terça-feira, 8 de setembro de 2026

Ministro israelita pede a Netanyahu que reconheça as Malvinas como "território argentino ocupado"... Ben Gvir defende que "os britânicos não se contentam apenas em ocupar o território, mas também realizam perfurações petrolíferas [nomeadamente por empresas israelitas] no local e roubam o dinheiro ao povo argentino"

Ben Gvir, ministro da Segurança Nacional de Israel (Ronen Zvulun/Pool/AFP via Getty Images)  Cnnportugal.iol.pt/ Agência Lusa   08/09/2026  

O ministro da Segurança Nacional israelita, Itamar Ben Gvir, pediu ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu que reconheça publicamente as Malvinas — administradas pelo Reino Unido desde 1833 e cuja soberania é reivindicada pela Argentina — como "território argentino ocupado".

"É hora de o Estado de Israel reconhecer publicamente que as Ilhas Malvinas são território argentino ocupado, que os britânicos roubam violentamente ao povo argentino", afirmou numa publicação na rede social X o ministro, colono e ex-presidiário.

Ben Gvir, que considera o território palestiniano da Cisjordânia como parte fundamental do Estado de Israel, apesar de ser considerado ocupado pela comunidade internacional, acrescentou que "os britânicos não se contentam apenas em ocupar o território, mas também realizam perfurações petrolíferas [nomeadamente por empresas israelitas] no local e roubam o dinheiro ao povo argentino".

A presidência da Argentina anunciou esta segunda-feira que apresentará uma queixa criminal contra várias subsidiárias da petrolífera israelita Navitas por operarem nas Malvinas sem autorização do país sul-americano.

A Argentina alega que essas empresas "supostamente dispõem de licenças concedidas pelo governo ilegítimo do Reino Unido para a exploração e/ou extração de hidrocarbonetos na Bacia das Malvinas do Norte", em "violação" das leis argentinas.

"Lanço um apelo ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para que reconheça a soberania da Argentina sobre as Ilhas Malvinas e imponha sanções à Grã-Bretanha enquanto a ocupação se mantiver", concluiu a publicação do ministro radical israelita.

Desde que, em 1833, as forças britânicas ocuparam as Ilhas Malvinas e expulsaram os seus habitantes e as autoridades argentinas, o país sul-americano nunca deixou de reivindicar os direitos soberanos sobre o arquipélago no Atlântico Sul, palco de uma guerra que, em 1982, terminou com a derrota e a rendição da Argentina perante as forças britânicas.

As declarações de Ben Gvir surgem num momento em que se prevê que o Governo do Reino Unido anuncie restrições à compra de produtos agrícolas provenientes de colonatos israelitas na Cisjordânia ocupada, segundo a imprensa britânica.

Trump ameaça travar vendas de aviões da canadiana Bombardier nos Estados Unidos... A Bombardier reagiu, recordando que os seus aviões "geram dezenas de milhares de postos de trabalho nos Estados Unidos, graças à crescente presença da empresa no país, bem como à sua cadeia de abastecimento, composta por cerca de 2.800 empresas americanas espalhadas por 47 estados".

 SIC Notícias /Lusa  08/09/2026

Donald Trump ameaçou, na segunda-feira, travar as vendas de aviões da canadiana Bombardier, horas antes da entrada em vigor das tarifas canadianas contra vários produtos norte-americanos, no quadro do conflito comercial entre os dois vizinhos.

"Acabaram-se as vendas da Bombardier nos Estados Unidos", anunciou o Presidente norte-americano na sua rede social Truth Social, sem especificar como tenciona alcançar o resultado. "Se querem o nosso mercado, têm de fabricar aqui e deixar de tratar a América como um porquinho-mealheiro", acrescentou.

Em janeiro, Trump já tinha ameaçado retirar a certificação de aviões fabricados no Canadá, em particular dos jatos da Bombardier, e impor direitos aduaneiros de "50% sobre todas as aeronaves vendidas nos Estados Unidos", em alegada retaliação contra o facto de Otava estar a "recusar" certificações a aviões norte-americanos.

A Bombardier reagiu, recordando que os seus aviões "geram dezenas de milhares de postos de trabalho nos Estados Unidos, graças à crescente presença da empresa no país, bem como à sua cadeia de abastecimento, composta por cerca de 2.800 empresas americanas espalhadas por 47 estados".

"Os aviões da Bombardier são construídos a partir de componentes fabricados nos Estados Unidos, tais como motores, aviónica e muitos outros sistemas essenciais fornecidos por grandes empresas americanas", acrescentou o fabricante num comunicado, considerando que "a indústria aeroespacial americana é claramente beneficiária em termos de comércio e exportações".

A guerra comercial de Trump ao Canadá

Desde o regresso de Donald Trump à Casa Branca, em janeiro de 2025, o Canadá tem estado na linha da frente da guerra comercial lançada pelo Presidente republicano, que reitera a intenção de fazer do vizinho do norte o "51º Estado" dos Estados Unidos.

Algumas horas antes das ameaças contra a Bombardier, Trump publicou na Truth Social um mapa em que a bandeira norte-americana cobre toda a América do Norte, o México e as Caraíbas, bem como a Gronelândia - território autónomo dinamarquês que o chefe de Estado diz querer anexar aos Estados Unidos - e a Islândia.

Os direitos aduaneiros canadianos de 15, 25 ou 50%, que devem entrar esta terça-feira m vigor, afetam cerca de 20 mil milhões de dólares em produtos norte-americanos, desde o aço aos produtos lácteos, passando pela eletrónica e pela pasta de papel.

O montante corresponde, segundo Otava, ao dos produtos canadianos alvo, desde 22 de agosto, de sobretaxas norte-americanas de 50%.

O conflito comercial entre os dois países vizinhos atingiu um nível sem precedentes desde que, em 21 de agosto, o primeiro-ministro canadiano Mark Carney rompeu as negociações com a Casa Branca.

Carney, antigo governador do banco central canadiano, acusou os Estados Unidos de pretenderem impor um acordo “injusto” e de terem, em última análise, como objetivo transformar o Canadá numa "filial" e "destruir" a sua indústria, nomeadamente a automóvel.

Ataques hutis fazem 73 feridos na Arábia Saudita segundo Riade... Uma série de ataques dos hutis do Iémen deixou 73 civis feridos no sudoeste da Arábia Saudita, anunciou hoje a coligação liderada por Riade, aliada do governo iemenita, que prometeu uma resposta contra o grupo rebelde pró-iraniano.

© Mohammed Hamoud/Getty Images   LUSA  08/09/2026 

Os ataques visaram "alvos civis e económicos" nas cidades de Abha, Khamis Mushait, Jazan e Najran, escreveu na rede social X o porta-voz da coligação, general Turki Al-Maliki, que garantiu que serão tomadas "todas as medidas e ações necessárias para responder às fontes da ameaça e neutralizar o perigo que representam". 

O meio de comunicação Ansarollah, próximo dos hutis, informou igualmente que os rebeldes tinham atacado, com drones e mísseis, o aeroporto internacional de Abha, a base aérea King Khalid e instalações da gigante petrolífera Aramco em Abha e Jizan.

Os hutis, que nos últimos dias conduziram uma ofensiva mortífera no Iémen, acusaram na segunda-feira a Arábia Saudita de ter bombardeado várias zonas do país, numa guerra que se intensifica.

Os ataques atingiram, nomeadamente, a prisão de al-Hazm, na província de Jawf, causando 11 mortos, informou à AFP um responsável provincial.

O Iémen, que voltou a mergulhar na guerra em julho, num contexto de agitação regional, foi palco na semana passada de uma nova ofensiva dos hutis com o objetivo, nomeadamente, de avançarem para as zonas na margem do estratégico Estreito de Bab el-Mandeb.

Estes confrontos com as forças pró-governamentais no sudoeste do Iémen causaram mais de 300 mortos desde quinta-feira, levando muitas famílias a abandonar as suas casas.

Bab el-Mandeb, que liga a Ásia à Europa através do Mar Vermelho e do Canal do Suez, ganhou importância fundamental desde o início da guerra no Médio Oriente e do bloqueio pelo Irão do Estreito de Ormuz, do outro lado da península.

O Iémen é o último país a ser arrastado para o conflito regional desencadeado pela ofensiva norte-americana e israelita contra o Irão no final de fevereiro.

O cessar-fogo em vigor desde 2022 foi quebrado em julho, quando os hutis desafiaram a hegemonia de Riade sobre o espaço aéreo iemenita.

Desde então, os rebeldes, apoiados pela República Islâmica do Irão, têm multiplicado os ataques contra instalações militares e zonas controladas pelo governo iemenita.

Os hutis anunciaram igualmente um bloqueio marítimo da Arábia Saudita, o maior exportador mundial de petróleo bruto, e tomar como alvos os petroleiros do país e infraestruturas no território saudita, nomeadamente uma refinaria.

A guerra no Iémen, que teve início em 2014, causou centenas de milhares de mortos e mergulhou o país, o mais pobre da Península Arábica, numa grave crise humanitária.


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O Governo do Iémen exigiu hoje uma resposta internacional mais forte contra os Hutis, após o afundamento de um navio indiano no mar Vermelho, alertando que o ataque é uma ameaça ao comércio marítimo global.

Portugal: Parlamento debate e vota hoje moção de censura do Chega... A Assembleia da República debate e vota hoje a moção de censura do Chega ao Governo, centrada na manutenção do ministro da Administração Interna, Luís Neves, no executivo, e que tem chumbo garantido.

© Lusa    08/09/2026 

A moção intitula-se "Pelo fim de um Governo sem autoridade política, incapaz de assumir responsabilidades e de garantir confiança nas instituições" e é a primeira ao XXV Governo Constitucional.

Na apresentação da moção, na quarta-feira, o presidente do Chega, André Ventura, disse ter "o objetivo claro de censurar o primeiro-ministro e o Governo pela manutenção de Luís Neves no cargo de ministro da Administração Interna".

Luís Montenegro classificou a moção como "mero jogo político" sem sentido, considerou que o ministro da Administração Interna tem mostrado aptidão para resolver os problemas nos seus setores de responsabilidade, e assegurou estar tranquilo em relação a todos os membros da sua equipa governativa.

O primeiro-ministro já disse que o Governo manterá o diálogo com todos os partidos, incluindo o Chega, e na segunda-feira André Ventura confirmou que continuará a dialogar com o executivo PSD/CDS-PP "em áreas fundamentais", dizendo já ter recebido um pedido de reunião do executivo sobre o próximo Orçamento do Estado.

De manhã, o ministro Luís Neves é ouvido na Comissão de Assuntos Constitucionais e, à tarde, o debate da moção tem arranque marcado para as 15:00 e uma duração de pouco menos de três horas (171 minutos), sendo aberto e encerrado pelo primeiro dos signatários da moção – André Ventura -, tendo o primeiro-ministro o direito de intervir imediatamente após e antes dessas intervenções.

Na fase de abertura, Chega e Governo têm 12 minutos cada, enquanto no período de debate cada grupo parlamentar dispõe de cinco minutos para o primeiro pedido de esclarecimento. No encerramento, Governo e Chega poderão intervir durante dez minutos.

A moção de censura pode ser retirada até ao termo do debate. Segundo o Regimento, caso não o seja, procede-se à votação "se requerido por qualquer grupo parlamentar"

Para ser aprovada – o que implicaria a demissão do Governo -, a moção de censura teria de ter o voto favorável de 116 deputados, hipótese já afastada, uma vez que o PS anunciou que vai abster-se.

Esta será a primeira vez que a Assembleia da República discute uma moção de censura fora do período efetivo de funcionamento e ainda na primeira sessão legislativa da XVII legislatura.

A moção de censura do Chega vai ser a primeira ao XXV Governo Constitucional, a terceira a executivos PSD/CDS-PP liderados por Luís Montenegro e a 37.ª em democracia.

Esta será a quarta vez que o partido liderado por André Ventura recorre a este instrumento: duas vezes na XV legislatura contra o último Governo do PS liderado por António Costa e, com a discutida hoje, duas a executivos da AD.

Na história da democracia portuguesa, a censura do parlamento ao Governo já foi rejeitada por 35 vezes e apenas uma foi aprovada: em 04 de abril de 1987, a apresentada pelo PRD ao X Governo Constitucional do PSD, liderado pelo primeiro-ministro Cavaco Silva, que viria a alcançar a maioria absoluta nas eleições nesse mesmo ano.


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A Linha SOS Voz Amiga vai disponibilizar 48 horas de escuta contínua para assinalar o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, com um alerta para os homens com mais de 60 anos que precisam de ajuda e raramente a pedem.

Segundo as últimas estatísticas divulgadas, citou, em cada 100 suicídios, 80 são homens e 20, mulheres, uma situação que diz estar ligada à ideia que ainda prevalece, "que o homem não chora, o homem não demonstra sofrimento e depois o resultado é este".  

Rússia retoma ataques sobre Kiev após três dias de suspensão... O alerta aéreo foi acionado esta noite em Kiev devido a um ataque russo, após três dias de suspensão devido à visita dos emissários norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner, anunciaram as autoridades ucranianas.

Foto: Gleb Garanich - Reuters   Rtp.pt   8 Setembro 2026 

"A defesa aérea está ativada em Kiev", indicou a administração militar da capital ao final da noite segunda-feira. Os serviços de emergência relataram que edifícios foram atingidos nos distritos de Boryspil e Fastiv, nos subúrbios.

A agência estatal russa Tass confirmou igualmente que "a moratória de três dias sobre os ataques contra Kiev, instituída por ocasião da visita dos negociadores norte-americanos à Ucrânia, chegou ao fim".

A Ucrânia também tinha suspendido os ataques contra a região de Moscovo.

Steve Witkoff, que realizou este fim de semana visitas às duas capitais, na primeira deslocação à Ucrânia desde o início da guerra, considerou na segunda-feira que esta ronda de visitas permitiu "progressos substanciais" com vista à organização de negociações tripartidas para pôr fim ao conflito desencadeado pela Rússia em fevereiro de 2022.

EUA: Trump publica mapa com bandeira que abrange México, Caraíbas e Canadá... Donald Trump partilhou segunda-feira um mapa na sua plataforma de redes sociais, Truth Social, no qual as listas vermelhas e brancas da bandeira norte-americana cobrem o México, as Caraíbas e o Canadá, bem como a Gronelândia e a Islândia.

© Reprodução/ Truth Social    LUSA  08/09/2026 

Washington, 08 set 2026 - Donald Trump partilhou segunda-feira um mapa na sua plataforma de redes sociais, Truth Social, no qual as listas vermelhas e brancas da bandeira norte-americana cobrem o México, as Caraíbas e o Canadá, bem como a Gronelândia e a Islândia.

O Presidente norte-americano publicou o mapa sem comentários na Truth Social, horas depois de ter sugerido na mesma plataforma que o Estado norte-americano do Novo México deveria ser renomeado para "Nova América", em consonância com a sua reivindicação ao "Golfo da América".

O republicano costuma partilhar memes e imagens gerados pelos seus apoiantes ou por inteligência artificial nesta rede social, e a origem do mapa que publicou hoje não é clara, noticiou a agência Efe.

No entanto, o Presidente já deixou várias vezes claras as suas ambições expansionistas em relação a territórios como a Gronelândia e até o Canadá durante o seu segundo mandato, e não descartou uma intervenção militar para tomar Cuba.

Sem mencionar explicitamente o mapa divulgado por Trump, a Presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, publicou hoje uma mensagem no X a esclarecer que o território mexicano "não é nem será uma colónia ou protetorado de nenhum país estrangeiro".

O mapa de Trump foi também divulgado dias depois de ter assinado uma ordem executiva que renomeava o Lago Ontário, que faz parte da fronteira entre os EUA e o Canadá, para "Lago América".


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O embargo norte-americano a Cuba gerou um impacto financeiro recorde de oito mil milhões de dólares (6,9 mil milhões de euros) entre março de 2025 e fevereiro de 2026, alegou hoje o ministro cubano dos Negócios Estrangeiros, Bruno Rodríguez.

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Rússia condena instalação de sistemas de mísseis dos EUA na Noruega... A Rússia condenou hoje o "carácter desestabilizador" da instalação na Noruega de sistemas de mísseis norte-americanos capazes de lançar projéteis de curto e de alcance intermédio.

© ShutterStock    LUSA   07/09/2026 

"Consideramos a instalação de lançadores de mísseis norte-americanos de alcance intermédio e curto (INF) na Europa como mais um passo na interminável série de ações altamente desestabilizadoras dos países da Aliança Atlântica", afirmou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Maria Zakharova, num comunicado publicado no portal oficial da diplomacia russa.

A mesma porta-voz acrescentou que se tratou de um passo que "exibido abertamente", para realçar a intenção da NATO de adquirir "amplas capacidades de ataque com mísseis contra alvos situados nas profundezas do território" da Rússia. 

No mesmo documento, Zakharova referiu que se tratam de lançadores Mk-41, concebidos para disparar mísseis capazes de atingir alvos tanto terrestres como marítimos.

"Temos também em conta que estes sistemas podem ser utilizados para disparar mísseis de cruzeiro Tomahawk de longo alcance. A instalação no país do norte da Europa permite cobrir um setor significativo da Rússia europeia, incluindo Moscovo", indicou Zakharova.

A nota sublinhou que os sistemas de mísseis podem ser utilizados em "ações agressivas" por parte dos países da NATO para atingir alvos estratégicos russos.

Maria Zakharova referiu ainda que o diálogo com os Estados Unidos sobre a estabilidade estratégica "não está estagnado, mas antes interrompido unilateralmente" pelos Estados Unidos.

"Não foram criadas condições favoráveis para um diálogo estratégico significativo e profícuo com os Estados Unidos", constatou, sublinhando que a instalação dos sistemas de mísseis na Europa inviabiliza as condições prévias para um diálogo construtivo sobre questões estratégicas.

O Tratado INF, assinado entre os Estados Unidos e a antiga União Soviética em 1987, foi suspenso após a decisão norte-americana de se retirar do pacto em 2019.

A Rússia estabeleceu, nesse mesmo ano, uma moratória unilateral à implantação de mísseis deste tipo, que revogou em agosto do ano passado, argumentando que os Estados Unidos e a NATO avançaram com a implantação dos sistemas na Europa e na Ásia.


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Rússia e Coreia do Norte inauguram primeira ligação por estrada... A Rússia e a Coreia do Norte, que partilham apenas 20 quilómetros de fronteira, inauguraram hoje uma ponte, primeira ligação por estrada entre os dois países.

© X/RadioSputnik    LUSA   07/09/2026 

O primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin, que participou na cerimónia por videoconferência, considerou esta nova ligação histórica e relacionou a nova infraestrutura com a necessidade de aumentar o potencial logístico e de transporte do Extremo Oriente russo.

A ponte, com pouco mais de um quilómetro de comprimento foi construída sobre o rio Tumannaya, na região de Primorsky Krai, na Rússia, cuja capital é Vladivostok.

Mishustin disse que até 300 veículos por dia vão poder atravessar a fronteira, no âmbito de um projeto iniciado em abril do ano passado, depois de ter recebido a aprovação de ambos os líderes, Vladimir Putin, da Rússia, e Kim Jong-un, da Coreia do Norte.

"As relações entre a Rússia e a Coreia do Norte encontram-se atualmente num nível sem precedentes de parceria estratégica. Os nossos países cooperam ativamente em praticamente todas as áreas e também coordenam esforços para garantir a segurança e a estabilidade regional", acrescentou.

A ponte recebeu o nome de Yakov Novichenko, um oficial do Exército Vermelho que, em 1946, salvou a vida a Kim Il-sung, fundador da República Popular Democrática da Coreia (nome oficial da Coreia do Norte), durante um ataque com granadas.

Até então, a única ligação terrestre entre os dois países era a ponte da Amizade, uma ligação ferroviária, levando os dois lados a afirmar que a nova estrada vai permitir o aumento do comércio e do turismo.

Em meados de julho, Putin recebeu a ministra dos Negócios Estrangeiros norte-coreana, Choe Son-hui, pela segunda vez em menos de um ano.

Durante esta visita, Putin expressou mais uma vez gratidão pela assistência militar da Coreia do Norte na campanha militar russa na Ucrânia, algo que, disse, a Rússia "nunca esquecerá".

Putin viajou para Pyongyang em meados de 2024 pela primeira vez em 25 anos para assinar um acordo que incluía uma cláusula de defesa mútua em caso de agressão.

Ministro israelita ameaça Autoridade Palestiniana: "Guerra total"... O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, ameaçou hoje a Autoridade Palestiniana com uma "guerra total" caso ocorra um ataque contra os colonatos judaicos na Cisjordânia.

© Lusa   07/09/2026 

O ministro da Defesa acrescentou que caso se verifique um ataque semelhante ao do movimento islamita palestiniano Hamas ocorrido a 07 de outubro de 2023, Israel admite responder com "guerra total".

"Na eventualidade de (...) confirmarmos que se estão a preparar para lançar um ataque terrorista semelhante ao de 07 de outubro contra as forças [de Israel] e a população judaica dos colonatos, o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, e eu instruímos o Exército para se preparar para uma guerra total contra a liderança e as estruturas da Autoridade Palestiniana", declarou Katz.

A posição de Israel Katz foi difundida através de um comunicado do Ministério da Defesa israelita e ocorre em período de pré-campanha eleitoral, estando as legislativas marcadas para 27 de outubro.

Esta manhã (hora local) um colono israelita ficou ferido num ataque com arma branca ocorrido num posto avançado de um colonato em território palestiniano da Cisjordânia e, em resposta, o Exército israelita matou o alegado atacante palestiniano.

Pouco depois, o Exército israelita comunicou que "o terrorista armado" responsável pelo ataque fugiu do local, altura em que os soldados isolaram a zona.

As autoridades localizaram o homem perto do veículo que conduzia na região de Qabalan.

Segundo a fonte militar, "o terrorista" tentou esfaquear os soldados, mas um comandante "respondeu com disparos e neutralizou-o".


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Extrema-direita em conversas para garantir governo no leste da Alemanha... O líder regional do partido de extrema-direita alemão Alternativa para a Alemanha (AfD) na Saxónia-Anhalt anunciou hoje ter iniciado conversações para conseguir formar uma maioria de governo no estado do leste da Alemanha.

© Michele Tantussi/Getty Images     LUSA   07/09/2026 

A AfD venceu as eleições estaduais no domingo, com 43,8% dos votos, o que lhe permitiu eleger 39 dos 83 deputados, ficando a escassos três da maioria absoluta no parlamento regional de Magdeburgo.

"Vamos, naturalmente, iniciar conversações e ver se haverá (...) grupos parlamentares ou deputados dispostos a assumir connosco esta tarefa histórica", declarou aos jornalistas Ulrich Siegmund, candidato a cargo de ministro-presidente.

"Regozijo-me agora com as conversações que foram iniciadas, que já começaram esta noite", acrescentou o dirigente do partido anti-imigração e pró-Rússia, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

Siegmund poderá querer aliciar deputados da União Democrata-Cristã (CDU, na sigla original), do chanceler Friedrich Merz, e contar com o apoio, pelo menos tácito, da Aliança Sahra Wagenknecht (BSW), formação pró-russa de esquerda.

Nenhuma região alemã foi governada pela extrema-direita desde 1945, quando a Alemanha do líder nazi, Adolf Hitler, foi derrotada na Segunda Guerra Mundial, que iniciou em 1939 e que incluiu o Holocausto, com milhões de mortos.

A BSW admitiu já que não vai bloquear a chegada da AfD ao governo da Saxónia-Anhalt, sugerindo uma possível abstenção na investidura de Siegmund.

Numa entrevista na rádio pública Deutschlandfunk, o candidato esquerdista na Saxónia-Anhalt, Thomas Schulze, afirmou que a BSW não vai participar em nenhum acordo político para vetar a AfD.

"Dissemos que não participaríamos numa coligação baseada num 'cordão sanitário' contra a AfD", reiterou, citado pela agência de notícias espanhola EP.

"Deixámos muito claro que falaremos com todos os partidos e, naturalmente, tentaremos fazer avançar também as propostas da BSW que são importantes para as pessoas daqui, na Saxónia-Anhalt", assinalou.

Caso se chegue a uma terceira votação de investidura, bastará uma maioria simples para eleger o próximo líder do estado situado no leste da Alemanha.

Schulze negou que a BSW vá ajudar a AfD a chegar ao poder e considerou que a região chegou a esta situação precisamente pelo "cordão sanitário" dos partidos tradicionais.

"São os partidos que durante os últimos anos levantaram essa 'linha vermelha', uma autêntica barreira de contenção, os que ontem [domingo] receberam a correspondente fatura eleitoral", afirmou.

"Eles são os responsáveis por isso, não a BSW", declarou.

Schulze disse ainda que a proposta da BSW passa por formar um governo não partidário que conte com um candidato independente que mereça o consenso dos restantes partidos.

"Será uma pessoa, com toda a certeza, daqui, de Saxónia-Anhalt. Temos várias pessoas em mente. Mas hoje ainda não vamos mencionar nenhum nome", afirmou.

A vitória expressiva da AfD provocou um terramoto político na Alemanha, com um cenário que coloca em causa a viabilidade do "cordão sanitário" à extrema-direita.

A co-líder da AfD, Alice Weidel, desafiou Merz a convocar eleições antecipadas de imediato para permitir que seja substituído na chefia do Governo federal "antes do Natal".

"Nunca um chanceler foi tão impopular como Friedrich Merz, que se tornou um grande obstáculo ao desenvolvimento próspero da Alemanha", afirmou.

Weidel disse que a AfD tem como objetivo atingir, pelo menos, 40% nas próximas eleições legislativas previstas para 2029.

Segundo uma sondagem à saída das urnas realizada pela empresa Infratest dimap para a estação pública ARD, a AfD liderou isolada em todos os escalões etários, à exceção dos eleitores com 70 ou mais anos, grupo no qual empatou com a CDU nos 31%.

A AfD obteve 42% dos votos entre os eleitores dos 18 aos 24 anos e 44% na faixa etária dos 25 aos 34 anos.

O resultado do partido alcançou os 53% nas categorias dos 35 aos 44 anos e dos 45 aos 59 anos, fixando-se nos 47% entre os eleitores dos 60 aos 69 anos.


Japão mobiliza caças pelo quarto dia devido a avião "espião" chinês... O Japão mobilizou no domingo caças de combate pelo quarto dia consecutivo após detetar um avião militar chinês de recolha de informações, anunciaram as autoridades japonesas, num momento de tensões diplomáticas entre Tóquio e Pequim.

© Reuters   LUSA  07/09/2026 

O aparelho, um Shaanxi Y-9, sobrevoou o mar da China Oriental até um ponto a sul das ilhas Danjo, um arquipélago desabitado da prefeitura de Nagasaki, antes de se deslocar para sudoeste, em frente à costa de Okinawa, e regressar à China.

Em incidentes semelhantes registados na quinta-feira, na sexta-feira e no sábado, os Y-9 chineses realizaram voos parecidos e, em todos os casos, a Força Aérea de Autodefesa japonesa mobilizou aviões de combate.

No sábado, as autoridades japonesas identificaram também uma aeronave russa de recolha de informações que sobrevoou o Pacífico em direção à costa de Miyagi, no nordeste do arquipélago, antes de se dirigir para o mar do Japão através do mar de Okhotsk.

As forças japonesas também mobilizaram aviões de combate em resposta ao incidente com a aeronave russa.

Os incidentes com aviões chineses nas zonas fronteiriças são relativamente frequentes no arquipélago japonês, mas ocorrem num momento de renovadas tensões com a China devido a Taiwan.

O Y-9 é originalmente um avião de transporte da força aérea chinesa, mas tem diferentes versões, incluindo a de recolha de informações ou a de guerra eletrónica.

As relações de Tóquio com Moscovo também atravessam momentos de tensão devido ao alinhamento do Japão com o Ocidente no apoio à Ucrânia, que combate uma invasão russa desde fevereiro de 2022.

As tensões russo-japonesas agravaram-se no início de agosto após uma visita do Presidente russo, Vladimir Putin, às disputadas ilhas Curilas, que a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, classificou de "absolutamente inaceitável".

Putin foi pela primeira vez desde que chegou ao poder, em 2000, às ilhas designadas pelo Japão como Territórios do Norte (Kunashiri, Etorofu, Shikotan e Habomai).

As quatro ilhas integram o arquipélago das Curilas, formado por 56 ilhas, que se estende por 1.300 quilómetros.

Apesar de descobertas por navegadores russos, as Curilas passaram a integrar o Japão em 1875, ao abrigo do Tratado de São Petersburgo.

Foram incorporadas na União Soviética após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), em que o Japão foi um dos países derrotados, no âmbito do Tratado de São Francisco.

Em 1956, os dois países assinaram uma declaração que restabelecia as relações diplomáticas e abria caminho para uma futura devolução das ilhas.

Os territórios em disputa situam-se no oceano Pacífico, entre a ilha japonesa de Hokkaido e a península russa de Kamchatka, uma região rica em recursos pesqueiros.


Donald Trump quer mudar nome do estado do Novo México para "Nova América"

Dnoticias.pt  07 set 2026

O Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, sugeriu que o estado do Novo México (sudoeste) deverá mudar de nome e passar a chamar-se "Nova América".

Trump publicou uma fotografia do contorno do estado com o novo nome, poucos dias depois de ter assinado um decreto para alterar o nome do Lago Ontário, que faz fronteira entre os EUA e o Canadá, para "Lago América".

A imagem, publicada na plataforma Truth Social, que pertence a Trump, e partilhada pela Casa Branca na rede social X, mostra o contorno do estado com a palavra "México" riscada a vermelho e substituída por "América".

A fotografia retocada não inclui qualquer outra mensagem nem imagem.

Segundo a emissora norte-americana CNN, Trump tem o poder de alterar o nome de entidades geográficas no Sistema de Informação de Nomes Geográficos norte-americano, mas não possui competência constitucional para alterar legalmente o nome dos estados, processo que deve ser conduzido pelo próprio estado.

Donald Trump também recorreu a um decreto presidencial para alterar o nome do Golfo do México para Golfo da América em janeiro de 2025, no primeiro dia de regresso ao cargo.

O chefe de Estado sugeriu também recentemente que o Estreito de Ormuz, no Médio Oriente, por onde passava 20% do petróleo mundial em tempo de paz, deveria passar a chamar-se Estreito de Trump.

Venezuela mantém "controlo e propriedade" do petróleo após acordo com EUA... A Venezuela esclareceu que mantém o "controlo e a propriedade" do petróleo após o acordo com os Estados Unidos para explorar um quinto das reservas de crude do país sul-americano, as maiores do mundo.

Foto: Chico Sanchez - Reuters  rtp.pt  07/09/2026 

"O controlo e a propriedade dos recursos do subsolo permanecem indiscutivelmente com a Venezuela", assegurou a ministra dos Hidrocarbonetos, Paula Henao, em entrevista ao canal privado Venevisión, no domingo.

Em 28 de agosto, o Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, afirmou que o acordo, que descreveu como o maior da "história mundial", garante o "controlo maioritário dos EUA sobre mais de 65 mil milhões de barris de reservas comprovadas de petróleo na Venezuela".

Dois dias depois, Trump expressou que se trata de "um presente da Venezuela para o povo norte-americano".

Henao afirmou no domingo que se trata de um "acordo comercial" para trazer investimento e tecnologia para a Venezuela e que "o presente que o povo venezuelano oferece ao povo norte-americano é a garantia de um fornecimento fiável desta energia".

A ministra, que negou que o país perdesse soberania, anunciou ainda que o acordo bilateral será apresentado ao parlamento, embora não tenha especificado quando.

Segundo o Governo venezuelano, o acordo tem uma validade de 25 anos e envolve o desenvolvimento de 17 campos com reservas totais de 65 mil milhões de barris, com uma meta de produção superior a 1,5 milhões de barris por dia (bpd).

Henao indicou que o país produz atualmente uma média de 1,24 milhões de bpd e que a projeção é de que este número atinja 1,4 milhões de bpd até ao final de 2026.

Em 1998, um ano antes da ascensão ao poder de Hugo Chávez, a produção de crude atingiu os 3,1 milhões de bpd.

Os 17 campos incluídos no acordo foram atribuídos à North American Blue Energy Partners (NABEP), que concedeu ao Departamento da Defesa dos EUA uma participação acionista de 35%.

Por detrás da NABEP está o empresário Alejandro Betancourt, investigado em Espanha e na Suíça por alegada lavagem de dinheiro e fraude fiscal.

Na mesma entrevista, Paula Henao garantiu que a Venezuela respeita os acordos petrolíferos assinados com a China e a Rússia.

"Temos acordos com a China e a Rússia e trata-se de empresas mistas com autorização para exercer atividades primárias em vigor. Respeitamos muito esses acordos", esclareceu a ministra.

Na terça-feira, a China exigiu que os seus interesses na Venezuela fossem salvaguardados, depois de alguns meios de comunicação terem noticiado que o novo acordo petrolífero entre Caracas e Washington poderia afetar campos onde operavam empresas chinesas, como as estatais Sinopec e CNPC.

A China mantém, há anos, interesses importantes no setor petrolífero venezuelano, onde empresas estatais têm participado em projetos de exploração e produção, no âmbito da estreita relação económica desenvolvida entre Pequim e Caracas durante os governos chavistas.


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A Venezuela garantiu respeitar os acordos petrolíferos assinados com a China e a Rússia, num contexto marcado pela agitação gerada pelo acordo com Washington para explorar um quinto das reservas de petróleo bruto do país.

Extrema-direita arrasa na Saxónia-Anhalt mas falha maioria absoluta no estado alemão... O partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) venceu no domingo as eleições do estado da Saxónia-Anhalt, num resultado recorde que, ainda que sem maioria absoluta, abala o panorama político do país.

Foto: Annegret Hilse - Reuters    Por  RTP  07/09/2026 

Com a totalidade dos votos apurados, a AfD obteve 43,8% dos escrutínios, ficando a três assentos da maioria absoluta no parlamento regional.

Um eufórico Ulrich Siegmund, candidato a primeiro-ministro da AfD, afirmou na festa eleitoral do partido que a noite era "histórica".

"Fizemos história. É um sinal para toda a Alemanha. É um impulso que atravessa todo o país. É claro que temos um mandato para governar. Estenderemos a mão a quem quiser resolver connosco os problemas que surgiram neste país", afirmou.

O copresidente do partido, Tino Chrupalla, garantiu que a AfD vai "assumir a responsabilidade de governar na Saxónia-Anhalt e também a nível federal", o mais tardar após as eleições gerais de 2029, acrescentou.

Em 2024, a AfD venceu as eleições no estado federado oriental da Turíngia, embora não tenha chegado a governar devido a um "cordão sanitário" formado pelos outros partidos.

A alegria da estrutura dirigente da AfD estende raízes até às eleições federais de 2025, em que a formação se tornou a segunda força a nível nacional, sendo que atualmente ocupa a primeira posição nas sondagens nacionais.

O candidato da União Democrata-Cristã (CDU, na sigla em alemão) na Saxónia-Anhalt, o primeiro-ministro Sven Schulze, manifestou-se desapontado com o resultado do partido, 17,2%, decorrente de metade dos votos obtidos em 2021, reconhecendo o "duro golpe".

"O vencedor das eleições, a AfD, é agora a força política mais forte no parlamento regional da Saxónia-Anhalt", admitiu, acrescentando que as lideranças dos partidos no estado federado, "mas também para além dele, devem enfrentar" o resultado.

O líder do grupo parlamentar da CDU na câmara baixa do parlamento federal em Berlim, Thorsten Frei, considerou a vitória da AfD como "um ponto de viragem para o país".

"Nunca antes vivemos uma situação em que um partido classificado como `extremista de direita` confirmado pelo Gabinete Regional para a Proteção da Constituição obtivesse uma maioria", sublinhou.

O co-líder do Partido Social-Democrata (SPD, na sigla em alemão), que obteve 9,3% nestas eleições regionais, Lars Klingbeil, salientou que o resultado "é um motivo para refletir também sobre a política" feita em Berlim e "sobre o rumo reformista do Governo federal", de coligação entre conservadores e social-democratas.

O resultado sugere que pode haver uma maioria para além da AfD, mas a vitória esmagadora do partido de extrema direita torna pouco viável uma aliança estável entre vários partidos, na qual teriam de participar um partido conservador como a CDU do chanceler Friedrich Merz e uma formação de origem marxista como "A Esquerda", a quinta força política, com 8,6%.

A secretária-geral da CDU, Franziska Hoppermann, reiterou que não é possível manter "conversas sérias com um partido que tem um grave problema de antissemitismo, que defende um modelo de sociedade completamente diferente do [modelo da CDU], que acusa de fazer política fascista".

A líder do grupo parlamentar de "A Esquerda" na câmara baixa, Heidi Reichinnek, salientou que a CDU tem agora de decidir "de que lado da história está".

Os Verdes obtiveram 8,9% e os liberais do FDP, que faziam parte do governo de coligação de Schulze juntamente com o SPD, não entraram no parlamento, enquanto a aliança de esquerda de Sahra Wagenknecht (BSW, na sigla em alemão) conseguiu finalmente entrar por uma margem mínima, com 5,3%.

Com a entrada da BSW no parlamento regional, a AfD afastou-se da maioria absoluta de 42 lugares. Mas a CDU, A Esquerda, os Verdes e o SPD também não dispõem de maioria absoluta, pelo que os populistas de esquerda se tornam numa espécie de força decisiva no Parlamento regional.

A linha defendida pelo partido, que não apoia o cerco político imposto à AfD pelos restantes movimentos, foi reiterada no domingo pela copresidente do BSW, Amira-Mohamed Ali, e consiste na eleição de um executivo de peritos, suprapartidário, que governe com maiorias variáveis e em diálogo com todos os partidos.

Para o BSW, também é uma opção deixar que Siegmund governe em minoria e apoiar a AfD pontualmente.

Pode ainda verificar-se outra constelação: que Siegmund seja eleito primeiro-ministro numa terceira votação no parlamento, na qual apenas precisaria de uma maioria simples, o que seria possível, caso não houvesse um acordo entre os outros partidos.

É perigoso ou não? O que acontece ao corpo quando bebe café a mais... O café é um estimulante a que milhões de pessoas recorrem para ganhar energia logo pela manhã ou ao longo do dia. Contudo, o seu consumo em excesso pode provocar diversos sintomas no corpo. Especialistas revelam quais e o que fazer nestas ocasiões.

© Shutterstock   noticiasaominuto.com   07/09/2026 

Para muitas pessoas, o dia só começa depois de um café. Entretanto, à medida que as horas vão passando, pode surgir mais um, dois ou mesmo três, dependendo dos hábitos de consumo de cada um.  

O excesso de cafeína é um erro muito comum. Tendo isto em conta, o Real Simple falou com especialistas que revelaram o que acontece ao corpo quando se consome demasiado café. Afinal, isto é bom ou mau?

O que acontece ao corpo quando bebe muito café?

A cafeína influencia influencia diversos sistemas do organismo. "Quando bebe muito café (acima das 400 miligramas de cafeína), o corpo pode apresentar diversos sintomas, desde inquietação e nervosismo, até problemas gastrointestinais e espasmos musculares", afirma a nutricionista Devon Golem. "O consumo de mais de 1200 miligramas de cafeína pode levar a efeitos tóxicos, como convulsões".

Existem ainda outros efeitos secundários a registar. "Estes podem incluir o aumento da frequência cardíaca, ansiedade, irritabilidade e distúrbios de sono, como insónia, especialmente quando consumida no final do dia", nota a nutricionista Rhyan Geiger.  

"A intensidade dos efeitos secundários varia de pessoa para pessoa, mas o limite para adultos saudáveis é de, no máximo, 400 miligramas [de cafeína] por dia, ou duas chávenas de café de 350 ml". 

Bebeu demasiado café? Eis o que deve fazer

Beber muito café, sobretudo pela manhã, pode causar desconforto, mas os efeitos normalmente são temporários. Eis alguns conselhos do que poderá fazer nestes momentos. 

Pose a chávena

Ao perceber nervosismo, inquietação ou palpitações, a medida mais útil é a mais simples. "Assim que notar qualquer sintoma, pare imediatamente de consumir cafeína", nota Golem.

"Mantenha-se bem hidratado com água, uma vez que a cafeína é diurética". Assim, o melhor será deixar o café a meio e esperar que o seu corpo se acalme. 

Coma alguma coisa

Os efeitos da cafeína tendem a ser mais intensos com o estômago vazio, sobretudo logo ao acordar. Golem aconselha a comer alguma coisa se perceber nervosismo derivado do café. "Consumir algum alimento garante que os níveis de glicose e eletrólitos no sangue estejam adequados". Mesmo uma pequena combinação de proteínas e hidratos pode ajudar a estabilizar a resposta do seu corpo. 

Espere um pouco

Assim que a cafeína entra no organismo, não há uma solução imediata, contudo, o desconforto irá diminuir com o tempo. "Para a maioria das pessoas, os sintomas desaparecem à medida que o corpo processa e elimina a cafeína ao longo de 3 a 10 horas", afirma Golem. 

Faça uma atividade relaxante

Sem tem tendência para a ansiedade, estímulos sensoriais suaves podem ajudar. "Experimente atividades relaxantes, como respiração profunda, aplicação de compressas frias, ouvir música suave ou fazer uma caminhada", aconselha Golem. 

Procure ajuda se necessário

A maioria dos sintomas de excesso de cafeína são desconfortáveis, mas não perigosos. Contudo, há momentos em que um apoio extra pode ajudar, ainda que para tranquilizar. Em caso de dúvida, fale com o seu médico. 

França considera vitória da extrema-direita na Alemanha "momento grave"... O Governo da França considerou no domingo que o triunfo eleitoral do partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) na região da Saxónia-Anhalt é um "momento grave na Europa" e apelou a que não se esqueça a história.

© Magali Cohen / Hans Lucas / AFP via Getty Images    LUSA   07/09/2026 

"Devemos ouvir com humildade as indignações, as preocupações e os receios, e dar-lhes resposta. Mas o nacionalismo e a xenofobia nunca serão uma solução. Não devemos nunca deixar de defender os nossos valores democráticos e o projeto europeu", expressou o ministro delegado da Europa, Benjamin Haddad, a primeira personalidade do Governo francês a manifestar-se.

Numa mensagem na rede social X, Benjamin Haddad acrescenta: "Não podemos esquecer a nossa história. Esse é o sentido das decisões de França e da Alemanha".

Em França, o avanço da extrema-direita também é uma realidade, dado que as sondagens põem Marine Le Pen como favorita para as eleições presidenciais de 2027, que se realizarão a 18 de abril e 2 de maio.

O partido de extrema-direita AfD venceu este domingo as eleições na região oriental da Saxónia-Anhalt, ao obter entre 44,3% e 44,4% dos votos, segundo as primeiras projeções, que o colocam às portas da maioria absoluta e, por conseguinte, do primeiro Governo regional de uma força de extrema-direita no país centro-europeu.

Com quase 44% dos votos na Saxónia-Anhalt, um dos seus bastiões na antiga Alemanha de Leste, a AfD está muito à frente da CDU, que obteve 17,5%, segundo os resultados preliminares divulgados pelas estações de televisão públicas ARD e ZDF.

A extrema-direita deverá conquistar 39 lugares, menos três do que a maioria absoluta, no parlamento regional, abrindo caminho a um período de negociações.

Para alcançar esse objetivo, terá de atrair elementos de outros partidos, como a CDU, ou formar uma aliança temporária com o movimento de esquerda pró-Rússia BSW, por exemplo, que, segundo a ZDF e a ARD, tem quatro assentos parlamentares e está aberto a negociar caso a caso.

Os sociais-democratas (SPD), o partido de esquerda radical Die Linke e os Verdes têm até agora todos cerca de 9% - uma percentagem demasiado baixa para impedir que o AfD governe.

Nenhuma região alemã foi governada pela extrema-direita desde 1945.


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Com quase 44% dos votos na Saxónia-Anhalt nas eleições regionais, um dos seus bastiões na antiga Alemanha de Leste, o partido de extrema-direita AfD está muito à frente da CDU, que obteve 17,5%, segundo os resultados preliminares divulgados pelas estações de televisão públicas ARD e ZDF...



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O primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, criticou aqueles que na Polónia estão a celebrar a vitória do partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) nas eleições regionais de hoje na Saxónia-Anhalt...

domingo, 6 de setembro de 2026

Alemanha prepara planos para reforçar defesa contra ataques da Rússia... O Governo da Alemanha elaborou planos de segurança para reforçar as defesas do país contra "ataques híbridos" da Rússia, na sequência do recente incidente com drones no aeroporto de Leipzig, que Berlim atribuiu a Moscovo.

© Sebastian Gollnow/picture alliance via Getty Images    LUSA   06/09/2026 

"Os ataques híbridos da Rússia, que incluem drones carregados de explosivos dirigidos a aeroportos, agentes que operam nas nossas cidades, ciberataques às nossas redes e sabotagem contra as nossas infraestruturas, são uma realidade quotidiana", afirmou o ministro do Interior da Alemanha, Alexander Dobrindt, citado pelo jornal "Bild am Sonntag". 

Dobrindt salientou que, embora se considere que estes ataques irão aumentar, o país será capaz de se defender. Para tal, o seu ministério preparou planos específicos para melhorar a proteção contra drones e ciberataques, tal como relatado pelo referido meio de comunicação.

Desta forma, o espaço aéreo sobre os principais centros de transporte, aeroportos, estações ferroviárias e o bairro governamental de Berlim estaria totalmente protegido contra drones através de "novas unidades de intervenção rápida", segundo noticiou a agência de notícias alemã DPA.

Segundo o Ministério do Interior, as empresas que gerem infraestruturas críticas, como as de abastecimento de água, eletricidade e os contratantes do setor da defesa, também terão autorização legal para se defenderem ativamente contra os drones.

Nesse sentido, será criado um escudo de proteção nacional, denominado "Cyberdome", que consistirá numa densa rede de sensores digitais concebidos para detetar e intercetar tentativas de ciberataques, face às centenas de ataques informáticos contra empresas alemãs verificado nos últimos meses.


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O ministro dos Negócios Estrangeiros russo acusou a Alemanha de iniciar uma "verdadeira guerra" contra a Rússia, devido à reação de Berlim perante o alegado envolvimento de Moscovo no recente incidente com um drone no aeroporto de Leipzig. Alemanha cria sistema de segurança mais eficaz

Guiné-Bissau: Executivo uniformiza ajudas de custo e estabelece per diem único para técnicos nacionais... O Governo de Transição fixou em 45 mil francos CFA (FCFA) o valor da pensão diária (per diem) atribuída aos técnicos nacionais em missões de serviço no interior da Guiné-Bissau.

Por Tiago Seide  JORNAL ODEMOCRATA  06/09/2026 

A medida consta do Despacho n.º 065, datado de 27 de agosto de 2026, assinado pelo Primeiro-Ministro e Ministro das Finanças, Ilídio Vieira Té. No documento, o chefe do Executivo justifica a decisão com a necessidade de harmonizar e uniformizar o regime de pagamento das ajudas de custo.

Segundo o despacho consultado por O Democrata, o novo montante passa a constituir o referencial único para as deslocações efetuadas no âmbito de projetos e programas financiados ou cofinanciados por parceiros técnicos e financeiros internacionais.

O documento estabelece que o per diem destina-se a cobrir despesas de alojamento, alimentação e outros encargos inerentes às deslocações em serviço.

A medida aplica-se aos técnicos nacionais dos ministérios, secretarias de Estado, direções-gerais, institutos, agências, fundos e demais organismos públicos, bem como às estruturas nacionais responsáveis pela coordenação e gestão de projetos.

O Governo sustenta que a coexistência de diferentes tabelas de ajudas de custo gerava desigualdades de tratamento entre técnicos, criava dificuldades de gestão e comprometia os princípios da equidade e da transparência.

O despacho proíbe ainda a acumulação do per diem com outras ajudas de custo de natureza semelhante financiadas pelo Orçamento Geral do Estado ou pelo respetivo projeto durante o mesmo período.

De acordo com o documento, o pagamento da pensão diária dependerá de missão previamente autorizada, acompanhada de ordem de missão, termos de referência, identificação dos técnicos envolvidos, indicação do local da deslocação, duração da missão e respetiva fonte de financiamento.

Por outro lado, o Governo orienta as entidades responsáveis pela negociação de projetos a incorporarem o novo valor nos respetivos orçamentos e planos anuais. Nos projetos já em execução, as unidades de coordenação deverão proceder à harmonização dos montantes atualmente praticados.

Recorde-se que o valor anterior do per diem para técnicos nacionais em missões no interior da Guiné-Bissau era de 25 mil FCFA. Com a nova decisão, o montante regista um aumento de 20 mil FCFA, equivalente a 80%.