© Lusa 27/08/2026
O ataque começou depois do anoitecer de quarta-feira e prolongou-se durante o dia de hoje, com várias explosões ouvidas durante a manhã em Kyiv e repetidos alertas aéreos na capital ucraniana.
Uma mulher de 78 anos morreu na região de Zaporijia, no sul do país, enquanto pelo menos nove pessoas ficaram feridas noutras regiões, segundo as autoridades ucranianas.
Um novo ataque com drones durante o dia provocou pelo menos mais um ferido nos arredores de Kiev e atingiu infraestruturas, elevando para pelo menos 10 o número de feridos.
O Ministério da Defesa russo confirmou ter realizado um ataque noturno "maciço" contra alvos em nove cidades ucranianas, alegando que foram atingidas instalações relacionadas com as atividades militares de Kyiv.
Segundo Moscovo, entre os alvos encontravam-se instalações industriais, refinarias de petróleo, centros logísticos e infraestruturas portuárias.
As autoridades ucranianas disseram, contudo, que vários edifícios civis foram também atingidos.
Quatro distritos de Kyiv sofreram danos durante a noite, incluindo edifícios residenciais, uma escola e uma unidade de saúde, embora inicialmente não tenham sido registadas vítimas na capital.
Armazéns na região de Kyiv foram também atingidos, tendo imagens divulgadas nas redes sociais mostrado uma grande coluna de fumo negro numa das zonas atacadas.
Na região central de Poltava, as forças russas atingiram instalações industriais e infraestruturas energéticas, disse o chefe da administração militar regional, Vitalii Diakivnych.
Odessa, no sul da Ucrânia, foi alvo de um ataque que durou mais de sete horas, de acordo com o responsável da administração militar regional, Oleh Kiper.
Um edifício residencial de 16 andares, duas instalações de ensino e um elevador de cereais ficaram danificados.
Odessa constitui um dos principais pontos de escoamento das exportações ucranianas de cereais e outros produtos agrícolas.
A Força Aérea ucraniana afirmou ter abatido ou neutralizado sete mísseis balísticos russos durante os ataques, sem especificar os meios utilizados.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, voltou a pedir aos aliados ocidentais o reforço das capacidades de defesa aérea do país, particularmente contra mísseis balísticos.
"A Rússia continua a investir em mísseis e a expandir a sua guerra, e isso significa que são necessárias mais contramedidas", afirmou Zelensky nas redes sociais.
O chefe de Estado ucraniano defendeu que as promessas europeias de reforço da defesa aérea devem ser complementadas por novos sistemas capazes de intercetar mísseis balísticos, nomeadamente através da aquisição pela Europa de armamento aos Estados Unidos.
A Ucrânia tem solicitado mais sistemas norte-americanos Patriot, utilizados para intercetar mísseis balísticos russos, enquanto Moscovo tem aumentado também o recurso a drones de elevada velocidade.
O ataque coincidiu com uma visita prevista de Zelensky à vizinha Moldova, para participar nas comemorações da independência do país da antiga União Soviética.
O Ministério da Defesa moldavo anunciou que cinco drones violaram o espaço aéreo do país durante a noite, sem indicar a proveniência.
Kyiv tem igualmente intensificado os ataques de longo alcance contra território russo.
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