terça-feira, 18 de agosto de 2026

ÁFRICA: Moody's mantem 'rating' da Corporação Financeira Africana em A3... A agência de notação financeira Moody's decidiu manter o 'rating' da Corporação Financeira Africana (AFC) em A3, mantendo também a perspetiva de evolução estável desta entidade que financia infraestruturas em África, como o Corredor do Lobito.

© Lusa   18/08/2026 

"Os 'ratings' evidenciam a posição de solvência resiliente da AFC, que está a ser reforçada através de injeções de capital por parte de acionistas existentes e novos, embora o rácio de adequação de capital da empresa continue a ser mais fraco do que o dos seus pares", lê-se na nota que acompanha a divulgação da decisão sobre a qualidade de crédito, que assim se mantém acima da recomendação de crédito.

A AFC é uma dos principais financiadores de grandes projetos de infraestruturas em África, beneficiando de financiamento mais barato devido ao seu 'rating' acima da grande maioria dos países africanos.

Isto significa que os governos podem recorrer a esta entidade para beneficiar de crédito mais barato do que se utilizassem os mercados financeiros internacionais, permitindo fazer avultados investimentos, como no Corredor do Lobito, uma infraestrutura estratégica que liga o Porto do Lobito, em Angola, às regiões mineiras da República Democrática do Congo e da Zâmbia, através da extensão e modernização do Caminho de Ferro de Benguela.

O desempenho dos ativos "tem-se mantido robusto nos últimos dois anos, apesar dos investimentos de capital relativamente avultados e das exposições ao setor privado em países de maior risco", lê-se ainda na nota da Moody's.

Os analistas sustentam ainda que "a perspetiva de evolução estável equilibra o balanço reforçado da AFC com o crescimento contínuo do capital próprio utilizável e o desempenho robusto dos ativos, com o crescimento significativo dos ativos relacionados com o desenvolvimento e o perfil irregular de vencimentos da dívida da AFC".

As fontes de financiamento da AFC são diversificadas, com uma exposição crescente aos bancos, representando 60% do financiamento desta entidade no ano passado, diz a Moody's, acrescentando que "a AFC demonstrou um forte acesso ao mercado de empréstimos sindicados, uma vez que a empresa emitiu um empréstimo sindicado global de 1,5 mil milhões de dólares [1,3 mil milhões de euros] em 2025, seguido de um empréstimo sindicado global subsequente de dois mil milhões de dólares [1,7 mil milhões de euros] em 2026, proveniente de um vasto leque de grandes bancos comerciais internacionais".

Por outro lado, salientam, a manutenção do 'rating' A3 também incorpora uma avaliação sobre a "fraca solidez dos membros da AFC, devido à baixa classificação média dos acionistas e ao fraco apoio contratual".

Em junho de 2026, a AFC contava com 45 Estados-membros num total de 64 acionistas, um aumento em relação aos 55 registados em dezembro de 2024, entre os quais se contavam os lusófonos Angola, Guiné Equatorial e Cabo Verde, e investiu mais de 15 mil milhões de dólares (12,9 mil milhões de euros) em 36 países africanos desde a sua criação.

"A expansão do número de membros da AFC reflete o apoio dos acionistas ao mandato da AFC e ao seu papel crescente no desenvolvimento de infraestruturas estratégicas em todo o continente, permitindo à empresa expandir as suas operações, mantendo simultaneamente métricas de crédito robustas", conclui a Moody's.

A AFC foi criada em 2007 para fomentar investimentos em infraestruturas e indústria no continente africano, juntando conhecimentos especializados do setor com um foco em consultoria financeira e técnica, estruturação de projetos, desenvolvimento de projetos e capital de risco para responder às necessidades de desenvolvimento de infraestruturas e impulsionar o crescimento económico sustentável em África.

Hutis atacaram uma refinaria da Aramco na Arábia Saudita... Os rebeldes iemenitas huthis anunciaram que atacaram hoje a refinaria da Aramco, na região de Jizán, no extremo sudoeste da Arábia Saudita e na fronteira com o Iémen, numa nova ação contra as instalações petrolíferas sauditas.

© Lusa    18/08/2026 

"Uma fonte militar confirmou que as Forças Armadas Iemenitas (rebeldes) foram atacadas por diversos drones na refinaria da Aramco, em Jizán", informou a agência de notícias oficial Saba, controlada pelos insurgentes.

O informador, não identificado, explicou que o ataque à refinaria foi "em resposta à violação do espaço aéreo iemenita nas províncias de Saada e Hayah, e que o ataque foi preciso".

Até o momento, nem o Governo nem a Aramco se pronunciaram.

Há quatro dias que os rebeldes iemenitas estão a atacar uma instalação petrolífera saudita em Najran, no sudoeste da Arábia Saudita.

Esta ação ocorreu no meio de uma escalada de confrontos entre os guerrilheiros e a Arábia Saudita, país que interveio militarmente no Iémen em 2015, em apoio ao governo reconhecido internacionalmente e contra os rebeldes, que assumiram o controlo da capital Saná e, posteriormente, se expandiram por grande parte do norte do país.

A escalada começou no final do mês passado, quando os guerrilheiros anunciaram um bloqueio marítimo contra a navegação no Mar Vermelho, embora a medida tenha sido uma resposta às restrições impostas nas áreas controladas pelos insurgentes iemenitas.

A partir de então, os rebeldes lançaram ataques com mísseis e drones contra navios mercantes no Mar Vermelho e na Arábia Saudita, incluindo instalações petrolíferas.

Riad respondeu através da coligação que lidera, com ataques a algumas zonas controladas pelos huthis, e anunciou uma coligação marítima multinacional para proteger a navegação no Mar Vermelho e o estreito de Bab el-Mandeb.

O estreito liga o mar Vermelho ao golfo de Áden e ao oceano Índico e constitui uma passagem fundamental na rota marítima entre a Europa e a Ásia através do canal do Suez.


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O Irão vai manter o estreito de Ormuz fechado enquanto os Estados Unidos não cumprirem os compromissos previstos no protocolo assinado em junho, anunciou hoje o chefe dos negociadores iranianos, Mohammad Bagher Ghalibaf.

PRIMEIRO-MINISTRO GARANTE MEDIDAS PARA ULTRAPASSAR ESCASSEZ DE GASÓLEO NO PAÍS

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Por Rádio Sol Mansi   18 08 2026

O primeiro-ministro, Ilídio Vieira Té, garante que o Governo está a realizar reuniões com a maior empresa fornecedora de combustível no país, com o objetivo de ultrapassar as dificuldades de abastecimento de gasóleo que, há mais de cinco dias, têm provocado constrangimentos à população.

Ilídio Vieira Té falava esta manhã, após uma visita à INACEP, onde estão a ser ultimados os boletins destinados ao referendo constitucional, marcado para o próximo dia 30 de agosto.

Segundo o chefe do Governo, a escassez de combustível é um problema que se verifica a nível mundial. Contudo, assegura que, no plano nacional, estão a ser tomadas medidas para evitar o aumento do preço dos combustíveis junto dos consumidores.

O primeiro-ministro explica que o Governo decidiu atualizar algumas taxas como forma de contribuir para a redução do preço praticado pelos importadores. 

O chefe do Governo garante ainda que algumas bombas de combustível já retomaram as vendas e afirma que a situação deverá ser normalizada brevemente.

Sobre a visita à INACEP, Ilídio Vieira Té afirmou que os trabalhos de preparação do referendo estão a decorrer dentro da normalidade e que estão a ser cumpridas as normas exigidas.

O referendo constitucional está marcado para o próximo dia 30 de agosto. Enquanto prosseguem os trabalhos de preparação dos materiais eleitorais, decorrem igualmente ações de sensibilização comunitária em diferentes localidades do país.

ANÚNCIO DE VAGA – BOLSA DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL... Oportunidade de Formação Profissional para a Costa do Marfim.

Por Ministério da Administração Pública, Trabalho, Emprego e Segurança Social

O Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, através da sua Agência de Emprego e Formação Profissional (AGEFP), informa que estão abertas as candidaturas para Bolsa de Formação Profissional na Costa do Marfim, na área de Refrigeração e Climatização.

Requisitos:

● Ter idade compreendida entre 16 e 40 anos;

● Ter mínimo de conhecimento em língua francesa;

● Ser da nacionalidade guineneese;

● Ter interesse em adquirir competências técnicas na área de refrigeração e climatização;

● Estar disponível para frequentar a formação na Costa do Marfim durante todo o período do curso.

Benefícios:

● Formação técnica especializada;

● Desenvolvimento de competências profissionais;

● Certificado de conclusão da formação;

● Oportunidade de aumentar a empregabilidade e a inserção no mercado de trabalho.

Como candidatar-se:

● Os interessados deverão apresentar a sua candidatura junto da AGEFP, anexando os documentos exigidos, dentro do prazo estabelecido no edital.

Data limite para candidatura:

● 20 de agosto de 2026 às 13h00

Para mais informações, dirija-se à sede da AGEFP junto do Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social ou contacte os serviços competentes.

Invista no seu futuro. Candidate-se e adquira uma profissão com elevada procura no mercado de trabalho!

Mulher confirma relação com Cristiano Ronaldo. "É passado"... Numa altura em que as notícias do casamento de Cristiano Ronaldo e Georgina Rodríguez estão em destaque, a imprensa espanhola destaca as palavras de Gabriela Guillén, que confirma a relação amorosa passada que viveu com o futebolista.

© Instagram - Cristiano Ronaldo   Por  Notícias ao Minuto  18/08/2026 

Cristiano Ronaldo e Georgina Rodríguez estão no centro das atenções com as notícias sobre o casamento, que aconteceu no dia 11 de agosto, na casa da família em Cascais. E perante o falatório, a imprensa espanhola deu igualmente destaque a Gabriela Guillén, que confirmou a relação amorosa passada que viveu com o futebolista. 

Gabriela Guillén ficou conhecida há alguns anos por causa da relação com Bertín Osborne, com quem tem um filho de dois anos, o pequeno David, relata a Hola!, mas agora é o suposto caso com Cristiano Ronaldo que se destaca. 

A história tinha sido anteriormente divulgada em público no programa "El verano se mueve", depois de Marisa Jara, que conheceu Gabriela durante a sua participação no reality show "Supervivientes", ter dito que a empresária lhe tinha contado toda a história. Posteriormente, tais informações foram confirmadas pela jornalista Leticia Requejo. 

Sobre a altura em que a relação aconteceu não é certo, uma vez que muito se tem comentado sobre o tema, mas a Hola! aponta para que tenha sido por volta de 2015, antes de o futebolista conhecer Georgina Rodríguez. 

A Hola! diz que a própria Gabriela Guillén confirmou os rumores. "Foi algo que aconteceu na minha vida e é passado, por isso vou guardar para mim", disse, afirmando que na altura ambos estavam solteiros. 

"Estou muito feliz por ele porque o conheço e sei que ele merece toda a felicidade. E ele fez uma cerimónia tão íntima, que é o que o preenche. A fama é demasiado pesada", terá comentado também, referindo-se ao casamento de Cristiano e Georgina. 

A revista Hola! adianta ainda que Gabriela Guillén surpreendeu tudo e todos esta semana ao publicar uma fotografia antiga em que aparece a usar um boné com as letra "CR7". Gabriela explicou, porém, que fez isto "para que saibam [que existe]". "Quer dizer, não tenho motivos para mentir, nenhum motivo para contar uma história tão fantasiosa como esta, não tenho absolutamente nenhuma necessidade de fazer isto."

© Instagram_gabymagy

Tudo sobre o casamento de Cristiano Ronaldo e Georgina Rodríguez

Cristiano Ronaldo e Georgina Rodríguez deram uma entrevista à Vogue onde revelaram os detalhes do casamento, que aconteceu no dia 11 de agosto. O casal trocou os votos na casa da família, em Cascais, e seguiu depois para o Santuário de Fátima onde um padre deu a sua bênção. Presentes na cerimónia estiveram apenas os filhos. 

Ronaldo e Georgina falaram ainda sobre o futuro. "Faremos um casamento grande, para podermos celebrar com a família e os amigos", revelaram. Além disso, o internacional português confessou que "este é provavelmente o seu último ano no futebol, querendo deixar um legado espetacular". E está ansioso para passar mais tempo com a família. 

Sobre aumentar a família, o casal não deixou de lado esse desejo, mas também não será para já. "Quando os mais novos tiverem 15 ou 16 anos, ainda seremos jovens, por que não?"

GUERRA NA UCRÂNIA: Cerca de 620 drones ucranianos lançados contra Moscovo numa noite... O presidente da câmara de Moscovo anunciou hoje que pelo menos 620 drones foram lançados pela Ucrânia contra a região da capital russa durante a noite, com o governador local a contabilizar três feridos após os ataques.

© Lusa   18/08/2026 

De acordo com Serguei Sobianine, 180 destes aparelhos foram destruídos na região de Moscovo entre segunda-feira à noite e as 05h00 locais (03h00 em Lisboa), escreveu na rede Telegram.

O governador Andrei Vorobiov indicou que o ataque provocou três feridos, incluindo uma criança de 10 anos.

Um dos drones atingiu ainda um armazém do gigante russo do comércio eletrónico Wildberries. O serviço de imprensa da empresa confirmou que um "complexo logístico" sofreu "danos menores" devido a uma das explosões.

A Ucrânia afirmou este domingo que os seus ataques contra a gigante do comércio eletrónico Wildberries, o equivalente russo da Amazon, desativaram sete dos 10 maiores centros de distribuição da empresa.

Kyiv estima que as necessidades totais de financiamento da Wildberries atinjam 1,3 biliões de rublos (13,3 milhões de euros).

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, justifica os ataques ucranianos à Wildberries, que começaram em meados de julho, alegando que a empresa russa armazena mantimentos militares e componentes de drones.

Nos últimos meses, a Ucrânia multiplicou os ataques em profundidade no território russo, enquanto Moscovo também intensificou consideravelmente os ataques à capital ucraniana, geralmente com mísseis balísticos difíceis de intercetar.

No domingo, uma vaga de centenas de drones fez 12 mortos na Rússia, enquanto ataques russos fizeram sete mortos na Ucrânia.


Leia Também: Mais de uma dezena de mortos em ataques cruzados durante a noite

Mais de uma dezena de pessoas morreram em diversos ataques cruzados russos e ucranianos, numa noite em que a Rússia intercetou mais de 790 drones lançados pela Ucrânia, no segundo ataque massivo em três dias.



Leia Também: Moscovo ameaça Londres após informações sobre uso de drones britânicos...         A embaixada da Rússia em Londres avisou que o Reino Unido terá de "responder" pela colaboração militar com a Ucrânia, após informações de que drones britânicos foram utilizados por Kyiv para ataques em território russo.

Morreu a atriz Laura Cardoso. Tinha 98 anos... A atriz brasileira Laura Cardoso morreu na noite de segunda-feira, dia 17 de agosto, de causas naturais, na sua casa, em São Paulo, no Brasil. Tinha 98 anos. Velório vai realizar-se hoje, dia 18 de agosto.

© Instagram_atrizlauracardoso    noticiasaominuto.com   18/08/2026 

Morreu a atriz brasileira Laura Cardoso, aos 98 anos. A notícia foi confirmada através de uma publicação que foi feita na página de Instagram da atriz, que é gerida pelo seu bisneto, Fernando Faria. 

"A nossa grande estrela despediu-se de nós. Laura Cardoso estará para sempre nos nossos corações. Obrigada por tudo, nossa amada e eterna Laura Cardoso", pode ler-se na publicação onde é comunicada a partida da atriz. 

A partilha, como seria de esperar, rapidamente se encheu de homenagens através da caixa de comentários.  

Em conversa com a revista Quem, o bisneto da atriz, Fernando Faria, disse ainda que Laura Cardoso morreu na noite de segunda-feira, dia 17 de agosto, de causas naturais, na sua casa, em São Paulo.

Foram, entretanto, reveladas informações sobre as cerimónia fúnebres: "Velório Laura Cardoso. Local: Funeral Home (Rua São Carlos do Pinhal, 376, Bela Vista; Dia: Hoje (18/08); Horário: 08:00 - 14:00; Para coroas de flores: (11) 95072-8397."

Apesar do seu afastamento das novelas nos últimos tempos, Laura Cardoso tinha contrato vitalício com a TV Globo e participou numa gravação de fim de ano da emissora em 2025, segundo a revista Quem. 

Laura Cardoso decidiu que queria ser atriz aos 15 anos e iniciou a sua carreira no radioteatro, onde conheceu o marido, Fernando Balleroni, que morreu em 1980. A sua estreia nas novelas aconteceu em 1952, em "Tribunal do Coração". E a última novela em que trabalhou foi "A Dona do Pedaço", em 2019, onde deu vida a Matilde Azevedo. 

Ao longo da carreira, a atriz integrou o elenco de mais de 60 novelas, destaca ainda a Quem, com personagens marcantes como Isaura Araújo, a mãe de Ruth e Raquel (papel de Gloria Pires) em "Mulheres de Areia", de 1993, e Guiomar Muniz em "A Viagem", de 1975. 

Laura Cardoso deixa duas filhas, Fernanda e Fátima, e três netos. 

Moscovo ameaça Londres após informações sobre uso de drones britânicos... A embaixada da Rússia em Londres avisou que o Reino Unido terá de "responder" pela colaboração militar com a Ucrânia, após informações de que drones britânicos foram utilizados por Kyiv para ataques em território russo.

© Getty Images   Por  LUSA  18/08/2026 

O jornal Sunday Times afirmou no domingo que drones produzidos por duas empresas britânicas e fornecidos à Ucrânia foram utilizados na vaga de ataques ucranianos contra alvos militares e industriais dentro do território russo.

Numa declaração publicada na segunda-feira, a embaixada da Rússia em Londres considerou que o Reino Unido tornou-se assim "cúmplice e coautor" desses ataques e "optou deliberadamente por uma escalada" do conflito.

"As ações de Londres irão inevitavelmente gerar consequências pelas quais terá de responder. Quanto mais profunda for a sua participação no conflito e maior for o seu apoio à máquina terrorista de Kyiv, maior será o preço a pagar", ameaça no comunicado.

Segundo o Sunday Times, uma das duas empresas é uma filial da BAE Systems, mas o jornal não revelou o nome da segunda empresa "por razões de segurança".

Contactado, o Ministério da Defesa britânico não respondeu.

O Reino Unido é um dos principais apoiantes financeiros de Kyiv desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022, com cerca de 25 mil milhões de libras (29 mil milhões de euros) mobilizados, dos quais 16 mil milhões em ajuda militar.

Nos últimos meses, a Ucrânia multiplicou os ataques em profundidade no território russo, enquanto Moscovo também intensificou consideravelmente os ataques à capital ucraniana, geralmente com mísseis balísticos difíceis de intercetar.

No domingo, uma vaga de centenas de drones fez 12 mortos na Rússia, enquanto ataques russos fizeram sete mortos na Ucrânia.


Exercícios militares com EUA não pretendem "atacar Coreia do Norte"... A Presidência da Coreia do Sul garantiu hoje que os exercícios militares conjuntos com os Estados Unidos não demonstram "qualquer intenção de atacar a Coreia do Norte ou de aumentar as tensões na península coreana".

© Getty Images  Por  LUSA  18/08/2026 

O objetivo fundamental dos exercícios anuais, que o líder norte-americano Donald Trump anunciou que iria reduzir, não é "tratar qualquer entidade específica como adversária, mas preservar, em segurança e paz, a vida quotidiana das pessoas", declarou o Presidente sul-coreano Lee Jae-myung.

O exercício conjunto, iniciado na segunda-feira e que vai decorrer até 27 de agosto, é um dos dois principais realizados anualmente pelas forças sul-coreanas e norte-americanas.

De acordo com um comunicado divulgado pela Presidência, Seul afirmou que as manobras começaram "como planeado" e manifestou esperança de que a relação pessoal entre Trump e o líder norte-coreano Kim Jong-un leve a um "diálogo construtivo" propício a negociações.

Na segunda-feira, Trump anunciou a redução da escala dos exercícios militares com a Coreia do Sul, decisão que justificou com a "muito boa relação" que disse manter com Kim.

"Dada a minha muito boa relação com Kim Jong-un, da Coreia do Norte, não estou satisfeito com o facto de os Estados Unidos terem acordado há já muito tempo participar em exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul", afirmou.

Os exercícios militares anuais "Escudo da Liberdade de Ulchi" normalmente envolvem 18 mil soldados sul-coreanos, bem como pessoal do contingente norte-americano de 28.500 soldados estacionado na Coreia do Sul.

O Presidente dos EUA disse que era "demasiado tarde para cancelar" os exercícios, pelo que ordenou ao secretário da Defesa, Pete Hegseth, para "reduzir substancialmente" as manobras.

Trump considerou exercícios dispendiosos e acrescentou que enviavam "um sinal totalmente inadequado e hostil" à Coreia do Norte.

Também na segunda-feira, o chefe de Estado afirmou que Pyongyang respondeu às suas aberturas para iniciar um diálogo e considerou "muito positiva" a troca de mensagens com Pyongyang.

Questionado sobre o motivo pelo qual Kim não lhe tinha respondido publicamente após a mensagem que publicou no domingo nas redes sociais, o Presidente norte-americano disse que o líder norte-coreano "o fez", sem dar mais detalhes.

Sobre como estão a decorrer as trocas de mensagens, Trump limitou-se a acrescentar que são "muito positivas".

Durante o primeiro mandato (2017-2021), Trump reuniu-se três vezes com Kim para tentar chegar a um acordo sobre a desnuclearização da península coreana, mas abandonou as negociações de forma abrupta, por considerar insuficiente a oferta de Pyongyang.

Para favorecer o diálogo com Pyongyang, Trump chegou mesmo a ordenar na altura a suspensão dos exercícios militares de verão de Seul e Washington.


DONALD TRUMP manda calar repórter da CNN que lhe perguntou sobre Coreia do Norte... O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mandou calar esta segunda-feira, por várias vezes, a correspondente da CNN na Casa Branca, Kristen Holmes, quando a jornalista o questionou sobre contactos recentes com o líder da Coreia do Norte.

© cnn    Por  LUSA  18/08/2026 

Trump interrompeu Holmes enquanto esta formulava perguntas sobre contactos com Kim Jong-un, e sobre a decisão de reduzir a escala das manobras militares entre Washington e Seul, classificando-a como "barulhenta" e "buliçosa", além de a acusar de fazer "notícias falsas".

A repórter tentava saber por que razão Kim não se tinha pronunciado publicamente sobre o anúncio de Trump de reduzir os exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul.

Perante a insistência da jornalista, o chefe de Estado assegurou que Kim respondeu às mensagens que lhe enviou e que os intercâmbios entre ambos estão a ser "muito positivos", embora não tenha dado detalhes sobre o conteúdo dessas comunicações.

Trump voltou a defender a decisão de reduzir as manobras militares e sustentou que tal tornará a península coreana um lugar "mais seguro".

O episódio ocorreu durante um encontro com jornalistas na Sala Oval, onde Trump já protagonizou outros confrontos com membros da imprensa quando as perguntas não lhe agradam. Desta vez, os reparos foram dirigidos especificamente contra Holmes, que procurava obter mais informações sobre o seu novo entendimento com Pyongyang.

No domingo, Trump tinha anunciado nas redes sociais que o Pentágono reduzirá a escala dos exercícios militares entre os EUA e a Coreia do Sul porque, na sua opinião, essas manobras enviam uma mensagem inadequada à Coreia do Norte, país que considerou "respeitoso" durante os seus mandatos.

O Presidente reiterou esta segunda-feira a decisão e afirmou que Kim sempre o "tratou com respeito" e que ambos se entendem bem.

Trump reuniu-se em três ocasiões com Kim durante o primeiro mandato (2017-2021), numa tentativa de alcançar um acordo para a desnuclearização da península coreana. As negociações terminaram sem acordo, depois de Trump considerar insuficiente a proposta de Pyongyang, que posteriormente estreitou laços com a Rússia.

Este novo entendimento surge ainda num contexto de tensão entre Washington e Seul. Trump afirmou no domingo e voltou a sublinhar esta segunda-feira que a Coreia do Sul se recusou a apoiar os EUA na guerra para "desnuclearizar" o Irão e acusou o Governo de Joe Biden de ter reduzido o aumento da contribuição sul-coreana para o gasto militar partilhado.

Questionado sobre quem considera que a sua política o aproxima mais da Coreia do Norte do que dos aliados tradicionais, Trump respondeu que a sua estratégia torna a península coreana um lugar "mais seguro".

Julgamento de suspeito começa 30 anos após homicídio de Tupac Shakur... Começou em Las Vegas o julgamento de Duane "Keffe D" Davis, um dos principais suspeitos de planear o assassínio do conhecido rapper norte-americano Tupac Shakur, em 1996.

© Getty Images    Por  LUSA   18/08/2026 

Davis, de 63 anos, poderá ser condenado a prisão perpétua se for considerado culpado de homicídio com arma letal com intenção de promover ou apoiar um grupo criminoso.

O arguido declarou-se inocente na segunda-feira, com o advogado a descrever a narrativa da acusação como ficção.

Na abertura do julgamento, um procurador afirmou que, embora poucos tenham estado dispostos a falar sobre o homicídio de Tupac, Davis é "a única pessoa que tem tido dificuldades em ficar em silêncio".

"Sejamos claros: Duane Davis não puxou o gatilho. Mas planeou o tiroteio em retaliação pela agressão ao seu sobrinho", disse o procurador-adjunto Binu Palal aos jurados no início do julgamento em Las Vegas. "Notavelmente, vão ouvir isso do próprio Duane Davis", acrescentou.

Palal mostrou imagens da comitiva de Shakur a agredir Orlando "Baby Lane" Anderson, sobrinho de Davis, à saída de um combate de boxe no MGM Grand, horas antes do tiroteio de 07 de setembro de 1996.

Segundo o procurador, Davis passou as duas horas seguintes a planear a vingança, e Shakur foi abatido "num ato de retaliação".

Shakur continua a ser um ícone cultural e é considerado um dos rappers mais influentes e versáteis de sempre, apesar de ter morrido aos 25 anos.

Em entrevistas a investigadores entre 1998 e 2009, Davis admitiu ter estado em Las Vegas na noite do crime e descreveu ter entregue a arma aos homens no banco de trás de um Cadillac branco, que dispararam contra o BMW negro onde seguiam Shakur e Marion "Suge" Knight, empresário da indústria musical do hip-hop e ex-CEO da produtora Death Row Records.

Knight, figura central do hip-hop da Costa Oeste e único sobrevivente do ataque, consta da lista de testemunhas, embora tenha declarado não querer participar.

O antigo produtor cumpre uma pena de 28 anos de prisão na Califórnia por ter atropelado mortalmente um empresário em 2015.

A acusação também pretende usar o livro de memórias de Davis, Compton Street Legend (2019), e várias entrevistas, apesar da oposição da defesa.

O advogado Michael Sanft insistiu que "não há factos" e que Davis nunca foi acusado antes porque as autoridades sabiam que ele estava "a inventar".

O defensor criticou ainda falhas na investigação inicial e descreveu o trabalho de um detetive como "tendencioso, descuidado e incompleto".

O caso, que durante décadas intrigou a comunidade hip-hop, só levou a uma acusação formal em 2023, contra Davis.

O julgamento, que deverá durar cerca de um mês, contará com 35 a 45 testemunhas. Entre elas, antigos agentes da polícia de Las Vegas que relataram ter visto Shakur ferido e Knight a pedir que cuidassem do rapper.

Grande parte das testemunhas já morreu, incluindo os outros três ocupantes do Cadillac.

Orlando "Baby Lane" Anderson, suspeito de ter sido o atirador, morreu dois anos depois num tiroteio em Compton, enquanto Deandrae "Freaky" Smith, que estaria no banco de trás ao lado de Anderson, e também suspeito dos disparos, morreu em 2004 de causas naturais.

Terry "Bubble Up" Brown, condutor do Cadillac, foi morto em 2015, num tiroteio num dispensário de marijuana medicinal em Compton.

Testemunhos perante o júri de instrução criminal descreveram o tiroteio como o culminar de uma rivalidade prolongada entre as editoras Death Row Records e Bad Boy Records, bem como entre as fações rivais Mob Piru e South Side Compton Crips.

Trump ameaça bombardear Omã se colocar entraves a acordo sobre Ormuz... O Presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou esta segunda-feira bombardear Omã caso o país coloque obstáculos "no caminho" de um acordo sobre o estreito de Ormuz, numa altura em que negociações prosseguem com o Irão.

© Bastien Ohier / Hans Lucas / AFP via Getty Images     Por  LUSA   18/08/2026 

"Se Omã se meter no nosso caminho, vamos bombardeá-los", declarou o Presidente norte-americano durante uma entrevista à emissora Fox News, em resposta a uma pergunta sobre os contactos em curso entre os dois países.

Desde o início do conflito com o Irão, em fevereiro, Trump tem multiplicado declarações contundentes sem seguimento. Responsáveis iranianos e omanis discutem há várias semanas formas de garantir a circulação de navios no estreito, por onde transitava cerca de um quinto dos hidrocarbonetos mundiais antes da guerra.

O sultanato de Omã, que cultiva uma posição de neutralidade numa região marcada por tensões, tem desempenhado papéis de mediação em vários conflitos, do Irão ao Iémen.

Esta segunda-feira chegou ao fim o prazo de 60 dias previsto no memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irão para negociar um acordo definitivo destinado a pôr termo ao conflito e alcançar um compromisso sobre o programa nuclear da República Islâmica.

O acordo provisório destinava-se a criar um período sem hostilidades que permitisse às duas partes negociar uma solução mais duradoura para o conflito, mas as hostilidades foram retomadas menos de três semanas depois, num contexto de divergências sobre o controlo da navegação no estreito de Ormuz.

Perante o agravamento da situação, o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, falou por telefone com Trump para sublinhar a importância da via diplomática e reafirmar o apoio da Turquia aos esforços de paz.

"O resultado final destas ameaças contra Omã é apenas reflexo da frustração de Trump perante uma situação criada por ele próprio, sem boas opções", avaliou Nate Swanson, do Iran Strategy Project do Atlantic Council, citado pelo jornal New York Times.

As declarações tiveram impacto imediato nos mercados: às 03h30 em Lisboa, o barril de WTI subiu 0,6% para 84,99 dólares (77 euros), enquanto o Brent cresceu 0,4% para 91,22 dólares (82,6 euros).

Teerão mantém o estreito de Ormuz praticamente bloqueado desde a ofensiva israelo-americana que desencadeou a guerra no Médio Oriente, com os EUA a impor um bloqueio aos portos iranianos em resposta,. Trump insiste que Washington tem o "controlo" da via, algo que o Irão classificou como "mentira".

O Presidente norte-americano chegou a afirmar que declararia o estreito "território dos Estados Unidos" após a vitória na guerra, embora o tom sugerisse uma provocação. Teerão respondeu: "O estreito de Ormuz foi iraniano, é iraniano e continuará a ser iraniano. Só o Irão decide quando abrir ou fechar."

Na segunda-feira, um porta-voz da diplomacia iraniana confirmou que "os contactos com Omã prosseguem de forma séria" e que decorrem trocas de pontos de vista sobre uma declaração conjunta.

Washington tem participado também nas negociações, com o emissário norte-americano Jared Kushner a descrever as conversações como "muito positivas e animadas", embora tenha admitido que não existe "muita confiança" entre as partes.

Trump apelou ainda ao Irão para "hastar a bandeira branca da capitulação", acrescentando que não tem pressa e que as eleições intercalares de novembro "não mudam nada" nas suas reflexões.

Durante a entrevista, o Presidente norte-americano reconheceu também a existência de uma linha de comunicação direta entre Washington e os Guardiões da Revolução, a poderosa força ideológica iraniana.

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

INACEP ESTÁ NA FASE FINAL DE IMPRESSÃO DE MATERIAL PARA O REFERENDO E REGULARIZA SALÁRIOS DOS FUNCIONÁRIOS

Por Radio Voz Do Povo 

“Instituição já pagou quatro meses em atraso e anuncia pagamento de julho e agosto para esta terça-feira (18.08).”

A Imprensa Nacional, INACEP, encontra-se na fase final dos trabalhos de impressão dos boletins de voto, atas e demais documentos necessários à realização do Referendo Nacional.

A informação foi confirmada por fonte oficial da instituição, que assegurou que os trabalhos técnicos e logísticos relacionados com o processo referendário decorrem dentro do calendário previsto.

Segundo a INACEP, já foram pagos quatro meses de salários que se encontravam em atraso. A instituição adiantou ainda que os vencimentos referentes aos meses de julho e agosto serão pagos amanhã.

A instituição destacou também que concluiu com sucesso a produção dos cadernos eleitorais, cuja totalidade já foi entregue ao GTAPE - Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral, cumprindo assim uma das etapas essenciais da preparação do processo.

Neste momento, os esforços da Imprensa Nacional estão concentrados na conclusão da impressão dos boletins eleitorais e dos restantes documentos necessários ao Referendo.

Em paralelo, a INACEP está a realizar obras de requalificação das suas instalações, com o objetivo de melhorar as condições de trabalho dos funcionários e devolver maior dignidade aos espaços da instituição.

As intervenções inserem-se num processo de recuperação e valorização da Imprensa Nacional, visando reforçar a capacidade da instituição na produção de documentos oficiais.

A INACEP, desempenha um papel central na produção e disponibilização dos materiais de segurança e demais documentos oficiais necessários aos processos eleitorais e referendários na Guiné-Bissau.

FALTA DE COMBUSTÍVEL DEIXA MAIORIA DOS TRANSPORTES MISTOS PARADOS EM BISSAU

 Rádio Sol Mansi / Radio TV Bantaba  17.08.2026 

A maioria das viaturas de transporte misto encontra-se parada na Paragem Central de Bissau devido à falta de combustível.

Alguns condutores afirmam que tiveram de pedir ajuda a colegas para comprar combustível em bidões, em regiões onde ainda existem bombas de abastecimento em funcionamento, para poderem continuar a trabalhar.

Durante uma ronda realizada hoje pela reportagem da Rádio Sol Mansi na Paragem Central, vários condutores disseram que as suas viaturas estão paradas porque passaram um dia inteiro nas filas à espera de abastecimento e, posteriormente, encontraram as bombas de combustível encerradas.

Entretanto, numa outra ronda, a Rádio Sol Mansi constatou que muitas pessoas estão a deslocar-se a pé para realizar compras, tratar de documentos e chegar aos seus locais de trabalho.

Em declarações à estação emissora católica, alguns cidadãos lamentaram a falta de transportes urbanos, afirmando que foram obrigados a deslocar-se a pé para cumprir as suas atividades ou permanecer à espera até que os transportes voltem a funcionar normalmente.

Na sexta-feira passada, os condutores dos transportes urbanos de Bissau manifestaram o seu descontentamento com o procedimento da empresa de combustíveis Petromar, ligada à Galp Energia, que encerrou as suas bombas de abastecimento.

Entretanto, nesta segunda-feira, as bombas de combustível da Petromar, localizadas em Penha e no Bairro de Ajuda, permanecem encerradas desde a manhã, enquanto longas filas de viaturas continuam à espera de abastecimento.

Trump prevê que Irão não aceitará acordo nuclear que acha "necessário"... O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, previu hoje que o Irão não aceitará o acordo que pretende sobre o programa nuclear da República Islâmica.

© Lusa  17/08/2026 

"Eles [Irão] querem chegar a um acordo, mas não vão fechar o tipo de acordo que eu considero necessário", afirmou Trump na Sala Oval da Casa Branca, no dia em que expira o prazo de 60 dias, acordado no memorando de entendimento de 17 de junho, para ser alcançado um acordo de paz.

Trump insistiu na necessidade de os Estados Unidos manterem a guerra no Médio Oriente por causa da questão nuclear: "Estamos lá por uma única razão: o Irão não pode ter uma arma nuclear", frisou.

Ao mesmo tempo, Trump assegurou que não acredita que Omã se tenha "comportado muito bem", depois de ter ameaçado hoje bombardear "sem piedade" o sultanato, se este se interpuser no diálogo com o Irão sobre o controlo do estreito de Ormuz.

"Nós trataríamos deles com muita facilidade, tal como fazemos com outros Estados", afirmou Trump.

Mascate e Teerão mantêm há várias semanas negociações, sem a participação dos Estados Unidos, sobre a gestão da navegação no estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo e gás.

As autoridades iranianas afirmaram que os dois países já alcançaram um entendimento sobre o mapa das rotas de navegação e estão a trabalhar na conclusão de "um pacote" mais abrangente, que deverá incluir uma declaração conjunta.

Com o estreito de Ormuz novamente a sofrer um bloqueio, após o Irão ter decretado o seu encerramento, Trump insistiu que os Estados Unidos estão a extrair "milhões de barris de petróleo por semana".

"Se olharmos para os números que estamos a gerir, vemos que o estreito está aberto e os preços do petróleo estão a descer. E continuarão a descer a menos que decidamos fazer algo muito mais drástico do que estamos a fazer", adiantou sobre a situação económica derivada da guerra do Irão, que se aproxima dos seis meses.

Trump não deu dados sobre as afirmações que fez horas antes à cadeia Fox News, nas quais garantiu que estão a decorrer conversações com Teerão por uma via secundária não oficial que envolveria a Guarda Revolucionária, algo que o Irão continua a negar.


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As forças norte-americanas travaram um total de 64 embarcações comerciais, inutilizaram três e abordaram outras duas, desde a reposição do bloqueio naval aos portos e à costa iraniana, divulgou hoje o Comando Central militar (Centcom).

Ex-congressista em conflito com Trump diz que EUA podem usar arma nuclear... A ex-congressista republicana norte-americana Marjorie Taylor Greene, ex-aliada e atual opositora do Presidente Donald Trump, afirmou hoje que Washington pondera utilizar armas nucleares contra o Irão.

© Sarah L. Voisin/The Washington Post via Getty Images   Por   LUSA   17/08/2026 

"Estão a discutir o uso de armas nucleares contra o Irão em reuniões estratégicas. Sim, leu bem. É real. Não estou a especular. É algo que eu sei", escreveu Greene numa mensagem na rede social X.

A antiga congressista pela Geórgia recordou as trágicas consequências no Japão, o único país atacado com armas nucleares na história, quando os Estados Unidos lançaram duas bombas atómicas em agosto de 1945 que se estima terem deixado mais de 200.000 mortos, incluindo pessoas que morreram mais tarde devido à radiação.

Greene, que deixou o seu lugar em janeiro após desentendimentos políticos com Trump, afirmou que o Presidente decidiu iniciar a guerra movido apenas por algumas afirmações de Israel, contrárias às análises dos serviços de informações norte-americanos, que descartavam que o Irão estivesse próximo de desenvolver uma arma nuclear.

"E agora é o nosso Governo que está a considerar reduzir o limiar nuclear para usar armas nucleares contra o Irão, apesar de Trump ter afirmado umas 40 vezes que ganhou a guerra e dizer que os Estados Unidos controlam o estreito de Ormuz", assegurou a ex-congressista.

"Trump prometeu não haver mais guerras no estrangeiro, mas poderá ser quem provocará um holocausto nuclear que provavelmente arrastará o mundo inteiro para um conflito maior, uma depressão económica e um sofrimento humano maciço nunca antes visto nas nossas vidas, e talvez em toda a história. As pessoas devem levantar a voz e deter com coragem esta loucura", acrescenta o texto.

A mensagem de Greene, cuja publicação coincide tecnicamente com o dia em que expira o prazo do cessar-fogo assinado por Washington e Teerão para negociar durante 60 dias, conclui com o apelo a que não sejam usadas armas nucleares e que a guerra termine "agora".

Trump ameaçou em várias ocasiões lançar ataques em grande escala contra o Irão, mas sempre negou que os seus planos incluam o uso de armas nucleares.


Trump diz que troca de mensagens com Kim Jong-un foi "muito positiva"... O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou hoje que o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, respondeu às suas aberturas para iniciar um diálogo e considerou "muito positiva" a troca de mensagens com Pyongyang.

SMIALOWSKI/AFP via Getty Images    Por  LUSA  17/08/2026 

Questionado na Sala Oval da Casa Branca sobre o motivo pelo qual Kim não lhe tinha respondido publicamente após a mensagem que publicou no domingo nas redes sociais, o presidente norte-americano disse que o líder norte-coreano "o fez", sem dar mais detalhes.

Sobre como estão a decorrer as trocas de mensagens, Trump limitou-se a acrescentar que são "muito positivas".

Durante o seu primeiro mandato (2017-2021), Trump reuniu-se três vezes com Kim para tentar chegar a um acordo sobre a desnuclearização da península coreana, mas abandonou as negociações de forma abrupta, por considerar insuficiente a oferta de Pyongyang, o que, segundo os especialistas, pode ter aumentado a desconfiança do regime norte-coreano, agora muito próximo da Rússia.

Para favorecer o diálogo com Pyongyang, Trump chegou mesmo a ordenar na altura a suspensão dos exercícios militares de verão de Seul e Washington.

No domingo, afirmou nas redes sociais que Seul se tinha recusado a apoiar Washington na sua guerra para "desnuclearizar" o Irão, algo que voltou a salientar hoje.

O Presidente norte-americano afirmou também que Seul conseguiu convencer a Administração de Joe Biden (que o sucedeu entre 2021 e 2025, após o seu primeiro mandato) a reduzir o aumento da sua contribuição para as despesas militares partilhadas entre ambos os aliados.

"Convenceram Biden de que eu provavelmente era uma má pessoa, e não deviam ter feito isso", afirmou Trump.

Questionado sobre as acusações de que, sob o seu governo, Washington se mostra mais próximo de países como a Coreia do Norte - tecnicamente ainda em guerra com os Estados Unidos e a Coreia do Sul - do que dos seus aliados tradicionais, Trump defendeu que a sua decisão torna a península coreana um local "mais seguro" e que Kim sempre o "tratou com respeito" e o compreende bem.


Presidente da Associação dos Comerciantes do Mercado de Bandim, Yero Seide, esclareceu aos comerciantes do mercado e aos moradores de Reno os motivos que levaram a Câmara Municipal de Bissau a impedir a colocação de lixo na estrada principal, em frente ao Mercado de Bandim.

 Radio TV Bantaba

CNE GARANTE QUE DANOS EM MATERIAIS ELEITORAIS NÃO COMPROMETEM APURAMENTO DO REFERENDO

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) realizou, esta segunda-feira, 17 de agosto, o sorteio dos grupos de cidadãos que participarão na distribuição do Tempo de Antena na rádio e na Televisão Nacional.

Rádio Sol Mansi  Radio Voz Do Povo   17.08.2026

A Comissão Nacional de Eleições, CNE, considera que estão reunidas todas as condições para o apuramento dos dados preliminares do referendo nacional, marcado pelas autoridades militares para o próximo dia 30 de agosto de 2026.

Após o sorteio das organizações cívicas para a atribuição de tempos de antena nos órgãos públicos de comunicação social, o secretário-executivo da CNE, Idriça Djaló, garantiu que a maior parte dos materiais eleitorais danificados já foi requisitada.

Segundo Idriça Djaló, o referendo constitui um ato eleitoral mais simples, que não requer necessariamente a utilização de um servidor para o apuramento dos resultados.

Apesar de parte dos materiais destinados ao apuramento nacional ter sido danificada durante o golpe de Estado que interrompeu o processo eleitoral de 23 de novembro de 2025, o secretário-executivo da CNE assegura que a falta de um servidor não coloca em risco os trabalhos de apuramento do referendo nacional.

Idriça Djaló sublinha, contudo, que está prevista a requisição de um servidor para as eleições previstas para 6 de dezembro de 2026.

Sobre o sorteio realizado esta segunda-feira, em Bissau, o responsável da CNE explica que a iniciativa pretende reforçar a sensibilização da população para a importância da sua participação no referendo.

Sem avançar, para já, com a data de início da emissão dos tempos de antena, a Comissão Nacional de Eleições esclarece que estes serão atribuídos exclusivamente aos órgãos públicos de comunicação social do país.

BOLETIM DE VOTO, REFERENDO NACIONAL 30 DE AGOSTO DE 2026... PERGUNTA: Concorda com a entrada em vigor da nova Constituição da República da Guiné-Bissau, aprovada pelo Conselho Nacional de Transição?

São Tomé e Príncipe: decisão de libertar cidadão chileno envolta em intensa polémica... A decisão do Tribunal Constitucional em declarar ilegal a detenção de Ignácio Purcell Mena, empresário chileno e ex-conselheiro especial do chefe do governo são-tomense, e a sua imediata libertação no prazo de 24 horas após a comunicação da sua decisão ao Supremo Tribunal de Justiça está a provocar uma onda de comentários em São Tomé e Príncipe.

Ignacio Purcell Mena, empresário chileno procurado pela Interpol por alegada fraude fiscal em Espanha. © Facebook  Por  RFI 17/08/2026

A decisão do Tribunal Constitucional sobre a libertação do chileno Ignácio Purcell Mena ultrapassa a dimensão de um processo judicial e transforma-se numa crise institucional e política porque envolve o Tribunal Constitucional, o Supremo Tribunal de Justiça, a Procuradoria-Geral da República, o Governo e a Assembleia, segundo os analistas políticos.

O problema é que a decisão abriu um confronto institucional. Também coloca-se a questão da separação de poderes entre os órgãos, nomeadamente o Tribunal Constitucional, o Supremo Tribunal de Justiça, o Governo e a Assembleia Nacional.

Este caso já produziu alguma consequência: foi a demissão de Jorge Ramos do cargo de ministro do Trabalho.

Ignácio Purcell Mena, ex-conselheiro especial do primeiro-ministro Américo Ramos, é procurado pelas autoridades espanholas e a sua recente detenção em São Tomé ocorreu no âmbito da cooperação judiciária internacional. O processo espanhol está relacionado com suspeitas de uma organização criminosa e uma alegada fraude fiscal superior a 300 milhões de Euros.

Acusado de ter exercido pressão que terá exercido sobre a presidente do Supremo Tribunal de Justiça para a libertação do empresário chileno de quem reconhece ser amigo, o presidente da Assembleia Nacional, Abnildo de Oliveira, afirma que não vai renunciar ao cargo, apesar de ter sido contestado na última sessão plenária, que foi cancelada após alguma confusão no parlamento.

Abnildo de Oliveira admitiu que pretende presidir a sessão de 3 de Setembro, prevista para posse do Presidente da República reeleito Carlos Vila Nova, e expressou o desejo de "até então, não perder o mandato".

“Neste momento, a 45 dias das eleições o que é que se ganha, o que é que se perde com uma renúncia ou um novo presidente da Assembleia”, questionou ainda o líder do parlamento são-tomense, ao recordar que não haverá mais sessões plenárias nesta legislatura, dado que as próximas legislativas decorrem já no próximo dia 27 de Setembro.

TEMPESTADE DESTRÓI 120 CASAS E AFETA 379 FAMÍLIAS EM SINTCHAM BASSIROU, NO LESTE DO PAÍS

Por Rádio Sol Mansi  17 08 2026

Cerca de 379 famílias, correspondentes a um total estimado de 3.302 pessoas, foram afetadas por um desastre registado na aldeia de Sintcham Bassirou, localizada na secção de Paunka, setor de Sonaco, região de Gabú, no leste da Guiné-Bissau.

O desastre ocorreu na noite de 10 de agosto de 2026, por volta das 19h00, quando a comunidade foi atingida por uma forte tempestade, acompanhada de chuvas intensas e ventos fortes. 

O fenómeno provocou danos significativos nas habitações e agravou as necessidades humanitárias da população afetada.

De acordo com uma avaliação rápida realizada por voluntários comunitários na madrugada de 11 de agosto, um total de 120 casas foi afetado, das quais 70 ficaram totalmente destruídas e 50 parcialmente danificadas.

Entre as casas destruídas, 45 tinham cobertura de zinco e 25 cobertura de colmo. Das 50 habitações parcialmente danificadas, 20 tinham cobertura de zinco e 30 cobertura de colmo.

Segundo os dados preliminares da Cruz Vermelha, a população afetada inclui 855 mulheres, 249 homens e 1.095 crianças, sendo 452 rapazes e 643 raparigas. Foram ainda registadas quatro pessoas feridas e quatro idosos.

As famílias afetadas perderam as suas habitações e bens essenciais, incluindo reservas de alimentos, material escolar, utensílios domésticos e outros bens pessoais. Perante a destruição das suas casas, algumas famílias foram obrigadas a procurar abrigo temporário junto de 44 famílias de acolhimento nas comunidades vizinhas.

Os números apresentados são ainda preliminares, estando as avaliações em curso, sobretudo no que diz respeito ao número e à capacidade das famílias de acolhimento que atualmente recebem as pessoas deslocadas.

As previsões meteorológicas indicam a possibilidade de novas condições adversas, aumentando o receio de que a situação humanitária se agrave e provoque maior vulnerabilidade entre as famílias afetadas e as comunidades que as acolhem.

Face à situação, é necessária assistência humanitária imediata, com prioridade para abrigo, alimentação, artigos não alimentares e proteção, bem como apoio às famílias de acolhimento, que enfrentam uma pressão adicional devido à receção das populações deslocadas.