segunda-feira, 6 de julho de 2026

Ucrânia: NATO diz que ataques russos a civis revelam "desespero" de Putin... O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, afirmou hoje que os mais recentes ataques russos contra alvos civis na Ucrânia demonstram o "desespero" do Presidente russo, Vladimir Putin, e apelou aos aliados para reforçarem o apoio a Kiev.

© Berkan Cetin/Anadolu via Getty Images      Por  LUSA   06/07/2026 

Durante uma conferência de imprensa na véspera da cimeira da NATO, em Ancara, Rutte defendeu que a Ucrânia tem apresentado um desempenho "muito melhor do que há apenas três ou quatro meses" e está a alterar a dinâmica da guerra.

"A Ucrânia está a mudar a dinâmica no campo de batalha, graças à coragem, dedicação e engenho das suas forças armadas", afirmou o líder da Aliança Atlântica.

As declarações surgem depois de a Rússia ter lançado, durante a última noite, um ataque com mísseis balísticos e drones contra várias zonas da Ucrânia, provocando pelo menos 20 mortos, 14 dos quais em Kyiv, segundo as autoridades ucranianas.

Perante esta situação, Rutte reiterou que os aliados e parceiros da NATO devem continuar a garantir o fornecimento de meios militares à Ucrânia.

"Enquanto a Ucrânia continua a defender a sua soberania, os aliados e parceiros da NATO devem continuar a assegurar que a Ucrânia recebe o que precisa", afirmou Rutte, destacando a necessidade de reforçar os sistemas de defesa aérea.

Sobre uma eventual negociação de paz, o secretário-geral da NATO afirmou que "são precisos dois para dançar o tango", acrescentando que o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, está disponível para negociar com Putin "em qualquer formato" para colocar um fim ao conflito.

"Obviamente, até agora Putin recusou-se a fazê-lo", explicou Rutte, reconhecendo que não consegue prever o que levará o líder russo a aceitar conversações.

"É difícil compreender a mente deste homem", acrescentou Rutte, acusando Putin de estar disposto a sacrificar "até 35.000 dos seus próprios homens no campo de batalha", o que classificou como "loucura".

A cimeira da NATO, que começa na terça-feira em Ancara, deverá voltar a centrar-se na guerra na Ucrânia e no reforço do apoio aliado a Kyiv.

Zelensky é esperado na capital turca, onde deverá reunir-se, entre outros líderes, com o Presidente norte-americano, Donald Trump, para solicitar novo reforço de armamento, em particular baterias de defesa antiaérea.


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