Stringer - Reuters Por rtp.pt 22 Agosto 2026
"Em Kivi Rih, prosseguem as operações de resgate após o ataque russo a um centro comercial. O incêndio, que se alastrou por uma área de 9.000 metros quadrados, foi extinto", afirmou Zelenski na sua conta do X, acrescentando que continuam as buscas por pessoas presas entre os escombros na sua cidade natal.
Na sua mensagem, Zelenski pediu mais apoios para repelir os bombardeamentos, dando o exemplo de outros ataques esta madrugada, um em Kiev (uma infraestrutura ferroviária foi afetada e uma pessoa morreu) e outro contra um miniautocarro em Zaporijya, causando três feridos.
"Cada dia que passa sem que a Ucrânia disponha de defesas antiaéreas suficientes implica mortes que poderiam ter sido evitadas", acrescentou.
"A proteção de vidas humanas exige a tomada de decisões diárias e o apoio efetivo de todo o mundo e, neste preciso momento, o envio de intercetores de mísseis e de mísseis poderia ajudar", afirmou ainda Zelenski.
Também esta madrugada drones ucranianos atacaram uma refinaria na região russa de Samara, 855 quilómetros a sudeste de Moscovo, segundo notícias divulgadas por canais do Telegram, citando testemunhas oculares.
Essas instalações já tinham sido alvejadas em abril passado, o que, segundo os meios de comunicação, a obrigou a suspender totalmente as suas operações.
A refinaria pertence à maior petrolífera do país, a Rosneft, que está a ter dificuldades em fornecer combustível aos condutores nas estações de serviço.
A empresa Ozon, outro gigante do comércio eletrónico tal como a Wildberries, também confirmou hoje o primeiro ataque ucraniano às suas instalações em Samara.
As autoridades russas reconheceram que o país está a atravessar a "segunda fase" da crise de combustível devido à intensificação dos ataques ucranianos à infraestrutura petrolífera.
Na quarta-feira, soube-se que pelo menos duas redes de postos de abastecimento voltaram a restringir as vendas de combustível em Moscovo.
Para além de limitar a venda de combustível, o Governo russo autorizou a venda de gasolina abaixo dos padrões de qualidade habituais, numa tentativa de conter a crise no mercado.
O Presidente russo, Vladimir Putin, tentou minimizar a importância dos bombardeamentos ucranianos: "estes ataques não têm consequências graves, nunca tiveram nem terão".
Mas depois admitiu que "prejudicam" a economia nacional.
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O presidente francês manifestou hoje o seu "horror" e a sua "emoção", após os últimos ataques russos que atingiram um centro comercial na Ucrânia, anunciando o envio de novos mísseis "intercetores" para defesa daquele país.


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