quarta-feira, 2 de setembro de 2026

PORTUGAL: Ventura avança com moção de censura contra Governo (e pressiona PS)... O presidente do Chega, André Ventura, anunciou que irá avançar com a moção de censura ao Governo, na sequência dos casos que envolvem o nome do ministro da Administração Interna, Luís Neves.

© Getty Images   noticiasaominuto.com  02/09/2026 

O presidente do Chega, André Ventura, anunciou, esta quarta-feira, dia 2 de setembro, que vai avançar com a moção de censura ao Governo de Luís Montenegro, na sequência dos casos que envolvem o nome do ministro da Administração Interna, Luís Neves.

"O Chega deu entrada hoje, no Parlamento, de uma moção de censura com um objetivo claro: censurar o primeiro-ministro e o Governo pela manutenção de Luís Neves no cargo de ministro da Administração Interna, de questionar as razões pelas quais mantém Luís Neves com todas estas suspeitas, com todos estes problemas, com toda esta degradação, à frente do Ministério da Administração Interna", disse, em declarações, aos jornalistas, na sede do partido, em Lisboa.

E acrescentou: "Tive oportunidade de transmitir, nas últimas horas, quer ao grupo parlamentar, quer ao governo sombra, quer às várias instituições do Estado, a irreversibilidade deste avanço de uma moção de censura que não desejámos, que não era um instrumento desejável, mas cuja degradação das instituições nos obrigou a fazê-lo de forma clara".

Para André Ventura, "se o primeiro-ministro não compreende que este é um problema de decência e dignidade do Estado, então o principal partido da oposição deve-lhe fazer demonstrar humildemente que é mesmo uma questão de dignidade das instituições que as instituições reagem defendendo a democracia, a decência e a integridade".

O líder do Chega ressalvou, no entanto, que, apesar da moção de censura, a comissão parlamentar de inquérito, que já havia sido anunciada pelo partido "precisamente à gestão de Luís Neves, não fica, de forma alguma, colocada em causa". 

"Se a moção de censura for aprovada, questão que depende essencialmente ao PS e se está ou não colado a Luís Neves, o Chega comprometesse a um regresso à comissão parlamentar de inquérito, logo após o início de uma nova legislatura", continuou.

No entanto, "se a moção de censura não for aprovada por inviabilização do PS e do PSD, o Chega manterá, no Parlamento, a comissão parlamentar de inquérito como forma de exigir todo o escrutínio, toda a verdade e de não haver desculpas, como houve no passado, a que as irregularidades e as irresponsabilidades sejam atiradas para baixo do tapete e escondidas do tapete".

André Ventura referiu que "não pode uma dissolução do Parlamento, uma demissão, uma qualquer outra crise política estar sempre a afastar a necessidade de escrutínio". "O escrutínio existe e exigisse neste caso", salientou.

O líder do Chega apontou ainda que "o ministro da Administração Interna pode evidentemente dizer que ficou ofendido com as minhas palavras, há instrumentos e formas para isso".

"O que quis transmitir é muito claro: estas não são suspeitas nem pequenas, nem minudências sobre o ministro. Estas são suspeitas que para quem tutela a legalidade colocam em causa de forma severa e direta a sua autoridade e nos levantam as maiores suspeitas sobre a forma como geriu o cargo de diretor da Polícia Judiciária ao longo dos últimos anos e também as maiores suspeitas sobre a forma como favores políticos foram atribuídos ou negados durante esta gestão", frisou.

E sublinhou: "Isto não pode ser anulado, nem ocultado com nenhuma moção. Isto não pode ser anulado, nem aniquilado com nenhuma eleição. Isto tem de ser esclarecido e nós vamos exigi-lo doa a quem doer".

André Ventura afirmou ainda que "o tempo do silêncio cúmplice acabou e esta moção de censura é a prova de que nós não nos vergamos, de que não nos deixamos condicionar e de que, para nós, o tempo do silêncio acabou".

De recordar que o líder do Chega reuniu com os órgãos do partido para tomar uma "decisão final" sobre a apresentação da moção de censura ao Governo.

Na terça-feira, adiantou ainda que tinha falado com o Presidente da República, António José Seguro.

Por sua vez, o ministro da Administração Interna, Luís Neves, afirmou, também na terça-feira, que tem sido alvo de insinuações e mentiras, mas que não se deixará intimidar e continuará a governar e a trabalhar.

"A mim não me intimidam, jamais me intimidarão", afirmou Luís Neves na cerimónia de comemoração dos 148 anos do Comando Regional da PSP da Madeira, que decorreu em Câmara de Lobos.

O ministro defendeu que tem autoridade para continuar a governar e acusou o presidente do Chega, André Ventura, de lançar "o caos, porque dá jeito".


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A Polícia Nacional de Espanha garantiu hoje que o relatório que elaborou sobre Ceuta não atribui às forças de segurança marroquinas "o planeamento ou execução" da entrada de mais de 70.000 pessoas na cidade.

Uber termina operações na Nigéria e no Uganda com efeitos imediatos... A empresa de transporte TVDE Uber vai cessar as suas operações na Nigéria e no Uganda, com efeitos imediatos, anunciou hoje a empresa.

© Getty Images   LUSA  02/09/2026 

Fundada em 2009, a empresa norte-americana entrou no mercado nigeriano em 2014, no país mais populoso de África, começando pela cidade de Lagos, antes de se expandir para o resto do território. Em 2016, iniciou operações no Uganda.

"Após uma análise aprofundada das nossas operações, tomámos a difícil decisão de pôr fim às nossas atividades na Nigéria, com efeitos a partir de 02 de setembro de 2026 [hoje]", anunciou a empresa num comunicado, sem mais detalhes.

A Uber anunciou também hoje o despedimento de 3.300 trabalhadores, o equivalente a 10% dos seus funcionários em todo o mundo.

Em janeiro, a Uber tinha já abandonado a Tanzânia, após dez anos de atividade.

Os nigerianos atravessam uma grave crise do custo de vida, num contexto marcado pelas reformas económicas implementadas pelo Presidente, Bola Tinubu.

Economistas e investidores têm apoiado estas medidas, alegando que contribuíram para uma maior estabilidade macroeconómica, embora os críticos defendam que os benefícios das reformas ainda não chegaram à população em geral.

A eliminação dos subsídios aos combustíveis fez disparar os preços, e os automobilistas voltaram a ser fortemente afetados quando a guerra no Irão reduziu a oferta mundial de petróleo e fez aumentar os preços nos postos de abastecimento.

Os motoristas da Uber queixam-se há muito tempo de que as tarifas apresentadas na aplicação são demasiado baixas.

A empresa indicou que o seu serviço de apoio ao cliente continuará disponível até 23 de setembro para resolver os litígios em curso.

Aplicações concorrentes, como a Bolt e a InDrive, também estão presentes na Nigéria.

"Demos um contributo significativo para a economia nigeriana, com um impacto estimado de 34 mil milhões de nairas (cerca de 22,1 milhões de euros à taxa de câmbio atual) no mercado local", afirmou em 2023 o diretor da Uber na Nigéria, Tope Akinwumi.

ITÁLIA: Com quase 55 anos, hipopótamo mais velha da Europa dá à luz o 15.º filho... A hipopótamo mais velha da Europa, que tem cerca de 55 anos, deu à luz o seu 15.º filho, no Parco Natura Viva, na cidade italiana de Verona. A cria é a única nascida naquele país há cinco anos.

© Parco Natura Viva   Notícias ao Minuto   02/09/2026 

Com quase 55 anos, a hipopótamo mais velha da Europa deu à luz o seu 15.º filho, no Parco Natura Viva, em Bussolengo, na cidade italiana de Verona. Trata-se da única cria nascida naquele país há cinco anos.

Camilla, como é apelidada, deu à luz sozinha na água, ao fim de uma gestação de oito meses. Segundo noticiou a agência Ansa, na terça-feira, o animal não se afastou durante os primeiros três dias de vida do filho e só começou a sair para comer quando a cria já era capaz de o seguir.

Atualmente com 10 dias de vida, o filhote passa o tempo a mamar debaixo de água e a dar os primeiros passos.

Camilla, que pesa cerca de 2.500 quilogramas, e sua cria, que pesa 50 quilogramas, partilham o espaço com a família e com uma manada de antílopes nyala, onde se incluem dois recém-nascidos.

Ninguém está autorizado a aproximar-se da cria, tanto na água como fora dela, e assim continuará nas próximas semanas.

"A Camilla chegou ao Parco Natura Viva em 1976, apenas três anos após a inauguração do primeiro safari. Está connosco há 50 anos, acompanhou toda a evolução do parque desde os primeiros anos da sua inauguração até aos dias de hoje e já a vimos criar 14 filhotes. Mas, a esta idade, que já ultrapassa a esperança de vida de um hipopótamo, ninguém jamais teria imaginado que ela ainda fosse capaz de se reproduzir", salientou o diretor zoológico do parque, Camillo Sandri, à Ansa.

Segundo responsável, quando a cria está cansada, Camilla fica imóvel e oferece-lhe o focinho como apoio, para que se possa manter à tona da água sem esforço. Aliás, os dois permanecem imóveis durante várias horas, também para se protegerem do sol e se refrescarem.

A poluição, as atividades de extração e a caça pelo marfim dos caninos e incisivos, além da redução e fragmentação dos habitats de água doce, têm vindo a colocar pressão sobre os hipopótamos, ainda presentes em 39 países africanos.

A moeda iraniana desvalorizou-se para um mínimo histórico, com 2 milhões de riais equivalentes a 1 dólar americano... (CLO) O rial iraniano caiu para uma mínima histórica em relação ao dólar americano (2 milhões de riais equivalem a 1 USD) no mercado paralelo. A desvalorização da moeda levou a aumentos acentuados nos preços de alimentos, medicamentos e muitos outros itens essenciais, enquanto a renda da população não acompanhou esse ritmo.

Em Teerã, as pessoas estão pagando mais por produtos essenciais. Antes da guerra, 2 milhões de riais compravam cerca de 4 kg de tomates, meio quilo de frango e menos de um litro de óleo de cozinha. Agora, a mesma quantia compra apenas metade disso.

Segundo dados recolhidos pela Al Jazeera, o preço do tomate aumentou em média 71%, o do frango 74%, enquanto o do óleo de cozinha subiu até 177%.

Os medicamentos também ficaram mais caros. O preço da insulina, um medicamento essencial para pessoas com diabetes, aumentou 642%. O paracetamol subiu 93% e o leite em pó infantil cerca de 95%, mesmo sendo grande parte subsidiado pelo governo .

Um mercado no Irã . Foto: Unsplash

A crise está afetando não apenas os consumidores, mas também muitas empresas. Algumas lojas estão tendo que liquidar seus estoques a preços abaixo do custo para recuperar o dinheiro perdido. Muitas empresas podem ter que fechar as portas se a situação não melhorar.

O custo de vida diário também aumentou. Estima-se que uma pessoa possa ter que gastar pelo menos 700.000 a 800.000 tomans por dia com itens como água, transporte e pequenas necessidades, sem incluir alimentação. O toman é a moeda não oficial amplamente utilizada no Irã, sendo que 1 toman equivale a 10 riais.

O maior problema para a população é que os salários não acompanharam o aumento do custo de vida. O salário mínimo no Irã gira em torno de 166 milhões de riais, o equivalente a US$ 82. Se incluirmos subsídios e benefícios, esse valor sobe para cerca de 220 milhões de riais, o equivalente a US$ 108.

Para muitos iranianos, a questão não é mais simplesmente o quanto os preços subiram, mas sim quanta comida, remédios e itens de primeira necessidade um salário mensal ainda consegue comprar para sustentar a vida.

O Irã está sujeito a sanções dos EUA há anos, principalmente relacionadas ao seu programa nuclear. Essas medidas causaram dificuldades econômicas significativas, com a desvalorização contínua do rial e a inflação em alta.

O conflito entre o Irã e os Estados Unidos e Israel, que começou em 28 de fevereiro, agravou ainda mais a situação. A produção foi interrompida, o comércio foi prejudicado e as restrições às importações e exportações aumentaram o custo das mercadorias.

A ilha que desapareceu no Canadá e voltou a aparecer... 30 quilómetros depois... É uma "Jangada de Pedra" da vida real. Primeiro surgiu no meio de um enorme lago, depois desapareceu sem deixar rasto. Agora, a misteriosa ilha flutuante voltou a ser localizada, desta vez junto à margem e a dezenas de quilómetros do local onde tinha sido avistada inicialmente.

SIC Notícias  02/09/2026 

Uma ilha coberta de árvores voltou a aparecer no reservatório de Williston, na Colúmbia Britânica, no Canadá, depois de ter desaparecido das imagens de satélite semanas após a sua primeira descoberta.

Com cerca de 140 metros de comprimento e 70 metros de largura, a ilha foi inicialmente avistada por barqueiros no início de agosto. Depois de ter sido confirmada por imagens de satélite, deixou de aparecer no local onde tinha sido encontrada, dando origem a dúvidas sobre o seu paradeiro.

Agora, a ilha foi novamente localizada, mas cerca de 30 quilómetros do ponto onde tinha sido inicialmente avistada.

Desapareceu sem deixar rasto

A descoberta inicial surpreendeu moradores e autoridades, já que a ilha não aparecia em mapas ou cartas de navegação. Um vídeo captado por barqueiros mostrava uma verdadeira massa de árvores a flutuar na água.

Bob Gammer, porta-voz da BC Hydro, empresa responsável pelo reservatório, revelou à CBC que inicialmente achava que as imagens poderiam ser falsas ou até geradas por inteligência artificial. No entanto, uma imagem de satélite confirmou que a ilha existia e estava efetivamente a flutuar no reservatório.

Poucas semanas depois, porém, a estrutura desapareceu das imagens.

As autoridades chegaram a questionar se a ilha teria afundado ou se teria sido arrastada para outra zona do enorme reservatório.

A ilha voltou a aparecer

A resposta surgiu agora. Uma nova imagem de satélite voltou a localizar a ilha, desta vez junto à margem, numa área mais remota, cerca de 30 quilómetros a noroeste do local onde tinha sido identificada inicialmente.

O novo avistamento foi ainda reforçado por relatos de testemunhas, incluindo pessoas que sobrevoaram a região e um barqueiro que conseguiu fotografar a estrutura.

Para os responsáveis da BC Hydro, a ilha parece ter permanecido intacta apesar da deslocação.

Como é que uma floresta inteira começou a flutuar?

Embora o regresso da ilha tenha resolvido parte do mistério, a sua origem continua sem uma explicação definitiva.

A principal teoria é que a estrutura se tenha formado ao longo de vários anos a partir de troncos e outros detritos acumulados junto à margem. Com o tempo, plantas, musgo e árvores terão começado a crescer sobre essa massa de madeira em decomposição.

O aumento do nível da água do reservatório poderá ter acabado por libertar a estrutura da margem, fazendo-a flutuar livremente.

Segundo informações do jornal The Guardian, o reservatório atingiu este ano o nível mais elevado desde 2012, depois de um inverno com muita neve e de um verão com chuva persistente.

Um fenómeno raro

A ilha não é, contudo, um local seguro para os curiosos. As imagens mostram árvores a movimentarem-se com as ondas, sugerindo que a estrutura assenta numa camada instável de troncos e detritos.

A BC Hydro deixou, por isso, um aviso aos barqueiros para que não tentem aproximar-se demasiado, atracar ou subir para a ilha.

As autoridades vão continuar a monitorizar a estrutura para perceber se esta permanece junto à margem ou se volta a desaparecer e a iniciar uma nova viagem pelo reservatório.

72 mil entradas em 24 horas: O que mudou em Ceuta um mês depois... Estes são alguns pontos relativos ao ocorrido no enclave espanhol no norte de África, com fronteiras com Marrocos, em 30 e 31 de julho e nas semanas seguintes.

© Marcos Moreno/Europa Press via Getty Images    LUSA  02/09/2026 

A cidade de Ceuta viveu há um mês uma entrada inédita de dezenas de milhares de pessoas de forma ilegal em 24 horas, gerando uma crise migratória que se mantém, com consequências a diversos níveis.

Estes são alguns pontos relativos ao ocorrido no enclave espanhol no norte de África, com fronteiras com Marrocos, em 30 e 31 de julho e nas semanas seguintes:

Os números (ainda por esclarecer) da crise

O número de pessoas que entrou ilegalmente em Ceuta no final de julho ascendeu a 72.000 e permanecem na cidade cerca de 5.000, incluindo pelo menos 1.200 menores de idade não acompanhados, segundo o balanço mais recente e oficial do Governo de Espanha.

Mais de 90% daquelas pessoas abandonou voluntariamente a cidade nas horas e dias imediatos à avalanche de 30 e 31 de julho, outras 3.500 fizeram o mesmo entre 10 e 31 de agosto e mais 214 foram expulsas por causa de delitos, segundo as autoridades nacionais.

Já o governo da cidade autónoma disse que permanecem entre 8.000 e 9.000 migrantes e estimou que entraram 80.000 pessoas ilegalmente no território, de 83.500 habitantes.

O Governo central criou 3.400 lugares de acolhimento temporário de migrantes na cidade durante o mês de agosto e espera chegar aos 6.000 nas próximas semanas. Só com lugares de acolhimento é possível fazer o registo de todas as pessoas que continuam a dormir nas ruas, abrir os respetivos processos, com vista ao repatriamento ou à concessão de asilo, e chegar a números definitivos.

"Plano de choque" de 309 milhões de euros para responder à crise

O Governo espanhol aprovou na terça-feira um "plano de choque" para Ceuta de 309 milhões de euros, a executar até ao final do ano, para responder à crise migratória e humanitária na cidade e ao impacto na economia da entrada ilegal de dezenas de milhares de pessoas.

Serão destinados 90 milhões de euros ao reforço da segurança na cidade, com mais meios humanos e outros das polícias e das forças armadas, assim como 118 milhões para responder às necessidades extraordinárias de acolhimento e humanitárias de milhares de migrantes.

Haverá ainda verbas para "o reforço de serviços essenciais" (como saúde, educação ou justiça) e 80 milhões de euros para apoio a empresas e trabalhadores, entre ajudas diretas e outras, com o Governo a destacar o impacto em setores como o turismo ou o pequeno comércio de Ceuta e que houve quebras de atividade no último mês na cidade de entre 30% e 60%, conforme os setores.

Causas da avalanche inédita

O Governo de Espanha disse que ainda estão a ser investigadas as causas exatas do que ocorreu em Ceuta, situação que qualificou como um ataque à integridade territorial do país.

Segundo o executivo, aquilo que as autoridades sabem até agora é que foi deturpada uma sentença do Tribunal Supremo espanhol nas redes sociais sobre devolução de migrantes que cruzam ilegalmente uma fronteira a nado e que essa desinformação foi aproveitada por "organizações criminosas" que traficam seres humanos.

O executivo acusou também Israel, Rússia e "uma internacional de extrema-direita que usa sempre a migração não só para atacar Espanha como também a Europa", de terem amplificado o ocorrido e a desinformação relativa a Ceuta e de estarem envolvidos neste "ataque híbrido" à União Europeia e a Espanha.

Por outro lado, o Governo liderado por Pedro Sánchez, tem insistido em ilibar Marrocos de qualquer responsabilidade, contrariando a perceção e opinião generalizadas em Espanha, num aspeto que divide a própria coligação governamental, formada pelo Partido Socialista (PSOE) e pelo Somar (esquerda).

O Governo disse até agora não haver indícios ou informações por parte de forças de segurança ou serviços secretos nacionais ou outros do envolvimento de Marrocos neste caso e elogiou a cooperação de Rabat. No entanto, um relatório da Polícia Nacional de Espanha concluiu que agentes das forças de segurança de Marrocos (conhecidos como 'gendarmes') orientaram a entrada em massa de pessoas em Ceuta em julho, noticiou a imprensa espanhola.


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Um relatório da Polícia Nacional de Espanha concluiu que agentes das forças de segurança de Marrocos (conhecidos como 'gendarmes') orientaram a entrada em massa de pessoas em Ceuta em julho, noticiou hoje a imprensa espanhola.

Ucrânia: Rússia volta a atacar infraestruturas industriais e de logística... O Exército russo voltou a atacar a Ucrânia na noite passada com drones e um número limitado de mísseis, que visaram infraestruturas industriais e de logística nomeadamente nas regiões de Kyiv (norte), Odessa (sul) e Poltava (centro).

© REUTERS/Maksim Levin TPX IMAGES OF THE DAY   LUSA  02/09/2026 

Na região da capital ucraniana, as autoridades locais reportaram vários incêndios em armazéns localizados nos distritos de Bucha e Brovari, onde foram destruídos nos últimos dias inúmeros armazéns pertencentes a supermercados e outras empresas de retalho ucranianas.

Em Odessa, o governador militar descreveu o ataque à capital regional como "massivo" e reportou danos em infraestruturas civis, edifícios residenciais, armazéns, um centro comercial e duas instituições de ensino.

Em Poltava, o ataque russo atingiu uma instalação industrial.

Várias pessoas ficaram feridas no país na sequência destes e de outros ataques.

Segundo a Força Aérea ucraniana, a Rússia lançou quatro mísseis e 174 drones contra a Ucrânia entre a tarde de terça-feira e a manhã de hoje, tendo as defesas aéreas ucranianas conseguido abater 141 dos drones.

Como tem sido habitual desde a passada quinta-feira, a Rússia continua hoje os seus ataques com drones contra várias cidades ucranianas.

Na Rússia, pelo menos duas pessoas morreram e outras 16 ficaram feridas na região de Belgorod na sequência dos ataques de Kyiv nas últimas 24 horas, informaram hoje as autoridades locais.

Dois dos feridos estão em estado grave, declarou o governador local, Alexander Shuvayev, nas redes sociais.

Segundo o responsável, as forças ucranianas atacaram a região 140 vezes ao longo da terça-feira com artilharia e drones.

De acordo com os meios de comunicação locais, mais de 100 civis em Belgorod morreram nos últimos dois meses na sequência de ataques das forças de Kyiv.

Belgorod é uma das regiões fronteiriças russas mais afetadas pela guerra na Ucrânia.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022.


Leia Também: Costa avisa Rússia de que "não é momento de escalar" guerra

O presidente do Conselho Europeu avisou hoje a Rússia de que "não é momento de escalar" a guerra na Ucrânia e alargar a "atitude de agressão", após a Alemanha responsabilizar Moscovo pelo ataque ao aeroporto de Leipzig.

Irão condena ataque norte-americano e chama "Satanás" aos EUA... O presidente do Parlamento iraniano e negociador-chefe classificou hoje os Estados Unidos como Satanás, referindo-se diretamente ao último ataque norte-americano contra o sul do Irão e que causou 18 mortos.

© Morteza Nikoubazl/NurPhoto via Getty Images     LUSA    02/09/2026 

"Se uma potência age como Satanás, escolhe os alvos como Satanás e mata como Satanás, então é o Satanás", escreveu Mohammad Bagher Ghalibaf numa mensagem publicada nas redes sociais.

A expressão Satanás aplicada aos Estados Unidos é usada com frequência pelos líderes iranianos desde a Revolução Islâmica de 1979.

Na mesma mensagem, o presidente do Parlamento do Irão disse que o "Grande Satanás" (Estados Unidos) protege "Satanás júnior", sem nomear os países da região aliados da administração do Presidente norte-americano, Donald Trump. 

Pelo menos 18 pessoas morreram durante a última série de bombardeamentos norte-americanos contra o Irão, esta madrugada, noticiou a agência oficial iraniana Irna.

Mohammad Bagher Ghalibaf, referiu-se também às crianças mortas na escola de Minab, no início dos bombardeamentos dos Estados Unidos e de Israel contra território iraniano.

Em resposta aos novos ataques norte-americanos, o Irão lançou drones e disparou mísseis contra Bahrein, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Curdistão iraquiano onde se encontram instaladas bases militares norte-americanas.

As Forças Armadas dos Estados Unidos não comentaram diretamente o ataque que atingiu a festa de casamento no sul do Irão.

No entanto, o porta-voz do Comando Central dos EUA (Centcom), Tim Hawkins, declarou que "os militares norte-americanos nunca têm como alvo civis, ao contrário da Guarda Revolucionária" iraniana.

Os ataques norte-americanos ocorreram pouco depois de o Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, ter apelado no sentido de novos esforços diplomáticos, atualmente num impasse.

Pezeshkian afirmou que, caso os Estados Unidos respeitassem o acordo assinado em junho, a República Islâmica do Irão tomaria imediatamente medidas recíprocas.


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A tensão no estreito de Ormuz voltou a aumentar esta quarta-feira, depois de a Guarda Revolucionária iraniana ter relatado um novo incidente envolvendo dois petroleiros e acusado os navios de terem seguido uma rota não autorizada.

Primeiro Vice-Presidente do Conselho Nacional de Transição (CNT), Fodé Caramba Sanhá, em comunicação à imprensa.

 Radio TV Bantaba

CNT apela à serenidade e ao respeito institucional após resultados provisórios do Referendo

O Primeiro Vice-Presidente do Conselho Nacional de Transição (CNT) e Coordenador Nacional da campanha “Voto SIM, pela Estabilidade” dirigiu uma comunicação ao país na sequência da divulgação dos resultados provisórios do Referendo Nacional realizado no passado dia 30 de agosto de 2026.

Na sua intervenção, o responsável sublinhou que os resultados apresentados pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) são ainda provisórios, defendendo que cabe exclusivamente ao órgão eleitoral concluir o processo de apuramento e publicar os resultados finais.

Segundo os dados provisórios apresentados, dos 914.428 eleitores inscritos, participaram na votação cerca de 572 mil cidadãos, correspondendo a aproximadamente 63% do eleitorado. Entre os votos válidos, a tendência apontava para uma vitória expressiva do SIM, com cerca de 70%, contra 30% do NÃO. Dados divulgados pela CNE confirmam igualmente esta tendência.

Apesar da satisfação perante os números provisórios, o Primeiro Vice-Presidente do CNT alertou que “não é ainda o momento de proclamar resultados definitivos”, nem de promover qualquer forma de triunfalismo.

Durante a comunicação, foi deixada uma mensagem de reconhecimento a todos os cidadãos que participaram no referendo, incluindo aqueles que enfrentaram dificuldades para chegar às assembleias de voto.

O dirigente agradeceu igualmente aos membros das mesas de voto, agentes eleitorais, autoridades administrativas e locais, forças de defesa e segurança, observadores, órgãos de comunicação social e a todos os envolvidos na realização do processo eleitoral.

A comunicação destacou também as diferenças de participação entre as várias regiões do país. Em Gabú e Bafatá, a participação aproximou-se dos 90%, com uma votação fortemente favorável ao SIM. Em Tombali, registou-se igualmente uma elevada participação e uma maioria clara favorável à mesma opção.

Por outro lado, em regiões como Quinara, Biombo e Bolama-Bijagós, apesar de o SIM ter surgido maioritário entre os votos válidos, os níveis de participação foram mais reduzidos.

No Sector Autónomo de Bissau, os resultados provisórios indicaram 64.241 votos para o NÃO e 58.957 votos para o SIM, representando uma vantagem provisória de 5.284 votos para a opção NÃO.

O responsável defendeu que todos os resultados devem ser respeitados, salientando que a democracia também se mede pela capacidade de respeitar aqueles que fizeram escolhas diferentes.

Aos cidadãos que votaram SIM, agradeceu a confiança manifestada, enquanto aos que votaram NÃO expressou igual respeito pelo exercício livre do seu direito. Aos que não participaram, afirmou que continuam a fazer parte da República e da construção do futuro da Guiné-Bissau.

O Coordenador Nacional da campanha “Voto SIM, pela Estabilidade” afirmou ainda que, caso os resultados finais confirmem a tendência provisória, a estabilidade deverá deixar de ser apenas um lema de campanha para passar a representar uma responsabilidade.

“A estabilidade não se proclama. Constrói-se”, defendeu, sublinhando que ela deve assentar em instituições fortes, respeito pela legalidade, previsibilidade na vida pública, segurança, diálogo, respeito pelas diferenças e funcionamento regular do Estado.

A comunicação terminou com um apelo à serenidade, ao respeito e à contenção por parte dos apoiantes da campanha, bem como ao respeito pelo processo institucional em curso até à publicação dos resultados finais pelas entidades competentes.

“A República pertence a todos os guineenses”, concluiu o responsável, apelando à união do país acima das diferenças políticas do momento.

MÉDICOS ESPECIALISTAS EM MEDICINA FAMILIAR HOMENAGEAM MINISTRA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

  Ministério da Administração Pública, Trabalho, Emprego e Segurança Social    02/09/2026 

A Ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, Assucénia Donate de Barros foi homenageada na manhã desta quarta-feira, 2 de Setembro com um Certificado de Reconhecimento.

Uma iniciativa de um grupo de médicos de família do Sistema Nacional da Saúde.

No Certificado de Reconhecimento entre outros pode-se ler “UM AGRADECIMENTO ESPECIAL” a Dra. Assucénia Donate de Barros, madrinha do grupo na altura da receção dos títulos de Especialistas em Medicina da Família, a sua dedicação, o seu suporte constante e o afeto com que abraçou esta causa  que deram a esta celebração, o brilho e a dignidade que os novos especialistas merecem.

Dai que os novos especialistas expressaram  as suas eternas admiração, por caminhar com eles e tornar este sonho uma realidade.

Por: Gabinete de Comunicação 

PORTUGAL/TRABALHADORES ESTRANGEIROS: Quase 1 em cada 5 trabalhadores são estrangeiros: Qual o impacto?... Os trabalhadores estrangeiros representam 18,6% da força de trabalho em Portugal, gerando um impacto mensal de 363 milhões de euros, segundo uma análise da Randstad Research, com base em dados da Segurança Social e do INE.

© Shutterstock   Notícias ao Minuto   02/09/2026 

Os trabalhadores estrangeiros representam 18,6% da força de trabalho e geram impacto mensal direto de 363 milhões de euros, segundo uma análise divulgada esta quarta-feira pela Randstad Research, baseada nos dados da Segurança Social, do Instituto Nacional de Estatística (INE) e do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP). Significa que quase um em cada cinco trabalhadores em Portugal são estrangeiros. 

Significa que existiam "906.019 trabalhadores estrangeiros a descontar em junho de 2026", de acordo com um comunicado a que o Notícias ao Minuto teve acesso. 

"Esta realidade gerou um saldo financeiro direto positivo para os cofres do Estado, cifrando-se numa injeção líquida de 363,13 milhões de euros num único mês", pode ler-se.

De acordo com a mesma nota, "os dados analisados de forma aprofundada demonstram que esta integração resultou na arrecadação de 427,82 milhões de euros, o que se traduz num aumento homólogo de 12,5% no valor das contribuições, sendo uma população maioritariamente jovem (com 64% dos contribuintes na faixa etária dos 20 aos 39 anos)".

"Em contrapartida, registaram-se 186.823 beneficiários estrangeiros de prestações sociais (11,3% do total), representando um encargo de 64,69 milhões de euros, um número que reflete uma diminuição homóloga de 9,7% de beneficiários (-19.947 pessoas)", pode ler-se. 

Mercado de trabalho global mantém resiliência e estabilidade no desemprego

A mesma análise revela que as "estimativas provisórias revelam que, em julho de 2026, a taxa de desemprego global manteve-se inalterada face a junho, situando-se nos 5,7%".

"O número total de desempregados caiu em 2.700 pessoas, fixando-se nas 320.300 no país. A análise demográfica demonstra que esta quebra mensal do desemprego se fez sentir com especial destaque entre os adultos dos 25 aos 74 anos (-3.700 pessoas) e entre os homens (-2.100 pessoas)", pode ler-se. 

Mais: "No que toca à ocupação, o emprego registou uma ligeira queda mensal de 7.100 pessoas (-0,1%). Apesar deste recuo, o número total de profissionais continua a superar a fasquia dos 5,3 milhões (5.347.000). Numa perspetiva homóloga, o mercado laboral evidencia crescimento, contabilizando mais 82.900 pessoas empregadas (+1,6%) face a julho do ano anterior. A população ativa acompanhou a descida mensal, perdendo 9.900 indivíduos para um total de 5.667.300 ativos".

Relativamente aos rendimentos, "a remuneração média por trabalho dependente declarada (referente a junho) fixou-se nos 2.058,34 €, um valor que reflete um crescimento de 24,1% face a maio e de 5,8% em comparação com o período anual homólogo".

"O mapa salarial continua a ser fortemente liderado por Lisboa (2.415,34 €) e Setúbal (2.193,30 €), contrastando com as remunerações mais baixas registadas a sul, em Faro (1.706,58 €) e Beja (1.750,17 €)", pode ler-se. 

Citada no mesmo comunicado, Isabel Roseiro, Diretora de Marketing da Randstad Portugal, afirma que "a análise deste mês evidencia uma estabilização no mercado de trabalho português".

"Mais do que as ligeiras variações mensais na criação de emprego, o destaque vai para a consolidação estrutural que observamos através da integração de talento estrangeiro. Estes profissionais estão a contribuir ativamente para a mitigação da escassez de mão de obra em diversos setores, ao mesmo tempo que desempenham um papel cada vez mais relevante no equilíbrio financeiro e demográfico do nosso sistema de proteção social", conclui a responsável. 


Alemanha fecha portas à Rússia. "Erro" ou "terrorismo"? O que se sabe... O sobrevoo de um drone num aeroporto alemão, em agosto, está a melindrar as relações entre a Alemanha e a Rússia. Berlim acusa Moscovo de "falta de escrúpulos" e Putin já respondeu, salientando, que se está a cometer "um erro". Da parte de Portugal, prometem-se medidas e embaixador russo já foi convocado - a UE fala em "terrorismo".

© Sean Gallup/Getty Images   Notícias ao Minuto com Lusa   02/09/2026 

Em agosto, o aeroporto alemão de Leipzig foi alvo de uma tentativa de ataque com um drone com carga explosiva. A investigação aponta para que a responsabilidade seja dos serviços secretos russos, e a Alemanha anunciou, na terça-feira, medidas que visam punir a ação russa.

Berlim responsabiliza Moscovo pelo "ataque híbrido" e conta já com o apoio e "solidariedade" da UE (incluindo Portugal), que acusam a Rússia de "terrorismo patrocinado por um Estado".

"Ordenei as seguintes medidas, de acordo com o chanceler federal [Friedrich Merz]: o consulado-geral da Rússia em Bona será encerrado a 18 de setembro. O contrato da 'Casa Russa' em Berlim será rescindido", anunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Johann Wadephul.

A decisão acontece uma semana depois de a Alemanha ter garantido que faria os autores de ataques híbridos “pagarem pelos seus atos”, considerando que “os agressores estão a agir com uma crescente falta de escrúpulos e aceitam até causar graves danos materiais, bem como feridos e mortos”.

Rússia diz que Alemanha está a cometer um "erro"

A Rússia reagiu e promete uma "resposta adequada" à Alemanha, referindo que Berlim "agravou as relações com Moscovo sob um pretexto totalmente inverosímil e forçado".

"Berlim está manchada pelo seu envolvimento no conflito ucraniano e em ataques terroristas, e Moscovo irá responder a todas as decisões antirrussas", continuou a porta-voz da diplomacia russa.

Segundo Zakharova, a "Casa Russa e o consulado-geral da Rússia em Bona têm sido, há muito, motivo de preocupação para as autoridades alemãs, que inventaram um pretexto para os encerrar".

Já o presidente do país defendeu que a Alemanha está a cometer "um erro". 

"Penso que este é outro grande erro. E, na minha opinião, vai claramente contra os interesses do povo alemão", disse Putin quando questionado sobre o assunto durante uma conferência de imprensa transmitida pela agência de notícias russa TASS.

UE, NATO e Portugal expressam "solidariedade" e união

Após a conclusão da investigação das autoridades alemãs, a presidente da Comissão Europeia e o secretário-geral da NATO manifestaram "total solidariedade" com a Alemanha após o que qualificaram como um ataque híbrido levado a cabo pela Rússia contra o aeroporto de Leipzig em agosto.

"Garanti-lhe que a União Europeia (UE) está plenamente solidária com a Alemanha perante este ataque levado a cabo pela Rússia", indicou Von der Leyen.

Já a chefe da diplomacia da União Europeia (UE) descreveu hoje como "terrorismo patrocinado por um Estado" o ataque falhado num aeroporto alemão atribuído à Rússia e anunciou ter convocado o representante russo em Bruxelas.

Por cá, também houve reações. O ministro dos Negócios Estrangeiros transmitiu ao homólogo alemão, Johann Wadephul, a "total solidariedade de Portugal", salientando que "a segurança coletiva na Europa assenta nesta solidariedade constante e inabalável". Já hoje, Paulo Rangel informou que irá convocar o embaixador russo em Portugal que "evidentemente algumas medidas serão tomadas".

"Sem dúvida que a UE terá uma reação forte, como aliás já teve a Alemanha, relativamente a interesses russos que são altamente problemáticos hoje em dia no contexto europeu", disse.

O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, seguiu a mesma linha de "solidariedade", referindo que "a unidade de todos os Aliados é um pilar essencial da nossa segurança coletiva e não vacilaremos na sua defesa, tal como não hesitaremos na denúncia dos que nos tentam dividir".

Incidente em aeroporto da Alemanha não foi caso único

Na noite de 4 de agosto, foi encontrado um drone com carga explosiva no aeroporto de Leipzig e, de acordo com a investigação preliminar, o alvo era um avião de carga ucraniano Antonov, utilizado para o transporte de material bélico.

O alegado atentado terá falhado devido a uma avaria no detonador da bomba.

Além disso, os serviços de segurança alemães acreditam que um segundo drone possa ter colidido pouco depois com um avião de carga da DHL, obrigado a abortar a aterragem em Leipzig devido ao encerramento do aeroporto.

As inspeções à aeronave, que, após a colisão, tinha sido desviada para a cidade de Hanôver, encontraram danos no estabilizador da aeronave que não podiam ter sido causados pelo impacto com uma ave.

Além disso, os investigadores encontraram, a 14 de agosto, outro veículo aéreo não tripulado (drone) perto do aeródromo, bem como explosivos, noticiaram as emissoras públicas regionais WDR e NDR e o jornal Süddeutsche Zeitung.

O novo drone foi encontrado num campo em Kabelsketal, no estado federado da Saxónia-Anhalt, que faz fronteira diretamente com a parte ocidental do aeroporto de Leipzig, na Saxónia.


Leia Também: Incidente em subestação elétrica em Bargheim foi deliberado, diz polícia

A polícia alemã admitiu hoje que o incidente de terça-feira na subestação elétrica da operadora Amprion em Bergheim, oeste da Alemanha foi um ato deliberado ocorrido um dia após outro ataque semelhante contra uma instalação de energia em Brandemburgo.

Guiné-Bissau: Guarda Nacional da Guiné-Bissau reforça competências com formação em Investigação Criminal... Iniciativa decorre em Bissau até 18 de setembro e abrange cerca de 50 militares de várias especialidades da corporação.

 GN - Guarda Nacional   2/09/2026 

A Guarda Nacional (GN) da Guiné-Bissau deu início, esta quarta-feira (2 de setembro), a um ciclo intensivo de sessões de capacitação destinado aos seus operacionais da área de investigação criminal. 

O programa formativo, que se estende até ao próximo dia 18 de setembro, decorre na capital do país e conta com a participação de cerca de 50 militares provenientes de diferentes valências da instituição. 

A formação é ministrada pelo Mestre Domingos Etiene Gomes, Subinspetor da Polícia Judiciária da Guiné-Bissau, refletindo a cooperação institucional e a partilha de sinergias entre as diferentes forças de segurança e ordens jurídicas do país para a consolidação do Estado de Direito. 

Ao longo de duas semanas, os formandos terão acesso a uma componente programática diversificada e focada nos desafios atuais do combate à criminalidade. Entre as matérias centrais do plano de estudos destacam-se Técnicas de Investigação Criminal, Gestão do Local de Crime e Técnicas de Entrevista e Interrogatório.  

O curso dedica ainda especial atenção a procedimentos táticos e legais indispensáveis para o dia a dia operacional, tais como as regras para a realização de Buscas e Revistas, ações de Seguimento e Vigilância, além do combate a crimes de Furto e Roubo. 

A recolha e validação de provas em contexto judicial será igualmente debatida no módulo dedicado às Provas e Meios de Obtenção de Provas. 

Com esta iniciativa, o comando da Guarda Nacional reforça a aposta na qualificação técnica contínua dos seus quadros, visando aumentar a eficácia das investigações e otimizar a resposta securitária perante a criminalidade urbana e organizada no país.



Foto: Ianik Matos

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Guiné-Bissau completa exercício IMET em todo o SNAP

 IBAP - Instituto da Biodiversidade e das Áreas Protegidas   1/09/2026

Um marco importante para a conservação na Guiné-Bissau: o IBAP concluiu o exercício IMET em todas as Áreas Protegidas do país, cobrindo o Complexo Dulombi-Boé-Tchetche, garantindo, pela primeira vez, uma avaliação atualizada da eficácia de gestão de todo o Sistema Nacional de Áreas Protegidas (SNAP).

O IMET – Integrated Management Effectiveness Tool, permite avaliar a eficácia da gestão das Áreas Protegidas, identificar avanços, desafios e prioridades e orientar melhor a planificação e os investimentos. O exercício é realizado de forma participativa, envolvendo as equipas de gestão e outros atores diretamente ligados às Áreas Protegidas.

Para além da cobertura integral do exercício IMET, a Guiné-Bissau passa a contar com 3 coaches IMET nacionais lusófonos, capazes de acompanhar as futuras atualizações no país e apoiar outros países de língua portuguesa.

Este importante resultado contou com o apoio do RAMPAO, do Projeto WACA, financiado pelo Banco Mundial através do WACA BAR/UICN, e do Projeto PICVERT, financiado pela União Europeia, através da UICN.

GUERRA NA UCRÂNIA: Putin rejeita negociar com "terroristas" após alerta de Zelensky... O Presidente russo, Vladimir Putin, rejeitou hoje negociar "com terroristas", após o homólogo ucraniano ter alertado as companhias aéreas que os drones ucranianos tornarão "extremamente perigoso" o espaço aéreo russo enquanto a guerra continuar.

© Vyacheslav PROKOFYEV / POOL / AFP via Getty Images    LUSA   01/09/2026

"Estão a pedir-nos para retomar as negociações, estão a pedir encontros presenciais, mas não negociamos com terroristas", disse Putin, questionado sobre as declarações de Volodymyr Zelensky, que alertou a aviação civil para os riscos no espaço aéreo russo, sublinhando que não era esse o alvo.

"Se isto foi dito em voz alta, é simplesmente uma declaração de terrorismo de Estado", afirmou Putin, em conferência de imprensa transmitida pela agência de notícias russa TASS.

Antes, Zelensky, alertou no seu discurso diário, dirigindo-se "às companhias aéreas que utilizam o espaço aéreo russo, todas as seguradoras e todos aqueles que ainda servem os principais aeroportos russos", que os céus russos estão "a tornar-se extremamente perigosos".

Embora não seja um alvo "em si", a aviação civil "não tem lugar em céus infestados por drones", adiantou.

"A Ucrânia não quer que se percam vidas inocentes. É por isso que estamos a alertar os nossos parceiros: os dias de espaço aéreo seguro na Rússia acabaram", continuou.

Esta, defendeu, é uma resposta "justa" ao "desejo da Rússia de prolongar a guerra e intensificar a escala dos ataques".

"O espaço aéreo sobre a Rússia é atualmente para drones. Não para a aviação civil. Enquanto a guerra continuar", insistiu.

O tráfego aéreo de e para os aeroportos russos é regularmente interrompido pela aproximação de drones ucranianos, cujo número tem aumentado nos últimos meses.

A Ucrânia, afirmou Zelensky, responderá favoravelmente aos pedidos dos seus parceiros para não interromper os voos de e para a Rússia "em horários específicos e para destinos específicos", no "espírito da diplomacia e das negociações".

Mais de quatro anos e meio após o início da invasão russa da Ucrânia, a Rússia tem atacado Kiev de forma praticamente ininterrupta desde quinta-feira, sobretudo com drones, numa campanha de bombardeamentos dirigida principalmente contra armazéns de supermercados e outras empresas dedicadas ao comércio a retalho.

Pelo menos 12 pessoas morreram hoje em Kiev e arredores, num novo ataque da Rússia com mísseis balísticos e drones contra a região da capital, disse o Serviço de Emergências da Ucrânia.

Seis das vítimas mortais conhecidas até ao momento são trabalhadores da ferroviária pública ucraniana, Ukrzaliznytsia, foi anunciado pela própria empresa. O ataque russo desta madrugada teve as infraestruturas ferroviárias entre os principais alvos.

Outras três pessoas morreram em ataques a infraestruturas industriais e a um posto de abastecimento na localidade de Borispil, perto de Kiev.

Vários edifícios residenciais sofreram danos devido à queda de drones ou mísseis russos na região.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andri Sibiga, escreveu na rede social X que o novo ataque contra Kiev demonstra que, ao de Volodymyr Zelensky, que propôs um cessar-fogo e solicitou uma reunião entre os presidentes para discutir o fim da guerra, o líder do Kremlin, Vladimir Putin, não está interessado na paz.

Sibiga apelou para que se intensifique a pressão sobre a Rússia com a aprovação, pelo parlamento dos EUA, de uma lei promovida, entre outros, pelo falecido senador republicano próximo do líder norte-americano Donald Trump, Lindsey Graham, que conferiria poderes adicionais ao Presidente para impor sanções secundárias sob a forma de direitos aduaneiros a quem continuar a financiar o esforço de guerra russo através da compra de petróleo.

O chefe da diplomacia ucraniana apelou também a novas sanções internacionais que afetem a capacidade da Rússia de continuar a produzir mísseis balísticos e instou os parceiros a destinarem os ativos russos congelados, sobretudo na União Europeia, à ajuda à Ucrânia.

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e «desnazificar» o país vizinho, independente desde 1991 - após a desagregação da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.

No plano diplomático, a Rússia rejeitou até agora qualquer cessar-fogo prolongado e exige, para pôr fim ao conflito, que a Ucrânia lhe ceda pelo menos quatro regiões - Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia - além da península da Crimeia, anexada em 2014, e renuncie para sempre a aderir à NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental).


Leia Também:  Zelensky avisa companhias aéreas que sobrevoar Rússia será perigoso

O Presidente ucraniano advertiu hoje para o perigo de sobrevoar o espaço aéreo da Rússia, avisando as companhias aéreas de que "haverá drones" ucranianos no céu russo "enquanto a guerra

Jordânia interceta 10 mísseis balísticos disparados do Irão... O exército jordano informou hoje que intercetou 10 mísseis balísticos disparados do Irão, que reivindicou o ataque numa vaga de retaliação contra bases norte-americanas, que terá incluído também o Bahrein.

© FADEL SENNA/AFP via Getty Images    LUSA   01/09/2026 

"O Reino Hachemita da Jordânia foi alvo, nas últimas horas, de um ataque com mísseis com origem em território iraniano", disse um porta-voz do exército jordano citado pela AFP.

Dos 13 mísseis balísticos que entraram no espaço aéreo do país, o exército conseguiu "intercetar e destruir 10, enquanto 3 mísseis caíram em zonas remotas, longe de zonas povoadas", acrescentou.

Segundo a Guarda Revolucionária do Irão (GRI) o ataque, com mísseis balísticos pesados, foi dirigido contra Camp Titin, uma base do Corpo de Fuzileiros Navais norte-americanos.

Mais tarde, a GRI reivindicou também ataques à Base Aérea de Sheikh Isa, no Bahrein, com drones.

No Kuwait, as Forças Armadas indicaram que as defesas aéreas estavam ativas esta noite a intercetar "alvos hostis".

Antes, a GRI confirmou "uma onda de ataques contra alvos norte-americanos na região" e reivindicou também ter abatido um drone avançado MQ-9 dos Estados Unidos.

O Irão iniciou hoje a resposta militar aos últimos ataques norte-americanos, visando bases e interesses dos Estados Unidos no Médio Oriente, informou a agência de notícias Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária.

Segundo a Tasnim, "as bases e os interesses americanos na região estão a ser alvejados por mísseis e drones iranianos".

Esta é a segunda vaga de ataques desde que os Estados Unidos atingiram a ilha de Larak entre a noite de domingo e a manhã de segunda-feira, matando duas pessoas. Segundo Washington, Teerão preparava-se para lançar no estreito de Ormuz, a partir de Larak, rockets carregados com minas marítimas.

Segundo o Comando Central norte-americano (CENTCOM), pelas 17:00 de Portugal continental as suas forças "iniciaram ataques contra alvos da Guarda Revolucionária no Irão".

"Os ataques seguem-se a recentes investidas da GRI contra navios mercantes no Estreito de Ormuz e contra militares norte-americanos destacados na região", afirmou o CENTCOM.

A televisão estatal iraniana noticiou várias explosões no sul do país, perto de Bandar Abbas e da ilha de Qeshm, junto ao estreito de Ormuz, onde as forças iranianas colocaram sob ameaça o tráfego marítimo desde o começo da guerra, em 28 de fevereiro, fazendo disparar os preços internacionais de petróleo.

De seguida, foram relatadas novas explosões nos mesmos locais, bem como na ilha de Lavan, que alberga um dos terminais de exportação de petróleo do Irão.

Os meios de comunicação estatais iranianos informaram que quatro projéteis atingiram cidades a leste do estreito de Ormuz e anunciaram que um aeroporto no sul do Irão, na província de Kerman, tinha sido alvejado.

Ao fim do dia, Ahmad Nafisi, vice-governador da província de Hormozgan, disse à televisão estatal iraniana que um ataque aéreo norte-americano atingiu uma casa onde decorria uma cerimónia de casamento em Kuhestak, no sul do país, matando duas pessoas e deixando outras feridas.

Estes relatos surgiram pouco depois de dois petroleiros terem sido atingidos por "projéteis de origem desconhecida" quando deixavam o estreito, de acordo com a agência marítima grega Marisks.

Os Estados Unidos já tinham lançado ataques no domingo, os primeiros no último mês, contra a ilha iraniana de Larak, referindo que foram visados lançadores de minas destinadas ao estreito de Ormuz.

O Irão respondeu com bombardeamentos a bases norte-americanas na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos, embora os dois países tenham indicado que intercetaram todas as ameaças.

Esta escalada de confrontação ocorre após o anúncio, na semana passada, da operação «Pária Económico», que visa isolar o Irão atingindo as suas receitas comerciais.

Washington e Teerão acordaram em 17 de junho um memorando de entendimento, que incluiu um cessar-fogo imediato, a reabertura do estreito de Ormuz e o levantamento do bloqueio naval entretanto imposto pelos Estados Unidos aos portos do Irão.

As partes voltaram no entanto à confrontação e aos respetivos bloqueios navais e não prosseguiram as negociações previstas no memorando para alcançarem um acordo de paz definitivo, cujo prazo de dois meses já expirou.


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A Guarda Revolucionária do Irão (GRI) reivindicou hoje um ataque a uma base norte-americana na Jordânia, em resposta aos ataques das forças dos Estados Unidos contra a República Islâmica.