© Lusa 06/07/2026
Em declarações citadas pela agência noticiosa CNA, Tsai afirmou que uma das forças navais chinesas se encontra atualmente no Pacífico Sul, duas operam a sul da ilha japonesa de Amami Oshima e uma quarta está posicionada em águas a nordeste das Filipinas.
O responsável salientou que o período entre julho e setembro corresponde à "época alta" dos exercícios e treinos militares de rotina do Exército chinês, em particular ao nível dos teatros de operações, acrescentando que o NSB acompanha "de perto" a evolução destes movimentos.
"O Gabinete observará se os exercícios de rotina da China este ano apresentam alguma particularidade e compará-los-á com manobras anteriores para detetar possíveis novos padrões", explicou.
As declarações surgem dois dias depois de o secretário-geral do Conselho de Segurança Nacional de Taiwan, Joseph Wu, ter afirmado que Pequim mobilizou um número "recorde" de mais de 110 navios da Marinha e da Guarda Costeira ao longo da primeira cadeia de ilhas.
A primeira cadeia de ilhas corresponde à linha de arquipélagos que se estende do Japão às Filipinas, passando por Taiwan, e separa os mares costeiros chineses do oceano Pacífico.
"A mobilização marítima em grande escala da China ao longo da primeira cadeia de ilhas é um sinal claro do seu expansionismo (...). Este valentão tem dinheiro para gastar indiscriminadamente, mas nada para o seu próprio povo", escreveu Wu na rede social X.
Estes movimentos coincidem com o aumento das patrulhas da Guarda Costeira chinesa em águas a leste de Taiwan -- a mais recente iniciada no sábado --, que suscitaram protestos de Taipé e de vários países europeus, que consideram estas operações uma ameaça à estabilidade regional.
Na semana passada, o Governo chinês defendeu que estas operações são "razoáveis, legais, legítimas e necessárias" e acusou o Japão e as Filipinas de violarem o direito internacional e de atentarem contra os direitos marítimos da China na região.
O ministério da Defesa Nacional de Taiwan detetou no mês passado mais de uma centena de embarcações oficiais chinesas nas imediações da ilha e contabilizou já cerca de 30 este mês.
Entretanto, o Ministério da Defesa chinês anunciou no domingo que as Marinhas da China e da Rússia vão realizar exercícios militares durante este mês nas águas e no espaço aéreo chineses, aos quais se seguirá uma operação de "patrulhamento marítimo conjunto" em "áreas relevantes" do oceano Pacífico.
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