segunda-feira, 6 de julho de 2026

Presidente do Líbano acusa Israel de travar destacamento do exército... O presidente libanês afirmou hoje que a permanência de tropas israelitas no sul do Líbano impede o exército libanês de se posicionar nessa região, quando o acordo-quadro entre os dois países prevê a retirada progressiva de Israel.

© Houssam Shbaro/Anadolu via Getty Images     Por LUSA   06/07/2026 

Joseph Aoun sublinhou "a importância de exercer pressão sobre Israel para que se retire das zonas que ocupa no sul", uma vez que "a manutenção desta ocupação mina a legitimidade do Estado, impede a mobilização do exército e (...) uma paz justa e duradoura", segundo um comunicado da presidência.

Momentos antes, a Agência Nacional de Informação libanesa (ANI) avançou que um novo ataque israelita com um drone matou quatro pessoas no sul do país, entre as quais três mulheres, apesar do cessar-fogo em vigor.

O protocolo de acordo assinado a 17 de junho entre Teerão e Washington permitiu a entrada em vigor de um frágil cessar-fogo no Líbano a partir de 21 de junho, antes da assinatura, a 26 de junho em Washington, de um acordo-quadro entre o Líbano e Israel com vista a uma paz duradoura.

No entanto, Telavive tem reiterado que pretende manter as suas tropas na zona, que podem estender-se até dez quilómetros para além da fronteira, em território libanês, e continua a realizar ataques pontuais.

Este acordo-quadro prevê que o exército libanês restabeleça a sua autoridade no sul do país, sob a condição do desarmamento do Hezbollah, apoiado pelo Irão, começando por "zonas-piloto" das quais o exército israelita se retiraria.

Contestado pelo movimento xiita Hezbollah, o acordo não estabelece um calendário para a retirada israelita, sem o qual o regresso dos deslocados às localidades fronteiriças permanece em suspenso.

O desarmamento do Hezbollah, que o acordo estabelece como condição prévia para a retirada israelita, é uma exigência de longa data, que o Governo libanês tem dificuldade em implementar, apesar da pressão dos Estados Unidos.

Ambas as partes acusam-se mutuamente de violar o cessar-fogo.

De acordo com o Ministério da Saúde Pública libanês, pelo menos 4.301 pessoas morreram e 12.199 ficaram feridas desde o início da ofensiva israelita no Líbano, em 02 de março.

O Líbano foi arrastado pelo Hezbollah para a nova guerra na região ao reatar, no início de março, ataques aéreos contra o território israelita, como retaliação da ofensiva israelo-americana contra o seu aliado iraniano, que começou a 28 de fevereiro.

Israel respondeu com bombardeamentos intensivos e expandiu as posições militares que já mantinha no sul do Líbano desde o conflito anterior.


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