quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Israel acusa Guterres de "não dizer verdade" sobre a tomada de UNRWA... O governo israelita acusou hoje o secretário-geral da ONU, António Guterres, de "não dizer a verdade" sobre a tomada pelas forças israelitas de um centro educativo em Jerusalém gerido pela agência UNRWA.

© Ali Ruhluel/Anadolu via Getty Images   Por LUSA  26/08/2026 

"O senhor simplesmente não está a dizer a verdade, mais uma vez", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) de Israel, Oren Marmorstein, em resposta à condenação de Guterres às ações israelitas, em que este exigiu que as autoridades israelitas "cessem imediatamente a sua ingerência nas instalações da UNRWA, desocupem, devolvam e restaurem sem demora todas as instalações afetadas às Nações Unidas".

Segundo sublinhou o porta-voz do MNE israelita nas redes sociais, "a UNRWA (Agência da ONU de Assistência aos Refugiados da Palestina no Médio Oriente) nunca teve direitos de propriedade sobre as instalações e ocupava-as de forma ilegal".

Acrescentou também que as autoridades israelitas pretendem que "as instalações sirvam como escola e centro comunitário para crianças árabes do bairro de Kafr Aqab".

"O senhor e a UNRWA preferem lançar ataques infundados a Israel, ao invés de agirem no melhor interesse das crianças de Kafr Aqab. Isso é cinismo da pior espécie", apontou Marmorstein, afirmando ainda que as ações israelitas "foram levadas a cabo de acordo com a legislação israelita e internacional".

A este propósito, recordou que Israel aprovou uma lei proibindo as atividades daquela agência da ONU no país "perante provas conclusivas de que funcionários da UNRWA participaram no massacre de 07 de outubro [de 2023], de que funcionários da UNRWA eram agentes terroristas e de que as instalações da UNRWA eram sistematicamente utilizadas para atividades terroristas".

O Governo israelita acusou várias vezes a agência de alegadas ligações ao movimento islamita palestiniano Hamas, responsável pelo ataque de 07 de outubro de 2023 a Israel que fez cerca de 1.200 mortos e 251 reféns, embora uma investigação externa liderada pela ex-ministra dos Negócios Estrangeiros francesa, Catherine Colonna, tenha concluído que as autoridades israelitas não apresentaram qualquer prova que sustentasse tais alegações.

António Guterres condenou na terça-feira as ações de Israel e declarou-se "profundamente alarmado" pela tomada por tropas israelitas do centro educativo gerido pela UNRWA, medida que o Governo justificou com um plano para construir uma estrada e um "complexo educativo" no local.

O responsável máximo da ONU advertiu também de que a ação israelita privará os estudantes de prosseguir a sua formação.

"Durante mais de 70 anos, o centro prestou apoio a milhares de refugiados palestinianos através de formação profissional e de encaminhamento para emprego", sublinhou.

A UNRWA foi criada em 1949 pela Assembleia-Geral da ONU com um mandato para prestar ajuda humanitária e proteção a refugiados palestinianos no Médio Oriente até que fosse alcançada uma solução para a sua situação.

Assim, opera na Cisjordânia – incluindo em Jerusalém oriental -, na Faixa de Gaza, na Jordânia, no Líbano e na Síria.

Israel declarou a 07 de outubro de 2023 uma guerra na Faixa de Gaza para "erradicar" o Hamas, horas depois de este ter realizado em território israelita um ataque de proporções sem precedentes.

A guerra de retaliação israelita no enclave palestiniano fez, até agora, mais de 73.431 mortos, na maioria civis, e pelo menos 174.437 feridos - apesar de um cessar-fogo entrado em vigor a 10 de outubro de 2025, após o qual o Exército israelita continuou a abrir fogo sobre civis palestinianos e o número de vítimas continuou a aumentar.

Pelo menos 1.296 palestinianos foram mortos e 4.296 feridos na Faixa de Gaza desde o início da trégua, segundo números das autoridades locais, que a ONU considera fidedignos.

A guerra no enclave palestiniano causou, além disso, uma catástrofe humanitária, a destruição de quase todas as infraestruturas do território e a deslocação forçada de centenas de milhares de pessoas.


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A Guarda Revolucionária do Irão anunciou hoje que foram alcançados "alguns acordos" com Omã sobre segurança no estreito de Ormuz, incluindo a partilha das receitas do tráfego marítimo, mas as negociações ainda vão prosseguir.

Portugal: Detetados 1.117 casos de imigrantes irregulares entre 52 mil fiscalizados... A Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras (UNEF) da PSP detetou 1.117 casos irregulares (2,1%) entre os mais de 52 mil cidadãos estrangeiros fiscalizados no seu primeiro ano de atividade, anunciou hoje a instituição.

© Lusa   26/08/2026 

Em resposta à Lusa sobre o primeiro ano da UNEF, a PSP referiu que a Unidade Central de Estrangeiros e Migrações (UCEM), através dos Núcleos de Estrangeiros e Controlo Fronteiriço (NECF) realizou entre 21 de agosto de 2025 e 31 de julho de 2026 um total de "5.397 ações de fiscalização, no âmbito das quais foram fiscalizados 52.421 cidadãos estrangeiros".

"Destas ações resultaram 831 notificações para abandono voluntário do território nacional, 285 detenções por permanência irregular e uma detenção por desobediência a interdição de entrada", referem as autoridades policiais sobre o trabalho da UNEF, adiantando que "traduz o empenho da PSP na fiscalização da permanência de cidadãos estrangeiros em território nacional e na prevenção e deteção de situações de permanência irregular".

Cabe também à UNEF, através da Unidade Central de Retorno e Readmissão (UCRR), a responsabilidade pelos processos de retorno de estrangeiros até aos seus países.

No primeiro ano de atividade "foram executados 221 retornos forçados, dos quais 83 com escolta até ao destino final e concretizados 1.732 retornos voluntários, dos quais 995 nos primeiros sete meses de 2026".

O Centro de Instalação Temporária (CIT) de estrangeiros do Porto (Unidade Habitacional de Santo António) e os espaços equiparados a CIT existentes nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro retiveram "mais de 700 cidadãos nacionais de Estados terceiros" e "foram efetuados mais de 110 pedidos de documentação junto de Embaixadas e Consulados para promoção do retorno" de estrangeiros.

Na contabilidade feita pela PSP, "foram instaurados 720 processos de afastamento coercivo, dos quais 262 já foram decididos e foram marcados mais de 800 voos associados a procedimentos de retorno voluntário e forçado".

Além disso, "foram analisados e decididos mais de 300 processos de readmissão ativa e passiva e realizadas mais de 140 entrevistas de risco em Estabelecimentos Prisionais e Centros de Instalação Temporária".

A PSP referiu ainda que continua a analisar casos de afastamento coercivo "provenientes da AIMA (Agência para a Integração Migrações e Asilo) e do extinto SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras), uma parte significativa destes processos anterior a 2020".

A UNEF, apelidada informalmente de "mini-SEF", entrou em funcionamento a 21 de agosto de 2025 e tem como principais objetivos o controlo de fronteiras e fiscalização de imigrantes, que anteriormente pertenciam ao extinto Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

Com a extinção do SEF há mais de dois anos, algumas competências deste serviço de segurança, nomeadamente o controlo das fronteiras aéreas, passaram para a esfera da PSP, que desde 21 de agosto do ano passado alargou as competências com a criação da UNEF.


Volodymyr Zelensky condecora Elon Musk com Ordem da Liberdade... O Presidente ucraniano atribuiu ao empresário norte-americano Elon Musk a Ordem da Liberdade, uma das principais condecorações do país, pelo contributo para a defesa da vida e da liberdade.

© Getty Images    Por LUSA  26/08/2026 

Num decreto presidencial, Volodymyr Zelensky reconheceu os "méritos pessoais excecionais na proteção da vida e da liberdade humanas e no desenvolvimento das relações entre os povos da Ucrânia e dos Estados Unidos da América" do empresário, fundador da SpaceX e presidente executivo da Tesla.

Musk tem desempenhado um papel relevante no conflito na Ucrânia devido à utilização da rede de comunicações por satélite Starlink, operada pela SpaceX.

No início da invasão russa, o empresário disponibilizou terminais Starlink à Ucrânia, permitindo manter comunicações e acesso à Internet em zonas onde as infraestruturas convencionais tinham sido afetadas pelos combates.

Mais recentemente, Musk pressionou para impedir a utilização do sistema pelas forças russas, que recorriam às comunicações Starlink, nomeadamente para apoiar operações com drones.

Criada em 2008, a Ordem da Liberdade distingue cidadãos ucranianos e estrangeiros com méritos especiais na defesa da soberania e da independência do país e na promoção dos direitos e liberdades fundamentais.

Entre os dirigentes estrangeiros anteriormente distinguidos encontram-se o Presidente francês, Emmanuel Macron, o chefe de Estado finlandês, Alexander Stubb, e a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni.

O rei Carlos XVI Gustavo da Suécia foi o primeiro estrangeiro a receber a condecoração.

A insígnia da Ordem da Liberdade é constituída por uma cruz de prata banhada a ouro, revestida de esmalte branco e decorada com cristais, apresentando ao centro o brasão da Ucrânia, com o característico tridente ('Tryzub').


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LIVRE CIRCULAÇÃO ENTRE GUINÉ-BISSAU E SENEGAL É AFETADA POR DESENTENDIMENTO NA FRONTEIRA

Por: Rádio Bemba di Malafo FM 100.4 MHz 

O cidadão guineense Nabibo Bampoque, conhecido por Bideta, denuncia um alegado desentendimento entre o sindicato dos motoristas e transportadores de São Domingos e agentes fronteiriços do Senegal, situação que, segundo ele, dura há cerca de duas semanas.

Em entrevista exclusiva esta quarta-feira, 26 de agosto, à Rádio Bemba di Malafo, Nabibo Bampoque afirma que o conflito está a limitar a circulação dos transportes públicos entre os dois países, fazendo com que os veículos terminem os seus percursos nos respetivos lados da fronteira.

Segundo o denunciante, a situação estará relacionada com alegadas cobranças consideradas elevadas sobre pessoas e bens na fronteira senegalesa, levando posteriormente a uma reação semelhante por parte das autoridades guineenses.

Nabibo Bampoque alerta ainda que a persistência do transtorno poderá ter consequências no abastecimento do mercado nacional, sobretudo nos produtos de primeira necessidade.

De acordo com o cidadão, muitos dos legumes atualmente comercializados e consumidos na Guiné-Bissau são provenientes do Senegal.

Perante a situação, Nabibo Bampoque apela a uma intervenção urgente das autoridades nacionais para encontrar uma solução para o problema.

O cidadão critica igualmente a falta de intervenção da Comunidade dos Estados da África Ocidental, CEDEAO, face ao que considera ser uma limitação ao princípio da livre circulação de pessoas e bens entre os países membros.

Entretanto, segundo uma fonte próximo a sindicato de São-Domingos, uma reunião que juntou os responsáveis sindicais de Bissau, sindicato senegalês e as autoridades nacionais foi realizada para analisar a situação na fronteira.

Apesar das discussões, as partes não chegaram a um consenso sobre a questão, permanecendo o diferendo entre os intervenientes.

A situação poderá continuar a afetar a circulação de pessoas, transportes e mercadorias entre a Guiné-Bissau e o Senegal.

Em atualização....

Revelada causa da morte de Dolly Parton. O comunicado da sua equipa... A cantora Dolly Parton morreu na terça-feira, dia 25 de agosto, aos 80 anos, após ter sido diagnosticada com cancro. A equipa da artista partilhou um comunicado onde é confirmada a causa da sua morte.

© Getty Images  Por noticiasaominuto.com   26/08/2026 

O mundo da música despediu-se da estrela da música country Dolly Parton, na terça-feira, dia 25 de agosto. Tinha 80 anos. 

Depois de a notícia ter sido avançada através de um vídeo do sobrinho Brian Seaver, que foi partilhado no Instagram, a equipa da artista divulgou um comunicado onde é confirmada a causa da sua morte. 

Os seus representantes revelaram que a intérprete de temas como "Jolene" morreu na sequência de uma "breve batalha contra o cancro". Mas não adiantaram mais detalhes sobre o tipo de cancro. 

"A nossa querida Dolly Parton passou a sua vida e carreira a levar alegria, risos, esperança e integridade a tudo aquilo em que tocava. A sua generosidade inigualável chegou à vida de inúmeras pessoas que ela nunca viria a conhecer, mas mesmo assim estava sempre presente para dar uma mão amiga", escreveram de início no comunicado. 

"Quer se trate das centenas de milhões de livros doados através da sua inestimável Imagination Library ou do financiamento de investigação que ajudou a criar uma vacina que salva vidas e é utilizada em todo o mundo, o amor incondicional da Dolly por todas as pessoas foi a força motriz do seu impacto duradouro. Depois de enfrentar corajosamente uma breve batalha contra o cancro, Dolly partiu hoje desta vida no Vanderbilt-Ingram Cancer Center, rodeada pelos seus entes queridos", pode ainda ler-se na mesma nota. 

Sabe-se ainda, segundo a People, que a artista tinha sido hospitalizada quatro dias antes da sua morte, na passada sexta-feira, 21 de agosto. 

As primeiras reações à morte de Dolly Parton e os desejos da cantora para o seu funeral

Logo após ter sido noticiada a morte de Dolly Parton, as redes sociais 'encheram-se' de reações, entre elas destacam-se as mensagens das várias caras conhecidas que quiseram prestar-lhe uma homenagem pública. 

Reese Witherspoon, por exemplo, disse que estava "muito agradecida à vida por ter chamado a Dolly de amiga", e recordou o apoio que teve da cantora quando interpretou June Carter Cash em "Walk the Line".

"Ela levou-me a jantar e contou-me histórias sobre como June Carter encantava todos na música country. A Dolly deu-me coragem para colocar toda a minha alma naquele papel e fez-me perceber a sorte que eu tinha de ser uma contadora de histórias. Ao longo de toda a minha carreira, ela enviava-me pequenas mensagens de incentivo e apoio, dizendo para eu ser uma luz na vida das pessoas e ouvir os meus anjos. Sempre assinava: «Vou-te amar sempre»", contou a atriz, confessando depois as saudades que vai ter da cantora. 

Jamie Lee Curtis, Ellen DeGeneres ou Khloé Kardashian foram outros dos muitos nomes conhecidos que não tardaram a reagir à morte de Dolly Parton, tendo sido estas as primeiras mensagens a serem partilhadas nas redes sociais. 

A imprensa internacional revelou, entretanto, os detalhes das cerimónias fúnebres. O funeral de Dolly Parton vai ser "uma cerimónia pequena e privada para a família mais próxima", algo que foi pedido pela própria.

O TMZ detalhou ainda que a cerimónia íntima está a ser planeada para acontecer em Nashville, no Tennessee, "nos próximos dias", com a presença dos familiares mais próximos e entes queridos.


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Polícia de imigração dos EUA atinge recorde de 50.000 detenções em julho... A Autoridade de Imigração e Alfândega norte-americana (ICE, na sigla em inglês) anunciou que deteve quase 50 mil pessoas em julho, um máximo mensal no segundo mandato do Presidente Donald Trump.

© Christopher Dilts/Bloomberg via Getty Images   Por  LUSA  26/08/2026 

O aumento de detenções de imigrantes, segundo os mais recentes dados avançados pela agência Associated Press (AP), mostra que o governo Trump mantém em andamento a agenda de deportações maciças, apesar de uma mudança de abordagem no início do ano.

As autoridades passaram de operações de grande impacto em metrópoles norte-americanas, que provocaram protestos públicos, para detenções que receberam menos atenção.

O número de detenções em julho (49.571), representa um aumento de 15% em relação às 43.021 do mês anterior e um aumento de 70% em relação às 29.241 de fevereiro, na sequência da intensificação das ações de fiscalização da administração Trump no Minnesota, segundo dados fornecidos pelo ICE e analisados pela AP.

Como parte do aumento do número de detenções nas últimas semanas, os agentes do ICE têm realizado detenções em abordagens de trânsito.

Têm contado cada vez mais com a colaboração de polícias estaduais e locais que assumiram as funções de fiscalização da imigração.

E começaram a prender pessoas do Haiti, cujas proteções contra a deportação foram revogadas.

Os novos números das detenções mostram que o governo "não interrompeu as ações de fiscalização", sublinhou Mark Krikorian, do Centro de Estudos de Imigração, que defende mais restrições à imigração.

As detenções de imigrantes no mês anterior à tomada de posse de Trump rondavam 8.000, principalmente de imigrantes transferidos de cadeias e prisões municipais ou estaduais e entregues ao ICE para deportação.

Durante o primeiro ano do mandato de Trump, os números começaram a subir, à medida que o governo aliviava as restrições sobre onde e quem o ICE podia prender, além de injetar milhares de milhões de dólares na agência.

Após dois tiroteios fatais no Minnesota, em janeiro, que desencadearam protestos e indignação entre os congressistas democratas, as detenções começaram a cair em fevereiro. Após permanecerem estagnadas durante meses, os números dispararam em junho.

O Texas e a Florida foram responsáveis por quase 20.000 das detenções de julho, sinal da importância que estes estados adquiriram para a agenda de deportações maciças da administração Trump.

O aumento das detenções ocorre numa altura em que a agência, que recebeu milhares de milhões de dólares do Congresso no verão passado, também contratou 12 mil novos agentes de deportação e investigadores.


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China apela aos seus cidadãos para abandonarem Essuatíni, aliado de Taipé... A China apelou aos seus cidadãos para abandonarem "o mais rapidamente possível" Essuatíni, país da África Austral que é um dos poucos Estados no mundo a manter relações diplomáticas com Taiwan, ilha reivindicada por Pequim.

© Lusa   26/08/2026 

O anúncio foi oficialmente justificado por razões de segurança, mas ocorre três meses e meio após uma visita a Essuatíni do Presidente taiwanês, William Lai Ching-te, que Pequim acusa de defender posições separatistas.

"A situação de segurança em Essuatíni é atualmente complexa. As atividades criminosas relacionadas com fraude 'online' e jogos de azar ilegais são frequentes e os riscos em matéria de segurança pública, entre outros, são extremamente elevados", indicou na terça-feira o serviço consular do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.

Neste contexto, as autoridades chinesas "desaconselham os cidadãos chineses a deslocarem-se a Essuatíni num futuro próximo" e apelaram aos cidadãos e instituições que já se encontram no país para que "saiam o mais rapidamente possível", segundo um comunicado divulgado na rede social chinesa WeChat.

A China considera Taiwan uma das suas províncias, que pretende "reunificar" com o restante território desde o fim da guerra civil chinesa, em 1949. Pequim afirma privilegiar uma reunificação pacífica, mas não exclui o recurso à força e tem intensificado a pressão militar sobre a ilha.

Essuatíni, anteriormente denominado Suazilândia, é um pequeno reino situado no sudeste do continente africano, entre a África do Sul e Moçambique, e o único Estado africano que mantém relações diplomáticas com Taiwan.

Lai visitou Essuatíni no início de maio. A deslocação estava inicialmente prevista para abril, mas foi adiada depois de as Seicheles, Maurícia e Madagáscar terem revogado as autorizações de voo do líder taiwanês na sequência de "fortes pressões" de Pequim, segundo Taipé.

A presidência taiwanesa é ocupada desde 2016 pelo Partido Democrático Progressista (DPP), tradicionalmente favorável a uma identidade taiwanesa distinta da China, o que contribuiu para o agravamento das relações entre Taipé e Pequim, embora os intercâmbios económicos e culturais tenham prosseguido.

Apenas 12 Estados mantêm atualmente relações diplomáticas formais com Taiwan, entre os quais o Vaticano, o Paraguai e vários países da América Latina e das Caraíbas.

ONU: Mais de 1.400 pessoas mortas no Haiti entre abril e junho... Pelo menos 1.408 pessoas foram mortas e outras 656 ficaram feridas no Haiti no segundo trimestre, segundo um relatório do Gabinete Integrado da ONU no Haiti (BINUH), que alerta para o agravamento da violência no país caribenho.

© Guerinault Louis/Anadolu via Getty Images   Por  LUSA  26/08/2026 

"Estes números mostram que a população continua a pagar um preço inaceitável pela violência", frisou na terça-feira Carlos Ruiz Massieu, representante especial do secretário-geral da ONU no Haiti e líder do BINUH, que apelou para que a proteção da população se mantenha no centro dos esforços para restaurar a segurança.

A violência concentrou-se sobretudo na planície de Cul-de-Sac e em vários bairros de Cité Soleil, na capital Porto Príncipe, onde os confrontos entre gangues pelo controlo territorial e por fontes de rendimento ilícito fizeram 463 mortos e 256 feridos.

Nestas áreas, foram documentados pelo menos 176 casos de violação, enquanto mais de 18.000 pessoas foram forçadas a fugir das suas casas enquanto foram suspensos serviços essenciais, como a saúde e a educação.

Os gangues continuaram a expandir-se para além de Porto Príncipe, especialmente no departamento de Artibonite, onde perpetraram ataques contra cidades, residentes, membros de grupos de autodefesa e agricultores.

Pela primeira vez, foram registadas incursões armadas em Séguin, no sudeste do país das Caraíbas.

Os ataques de gangues foram responsáveis por 55% de todas as pessoas mortas ou feridas durante o trimestre.

Além disso, pelo menos 81 pessoas foram raptadas, em comparação com 57 nos três meses anteriores.

O BINUH documentou ainda pelo menos 796 vítimas de violência sexual relacionada com gangues, das quais 772 eram mulheres e 23 raparigas. Não há informações disponíveis sobre o restante caso.

Segundo o relatório, 87% destes casos envolveram violações coletivas.

Mais de 40% dos mortos ou feridos durante o trimestre foram vítimas de operações das forças de segurança contra gangues, algumas das quais envolveram uma empresa militar privada estrangeira que utilizou drones explosivos, segundo a ONU.

Entre as vítimas destas operações estavam pelo menos 95 pessoas sem qualquer ligação a gangues. Nove delas, incluindo seis crianças, foram mortas ou feridas em operações que envolveram drones explosivos.


Crianças resgatadas em operação nos EUA contra abusos incluindo no Brasil... As autoridades do estado norte-americano da Florida resgataram 163 menores desaparecidos ou em risco de tráfico e outros abusos, e prenderam três suspeitos numa operação internacional envolvendo mais de uma dezena de países, incluindo Brasil e Espanha.

© Annette Riedl/picture alliance via Getty Images      Por  LUSA   26/08/2026 

A operação 'Escudo Estatal' durou cinco dias, durante os quais as autoridades identificaram, localizaram e recuperaram crianças com idades entre os 2 meses e os 17 anos, muitas das quais "tinham sofrido vários níveis de abuso, negligência, exploração ou exposição a outras atividades criminais, incluindo o tráfico de seres humanos", informou na terça-feira, em comunicado, o gabinete do procurador-geral da Florida, James Uthmeier.

Além das 163 crianças resgatadas na Florida, o comunicado também indicou que a operação se estendeu a outras regiões dos Estados Unidos, como Alabama, Califórnia, Ohio, Nova Iorque, Carolina do Norte, Porto Rico e Tennessee.

Também se realizaram resgates de crianças naquelas situações no Brasil, Canadá, Colômbia, República Dominicana, Finlândia, Gana, Guatemala, Itália, Jamaica, México, Espanha e Taiwan, embora o escritório não tenha especificado o número.

"As crianças resgatadas foram transferidas de forma segura pelas forças da ordem locais para centros de recuperação designados, onde receberam apoio de serviços sociais, profissionais de bem-estar infantil, pessoal médico, defensores das vítimas e outros recursos centrados na infância", refere a nota.

No total, foram detidas três pessoas até à data, embora o gabinete do procurador-geral da Florida tenha avisado que "são esperadas mais detenções nos próximos dias".

Entre os detidos estão um acusado de três crimes de atos lascivos com um menor e com um mandado de detenção por interferência na guarda de um menor; outro acusado de agressão lasciva contra uma vítima com idades entre os 12 e os 16 anos; e um por interferência num caso de guarda de menores e resistência à autoridade sem violência.

Esta megaoperação ocorre quase um ano após a Florida ter resgatado 122 menores noutra operação similar, no qual seis pessoas foram detidas.

Mais de 460.000 crianças desaparecem em média todos os anos nos Estados Unidos, embora a maioria seja encontrada, e uma em cada sete crianças que fogem de casa são vítimas de tráfico sexual, segundo o Grupo de Trabalho Nacional para a Proteção da Infância.


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Um homem matou oito familiares, incluindo quatro crianças, enquanto se reuniam para um jantar de domingo numa casa nos arredores de Billings, no estado de Montana, no leste dos Estados Unidos.

terça-feira, 25 de agosto de 2026

SUSPENSA A DISTRIBUIÇÃO DE MEDICAMENTOS PARA PREVENÇÃO DO PALUDISMO DESTINADOS A MAIS DE 100 MIL CRIANÇAS NA GUINÉ-BISSAU

Imagem UNICEF Guiné-Bissau    Rádio Sol Mansi   25/08/2026 

A distribuição de medicamentos destinados à prevenção do paludismo a mais de 100 mil crianças na Guiné-Bissau, foi suspensa por tempo indeterminado, segundo uma fonte ligada ao Ministério da Saúde Pública contactada pela Rádio Sol Mansi (RSM).

A operação estava prevista para arrancar esta terça-feira (25/08), e deveria decorrer entre agosto a novembro, abrangendo diferentes regiões sanitárias do país. Até ao presente momento, não foi indicada uma nova data para a retomada da distribuição.

Segundo a mesma fonte, a suspensão está relacionada com as preocupações, quanto à possível coincidência entre a campanha e atividades ligadas ao referendo constitucional, marcado para 30 de agosto.

A fonte considera que, esta é a segunda atividade do Ministério da Saúde Pública suspensa no atual contexto. A primeira teria sido a distribuição de tendas, cuja interrupção de acordo com a mesma fonte, foi justificada pelo Governo com a coincidência dos trabalhos de recenseamento da população, habitação e urbanismo, conduzidos pelo Instituto Nacional de Estatística.

Ainda segundo a fonte, técnicos que já se encontravam no terreno, foram orientados para interrupção dos trabalhos e regressar a procedência.

A operação de distribuição dos medicamentos conta, segundo a mesma fonte, com financiamento do Fundo Global.

A suspensão ocorre no período de maior atenção, à prevenção e controlo do paludismo no país, entre agosto a novembro, e mantém sem definição a data para a retomada da campanha destinada às crianças.

A Rádio Sol Mansi procurou obter uma posição oficial do Ministério da Saúde Pública sobre a suspensão e a previsão para retomada da operação. Até ao momento, não foi possível obter uma confirmação oficial, que esclarece os motivos da decisão.

Guineenses na diáspora deixam de poder votar nas eleições presidenciais... A nova Constituição indica que apenas os cidadãos guineenses "que possuam residência efetiva" no território nacional há mais de seis meses podem votar na eleições presidenciais.

Por  observador.pt /Lusa   25 ago. 2026

Os cidadãos guineenses residentes no estrangeiro deixam de poder votar para a escolha do Presidente da República, segundo a nova Constituição do país que vai a referendo popular no próximo domingo.

No documento, consultado pela Lusa nas redes sociais de órgãos de comunicação social locais, assinala-se que as mudanças introduzidas na Constituição do país foram enquadradas na lei eleitoral, também reformulada.

Os dois documentos foram revistos pelo Conselho Nacional de Transição (CNT), órgão criado por militares com o golpe de Estado de 26 de novembro passado, promulgados pelo Presidente guineense de transição, general Horta Inta-a, e publicados no Boletim Oficial (correspondente ao Diário da República em Portugal).

De acordo com o estipulado na lei n.º 11/2026, de 27 de março, no seu artigo 8.º, no capítulo de capacidade eleitoral ativa, “os guineenses a residir no estrangeiro mantêm o direito de voto, mas este fica confinado estritamente ao sufrágio para a Assembleia Nacional”, o parlamento.

No artigo esclarece-se que, nas eleições presidenciais, “apenas podem exercer o direito de voto” os cidadãos eleitores “que possuam residência efetiva” no território nacional há, pelo menos, seis meses anteriores à data do sufrágio.

Uma outra mudança introduzida na lei eleitoral prende-se com a redução de círculos eleitorais de 29 para 12, oito correspondentes às outras tantas regiões administrativas do país, dois círculos em Bissau, um para os guineenses residentes em certos países de África e outro para os que se encontram na Europa.

Cada um dos círculos da diáspora mantém a eleição de um deputado, com a votação a decorrer apenas nas missões diplomáticas e postos consulares da Guiné-Bissau, contrariando o que tem sido a prática que permitia que acontecessem em vários locais.

O futuro parlamento guineense passa a contar com 65 deputados, contra os 102 que eram eleitos até ao momento.

No documento sublinha-se que a redução do número de deputados visa “assegurar maior racionalidade legislativa e sustentabilidade institucional” do país.

Os órgãos de comunicação social locais noticiam que poderão votar para o referendo apenas os cidadãos do país residentes no território guineense, com base no último recenseamento realizado em 2023.

Neste caso, e sem contar com os cidadãos guineenses na diáspora recenseados naquele ano, estariam habilitados a votar no referendo 914.428 eleitores.

Os militares tomaram o poder a 26 de novembro de 2025 na Guiné-Bissau e substituíram o parlamento por um Conselho Nacional de Transição (CNT), que decidiu alterar a Constituição da República da Guiné-Bissau, passando a dar mais poderes ao Presidente da República.

Entre outras competências, o chefe de Estado passa a assumir a chefia do executivo, presidindo ao Conselho de Ministros, o comando supremo das Forças de Defesa e Segurança e a presidência dos conselhos superiores de defesa e segurança nacional.

O Presidente da República tem ainda, entre outras, as prerrogativas de nomear e exonerar o primeiro-ministro e demais membros do Governo, de promulgar com veto político superável por maioria qualificada de dois terços, a faculdade de dissolver a Assembleia Nacional em caso de grave crise institucional, bem como a nomeação de altos cargos judiciais como os juízes do Supremo Tribunal de Justiça e o Procurador-Geral da República.

O mandato do Presidente mantém a duração de cinco anos, renovável uma vez, mas com a interdição de um terceiro mandato consecutivo.

O referendo nacional sobre a nova Constituição ocorrerá cerca de três meses antes das novas eleições gerais, presidenciais e legislativas, marcadas para 6 de dezembro.

Os guineenses foram a eleições em 23 de novembro de 2025, mas o processo acabou interrompido, sem a divulgação dos resultados, por um golpe de Estado em que os militares tomaram o poder.

A oposição considerou tratar-se de um “golpe palaciano” e de “uma encenação” do anterior Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, que concorria a um segundo mandato.

EUA preparam revogação de até 200 mil vistos de requerentes de asilo... O governo norte-americano confirmou hoje que pretende revogar os vistos de negócios e turismo de até 200 mil estrangeiros que tenham solicitado asilo nos Estados Unidos, no âmbito das políticas de imigração mais rigorosas do Presidente Donald Trump.

© OLIVER CONTRERAS/AFP via Getty Images       Por  LUSA   25/08/2026 

"Estamos a trabalhar em coordenação com o DHS (Departamento de Segurança Interna) para identificar e revogar os vistos de não imigrante de estrangeiros que vieram para os Estados Unidos alegando serem visitantes de curta duração, mas que depois solicitaram asilo para permanecerem aqui permanentemente", referiu o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, à agência France-Presse (AFP), confirmando notícias divulgadas pelos media norte-americanos.

"Obter um visto com o propósito de pedir asilo é fraude, o que justifica a revogação do visto", acrescentou.

A Casa Branca citou hoje o número de 200 mil pessoas afetadas e referiu-se ao facto como "a maior revogação de vistos da história do país", segundo uma mensagem na rede social X.

O Departamento de Estado enfatizou que a medida seria implementada gradualmente.

No início de agosto, o Departamento de Estado anunciou que, desde o regresso de Donald Trump ao poder, em janeiro de 2025, cerca de 175 mil estrangeiros nos Estados Unidos viram os seus vistos revogados por motivos variados como atividades criminosas, condução sob o efeito do álcool e até por "festejarem" o assassinato do conservador Charlie Kirk.

O governo norte-americano também revogou recentemente os vistos de figuras políticas mexicanas, incluindo o filho do ex-presidente Andrés Manuel López Obrador.

O Presidente norte-americano deu prioridade ao combate à imigração ilegal, realizando deportações em massa de imigrantes indocumentados, mas também restringindo de forma significativa, e por vezes drástica, a entrada legal de estrangeiros e punindo severamente aqueles que permanecem nos Estados Unidos após os seus vistos expirarem.

Várias das suas principais medidas, contudo, foram rejeitadas pelos tribunais.

Um juiz federal norte-americano deliberou na sexta-feira a ilegalidade do congelamento, decretado em janeiro, dos procedimentos de vistos para 75 países que permitem residência permanente nos Estados Unidos.

Os Estados Unidos estão também a endurecer cada vez mais o seu processo de emissão de vistos, por exemplo monitorizando as contas de redes sociais dos requerentes estrangeiros.

"Ter um visto é um privilégio, não um direito", tem reiterado o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.


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O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Saar, anunciou hoje a expulsão da delegação neerlandesa do mecanismo multinacional que monitoriza o cessar-fogo em Gaza, acusando o Governo dos Países Baixos de ter cometido "ações anti-Israel".

Diretor da CIA está em Moscovo para conversações com Rússia... O diretor da Agência Central de Informações norte-americana (CIA), John Ratcliffe, encontra-se hoje em Moscovo para conversações com as autoridades russas, noticiaram os órgãos de comunicação social norte-americanos CBS e Axios.

© Daniel Heuer/Bloomberg via Getty Images  Por LUSA   25/08/2026 

A viagem não foi oficialmente confirmada pelo Governo do Presidente norte-americano, Donald Trump, nem pelo Kremlin (presidência russa).

Dois altos responsáveis norte-americanos confirmaram, contudo, que constitui a primeira deslocação de Ratcliffe a Moscovo desde que assumiu a liderança da CIA.

Trata-se também da visita de mais alto nível de um responsável da administração Trump à Rússia desde janeiro.

Ratcliffe deixou Washington no domingo a bordo de um avião do Governo norte-americano e deslocou-se inicialmente para a Letónia.

Dados do 'site' especializado Flightradar24 indicaram igualmente que um avião militar norte-americano descolou esta manhã da Letónia com destino ao aeroporto de Vnukovo, em Moscovo.

Antes da deslocação, Washington informou Kiev de que uma delegação norte-americana de alto nível viajaria para a capital russa, segundo uma fonte com conhecimento do assunto citada pela Axios.

Os Estados Unidos terão também pedido à Ucrânia que suspendesse os ataques até à partida da delegação de território russo.

Não foram divulgados pormenores sobre a agenda de Ratcliffe em Moscovo, os responsáveis russos com quem deverá reunir-se ou a duração da visita.


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Avião militar norte-americano terá saído da Letónia em direção a Moscovo, na Rússia, esta manhã. Rússia diz não saber nada sobre o assunto.

🚨 OPERAÇÃO CONJUNTA DETÉM 57 CIDADÃOS EM SITUAÇÃO IRREGULAR EM BISSAU

Por GN - Guarda Nacional  25/08/2026 

Na madrugada desta terça-feira, 25 de agosto de 2026, a Direção de Investigação Criminal da GN e o Departamento de Contrainteligência do SIS, sob coordenação do Comando Operacional da GN, realizaram uma operação conjunta no Bairro Interramento, em Bissau. A ação resultou na detenção de 57 cidadãos estrangeiros sem documentação legal ou título de permanência no país. 

O grupo é composto por: 30 cidadãos do Mali, 22 da Guiné-Conacri, 2 da Serra Leoa, 2 da Costa do Marfim e 1 do Senegal. 

Entre os detidos encontram-se 20 mulheres e duas crianças (uma de 2 anos e um recém-nascido com uma semana de vida). necessário. 

Segundo as investigações preliminares, o grupo estava distribuído por três residências vizinhas. 

Os cidadãos africanos em causa alegaram ter entrado no país à procura de emprego, negando a intenção de seguir para a Europa por via marítima. 

As autoridades detetaram fortes indícios de uma rede estruturada de apoio à imigração clandestina. 

Dois indivíduos foram apontados pelas investigações como os intermediários na logística de alojamento na capital. 

As linhas de investigação criminal prosseguem em moldes prioritários para localizar os referidos intermediários.

Dolly Parton, lenda da música country, morre aos 80 anos... Ela foi eleita para os Halls da Fama do Country e do Rock & Roll e ganhou 10 prêmios no Grammy. Informação foi revelada pelo sobrinho da cantora nas redes sociais.

Dolly Parton durante evento em Nova York, em outubro de 2022 — Foto: AP Photo/Andres Kudacki, Arquivo
Por  G1  25/08/2026 

Lenda da música country, a cantora e atriz Dolly Parton morreu nesta terça (25), aos 80 anos. A informação foi confirmada pela família em um vídeo nas redes sociais.

"Esse anúncio em vídeo é algo que Dolly me pediu há anos, antes que eu tivesse absorvido totalmente como uma realidade no futuro", disse Bryan Seaver, sobrinho e chefe da segurança da cantora.

©Metrópoles  Morre Dolly Parton, ícone da música country, aos 80 anos

"A tristeza fica conosco, não com a Dolly. Dolly viveu na luz e está nos braços de Jesus, com certeza, ao lado de Carl [Thomas Dean, seu marido, que morreu em 2025], seus pais e incontáveis outros que a assistiram e que queriam encontrá-la nos céus."

"Dolly também abriu as portas para gerações de cantores, compositores, músicos e sonhadores de todos os campos da vida e de todos os continentes. Com seu exemplo, nós acreditamos que tudo era possível. Ela nunca viu uma porta que não pudesse abrir, e as portas que ela abriu fizeram e mudaram a história."

Dolly enfrentava problemas de saúde desde a morte do marido, Carl Dean, que morreu em março de 2025. Ela cancelou uma residência de shows em maio deste ano. Em entrevista à revista "People", publicada no dia 21, ela disse que "não prestou atenção [aos próprios problemas]" enquanto cuidava do marido.

"Mas ainda estou trabalhando e há muitas coisas que eu ainda quero conquistar", acrescentou.

Conhecida pela voz marcante, pelas perucas loiras e por seus figurinos extravagantes, Dolly construiu um império no entretenimento a partir de suas origens humildes no estado americano do Tennessee.

Com mais de 3 mil músicas em seu catálogo, a artista se consolidou como um ícone da cultura pop e expandiu sua atuação para além da música country, transitando pelo pop, bluegrass e pela era disco.

Sua trajetória na música e no cinema se tornou parte do cânone da cultura americana. Ao longo de sua carreira, Dolly compôs sucessos atemporais que se tornaram clássicos, regravados por artistas do calibre de Beyoncé e Tina Turner. São dela músicas como "Jolene", "9 to 5" e "Coat of Many Colors".

Também foi Dolly quem escreveu e lançou a balada romântica "I Will Always Love You", posteriormente gravada por Whitney Houston para o filme "O Guarda-Costas".

Nascida em 1946 em Sevier County, em uma cabana de apenas um cômodo às margens do rio Little Pigeon, Dolly era a quarta de 12 filhos de um agricultor sem terras. A família não tinha acesso a água encanada ou eletricidade, e o médico que atendeu seu parto foi pago com um saco de farinha de milho.

Foi no ambiente familiar, marcado por hinos e canções folclóricas ensinadas pela mãe, que ela aprendeu a tocar instrumentos como violão e banjo, fazendo suas primeiras apresentações no rádio ainda na infância e lançando seu primeiro compacto em 1959.

O primeiro grande avanço em sua carreira ocorreu em 1967, ao ser contratada para o programa de televisão do cantor Porter Wagoner. A parceria na TV rendeu diversos hits em dueto, mas a crescente popularidade solo de Dolly acabou superando a do parceiro.

Ao decidir deixar o programa para focar na carreira solo em 1974, ela compôs "I Will Always Love You" como uma homenagem de despedida. A faixa alcançou o topo da parada country duas vezes antes de se tornar um fenômeno pop na voz de Whitney Houston, em 1992.

Ao longo de mais de seis décadas de trajetória, a artista escreveu cerca de 3 mil músicas. Suas composições abordavam temas cotidianos com olhar empático e socialmente crítico, tratando da infância pobre em "Coat of Many Colors", da gravidez na adolescência em "Down From Dover" e do machismo no mercado de trabalho em "9 to 5", canção-tema do filme homônimo lançado em 1980 no qual ela também atuou ao lado de Jane Fonda e Lily Tomlin.

Entre seus maiores sucessos nas paradas estão a colaboração com Kenny Rogers em "Islands in the Stream" (1983) e o aclamado projeto "Trio", gravado ao lado de Emmylou Harris e Linda Ronstadt. A artista também construiu um império empresarial no Tennessee com o parque temático Dollywood e investiu na indústria cinematográfica e na televisão.

Com 55 indicações ao Grammy e 10 vitórias, Parton também foi a terceira mulher mais indicada na história do Grammy, atrás apenas de Beyoncé e Taylor Swift.

Dolly não tinha medo de inovar ou experimentar em seu trabalho, o que a garantiu essa carreira tão versátil e duradoura.

“Eu não tinha medo de mudar. Eu esperava o sucesso, mas estava preparada para o fracasso. Não me importava se as pessoas achassem que eu estava errada. No fundo, eu sabia que estava fazendo a coisa certa", disse à Associated Press em 1979.

Eleita para os Halls da Fama do Country e do Rock & Roll, Dolly Parton também se destacou pela atuação filantrópica. Por meio da fundação Imagination Library, criada em 1995, ela distribuiu mais de 200 milhões de livros para crianças.

Defensora ativa da diversidade e da inclusão, a cantora aliou seu trabalho social a posicionamentos públicos acolhedores, tornando-se uma figura de apelo universal na música norte-americana.

Nas últimas décadas, conquistou novas gerações ao trabalhar com artistas como Miley Cyrus, de quem era madrinha, Sabrina Carpenter e Beyoncé.


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O presidente dos Estados Unidos reagiu à morte de Dolly Parton, a lendária cantora norte-americana de country, tendo descrito a sua morte como "uma perda irreparável para milhões de pessoas". Trump anunciou ainda que a bandeira dos EUA será posta a meia haste em todo o país.

EUA: Irão ameaça filho mais novo de Trump em vídeo. Serviços Secretos "a par"... Os meios de comunicação estatais iranianos exibiram um vídeo no qual Barron Trump, filho mais novo do presidente dos EUA, é alvo de ameaças. "Onde matar Barron Trump", lê-se, no início das imagens, que pode ver abaixo.

© Fakhravar/ X (antigo Twitter)  Por  Notícias ao Minuto  25/08/2026 

Um vídeo partilhado pelos meios de comunicação estatais iranianos mostra uma ameaça feita diretamente a Barron Trump, o filho mais novo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Os serviços secretos norte-americanos já disseram que estão "a par" da alegada ameaça. 

"Os serviços secretos dos EUA estão a par do vídeo e investigam qualquer coisa que possa ser entendida como uma ameaça às pessoas sob a nossa proteção", disse o porta-voz da agência, Nate Herring, num comunicado citado pelas publicações norte-americanas.

Herring acrescentou que, devido a questões relacionadas com segurança interna, não serão revelados mais detalhes sobre o caso.

 No vídeo em causa, que pode visualizar na galeria acima, pode ler-se: "Onde matar Barron Trump". Nas imagens é também referida a possibilidade de uma recompensa de dez milhões de dólares (cerca de 8,6 milhões de euros).

De acordo com a imprensa internacional, são apontadas várias localizações, incluindo a Trump Tower e uma localização relacionada com a Universidade de Nova Iorque, onde o filho de Trump estará a ter aulas.

Na próxima sexta-feira, completam-se seis meses desde que os Estados Unidos e Israel lançaram, a 28 de fevereiro, um ataque militar ao Irão, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.

➧Veja o vídeo aqui.


MOÇAMBIQUE: Mondlane notificado para ser julgado por desobediência e terrorismo... O político moçambicano Venâncio Mondlane anunciou hoje que já foi notificado pelo Tribunal Supremo para ser julgado no âmbito das manifestações pós-eleitorais, estando acusado de cinco crimes, incluindo desobediência e incitamento ao terrorismo.

© Lusa   25/08/2026 

"Este ano vamos ter o julgamento de Venâncio Mondlane. Nos próximos dois, três meses. Está marcado", disse, numa transmissão em direto através da sua conta oficial na rede social Facebook, garantindo que já foi notificado da acusação e que a data de início do julgamento será definida nos próximos dias.

"É o primeiro caso na história de um candidato presidencial que vai ser julgado no Tribunal Supremo [por ser Conselheiro do Estado] por acusação de incitação ao terrorismo", afirmou, recordando que a contestação ao processo eleitoral de 2024 que liderou teve como objetivo reivindicar a "verdade eleitoral".

"Estou pronto, tranquilo, preparado para essa batalha. É uma fase de que o país está a precisar", acrescentou, assumindo que a "agitação de águas" que se perspetiva poderá abrir caminho para uma nova fase da vida política nacional.

"Quem vai testemunhar por mim é o povo, quem vai testemunhar por mim é a justiça, quem vai testemunhar por mim são os factos", declarou o político e candidato presidencial nas eleições gerais de 09 de outubro de 2024.

Moçambique viveu, entre outubro de 2024 e março de 2025, um clima de forte agitação social, marcado por manifestações e paralisações convocadas por Mondlane, que rejeita os resultados eleitorais que deram a vitória a Daniel Chapo, apoiado pela Frelimo, partido no poder, tornando-se no quinto Presidente da eleito após a independência.

Segundo organizações não-governamentais que acompanharam o processo eleitoral, mais de 400 pessoas morreram em confrontos com a polícia. Os protestos provocaram ainda destruição de património público e privado, saques e outros atos de violência. Os conflitos cessaram após encontros entre Mondlane e Chapo, realizados em 23 de março e 20 de maio de 2025, no âmbito dos esforços de pacificação.

Neste processo, o Ministério Público (MP) moçambicano acusa Venâncio Mondlane de ter apelado a uma "revolução" durante os protestos pós-eleitorais, provocando "pânico" e "terror" na população, responsabilizando-o pelas mortes ocorridas e por mergulhar o país no "caos".

No despacho de acusação entregue ao ex-candidato presidencial há cerca de um ano, ao qual a Lusa teve acesso, o MP sustenta grande parte da prova nos apelos à contestação, às greves, às paralisações e à mobilização para protestos feitos por Mondlane através de transmissões em direto nas redes sociais, ao longo das várias fases da contestação ao processo eleitoral.

"Os factos praticados pelo arguido colocaram em causa, de forma grave, bens jurídicos fundamentais, tais como a vida, a integridade física e psíquica das pessoas, a liberdade de circulação, a ordem, a segurança e a tranquilidade públicas, bem como o normal funcionamento das instituições públicas e privadas", lê-se.

O MP imputa a Venâncio Mondlane a "autoria material e moral, em concurso real de infrações", dos crimes de apologia pública ao crime, incitamento à desobediência coletiva, instigação pública à prática de crime, instigação ao terrorismo e incitamento ao terrorismo, numa moldura penal que pode ultrapassar os 20 anos de prisão efetiva.

Segundo a acusação, "em consequência dos seus pronunciamentos, vários cidadãos ficaram privados de serviços básicos, os serviços públicos e privados ficaram paralisados" e "a onda de protestos e violência decorrentes das orientações dadas pelo arguido originou a morte de vários cidadãos, a destruição de bens públicos e privados, provocando sentimentos de insegurança pública, pânico e terror na população em geral".

Enquanto segundo candidato mais votado nas eleições de 2024, Venâncio Mondlane tomou posse, há um ano, como membro do Conselho de Estado, condição que lhe confere imunidade e determina que seja julgado pelo Tribunal Supremo.

A Lei n.º 5/2005, que regula a organização daquele órgão e define o estatuto dos seus membros, estabelece, no artigo 15.º, que os conselheiros gozam de imunidade e que "nenhum membro do Conselho de Estado pode ser detido ou preso sem autorização do Conselho, salvo por crime punível com pena de prisão maior e em flagrante delito".

O n.º 2 do mesmo artigo determina que, quando for instaurado procedimento criminal contra um membro do Conselho de Estado e este for definitivamente indiciado por despacho de pronúncia ou equivalente, "salvo no caso de crime punível com pena de prisão maior, o Conselho delibera se aquele deve ou não ser suspenso para efeito de seguimento do processo".

"O membro do Conselho de Estado goza de foro especial e é julgado pelo Tribunal Supremo, nos termos da lei", estabelece ainda o n.º 3 do mesmo artigo, enquanto o artigo 16.º determina que os conselheiros "não podem ser testemunhas, declarantes ou peritos sem autorização do Conselho".


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O Hospital Central de Maputo (HCM), o maior de Moçambique, atendeu mais de três mil vítimas de acidentes de viação no primeiro semestre deste ano, dos quais resultaram 10 mortos, alertando para o aumento da sinistralidade envolvendo motorizadas.

POLÍCIA JUDICIÁRIA detém trio que se preparava para introduzir cocaína em Portugal... A Polícia Judiciária (PJ) deteve três homens, em Lisboa, por fortes suspeitas da prática do crime de tráfico de estupefacientes. O trio preparava-se para introduzir cocaína em território nacional que seria suficiente para a composição de pelo menos 802.110 doses individuais.

© ShutterStock  Por  Notícias ao Minuto  25/08/2026 

Três homens de 30, 35 e 41 anos foram detidos pela Polícia Judiciária (PJ), em Lisboa, por fortes suspeitas da prática do crime de tráfico de estupefacientes. 

"Os detidos preparavam-se para introduzir em território nacional uma quantidade de cocaína, que dado a sua extrema pureza, caso chegasse aos circuitos ilícitos de distribuição seria suficiente para a composição de pelo menos 802.110 doses individuais", explica PJ através de um comunicado enviado às redações esta terça-feira.

Refere ainda que, no desenvolvimento das diligências de investigação, foram também apreendidos "uma viatura, dinheiro em numerário, bem como outros bens com relevância probatória". 

Os arguidos foram presentes a primeiro interrogatório judicial de arguido detido perante a autoridade judiciária competente para aplicação da medida de coação, "tendo sido determinado que aguardassem ulteriores termos do processo em prisão preventiva". 

A investigação prossegue a cargo da Polícia Judiciária, sendo o inquérito titulado pelo DIAP de Lisboa.


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A Polícia Judiciária (PJ) deteve um um cidadão estrangeiro, proveniente de um país da América do Sul, no Aeroporto de Lisboa. O suspeito tinha na sua posse cerca de 3,4 quilogramas de cocaína.