terça-feira, 1 de setembro de 2026

Irão avisa que usará "resposta militar" se EUA aumentarem bloqueio naval... O presidente do parlamento e líder dos representantes do Irão nas conversações indiretas de paz com os Estado Unidos ameaçou hoje com "uma resposta militar" se as forças norte-americanas intensificarem o bloqueio naval aos portos iranianos.

© Lusa   01/09/2026 

"Se intensificarem o bloqueio, daremos, sem dúvida, uma resposta militar", declarou Mohammad Bagher Ghalibaf num vídeo divulgado pelos meios de comunicação iranianos, no qual apelou aos iranianos para que usem contenção no consumo de combustível.

O dirigente iraniano e antigo membro da Guarda Revolucionária observou que um bloqueio naval é considerado uma ação militar ao abrigo do Direito Internacional.

Estas declarações surgem em plena operação "Pária Económico", anunciada na semana passada pelos Estados Unidos como forma de isolar a República Islâmica através de sanções secundárias a empresas e indivíduos que desenvolvam relações comerciais com Teerão.

Esta "guerra económica" junta-se ao bloqueio naval que os Estados Unidos reataram após o colapso do memorando de entendimento assinado em junho com o Irão, que por sua vez voltou a colocar o tráfego marítimo no estreito de Ormuz sob ameaça.

"Se a intenção do inimigo é impedir-nos de exportar petróleo do Golfo Pérsico, então ninguém poderá exportar petróleo", afirmou o presidente do parlamento iraniano.

Ao mesmo tempo, instou os seus concidadãos a "poupar gasolina" como forma de enfrentar a escassez enfrentada pela população.

"Se consumirmos com moderação, conseguiremos gerir a quantidade de gasolina que produzimos", acrescentou o presidente do parlamento, frisando que o Irão é um dos maiores produtores de petróleo do mundo.

Os alertas de Ghalibaf surgem depois de os Estados Unidos terem atacado no domingo a ilha iraniana de Larak, referindo que foram visados lançadores de minas destinadas ao estreito de Ormuz.

O Irão respondeu com ataques a bases norte-americanas na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos, embora os dois países tenham indicado que intercetaram todas as ameaças.

O secretário do Tesouro norte-americano afirmou na segunda-feira que o objetivo da "guerra económica" é o de devolver a parte iraniana às negociações e não uma mudança de regime. 

"O objetivo aqui é criar as condições para que eles queiram sentar-se à mesa das negociações", declarou Scott Bessent em entrevista à cadeia norte-americana CNBC, quando questionado se Washington procurava uma mudança de regime na República Islâmica.

Para o governante norte-americano, será uma questão de tempo até que a operação de asfixia económica a Teerão comece a produzir efeitos nos líderes iranianos, alegando que "eles estão isolados" e a mostrar sinais de apreensão.

"Estamos a começar a ver os seus líderes eleitos a queixarem-se abertamente sobre o estado da economia, estão a falar com os iranianos de linha dura em público. Estão a falar com o povo iraniano", comentou, ao apontar uma moeda nacional "em colapso" e a elevada inflação.

O Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, avisou hoje pelo seu lado que a política de "pressão e ameaças" dos Estados Unidos pode fazer fracassar os esforços diplomáticos para pôr fim à guerra e acrescentou que Teerão cumprirá os compromissos assumidos.

"A falta de garantias" de que Washington cumprirá o memorando de entendimento alcançado em junho, "bem como o regresso a uma política de pressão e ameaças, correm o risco de fazer descarrilar o processo diplomático", afirmou Pezeshkian, durante a cimeira da Organização de Cooperação de Xangai, no Quirguistão.

Pezeshkian disse que o Irão retomará imediatamente o cumprimento dos compromissos assumidos no memorando de entendimento para terminar o conflito caso Washington faça o mesmo.

O exército norte-americano reivindicou hoje a responsabilidade pelo bloqueio de 84 embarcações comerciais como parte do encerramento contínuo do perímetro do estreito de Ormuz, por onde passavam 20% dos hidrocarbonetos mundiais antes do início da guerra, no final do passado mês de fevereiro.

Washington e Teerão acordaram em 17 de junho um memorando de entendimento, que incluiu um cessar-fogo imediato, a reabertura do estreito de Ormuz e o levantamento do bloqueio naval entretanto imposto pelos Estados Unidos aos portos do Irão.

As partes voltaram no entanto à confrontação e aos respetivos bloqueios navais e não prosseguiram as negociações previstas no memorando para alcançarem um acordo de paz definitivo, cujo prazo de dois meses já expirou.

O Irão exige que os Estados Unidos voltem aos compromissos assumidos no memorando e tem reiterado que o estreito de Ormuz só será reaberto em troca do fim da guerra em todas as frentes e do levantamento do bloqueio norte-americano.

Ao mesmo tempo, tem negociado com o vizinho Omã um acordo provisório para o estabelecimento de rotas marítimas seguras em Ormuz, antes de os dois lados avançarem para um entendimento final, que poderá culminar na cobrança de portagens à navegação comercial.

GÂMBIA: NOVO PLANO DE NUMERAÇÃO TELEFÓNICA ENTRA EM VIGOR A 4 DE SETEMBRO DE 2026

 Embaixada Guiné-Bissau Gambia-Banjul  1/09/2026

Rússia promete "resposta adequada" à Alemanha após fecho de consulado... A Rússia prometeu hoje uma "resposta adequada" à Alemanha por encerrar o consulado russo em Bona e a Casa Russa na capital germânica, após Berlim ter atribuído a Moscovo os incidentes com drones no aeroporto de Leipzig.

© Lusa    01/09/2026 

A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Maria Zakharova, afirmou que Berlim "agravou as relações com Moscovo sob um pretexto totalmente inverosímil e forçado", segundo a agência russa TASS.

"Berlim está manchada pelo seu envolvimento no conflito ucraniano e em ataques terroristas, e Moscovo irá responder a todas as decisões antirrussas", continuou a porta-voz da diplomacia russa.

Segundo Zakharova, a "Casa Russa e o consulado-geral da Rússia em Bona têm sido, há muito, motivo de preocupação para as autoridades alemãs, que inventaram um pretexto para os encerrar".

Para Moscovo, Berlim não apresentou "quaisquer provas" para as acusações contra a Rússia.

O ministro do Interior alemão, Alexander Dobrindt, atribuiu hoje a Moscovo reponsabilidade pelo "ataque híbrido" levado a cabo com um drone carregado de explosivos no início de agosto no aeroporto de Leipzig, uma plataforma fundamental para o exército alemão, a NATO e o apoio logístico à Ucrânia.

Já o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Johann Wadephul, anunciou, de seguida, que o consulado-geral da Rússia em Bona "será encerrado a 18 de setembro" e que o contrato da Casa Russa da Ciência e Cultura em Berlim "será rescindido".


Leia Também:  UE e NATO manifestam “total solidariedade” com Alemanha após ataque híbrido atribuído à Rússia

Bruxelas, 01 set 2026 (Lusa) — A presidente da Comissão Europeia e o secretário-geral da NATO manifestaram hoje “total solidariedade” com a Alemanha após o que qualificaram como um ataque híbrido levado a cabo pela Rússia contra o aeroporto de Leipzig em agosto.

Alemanha acusa Rússia de "ataque híbrido" e fecha consulado em Bona... A Alemanha anunciou hoje o encerramento do consulado russo em Bona e do centro cultural russo em Berlim, após ter responsabilizado Moscovo pelos incidentes com drones no aeroporto de Leipzig em agosto.

© Lusa   01/09/2026 

"Ordenei as seguintes medidas, de acordo com o chanceler federal [Friedrich Merz]: o consulado-geral da Rússia em Bona será encerrado a 18 de setembro. O contrato da 'Casa Russa' em Berlim será rescindido", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Johann Wadephul.

Momentos antes, o ministro do Interior alemão, Alexander Dobrindt, anunciou que Berlim responsabilizava Moscovo pelo "ataque híbrido" que foi levado a cabo com um drone carregado de explosivos no início de agosto no aeroporto de Leipzig, uma plataforma fundamental para o exército alemão, a NATO e o apoio logístico à Ucrânia.

O chanceler alemão já tinha anunciado no domingo que as investigações relativas ao incidente no aeroporto de Leipzig iriam ser concluídas em breve e que Berlim ia reagir numa ação em conjunto com a União Europeia (UE) e a NATO.


Leia Também: Nepal: Balanço geral sobe para mais de 1.060 mortos e 4.500 desaparecidos

As autoridades nepalesas atualizaram hoje para 1.050 mortos e 3.916 desaparecidos o balanço provisório da enxurrada devastadora que atingiu há quase uma semana o norte do país, na fronteira com a região chinesa do Tibete.

EUA: Empresa terá acesso a 1/5 do petróleo da Venezuela durante 100 anos... Os Estados Unidos confirmaram hoje a concessão por 100 anos de parte das reservas de petróleo da Venezuela à empresa privada North American Blue Energy Partners (NABEP), sendo que o Departamento de Defesa norte-americano ficará com 35% da empresa-mãe.

© Lusa    01/09/2026 

Segundo o acordo entre a administração norte-americana liderada por Donald Trump e a Presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, a NABEP poderá, durante um século, perfurar 17 campos petrolíferos contendo aproximadamente 65 mil milhões de barris de crude, o equivalente a cerca de um quinto das reservas da Venezuela.

Na informação hoje divulgada pela Casa Branca (presidência norte-americana), a administração Trump acrescentou ainda que o Departamento de Defesa dos Estados Unidos irá deter uma participação de 35% na empresa-mãe da NABEP, enquanto o Departamento de Estado terá o direito de comprar, ao preço de produção, 20% do petróleo extraído para abastecer as reservas estratégicas dos Estados Unidos.

O Governo republicano norte-americano terá também poder de veto sobre as nomeações para o conselho de administração da NABEP.

A NABEP, liderada pelo empresário venezuelano Alejandro Betancourt, apresenta-se como a segunda maior produtora de crude da Venezuela, com uma produção superior a 200 mil barris por dia.

Betancourt foi investigado em Espanha, Suíça e Estados Unidos por alegada lavagem de dinheiro e fraude fiscal relacionadas com operações que envolvem a petrolífera estatal venezuelana PDVSA, acusações que nega.

A empresa anunciou que, com o novo acordo, pretende aumentar a sua produção para mais de um milhão de barris por dia.

A administração liderada pelo Presidente Donald Trump, que na semana passada saudou este pacto como um "acordo histórico", adiantou que a negociação vai permitir o aumento da produção de petróleo e a redução dos preços da gasolina nos Estados Unidos, que subiram devido à guerra com o Irão, um fator que ameaça prejudicar os republicanos nas eleições intercalares de novembro.

O anúncio da Casa Branca especificou também que a NABEP irá investir quase 100 mil milhões de dólares (cerca de 86 mil milhões de euros) na reconstrução da deteriorada infraestrutura petrolífera da Venezuela e pagará aproximadamente 200 mil milhões de dólares (172 mil milhões de euros) em impostos às autoridades venezuelanas nos próximos 25 anos.

Desde que os Estados Unidos capturaram e depuseram o Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em janeiro passado durante uma ação militar em solo venezuelano, Washington tem atuado como patrono do Governo agora liderado por Rodríguez e restabeleceu relações diplomáticas com Caracas.

O acordo petrolífero levantou suspeitas em setores que acreditam que a administração Trump não está realmente interessada em promover uma transição democrática na Venezuela, apesar de este ser um dos argumentos utilizados para justificar a captura de Maduro.


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O Governo cabo-verdiano admitiu hoje a possibilidade de acionar programas de apoio a famílias rurais afetadas pela falta de chuva, que já provocou a perda de algumas áreas semeadas.

GUINÉ-BISSAU: "Sim" à nova Constituição vence referendo na Guiné-Bissau com 70%... A presidente da Comissão nacional de Eleições (CNE) da Guiné-Bissau, a juíza Carmem Lobo, anunciou hoje que o "sim" venceu o referendo de domingo sobre a entrada em vigor de uma nova Constituição, com 70% dos votos.

A presidente da Comissão nacional de Eleições (CNE) da Guiné-Bissau, a juíza Carmem Lobo, anunciou hoje que o "sim" venceu o referendo de domingo sobre a entrada em vigor de uma nova Constituiçao, com 70% dos votos.

UCCLA lança Prémio Nuno Krus Abecasis - Cidades UCCLA para distinguir projetos das cidades

  uccla.pt   01-09-2026 

A União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA) lança, no dia 1 de setembro, a primeira edição do Prémio Nuno Krus Abecasis - Cidades UCCLA, criado para reconhecer, valorizar e divulgar projetos de mérito desenvolvidos pelas cidades que integram a organização.

Com periodicidade anual, o prémio homenageia Nuno Krus Abecasis, presidente da Câmara Municipal de Lisboa entre 1980 e 1990 e mentor da criação da UCCLA, instituição que, ao longo de quatro décadas, tem contribuído para o fortalecimento de relações duradouras entre cidades de língua portuguesa.

O galardão contempla quatro categorias - Cultura e Língua Portuguesa, Desenvolvimento Social, Transição Verde e Turismo -, correspondentes a áreas fundamentais da atuação da UCCLA e das suas cidades-membro.

Excecionalmente, nesta primeira edição, será atribuída apenas a categoria Cultura e Língua Portuguesa, destinada a distinguir uma cidade que tenha promovido ações de particular relevância nesta área, atendendo à sua especificidade, originalidade e projeção.

Podem candidatar-se todas as cidades efetivas, associadas ou observadoras da UCCLA. As candidaturas deverão apresentar, de forma sucinta, clara e fundamentada, a iniciativa que se pretende ver reconhecida, de acordo com os requisitos estabelecidos no regulamento.

Em 2026, as candidaturas decorrem entre 1 de setembro e 15 de novembro. A cidade vencedora será anunciada no dia 15 de dezembro.

Com a criação do Prémio Nuno Krus Abecasis - Cidades UCCLA, a instituição presta homenagem ao seu mentor e reafirma o compromisso de dar visibilidade às boas práticas, à capacidade de inovação e ao trabalho desenvolvido pelos seus membros em prol das respetivas comunidades.

Documentos: 

Aviso de abertura do Prémio Nuno Krus Abecasis - Cidades UCCLA -  Aviso-de-abertura-do-Premio-Nuno-Krus-Abecasis-Cidades-UCCLA-1-de-setembro-2026.pdf


Regulamento do Prémio Nuno Krus Abecasis - Cidades UCCLARegulamento-Premio-Nuno-Krus-Abecasis-Cidades-UCCLA.pdf

Com os melhores cumprimentos,

Anabela Carvalho

Assessora de Comunicação | anabela.carvalho@uccla.pt 

Avenida da Índia n.º 110, 1300-300 Lisboa, Portugal | Tel. +351 218 172 950 | 

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@Faladepapagaio

Conselho Nacional de Transição (CNT) em conferência de imprensa.

UNIVERSO: Descoberto novo sistema planetário com um mundo potencialmente habitável... O Instituto de Astrofísica da Andaluzia (IAA-CSIC) confirmou a existência de um novo sistema planetário composto por dois mundos muito diferentes que orbitam uma estrela anã vermelha, um potencialmente habitável e outro com um possível mundo de lava.

© Alberto Peláez Torres (IAA-CSIC) / IAC   LUSA   01/09/2026 

Um estudo liderado pela IAA, com sede em Granada, confirmou a natureza planetária do sistema TOI-1752, localizado a aproximadamente 337 anos-luz da Terra, noticiou na segunda-feira a agência Efe

Este sistema possui dois planetas: um de curto período e extremamente quente, consistente com um cenário de mundo de lava, e outro de tamanho intermédio entre a Terra e Neptuno, localizado na chamada zona habitável otimista, uma região em torno de uma estrela onde, sob certas condições, poderia existir água líquida.

O sistema foi detetado pelo TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite), uma missão da NASA dedicada à procura de planetas fora do nosso sistema solar, que identifica milhares de candidatos a planetas a transitar por estrelas próximas.

"A análise combinada de observações obtidas por telescópios espaciais e terrestres permitiu-nos descartar cenários de origem não planetária, como binárias eclipsantes ou anãs castanhas. Desta forma, pudemos confirmar que ambos os objetos são planetas e que, por isso, TOI-1752 constitui um novo sistema planetário", explicou o investigador do IAA, Alberto Peláez Torres, em comunicado.

O estudo, publicado na revista MNRAS, centra-se no TOI-1752, um sistema cuja estrela hospedeira é uma anã vermelha, um tipo de estrela mais pequena e mais fria que o Sol e particularmente favorável à deteção de pequenos planetas através da técnica de deteção de trânsito.

Este método permite a identificação de um planeta registando as pequenas quedas periódicas do brilho da sua estrela à medida que esta passa em frente a ela, do nosso ponto de vista.

O planeta mais próximo da estrela neste sistema completa a sua órbita em menos de um dia e recebe uma intensa quantidade de radiação.

O planeta mais distante, TOI-1752 c, orbita na zona habitável, o que não significa necessariamente que seja habitável.

O IAA-CSIC analisou os dados e interpretou os resultados, enquanto o Instituto de Astrofísica das Canárias (IAC) contribuiu com observações feitas com o MuSCAT2 do Observatório de Teide.

O grupo de exoplanetas da Universidade de Tóquio, que opera o telescópio Faulkes Norte no Observatório de Haleakala (Hawaii), também participou.

As suas observações multicoloridas de um trânsito completo forneceram a evidência fotométrica terrestre mais forte para a validação do planeta interior.


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A capacidade instalada de energia solar na China ultrapassou, pela primeira vez, a do carvão no final de julho, tornando a fotovoltaica a maior fonte de eletricidade do país em termos de potência instalada, segundo o portal financeiro Cailian.

TUPAC SHAKUR: Ex-membro de gangue condenado por homicídio do rapper Tupac há 30 anos... Um júri considerou Duane Davis, antigo membro de um gangue de Los Angeles, culpado do homicídio do rapper Tupac Shakur em 1996, apesar da insistência da defesa na ausência de provas materiais.

© Bizuayehu TESFAYE / POOL / AFP via Getty Images    LUSA  01/09/2026 

Trinta anos após a morte - nunca esclarecida - da lenda do rap, esta antiga figura dos South Side Compton Crips, um gangue de um bairro de Los Angeles, estava a ser julgada por encomendar o homicídio e fornecer a arma do crime.

Na segunda-feira, após deliberar durante apenas algumas horas, o júri considerou-o culpado de "homicídio qualificado com uso de arma letal".

A sentença vai ser conhecida no próximo dia 13 de outubro.

Ao dirigir-se à juíza Carli Kierny após o anúncio do veredicto, Duane "Keffe D" Davis declarou na sala de audiências que tencionava recorrer da decisão.

Na fase final deste julgamento, as alegações finais da acusação e da defesa duraram cerca de cinco horas.

Na alegação final, o procurador Binu Palal, em representação do Estado do Nevada (sudoeste), insistiu na tese da acusação, de que se tratava de uma retaliação pela agressão ao sobrinho de "Keffe D", Orlando Anderson, na qual Tupac Shakur tinha participado, num ciclo de vingança.

O arguido, descrito repetidamente como o "manda-chuva" ('shot caller'), cujas ordens eram obedecidas pelos membros dos Crips, enfrenta uma pena de prisão perpétua sem possibilidade de condicional.

O litígio opunha duas editoras discográficas, a Death Row Records e a Bad Boy Records, fundada por Sean "P. Diddy" Combs, cada uma recorrendo a um gangue rival para garantir a proteção dos seus artistas, tendo como pano de fundo a guerra entre os gangues dos "Crips" e dos "Bloods" em Los Angeles, que atingiu o auge na década de 1990.

"Duane Davis, na cultura dos gangues, não podia deixar isso passar", afirmou Palal, referindo-se à humilhação pública do sobrinho, algumas horas antes dos disparos contra Tupac Shakur.

"Ele arranjou a pistola, organizou o grupo e perseguiu Shakur", enumerou, insistindo no caráter premeditado dos atos do arguido, ex-traficante de droga, e invocando as próprias declarações de Davis.

Em 2008, Duane Davis reconheceu perante os investigadores que se encontrava no Cadillac branco de onde foram disparados os tiros. Mas como as confissões foram feitas no âmbito de um acordo que previa imunidade parcial, não puderam ser utilizadas contra o arguido.

Posteriormente, Davis falou à comunicação social, antes de publicar, em 2019, um livro de memórias comprometedor em que conta que se encontrava no banco do passageiro e que passou a pistola aos ocupantes do banco traseiro, sem revelar a identidade do atirador.

Detido em setembro de 2023 na sequência dessa publicação, Davis, que se declara inocente, afirma agora que o livro foi ficcionado pelo coautor e que se encontrava em Los Angeles na noite do homicídio.

"Durante quase 18 anos, disse à polícia, na televisão, em livros e a entrevistadores no YouTube, a quem quisesse ouvir, que era responsável pelo homicídio de Tupac Shakur. Digam-lhe que o ouviram a declarar-se culpado", declarou o procurador aos jurados.

Mas o advogado de defesa, Michael Sanft, rejeitou essas declarações, considerando-as "apenas palavras", e afirmou que o cliente procurava promover as vendas das memórias por puro interesse financeiro.

"Estão a ler um livro que é ficção e não factos, mas a acusação quer fazer-vos acreditar que se trata, de alguma forma, de uma confissão de que ele estava lá no momento dos disparos", argumentou, sublinhando a ausência de provas materiais.

Nem o Cadillac nem a arma do crime foram alguma vez encontrados.

"Com todos os meios à disposição da polícia, não há nada neste processo que comprove que este homem estava em Las Vegas a 07 de setembro de 1996", prosseguiu Michael Sanft.

Naquela noite, tiros disparados de um Cadillac branco feriram Tupac Shakur em Las Vegas, após este assistir a um combate de boxe de Mike Tyson. O rapper morreu seis dias depois, aos 25 anos.


segunda-feira, 31 de agosto de 2026

NOVA CONSTITUIÇÃO FIXA CAUÇÃO ELEVADA PARA CANDIDATURA À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA... A nova Constituição da Guiné-Bissau e a lei eleitoral, que foi a referendo no domingo, determina uma caução de cerca de 76 mil euros para candidaturas presidenciais.

 JTM com Lusa   31 AUG, 2026 

A Lusa consultou os dois documentos publicados nas redes sociais e constatou que as candidaturas a Presidente da República, promovidas por partidos políticos, coligações ou grupos de cidadãos, passam a exigir a entrega, no Supremo Tribunal de Justiça, de um comprovativo de depósito de uma caução monetária de 50 milhões de francos CFA. Esse montante será perdido a favor do Estado caso o candidato não obtenha pelo menos 10% dos votos válidos, e os subscritores da pretensão terão ainda de juntar um mínimo de 10 mil assinaturas de cidadãos eleitores recenseados. Até aqui, a lei não previa esta exigência.

No plano legislativo, fixa-se que podem ser eleitos deputados à Assembleia Nacional os cidadãos guineenses maiores de 21 anos, no pleno gozo dos seus direitos, desde que tenham concluído, no mínimo, o 9º ano de escolaridade. Esta medida constitui também uma inovação na nova arquitectura legislativa do país.

A fixação da caução monetária para candidatos à Presidência da República mereceu uma análise de Diamantino Lopes, politólogo e secretário-geral do Sindicato dos Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social (Sinjotecs). O também analista político criticou severamente a medida, classificando-a como um obstáculo grave à inclusão democrática.

“Num país onde grande parte da população enfrenta dificuldades económicas, uma caução desta dimensão pode afastar cidadãos com capacidade, legitimidade social e vontade de servir o país, mas que não dispõem de recursos financeiros suficientes”, advertiu Diamantino Lopes.

Num extenso artigo de opinião divulgado nas redes sociais, o politólogo questiona: “Estaremos a proteger a qualidade da democracia ou a criar barreiras à participação democrática? Queremos uma democracia de cidadãos ou uma democracia dos que podem pagar para participar”, acrescenta.

Entre outras novidades da Constituição, figura a alteração da designação da Assembleia Nacional Popular para Assembleia Nacional, que passa a contar com 65 deputados contra os 102 anteriores, além da redução dos círculos eleitorais de 29 para 12.

A nova Constituição reforça os poderes do chefe de Estado, que passa a acumular as competências constitucionais de presidir sempre ao Conselho de Ministros, quando anteriormente podia fazê-lo por opção, assumir o comando supremo das Forças de Defesa e Segurança e presidir aos conselhos superiores de defesa e segurança nacional. O Presidente da República mantém ainda prerrogativas como a de nomear e exonerar o primeiro-ministro e os demais membros do Governo, promulgar diplomas (com veto político passível de ser superado por maioria qualificada de dois terços), dissolver a Assembleia Nacional em caso de grave crise institucional e nomear altos cargos judiciais, como os juízes do Supremo Tribunal de Justiça e o Procurador-Geral da República.

No que respeita ao poder Executivo, a nova Constituição introduz um regime mais detalhado para a dissolução do Parlamento pelo Presidente da República, fixando limites temporais expressos, como a proibição de dissolução nos primeiros seis meses após as eleições, no último semestre do mandato presidencial ou durante o estado de sítio e de emergência, além de delimitar com maior rigor as condições para a demissão do Governo. Além da rejeição de moção de confiança pelo parlamento, ou aprovação de moção de censura, ou não aprovação do programa do Governo, o executivo pode ser demitido em “caso de grave crise institucional” ou ainda por existência de uma nova maioria parlamentar contrária ao partido ou coligação vencedor das eleições legislativas.

O estatuto do Presidente da República e a figura do presidente interino também registam ajustes: a nova redacção explicita restrições ao exercício de poderes estruturantes por interinos e estabelece salvaguardas quanto à responsabilidade criminal do chefe de Estado. Na nova versão, fica determinado que o Presidente “não pode, em caso algum”, ficar sujeito a prisão preventiva. Contudo, em caso de cometimento de crime, pode ser responsabilizado perante o plenário do Supremo Tribunal de Justiça.

A nova Constituição prevê igualmente que a iniciativa de referendo “sobre quaisquer assuntos de relevante interesse” para o país pode ser tomada pelo Presidente da República (sob a forma de projectos de lei), pelo Governo (sob a forma de propostas de lei) e por pelo menos 15 mil eleitores (sob a forma de petição remetida à Assembleia Nacional para efeitos de execução). Até então, esta iniciativa cabia exclusivamente ao Parlamento.

Na nova organização legislativa guineense, a Comissão Nacional de Eleições passa a integrar, entre outros, um representante do Presidente da República (em caso de eleições legislativas e autárquicas) e outro do Governo.

Outras alterações prendem-se com a determinação constitucional de que os cidadãos guineenses residentes no estrangeiro deixem de ter capacidade para votar na escolha do Presidente da República, podendo votar apenas para a eleição dos deputados ao Parlamento.

Os dois documentos foram promulgados pelo Presidente guineense de transição, general Horta Inta-a, e publicados no Boletim Oficial em Fevereiro passado.

“Nova Constituição mantém sistema semipresidencialista”

O jurista português Jorge Bacelar Gouveia considerou que a nova Constituição da Guiné-Bissau é melhor do que a actual, e mantém o sistema semi-presidencialista, mas criticou o seu processo e origem. “O meu ponto de partida é sempre um ponto de partida de lamentar o facto de isto estar a acontecer, porque uma nova Constituição não é uma mera revisão constitucional. Deve ser feita sempre por um parlamento eleito, por um parlamento democrático e pluripartidário”, defendeu. E, na verdade, este texto foi proposto e aprovado por um Conselho Revolucionário, que surgiu de um golpe de Estado e essa não é a melhor maneira de iniciar um processo constitucional. “Lamento que seja assim, mas, assim sendo – e eu não mando na Guiné-Bissau – julgo que este texto constitucional é um texto melhor do que a Constituição que está em vigor” porque “aumenta o número de direitos fundamentais face à anterior, de 1984”. “Esta nova Constituição tem direitos sociais e também propõe, que haja regras para a designação do Governo, que sejam resultado de alianças no parlamento”. O professor catedrático de Direito referiu-se a um erro que tem sido perpetuado face a este novo texto. “Ao contrário do que algumas pessoas têm dito – e não é verdade – esta Constituição não adopta um sistema presidencialista, isso não é verdade. A Constituição que vai ao referendo mantém o sistema [semipresidencialista]”.

EUA desmentem Irão e afirmam que nenhum navio colidiu com minas em Ormuz... Os Estados Unidos afirmaram hoje que "nenhum navio" colidiu com minas no estreito de Ormuz, contrariamente ao anunciado hoje pelo Irão, e acusou a República Islâmica de intimidar os navios comerciais.

© Lusa   31/08/2026 

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), com sede na Flórida, classificou como falso o relatório da Guarda Revolucionária Iraniana, que afirmou que um superpetroleiro sofreu um incêndio após colidir com duas minas navais no estreito de Ormuz.

"Nenhum navio colidiu com minas no estreito de Ormuz. Esta é mais uma tentativa do CGRI [Guarda Revolucionária do Irão] de intimidar o transporte marítimo comercial na região através da desinformação", assinalou o Centcom na rede social X.

As Forças Armadas norte-americanas desmentiram um comunicado do corpo militar iraniano que, horas antes, afirmava que "um superpetroleiro que infringia as normas e que tentava atravessar a rota ilegal a sul do estreito de Ormuz colidiu com duas minas navais", sofrendo "um incêndio de grande magnitude" e que o levou a ficar "completamente imobilizado".

Os Estados Unidos anunciaram na semana passada que tinham desminado o estreito de Ormuz, mas o Irão negou essa informação e advertiu para que ninguém atravessasse a passagem marítima sem a sua autorização.

Após semanas sem agressões militares, os Estados Unidos atacaram esta madrugada, na ilha iraniana de Larak, duas plataformas destinadas ao lançamento de foguetes carregados com minas marítimas que Teerão se preparava para lançar no estreito de Ormuz, segundo o Centcom.

O Irão, que registou pelo menos dois mortos devido a essa ofensiva, respondeu com ataques contra bases norte-americanas na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos.

Entretanto, o Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que Washington vai responder a estes ataques.

"Haverá uma resposta" e "vamos atacá-los com força", assegurou hoje Trump em declarações à estação televisiva Fox News.

O novo confronto militar surge numa altura em que os esforços diplomáticos para pôr fim à guerra entre Washington e Teerão permanecem num impasse, apesar das recentes iniciativas de mediação do Paquistão.

O Irão fechou o estreito de Ormuz em meados de julho, na sequência de novos bombardeamentos norte-americanos contra o sul do território iraniano, pelo que os Estados Unidos restabeleceram um cerco aos navios e portos iranianos, o que está a prejudicar a economia da República Islâmica.

Os Estados Unidos abriram uma rota no sul do estreito, perto da costa de Omã, através da qual procuram restabelecer o tráfego marítimo de petróleo, e lançaram uma "guerra económica" para isolar financeiramente o Irão numa guerra que acaba de completar seis meses.


Leia Também: Trump promete responder "com força" a ataques iranianos no Médio Oriente

O Presidente norte-americano, Donald Trump, prometeu hoje uma resposta militar "com força" aos ataques com mísseis lançados pelo Irão contra alvos dos Estados Unidos no Médio Oriente.

Israel acusa Sánchez de "mentir descaradamente" sobre crise em Ceuta... O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita acusou hoje o líder do Governo de Espanha de "mentir descaradamente" ao envolver Israel nos "acontecimento em Ceuta" de final de julho.

© GIL COHEN-MAGEN/AFP via Getty Images   LUSA   31/08/2026 

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, "está a mentir descaradamente", escreveu o ministro israelita Gideon Saar, na rede social X.

"Mentiu novamente, acusando de forma espantosa Israel de divulgar informação enganosa sobre os acontecimentos em Ceuta. Trata-se de uma mentira descarada. Continuar a espalhar mentiras difamatórias não irá desviar a atenção do vergonhoso fracasso de Sánchez na gestão dos assuntos do seu país", acrescentou Gideon Saar.

Sánchez disse hoje que a entrada de mais de 70.000 pessoas em Ceuta em 24 horas, nos dias 30 e 31 de julho, foi um ataque a Espanha e à Europa em que estiverem envolvidos Israel e Rússia e descartou responsabilidades por parte de Marrocos.

Segundo Sánchez, continuam a ser investigadas a origem e as causas exatas do que ocorreu em 30 de julho no enclave espanhol de Ceuta, localizado no norte de África, mas não há "nenhuma informação", por parte das forças de segurança nacionais e serviços de inteligência de Espanha ou outros, que responsabilize ou aponte para "a participação de uma forma ou outra" de Marrocos.

O primeiro-ministro reiterou que aquilo que as autoridades de Espanha sabem até agora é que "foi deturpada uma sentença do Tribunal Supremo" espanhol nas redes sociais sobre devolução de migrantes que cruzam ilegalmente uma fronteira a nado.

Essa desinformação foi aproveitada por "organizações criminosas" e os boatos e mentiras alastraram em redes sociais "associadas tanto à Rússia como Israel e a uma internacional de extrema-direita que usa sempre a migração não só para atacar Espanha como também a Europa", acrescentou, lembrando que os enclaves espanhóis de Ceuta e Melilla têm as únicas fronteiras terrestres da União Europeia (UE) com África.

Pedro Sánchez considerou que Espanha e a UE sofrerem um "ataque híbrido" que usou a imigração.

O primeiro-ministro reiterou ainda que o governo espanhol não teve qualquer informação nos dias anteriores à entrada de mais de 70.000 pessoas em Ceuta - onde a população residente ronda as 83.500 - que previsse "a magnitude da crise".

Segundo Sánchez, aquilo que houve foram relatórios sobre um pico de tentativas de acesso à cidade a nado que levaram a reforços de meios de controlo da fronteira e de instalações de acolhimento de migrantes.

Das dezenas de milhares de pessoas que entraram ilegalmente em Ceuta no final de julho, 5.000 permanecem na cidade e 1.200 são menores de idade, disse hoje Pedro Sánchez, que assegurou que previsivelmente a maioria será devolvida a Marrocos por não reunirem as condições para terem asilo.


Leia Também: Sánchez diz que Espanha e UE foram atacadas em Ceuta (e iliba Marrocos)

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, qualificou hoje a entrada em massa de pessoas em Ceuta como um ataque a Espanha e à Europa em que estiverem envolvidos Israel e Rússia e descartou responsabilidades por parte de Marrocos.

GUINÉ EQUATORIAL: Teodorín ameaça processar quem o acuse de corrupção... O vice-presidente da Guiné Equatorial prometeu tomar "medidas legais" contra qualquer pessoa que divulgue "falsas acusações, calúnias ou difamações" contra ele, após ter sido alvo de processos judiciais em diversos países.

© Ludovic MARIN / AFP via Getty Images   LUSA  31/08/2026 

"Decidi tomar medidas legais contra qualquer pessoa que, da Guiné Equatorial ou do exterior, tenha espalhado acusações falsas, calúnias ou difamações contra mim", declarou Teodoro Nguema Obiang, popularmente conhecido como Teodorín, na rede social X, acrescentando que qualquer pessoa que o acuse de "atos de corrupção, crimes ou qualquer outra conduta ilegal terá que fundamentar as acusações perante os tribunais e apresentar as provas"

O filho do chefe de Estado da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, sublinhou que, antes de ocupar um cargo público, já obtinha o seu próprio rendimento no setor privado, portanto, qualquer pessoa que alegue que a sua riqueza provém de corrupção deve "provar isso".

"As redes sociais não devem tornar-se um tribunal onde qualquer pessoa possa acusar, condenar e destruir reputações", afirmou.

Apesar destas alegações, Nguema Obiang já foi investigado e acusado de corrupção em diversas ocasiões no passado.

Em 2017, a justiça francesa condenou Teodoro Nguema Obiang a três anos de prisão suspensa, uma multa de 30 milhões de euros e confiscou numerosos bens por lavagem de dinheiro.

Em 2014, Teodorín chegou a um acordo extrajudicial com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (EUA) para encerrar um processo civil por lavagem de dinheiro decorrente do desvio de fundos públicos.

O líder da Guiné Equatorial evitou uma condenação, mas concordou em pagar mais de 30 milhões dólares (cerca de 25,8 milhões de euros), vendendo bens como uma mansão na cidade de Malibu, nos EUA, um Ferrari e objetos de coleção do artista Michael Jackson.

Os Estados Unidos também lhe impuseram sanções.

A Suíça também abriu investigações em 2016 contra o líder africano e outras duas pessoas pelos mesmos crimes, em um caso que o Ministério Público daquele país europeu arquivou em 2019, após um acordo pelo qual 25 carros de luxo apreendidos foram leiloados.

Nos países mencionados, o sistema judicial determinou que parte ou a totalidade dos fundos obtidos com apreensões e leilões deve ser utilizada para ajudar a população da Guiné Equatorial.

Além disso, o Reino Unido impôs sanções em julho de 2021 contra o vice-presidente, entre outros indivíduos, pelo seu envolvimento no desvio de fundos públicos para as suas contas bancárias pessoais, contratos corruptos e suborno.

Desde a sua independência da Espanha em 1968, a Guiné Equatorial, membro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) desde 2014, tem sido considerada pelas organizações de direitos humanos como um dos países mais corruptos e repressivos do mundo.

Teodoro Obiang, de 84 anos, governa o país com mão de ferro desde 1979, quando derrubou o seu tio Francisco Macías num golpe de Estado, e é o Presidente há mais tempo no poder no mundo.


União Africana homenageia contributo dos afrodescendentes no mundo... O presidente da Comissão da União Africana homenageou hoje, Dia Internacional das Pessoas de Ascendência Africana, as "notáveis contribuições" destas pessoas que contribuíram para o desenvolvimento, a cultura e o progresso das sociedades espalhadas pelo mundo.

© Lusa    31/08/2026 

"Por ocasião do Dia Internacional das Pessoas de Ascendência Africana, o presidente da Comissão da União Africana, Mahmoud Ali Youssouf, transmite os seus mais calorosos votos às centenas de milhões de pessoas de ascendência africana nas Américas, Caraíbas, Europa, Ásia e Pacífico", começou por contextualizar, num comunicado de imprensa.

Para o diplomata, este dia celebra os profundos laços que unem África às suas diásporas e permite recordar que, através dos continentes e das gerações, os africanos e as pessoas de ascendência africana pertencem a uma só família, unida por uma História comum e pela ambição de construir um futuro comum.

"À medida que decorre a Segunda Década Internacional das Pessoas de Ascendência Africana (2025-2034), centrada no reconhecimento, justiça e desenvolvimento, o presidente reafirma o compromisso da União Africana com a promoção destes objetivos e com o combate ao racismo, à discriminação racial, à xenofobia e a todas as formas conexas de intolerância", prosseguiu.

Nesse seguimento, a organização panafricana reconhece a sua diáspora como parte integrante da família africana e como um parceiro essencial na implementação da Agenda 2063.

"Este compromisso reflete-se, em particular, na Década da União Africana para a Justiça para os Africanos e Pessoas de Ascendência Africana através de Reparações (2026-2035), no trabalho em curso para uma Posição Africana Comum sobre reparações e no reforço das parcerias com as Caraíbas, a América Latina e as comunidades africanas em todo o mundo", acrescentou.

Ao considerar que a História de África e da sua diáspora são inseparáveis, Ali Youssouf transmitiu a todas as pessoas de ascendência africana - onde quer que se encontrem - os seus votos "de paz, dignidade, justiça e prosperidade".

O Dia Internacional das Pessoas de Ascendência Africana celebra-se anualmente em 31 de agosto e homenageia as contribuições da diáspora africana pelo mundo, visando, também, a eliminação de quaisquer formas de discriminação contra afrodescendentes.

Em 17 de dezembro de 2024, a Assembleia Geral da Nações Unidas (ONU) aprovou a Segunda Década Internacional para Pessoas de Ascendência Africana, com o tema "Pessoas de ascendência africana: reconhecimento, justiça e desenvolvimento". A Segunda Década Internacional teve início em 1 de janeiro de 2025 e terminará em 31 de dezembro de 2034.

Também hoje o secretário-geral da ONU, António Guterres, declarou que o dia marca o reconhecimento das "enormes contribuições das pessoas afrodescendentes na política, no Governo, na ciência, nas artes, na cultura, na inovação, nos desportos, nos negócios e muito mais".

Por outro lado, o ex-primeiro-ministro português referiu que no dia se relembra também "o trabalho que ainda precisa ser feito para garantir o pleno usufruto dos direitos humanos, da igualdade e das oportunidades pelas pessoas afrodescendentes".

"Em alguns países, os progressos estão a sofrer retrocessos. Narrativas falsas que minimizam as experiências vividas e apagam a História das pessoas de ascendência africana estão novamente a ganhar força. E as raízes profundas e persistentes do pensamento supremacista branco continuam presentes no racismo sistémico, na desigualdade social, no discurso de ódio e na exclusão digital", criticou Guterres.

Por fim, apelou ainda a que se continue a lutar para corrigir as injustiças, reconhecendo os factos históricos e as consequências duradouras do colonialismo e da escravatura, em particular do tráfico transatlântico de escravos.


GUINÉ-BISSAU /CNT: Guineenses votaram pela entrada em vigor da nova Constituição... Um porta-voz do Conselho Nacional da Transição (CNT) da Guiné-Bissau, Alberto Pinto Pereira, afirmou hoje que os cidadãos votaram a favor da entrada em vigor da nova Constituição do país no referendo de domingo.

©Radio Voz Do Povo    Lusa   31/08/2026 

Em conferência de imprensa, transmitida em direto pelos órgãos de comunicação social guineenses, Pinto Pereira observou que a convicção do CNT, que faz o papel do parlamento desde o golpe militar de 26 de novembro passado, é com base nas projeções apresentadas pela Comissão Nacional de Eleições.

O porta-voz da Comissão Nacional de Eleições (CNE) da Guiné-Bissau, Idriça Djaló, anunciou no domingo uma participação acima de 50% de eleitores votantes no referendo à Constituição proposto por militares e segundo a oposição e organizações da sociedade civil, que tinham apelado ao boicote da votação, o processo saldou-se por uma forte abstenção.

"A maioria daqueles que foram votar, votaram sim. Concluindo e resumindo, a vitória do sim está garantida", sublinhou Alberto Pinto Pereira, referindo que nenhum órgão da soberania poderá colocar em causa os resultados da votação.

O dirigente do CNT lamentou que a oposição tenha "induzido ao erro" os militantes ao apelar ao boicote ao referendo e afirmou que espera que seja coerente e não participar nas próximas eleições legislativas e presidenciais, marcadas para 06 de dezembro.

Alberto Pinto Pereira observou, contudo, que o CNT não iria impedir a participação nas eleições dos partidos que apelaram ao boicote que, disse, passaram "imenso tempo" em discutir sobre quem tinha a legitimidade de propor ao país uma nova Constituição.

Os resultados provisórios do referendo de domingo deverão ser anunciados na terça-feira pela CNE, disseram os órgãos de comunicação social locais.

Os militares guineenses protagonizaram um golpe de Estado em 26 de novembro, um dia antes da publicação dos resultados de eleições legislativas e presidenciais, afastaram do poder o então Presidente eleito, Umaro Sissoco Embaló, e fizeram aprovar uma nova Constituição que reforça os poderes do chefe de Estado.

A oposição considerou que se tratou de um "golpe de Estado cerimonial" para permitir que Sissoco Embaló regresse ao poder através de novas eleições presidenciais e legislativas marcadas pelos militares para 06 de dezembro.

GUINÉ-BISSAU: Conferência de imprensa do Presidente da Câmara Municipal de Bissau, Umaro Baldé, em resposta do sindicato dos Trabalhadores da mesma instituição / Conferência de imprensa de Sindicato de câmara municipal de Bissau


Radio TV Bantaba

GUINÉ-BISSAU: ‼️DISCUSSÃO POR CAUSA DE VOTO NULO ACABA COM JORNALISTA DA CAPITAL FM NA SEGUNDA ESQUADRA,

Nelson e Sulai já estão em liberdade
Com  Radio Voz Do Povo

O Ministério do Interior e da Ordem Pública esclareceu hoje os factos relacionados com a detenção de um jornalista da Rádio Capital FM, ocorrida no dia 30 de Agosto.

De acordo com o Gabinete de Comunicação do Ministério, o incidente aconteceu durante a contagem dos votos. O repórter envolveu-se numa discussão acesa com o Presidente da Mesa de Assembleia de Voto sobre a validade de um voto considerado nulo.

Após a discussão, o Presidente da Mesa solicitou a intervenção da Polícia, que se encontrava no local. O jornalista foi depois conduzido à Segunda Esquadra para prestar declarações.

Durante a audição, foram encontrados crachás de identificação de outra pessoa na posse do jornalista. Por esse motivo, foram feitos contactos com a Rádio Capital FM para confirmar a identidade do titular dos crachás.

“Como já estava fora do horário de expediente, o jornalista ficou sob custódia até ao dia seguinte, 31 de Agosto, tendo sido ouvido e colocado em liberdade” terminou 

O Ministério esclarece que não houve rapto e que as informações nesse sentido são falsas.

Em comunicado à imprensa, a organização RDDH-GB considera a detenção um atentado grave contra a liberdade de imprensa, os direitos humanos e os princípios democráticos.

A RDDH-GB exige ainda o respeito integral pelos direitos fundamentais dos cidadãos e jornalistas e a abertura de uma investigação independente para esclarecer as circunstâncias da detenção.

GUINÉ-BISSAU: Federação Nacional das Associações dos Motoristas Transportadores da Guiné-Bissau_ FNAMT-GB, em Conferência de Imprensa.

 Radio Voz Do Povo 

GUINÉ-BISSAU: O Conselho Nacional de Transição (CNT) faz um pronunciamento na sequência da votação de domingo, 30 de agosto, no referendo popular sobre a nova Constituição.

Radio Voz Do Povo 

Pelo menos dois mortos em ataque ucraniano contra a Rússia... Pelo menos duas pessoas morreram e 16 ficaram feridas no domingo na sequência de um ataque da Ucrânia, com mísseis, contra a cidade russa de Belgorod, perto da fronteira, disseram hoje fontes oficiais russas.

© Nina Liashonok/Ukrinform/NurPhoto via Getty Images   LUSA  31/08/2026 

O governador local, Alexandr Shuvaev, acrescentou que o mesmo ataque provocou vários incêndios em Belgorod. 

A imprensa local referiu que as forças de Kyiv atingiram Belgorod com mísseis, incluindo uma central elétrica e os armazéns da empresa de comércio eletrónico russa, Ozon.

Os centros logísticos da Ozon, bem como as instalações do principal concorrente, a empresa Wildberries, tornaram-se, nas últimas semanas, alvos frequentes de ataques ucranianos.

As autoridades da Rússia aprovaram, na semana passada, uma série de medidas de ajuda às empresas que sofreram prejuízos devido aos ataques ucranianos.

Por outro lado, as autoridades ucranianas disseram que a Rússia atacou na última noite instalações comerciais e logísticas na Ucrânia, com novos bombardeamentos contra a região de Kyiv.

No bairro de Troieshchyna, na capital da Ucrânia, o ataque russo provocou um incêndio num armazém.

Desde quinta-feira passada, a Rússia lançou ataques contra depósitos de supermercados e outras instalações de armazenamento e distribuição de produtos de uso quotidiano na Ucrânia.

Durante a última madrugada, um terminal da empresa privada ucraniana Nova Poshta, líder do setor dos correios e encomendas, foi atingido na região de Odessa, no sul do país. 

A Nova Poshta é uma das empresas ucranianas mais atacadas pela Rússia.

Em julho, Kyiv respondeu a uma onda de ataques russos contra infraestruturas da Nova Poshta ao dirigir drones contra armazéns da companhia russa de comércio eletrónico Wildberries.

A Rússia respondeu com uma nova vaga de ataques, atingindo nos últimos dias armazéns de cadeias de supermercados ucranianos.


Leia Também: UCRÂNIA/RÚSSIA: "Rússia deve sentir que guerra está a voltar para o sítio de onde veio" 

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou hoje que "a Rússia deve sentir, a cada dia, que a guerra está a voltar para o lugar de onde veio", ao comentar os ataques ucranianos de longo alcance em território russo.

Nigéria interceta carregamento de droga captagon e milhões de opioides... As autoridades nigerianas intercetaram um carregamento, avaliado em mais de 960.000 euros, de captagon, uma droga sintética ilegal considerada uma fonte comum de financiamento para o jihadismo, informou hoje a Agência Nacional de Controlo de Drogas da Nigéria (NDLEA).

EXPRESSO DAS ILHAS, LUSA, 31 ago 2026 

Foram também apreendidos milhões de comprimidos opioides no valor de quase 3 milhões de euros, acrescentou a fonte, especificando que de captagon foram encontrados 47.200 comprimidos.

A captagon é um psicoestimulante do tipo anfetamina conhecido como a "droga jihadista".

Esta apreensão ocorreu numa operação realizada a 22 de agosto no Aeroporto Internacional Murtala Muhammed, em Lagos, no sul da Nigéria.

Em comunicado, a NDLEA refere que a substância apreendida tinha um valor de mercado superior a 1,5 mil milhões de nairas (aproximadamente 961.000 euros).

Na operação, foi também detido um homem de 49 anos chamado Akinbile Kazeem Aikins, descrito pelas autoridades como "um dos barões do tráfico transfronteiriço de droga", que transportaria os comprimidos escondidos em barras de sabão e tinha chegado à Nigéria vindo de Acra, capital do Gana.

Segundo a agência, "Akinbile alegou que iria entregar a carga no norte" do país, uma região assolada por grupos jihadistas e gangues criminosos que realizam assassinatos em massa e raptos.

Já numa outra operação realizada na sexta-feira, os agentes da NDLEA intercetaram quatro carregamentos abandonados na área de importação do mesmo aeroporto.

Estes carregamentos continham quase quatro milhões de comprimidos de opioides, com um valor de mercado de 4,6 mil milhões de nairas (quase três milhões de euros).

Em conjunto, as cargas tinham um peso bruto combinado de aproximadamente 2,8 toneladas.

"As remessas estavam sob vigilância apertada, uma vez que ninguém se apresentou para as reclamar e foram oficialmente removidas após uma inspeção conjunta de agentes da NDLEA, funcionários alfandegários e outras partes interessadas", afirmou a agência.

"[Devemos] manter o ritmo na luta contra os traficantes de droga que estão dispostos a tudo para transportar as suas remessas ilícitas, incluindo escondê-las em artigos domésticos comuns, como o sabão", disse o diretor executivo da NDLEA, o brigadeiro-general reformado Mohamed Marwa, citado no comunicado.