© Lusa 22/09/2026
No domingo, a Coreia do Sul e o Japão tinham dado conta do lançamento, pelo Norte, de dois mísseis balísticos de curto alcance, com um intervalo de poucas horas, em direção ao mar do Japão.
Seul denunciou um "ato grave" e Tóquio enviou um "protesto veemente" a Pyongyang.
Segundo a agência de notícias oficial norte-coreana KCNA, a autoridade responsável pelo programa de mísseis "testou com sucesso um novo tipo de arma" no domingo, na presença de Kim Jong Un.
Pyongyang não forneceu informações mais precisas sobre as características do armamento.
Kim saudou o disparo, descrevendo-o como "sem dúvida uma demonstração impressionante de uma tecnologia de defesa ultramoderna e representou um progresso claro na modernização das suas forças armadas", segundo a KCNA.
Nas fotos divulgadas pela agência, o líder norte-coreano surge acompanhado pela filha adolescente, Kim Ju-ae, considerada pela inteligência sul-coreana uma potencial sucessora na liderança do regime.
Uma das imagens mostra ambos a observar um ecrã com a inscrição do míssil "Hwasong-11", o que sugeriria que este tipo de míssil balístico hipersónico poderia ter sido testado.
O ecrã indicava também um alcance de 908,2 quilómetros. No entanto, especialistas citados pela agência de notícias sul-coreana Yonhap levantaram a possibilidade de Pyongyang ter alterado o número para apresentar o teste como bem-sucedido.
O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul disse que o primeiro míssil percorreu aproximadamente 450 quilómetros e o segundo, mais de 600 quilómetros.
O gabinete presidencial sul-coreano instou a Coreia do Norte a suspender imediatamente os lançamentos de mísseis balísticos, proibidos por resoluções do Conselho de Segurança da ONU, e acrescentou que Seul realizou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança Nacional para discutir a situação.
Na semana anterior, a Coreia do Norte já tinha disparado mísseis balísticos em direção ao mar do Japão, no âmbito de um "exercício de ataque com poder de fogo", informou a agência de notícias.
A Coreia do Norte e a Coreia do Sul continuam tecnicamente em guerra, uma vez que o conflito de 1950-1953 terminou com um armistício, e não com um tratado de paz.
O estatuto de potência nuclear da Coreia do Norte — que realizou o seu primeiro teste nuclear em 2006 e, desde então, desenvolveu uma vasta gama de mísseis balísticos — está consagrado na sua Constituição desde 2023.
No sábado, Pyongyang rejeitou uma resolução da Agência Internacional de Energia Atómica que condenava o desenvolvimento do seu programa nuclear.
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O Presidente da Coreia do Sul disse que os Estados Unidos devem trabalhar para congelar o programa nuclear do Norte, em vez de procurar a sua eliminação imediata, em troca do alívio das sanções.
"Acredito que há um interesse considerável em encontrar um meio-termo entre as sanções — que, de qualquer forma, não são particularmente eficazes — e a interrupção do desenvolvimento de novas armas nucleares e de tecnologia de mísseis balísticos intercontinentais", declarou Lee Jae-myung.
"Procurar a desnuclearização nas circunstâncias atuais garante que nada será alcançado", afirmou o líder da Coreia do Sul, numa entrevista ao jornal norte-americano New York Times, publicada hoje...






