terça-feira, 18 de agosto de 2026

Exercícios militares com EUA não pretendem "atacar Coreia do Norte"... A Presidência da Coreia do Sul garantiu hoje que os exercícios militares conjuntos com os Estados Unidos não demonstram "qualquer intenção de atacar a Coreia do Norte ou de aumentar as tensões na península coreana".

© Getty Images  Por  LUSA  18/08/2026 

O objetivo fundamental dos exercícios anuais, que o líder norte-americano Donald Trump anunciou que iria reduzir, não é "tratar qualquer entidade específica como adversária, mas preservar, em segurança e paz, a vida quotidiana das pessoas", declarou o Presidente sul-coreano Lee Jae-myung.

O exercício conjunto, iniciado na segunda-feira e que vai decorrer até 27 de agosto, é um dos dois principais realizados anualmente pelas forças sul-coreanas e norte-americanas.

De acordo com um comunicado divulgado pela Presidência, Seul afirmou que as manobras começaram "como planeado" e manifestou esperança de que a relação pessoal entre Trump e o líder norte-coreano Kim Jong-un leve a um "diálogo construtivo" propício a negociações.

Na segunda-feira, Trump anunciou a redução da escala dos exercícios militares com a Coreia do Sul, decisão que justificou com a "muito boa relação" que disse manter com Kim.

"Dada a minha muito boa relação com Kim Jong-un, da Coreia do Norte, não estou satisfeito com o facto de os Estados Unidos terem acordado há já muito tempo participar em exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul", afirmou.

Os exercícios militares anuais "Escudo da Liberdade de Ulchi" normalmente envolvem 18 mil soldados sul-coreanos, bem como pessoal do contingente norte-americano de 28.500 soldados estacionado na Coreia do Sul.

O Presidente dos EUA disse que era "demasiado tarde para cancelar" os exercícios, pelo que ordenou ao secretário da Defesa, Pete Hegseth, para "reduzir substancialmente" as manobras.

Trump considerou exercícios dispendiosos e acrescentou que enviavam "um sinal totalmente inadequado e hostil" à Coreia do Norte.

Também na segunda-feira, o chefe de Estado afirmou que Pyongyang respondeu às suas aberturas para iniciar um diálogo e considerou "muito positiva" a troca de mensagens com Pyongyang.

Questionado sobre o motivo pelo qual Kim não lhe tinha respondido publicamente após a mensagem que publicou no domingo nas redes sociais, o Presidente norte-americano disse que o líder norte-coreano "o fez", sem dar mais detalhes.

Sobre como estão a decorrer as trocas de mensagens, Trump limitou-se a acrescentar que são "muito positivas".

Durante o primeiro mandato (2017-2021), Trump reuniu-se três vezes com Kim para tentar chegar a um acordo sobre a desnuclearização da península coreana, mas abandonou as negociações de forma abrupta, por considerar insuficiente a oferta de Pyongyang.

Para favorecer o diálogo com Pyongyang, Trump chegou mesmo a ordenar na altura a suspensão dos exercícios militares de verão de Seul e Washington.


DONALD TRUMP manda calar repórter da CNN que lhe perguntou sobre Coreia do Norte... O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mandou calar esta segunda-feira, por várias vezes, a correspondente da CNN na Casa Branca, Kristen Holmes, quando a jornalista o questionou sobre contactos recentes com o líder da Coreia do Norte.

© cnn    Por  LUSA  18/08/2026 

Trump interrompeu Holmes enquanto esta formulava perguntas sobre contactos com Kim Jong-un, e sobre a decisão de reduzir a escala das manobras militares entre Washington e Seul, classificando-a como "barulhenta" e "buliçosa", além de a acusar de fazer "notícias falsas".

A repórter tentava saber por que razão Kim não se tinha pronunciado publicamente sobre o anúncio de Trump de reduzir os exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul.

Perante a insistência da jornalista, o chefe de Estado assegurou que Kim respondeu às mensagens que lhe enviou e que os intercâmbios entre ambos estão a ser "muito positivos", embora não tenha dado detalhes sobre o conteúdo dessas comunicações.

Trump voltou a defender a decisão de reduzir as manobras militares e sustentou que tal tornará a península coreana um lugar "mais seguro".

O episódio ocorreu durante um encontro com jornalistas na Sala Oval, onde Trump já protagonizou outros confrontos com membros da imprensa quando as perguntas não lhe agradam. Desta vez, os reparos foram dirigidos especificamente contra Holmes, que procurava obter mais informações sobre o seu novo entendimento com Pyongyang.

No domingo, Trump tinha anunciado nas redes sociais que o Pentágono reduzirá a escala dos exercícios militares entre os EUA e a Coreia do Sul porque, na sua opinião, essas manobras enviam uma mensagem inadequada à Coreia do Norte, país que considerou "respeitoso" durante os seus mandatos.

O Presidente reiterou esta segunda-feira a decisão e afirmou que Kim sempre o "tratou com respeito" e que ambos se entendem bem.

Trump reuniu-se em três ocasiões com Kim durante o primeiro mandato (2017-2021), numa tentativa de alcançar um acordo para a desnuclearização da península coreana. As negociações terminaram sem acordo, depois de Trump considerar insuficiente a proposta de Pyongyang, que posteriormente estreitou laços com a Rússia.

Este novo entendimento surge ainda num contexto de tensão entre Washington e Seul. Trump afirmou no domingo e voltou a sublinhar esta segunda-feira que a Coreia do Sul se recusou a apoiar os EUA na guerra para "desnuclearizar" o Irão e acusou o Governo de Joe Biden de ter reduzido o aumento da contribuição sul-coreana para o gasto militar partilhado.

Questionado sobre quem considera que a sua política o aproxima mais da Coreia do Norte do que dos aliados tradicionais, Trump respondeu que a sua estratégia torna a península coreana um lugar "mais seguro".

Julgamento de suspeito começa 30 anos após homicídio de Tupac Shakur... Começou em Las Vegas o julgamento de Duane "Keffe D" Davis, um dos principais suspeitos de planear o assassínio do conhecido rapper norte-americano Tupac Shakur, em 1996.

© Getty Images    Por  LUSA   18/08/2026 

Davis, de 63 anos, poderá ser condenado a prisão perpétua se for considerado culpado de homicídio com arma letal com intenção de promover ou apoiar um grupo criminoso.

O arguido declarou-se inocente na segunda-feira, com o advogado a descrever a narrativa da acusação como ficção.

Na abertura do julgamento, um procurador afirmou que, embora poucos tenham estado dispostos a falar sobre o homicídio de Tupac, Davis é "a única pessoa que tem tido dificuldades em ficar em silêncio".

"Sejamos claros: Duane Davis não puxou o gatilho. Mas planeou o tiroteio em retaliação pela agressão ao seu sobrinho", disse o procurador-adjunto Binu Palal aos jurados no início do julgamento em Las Vegas. "Notavelmente, vão ouvir isso do próprio Duane Davis", acrescentou.

Palal mostrou imagens da comitiva de Shakur a agredir Orlando "Baby Lane" Anderson, sobrinho de Davis, à saída de um combate de boxe no MGM Grand, horas antes do tiroteio de 07 de setembro de 1996.

Segundo o procurador, Davis passou as duas horas seguintes a planear a vingança, e Shakur foi abatido "num ato de retaliação".

Shakur continua a ser um ícone cultural e é considerado um dos rappers mais influentes e versáteis de sempre, apesar de ter morrido aos 25 anos.

Em entrevistas a investigadores entre 1998 e 2009, Davis admitiu ter estado em Las Vegas na noite do crime e descreveu ter entregue a arma aos homens no banco de trás de um Cadillac branco, que dispararam contra o BMW negro onde seguiam Shakur e Marion "Suge" Knight, empresário da indústria musical do hip-hop e ex-CEO da produtora Death Row Records.

Knight, figura central do hip-hop da Costa Oeste e único sobrevivente do ataque, consta da lista de testemunhas, embora tenha declarado não querer participar.

O antigo produtor cumpre uma pena de 28 anos de prisão na Califórnia por ter atropelado mortalmente um empresário em 2015.

A acusação também pretende usar o livro de memórias de Davis, Compton Street Legend (2019), e várias entrevistas, apesar da oposição da defesa.

O advogado Michael Sanft insistiu que "não há factos" e que Davis nunca foi acusado antes porque as autoridades sabiam que ele estava "a inventar".

O defensor criticou ainda falhas na investigação inicial e descreveu o trabalho de um detetive como "tendencioso, descuidado e incompleto".

O caso, que durante décadas intrigou a comunidade hip-hop, só levou a uma acusação formal em 2023, contra Davis.

O julgamento, que deverá durar cerca de um mês, contará com 35 a 45 testemunhas. Entre elas, antigos agentes da polícia de Las Vegas que relataram ter visto Shakur ferido e Knight a pedir que cuidassem do rapper.

Grande parte das testemunhas já morreu, incluindo os outros três ocupantes do Cadillac.

Orlando "Baby Lane" Anderson, suspeito de ter sido o atirador, morreu dois anos depois num tiroteio em Compton, enquanto Deandrae "Freaky" Smith, que estaria no banco de trás ao lado de Anderson, e também suspeito dos disparos, morreu em 2004 de causas naturais.

Terry "Bubble Up" Brown, condutor do Cadillac, foi morto em 2015, num tiroteio num dispensário de marijuana medicinal em Compton.

Testemunhos perante o júri de instrução criminal descreveram o tiroteio como o culminar de uma rivalidade prolongada entre as editoras Death Row Records e Bad Boy Records, bem como entre as fações rivais Mob Piru e South Side Compton Crips.

Trump ameaça bombardear Omã se colocar entraves a acordo sobre Ormuz... O Presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou esta segunda-feira bombardear Omã caso o país coloque obstáculos "no caminho" de um acordo sobre o estreito de Ormuz, numa altura em que negociações prosseguem com o Irão.

© Bastien Ohier / Hans Lucas / AFP via Getty Images     Por  LUSA   18/08/2026 

"Se Omã se meter no nosso caminho, vamos bombardeá-los", declarou o Presidente norte-americano durante uma entrevista à emissora Fox News, em resposta a uma pergunta sobre os contactos em curso entre os dois países.

Desde o início do conflito com o Irão, em fevereiro, Trump tem multiplicado declarações contundentes sem seguimento. Responsáveis iranianos e omanis discutem há várias semanas formas de garantir a circulação de navios no estreito, por onde transitava cerca de um quinto dos hidrocarbonetos mundiais antes da guerra.

O sultanato de Omã, que cultiva uma posição de neutralidade numa região marcada por tensões, tem desempenhado papéis de mediação em vários conflitos, do Irão ao Iémen.

Esta segunda-feira chegou ao fim o prazo de 60 dias previsto no memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irão para negociar um acordo definitivo destinado a pôr termo ao conflito e alcançar um compromisso sobre o programa nuclear da República Islâmica.

O acordo provisório destinava-se a criar um período sem hostilidades que permitisse às duas partes negociar uma solução mais duradoura para o conflito, mas as hostilidades foram retomadas menos de três semanas depois, num contexto de divergências sobre o controlo da navegação no estreito de Ormuz.

Perante o agravamento da situação, o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, falou por telefone com Trump para sublinhar a importância da via diplomática e reafirmar o apoio da Turquia aos esforços de paz.

"O resultado final destas ameaças contra Omã é apenas reflexo da frustração de Trump perante uma situação criada por ele próprio, sem boas opções", avaliou Nate Swanson, do Iran Strategy Project do Atlantic Council, citado pelo jornal New York Times.

As declarações tiveram impacto imediato nos mercados: às 03h30 em Lisboa, o barril de WTI subiu 0,6% para 84,99 dólares (77 euros), enquanto o Brent cresceu 0,4% para 91,22 dólares (82,6 euros).

Teerão mantém o estreito de Ormuz praticamente bloqueado desde a ofensiva israelo-americana que desencadeou a guerra no Médio Oriente, com os EUA a impor um bloqueio aos portos iranianos em resposta,. Trump insiste que Washington tem o "controlo" da via, algo que o Irão classificou como "mentira".

O Presidente norte-americano chegou a afirmar que declararia o estreito "território dos Estados Unidos" após a vitória na guerra, embora o tom sugerisse uma provocação. Teerão respondeu: "O estreito de Ormuz foi iraniano, é iraniano e continuará a ser iraniano. Só o Irão decide quando abrir ou fechar."

Na segunda-feira, um porta-voz da diplomacia iraniana confirmou que "os contactos com Omã prosseguem de forma séria" e que decorrem trocas de pontos de vista sobre uma declaração conjunta.

Washington tem participado também nas negociações, com o emissário norte-americano Jared Kushner a descrever as conversações como "muito positivas e animadas", embora tenha admitido que não existe "muita confiança" entre as partes.

Trump apelou ainda ao Irão para "hastar a bandeira branca da capitulação", acrescentando que não tem pressa e que as eleições intercalares de novembro "não mudam nada" nas suas reflexões.

Durante a entrevista, o Presidente norte-americano reconheceu também a existência de uma linha de comunicação direta entre Washington e os Guardiões da Revolução, a poderosa força ideológica iraniana.

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

INACEP ESTÁ NA FASE FINAL DE IMPRESSÃO DE MATERIAL PARA O REFERENDO E REGULARIZA SALÁRIOS DOS FUNCIONÁRIOS

Por Radio Voz Do Povo 

“Instituição já pagou quatro meses em atraso e anuncia pagamento de julho e agosto para esta terça-feira (18.08).”

A Imprensa Nacional, INACEP, encontra-se na fase final dos trabalhos de impressão dos boletins de voto, atas e demais documentos necessários à realização do Referendo Nacional.

A informação foi confirmada por fonte oficial da instituição, que assegurou que os trabalhos técnicos e logísticos relacionados com o processo referendário decorrem dentro do calendário previsto.

Segundo a INACEP, já foram pagos quatro meses de salários que se encontravam em atraso. A instituição adiantou ainda que os vencimentos referentes aos meses de julho e agosto serão pagos amanhã.

A instituição destacou também que concluiu com sucesso a produção dos cadernos eleitorais, cuja totalidade já foi entregue ao GTAPE - Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral, cumprindo assim uma das etapas essenciais da preparação do processo.

Neste momento, os esforços da Imprensa Nacional estão concentrados na conclusão da impressão dos boletins eleitorais e dos restantes documentos necessários ao Referendo.

Em paralelo, a INACEP está a realizar obras de requalificação das suas instalações, com o objetivo de melhorar as condições de trabalho dos funcionários e devolver maior dignidade aos espaços da instituição.

As intervenções inserem-se num processo de recuperação e valorização da Imprensa Nacional, visando reforçar a capacidade da instituição na produção de documentos oficiais.

A INACEP, desempenha um papel central na produção e disponibilização dos materiais de segurança e demais documentos oficiais necessários aos processos eleitorais e referendários na Guiné-Bissau.

FALTA DE COMBUSTÍVEL DEIXA MAIORIA DOS TRANSPORTES MISTOS PARADOS EM BISSAU

 Rádio Sol Mansi / Radio TV Bantaba  17.08.2026 

A maioria das viaturas de transporte misto encontra-se parada na Paragem Central de Bissau devido à falta de combustível.

Alguns condutores afirmam que tiveram de pedir ajuda a colegas para comprar combustível em bidões, em regiões onde ainda existem bombas de abastecimento em funcionamento, para poderem continuar a trabalhar.

Durante uma ronda realizada hoje pela reportagem da Rádio Sol Mansi na Paragem Central, vários condutores disseram que as suas viaturas estão paradas porque passaram um dia inteiro nas filas à espera de abastecimento e, posteriormente, encontraram as bombas de combustível encerradas.

Entretanto, numa outra ronda, a Rádio Sol Mansi constatou que muitas pessoas estão a deslocar-se a pé para realizar compras, tratar de documentos e chegar aos seus locais de trabalho.

Em declarações à estação emissora católica, alguns cidadãos lamentaram a falta de transportes urbanos, afirmando que foram obrigados a deslocar-se a pé para cumprir as suas atividades ou permanecer à espera até que os transportes voltem a funcionar normalmente.

Na sexta-feira passada, os condutores dos transportes urbanos de Bissau manifestaram o seu descontentamento com o procedimento da empresa de combustíveis Petromar, ligada à Galp Energia, que encerrou as suas bombas de abastecimento.

Entretanto, nesta segunda-feira, as bombas de combustível da Petromar, localizadas em Penha e no Bairro de Ajuda, permanecem encerradas desde a manhã, enquanto longas filas de viaturas continuam à espera de abastecimento.

Trump prevê que Irão não aceitará acordo nuclear que acha "necessário"... O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, previu hoje que o Irão não aceitará o acordo que pretende sobre o programa nuclear da República Islâmica.

© Lusa  17/08/2026 

"Eles [Irão] querem chegar a um acordo, mas não vão fechar o tipo de acordo que eu considero necessário", afirmou Trump na Sala Oval da Casa Branca, no dia em que expira o prazo de 60 dias, acordado no memorando de entendimento de 17 de junho, para ser alcançado um acordo de paz.

Trump insistiu na necessidade de os Estados Unidos manterem a guerra no Médio Oriente por causa da questão nuclear: "Estamos lá por uma única razão: o Irão não pode ter uma arma nuclear", frisou.

Ao mesmo tempo, Trump assegurou que não acredita que Omã se tenha "comportado muito bem", depois de ter ameaçado hoje bombardear "sem piedade" o sultanato, se este se interpuser no diálogo com o Irão sobre o controlo do estreito de Ormuz.

"Nós trataríamos deles com muita facilidade, tal como fazemos com outros Estados", afirmou Trump.

Mascate e Teerão mantêm há várias semanas negociações, sem a participação dos Estados Unidos, sobre a gestão da navegação no estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo e gás.

As autoridades iranianas afirmaram que os dois países já alcançaram um entendimento sobre o mapa das rotas de navegação e estão a trabalhar na conclusão de "um pacote" mais abrangente, que deverá incluir uma declaração conjunta.

Com o estreito de Ormuz novamente a sofrer um bloqueio, após o Irão ter decretado o seu encerramento, Trump insistiu que os Estados Unidos estão a extrair "milhões de barris de petróleo por semana".

"Se olharmos para os números que estamos a gerir, vemos que o estreito está aberto e os preços do petróleo estão a descer. E continuarão a descer a menos que decidamos fazer algo muito mais drástico do que estamos a fazer", adiantou sobre a situação económica derivada da guerra do Irão, que se aproxima dos seis meses.

Trump não deu dados sobre as afirmações que fez horas antes à cadeia Fox News, nas quais garantiu que estão a decorrer conversações com Teerão por uma via secundária não oficial que envolveria a Guarda Revolucionária, algo que o Irão continua a negar.


Leia Também: EUA intercetaram mais de 60 navios desde novo bloqueio a portos iranianos

As forças norte-americanas travaram um total de 64 embarcações comerciais, inutilizaram três e abordaram outras duas, desde a reposição do bloqueio naval aos portos e à costa iraniana, divulgou hoje o Comando Central militar (Centcom).

Ex-congressista em conflito com Trump diz que EUA podem usar arma nuclear... A ex-congressista republicana norte-americana Marjorie Taylor Greene, ex-aliada e atual opositora do Presidente Donald Trump, afirmou hoje que Washington pondera utilizar armas nucleares contra o Irão.

© Sarah L. Voisin/The Washington Post via Getty Images   Por   LUSA   17/08/2026 

"Estão a discutir o uso de armas nucleares contra o Irão em reuniões estratégicas. Sim, leu bem. É real. Não estou a especular. É algo que eu sei", escreveu Greene numa mensagem na rede social X.

A antiga congressista pela Geórgia recordou as trágicas consequências no Japão, o único país atacado com armas nucleares na história, quando os Estados Unidos lançaram duas bombas atómicas em agosto de 1945 que se estima terem deixado mais de 200.000 mortos, incluindo pessoas que morreram mais tarde devido à radiação.

Greene, que deixou o seu lugar em janeiro após desentendimentos políticos com Trump, afirmou que o Presidente decidiu iniciar a guerra movido apenas por algumas afirmações de Israel, contrárias às análises dos serviços de informações norte-americanos, que descartavam que o Irão estivesse próximo de desenvolver uma arma nuclear.

"E agora é o nosso Governo que está a considerar reduzir o limiar nuclear para usar armas nucleares contra o Irão, apesar de Trump ter afirmado umas 40 vezes que ganhou a guerra e dizer que os Estados Unidos controlam o estreito de Ormuz", assegurou a ex-congressista.

"Trump prometeu não haver mais guerras no estrangeiro, mas poderá ser quem provocará um holocausto nuclear que provavelmente arrastará o mundo inteiro para um conflito maior, uma depressão económica e um sofrimento humano maciço nunca antes visto nas nossas vidas, e talvez em toda a história. As pessoas devem levantar a voz e deter com coragem esta loucura", acrescenta o texto.

A mensagem de Greene, cuja publicação coincide tecnicamente com o dia em que expira o prazo do cessar-fogo assinado por Washington e Teerão para negociar durante 60 dias, conclui com o apelo a que não sejam usadas armas nucleares e que a guerra termine "agora".

Trump ameaçou em várias ocasiões lançar ataques em grande escala contra o Irão, mas sempre negou que os seus planos incluam o uso de armas nucleares.


Trump diz que troca de mensagens com Kim Jong-un foi "muito positiva"... O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou hoje que o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, respondeu às suas aberturas para iniciar um diálogo e considerou "muito positiva" a troca de mensagens com Pyongyang.

SMIALOWSKI/AFP via Getty Images    Por  LUSA  17/08/2026 

Questionado na Sala Oval da Casa Branca sobre o motivo pelo qual Kim não lhe tinha respondido publicamente após a mensagem que publicou no domingo nas redes sociais, o presidente norte-americano disse que o líder norte-coreano "o fez", sem dar mais detalhes.

Sobre como estão a decorrer as trocas de mensagens, Trump limitou-se a acrescentar que são "muito positivas".

Durante o seu primeiro mandato (2017-2021), Trump reuniu-se três vezes com Kim para tentar chegar a um acordo sobre a desnuclearização da península coreana, mas abandonou as negociações de forma abrupta, por considerar insuficiente a oferta de Pyongyang, o que, segundo os especialistas, pode ter aumentado a desconfiança do regime norte-coreano, agora muito próximo da Rússia.

Para favorecer o diálogo com Pyongyang, Trump chegou mesmo a ordenar na altura a suspensão dos exercícios militares de verão de Seul e Washington.

No domingo, afirmou nas redes sociais que Seul se tinha recusado a apoiar Washington na sua guerra para "desnuclearizar" o Irão, algo que voltou a salientar hoje.

O Presidente norte-americano afirmou também que Seul conseguiu convencer a Administração de Joe Biden (que o sucedeu entre 2021 e 2025, após o seu primeiro mandato) a reduzir o aumento da sua contribuição para as despesas militares partilhadas entre ambos os aliados.

"Convenceram Biden de que eu provavelmente era uma má pessoa, e não deviam ter feito isso", afirmou Trump.

Questionado sobre as acusações de que, sob o seu governo, Washington se mostra mais próximo de países como a Coreia do Norte - tecnicamente ainda em guerra com os Estados Unidos e a Coreia do Sul - do que dos seus aliados tradicionais, Trump defendeu que a sua decisão torna a península coreana um local "mais seguro" e que Kim sempre o "tratou com respeito" e o compreende bem.


Presidente da Associação dos Comerciantes do Mercado de Bandim, Yero Seide, esclareceu aos comerciantes do mercado e aos moradores de Reno os motivos que levaram a Câmara Municipal de Bissau a impedir a colocação de lixo na estrada principal, em frente ao Mercado de Bandim.

 Radio TV Bantaba

CNE GARANTE QUE DANOS EM MATERIAIS ELEITORAIS NÃO COMPROMETEM APURAMENTO DO REFERENDO

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) realizou, esta segunda-feira, 17 de agosto, o sorteio dos grupos de cidadãos que participarão na distribuição do Tempo de Antena na rádio e na Televisão Nacional.

Rádio Sol Mansi  Radio Voz Do Povo   17.08.2026

A Comissão Nacional de Eleições, CNE, considera que estão reunidas todas as condições para o apuramento dos dados preliminares do referendo nacional, marcado pelas autoridades militares para o próximo dia 30 de agosto de 2026.

Após o sorteio das organizações cívicas para a atribuição de tempos de antena nos órgãos públicos de comunicação social, o secretário-executivo da CNE, Idriça Djaló, garantiu que a maior parte dos materiais eleitorais danificados já foi requisitada.

Segundo Idriça Djaló, o referendo constitui um ato eleitoral mais simples, que não requer necessariamente a utilização de um servidor para o apuramento dos resultados.

Apesar de parte dos materiais destinados ao apuramento nacional ter sido danificada durante o golpe de Estado que interrompeu o processo eleitoral de 23 de novembro de 2025, o secretário-executivo da CNE assegura que a falta de um servidor não coloca em risco os trabalhos de apuramento do referendo nacional.

Idriça Djaló sublinha, contudo, que está prevista a requisição de um servidor para as eleições previstas para 6 de dezembro de 2026.

Sobre o sorteio realizado esta segunda-feira, em Bissau, o responsável da CNE explica que a iniciativa pretende reforçar a sensibilização da população para a importância da sua participação no referendo.

Sem avançar, para já, com a data de início da emissão dos tempos de antena, a Comissão Nacional de Eleições esclarece que estes serão atribuídos exclusivamente aos órgãos públicos de comunicação social do país.

BOLETIM DE VOTO, REFERENDO NACIONAL 30 DE AGOSTO DE 2026... PERGUNTA: Concorda com a entrada em vigor da nova Constituição da República da Guiné-Bissau, aprovada pelo Conselho Nacional de Transição?

São Tomé e Príncipe: decisão de libertar cidadão chileno envolta em intensa polémica... A decisão do Tribunal Constitucional em declarar ilegal a detenção de Ignácio Purcell Mena, empresário chileno e ex-conselheiro especial do chefe do governo são-tomense, e a sua imediata libertação no prazo de 24 horas após a comunicação da sua decisão ao Supremo Tribunal de Justiça está a provocar uma onda de comentários em São Tomé e Príncipe.

Ignacio Purcell Mena, empresário chileno procurado pela Interpol por alegada fraude fiscal em Espanha. © Facebook  Por  RFI 17/08/2026

A decisão do Tribunal Constitucional sobre a libertação do chileno Ignácio Purcell Mena ultrapassa a dimensão de um processo judicial e transforma-se numa crise institucional e política porque envolve o Tribunal Constitucional, o Supremo Tribunal de Justiça, a Procuradoria-Geral da República, o Governo e a Assembleia, segundo os analistas políticos.

O problema é que a decisão abriu um confronto institucional. Também coloca-se a questão da separação de poderes entre os órgãos, nomeadamente o Tribunal Constitucional, o Supremo Tribunal de Justiça, o Governo e a Assembleia Nacional.

Este caso já produziu alguma consequência: foi a demissão de Jorge Ramos do cargo de ministro do Trabalho.

Ignácio Purcell Mena, ex-conselheiro especial do primeiro-ministro Américo Ramos, é procurado pelas autoridades espanholas e a sua recente detenção em São Tomé ocorreu no âmbito da cooperação judiciária internacional. O processo espanhol está relacionado com suspeitas de uma organização criminosa e uma alegada fraude fiscal superior a 300 milhões de Euros.

Acusado de ter exercido pressão que terá exercido sobre a presidente do Supremo Tribunal de Justiça para a libertação do empresário chileno de quem reconhece ser amigo, o presidente da Assembleia Nacional, Abnildo de Oliveira, afirma que não vai renunciar ao cargo, apesar de ter sido contestado na última sessão plenária, que foi cancelada após alguma confusão no parlamento.

Abnildo de Oliveira admitiu que pretende presidir a sessão de 3 de Setembro, prevista para posse do Presidente da República reeleito Carlos Vila Nova, e expressou o desejo de "até então, não perder o mandato".

“Neste momento, a 45 dias das eleições o que é que se ganha, o que é que se perde com uma renúncia ou um novo presidente da Assembleia”, questionou ainda o líder do parlamento são-tomense, ao recordar que não haverá mais sessões plenárias nesta legislatura, dado que as próximas legislativas decorrem já no próximo dia 27 de Setembro.

TEMPESTADE DESTRÓI 120 CASAS E AFETA 379 FAMÍLIAS EM SINTCHAM BASSIROU, NO LESTE DO PAÍS

Por Rádio Sol Mansi  17 08 2026

Cerca de 379 famílias, correspondentes a um total estimado de 3.302 pessoas, foram afetadas por um desastre registado na aldeia de Sintcham Bassirou, localizada na secção de Paunka, setor de Sonaco, região de Gabú, no leste da Guiné-Bissau.

O desastre ocorreu na noite de 10 de agosto de 2026, por volta das 19h00, quando a comunidade foi atingida por uma forte tempestade, acompanhada de chuvas intensas e ventos fortes. 

O fenómeno provocou danos significativos nas habitações e agravou as necessidades humanitárias da população afetada.

De acordo com uma avaliação rápida realizada por voluntários comunitários na madrugada de 11 de agosto, um total de 120 casas foi afetado, das quais 70 ficaram totalmente destruídas e 50 parcialmente danificadas.

Entre as casas destruídas, 45 tinham cobertura de zinco e 25 cobertura de colmo. Das 50 habitações parcialmente danificadas, 20 tinham cobertura de zinco e 30 cobertura de colmo.

Segundo os dados preliminares da Cruz Vermelha, a população afetada inclui 855 mulheres, 249 homens e 1.095 crianças, sendo 452 rapazes e 643 raparigas. Foram ainda registadas quatro pessoas feridas e quatro idosos.

As famílias afetadas perderam as suas habitações e bens essenciais, incluindo reservas de alimentos, material escolar, utensílios domésticos e outros bens pessoais. Perante a destruição das suas casas, algumas famílias foram obrigadas a procurar abrigo temporário junto de 44 famílias de acolhimento nas comunidades vizinhas.

Os números apresentados são ainda preliminares, estando as avaliações em curso, sobretudo no que diz respeito ao número e à capacidade das famílias de acolhimento que atualmente recebem as pessoas deslocadas.

As previsões meteorológicas indicam a possibilidade de novas condições adversas, aumentando o receio de que a situação humanitária se agrave e provoque maior vulnerabilidade entre as famílias afetadas e as comunidades que as acolhem.

Face à situação, é necessária assistência humanitária imediata, com prioridade para abrigo, alimentação, artigos não alimentares e proteção, bem como apoio às famílias de acolhimento, que enfrentam uma pressão adicional devido à receção das populações deslocadas.


Angola: Religião. Nova lei proíbe uso obrigatório de burca na via pública

Por poligrafoafrica.com  17 de Agosto de 2026 

O QUE ESTÁ EM CAUSA?

A Assembleia Nacional aprovou, na quinta-feira, 13 de Agosto, na generalidade, a alteração à Lei sobre a Liberdade de Religião e de Culto, que prevê, entre outras novidades, a proibição da exigência do uso de burca, véu islâmico que cobre o rosto, na via pública.

Além da proibição da exigência do uso de burca em hasta pública ou de qualquer indumentária que “viole os direitos das mulheres, dos homens e dos menores de idade ou que atente contra os direitos humanos, a moral e os bons costumes”, o diploma, aprovado por 165 votos a favor, zero votos contra e zero abstenções, prevê punição para todo aquele que “obrigar alguém a associar-se a uma confissão religiosa ou a nela permanecer”.

Importa referir que o uso de burca em espaços públicos tem gerado ampla discussão em todo o mundo e está a ser alvo de proibição em diferentes países, com destaque para os da Europa, embora alguns países de maioria islâmica também estejam a restringir o seu uso.

A maioria dos Estados justifica a proibição com a necessidade de identificação, razões de segurança e prevenção do crime.

Na sua fundamentação, o Governo angolano justifica, entre outras razões, a alteração à Lei n.º 12/19, de 14 de Maio, Lei sobre a Liberdade de Religião e de Culto, com a necessidade de “clarificar e modernizar algumas normas para melhor adequação à realidade actual”, bem como de “responder a questões e desafios emergentes relacionados com o exercício da liberdade religiosa”.

Ao todo, o Executivo angolano contabiliza 85 denominações religiosas legalmente reconhecidas e um universo que ultrapassa os 50 mil lugares de culto ou templos. Para o Governo, conforme expresso na fundamentação da proposta de lei, este elevado número de denominações religiosas resulta do longo período de conflito armado, do “desencantamento, pobreza extrema, precariedade do sistema de saúde, educação e a falta de esperança para uma vida melhor”, factores que levaram, reforça o Executivo no documento, a “população a olhar para as religiões e igrejas como o único meio de salvação social e económico, além do espiritual”.

É tendo em conta esses factores, que o Executivo considera reveladores de um aparente aproveitamento, por um lado, e as questões relacionadas com a segurança familiar e pública, por outro, que o Governo apresentou a proposta agora aprovada na generalidade.

Além da proibição da exigência de indumentárias que atentem contra a liberdade, a alteração legal estabelece a formação em Teologia para os ministros de culto, como pastores, anciãos e outros líderes religiosos, de acordo com as nomenclaturas utilizadas pelas diferentes confissões.

O artigo 33.º do diploma atribui às “confissões religiosas reconhecidas pelo Estado” a prerrogativa de assegurarem a “formação em Teologia dos ministros de culto, podendo criar e gerir estabelecimentos de ensino adequado a esse fim”.

REINO UNIDO: Primeiro-ministro britânico trocou mensagens com falso assessor de Trump... O primeiro-ministro britânico terá trocado mensagens com uma pessoa que se fazia passar por Susie Wiles, chefe de gabinete da Casa Branca, e uma das pessoas mais próximas de Donald Trump. Mensagens trocadas não teriam "importância".

© James Manning-WPA Pool/Getty Images  Por Notícias ao Minuto  17/08/2026 

O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, terá trocado mensagens com uma pessoa que se fazia passar por um dos assessores mais próximos do presidente norte-americano, Donald Trump. 

A informação foi avançada pelo Politico, que cita quatro fontes, e explica que o novo primeiro-ministro britânico terá comunicado com alguém que se fazia passar por Susie Wiles, chefe de gabinete da Casa Branca.

"Não comentamos assuntos de segurança nacional", adiantou Downing Street.

Já um outra fonte revelou ao meio norte-americano que foram trocadas "algumas mensagens" quando Andy Burnham assumiu o cargo, mas que "não tinham importância". 

Dois funcionários da embaixada britânica em Washington, citadas pelo Politico, indicaram que o incidente foi relatado à Casa Branca. Já dentro do governo britânico, havia receio de que o telemóvel de Susie Wiles tivesse sido hackeado. 

A Casa Branca, através de um funcionário, informou, no entanto, que o incidente não estava associado a qualquer tentativa de pirataria nos dispositivos da chefe de gabinete.

O conteúdo da troca de mensagens entre Burnham e alegadamente Wiles não foi tornado público.

De notar que, em 2025, a Casa Branca e o FBI iniciaram uma investigação depois de senadores, governadores, entre outros, receberem mensagens de texto e telefonemas de alguém que dizia ser o chefe de gabinete de Trump. Posteriormente, o Wall Street Journal noticiou que Susie Wiles havia contado a pessoas próximas que o seu telemóvel tinha sido hackeado. 

Recorde-se que Andy Burnham foi nomeado primeiro-ministro do Reino Unido no passado dia 20 de julho. 


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Pelo menos 55 pessoas foram hoje detidas em Moscovo diante do Supremo Tribunal da Rússia, que está a analisar o recurso do Yabloko contra a exclusão das legislativas de setembro, denunciou o líder deste partido antiguerra.

ALEMANHA: Um em cada 10 jovens na Alemanha não estuda nem trabalha... Um em cada 10 jovens alemães não estuda nem trabalha, tendo esta proporção aumentado nos últimos anos, revelaram dados hoje divulgados pelo Instituto Federal de Estatística da Alemanha, o Destatis.

© iStock    Por LUSA  17/08/2026 

De acordo com os dados publicados, a proporção de jovens entre os 20 e os 24 anos que não estão a estudar nem a trabalhar aumentou de 8,8% em 2022 para 10% em 2025, mas, apesar deste aumento, a taxa dos chamados jovens "nem-nem" na Alemanha é inferior à média da União Europeia (UE), que se fixou no ano passado nos 12,9%.

Entre as mulheres dessa faixa etária, a proporção das que não estudam nem trabalham na Alemanha é ligeiramente superior à dos homens, situando-se em 10,5% entre as mulheres, contra 9,6% entre os homens.

De acordo com dados de 2024 do Relatório Nacional de Educação da Alemanha, 25% dos jovens desocupados procuravam emprego e consideravam-se desempregados, 66% não estavam disponíveis para o mercado de trabalho, 6% iriam iniciar em breve uma formação profissional ou estudos universitários, enquanto 4% estavam prestes a iniciar um novo emprego.

Sempre segundo dados do Destatis, as proporções mais baixas na UE de jovens que não estudam nem trabalham foram registadas nos Países Baixos (5,6 %), na Suécia (7,3 %) e na República Checa (7,6 %), enquanto as mais elevadas foram observadas na Roménia (22,8 %), na Bulgária (17,3 %) e em França (16,2 %).

Segundo dados publicados em maio pelo serviço estatístico europeu Eurostat, que inclui na chamada geração "nem-nem" jovens com idades entre os 15 e os 29 anos, a taxa dos que não trabalhavam, não estudavam nem frequentavam qualquer formação em Portugal no ano passado foi de 9%, um recuo significativo face aos 13,1% registados em 2015.


ARÁBIA SAUDITA: Hutis reivindicam ataque contra navio militar saudita no mar Vermelho... Os rebeldes iemenitas hutis reivindicaram hoje ataques contra um navio militar da Arábia Saudita e outras quatro embarcações que o acompanhavam no mar Vermelho, no âmbito de um bloqueio imposto contra a frota de Riade.

© Lusa   17/08/2026 

Os hutis anunciaram ter "conseguido atingir um navio de desembarque militar pertencente ao inimigo saudita, acompanhado por quatro lanchas militares, no mar Vermelho, ao largo da costa de Moka, com vários mísseis balísticos", segundo o porta-voz militar dos rebeldes xiitas, Yahya Saree.

A Arábia Saudita, aliada dos Estados Unidos, não reagiu de imediato a este anúncio.

Os rebeldes hutis, apoiados pelo Irão, intensificaram nas últimas semanas as operações contra zonas controladas pelo Governo iemenita internacionalmente reconhecido e apoiado pela Arábia Saudita.

Antes deste anúncio, uma fonte das forças leais ao governo iemenita reconhecido pela comunidade internacional tinha indicado à agência de notícias France-Presse (AFP) que sete mísseis tinham atingido o estreito de Bab el-Mandeb e, mais a norte, a zona costeira de Moka. 

"Um navio comercial iemenita foi alvejado em Bab el-Mandeb, bem como um acampamento pertencente às forças governamentais" na mesma zona, acrescentou essa fonte, sem fornecer detalhes sobre eventuais danos ou baixas.

Num comunicado posterior, os rebeldes anunciaram ter atacado com drones um depósito de armas das "forças inimigas", na província petrolífera de Marib (centro).

No mês passado, a trégua celebrada em 2022 entre os huthis e o governo do Iémen, apoiado por Riade, foi quebrada.

O conflito reacendeu-se após ataques atribuídos a Riade contra o aeroporto de Sana, controlado pelos rebeldes, para onde o Irão tinha enviado um avião que transportava uma delegação rebelde sem solicitar autorização ao reino saudita, que controla o espaço aéreo iemenita.

Os ataques integram uma série de operações dos huthis contra posições ao longo do estreito de Bab al-Mandeb e na costa sul do mar Vermelho, controladas pelas forças governamentais, particularmente na cidade portuária de Moka e nas áreas circundantes.

O estreito liga o mar Vermelho ao golfo de Áden e ao oceano Índico e constitui uma passagem fundamental na rota marítima entre a Europa e a Ásia através do canal do Suez.

Os rebeldes têm igualmente visado refinarias na Arábia Saudita.

Momentos após os ataques de hoje, o alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, pediu aos beligerantes para cessarem imediatamente qualquer ofensiva suscetível de provocar o regresso a uma guerra em larga escala.

"Peço a todas as partes para cessarem imediatamente qualquer ação que possa mergulhar o Iémen novamente num conflito em larga escala", afirmou Turk, em comunicado, depois de vários anos de relativa calma no país.

Os rebeldes controlam Sana, a capital do Iémen, e grande parte do norte e oeste do país desde finais de 2014, enquanto as forças alinhadas com o Governo mantêm, entre outras áreas, posições ao longo da costa ocidental.

As duas partes evitaram, desde a trégua mediada pelas Nações Unidas em 2022, um regresso aos níveis de violência registados nos anos anteriores, apesar de confrontos esporádicos terem continuado em várias frentes.


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O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk, pediu hoje às partes em conflito no Iémen que cessem imediatamente qualquer ofensiva suscetível de provocar o regresso a uma guerra em larga escala.

Guiné-Bissau: Quebo: Um médico para 20 mil habitantes... O centro de saúde de Quebo, no sul do país, está a contar apenas com um médico para o atendimento de toda a idade com 20 mil habitantes. A revelação foi feita pelo diretor-clínico do centro, Inácio Mendes.

Por Rádio Capital Fm

Em entrevista exclusiva à Rádio Capital FM sobre a situação sanitária naquela zona do país, o médico lamenta a falta de materiais, que segundo disse, está a condicionar os trabalhos de atendimento no referido centro de saúde.

"O que nos dá falta são os materiais. Não temos monitores para responder às crianças com problemas respiratórios. E há também falta de recursos humanos. Neste caso sou o único médico que está no centro de saúde e que faz o atendimento em todos os serviços, nomeadamente na urgência, na consulta externa, internamento e maternidade", revelou Inácio Mendes.

O diretor-clínico mostra-se preocupado com a falta de recursos humanos no centro de saúde de Quebo. "Os emfermeiros são insuficientes. esforçam-se fora do normal e trabalham segunda-feira a domingo", detalhou.

"Neste momento a doença que dá mais entrada no centro de saúde é o paludismo", frisou o clínico.

Para sanar essas dificuldades, Inácio Mendes deixou um apelo às autoridades nacionais, no sentido de equipar o centro como forma de garantir o atendimento "adequado" aos doentes.

BISSORÃ: DUAS CRIANÇAS MORRERAM APÓS DESCARGA ELETRICA DURANTE TROVOADA

Por  Rádio Sol Mansi   17 - 08 - 2026

Duas crianças morreram e uma terceira encontra-se internada no Centro de Saúde de Bissorã, na sequência de uma descarga elétrica provocada por uma trovoada, na tabanca de Mun, setor de Bissorã, região de Oio.

O incidente ocorreu por volta das 15 horas de sábado, 15 de agosto, quando as três crianças uma menina e dois meninos  se encontravam sentadas na varanda da casa dos seus pais, no momento em que caía uma forte chuva acompanhada de trovoada.

Duas das vítimas morreram no local, enquanto a terceira foi imediatamente socorrida e transportada para o Centro de Saúde de Bissorã, onde recebeu assistência médica.

O facto foi confirmado à Rádio Sol Mansi por um familiar que se encontrava no centro de saúde a acompanhar a criança hospitalizada.

Em entrevista à Rádio Sol Mansi, Quintino Ndau, tio de uma das vítimas, explicou as circunstâncias em que ocorreu o incidente.

Na mesma ocasião, a enfermeira Adama Basse explicou o estado de saúde da criança à sua entrada no centro de saúde e afirmou que a mesma já se encontra fora de perigo.

O incidente deixou a comunidade de Mun consternada e volta a alertar para os riscos associados às trovoadas durante a época das chuvas.

Trump ameaça bombardear Omã se "atrapalhar" acordo sobre Ormuz... O Presidente norte-americano ameaçou hoje bombardear Omã caso o país "atrapalhe" um acordo sobre o estreito de Ormuz, quando Mascate e Teerão negoceiam o tráfego marítimo nesta passagem.

© Lusa   17/08/2026 

"Se Omã se intrometer, vamos bombardeá-los", afirmou Donald Trump à cadeia televisiva Fox News quando questionado sobre as negociações em curso entre Omã e Irão.

Mascate e Teerão mantêm há várias semanas negociações, sem a participação dos Estados Unidos, sobre a gestão da navegação no estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo e gás.

As autoridades iranianas afirmaram que os dois países já alcançaram um entendimento sobre o mapa das rotas de navegação e estão a trabalhar na conclusão de "um pacote" mais abrangente, que deverá incluir uma declaração conjunta.

O objetivo anunciado por Teerão é estabelecer um mecanismo que garanta os direitos soberanos do Irão e de Omã, os dois Estados costeiros do estreito, e simultaneamente permita a passagem em segurança dos navios mercantes.

A reabertura completa do estreito de Ormuz à navegação comercial é uma das principais exigências de Washington nas negociações com Teerão, mas permanece por esclarecer se um eventual acordo entre Irão e Omã corresponderá às condições exigidas pelos Estados Unidos.


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O Irão afirmou hoje estar próximo de concluir um acordo com Omã para gerir o tráfego marítimo no estreito de Ormuz, acrescentando que os dois países já alcançaram um entendimento sobre as rotas de navegação.

Cancro. Médica revela sinais que podem surgir meses antes do diagnóstico... Numa fase ainda posterior e antes do diagnóstico, os sinais de cancro podem ser desvalorizados e confundidos com outras patologias. Uma médica ajuda a perceber alguns dos sintomas que podem surgir antes e aos quais deve estar atento.

© Shutterstoc  Por  noticiasaominuto.com  17/08/2026 

Muitas vezes, os sinais de cancro podem ser complicados de detetar. Acabam por ser desvalorizados ou até confundidos com outras patologias. Ainda assim, surgem alguns podem surgir meses antes do diagnóstico. Uma médica revela alguns dos que deve ter atenção.

“Esses 10 sinais aparecem meses antes do diagnóstico. Vocês ignoram, eu vejo”, começou por dizer a médica Mariana Pilatti. Na sua página de Facebook partilhou um vídeo em que deu a conhecer alguns dos sinais de cancro que podem surgir antes dos sintomas e que não devem ser desvalorizados.

Cancro. Sinais que podem surgir antes do diagnóstico

1. Perda de peso inexplicável (sem dieta e sem ginásio). “O tumor consome muita energia. Pode perder entre cinco a 10 quilos em dois ou três meses.”

2. Inchaço abdominal persistente. "É algo que não passa com dieta e acaba por se acumular."

3. Diabetes que surge do nada e sem histórico familiar. “É o resultado da alteração do metabolismo. É algo muito suspeito para quem nunca teve.”

4. Sangramento que não para. “Seja no nariz, gengiva, feridas e hematomas fáceis. São pequenos sangramentos que duram em demasia.”

5. Ferida que não cicatriza. “Se for algo com mais de três semanas é de desconfiar.”

6. Dificuldade ao engolir de forma persistente. “Acaba por piora progressivamente.”

7. Tosse ou rouquidão por semanas. “Não passa e é pior em pessoas que fumam. A irritação crónica é outro dos sinais que pode ser acompanhada por tosse seca.”

8. Cansaço extremo. “Mesmo com repouso não resolve. Pode ser acompanhado com falta de ar.

9. Suores noturnos e febre recorrente. “É algo que acontece sem uma infeção diagnosticada.”

10. Perda de apetite persistente. “Pode sentir nojo por comida que antes adorava. O paladar é alterado e tem satisfação rápida ao comer.”

Mais conselhos a ter em conta

A médica revela ainda que tiver apenas um destes é motivo para ter alguma atenção. Contudo, se tiver dois ou três destes sinais “procure um médico”. Conta a ainda a combinação de sinais que é mais preocupante: “perda de peso, inchaço e menor apetite”.

“O corpo não grita, sussurra. Precisa de ouvi-lo antes que seja tarde”, continua Mariana Pilatti.

O que fazer para reduzir risco de 13 tipos de cancro?

De acordo com um novo estudo publicado na BMC Medicine, uma atividade de três minutos por dia pode ajudar a reduzir o risco de 13 tipos de cancro. Explicam que pode subir e descer degraus de um lance de escadas ou deixar de estar sentado durante pelo menos 30 minutos.

O estudo revelou que a forma como se mexe, ou fica parado e mais sedentário, pode afetar as hipóteses de desenvolver cancro. Qualquer que seja a atividade escolhida pode reduzir o risco de 13 tipos de cancro em até 7%.

A investigação analisou dados estatísticos de quase 60 mil homens e mulheres para perceber que tipo de movimentos podem estar associados a uma menor taxa de cancro, como o cancro da mama, do pulmão ou colorretal.

De acordo com The Washington Post foram analisados dados em relação ao tempo que as pessoas passavam sentadas, em pé ou até a fazer outro tipo de atividades mais moderadas ou até mais intensas.

Rússia cancela festival de música militar em Moscovo após novos ataques... A Rússia cancelou hoje um festival internacional de orquestras militares que devia começar em Moscovo na sexta-feira, 21 de agosto, depois de ter sofrido o maior ataque ucraniano com drones contra a capital russa.

© Lusa   17/08/2026 

"Somos obrigados a informar que, por motivos alheios à vontade dos organizadores, a realização do 18.º Festival Internacional de Música Militar 'Spasskaya Bashnia' é adiada de 2026 para 2027", anunciou a organização, citada pela agência de notícias espanhola EFE.

Os organizadores não prestaram mais pormenores sobre a decisão.

O anúncio ocorre após ataques ucranianos terem causado seis mortos, um na região de Moscovo e cinco perto da fronteira com a Ucrânia.

Moscovo foi alvo do maior ataque ucraniano na madrugada de domingo, durante a qual foram lançados mais de 600 drones, 201 dos quais foram abatidos nas proximidades da cidade.

Desde a tarde de sábado, as defesas antiaéreas russas derrubaram 822 drones ucranianos lançados contra 16 regiões e a anexada península da Crimeia, no maior ataque deste tipo desde o início da guerra.

O 18.º Festival Internacional de Música Militar 'Spasskaya Bashnia' ia decorrer entre 21 e 30 de agosto.

O festival reúne orquestras militares russas e de outros países e realiza-se desde 2007 na Praça Vermelha.

No início, decorria na colina Poklonnaya, posteriormente remodelada como Parque da Vitória, um dos principais complexos monumentais de Moscovo.

Anteriormente, só tinha sido cancelado em 2020, devido à pandemia da covid-19.

Em junho, as autoridades cancelaram também o concerto alusivo ao Dia da Rússia na Praça Vermelha.

A guerra em curso começou em fevereiro de 2022, quando a Rússia invadiu a Ucrânia para "desmilitarizar e desnazificar" o país vizinho, entre outros objetivos, como justificou na altura o Presidente russo, Vladimir Putin.

Os ataques têm vindo a intensificar-se nos últimos meses em ambos os lados da frente, fazendo um número crescente de vítimas civis, embora o balanço seja desconhecido, incluindo entre os militares.

Trata-se do conflito armado mais grave na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, que ocorreu entre 1939 e 1945.

A guerra causou também a destruição de muitas infraestruturas na Ucrânia, que tem contado com o apoio de aliados ocidentais no financiamento da economia e de armamento.

Putin exige o reconhecimento da soberania russa em partes da Ucrânia e garantias de que o país vizinho nunca será membro da NATO, a aliança de defesa ocidental.

O homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, recusa tais exigências e reclama a retirada das tropas russas do território ucraniano, bem como a reposição das fronteiras de 1991, quando o país se tornou independente da então União Soviética.

Esta condição implica a devolução da península da Crimeia, que a Rússia invadiu e anexou já em 2014.

As negociações entre as duas partes estão num impasse e perderam ímpeto desde o início da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, em 28 de fevereiro, que envolve vários países do Médio Oriente.


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Pelo menos seis civis russos morreram e quatro ficaram feridos hoje na sequência de um ataque de mísseis ucranianos contra a região fronteiriça de Belgorod, informou o governador regional em funções, Alexander Shuvaev.