quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Rússia lança ataque de grande dimensão com mísseis e drones... A Rússia lançou entre quarta-feira e hoje um ataque de grande dimensão com mísseis e drones contra várias regiões da Ucrânia, que provocou pelo menos um morto e 10 feridos e atingiu residências e infraestruturas energéticas.

© Lusa   27/08/2026 

O ataque começou depois do anoitecer de quarta-feira e prolongou-se durante o dia de hoje, com várias explosões ouvidas durante a manhã em Kyiv e repetidos alertas aéreos na capital ucraniana.

Uma mulher de 78 anos morreu na região de Zaporijia, no sul do país, enquanto pelo menos nove pessoas ficaram feridas noutras regiões, segundo as autoridades ucranianas.

Um novo ataque com drones durante o dia provocou pelo menos mais um ferido nos arredores de Kiev e atingiu infraestruturas, elevando para pelo menos 10 o número de feridos.

O Ministério da Defesa russo confirmou ter realizado um ataque noturno "maciço" contra alvos em nove cidades ucranianas, alegando que foram atingidas instalações relacionadas com as atividades militares de Kyiv.

Segundo Moscovo, entre os alvos encontravam-se instalações industriais, refinarias de petróleo, centros logísticos e infraestruturas portuárias.

As autoridades ucranianas disseram, contudo, que vários edifícios civis foram também atingidos.

Quatro distritos de Kyiv sofreram danos durante a noite, incluindo edifícios residenciais, uma escola e uma unidade de saúde, embora inicialmente não tenham sido registadas vítimas na capital.

Armazéns na região de Kyiv foram também atingidos, tendo imagens divulgadas nas redes sociais mostrado uma grande coluna de fumo negro numa das zonas atacadas.

Na região central de Poltava, as forças russas atingiram instalações industriais e infraestruturas energéticas, disse o chefe da administração militar regional, Vitalii Diakivnych.

Odessa, no sul da Ucrânia, foi alvo de um ataque que durou mais de sete horas, de acordo com o responsável da administração militar regional, Oleh Kiper.

Um edifício residencial de 16 andares, duas instalações de ensino e um elevador de cereais ficaram danificados.

Odessa constitui um dos principais pontos de escoamento das exportações ucranianas de cereais e outros produtos agrícolas.

A Força Aérea ucraniana afirmou ter abatido ou neutralizado sete mísseis balísticos russos durante os ataques, sem especificar os meios utilizados.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, voltou a pedir aos aliados ocidentais o reforço das capacidades de defesa aérea do país, particularmente contra mísseis balísticos.

"A Rússia continua a investir em mísseis e a expandir a sua guerra, e isso significa que são necessárias mais contramedidas", afirmou Zelensky nas redes sociais.

O chefe de Estado ucraniano defendeu que as promessas europeias de reforço da defesa aérea devem ser complementadas por novos sistemas capazes de intercetar mísseis balísticos, nomeadamente através da aquisição pela Europa de armamento aos Estados Unidos.

A Ucrânia tem solicitado mais sistemas norte-americanos Patriot, utilizados para intercetar mísseis balísticos russos, enquanto Moscovo tem aumentado também o recurso a drones de elevada velocidade.

O ataque coincidiu com uma visita prevista de Zelensky à vizinha Moldova, para participar nas comemorações da independência do país da antiga União Soviética.

O Ministério da Defesa moldavo anunciou que cinco drones violaram o espaço aéreo do país durante a noite, sem indicar a proveniência.

Kyiv tem igualmente intensificado os ataques de longo alcance contra território russo.


Leia Também: Drone cai e explode perto da Embaixada de Portugal em Kiev

O Governo português condenou hoje "com veemência" um ataque com um drone ocorrido em Kiev, perto da embaixada de Portugal e indicou que os funcionários da representação diplomática "estão bem".


Leia Também: Peskov rejeita que diretor da CIA tenha levado aviso sobre NATO

O Kremlin rejeitou hoje notícias de que a visita do diretor da CIA a Moscovo teria servido para alertar a Rússia contra um eventual ataque a um país da NATO, garantindo não pretender atacar a Aliança Atlântica.

GUINÉ-BISSAU: FORÇAS DE DEFESA E SEGURANÇA DA REGIÃO DE OIO CUMPREM VOTAÇÃO ANTECIPADA DO REFERENDO

Rádio Sol Mansi  27 08 2026 

As Forças de Defesa e Segurança da região de Oio cumpriram, esta quinta-feira, 27 de agosto, a votação antecipada do referendo sobre a proposta de nova Constituição da República da Guiné-Bissau.

O exercício de votação decorreu nas instalações da Comissão Regional de Eleições de Oio, com sede em Mansoa, num processo descrito como tendo decorrido dentro da normalidade.

A votação antecipada permite que os elementos das Forças de Defesa e Segurança exerçam o seu direito de voto antes da votação geral, prevista para domingo, 30 de agosto, ficando posteriormente disponíveis para desempenhar as funções de segurança durante o processo referendário.

Mais de 250 mortos e 1500 desaparecidos no Nepal. Há 700 turistas, entre os quais dois portugueses, por localizar... Último balanço aponta para 700 mortes e 1500 desaparecidos

Nepal (Getty Images)  CNN Portugal,  27/08/2026

Os números da tragédia no Nepal aumentam a cada hora que passa. Na manhã desta quinta-feira, o balanço apontava para pelo menos 270 mortos do lado do Nepal e 1.500 desaparecidos na enxurrada. Destes últimos, mais de 700 estrangeiros, incluindo dois portugueses.

O mau tempo, as estradas bloqueadas e as próprias características do terreno estão a dificultar o resgate.

Balanço de mortes 

As autoridades nepalesas recuperaram 270 corpos. A China reportou três mortes. É certo que o número de vítimas mortais vai continuar a disparar nas próximas horas e nos próximos dias, dado que muitas das vítimas estão soterradas pela lama.

700 turistas com paradeiro incerto

Do lado do Nepal fala-se em 826 desaparecidos. Do lado chinês, outros 558, no território tibetano de Gyirong. Mas os balanços mais recentes na imprensa falam já em mais de 1.500 desaparecidos.

O número de estrangeiros desaparecidos – mais de 700, que resulta do somatório dos dados da China e do Nepal - é particularmente alto porque uma das zonas mais atingidas é a da fronteira entre os dois países.

Entre os estrangeiros desaparecidos estão dois portugueses, como confirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal.

A nacionalidade mais representada é a indiana, com quase 200 desaparecidos. Destaque também para mais de 60 americanos e 50 ucranianos.

Lista divulgada pelas autoridades:

Índia: 178

Estados Unidos: 65

Malásia: 55

Ucrânia: 53

Austrália: 35

Reino Unidos: 33

Canadá: 25

Coreia do Sul e Singapura: 9

Alemanha e Rússia: 8

África do Sul e Letónia: 6

Japão e Nova Zelândia: 5

Além dos dois portugueses desaparecidos, há ainda cidadãos de Bielorrússia, Bélgica, Bulgária, Cazaquistão, Espanha, Filipinas, Finlândia, França, Hungria, Irlanda, Israel, Itália, Lituânia, Países Baixos, Sérvia, Suíça e Suécia.

Resgates e evacuações

É um esforço contra o tempo no terreno. As autoridades chinesas dizem que as equipas médicas já evacuaram mais de 360 residentes para áreas seguras. Por sua vez, o Nepal refere que foram resgatadas 123 pessoas, 29 delas estrangeiras.

Segundo a polícia nepalesa, estão no terreno mais de sete mil operacionais. O lado chinês não revelou o seu efetivo.

Possíveis causas

As autoridades estão ainda a avaliar o que estará na origem desta enxurrada. Chegou a ser considerada a possibilidade de rutura ou transbordamento de um lado glaciar no Tibete. O governo nepalês já mencionou um terramoto.

O serviço geológico dos EUA fala num deslizamento de terras de magnitude 5,2, localizando a sua origem a cerca de 55 quilómetros a noroeste de Kodari.

Os cientistas do Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado das Montanhas já vieram alertar para o risco de novas inundações, uma vez que os sedimentos transportados pela enxurrada podem criar barragens naturais.


Leia Também: Cerca de 15.800 mortes relacionadas com o calor este verão na Alemanha

Cerca de 15.800 pessoas morreram até 16 de agosto na Alemanha devido às ondas de calor, alcançando um novo máximo, segundo estimativas publicadas hoje pelo Instituto Robert Koch (RKI), a autoridade de saúde pública da Alemanha.

China rejeita acusações dos EUA sobre ciberataques contra NASA... A China rejeitou hoje as acusações dos Estados Unidos de que duas plataformas de pirataria informática ligadas a Pequim foram usadas em ciberataques contra organismos norte-americanos, alegando falta de provas.

© Getty Images   LUSA  27/08/2026 

Entre os organismos norte-americanos visados contam-se a agência espacial NASA e a Reserva Federal.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Lin Jian manifestou, em conferência de imprensa, a "firme oposição" e o "forte descontentamento" de Pequim perante o que classificou como uma nova tentativa dos Estados Unidos de utilizar a cibersegurança como "pretexto para difamar a China".

Lin acusou Washington de "abusar das medidas de aplicação da lei para fins políticos", depois das autoridades norte-americanas terem anunciado a apreensão dos domínios utilizados pelas duas plataformas.

O porta-voz afirmou que os Estados Unidos são "o maior autor mundial de pirataria informática e espionagem", e referiu anteriores acusações de Pequim contra a Agência de Segurança Nacional (NSA) norte-americana por alegados ciberataques contra infraestruturas chinesas.

Em concreto, Lin afirmou que casos anteriormente divulgados sobre alegadas operações da NSA demonstraram que Washington introduziu capacidades para realizar ciberataques no Centro Nacional de Serviço Horário da China, visando, segundo Pequim, eventuais operações de sabotagem contra infraestruturas críticas do país.

O porta-voz instou ainda os Estados Unidos a abandonarem os "dois pesos e duas medidas" e a "manipulação política" e a resolverem as divergências com a China em matéria de cibersegurança através do diálogo e de consultas "em pé de igualdade".

O Departamento de Justiça (DOJ) e o FBI norte-americanos anunciaram na quarta-feira a apreensão dos domínios da QScan e QTRouter, duas plataformas que, segundo Washington, permitiam infetar milhares de dispositivos ligados à Internet e utilizá-los para ocultar a origem de ciberataques.

Segundo documentos judiciais norte-americanos, ambas as ferramentas eram operadas pelo grupo QTFY, ligado à empresa chinesa Nanjing Xinjiuwei Network Technology Company, que terá prestado serviços de pirataria informática a clientes, entre os quais o Ministério da Segurança do Estado e o Exército de Libertação Popular da China.

As atividades atribuídas ao grupo remontam pelo menos a 2018 e tiveram entre os seus alvos a NASA, a Reserva Federal, o Senado e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, além de hospitais, empresas de telecomunicações e energia, instituições financeiras e empresas contratadas pelo setor da defesa.

A apreensão dos domínios utilizados pela QScan e QTRouter para comunicação e autenticação deixou ambas as plataformas inoperacionais, de acordo com as autoridades norte-americanas.


Leia Também: Espionagem chinesa? EUA apreendem endereços de Internet suspeitos

As autoridades policiais norte-americanas anunciaram a apreensão de endereços de Internet suspeitos de serem utilizados por alegados agentes chineses para ocultar a origem de ciberataques.

Estreito de Ormuz continua paralisado há seis meses: Os principais dados... O tráfego marítimo no estreito de Ormuz permanece paralisado seis meses depois do início da guerra entre os EUA e o Irão, com uma redução de 85% na circulação de navios e 6.000 marinheiros ainda retidos no Golfo.

© AFP via Getty Images  LUSA  27/08/2026 

Antes do encerramento do estreito por Teerão, em retaliação pelos ataques norte-americanos e israelitas de 28 de fevereiro, cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos no mundo passava por esta via marítima estratégica.

Eis os principais dados sobre a situação no estreito de Ormuz seis meses após o início do conflito:

Tráfego caiu de 95 para cerca de 15 travessias diárias

O tráfego marítimo no estreito de Ormuz caiu drasticamente desde que Teerão decidiu encerrar a passagem em 01 de março.

Em fevereiro, antes do início da guerra, registava-se uma média de 95 travessias diárias de embarcações de pequena dimensão transportando produtos como hidrocarbonetos, fertilizantes e minerais.

Após o encerramento do estreito, esse número caiu para uma média de apenas 10 travessias por dia, segundo uma análise da agência France-Presse (AFP) baseada em dados da plataforma de monitorização marítima Kpler.

A assinatura, em meados de junho, de um acordo entre Washington e Teerão para iniciar conversações de paz permitiu uma recuperação temporária do tráfego, que chegou às 36 travessias diárias.

O reinício dos combates, em 08 de julho, voltou, contudo, a reduzir a circulação marítima.

Entre essa data e 22 de agosto foram registadas, em média, apenas 15 travessias por dia, aproximadamente 85% abaixo dos níveis anteriores à guerra.

Um quinto do petróleo e gás mundial passava por Ormuz

O estreito de Ormuz constituía antes do conflito uma das principais rotas para o transporte mundial de energia.

Cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados no mundo atravessava esta passagem antes de Teerão decidir bloqueá-la em resposta aos ataques de Israel e dos Estados Unidos contra território iraniano.

A circulação continua condicionada não apenas pelas restrições impostas pelas autoridades iranianas, mas também pelo risco associado à eventual presença de minas.

Teerão advertiu para a existência de uma "zona de perigo" com cerca de 1.400 quilómetros quadrados onde poderão encontrar-se engenhos explosivos.

Navegação deixou de seguir rota tradicional

Antes da guerra, o tráfego marítimo estava organizado sobretudo no centro do estreito, através de um esquema de separação de tráfego estabelecido pela Organização Marítima Internacional (OMI).

A guerra alterou profundamente esse padrão e a navegação encontra-se agora dividida principalmente entre duas rotas: uma passa mais a norte, junto à costa iraniana, e é a única reconhecida pelas autoridades de Teerão; a segunda situa-se mais a sul, entre a costa de Omã e áreas onde existe o risco de presença de minas.

Durante o período de relativa calma entre 17 de junho e 07 de julho, uma média diária de nove navios utilizou a rota iraniana e oito atravessaram o estreito através da rota omanita.

As restantes embarcações utilizaram percursos que não puderam ser identificados ou mantiveram-se na tradicional rota da OMI.

Dois terços das travessias tornaram-se "fantasmas"

A deterioração das condições de segurança no estreito tornou também mais difícil acompanhar a circulação dos navios.

Desde o colapso do cessar-fogo, em 08 de julho, cerca de dois terços das travessias passaram a ser classificadas como "fantasmas" ou de rota desconhecida, segundo a Kpler.

Antes do início da guerra, menos de 1% dos trânsitos estavam nessa situação.

A classificação corresponde a navios detetados nos dois lados do estreito de Ormuz, mas cujo percurso exato não pode ser determinado.

Entre as razões estão a desativação dos 'transponders' das embarcações, interferências ou bloqueios dos sinais e a insuficiência de imagens de satélite capazes de confirmar a rota utilizada.

Cerca de 500 navios continuam retidos no Golfo

Seis meses depois do início da guerra, aproximadamente 500 embarcações continuam retidas no Golfo, segundo a OMI.

A bordo ou associados a esses navios encontram-se cerca de 6.000 marinheiros impossibilitados de abandonar a região.

A OMI assegurou que continuam a decorrer "discussões" destinadas a estabelecer uma rota marítima segura que permita resolver a situação.

A organização advertiu, contudo, que qualquer solução "depende da desescalada na região".

Plano para retirar 11 mil marinheiros foi abandonado

Durante o cessar-fogo de junho e julho chegou a estar prevista uma operação para retirar aproximadamente 11 mil marítimos do Golfo.

O plano acabou, contudo, por ser abandonado e milhares de marinheiros permaneceram na região quando as hostilidades recomeçaram.

Cerca de 6.000 continuam retidos seis meses depois do início do conflito.

Pelo menos 20 marinheiros e trabalhadores portuários morreram

A paralisação do estreito de Ormuz teve também consequências humanas diretas.

Pelo menos 20 marinheiros e trabalhadores portuários morreram nos últimos seis meses em ataques ou outros incidentes relacionados com a situação de insegurança na região, segundo dados da Organização Marítima Internacional.

A normalização do tráfego continua dependente de um acordo que permita garantir condições de segurança no estreito, enquanto a circulação permanece muito abaixo dos níveis registados antes da guerra.

Nepal: exército resgata 123 pessoas com vida após cheias, 29 estrangeiras... O Exército nepalês e as forças de segurança resgataram hoje 123 pessoas com vida, 29 das quais com cidadania estrangeira, que estavam isoladas após a cheia repentina do rio Bhotekoshi, no distrito de Rasuwa, na fronteira com o Tibete.

Nepal (AP)  Por cnnportugal.iol.pt /Lusa,  27/08/2026

Há dois portugueses desaparecidos

De acordo com os dados mais recentes da Autoridade Nacional de Redução e Gestão de Riscos de Desastres do Nepal, um contingente militar transportou por via aérea 95 pessoas de Timure para Dhunche, a capital do distrito.

A polícia nepalesa elevou hoje o número de mortos para 177 após as devastadoras inundações repentinas na fronteira com o Tibete, onde as forças de segurança realizam uma grande operação de busca depois de o rio Bhotekoshi ter transbordado.

As operações prosseguem para tentar transportar por via aérea de estrangeiros para Katmandu, enquanto trabalham simultaneamente no resgate aéreo de um grupo de 21 turistas indianos que se encontravam em Timure e na retirada de vários trabalhadores ainda retidos na central hidroelétrica de Haku.

O governo nepalês intensificou as operações de ajuda ao longo do leito do rio e nas zonas devastadas, mobilizando mais de 7.400 agentes de segurança e helicópteros das forças armadas, da polícia e do setor privado.

De acordo com a autoridade de gestão de emergências, a inundação destruiu ou danificou 35 pontes rodoviárias, 45 pontes suspensas e 40 quilómetros de estradas pavimentadas, dificultando o acesso às zonas afetadas.

A súbita enxurrada de água, lama e pedras também impactou o setor energético no corredor dos rios Bhotekoshi e Trishuli, onde pelo menos 12 projetos hidroelétricos sofreram danos graves.

Dezenas de técnicos e engenheiros destas instalações estão entre os mais afetados pelo isolamento, após o colapso de túneis e infraestruturas de acesso.

O último balanço oficial aponta para 826 desaparecidos no Nepal, incluindo 466 estrangeiros.

Outras 558 pessoas estão desaparecidas no Tibete, aguardando um acordo formal entre os dois países sobre a forma de compilar os dados.

Sunil Sharma, porta-voz do organismo de turismo do Nepal, afirmou que entre os desaparecidos estavam 133 cidadãos indianos que participavam numa peregrinação ao monte Kailash, no Tibete, um local sagrado para os hindus.

Estavam também desaparecidos 47 cidadãos dos Estados Unidos, 34 da Austrália, 33 do Reino Unido e 24 do Canadá, segundo o responsável.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros disse à Lusa que pelo menos dois cidadãos portugueses, um homem e uma mulher, estão entre os desaparecidos.

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

MASSIVE 13ft 'Doomsday' Oarfish Washes Ashore in Indonesia... A creepy 13-foot “doomsday fish” has washed ashore in Indonesia — sending villagers into a frenzy over fears it could signal another earthquake. The bizarre oarfish, spotted just days after deadly tremors rocked the region, was hauled back to a village as experts poured cold water on the spooky superstition

New York Post  Aug 26, 2026

Violência contra imigrantes aumenta no Reino Unido alimentada pelo "sentimento de insegurança"... Os grupos organizados, autores dos protestos, dizem agir perante um sentimento crescente de insegurança e defendem a expulsão das comunidades de imigrantes. A reportagem é da Sky News, televisão parceira da SIC.

Por  SIC Notícias   26 ago. 2026 

Uma onda de revolta contra a imigração ilegal está a ganhar força no Reino Unido. São cada vez mais os casos de violência que partem de grupos organizados contra imigrantes. Falam em sentimento de insegurança e exigem a expulsão destas comunidades.

A pressão surge num momento em que o Reino Unido tem vindo a apertar significativamente o cerco à imigração ilegal.

As autoridades britânicas reforçaram a fiscalização e adotaram uma política de tolerância zero face às entradas irregulares, com a aposta no aumento das deportações, penas mais duras para quem recorre a trabalho clandestino e maiores restrições à regularização de imigrantes.

No ano passado, o Partido Conservador apresentou um pacote de medidas destinado a reforçar o controlo das fronteiras e a combater a imigração ilegal.

Entre as propostas estava uma meta de 150 mil deportações por ano, bem como a expulsão, no prazo de uma semana, de pessoas que entrassem ilegalmente no país e de todos os cidadãos estrangeiros condenados por crimes.


Leia Também: Atropelamento no noroeste de França faz pelo menos um morto e 12 feridos

O suspeito é um homem de 26 anos, nascido na Rússia, segundo informações de meios de comunicação franceses. As autoridades estão a investigar as circunstâncias do caso e tentam determinar se o atropelamento foi intencional.

ATUALIZAÇÃO: TENSÃO NAS ALFÂNDEGAS SENEGALÊS ESTARÁ NA ORIGEM DA RESTRIÇÃO AOS TRANSPORTADORES GUINEENSES

Por: Rádio Bemba di Malafo FM 100.4 MHz  

Um alegado desentendimento entre agentes das alfândegas senegalesas, relacionado com cobranças às viaturas guineenses, estará na origem da atual restrição à circulação dos transportadores nacionais no Senegal.

A informação foi avançada à Rádio Bemba de Malafo por uma fonte próxima dos sindicatos dos transportadores, após uma reunião realizada esta quarta-feira entre responsáveis sindicais da Guiné-Bissau e do Senegal.

Segundo a fonte, o problema começou depois de uma alfândega senegalesa ter orientado alguns motoristas guineenses a pagar as viaturas num determinado posto, garantindo que, depois disso, seriam escoltados pelos restantes pontos de controlo. Num posto seguinte, porém, um agente terá exigido novo pagamento, provocando um desentendimento.

A situação agravou-se numa segunda tentativa de passagem. Ainda segundo a fonte, um cidadão senegalês terá incentivado um motorista a avançar com a viatura contra o agente da alfândega. 

O motorista e outros dois condutores que o acompanhavam foram posteriormente detidos.A fonte afirma que os três motoristas terão sido agredidos durante a detenção e libertados após intervenção sindical e das autoridades nacionais. As viaturas, entretanto, só terão sido libertadas mediante o pagamento de 500 mil francos CFA, depois de o valor inicialmente exigido, de um milhão de francos, ter sido reduzido.

Na sequência do episódio, terá sido decidida a limitação da circulação dos transportadores guineenses ao território Senegalesa, enquanto não for encontrada uma solução para as divergências relacionadas com as cobranças nas alfândegas senegalesas.

A situação coincide com uma denúncia feita à Rádio Bemba pelo cidadão guineense Nabibo Bampoque, conhecido por Bideta, que apontou para um conflito com cerca de duas semanas entre transportadores de São-Domingos e agentes fronteiriços senegaleses no terminal de M’Pack.

Segundo Bideta, as alegadas cobranças elevadas sobre pessoas e mercadorias estão a limitar a circulação dos transportes entre os dois países e poderão provocar aumento dos preços dos produtos de primeira necessidade, sobretudo legumes provenientes do Senegal.

O cidadão apelou à intervenção urgente das autoridades guineenses e da CEDEAO para encontrar uma solução e garantir a livre circulação de pessoas e bens.

A Rádio Bemba de Malafo continuará a acompanhar o caso.


Leia Também:  LIVRE CIRCULAÇÃO ENTRE GUINÉ-BISSAU E SENEGAL É AFETADA POR DESENTENDIMENTO NA FRONTEIRA

O cidadão guineense Nabibo Bampoque, conhecido por Bideta, denuncia um alegado desentendimento entre o sindicato dos motoristas e transportadores de São Domingos e agentes fronteiriços do Senegal, situação que, segundo ele, dura há cerca de duas semanas.

EXÉRCITO: EUA destina 1,89 mil milhões para construção de reatores nucleares... O exército norte-americano anunciou hoje que atribuiu 2,2 mil milhões de dólares (1,89 mil milhões de euros) a cinco fabricantes para a construção de aproximadamente 20 pequenos reatores nucleares (SMR) de última geração.

© Reuters  Por  LUSA  26/08/2026 

Os SMR irão fornecer energia a cinco instalações militares nos Estados Unidos.

O objetivo é ter o primeiro reator operacional até setembro de 2028, prazo estabelecido pelo Presidente Donald Trump numa ordem executiva de maio de 2025, que visava acelerar o desenvolvimento da energia nuclear civil de última geração.

"Sabemos que a nossa rede elétrica está potencialmente em risco", frisou Jeff Waksman, responsável de instalações, numa conferência de imprensa com o secretário do exército, Daniel Driscoll.

"Em caso de conflito, sabemos que podemos não ser capazes de fornecer fontes de energia fóssil onde precisamos delas", acrescentou.

No entanto, segundo Waksman, atualmente "toda a infraestrutura essencial do exército depende de um sistema de reserva" movido a combustíveis fósseis, "principalmente gasóleo".

Trata-se de uma fonte de energia de reserva para o caso de uma interrupção na rede elétrica convencional, que normalmente alimenta a maioria das instalações do exército.

O governo pretende, por isso, instalar SMR em várias destas instalações.

Após um concurso, o Exército selecionou cinco empresas, incluindo startups como a Antares Nuclear e a Radiant Industries, bem como empresas consolidadas na indústria nuclear, como a Westinghouse e a General Atomics.

A intenção é capitalizar o desenvolvimento dos SMR, que está a ser incentivado pelo Departamento de Energia.

Desde junho, cinco empresas levaram protótipos ao período crítico, em que o reator pode operar de forma independente, sem entrada externa, e teoricamente pode produzir energia.

No entanto, ainda não está em funcionamento nenhum SMR, e apenas um fabricante, a NuScale, teve o seu projeto de reator aprovado pela Comissão Reguladora Nuclear dos EUA (NRC).

As Forças Armadas norte-americanas, contudo, possuem o seu próprio processo de aprovação para aplicações relevantes, observou Jeff Waksman.

Foi esta circunstancia que permitiu à Marinha lançar o primeiro submarino nuclear do mundo, o USS Nautilus, em 1954. Estava equipado com o precursor do SMR, que era muito mais pequeno do que um reator convencional.

Jeff Waksman esclareceu que as Forças Armadas estão a trabalhar em conjunto com o Departamento de Energia e a NRC para garantir que os seus respetivos protocolos de aprovação estão "o mais alinhados possível".


Leia Também: Trump diz que não tem pressa nem prazo para regressar ao diálogo com Irão

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje não ter pressa nem prazo para reatar negociações de paz com o Irão e alegou que mantém uma "grande vantagem" sobre a República Islâmica, após quase seis meses de guerra.

Milhares de habitantes de Ceuta voltam às ruas para exigir expulsão de migrantes e demissões do governo espanhol... Mobilização reuniu cidadãos entoando 'slogans' contra o governo e o delegado em Ceuta, a quem exigiram a saída, além de pedir a demissão do primeiro-ministro, Pedro Sánchez.

Por dnoticias.pt/ Lusa   26 ago 2026 
Milhares de habitantes de Ceuta concentraram-se hoje em frente à sede da Delegação do Governo na cidade autónoma espanhola para exigir a expulsão dos migrantes ilegais que continuam nas ruas e reclamar a demissão dos responsáveis políticos.

Após 27 dias de crise migratória, desencadeada pela entrada de milhares de migrantes na cidade de Ceuta, provenientes de Marrocos, esta foi mais uma manifestação marcada pela tensão e crispação.

A mobilização, que se prolongou durante a tarde, reuniu cidadãos entoando 'slogans' contra o Governo e contra o seu delegado em Ceuta, Miguel Ángel Pérez Triano, a quem exigiram a saída, além de pedir a demissão do primeiro-ministro, Pedro Sánchez.

Os manifestantes expressaram cansaço com uma situação que, segundo denunciaram, continua a afetar o dia-a-dia da cidade, com milhares de migrantes ainda em vários pontos de Ceuta e incidentes relacionados com violência e altercações, que aumentaram a sensação de insegurança entre parte da população.

O protesto ocorreu um dia após o Governo finalmente concretizar a nomeação de um comando único para coordenar a resposta à crise, uma reivindicação que a cidade autónoma já tinha colocado há semanas.

Também nesta terça-feira foi conhecida a intenção do Executivo de habilitar locais para concentrar temporariamente os migrantes que permanecem na via pública, facilitar a sua identificação e realizar a triagem correspondente, como passo prévio para determinar a situação individual de cada um e ativar, quando for o caso, os procedimentos de retorno ou expulsão previstos pela legislação.

Os manifestantes deixaram claro, no entanto, que rejeitam que estes centros se situem nas proximidades de zonas residenciais, escolas ou espaços que possam alterar a normalidade dos bairros e reclamaram que as medidas anunciadas permitam uma solução rápida e eficaz para uma situação que consideram insustentável.

Durante a concentração, sucederam-se gritos e cânticos contra os responsáveis políticos, acompanhados, em alguns momentos, por insultos, enquanto os participantes reclamavam que os imigrantes que não tenham direito a permanecer em Espanha sejam devolvidos ou expulsos de acordo com a legislação.

Esta manifestação evidenciou o grau de tensão social que atravessa Ceuta, onde os protestos de cidadãos têm-se tornado uma constante desde o início da crise, com concentrações diárias em frente à Delegação do Governo.

Ceuta, um pequeno território de cerca de 83.000 habitantes situado no extremo norte de Marrocos e banhado pelo estreito de Gibraltar, é uma das duas fronteiras terrestres entre África e a Europa, juntamente com outro enclave espanhol, a cidade de Melilla.

No último dia de julho, em apenas 24 horas, cerca de 72.000 pessoas entraram na cidade autónoma espanhola.

Pelo menos 82 pessoas morreram a tentar chegar a Ceuta a nado.

Quase um mês depois, continuam a não existir dados exatos sobre o número dos migrantes que ainda permanecem em Ceuta, com algumas estimativas a apontaram até 8.000 ilegais.

Governo são-tomense aumenta pensão mínima em 8 euros a partir de setembro... É o segundo aumento na legislatura. O primeiro-ministro, Américo Ramos, anunciou a medida com retroativos a julho, a dois meses das eleições de setembro.

Por  observador.pt/Lusa   26 ago. 2026 

A pensão mínima em São Tomé e Príncipe vai subir quase 8 euros, de 1.200 para 1.400 dobras, beneficiando cerca de 6.500 idosos, anunciou o primeiro-ministro Américo Ramos, que garantiu a sustentabilidade da Segurança Social do arquipélago.

Segundo Américo Ramos, a decisão estava a ser analisada há algum tempo e será implementada com retroativos ao mês de julho.

“Para o Governo, é algo bastante importante, uma vez que poderá trazer alguma melhoria na pensão para os nossos pensionistas”, sublinhou Américo Ramos, após visitar os serviços do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS).

Ramos, que desde 12 de agosto também acumula a chefia do Ministério do Trabalho e Solidariedade, após a exoneração do então ministro da tutela, garantiu que está assegurada a sustentabilidade do fundo da Segurança Social, mas apontou a necessidade de novas melhorias.

“É algo que tem que se continuar a trabalhar […] dotar a Segurança Social de quadros competentes, a necessidade urgente da digitalização e modernização dos serviços”, sublinhou.

Este é o segundo aumento da pensão mínima na presente legislatura, após uma subida de 1.000 para 1.200 dobras a partir de janeiro de 2025.

São Tomé e Príncipe tem agendadas para 27 de setembro eleições legislativas, regionais e autárquicas.

Zelensky reforça defesa de Donetsk com comandantes do antigo batalhão Azov... O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou hoje, durante uma visita à frente de combate, a formação de dois novos grupos militares sob o comando de oficiais do antigo batalhão Azov para reforçar o exército na região de Donetsk, no leste do país.

Por  dnoticias.pt/Lusa  26 ago 2026 

"As nossas posições em Donetsk serão reforçadas graças a dois novos grupos. Os comandantes serão os heróis da Ucrânia, Denis Prokopenko e Andriy Biletsky", disse Zelensky num vídeo gravado durante a sua visita à frente de Oleksandrivka, na confluência das regiões de Donetsk, Zaporijia e Dnipropetrovsk.

O líder ucraniano não forneceu mais detalhes sobre as características dos dois novos grupos nem revelou as áreas da frente de Donetsk pelas quais serão responsáveis.

Denis Prokopenko liderou as tropas ucranianas durante o cerco russo de Mariupol, no sul da Ucrânia, nas primeiras semanas da invasão lançada por Moscovo em 24 de fevereiro de 2022.

O comandante militar foi capturado e libertado pouco depois numa troca de prisioneiros com Moscovo, após a queda do complexo siderúrgico de Azovstal, em Mariupol, e da última bolsa de resistência do batalhão Azov, uma força de voluntários que seria incorporada no exército.

Prokopenko, de 39 anos, é agora comandante do 1.º Corpo Azov da Guarda Nacional da Ucrânia.

Andri Biletsky foi pelo seu lado comandante do batalhão Azov quando era ainda uma milícia e lidera agora o 3.º Corpo de Assalto do Exército Ucraniano, a outra formação a receber os antigos combatentes voluntários.

Segundo a imprensa ucraniana, commbateu na defesa de Kiev e na libertação da região da capital no início da invasão, bem como da região de Kherson e participou nas batalhas de Avdiivka, na região de Donetsk.

Ambos os oficiais estiveram presentes em alguns dos pontos mais críticos da guerra, sendo Donetsk uma das regiões de combates mais intensos nos últimos quatro anos e que a Rússia ainda não conseguiu ocupar, embora controle parte da província.

Zelensky visitou, com o novo chefe do exército, Mykhailo Drapati, os soldados que combatem no eixo de Oleskandrivka, onde a Ucrânia afirma ter recapturado 26 localidades e cerca de 745 quilómetros quadrados de território este ano.

Bill Gates alerta para riscos da IA e propõe empregos apenas para humanos... O cofundador da Microsoft e filantropo Bill Gates alertou para os maiores riscos que a Inteligência Artificial coloca à sociedade como a conhecemos e propõe que a tecnologia não seja implementada em determinados empregos.

© Getty Images Por noticiasaominuto.com  26/08/2026 

O magnata, filantropo, cofundador e ex-líder da Microsoft, Bill Gates, partilhou no seu site pessoal um “pequeno” ensaio dedicado aos impactos da Inteligência Artificial no mundo em que vivemos e introduz uma proposta para salvaguardar o futuro da humanidade como a conhecemos.

Gates propõe neste texto o que chama se trabalhos Reservados a Humanos - empregos que apresentam o mesmo valor que uma reserva natural, onde o desenvolvimento deve ser restringido com vista à preservação. As áreas em questão são as dos cuidados infantis e de serviços de júri, com Gates a considerar que 40% dos empregos deviam ser reservados a humanos.

Mesmo com esta proposta, o cofundador da Microsoft acredita que as empresas devem ter um incentivo financeiro a não substituir trabalhadores humanos por máquinas de Inteligência Artificial nestas áreas. Ainda assim, Gates não se mostra especialmente otimista quanto ao impacto da tecnologia na sociedade.

“Em termos de equidade, a Inteligência Artificial será o maior instrumento de igualdade alguma vez criado ou a pior fonte de injustiça”, escreve Gates. “O desafio é monumental. Mesmo nas melhores circunstâncias, a transição para esta nova era de Inteligência Artificial será um dos períodos mais turbulentos na história da humanidade".

Além dos riscos para o mercado de trabalho, o antigo líder da Microsoft também acredita que a Inteligência Artificial coloca mais riscos. Entre eles está a possibilidade de aumentar a criminalidade.

“Muito antes de a Inteligência Artificial se tornar ‘mainstream’, havia informação online sobre como criar armas, bombas, armas biológicas e até vírus de computador”, explica Gates. “Com a Inteligência Artificial será muito mais fácil não só aceder a esta informação, mas também agir. Mesmo os criminosos com capacidades limitadas serão capazes de atingir vítimas em todas as escalas: indivíduos, empresas e governos”.

Por fim, Gates acredita que a Inteligência Artificial poderá prejudicar o desenvolvimento das crianças e substituir as relações humanas. “Um companheiro de Inteligência Artificial criado para nunca te chatear é uma grande estufa protegida”, aponta o magnata.

“Só agora estamos a começar a compreender os perigos que a Internet - sobretudo as redes sociais - pode representar para o desenvolvimento dos jovens. Estamos a observar uso compulsivo, distúrbios de sono, cyberbullying e exposição a conteúdos nocivos. A Inteligência Artificial pode amplificar muitos destes riscos, tornando-os mais persuasivos, difíceis de evitar e não devemos esperar mais uma geração para começar a falar sobre eles de uma forma mais sério”, explica o cofundador da Microsoft.


Leia Também: A ficar para trás na IA, Musk admite que "não está habituado a perder"

Numa reunião com os funcionários da recém-adquirida Cursor, Musk sublinhou a importância de apanhar as rivais OpenAI e Anthropic na área da Inteligência Artificial e desenvolver tecnologia que seja capaz de controlar os modelos mais avançados.

EUA suspendem temporariamente marcações para vistos de imigrante... Os Estados Unidos (EUA) suspenderam temporariamente, a nível mundial, as marcações para pedidos de vistos de imigrante, e os funcionários consulares estão a receber novas instruções sobre esta matéria, informou hoje o Departamento de Estado.

© Lusa   26/08/2026 

"Enquanto trabalhamos para acomodar esta formação aprofundada, as marcações dos serviços de vistos serão ajustadas", afirmou um porta-voz da diplomacia norte-americana, sem esclarecer quando será retomado o funcionamento normal.

Segundo o responsável, sempre que existem alterações nas entrevistas para obtenção de vistos, as embaixadas e consulados norte-americanos comunicam diretamente com os requerentes afetados.

Candidatos em vários países começaram já a receber notificações sobre o cancelamento ou adiamento de entrevistas anteriormente marcadas.

A formação dos funcionários consulares está relacionada com novos procedimentos destinados a verificar que os beneficiários de vistos não representam um encargo para as finanças públicas norte-americanas e que "não se tornam dependentes dos benefícios públicos dos Estados Unidos de que necessitam os norte-americanos que reúnem os requisitos" para os receber, esclareceu a mesma fonte.

Segundo o Departamento de Estado, a formação dos funcionários consulares começou no início de agosto e está a decorrer a nível "mundial", pelo que os cancelamentos temporários abrangem toda a rede consular norte-americana.

Uma fonte citada pelo jornal The Washington Post referiu que as entrevistas para vistos de imigrante foram canceladas desde segunda-feira até ao final de agosto.

O novo material de formação foi disponibilizado aos consulados depois de um juiz federal ter considerado ilegal a suspensão de vistos para cidadãos de 75 países, determinada pelo Governo do Presidente Donald Trump com o argumento de que os cidadãos destes países apresentavam maior risco de recorrer a apoios públicos depois de entrarem nos Estados Unidos.

A suspensão temporária das marcações ocorre num contexto de endurecimento da política migratória da administração republicana de Donald Trump.

O Governo norte-americano anunciou na terça-feira que pretende revogar vistos B-1 e B-2, destinados respetivamente a negócios e turismo, a milhares de pessoas que os utilizaram para entrar legalmente nos Estados Unidos e posteriormente solicitaram asilo.

A Casa Branca (presidência norte-americana) pretende também aumentar os requisitos associados aos vistos de trabalho H-1B, destinados a trabalhadores qualificados, incluindo exigir que as empresas que recorram ao programa paguem mais de 100 mil dólares (cerca de 85 mil euros) anuais pela sua renovação.


🇬🇼PRT GENERAL HORTA INTA-A FALA A NAÇÃO👇🏻... MENSAGEM À NAÇÃO DO PRT GENERAL HORTA INTA-A SOBRE O REFERENDO CONSTITUCIONAL 30 DE AGOSTO 2026.

 MENSAGEM À NAÇÃO DO PRT GENERAL HORTA INTA-A SOBRE O REFERENDO CONSTITUCIONAL 30 DE AGOSTO 2026,         Por  Radio Voz Do Povo .

PRT Horta Inta-A apela ao voto no referendo de 30 de agosto

O Presidente da República fez hoje um apelo a todos os guineenses para que participem no Referendo Constitucional de 30 de agosto de 2026.

Em mensagem à Nação, o Chefe de Estado afirmou que o país vive um momento decisivo e que o referendo deve ser encarado com sentido de responsabilidade.

Segundo o Presidente, este é o momento de cada cidadão decidir, de forma livre e consciente, o futuro da Guiné-Bissau.

O Presidente apelou ainda a que o processo decorra de forma ordeira e com elevado sentido cívico, defendendo que o voto é a expressão máxima da voz do povo.

No dia 30 de agosto, apelou, os guineenses devem votar a favor da estabilidade, da unidade nacional e do reforço das instituições.

COMUNICADO DE IMPRENSA: Países africanos comprometem-se a prestar formação e a reter mais 3 milhões de profissionais de saúde até 2035

Por afro.who.int  26 Agosto 2026 

Adis Abeba – Os ministros da saúde da Região Africana aprovaram hoje a Agenda 2026–2035 relativa ao Pessoal de Saúde em África, comprometendo-se a planear, formar, empregar e reter mais 3 milhões de profissionais de saúde até 2035, uma decisão histórica para reforçar os sistemas de saúde e garantir que mais pessoas em todo o continente tenham acesso a serviços de saúde de qualidade quando e onde precisarem.

Adoptada pelos ministros da Saúde durante a septuagésima sexta sessão do Comité Regional da OMS para a África, a Agenda marca uma mudança decisiva da política de simplesmente formar mais profissionais de saúde, para uma de reforço dos mercados de trabalho no sector da saúde através de um melhor planeamento, formação, emprego e retenção. Requer investimentos coordenados para garantir que os países têm a força de trabalho competente, motivada e com o apoio adequado necessária para satisfazer as crescentes necessidades de saúde em África.

Este compromisso surge num momento crucial para o pessoal de saúde em África. O pessoal de saúde na Região aumentou substancialmente na última década, atingindo cerca de 5,72 milhões de profissionais de saúde em 2024. No entanto, África continua a ter apenas cerca de 46% da força de trabalho de que precisa, deixando milhões de pessoas sem acesso adequado aos serviços essenciais de saúde. Sem uma acção decisiva, a Região poderá enfrentar uma escassez de mais de 6 milhões de profissionais de saúde até 2035.

Ao mesmo tempo, a Região enfrenta um paradoxo assinalável no mercado de trabalho. Ao mesmo tempo que as unidades de saúde enfrentam dificuldades em termos de escassez de força de trabalho, estima-se que um milhão de profissionais de saúde qualificados estejam desempregados, sendo os novos licenciados particularmente afectados. Mais de metade dos enfermeiros, médicos e parteiras recém-qualificados em vários países não consegue garantir emprego logo após a licenciatura, realçando a necessidade urgente de alinhar melhor a formação do pessoal de saúde com a criação de emprego, o financiamento sustentável e o planeamento da força de trabalho a longo prazo.

“Hoje, África assumiu um compromisso colectivo para transformar um dos alicerces dos seus sistemas de saúde, a sua população. Ao adoptarem a Agenda 2026–2035 relativa ao Pessoal de Saúde em África, os nossos Estados-Membros reconheceram que a formação dos profissionais de saúde representa apenas o início. Devemos também criar as oportunidades, o apoio e as condições que lhes permitam servir, crescer e prosperar nos locais onde são mais necessários. Esta Agenda transforma os dados factuais em medidas, e os compromissos políticos em investimento duradouro no pessoal de saúde em África e, em última análise, na saúde e no bem-estar das nossas populações,” afirmou o Dr. Mohamed Yakub Janabi, Director Regional da OMS para a África

A Agenda relativa ao Pessoal de Saúde oferece aos países um roteiro prático para reforçar os mercados de trabalho no sector da saúde, melhorando o planeamento da força de trabalho, alargando o acesso à formação de qualidade, criando oportunidades de emprego e mantendo profissionais de saúde qualificados onde são mais necessários. Apela também a uma acção coordenada nos sectores da saúde, educação, finanças, trabalho e serviço público para garantir que os investimentos se traduzam num melhor acesso a serviços de saúde de qualidade.

Além disso, a Agenda relativa ao Pessoal de Saúde revela que existe um forte argumento económico para investir no pessoal de saúde. Os dados mais recentes mostram que colmatar o défice de pessoal de saúde em África exigiria um investimento adicional de cerca de 4 a 6 dólares americanos por pessoa por ano, gerando simultaneamente retornos económicos e sociais significativos. Cada dólar investido no pessoal de saúde pode gerar até 10 dólares em retornos económicos e cerca de trinta vezes o seu valor em benefícios sociais mais amplos, através de populações mais saudáveis, maior produtividade e economias mais fortes. Estas conclusões reforçam que um investimento nos profissionais de saúde não é apenas uma prioridade de saúde, é um investimento inteligente no futuro de África.

A Agenda 2035 relativa ao Pessoal de Saúde em África baseia-se nos alicerces estabelecidos pela Carta de Investimento no Pessoal de Saúde em África, reafirmando o compromisso dos Estados-Membros em investir no pessoal de saúde como motor de sistemas de saúde mais fortes, populações mais saudáveis e desenvolvimento sustentável. Ao traduzir esse compromisso num roteiro claro de acção, proporciona aos países uma orientação prática para planear, formar, empregar e reter os profissionais de saúde necessários para satisfazer as necessidades de saúde de África actuais e futuras.

Com a adopção da Agenda 2035 relativa ao Pessoal de Saúde em África, os Estados-Membros criaram um roteiro partilhado para construir a força de trabalho da saúde competente, com apoio adequado e distribuída de forma equitativa necessária para satisfazer as necessidades de saúde em evolução da Região. Em última análise, o seu sucesso será medido não pelo número de políticas adoptadas, mas pelo número de profissionais de saúde capacitados para servir as suas comunidades e pelos milhões de pessoas adicionais que passam a ter acesso aos serviços de saúde de qualidade de que necessitam.

Enchente repentina no Nepal deixa centenas de desaparecidos... Levantamento preliminar estima 291 turistas estrangeiros e 93 cidadãos nepaleses entre os desaparecidos; 95 pessoas morreram


Por cnnbrasil.com.br  26/08/26 

Quase 400 viajantes, incluindo centenas de estrangeiros, foram dados como desaparecidos após uma enorme enchente repentina atingir o Nepal, informou o conselho de turismo do país nesta quarta-feira (26), citando uma avaliação inicial.

“Um registro preliminar por agência, recebido de empresas de turismo e viagens, identificou 384 viajantes, incluindo 291 estrangeiros e 93 cidadãos nepaleses, que foram dados como desaparecidos nas áreas afetadas”, publicou o conselho de turismo do Nepal em um comunicado na rede social X.

 As nacionalidades das pessoas listadas como desaparecidas incluem viajantes da Índia, Austrália, Países Baixos, África do Sul, Reino Unido e Malásia.

Ao menos 95 mortes foram confirmadas pela polícia local.


Leia Também: Sobe para 160 o n.º de mortes após inundação devastadora no Nepal

O número de mortos na sequência da inundação devastadora no Nepal e no Tibete subiu hoje para 160, de acordo com um novo balanço das autoridades locais.



Leia Também:  Presidente do Nepal pede mobilização total após catástrofe

O Presidente nepalês, Ram Chandra Paudel, apelou hoje às forças de segurança, ao Governo e à sociedade civil para mobilizarem todos os meios de socorro disponíveis após a inundação que atingiu o norte do país.