (CENTCOM).

Os três petroleiros destruídos em retaliação pertenciam à “frota fantasma” do Irão que serve para financiar a Guarda Revolucionária, segundo o comunicado militar dos EUA, que sublinha que os três navios “não tinham meios para se defender”.

“Que a mensagem para a Guarda Revolucionária seja clara: se dispararem contra dois dos nossos navios, aplicaremos um custo económico maior e eliminaremos três dos vossos”, disse o comandante do Comando Central das Forças Armadas dos EUA, Brad Cooper.

“Não hesitaremos em defender as forças dos EUA e, se necessário, destruir a limitada e vulnerável frota petrolífera do Irão”, acrescentou.

Os meios de comunicação iranianos tinham noticiado antes “várias explosões” ouvidas perto da ilha de Kharg, onde se situa o principal terminal petrolífero do país.

A agência de notícias Fars noticiou que não havia fumo visível após as explosões, enquanto a agência de notícias local SNN noticiou que “um petroleiro iraniano foi alvo dos Estados Unidos” perto da ilha.

Os confrontos entre os dois lados recomeçaram no domingo com ataques dos EUA contra o Irão, quando o conflito entra no seu sétimo mês. Teerão continua a bloquear o estreito de Ormuz, enquanto Washington mantém o bloqueio aos portos iranianos.

O Irão anunciou na quinta-feira que as suas forças armadas atacaram bases militares norte-americanas no Kuwait e nos Emirados Árabes Unidos, prometendo vingança por um ataque com míssil que atingiu uma festa de casamento, que foi atribuído aos Estados Unidos.

JH (CSR) // CFF

Lusa/Fim

RDCONGO: Incêndio em casamento na RDCongo: 22 pessoas morreram... Pelo menos 22 pessoas morreram num incêndio na sexta-feira à noite durante uma festa de casamento em Kinshasa, capital da República Democrática do Congo (RDCongo), revelaram hoje as autoridades locais.

© GLODY MURHABAZI / AFP via Getty Images     LUSA   05/09/2026 

"O balanço provisório do número de mortos esta manhã, 05 de setembro de 2026, é de 22, com vários feridos admitidos nas urgências" de vários hospitais da região, disse o presidente do município de Lingwala (situado no norte de Kinshasa), Norbert Mushiga Nzindula, em declarações à imprensa local.

O incêndio começou enquanto a cerimónia de casamento decorria num salão de festas chamado Panacée, no primeiro andar de um edifício comercial no Boulevard Triomphal, uma das principais avenidas da capital da RDCongo.

A situação de fogo foi complicada pelas condições do espaço, que tinha apenas uma porta de saída, "aparentemente demasiado estreita para permitir a saída de um grande número de pessoas ao mesmo tempo", explicou Nzindula.

"O pânico resultante pode explicar o elevado número de mortos. O fumo também impediu a fuga das pessoas. Mas, para já, a causa do incêndio é desconhecida", afirmou o autarca.

Além das vítimas mortais e feridos, o incêndio também causou danos materiais significativos, sendo que vários objetos no interior do edifício ficaram "completamente queimados", segundo o responsável.

Imagens divulgadas pela imprensa da RDCongo mostram o edifício em chamas e enegrecido esta manhã, com parte da fachada carbonizada, bem como as cadeiras e mesas redondas no seu interior.


ALEMANHA: "Preços da Lua". Milhares saem às ruas de Berlim contra rendas... Um homem vestido de astronauta atravessa a multidão com um cartaz onde se lê "as vossas rendas são preços da Lua", numa manifestação que leva hoje a crise da habitação às ruas de Berlim.

 © REUTERS/Axel Schmidt    LUSA   05/09/2026 

No palco montado junto ao Rotes Rathaus, Andre, membro da associação Deutsche Wohnen & Co Enteignen, resume num receio em alta voz aquilo que, diz, sentem muitos inquilinos: "Temos medo quando vamos ao correio e abrimos uma carta do senhorio".

Pessoas de várias idades e provenientes de diferentes zonas da cidade concentram-se para exigir rendas mais baixas e mais habitação acessível. Muitos chegaram de bicicleta.

A manifestação é organizada pelo Bündnis gegen Verdrängung und Mietenwahnsinn (Aliança contra a Expulsão e a Loucura das Rendas) e acontece duas semanas antes das eleições regionais de Berlim, marcadas para 20 de setembro.

A CDU e a SPD, que atualmente governam Berlim, apresentam propostas centradas na construção de novas habitações e no combate às rendas excessivas. A Esquerda (Die Linke) coloca o fim do poder das grandes empresas imobiliárias entre as suas principais reivindicações.

Entre os manifestantes está Alessandro, que conta ter visto a sua renda aumentar várias vezes nos últimos dois anos.

"É impossível continuar a suportar estes aumentos. Berlim já não é para quem cá vive, é para os grandes investidores, capitalistas, não para as pessoas", confessou à Lusa.

Nas eleições regionais de 20 de setembro, diz que vai votar Die Linke, por considerar que é o partido "mais preocupado" com a questão da habitação.

As sondagens mais recentes mostram os conservadores da CDU e a Esquerda empatados ou praticamente empatados, com cerca de 20% das intenções de voto, seguidos pelo partido de direita radical, Alternativa para a Alemanha (AfD), com cerca de 18%, e pelos Verdes, entre 15% e 18%. O Partido Social Democrata alemão (SPD) surge mais atrás, entre 11% e 15%, enquanto o BSW e o FDP permanecem abaixo da barreira dos 5%.

Há música, carros alegóricos e bandeiras de diferentes organizações. Alguns partidos políticos também aproveitam a oportunidade para apelar ao voto. O Sozialistische Gleichheitspartei (SGP), partido socialista de orientação trotskista, entrega panfletos de várias páginas a explicar o programa.

"Enteigner enteignen" — "Expropriar os expropriadores" — lê-se num grande cartaz junto ao palco. Outros resumem algumas das principais reivindicações do protesto: "Mieten ohne Angst" ("Rendas sem medo"), "Unsere Stadt, unsere Wahl" ("A nossa cidade, a nossa escolha") e "Wohnen ist Menschenrecht" ("A habitação é um direito humano").

Para Kim Meyer, do Bündnis gegen Verdrängung und Mietenwahnsinn, a habitação é "o tema decisivo" das eleições em Berlim.

"Queremos um Governo que nos proteja enquanto inquilinos e nos garanta uma casa segura", revelou, em declarações à Lusa.

O movimento espera a implementação do resultado do referendo de 2021 sobre a socialização de grandes empresas imobiliárias e defende a introdução de um teto às rendas, começando pelas empresas imobiliárias públicas de Berlim e, posteriormente, a nível nacional.

"Mas só fazer cumprir a legislação de arrendamento que já existe e garantir segurança jurídica aos inquilinos já seria uma grande ajuda", acrescentou.

Segundo Meyer, o objetivo passa sobretudo por representar os interesses dos cerca de 85% dos berlinenses que vivem em casas arrendadas, e não os das empresas imobiliárias privadas que, acusa, fazem subir as rendas.

A questão da habitação é uma das principais preocupações da campanha para as eleições de setembro. O Berliner Mieterverein, uma das maiores organizações de defesa dos inquilinos da cidade, tem apelado a medidas para garantir rendas acessíveis e reforçar a proteção dos inquilinos.

A organização tinha registado 20 mil participantes, mas revelou mais tarde que o número não terá ultrapassado as 11 mil pessoas. A manifestação, acrescentaram, pretende ser também uma mensagem aos partidos que disputarão o futuro Governo da cidade. "Her mit den Wohnungen! Runter mit den Mieten!" — "Queremos as casas! Baixem as rendas!".

E, no meio da música, dos carros alegóricos e das bandeiras, o astronauta continua a circular entre os manifestantes, lembrando com humor aquilo que para muitos deixou de ter graça: o preço de viver em Berlim.


Leia Também: Alemanha: 2 novas tentativas de sabotagem junto a subestações elétricas

A polícia alemã anunciou hoje estar a investigar duas novas tentativas de sabotagem perto de subestações elétricas no leste do país, existindo buscas desde sexta-feira por um suspeito de atos semelhantes.

Cinco mortos em ataques ucranianos na região de Lugansk... As autoridades locais de Lugansk, região ocupada pela Rússia, denunciaram hoje que os ataques levados a cabo pela Ucrânia nas últimas 24 horas causaram cinco mortos e cinco feridos.

© Dmitri Chirciu/Anadolu via Getty Images    LUSA    05/09/2026 

Segundo Leonid Pasechnik, o governador da região, próximo da Rússia, o ataque ucraniano na localidade de Brianka atingiu um automóvel, matando uma jovem de 23 anos e a sua mãe, de 63, enquanto um outro ataque semelhante com drones vitimou um homem de 35 anos.

Um ataque no distrito de Krasnodon provocou várias explosões, causando a morte a um jovem de 14 anos e ferindo outro de 13, e um condutor de trator de 29 anos morreu na sequência da explosão de uma mina em Lisichansk.

Nas últimas semanas, o exército ucraniano intensificou os ataques na região de Lugansk, anexada pela Rússia em 2022 e a partir da qual Moscovo tenta tomar o norte da região de Donetsk, sob controlo de Kiev desde o início da guerra.

A ofensiva militar russa contra o território ucraniano, lançada a 24 de fevereiro de 2022, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Na sexta-feira, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que os seus enviados Steve Witkoff e Jared Kushner viajariam para Moscovo e Kiev este fim de semana, para procurar reavivar as conversações entre Rússia e Ucrânia, para pôr fim à guerra.

Witkoff, o enviado especial da Casa Branca, e Kushner, genro de Trump, vão reunir-se hoje com o Presidente russo, Vladimir Putin, em Moscovo, e mais tarde viajarão para Kiev para se encontrar com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, naquela que será a primeira reunião entre os dois negociadores e o líder ucraniano.

A viagem tem estado em negociação há várias semanas, segundo fontes norte-americanas citadas pelo jornal The New York Times, que detalharam que Washington quer que a Ucrânia e a Rússia suspendam temporariamente os seus ataques enquanto os enviados norte-americanos estiverem na região.

A viagem ocorre um ano depois de Trump ter recebido Putin no Alasca em agosto de 2025, numa tentativa de acabar com a guerra, uma das promessas de campanha do republicano. A reunião, no entanto, terminou sem acordo.

Trump está a tentar reintegrar a Rússia no palco internacional, tendo convidado Moscovo a participar nas reuniões dos ministros das finanças do G20 realizadas na semana passada, na Carolina do Norte (Estados Unidos).


Guiné-Bissau: O Presidente da União Nacional dos Estudantes da Guiné-Bissau, Matchu Indi, esclareceu este sábado, em Bissau, o que considera falsas declarações sobre a organização. Reafirmou que a sua direção é a única legítima e legal para falar em nome da UNE e anunciou o apoio do Instituto da Juventude à organização.

Radio Voz Do Povo

PORTUGAL/EDUCAÇÃO: Regresso às aulas: custo de um ano letivo no ensino público pode chegar aos 1.500 euros... No ano passado, uma família portuguesa gastava em média 604 euros, na altura do regresso às aulas, mais seis do que em 2024.

SIC Notícias  05/09/2026 

O início do ano letivo está à porta e já se preparam os últimos dias para a corrida ao material escolar. Os preços aumentam e a despesa total representa uma parte significativa do orçamento das famílias.

No ano passado, uma família portuguesa gastava em média 604 euros, na altura do regresso às aulas, mais seis do que em 2024. Este ano, o valor poderá ser superior. Com a inflação a subir as famílias já notam que o material escolar está mais caro.

A SIC foi tentar perceber quanto é que as famílias estão a gastar este ano. A base é uma lista disponibilizada no site Doutor Finanças, só com os materiais indispensáveis para um aluno do ensino básico.

A estimativa da plataforma é que o custo de um ano letivo no ensino público se aproxime dos 1.500 euros.

Restam poucos dias para a corrida ao material escolar, sendo que as aulas começam entre 11 e 15 de setembro, à exceção do ensino secundário, onde que o início foi adiado para dia 21.

Deputado do Hezbollah admite que resistência contra Israel diminuiu... O deputado do movimento xiita libanês Hezbollah, Hassan Ezzedine, admitiu hoje que o "nível de dissuasão" do chamado eixo da resistência liderado pelo Irão diminuiu desde 2023, embora continue a lutar para impedir mais avanços de Israel.

© Ahmed Younis / Middle East Images / AFP via Getty Images    LUSA  05/09/2026 

"Conseguirá a resistência hoje atingir o nível de dissuasão que existia antes de 2023 [quando começou a guerra em Gaza]? Acho difícil. Nada é impossível, mas não é fácil", disse, num discurso no Líbano durante um serviço memorial em homenagem a um combatente falecido da formação armada.

"Serei transparente e direi francamente: estamos atualmente a enfrentar uma crise política, mas isso não significa que o inimigo esteja calmo. O inimigo [Israel] está em crise, os americanos estão em crise, e nós, no Líbano, também enfrentamos uma crise", afirmou.

No entanto, sublinhou que a resistência "continua a enfrentar este inimigo para impedir que se expanda e avance mais".

Sublinhou que o pacto de Islamabad alcançado entre os Estados Unidos e o Irão em junho passado é "um entendimento que não deve ser esquecido", porque contribuiu significativamente para a redução dos ataques a líderes e combatentes.

No entanto, o parlamentar libanês salientou que Israel "continua com os seus assassinatos, destruição, agressão e bombardeamentos".

Depois, perguntou: "Qual é a saída?", respondendo: "Temos de ser realistas. A saída é o Irão, para ser honesto".

Na sexta-feira, pelo menos quatro pessoas foram mortas em ataques israelitas ano sul do Líbano, indicou hoje o Ministério da Saúde Pública libanês, referindo que houve feridos numa outra ação israelita em Bekaa, no leste do país.

Ezzedine criticou o governo libanês devido às conversações atuais – das quais o Hezbollah não faz parte – entre o Líbano e Israel, mediadas pelos Estados Unidos, as primeiras em três décadas.

"O que conseguiram as conversações de Islamabad? Trouxeram o Líbano para as negociações e foram elas que levaram ao cessar-fogo. Não as conversações em Washington, nem as negociações diretas, nem as reuniões subsequentes em Roma. Todas as suas reuniões não resultaram. Honestamente, esta autoridade é enganada e continua teimosamente a insistir em permanecer aliada dos Estados Unidos, que nem sequer a reconhecem totalmente", condenou.

O Líbano foi arrastado pelo Hezbollah para a nova guerra na região ao reatar, no início de março, ataques aéreos contra o território israelita, como retaliação da ofensiva israelo-americana contra o seu aliado iraniano.

Israel respondeu com bombardeamentos intensivos no Líbano e expandiu as posições militares que já mantinha no sul do país desde o conflito anterior, provocando mais de 4.300 mortes e deixando acima de um milhão de deslocados, segundo as autoridades de Beirute.

As partes tinham estado em confronto no seguimento da guerra na Faixa de Gaza, entre outubro de 2023 e novembro de 2024, data de um cessar-fogo nunca verdadeiramente respeitado e interrompido com o início do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irão.  

As conversações entre as autoridades libanesas e israelitas levaram à assinatura de um acordo-quadro no final de junho passado que prevê a retirada gradual das forças israelitas dos territórios que invadiram, embora sob a condição de que o Hezbollah se desarme.

Desde então, Israel continuou a atacar o sul do Líbano, embora a violência tenha sido significativamente reduzida.

O chamado eixo da resistência, formado por grupos políticos e armados apoiados pelo Irão, é composto pelo Hezbollah (Líbano), Hamas (Faixa de Gaza), Huthis (Iémen) e milícias xiitas no Iraque.


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Os Estados Unidos alertaram os seus cidadãos para evitarem viagens à província moçambicana de Niassa, após ataque insurgente a um acampamento turístico associado ao treinador luso-moçambicano Carlos Queiroz, que causou um morto e dois mil deslocados.

GUERRA NA UCRÂNIA: Vladimir Putin anuncia cessar-fogo de três dias com Ucrânia... O presidente russo, Vladimir Putin anunciou este sábado um cessar-fogo de três dias com a Ucrânia. A suspensão dos ataques começará a partir da meia-noite de hoje, segundo um porta-voz russo.

© Sergei ILYIN / POOL / AFP via Getty Images     Notícias ao Minuto   05/09/2026 

O presidente russo, Vladimir Putin anunciou este sábado um cessar-fogo de três dias com a Ucrânia. A suspensão dos ataques começará à meia-noite de hoje.

De acordo com a imprensa russa, que cita o porta-voz do Dmitry Peskov, Putin ordenou que nenhum ataque seja realizado a partir da meia noite deste sábado.

"O presidente russo, Vladimir Putin, ordenou a suspensão dos ataques a Kyiv durante três dias, a partir da meia-noite de hoje. Isto deve-se à preparação e condução das reuniões dos norte-americanos em Kyiv", disse Dmitry Peskov.

O porta-voz confirmou ainda que Putin irá reunir-se com os enviados dos Estados Unidos Steve Witkoff e Jared Kushner.

Recorde-se que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, já havia afirmado que a Ucrânia não iria realizar nenhum ataque durante a visita da delegação norte-americana e pediu que a Rússia fizesse o mesmo.

Uma delegação norte-americana chegou este sábado a Moscovo para iniciar conversações para pôr fim à guerra na Ucrânia. 

Steve Witkoff e Jared Kushner foram recebidos pelo enviado presidencial Kirill Dmitriev, um forte aliado de Putin. 

Depois da reunião com o presidente russo, os enviados dos Estados Unidos viajarão para Kyiv onde irão prosseguir as negociações com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Na sexta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os Witkoff e Kashner "levam uma proposta para acabar com a guerra", sublinhando que o próprio acabou com "oito guerras". 

Trump, que falou aos jornalistas na Sala Oval, reconheceu que esperava que a guerra na Ucrânia fosse mais fácil de resolver do que outros conflitos, mas afirmou que Putin e Zelensky "se odeiam profundamente", o que, disse, torna as negociações de paz difíceis.

A viagem, sublinhe-se, esteve em negociação há várias semanas, segundo fontes norte-americanas citadas pelo jornal The New York Times, que detalharam que Washington quer que a Ucrânia e a Rússia suspendam temporariamente os seus ataques enquanto os enviados norte-americanos estiverem na região.

O jornal The New York Times nota que não está claro se Witkoff e Kushner apresentarão uma nova proposta de paz ou se irão pressionar para encerrar as questões pendentes da anterior, incluindo quem controlará o Donbass, território no leste ucraniano parcialmente ocupado pelas forças russas.



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Os enviados dos Estados Unidos Steve Witkoff e Jared Kushner já chegaram à capital russa, Moscovo, para iniciar conversações de forma a pôr fim à guerra na Ucrânia. Amanhã, domingo, os dois norte-americanos viajarão para Kyiv onde se encontrarão com o presidente ucraniano. 

A AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) obteve um cessar-fogo perto de Zaporíjia para reparar a linha de transmissão de energia da usina nuclear... A AIEA está pressionando por um cessar-fogo limitado em Zaporíjia para reparar a única linha de transmissão de energia da usina nuclear e evitar um possível apagão total.

POR AGÊNCIAS  DEMOCRATA   5 DE SETEMBRO DE 2026

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) anunciou no sábado que um cessar-fogo limitado entrou em vigor na área da usina nuclear de Zaporizhzhia, com o objetivo de facilitar os reparos na linha de transmissão de energia que abastece a instalação, após uma interrupção prolongada causada pelo fogo cruzado entre a Ucrânia e a Rússia.

“Entra em vigor mais um cessar-fogo localizado negociado pela AIEA para permitir os reparos necessários na linha de transmissão de energia e restabelecer o fornecimento externo de energia à usina nuclear de Zaporíjia”, confirmou a agência da ONU em uma mensagem nas redes sociais.

A agência explicou que, em meio à troca de tiros entre as forças russas e ucranianas, "a usina perdeu a conexão com sua única linha de energia restante - a Ferosplavna-1 de 330 quilovolts - em 20 de agosto", o que nas últimas semanas obrigou a usina a depender de geradores a diesel de emergência para manter o resfriamento de seus seis reatores e das piscinas onde o combustível usado é armazenado.

“A usina está ficando sem reservas de diesel e corre o risco de um apagão total em poucos dias, a menos que o fornecimento de energia externa seja restabelecido ou que mais reservas de combustível possam ser transportadas para a instalação, localizada em uma zona de guerra ativa”, alertou a AIEA, acrescentando que técnicos ucranianos começariam os reparos na linha de energia ainda naquele dia, “assim que a área fosse desminada”.

O Diretor-Geral da AIEA, Rafael Grossi, enfatizou que Moscou e Kiev têm colaborado “construtivamente” para fortalecer a segurança nuclear. Ele também explicou que uma equipe da AIEA estará no local para monitorar os trabalhos durante o cessar-fogo, o sétimo desse tipo em torno da usina, com o objetivo de minimizar o risco de um acidente nuclear.


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Um ataque russo com mísseis contra uma empresa industrial em Kamianske, na região ucraniana de Dnipropetrovsk, no centro-leste do país, causou quatro mortos e cinco feridos, segundo o chefe da Administração Militar da região, Oleksandr Ganzha.

Media do Irão noticia explosões perto da Ilha de Kharg... Os meios de comunicação iranianos noticiaram hoje "várias explosões" ouvidas perto da ilha de Kharg, onde se situa o principal terminal petrolífero do país, quando as hostilidades contra os Estados Unidos voltaram a escalar.

© Gallo Images/Orbital Horizon/Copernicus Sentinel Data 2024    LUSA   05/09/2026 

A agência de notícias Fars noticiou que não havia fumo visível após as explosões, enquanto a agência de notícias local SNN noticiou que "um petroleiro iraniano foi alvo dos Estados Unidos" perto da ilha.

Até ao momento, nem as autoridades iranianas nem as norte-americanas comentaram o incidente.

Os confrontos entre os dois lados recomeçaram no domingo com ataques dos EUA contra o Irão, quando o conflito entra no seu sétimo mês. Teerão continua a bloquear o estreito de Ormuz, enquanto Washington mantém o bloqueio aos portos iranianos.

O Irão anunciou na quinta-feira que as suas forças armadas atacaram bases militares norte-americanas no Kuwait e nos Emirados Árabes Unidos, prometendo vingança por um ataque com míssil que atingiu uma festa de casamento, que foi atribuído aos Estados Unidos.


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O Presidente norte-americano, Donald Trump, considerou hoje que a guerra contra o Irão é uma "coisa pequena" para os Estados Unidos, apesar de se prolongar há mais de seis meses e das baixas provocadas nas forças armadas...           "Muitas pessoas não lhe chamam guerra. Eu digo que é um conflito militar, porque para nós é uma coisa pequena. Não é grande coisa", comentou, referindo-se a uma intensidade "intermitente" nos combates.



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O número de mortos devido às inundações devastadoras no Nepal aumentou para 1.344 e o de desaparecidos situa-se em 4.886, prosseguindo as operações de busca e salvamento nas zonas afetadas, aponta hoje o último balanço das autoridades.

UNIÃO EUROPEIA: Cinco países da UE estão preparando centros em países terceiros para deportar migrantes a partir de 2027... Alemanha, Áustria, Dinamarca, Grécia e Holanda concordaram com um modelo comum para "centros de retorno" destinados à transferência de estrangeiros sem direito de permanência na UE para fora do país. Os governos pretendem finalizar um acordo inicial com um país parceiro até o final deste ano e iniciar as transferências em 2027.

POR AGÊNCIAS/DEMOCRATAS   5 DE SETEMBRO DE 2026

Cinco países da União Europeia deram mais um passo rumo à  terceirização de parte de sua política de deportação . Alemanha, Áustria, Dinamarca, Grécia e Holanda concordaram nesta sexta-feira, em Copenhague, com um modelo comum para a criação de  centros de retorno  em países terceiros. Essas instalações poderiam abrigar migrantes em situação irregular na UE que receberam ordem de retorno. O objetivo declarado do grupo é chegar a um acordo ainda este ano com pelo menos um Estado disposto a sediar esses centros e estar em condições de realizar  as primeiras transferências em 2027.

Por enquanto, os cinco governos  não revelaram com quais países estão negociando , embora diversas reportagens apontem Ruanda e Uganda entre os possíveis candidatos. O Ministro da Imigração e Integração da Dinamarca, Morten Bødskov, afirmou após a reunião que as conversas estão em estágio avançado e indicou que esperam chegar a um entendimento comum com um país parceiro por volta do Ano Novo. O grupo se reunirá novamente no final de setembro em Munique para continuar aprimorando o projeto.

Um novo instrumento para efetuar expulsões

A iniciativa visa especificamente  cidadãos de países terceiros que não têm o direito de permanecer na União , incluindo requerentes de asilo cujos pedidos foram rejeitados e cuja deportação para o seu país de origem não pode ser efetuada de imediato. Esses migrantes podem ser enviados para um país terceiro que tenha concordado em recebê-los mediante um acordo prévio com o país europeu responsável pelo seu retorno. Portanto, o objetivo não é transferir para fora da UE qualquer requerente de asilo que chegue à Europa, mas sim aplicar o mecanismo a indivíduos para os quais já tenha sido emitida uma decisão de retorno.

Os cinco governos sustentam que esses centros aumentariam a baixa porcentagem de ordens de retorno que são efetivamente cumpridas e, ao mesmo tempo, enviariam uma mensagem dissuasora contra a imigração irregular. A Áustria chegou a estabelecer como objetivo político a redução drástica das chegadas irregulares, enquanto a Dinamarca insiste que os futuros centros  não devem funcionar como prisões , mas sim como instalações a partir das quais os afetados possam posteriormente retornar aos seus países de origem ou reconstruir suas vidas no Estado parceiro.

Bruxelas abre as portas para 'polos de retorno'

O projeto ganhou viabilidade após o Parlamento Europeu aprovar a reforma do sistema de retorno da UE em 17 de junho, com  418 votos a favor, 218 contra e 30 abstenções . O novo quadro permite expressamente que um Estado-Membro celebre acordos com países terceiros para transferir indivíduos sujeitos a uma ordem de retorno, desde que o país de acolhimento respeite os direitos humanos, o direito internacional e o princípio da não repulsão. A reforma inclui também maiores obrigações de cooperação para indivíduos sujeitos a processos de deportação e amplia os motivos de detenção quando existe risco de fuga ou falta de cooperação.

O regulamento estabelece salvaguardas importantes:  menores não acompanhados estão excluídos dos centros de retorno , embora o mecanismo possa ser estendido a famílias com crianças. Os Estados-Membros também terão de informar a Comissão Europeia e outros parceiros da UE sobre os acordos assinados com países terceiros antes de os implementarem.

Dúvidas sobre direitos humanos e eficácia.

O projeto, no entanto, enfrenta importantes questões legais e práticas. O Comissário para os Direitos Humanos do Conselho da Europa, Michael O'Flaherty, alertou diretamente os cinco governos em julho de que os centros poderiam gerar  "riscos consideráveis ​​aos direitos humanos"  e solicitou avaliações de risco prévias, monitoramento independente permanente, cláusulas juridicamente vinculativas e mecanismos para suspender os acordos quando as salvaguardas necessárias não forem respeitadas.

Existem também dúvidas sobre a sua real eficácia. Um relatório do serviço de investigação do Parlamento Europeu salienta que experiências semelhantes fora da UE resultaram em  custos elevados, dificuldades legais e um número limitado de pessoas efetivamente realocadas . A Itália já tem um precedente com as suas instalações na Albânia, enquanto outras tentativas de externalização encontraram obstáculos legais, políticos e económicos nos últimos anos.

Apesar dessas reservas, o acordo entre Berlim, Viena, Copenhague, Atenas e Haia demonstra o quanto  a terceirização das deportações passou de uma proposta controversa a um pilar da nova política migratória europeia . O próximo passo será encontrar um terceiro país disposto a receber os deportados e determinar quem assumirá sua custódia, sustento e eventual transferência subsequente; essas questões determinarão se os primeiros centros poderão de fato entrar em operação até 2027 ou se o projeto enfrentará novamente os problemas legais e logísticos que prejudicaram iniciativas anteriores.


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Alguns estiveram casados apenas um mês e meio, outros conseguiram passar o meio ano e há ainda aqueles para quem um ano de matrimónio foi suficiente para perceber que o melhor era o divórcio...          Alguns estiveram casados apenas um mês e meio, outros conseguiram passar o meio ano e há ainda aqueles para quem um ano de matrimónio foi suficiente para perceber que o melhor era o divórcio.

Humorista enfrenta 10 anos de prisão por insultar Presidente da Turquia... A justiça turca acusou um humorista por insultos dirigidos ao Presidente Recep Tayyip Erdogan, após um espetáculo de stand-up satírico em junho, acusação que pode resultar em vários anos de prisão.

© Yasin AKGUL / AFP via Getty Images    LUSA   05/09/2026 

Inicialmente processado por "insultar o Islão" e preso em julho, Deniz Goktas, de 32 anos, foi libertado em 28 de agosto por um tribunal, para ser novamente detido no mesmo dia, sem que lhe fosse permitido sair da cela, noticiou a comunicação social turca citada pela agência France-Presse (AFP).

A acusação desta vez é de "apologia a um crime", de acordo com uma cópia da acusação datada de 03 de setembro, consultada na sexta-feira pela AFP.

Em ambos os casos, as acusações baseiam-se em comentários feitos em palco por este comediante, cujos espetáculos atraíram dezenas de milhares de espetadores e geraram nove milhões de visualizações na rede social YouTube.

A sua detenção é a mais recente de uma ampla repressão contra qualquer pessoa considerada crítica ao governo islamista-conservador da Turquia ou aos seus valores.

Esta repressão já levou à detenção de centenas de políticos, artistas, músicos e jornalistas, entre outros.

A primeira audiência está marcada para 28 de setembro. Os meios de comunicação turcos estimam que o humorista possa ser condenado até dez anos de prisão.

A acusação alega que algumas das declarações de Goktas "ultrapassaram os limites da crítica e provavelmente prejudicaram a honra, a dignidade e a reputação do presidente perante a sociedade".

Deniz Goktas, que afirmou estar de férias no estrangeiro quando a investigação começou, foi detido no aeroporto quando regressava à Turquia, em 02 de julho.

Segundo os meios de comunicação social turcos, o humorista nascido em Ancara iniciou a sua carreira num teatro de Istambul em 2019. Desde então, tem atuado em vários locais da Europa e dos Estados Unidos.

Dezenas de milhares de pessoas foram processadas na Turquia nos últimos anos, principalmente por "insultar o presidente", por vezes por publicações nas redes sociais datadas de há vários anos.