sexta-feira, 21 de agosto de 2026

SEGURANÇA RODOVIÁRIA: Bebeu à noite? Dormir pode não chegar para conduzir de manhã... Se beber, não conduza. A mensagem para evitar o excesso de álcool na condução é clara, mas quanto tempo é que o organismo leva a ficar livre das substâncias? Uma noite de sono pode não chegar.

© Shutterstock  Por noticiasaominuto.com 21/08/2026 

Conduzir depois de consumir bebidas alcoólicas não é recomendável, constituindo, no limite, um crime - dependendo da taxa de álcool que um condutor acusar.

Mesmo se se sentir nas plenas posses das suas capacidades, este tipo de substâncias tem um impacto nas suas faculdades que pode ser quase imperceptível, mas ser significativo do ponto de vista da segurança nas estradas.

Então, quanto tempo depois de consumir álcool é possível conduzir? Não há uma resposta certa e precisa para todas as situações, dependendo sempre da quantidade e do organismo. Mas um período prolongado, mesmo que inclua várias horas de sono, pode não chegar.

A Guarda Nacional Republicana (GNR) deixa-o claro: "Uma pessoa com uma taxa de álcool no sangue de 2,0 gramas/litro à meia-noite pode ainda apresentar álcool no sangue muitas horas depois. Dependendo da velocidade a que o organismo elimina o álcool, poderá continuar acima do limite legal de condução durante boa parte do dia seguinte".

A recomendação da autoridade é a de garantir que tem as condições adequadas para conduzir antes de o fazer, alertando ainda: "Uma noite de sono não elimina o álcool do organismo. Mesmo depois de dormir, o álcool pode continuar presente no sangue e comprometer a capacidade de condução".

Limite de álcool na condução e sanções

No geral, a lei determina que a taxa de álcool no sangue permitida é de 0,49 gramas por litro de sangue para a generalidade dos condutores - embora o recomendável seja mesmo o nível 0.

Há exceções: condutores há menos de três anos têm de respeitar um limite de 0,19 g/l, assim como profissionais (motoristas de transporte de crianças e/ou passageiros, assim como de pesados e também de mercadorias perigosas). O Código da Estrada estabelece como infrações:

  • 0,5 a 0,8 g/l: Contraordenação grave (250 a 1.250 euros de multa)
  • 0,2 a 0,4 g/l para as exceções referidas
  • 0,8 a 1,2 g/l: Contraordenação muito grave (500 a 2.500 euros de multa)
  • 0,5 a 0,8 g/l para as exceções referidas
  • Superior a 1,2 g/l: Crime punível com pena de prisão até 1 ano ou de multa até 120 dias
  • Superior a 0,8 g/l para as exceções referidas

No caso das contraordenações, de recordar que as graves implicam a perda de três pontos na carta e a sanção acessória de inibição de conduzir entre um mês e um ano. Já as muito graves implicam a subtração de cinco pontos e a inibição de conduzir entre dois meses e dois anos.


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Cerca de um em cada quatro condutores mortos no ano passado em acidentes de viação e autopsiados tinham uma taxa de álcool no sangue considerada crime, segundo dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR).

Exportação de canábis para fins medicinais já ultrapassou 66 toneladas... A exportação de canábis para fins medicinais ultrapassou no primeiro semestre deste ano 66 toneladas, mais de 80% do total de 2025, segundo o Infarmed, que fez no mesmo período 57 inspeções nas áreas de cultivo e fabrico.

Por  LUSA  21/08/2026 

Segundo os relatórios sobre a evolução da atividade relacionada com a canábis medicinal referentes a 2025 e ao primeiro semestre deste ano, a exportação continua a aumentar, depois da explosão de 2024, em que a quantidade exportada triplicou (passou de 11.973 para 31.188 quilos).

No ano passado foram exportadas mais de 79 toneladas e, no primeiro semestre deste ano, já foram ultrapassadas as 66 toneladas (66.305 quilos).

A União Europeia (UE) mantém-se como principal mercado da exportação de canábis para fins medicinais, com Alemanha, Espanha e Dinamarca como principais destinos.

Quanto à fiscalização, de que o Infarmed é responsável, entre janeiro e junho deste ano foram feitas 32 inspeções nas áreas de cultivo e fabrico, a maioria (27) ao cultivo.

No ano passado foram 57 as inspeções feitas pelo Infarmed a estas áreas, mais do que as 38 realizadas em 2024.

No final do primeiro semestre deste ano, segundo o Infarmed, estavam autorizadas para cultivo e fabrico 43 entidades.

A lei que regula a utilização de medicamentos, preparações e substâncias à base da planta da canábis para fins medicinais foi aprovada em 2018 e determina que qualquer médico autorizado a exercer a sua atividade profissional em Portugal pode prescrever aquelas substâncias, que podem ser comercializadas nas farmácias.

Contudo, a lei restringiu esta possibilidade às situações em que os tratamentos convencionais não produzam os efeitos esperados ou provoquem efeitos adversos relevantes.

No mercado nacional, registou-se um aumento do número de prescrições de preparações e substâncias à base da planta da canábis com autorização de colocação no mercado (ACM).

Segundo os dados do Infarmed, foram registadas no primeiro semestre deste ano 5.413 prescrições. Em todo o ano passado foram 7.023 e 4.143 em 2024.

Face ao crescimento deste mercado, o Infarmed reforçou no ano passado e este ano os procedimentos de controlo e adotou diversas medidas regulatórias, incluindo a suspensão, revogação e não renovação de autorizações, sempre que se verificou o incumprimento dos requisitos legais e regulamentares.

São várias as indicações terapêuticas aprovadas pelo Infarmed como passíveis de serem tratadas com preparações e substâncias à base da planta da canábis, entre elas as náuseas e vómitos associadas, por exemplo, à quimioterapia, radioterapia e terapia combinada de HIV e medicação para a hepatite.

A síndrome de Gilles de la Tourette, estimulação do apetite em cuidados paliativos de doentes oncológicos ou com sida e a dor crónica associada a doenças oncológicas ou do sistema nervoso, a epilepsia e os transtornos convulsivos graves na infância são outras das indicações.


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CANCRO: Tratar cancro sem quimioterapia? Já há um medicamento a ser vendido... O primeiro tratamento de viroterapia, que utiliza um vírus modificado em laboratório, contra o cancro do esófago começou hoje a ser comercializado no Japão e constitui uma opção à radioterapia ou quimioterapia, soluções mais agressivas.

© Shutterstock   Por LUSA   21/08/2026 

O primeiro tratamento de viroterapia, que utiliza um vírus modificado em laboratório, contra o cancro do esófago começou hoje a ser comercializado no Japão e constitui uma opção à radioterapia ou quimioterapia, soluções mais agressivas.

A empresa japonesa Oncolys BioPharma começou a comercializar o medicamento Telomelysin, que utiliza um vírus para atacar e infetar células cancerígenas.

"O produto está aprovado para utilização em doentes com cancro do esófago que não são candidatos a cirurgia curativa nem a quimioterapia ou radioterapia, oferecendo uma nova opção de tratamento a par das terapias convencionais", referiu a empresa, em comunicado.

As autoridades japonesas aprovaram o medicamento em junho e, segundo a empresa, o vírus foi desenvolvido pelo investigador Toshiyoshi Fujiwara, da Universidade de Okayama.

"O conceito que mais valorizo na descoberta de fármacos é a criação de 'tratamentos indispensáveis para a prática médica', e estou confiante de que o Telomelysin se tornará exatamente esse tipo de produto farmacêutico", afirmou Yasuo Urata, presidente da Oncolys BioPharma, no comunicado.

O medicamento está em produção desde 2004 e terá um preço de cerca de 50 mil euros por doente.


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Amnistia defende que Hamas deve pôr fim às execuções extrajudiciais... A Amnistia Internacional defendeu hoje que as autoridades e as forças associadas ao Hamas na Faixa de Gaza ocupada devem pôr fim às execuções extrajudiciais de suspeitos de colaboração com Israel, realizadas sem qualquer processo judicial.

© Reuters   Por LUSA   21/08/2026 

Em comunicado, a Amnistia Internacional (AI) adianta ter investigado e documentado nove execuções extrajudiciais e homicídios ilegais cometidos por forças afiliadas ao Hamas.

"Embora os responsáveis do Hamas afirmem ter aberto investigações internas preliminares sobre os incidentes, tanto quanto é do conhecimento da Amnistia Internacional, nenhum dos responsáveis pelos homicídios foi chamado a responder até à data", é referido na nota.

De acordo com a AI, só no mês passado, os responsáveis da segurança da ala militar do Hamas, as Brigadas Al-Qassam, anunciaram a execução sumária de um homem por colaboração com Israel e a intenção de executar outro "informador" nos dias seguintes, no âmbito do que designaram como uma campanha de segurança em grande escala.

"Para esta investigação, a Amnistia Internacional documentou nove execuções extrajudiciais e um homicídio ilegal, tendo todos estes incidentes, com exceção de um, ocorrido imediatamente após o chamado cessar-fogo entre Israel e o Hamas, em outubro de 2025", adianta a AI.

Segundo a investigação da AI, em "outubro de 2025, o Hamas e as suas forças associadas realizaram execuções públicas e sumárias de oito membros da família Dughmush, do bairro de Al-Sabra, na cidade de Gaza, após os terem acusado de colaborar com Israel.

"A organização documentou também outra execução a 1 de julho de 2026" e ainda o "homicídio ilegal de um homem em outubro de 2025, durante uma aparente operação de detenção no campo de refugiados de Al-Bureij, perto da Rua Salaheddine, concretizada por homens armados e mascarados", indica a AI.

Na nota, a organização destaca um relatório da ONU de junho deste ano em que foram identificados 249 casos de execuções extrajudiciais e violência física grave em Gaza entre agosto de 2024 e o início de 2026, dos quais pelo menos 60 envolveram forças ligadas ao Hamas.

"As autoridades do Hamas devem pôr imediatamente termo a todas as mortes ilegais, atos de justiça por conta própria e detenções arbitrárias. A restauração da lei e da ordem nunca deve servir de pretexto para cometer graves violações dos direitos humanos, levar a cabo represálias ou punir coletivamente famílias inteiras", afirmou Erika Guevara-Rosas, diretora sénior de Investigação, Defesa, Políticas e Campanhas da Amnistia Internacional.

De acordo com Erika Guevara-Rosas, "os responsáveis por ordenar e executar execuções extrajudiciais, bem como detenções arbitrárias, tortura e outros maus-tratos, devem ser responsabilizados".

"Apesar do anúncio da dissolução do comité governamental que administra Gaza, o Hamas continua a ser plenamente responsável por impedir violações graves por parte das suas agências e indivíduos sob o seu controlo, incluindo as Brigadas Al-Qassam e o "Sistema de Segurança da Resistência", disse.

No comunicado, a AI refere que partilhou um resumo das suas conclusões com a liderança do Hamas em novembro de 2025 e enviou um pedido de esclarecimento em julho deste ano.

"Na sua resposta de novembro de 2025, as autoridades do Hamas afirmaram ter aberto investigações sobre os incidentes, sem revelar mais detalhes", refere a AI, acrescentando não haver qualquer resposta ao pedido deste ano.


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GUERRA NA UCRÂNIA: Incidentes com Moldova e Finlândia e ataque em Kyiv. Rússia eleva tensão?... A Rússia atingiu durante a madrugada desta sexta-feira um posto fronteiriço ucraniano junto à Moldova, na região de Odessa. O ataque surge horas depois de a Finlândia ter denunciado uma possível violação do seu espaço aéreo.

© Serviço Estatal de Guarda de Fronteiras da Ucrânia/X   Por  Notícias ao Minuto com Lusa  21/08/2026 

A Rússia atingiu um posto fronteiriço da Ucrânia com a Moldova, na região de Odessa, durante a madrugada desta sexta-feira. Horas antes, terá invadido o espaço aéreo da Finlândia e lançou um ataque de grande escala contra Kyiv, capital ucraniana.

O Serviço Estatal de Guarda de Fronteiras da Ucrânia revelou, num comunicado na plataforma Telegram, que "o posto fronteiriço de Tabaky foi destruído em consequência de um ataque do inimigo". 

"Como resultado do ataque, as infraestruturas do posto de controlo internacional de Tabaky, na fronteira com a Moldávia, foram atingidas. Os edifícios e as estruturas do posto fronteiriço foram danificados", lê-se na nota.

A passagem de pessoas e veículos no local encontra-se suspenso do lado da Ucrânia e o "lado moldavo já foi informado sobre a situação".

Finlândia suspeita que Rússia invadiu o seu espaço aéreo

Já na noite de quinta-feira, o Ministério da Defesa da Finlândia revelou que suspeita que um avião russo tenha violado o espaço aéreo do país durante a tarde.

"Qualquer violação presumida do espaço aéreo é levada a sério. Está em curso uma investigação", disse o ministro da Defesa finlandês, Antti Häkkänen, em comunicado.

O incidente terá tido lugar a oeste do Golfo da Finlândia e os guardas de fronteira estão a conduzir a investigação, segundo o ministério.

Episódios semelhantes já ocorreram neste país nórdico, que partilha uma fronteira de 1.340 quilómetros com a Rússia.

Em maio e junho, dois aviões militares russos foram suspeitos de violar o espaço aéreo finlandês, perto de Porkkala e da costa de Porvoo, a leste da capital do país, Helsínquia.

O encarregado de negócios da Rússia foi convocado na sequência destes dois incidentes.

Após a invasão russa da Ucrânia, a Finlândia pôs fim a várias décadas de não-alinhamento militar, aderindo à NATO em abril de 2023.

Incidentes surgem em altura de escalada do conflito

Os dois incidentes surgem numa altura em que a Rússia lançou um mais um ataque em grande escala com mísseis e drones contra a Ucrânia.

Na quinta-feira, 17 pessoas morreram e 41 ficaram feridas após ataques lançados pelas Forças Armadas Russas contra a capital ucraniana, que nas últimas semanas tem sido alvo de uma das ondas de ataques mais intensas desde o início da invasão em fevereiro de 2022.

Na sequência dos ataques, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que a onda de ataques russos foi preparada "há muito tempo" e envolveu uma combinação significativa de diferentes tipos de mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones, "com o objetivo de causar o maior dano possível nas infraestruturas civis".

"Há destruição em Kyiv e na região circundante, bem como nas regiões de Odessa e Chernihiv", lamentou Zelensky numa publicação nas redes sociais, na qual compartilhou imagens das consequências dos bombardeamentos.

"Infelizmente, enquanto Moscovo investe em mísseis balísticos e na escalada do conflito, esses ataques nem sempre recebem a resposta que merecem do mundo", acrescentou.

O líder ucraniano elevou nos últimos meses o tom das queixas sobre o que considera uma resposta insuficiente dos seus parceiros no fornecimento de armas e equipamentos necessários para repelir o aumento dos ataques russos ao seu país.


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O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou hoje o mais recente ataque em grande escala com mísseis e drones lançado pela Rússia contra a capital ucraniana e outros centros urbanos, e instou a uma "desescalada urgente".

Marinha dos EUA quer mudar o nome de um porta-aviões que ia ser batizado em homenagem a um herói negro... Decisão polémica pode ser consequência de uma nova política da administração Trump

Retrato de Doris Miller, mostrando a Cruz da Marinha recebida numa cerimónia em Pearl Harbor (Arquivos Nacionais e Administração de Registos dos EUA)    Por  CNN Portugal  21/08/2026 

A Marinha dos EUA está a trabalhar para renomear um porta-aviões em construção que homenagearia um marinheiro negro aclamado pelos seus atos heróicos durante o ataque a Pearl Harbor, disseram à CNN três fontes familiarizadas com as discussões internas.

Durante o primeiro mandato do presidente Donald Trump, a Marinha anunciou que o porta-aviões da classe Ford se chamaria USS Doris Miller, em reconhecimento de um marinheiro alistado que ajudou a defender as forças americanas do ataque japonês.

Não é claro qual será o novo nome do porta-aviões, embora duas das fontes tenham afirmado que houve conversas internas sobre a sua renomeação em homenagem a Trump. Seria uma medida sem precedentes dar o nome de um presidente em exercício a um porta-aviões.

A Marinha está a considerar, em vez disso, renomear outro navio de guerra em homenagem a Miller, de acordo com uma das fontes, e está a recomendá-lo para a Medalha de Honra, a mais alta condecoração por bravura militar. A autorização final para a atribuição da medalha depende do Congresso e da aprovação de Trump.

Thomas Bledsoe, sobrinho-neto de Miller, refere que a família de Miller não foi informada da mudança nem do esforço renovado para conceder a Medalha de Honra ao seu tio-avô. A família tem vindo a trabalhar para que receba a Medalha de Honra “há anos”, diz Bledsoe, e considerou a recomendação da Marinha para a condecoração “muito positiva”.

A família de Doris Miller revela uma placa comemorativa do futuro navio da Marinha, o porta-aviões da classe Ford USS Doris Miller, num evento de comemoração do Dia do Dr. Martin Luther King Jr.(Mass Communication 2nd Class Justin R. Pacheco/US Navy)

A Marinha dirigiu as perguntas da CNN para o gabinete do secretário da Defesa. Um porta-voz do Departamento de Defesa afirmou que não havia nada a anunciar neste momento.

O esforço para renomear o USS Doris Miller está em curso desde o início deste ano, disseram as fontes. O secretário interino da Marinha, Hung Cao, e o seu gabinete estão também a analisar a atualização das orientações oficiais sobre como os navios devem ser nomeados e a especificar em homenagem a quem podem ser nomeados, incluindo os presidentes, disseram duas das fontes.

No meio das discussões sobre o nome do navio, a Marinha deixou efetivamente de se referir a ele internamente como USS Doris Miller e está a referir-se a ele apenas pelo seu número de casco, CVN-81, disse uma das fontes. Uma recente ordem executiva da Casa Branca sobre construção naval também se referiu ao navio apenas como CVN-81, incumbindo o secretário da Defesa e o secretário da Marinha de apresentarem um plano para substituir o sistema eletromagnético de lançamento de aeronaves do navio por sistemas hidráulicos e a vapor.

A Marinha tem pouco tempo para finalizar o nome do porta-aviões, uma vez que a cerimónia de lançamento da quilha está prevista para o final deste ano. A cerimónia é um evento público que marca uma etapa importante na construção do navio. A entrega do navio está prevista para 2034, como foi inicialmente noticiado pelo USNI News, devido a restrições do estaleiro.

O antigo secretário interino da Marinha, Thomas Modly, anunciou o nome do novo porta-aviões em homenagem a Miller em janeiro de 2020, durante uma cerimónia do Dia de Martin Luther King Jr. em Pearl Harbor.

“Dorie Miller era filho de um meeiro”, recordou Modly, nomeado por Trump e que ocupou cargos de liderança na Marinha de 2017 a 2020, na cerimónia, de acordo com um comunicado da Marinha. “E era um marinheiro americano – assim designado pelo uniforme que vestia – o mesmo uniforme que todos os marinheiros usavam e ainda usam, independentemente da raça, origem étnica ou convicção política.”

Doris “Dorie” Miller, de Waco, Texas, alistou-se na Marinha dos EUA em 1939, de acordo com o Museu Nacional da Guerra do Pacífico. No dia do ataque japonês, Miller — na altura, um ajudante de cozinha de terceira classe — estava a recolher roupa para lavar quando as bombas começaram a cair sobre a frota americana. Auxiliar de cozinha era um dos poucos cargos na Marinha disponíveis para homens negros, segundo o Departamento de Assuntos de Veteranos. Os danos causados ​​pelo ataque japonês impediram-no de regressar ao seu posto de combate.

O USS Arizona é visto durante o ataque japonês a Pearl Harbor (Arquivos Nacionais e Administração de Registos dos EUA)

Miller prestou auxílio ao seu comandante ferido e, apesar de não ter recebido formação no sistema, assumiu o controlo de uma metralhadora antiaérea e abriu fogo sobre as aeronaves japonesas.

“Embora sem formação”, pode ler-se no site do Departamento de Assuntos de Veteranos, “disparou eficazmente e parou de disparar quando ficou sem munições e o navio começou a afundar. Mesmo assim, persistiu em ajudar os seus camaradas marinheiros a chegar em segurança até finalmente conseguir chegar à costa”.

Miller foi interpretado por Cuba Gooding Jr. no filme “Pearl Harbor”, de 2001.

Em 1942, o almirante Chester Nimitz condecorou Miller com a Cruz da Marinha, tendo sido então enviado numa digressão de venda de títulos de guerra com vários militares brancos, “tornando-se o primeiro afro-americano autorizado a participar na digressão de palestras”, segundo o Departamento de Assuntos de Veteranos. Cerca de um ano depois, Miller foi morto durante a Batalha de Makin, quando o seu navio foi atingido por um torpedo de um submarino japonês.

O almirante Chester W. Nimitz atribui a Cruz da Marinha a Doris Miller, numa cerimónia a bordo de um navio de guerra em Pearl Harbor (Arquivo Bettmann / Imagens Getty)

A Marinha dos EUA convocou uma comissão de renomeação em 2025, sob a liderança do então secretário da Marinha, John Phelan, para rever a forma como os navios e outros ativos militares eram nomeados. Phelan acredita que os porta-aviões, especificamente, devem ser nomeados apenas em homenagem a presidentes, almirantes da Marinha e batalhas navais importantes, segundo uma pessoa familiarizada com o seu pensamento. Enquanto secretário, Phelan solicitou que o Comando de História e Património Naval realizasse um estudo sobre o assunto, mas foi exonerado do cargo antes da conclusão da revisão, disse a fonte, acrescentando que Phelan não se pronunciou oficialmente sobre o caso específico do Doris Miller.

A comissão da Marinha surgiu no meio de esforços mais amplos no Pentágono, sob a gestão do secretário da Defesa, Pete Hegseth, para remover nomes escolhidos por razões que o governo considera de diversidade, equidade e inclusão.

O secretário da Defesa Pete Hegseth, por exemplo, procurou imediatamente reverter os nomes de bases do Exército dos EUA que homenageavam os oficiais do Exército Confederado, encontrando outros militares com apelidos semelhantes aos destes oficiais confederados. Em 2025, tomou uma medida rara e ordenou ao secretário da Marinha que renomeasse o USNS Harvey Milk, em homenagem ao veterano da Marinha e ativista dos direitos LGBT.

É extremamente incomum que um navio seja renomeado após o seu comissionamento. O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, afirmou na altura da renomeação do Harvey Milk que Hegseth estava comprometido com nomes que “refletissem as prioridades do comandante em chefe, a história da nossa nação e o espírito guerreiro”.

A escolha do USS Doris Miller marcou a primeira vez que um porta-aviões homenagearia um marinheiro alistado e o primeiro porta-aviões a receber o nome de um afro-americano. Questionado sobre a sua decisão de dar o nome de Miller ao porta-aviões, Modly diz à CNN que a recomendação veio de um grupo de almirantes negros reformados e que acredita que “um dos nossos navios de guerra mais poderosos deveria ter o nome de um marinheiro como Miller para chamar mais a atenção para o que torna a nossa Marinha tão única — e grandiosa”.

“Em última análise, estes nomes têm o propósito de serem simbólicos e unificadores para a Marinha e para a nação que serve”, acrescenta Modly à CNN. “Quando prestam homenagem a pessoas como Doris Miller, sensibilizam para o heroísmo, o patriotismo e os sacrifícios de todos os marinheiros americanos — não apenas dos seus comandantes.”

Muitos dos porta-aviões em serviço ativo nos EUA recebem nomes de antigos presidentes americanos, incluindo o USS Abraham Lincoln, o USS George H.W. Bush, o USS Ronald Reagan e o USS George Washington, embora nenhum destes navios tenha zarpado durante o mandato dos seus homenageados. Mas nem todos os porta-aviões são batizados em homenagem a presidentes. O USS Nimitz, por exemplo, recebeu o nome do almirante que comandou a Frota do Pacífico dos EUA durante a Segunda Guerra Mundial. O USS Carl Vinson recebeu o nome de um congressista da Geórgia que presidiu à Comissão de Assuntos Navais e Serviços Armados da Câmara dos Representantes.

Este protesto de trabalhadores na Coreia do Sul é diferente daquilo a que estamos habituados... Na Coreia do Sul, a Hyundai enfrenta a primeira greve total dos trabalhadores em dez anos. Cerca de 40 mil funcionários deverão aderir à paralisação, no âmbito das negociações salariais.

A última greve geral do sindicato de trabalhadores da Hyundai Motor aconteceu em 2016, durante as negociações coletivas.

BRASIL: Lula terá mais tempo de propaganda eleitoral gratuita do que Flávio... O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do Brasil decidiu que o Presidente brasileiro, Lula da Silva, terá mais tempo de propaganda eleitoral gratuita na rádio e na televisão do que o seu principal rival, Flávio Bolsonaro.

© REUTERS/Alexandre Meneghini    Por  LUSA  21/08/2026 

A distribuição dos tempos nos blocos de propaganda para cada candidato das eleições presidenciais de outubro nas redes de rádio e televisão de todo o país foi anunciada esta quinta-feira pelo TSE e premiou os candidatos com maior apoio partidário. 

A decisão da autoridade eleitoral favorece Lula, que concorre à reeleição e ao seu quarto mandato não consecutivo, graças ao facto de ser o único candidato apoiado por uma coligação de partidos e não apenas pela formação que o candidatou.

Segundo a decisão, Lula disporá de cinco minutos e 31 segundos diários de propaganda eleitoral para as eleições de outubro, mais 27,3% do que os quatro minutos e vinte segundos atribuídos ao senador de extrema-direita Flávio Bolsonaro.

O líder progressista iniciará a campanha como líder nas sondagens de intenção de voto, com uma vantagem de quatro a dez pontos nos inquéritos para uma eventual segunda volta sobre Bolsonaro, primogénito do ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2022).

No entanto, algumas sondagens mostram os dois candidatos em empate técnico com vista a um possível segundo sufrágio.

O horário eleitoral gratuito começará a 28 de agosto e estender-se-á até 01 de outubro, três dias antes da primeira volta das presidenciais.

Na eleição, os candidatos disporão diariamente de dois blocos de propaganda na rádio e dois na televisão, cada um com doze minutos e 30 segundos.

O tribunal atribuiu à coligação "Brasil Pronto para Mais", encabeçada por Lula e na qual o governamental Partido dos Trabalhadores (PT) conta com o apoio de outros seis partidos de esquerda, cinco minutos e 31 segundos.

Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal (PL) e que não conseguiu o apoio de nenhum dos grandes partidos de centro-direita do país, terá quatro minutos e vinte segundos ao concorrer sem alianças.

O candidato do partido de direita Partido Social Democrático (PSD), Ronaldo Caiado, contará com dois minutos e dois segundos diários, enquanto o escritor Augusto Cury, do partido Avante, terá 35 segundos.

Os restantes nove candidatos presidenciais ficaram fora do horário eleitoral gratuito por não cumprirem os requisitos de representação parlamentar ou votação estabelecidos na legislação eleitoral.

A diferença resulta fundamentalmente da representação dos partidos na Câmara dos Deputados e das alianças formadas para a eleição.

A propaganda eleitoral na rádio e na televisão tem uma importância considerável no Brasil, apesar do crescimento das redes sociais e das plataformas digitais.

A dimensão territorial do país, que supera os 8,5 milhões de quilómetros quadrados e conta com mais de 200 milhões de habitantes, faz com que os meios de comunicação de alcance nacional continuem a ser uma ferramenta fundamental de divulgação para os candidatos.

Essa importância aumenta numa eleição marcada pela polarização entre Lula e Bolsonaro, que contam com apoiantes fiéis e disputam o reduzido grupo de independentes que ainda não sabe em que candidato votará.

Mais de 750 soldados norte-americanos feridos desde início da guerra com Irão... Dos 757 militares feridos desde o início da guerra, lançada no final de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, mais de 580 são do Exército.

AHN YOUNG-JOON  Por  SIC Notícias/Lusa   21/08/2026 

Mais de 750 soldados norte-americanos ficaram feridos em quase seis meses de conflito com o Irão, segundo dados divulgados na quinta-feira pelo Departamento de Defesa (Pentágono).

Dos 757 militares feridos desde o início da guerra, lançada no final de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, mais de 580 são do Exército.

O Pentágono e o Comando Central norte-americano (Centcom) não forneceram praticamente quaisquer detalhes sobre como os ferimentos ocorreram ou a extensão dos danos nas suas bases durante o conflito, noticiou na quinta-feira a agência Associated Press (AP).

No entanto, as autoridades afirmaram que a grande maioria dos ferimentos são traumatismos cranioencefálicos.

Embora muitas das baixas sejam classificadas como tendo ocorrido durante a "Operação Fúria Épica", nome oficial do conflito, o Pentágono criou no final de julho uma nova categoria para os soldados feridos, denominada "Operações no Estrangeiro", no Sistema de Análise de Baixas da Defesa.

O Pentágono explicou que a decisão decorre porque a "Operação Fúria Épica" foi concluída e as Forças Armadas decidiram classifica nesta nova categoriar as baixas relacionadas com os ataques mais recentes.

O conflito entre Teerão e Washington parece entrar agora numa nova fase, após o Presidente norte-americano ter anunciado na quarta-feira uma "guerra económica" contra a República Islâmica.

Hoje, o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, detalhou que essa guerra económica estende-se a todos os países que mantêm trocas económicas com o Irão e avisou os aliados que não apoiem a ofensiva económica contra o Irão estarão contra Washington.

Teerão respondeu classificando as medidas norte-americanas como "terrorismo económico". As partes assinaram um memorando de entendimento em 17 de junho, que implicou um cessar-fogo imediato e a abertura de negociações durante 60 dias para um acordo definitivo de paz, prazo que terminou na segunda-feira.

Os dois lados voltaram entretanto aos confrontos pouco depois da assinatura do memorando e o Irão repôs as restrições que mantinha à navegação comercial no estreito de Ormuz - por onde passavam 20% dos bens petrolíferos mundiais antes da guerra -, enquanto os Estados Unidos voltaram a aplicar um bloqueio naval aos portos iranianos.

PRESSÃO ARTERIAL: Tem a pressão arterial alta? Estas 5 bebidas podem ajudar (e muito)... Se tem a pressão arterial alta, saiba que existem bebidas que podem ajudar a reduzir os valores. São fáceis de encontrar e podem ser facilmente acrescentadas às suas rotinas. Veja o que tem de ter sempre em casa.

© Shutterstock  Por  noticiasaominuto.com  21/08/2026 

Controlar a pressão arterial alta é um dos grandes indicadores de saúde. Se tem os valores elevados, tem de começar a encontrar formas de reduzir e controlar os níveis. Existem cinco bebidas, muito comuns, que podem ser perfeitas. Veja o que tem de consumir mais vezes e ter sempre em casa.

O Mirror citou alguns estudos e revistas da especialidade para dar a conhecer as bebidas que podem ajudar a reduzir os valores da pressão arterial. São muito fáceis de encontrar.

Pressão arterial alta: Eis o que tem de beber

1- Sumo de laranja

Citam um estudo que revelou que ao beber um copo de sumo de laranja todos os dias poderia reduzir a pressão arterial em pouco tempo. É uma boa opção para consumir ao pequeno-almoço, mas também depois do treino.

2- Sumo de beterraba

Este sumo ajuda os vasos sanguíneos a relaxar e a melhorar o fluxo sanguíneo de uma forma geral. Estudos revelam que o consumo diário pode ajudar a reduzir a pressão arterial ao longo do tempo.

3- Sumo de romã

Outro estudo revelou que o consumo regular deste tipo de sumo está associado à diminuição da pressão arterial. É recomendada uma versão 100% natural e sem adição de açúcar.

4- Chá de hibisco

Também aqui os estudos revelam que se trata de um sumo que traz diversos benefícios. Pode também ajudar a reduzir a pressão arterial quando é consumido de forma regular. O hibisco ajuda a relaxar os vasos sanguíneos e a eliminar os fluídos do corpo.

5- Sumo de ameixa

Mais uma vez, são estudos que sugerem os benefícios deste sumo. A fibra acaba por ser a grande responsável por melhorar a pressão arterial e conseguir uma melhoria da saúde cardiovascular.

O que não deve comer se quiser controlar a pressão arterial

Pressão arterial muito alta, ou hipertensão, é um problema que afeta muitos e, a longo prazo, tem consequências graves, já que aumenta o risco de ataque cardíaco, acidente vascular cerebral e não só. Fazer algumas mudanças nos hábitos e alimentação tem um impacto significativo. 

Por exemplo, é importante não consumir muito sal, assim como outros alimentos ricos em sódio, porque fazem subir os níveis de pressão arterial, dizem os especialistas do Heart Research Institute UK, no jornal Mirror. 

"O sal faz o seu corpo reter a água. Se comer demasiado, o excesso de água no sangue significa que há pressão extra nas paredes dos vasos sanguíneos, aumentando a pressão sanguínea", explicam. Entre os piores alimentos ricos em sódio, encontra carnes processadas e fumadas, como bacon, salsichas, fiambre, entre outras. 

Aliás, a Organização Mundial da Saúde, citada no jornal, recomenda que adultos saudáveis não consumam mais do que cinco gramas de sal todos os dias. 

Para contrariar isto, o melhor é usar muito pouco sal ou substituir, ao temperar a comida, com especiarias e ervas aromáticas. Pode sempre ler os rótulos e etiquetas de cada alimento e encontrar as versões que são baixas em sódio.


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quinta-feira, 20 de agosto de 2026

As FA guineense participam ativamente na política da defesa da Zona G... A Terceira Reunião Anual dos Chefes de Estado-Maior das Marinhas e do Comandante da Guarda Costeira da Zona G teve início nesta quarta-feira 19 de agosto no Bakadaji Hotel, em Banjul.

Por FARP Guiné-Bissau  FA/IM 20.08.2026 

O encontro prosseguiu até esta quinta-feira 20 de agosto de 2026, com o objetivo de consolidar a estratégia de defesa nas águas territoriais da África Ocidental.

Representando a Guiné-Bissau, participa o Chefe do Estado-Maior d´Armada (CEMA), Contra-Almirante Hélder Nhanque. A presença da delegação Bissau-guineense ganha ainda mais relevância considerando que, na Edição anterior do encontro, realizada no país, a Guiné-Bissau assumiu o papel de anfitriã. Essa sucessão de papéis reafirma o compromisso firme de Bissau, com o reforço da integração regional e da segurança marítima coletiva na faixa costeira da Zona G.

Promovido pelo Centro Marítimo Conjunto Multinacional (CMCM) da Zona G, em colaboração com as autoridades gambianas, a Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e parceiros internacionais, o evento reúne os mais altos comandantes navais de Cabo Verde, Gâmbia, Guiné-Bissau e Senegal. 

A agenda principal foca no fortalecimento da cooperação transfronteiriça, na coordenação de operações conjuntas e no combate ao tráfico ilícito, incluindo narcotráfico, contrabando e crimes transnacionais que ameaçam a estabilidade econômica e a segurança da região.

Na cerimônia de abertura, o Ministro da Defesa da Gâmbia, Baboucarr O. Joof, presidiu o ato e enfatizou a necessidade urgente de desenvolver capacidades regionais para antecipar, prevenir e conter as crescentes ameaças marítimas. "A segurança do nosso espaço marítimo é indissociável da nossa soberania e prosperidade", declarou o ministro durante seu discurso inaugural.

Texto e foto: 1º Tenente Aldair Coelho, oficial de Relações Exteriores e Chefe de Protocolo d´Armada 

Irão ameaça usar mísseis mais destrutivos se guerra se intensificar... A Guarda Revolucionária do Irão avisou hoje que usará mísseis com maior poder destrutivo se a guerra se intensificar na região do golfo Pérsico, numa fase de impasse no processo de diálogo com os Estados Unidos.

© Lusa    20/08/2026 

"O poder destrutivo das ogivas utilizadas nos mísseis da Guarda Revolucionária supera em muito o das ogivas utilizadas em guerras anteriores", afirmou o porta-voz da força ideológica do Irão, Hossein Mohabi, em declarações divulgadas pela agência de notícias Tasnim.

Se as confrontações entre as partes se agravarem, as armas utilizadas pela República Islâmica "serão completamente diferentes das do passado em todos os aspetos", prosseguiu.

As declarações do porta-voz iraniano surgem após o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter voltado na quarta-feira às ameaças ao Irão, referindo-se a uma ofensiva económica "sem precedentes".

Mohabi disse que o Irão está a melhorar continuamente as suas capacidades militares, desenvolvendo armas com maior precisão, poder destrutivo e sofisticação tecnológica.

Nesse sentido, reforçou que o equipamento militar iraniano "será sem dúvida diferente do que era no passado" e "qualquer possibilidade é concebível".

O Presidente dos Estados Unidos anunciou uma nova ofensiva económica contra o Irão, classificando-a como a " mais devastadora alguma vez empreendida contra qualquer país".

 Na sua rede social, a Truth Social, Donald Trump avisou que qualquer país que permita às suas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou entidades governamentais proporcionar "qualquer tipo de tábua de salvação" ao Irão enfrentará, por sua vez, consequências económicas.

 "Isto será um dia D económico", afirmou o líder da Casa Branca, que pediu aos aliados de Washington que se juntem ao isolamento económico do Irão, com vista também ao enfraquecimento das suas capacidades militares.

Anteriormente, Trump tinha admitido que "talvez a qualquer altura" Washington e Teerão pudessem retomar negociações para pôr fim à guerra.

Apesar de uma diminuição recente das hostilidades entre Estados Unidos e Irão, a tensão na região permanece elevada no sexto mês de conflito, com as negociações diplomáticas caídas num impasse.

"Nenhuma conversa ou discussão está a ter lugar neste momento nem está programada com a República Islâmica do Irão", declarou Donald Trump.

As partes assinaram um memorando de entendimento em 17 de junho, que implicou um cessar-fogo imediato na guerra lançada por Estados Unidos e Israel contra o Irão, em 28 de fevereiro, e a abertura de negociações durante 60 dias para um acordo definitivo de paz, prazo que terminou na segunda-feira

Os dois lados voltaram entretanto aos confrontos pouco depois da assinatura do memorando e o Irão repôs as restrições que mantinha à navegação comercial no estreito de Ormuz -- por onde passavam 20% dos bens petrolíferos mundiais antes da guerra --, enquanto os Estados Unidos voltaram a aplicar um bloqueio naval aos portos iranianos.

Trump observou na quarta-feira que a atual situação no estreito de Ormuz "é muito boa" e que muitos petroleiros o estão a atravessar sem problemas.

Dados da plataforma da MarineTraffic indicam porém que o tráfego no estreito de Ormuz ficou-se pelas dez travessias na terça-feira, muito abaixo das mais de cem diárias anteriores à guerra.

As ameaças em Ormuz obrigaram os países exportadores de petróleo da região a procurar rotas alternativas, nomeadamente no mar Vermelho, onde os rebeldes Huthis do Iémen, apoiados por Teerão, impuseram por sua vez um bloqueio naval à Arábia Saudita.

O principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, advertiu hoje que o estreito de Ormuz não será reaberto enquanto Washington não cumprir os compromissos previstos no protocolo assinado em junho.

Ao mesmo tempo, o Irão e Omã, países vizinhos nas duas margens do estreito, debatem há várias semanas a futura gestão desta passagem, num acordo negociado à margem do processo de diálogo entre Washington e Teerão.

PASSAGEIROS ARRISCAM A VIDA NA TRAVESSIA QUINARÁ-PORTOGOLE SEM COLETES

Por:  Rádio Bemba di Malafo FM 100.4 MHz   Bissau, 20 de agosto de 2026 

A falta de coletes salva-vidas nas embarcações que fazem a travessia entre a região de Quinará e Portogole, no setor de Mansoa, região de Oio, está a preocupar os passageiros que utilizam diariamente aquele serviço.

A constatação foi feita esta quarta-feira, 19 de agosto, pela Rádio Bemba di Malafo, durante uma reportagem realizada no local.

A equipa de reportagem verificou que as embarcações transportam dezenas de passageiros, entre mulheres, jovens e crianças, além de produtos agrícolas e outras mercadorias, sem que os ocupantes disponham de coletes salva-vidas.

A travessia é considerada essencial para as comunidades das duas margens. Muitos passageiros utilizam as embarcações para transportar produtos agrícolas até à feira popular de Tchalana, onde procuram vender os seus produtos para garantir o sustento das famílias.

Em declarações feitas em off à Rádio Bemba di Malafo, alguns passageiros reconheceram os riscos, mas disseram não ter outra alternativa de transporte.

Segundo os utentes, a ausência de coletes salva-vidas representa um perigo permanente, sobretudo em caso de acidente ou naufrágio.

A Rádio Bemba di Malafo tentou ouvir o capitão de uma das embarcações sobre as condições de segurança e a falta de equipamentos de proteção, mas não foi possível obter uma declaração.

A situação de Portogole não é um caso isolado. Em julho deste ano, a Rádio Bemba di Malafo já tinha denunciado a realização da travessia fluvial entre Gã-Para e Malafo sem coletes salva-vidas.

Na altura, as autoridades administrativas da secção de Gã-Mamudo prometeram reunir-se com os proprietários das embarcações para procurar uma solução.

No entanto, segundo a constatação da Rádio Bemba, a reunião anunciada ainda não aconteceu.

Enquanto isso, dezenas de passageiros continuam a utilizar as duas travessias sem um equipamento básico de segurança que pode fazer a diferença em caso de emergência.

Unicef pede 128 mil euros contra primeiro surto de mpox na Guiné-Bissau... O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) afirmou hoje que precisa de mais de 150 mil dólares (128 mil euros) para ajudar a combater o primeiro surto do vírus monkeypox (mpox) na Guiné-Bissau.

© Lusa   20/08/2026 

"Enquanto a resposta nacional mais ampla está em curso, a Unicef necessita de mais de 150.000 dólares americanos para apoiar pilares específicos e essenciais da intervenção contra a monkeypox na Guiné-Bissau. É urgentemente necessário financiamento de emergência flexível para mobilizar estes recursos vitais e proteger as populações vulneráveis", pode ler-se num comunicado.

A Guiné-Bissau enfrenta o primeiro surto de mpox, com sete casos confirmados e 46 suspeitos, a afetar principalmente crianças menores de 15 anos, sublinhou a Unicef.

"Esta é a primeira vez que casos de mpox são relatados na Guiné-Bissau, o que transforma um pequeno surto num acontecimento de grande importância para a saúde pública", declarou a representante adjunta da Unicef na Guiné-Bissau, citada na mesma nota.

Segundo Sandra Martins, o sistema de vigilância sanitária do país lusófono "continua a ser extremamente frágil", sendo que há "risco de que alguns casos não sejam detetados, em particular entre crianças mais vulneráveis a complicações graves".

Até 17 de agosto, a Guiné-Bissau havia relatado sete casos confirmados de mpox, todos em adultos, de acordo com a Unicef.

Seis dos casos confirmados encontram-se na capital Bissau e um na região de Biombo, no oeste do país.

Dos 46 casos suspeitos relatados, "23 envolvem crianças menores de 15 anos", incluindo 16 até aos 4 anos de idade, referiu a Unicef.

Esta situação "suscita preocupações quanto à saúde, tendo em conta o risco acrescido de complicações relacionadas com o vírus em crianças pequenas", acrescentou a organização.

"A reabertura das escolas em setembro reforça ainda mais estas preocupações, tendo em conta o potencial aumento da transmissão entre as crianças" durante este período, sublinhou.

A mpox é uma doença viral que se propaga dos animais para os seres humanos, mas também é transmitida entre seres humanos, causando febre, dores musculares e lesões cutâneas.

Embora a doença continue a circular, já não constitui uma "emergência de saúde pública" em África, congratulou-se, no final de janeiro, a agência de saúde da União Africana (UA), salientando a diminuição do número de casos e de mortes no continente.

Em setembro de 2025, a Organização Mundial de Saúde (OMS) também anunciou que o mpox já não constituía uma emergência de saúde internacional.


ESPANHA: Detidas 16 pessoas por exploração sexual de mulheres em Espanha... A rede, que era gerida por quatro mulheres da mesma família, oferecia serviços ao domicílio e submetia as vítimas, que se encontravam em situação de vulnerabilidade, a controlo absoluto. As vítimas dormiam amontoadas num sótão.

© Reprodução/ Polícia Nacional   Por  Notícias ao Minuto  20/08/2026 

Uma rede de exploração sexual de mulheres foi desmantelada, em Madrid, Espanha, pela Polícia Nacional. Era gerida por quatro mulheres da mesma família e foram detidas no total de 16 pessoas.

O negócio, de acordo com o El País, durou durante 12 anos e era gerido por quatro irmãs espanholas.

O ministério do Interior, citado pelo La Vanguardia, deu conta de que os crimes ocorriam numa moradia, em Móstoles. As mulheres, que eram controladas em absoluto, foram encontradas em situação de vulnerabilidade.

De forma a manter o domínio, tinham um braço direito e três prostitutas de confiança, que monitorizavam o funcionamento do local e também forneciam narcóticos aos clientes e vítimas com vícios, mas sempre com a aprovação das líderes.

A estrutura hierarquizada, incluía ainda dois homens responsáveis pela segurança, videovigilância, divulgação dos serviços das mulheres e contacto com os clientes. Outros três homens, companheiros de três das líderes do grupo, eram responsáveis ​​por transportar as mulheres até às casas dos clientes para a prostituição, quando solicitado.

Os pagamentos pelos serviços sexuais eram feitos em dinheiro ou através de uma plataforma de pagamento - e recorrendo a cinco testas de ferro para ocultar a origem e evitar que aparecessem ligadas às chefes.

Dormiam num sótão 

A organização mantinha até 20 mulheres exploradas na moradia em completo cativeiro, a viver juntas e sob constante vigilância. Dormiam amontoadas num sótão, num espaço configurado para o efeito, mas sem condições de habitabilidade, é ainda descrito pelas autoridades.

As regras que lhes eram impostas eram também abusivas: não podiam escolher os clientes, tinham de estar disponíveis 24 horas por dia e tinham de pagar despesas como 20 euros por semana para limpeza, além de outros custos impostos verbalmente.

Uma vez na rede eram obrigadas a praticar atos sexuais adicionais e humilhantes, a manter a luz acesa e a consumir ou oferecer narcóticos aos clientes para aumentar os lucros.

Como resultado da investigação, foram detidas 16 pessoas por suspeitas da prática de crimes de organização criminosa, crimes relacionados à prostituição, saúde pública e branqueamento de capitais. 

A polícia apreendeu, durante as buscas, quatro telemóveis usados ​​para marcar encontros e enviar dinheiro, mais de 800 euros em dinheiro e estupefacientes, como cocaína e metanfetaminas.

Uma das vítimas foi libertada, mas os restantes detidos foram posteriormente apresentados perante um juiz. 


EUA enviam porta-aviões para mar Arábico e substituem o Lincoln... As Forças Armadas norte-americanas anunciaram hoje a chegada de um novo porta-aviões ao Médio Oriente para substituir o "USS Abraham Lincoln", cujo prolongado período de missão suscitou preocupações sobre as condições da tripulação.

©Fox News  Por Lusa    20/08/2026 

O"USS George Washington" "está a operar no Médio Oriente como parte do seu planeamento de missão, depois de ter chegado ontem [quarta-feira] à área de operações do CENTCOM", anunciou o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM).

O porta-aviões chegou à região na quarta-feira e encontra-se a navegar no mar Arábico, iniciando o processo de substituição do "Abraham Lincoln", destacado desde novembro de 2025 e cuja missão foi prolongada devido ao conflito com o Irão.

A duração excecional do destacamento suscitou preocupações relacionadas com as condições de vida e o bem-estar da tripulação, incluindo relatos de problemas de saúde mental.

O Pentágono apresentou a chegada do "George Washington" como parte de uma rotação planeada das forças norte-americanas, embora a substituição ocorra num momento de elevada pressão sobre os meios militares dos Estados Unidos destacados no Médio Oriente.

O "George Washington", que tem habitualmente como base o porto de Yokosuka, no Japão, vai permitir aos Estados Unidos manter a presença de um grupo de ataque de porta-aviões na região, enquanto o "Abraham Lincoln" termina a sua prolongada missão.


MALI: HRW denuncia execução de civis no Mali por mercenários russos do Corpo Africano... A Human Rights Watch (HRW) denunciou hoje graves abusos contra civis no centro do Mali, incluindo a execução de nove civis, no início de julho, por parte das forças do Corpo Africano, grupo controlado pelo Governo russo.

© Maksim Konstantinov/SOPA Images/LightRocket via Getty Images    Por LUSA  20/08/2026 

Num comunicado, a organização referiu que, para além da execução sumária de nove civis, incluindo quatro crianças, dezenas de cidadãos foram espancados e pelo menos oito casas foram saqueadas e incendiadas pelo grupo de mercenários, que procurava "pessoas com ligações a grupos armados islâmicos".

"A junta militar do Mali parece ter dado sinal verde às forças do Corpo Africano russo para matar civis", declarou a investigadora do Sahel na HRW Ilaria Allegrozzi, acrescentando que as autoridades do país africano "não podem fugir da responsabilidade legal deixando as atrocidades a cargo [do grupo]".

Segundo a HRW, a 10 de julho, mais de cem membros do grupo, acompanhados por soldados malianos que atuavam como intérpretes, invadiram a aldeia de Bombori, na região de Mopti, que na época estava sob o controlo do Grupo de Apoio ao Islão e Muçulmanos (JNIM), que tem ligações à Al-Qaida.

As forças russas reuniram pelo menos 80 homens e meninos para interrogarem, espancarem e ameaçarem de morte.

Diversas testemunhas entrevistadas pela Organização Não-Governamental (ONG) descreveram a chegada do grupo à aldeia, referindo que "os russos estavam no comando" e que "todos [estavam] vestidos com uniformes militares e fortemente armados" e que chegaram em sete camionetas com metralhadoras acopladas e dezenas de motocicletas com bandeiras do Mali.

"Um homem branco com dois rádios comunicadores parecia ser o comandante. Cada vez que ele fazia uma pergunta, atirava para o ar", contou um morador à ONG, acrescentando que, durante o interrogatório, um soldado maliano traduziu perguntas sobre a presença de extremistas no local.

A HRW observou que o JNIM historicamente concentrou o seu recrutamento no povo de etnia fulani e que sucessivos Governos do Mali associaram esta comunidade a insurgentes islâmicos, o que levou a "graves abusos" contra a população civil deste grupo étnico.

A organização apelou às autoridades do Mali a investigarem os acontecimentos "de forma rápida e imparcial" e a responsabilizarem todos os envolvidos, incluindo os militares malianos.

O documento também lembra que todas as partes envolvidas no conflito estão sujeitas ao direito internacional humanitário, que proíbe ataques deliberados contra civis, bem como tratamentos cruéis ou execuções sumárias.

Desde 2021, a junta que governa o Mali desde o golpe de 2020 expulsou as forças francesas e das Nações Unidas, consolidando uma aliança com a Rússia, lê-se no documento.

A aliança com a Rússia baseou-se inicialmente no Grupo Wagner e, desde junho de 2025, no Corpo Africano, que possui um número semelhante de integrantes e inclui muitos ex-combatentes e líderes da primeira milícia.


Leia Também: Chefe da junta militar do Mali concede perdão a agente secreto francês

O chefe da junta militar do Mali, Assimi Goïta, concedeu o perdão a um agente dos serviços secretos franceses, com estatuto diplomático, condenado a 20 anos de prisão em junho, anunciou hoje o Governo maliano.