quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Uma viagem turbulenta: CIA na Rússia, aviso... e Putin "não ataca" NATO?... Uma viagem misteriosa ligou Washington ao Kremlin esta semana, mas os contornos do que se passou ainda não são conhecidos. Sabe-se que a CIA poderá ter ido avisar Moscovo para não atacar países da NATO e Trump já garantiu que teve "conversas boas" com Vladimir Putin. Mas e que mais?

© Contributor/Getty Images   Notícias ao Minuto, Lusa  27/08/2026 

Um avião militar norte-americano cruzou os céus na terça-feira em direção a Moscovo causando um grande furor. As pergunta que continuavam no ar, quando já o avião tinha aterrado, eram: quem chegou à Rússia? E porquê? 

Ainda durante o mesmo dia, surgiram rumores de que o passageiro misterioso era o diretor da CIA, John Ratcliffe. A informação foi confirmada no dia seguinte pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que classificou como "quase rotineira" a visita de Ratcliffe a Moscovo, afastando uma ligação direta à guerra na Ucrânia.

"Ele está lá, de forma quase rotineira. Detesto desiludir as pessoas. Gostaríamos de ver o fim da guerra com a Ucrânia", disse Trump em entrevista ao The Glenn Beck Program. Ainda assim, sublinhou que a visita de Ratcliffe, que descreveu como "um tipo fantástico", poderá "resultar em algo".

"Estamos a trabalhar muito para acabar com esta guerra e, francamente,  neste momento, ambos os lados querem que ela acabe", acrescentou.

Para além da Ucrânia... A NATO

Apesar de já se ter descoberto o passageiro misterioso, ainda não se sabe com certezas o motivo da visita. Segundo avançou ainda na quarta-feira o jornal The Wall Street Journal, Ratcliffe foi até à Rússia para avisar Moscovo para não atacar nenhum estado-membro da NATO. Nas conversações o Irão terá ainda sido tema em cima da mesa. Segundo fontes militares ouvidas pela publicação norte-americana, o líder da CIA falou sobre a possibilidade de mais sanções surgirem caso o Estreito de Ormuz continuasse com perturbações.

Segundo uma fonte ucraniana, Kyiv foi avisado que de uma delegação dos Estados Unidos iria estar na Rússia, tendo sido pedido que os ataques fossem suspensos.

E o que diz a Rússia?

Entretanto, já esta sexta-feira, o Kremlin rejeitou as notícias de que a visita do diretor da CIA a Moscovo teria servido para alertar a Rússia contra um eventual ataque a um país da NATO, garantindo não pretender atacar a Aliança Atlântica.

"Estão a ser publicadas muitas histórias alarmistas. É claro que isto não tem nada a ver com a realidade nem com as intenções da Rússia", declarou o porta-voz da presidência russa, Dmitri Peskov, aos jornalistas.

O Kremlin rejeitou esta possibilidade e acusou, em contrapartida, os países europeus de adotarem uma política agressiva contra Moscovo.

"Esta agressão vem dos países europeus, e qualquer argumento em contrário é uma distorção da realidade e uma mentira", afirmou Peskov, citado pela agência russa Interfax.

Trump e "boas conversas" com Putin

Também hoje Trump voltou a falar sobre o assunto, dizendo que teve "boas conversas" com o homólogo russo, Vladimir Putin. "Tive boas conversas com ele [Putin]. Não vai atacar território da NATO", declarou o líder norte-americano aos jornalistas na Sala Oval da Casa Branca, respondendo a uma questão sobre as intenções do líder do Kremlin.

Donald Trump não especificou as datas das conversas com o homólogo russo e evitou comentar a recente visita do diretor da CIA, John Ratcliffe, a Moscovo.

Já os serviços de informações europeus indicaram esta sexta-feira que não dispõem de indícios de que a Rússia esteja a preparar um ataque militar contra países da NATO. "Os serviços europeus não veem risco de um ataque russo contra os países europeus", declarou um responsável, sob condição de anonimato.


Leia Também: Centenas bloqueiam distribuição de alimentos da Cruz Vermelha a migrantes

Centenas de manifestantes em Ceuta bloquearam hoje por mais de duas horas o acesso de um camião da Cruz Vermelha carregado de alimentos a uma praia onde estão concentrados migrantes ilegais desde entrada maciça em julho.

ALEMANHA: Morre segundo funcionário do aeroporto de Frankfurt vítima de malária... Dois funcionários do aeroporto de Frankfurt, na Alemanha, morreram de malária depois de um raro surto ter infetado seis trabalhadores. As autoridades de saúde alemãs creem que os mosquitos terão chegado de avião.

© Jennifer Brückner/picture alliance via Getty Images   Notícias ao Minuto  27/08/2026 

São já dois os funcionários do aeroporto de Frankfurt, na Alemanha, a morrer de malária depois de um raro surto ter infetado seis trabalhadores. Na quarta-feira já tinha sido noticiada a primeira morte, sendo hoje conhecida a segunda.

As autoridades de saúde alemãs creem que os mosquitos terão chegado a um dos aeroportos mais movimentados da Europa de avião e garantem que "para a população o risco é considerado muito, muito baixo", pois "a doença não é transmissível de pessoa para pessoa, mas sempre por mosquitos".

A agência de notícias alemã dpa revela que, segundo as mesmas autoridades, a primeira morte ocorreu em julho e que a causa da morte não estava clara na altura, tendo a segunda ocorrido este mês de agosto. 

O surto está agora a ser investigado pelo Departamento de Saúde Pública de Frankfurt e a BBC apurou que os infetados são seis funcionários do sexo masculino, em diferentes funções e áreas do aeroporto. As autoridades estão a analisar as amostras de sangue para determinar se foram infetados por um único mosquito ou por seis mosquitos diferentes.

Os restantes afetados pela doença estão a receber tratamento médico e estão a recuperar, revelou um porta-voz do aeroporto, e foram instaladas armadilhas por todo o edifício. Os mosquitos que já foram capturados estão a ser analisados em laboratório para determinar a espécie e origem.

"Temos dado informação detalhada a todos os trabalhadores e encorajamo-los a consultarem um médico caso experienciem alguns sintomas", referiu o mesmo porta-voz. 

O surto foi inicialmente detetado em julho. O Robert Koch Institute, a agência governamental alemã e instituto de investigação para doenças contagiosas e saúde pública, inicialmente deu conta de que entre 4 a 6 funcionários tinham ficado doentes e que os mosquitos tinham chegado de avião. 

Segundo o instituto, os casos de malária na Alemanha são quase exclusivos a viajantes de longo curso que vêm de locais onde a doença é endémica - a transmissão da malária dentro de um aeroporto alemão é rara. O último caso de malária num aeroporto foi em 2023, também no de Frankfurt.

A malária, recorde-se, é uma doença espalhada por certo tipo de mosquitos que picam os seres humanos e que são encontrados principalmente em países tropicais, detalha a Organização Mundial de Saúde (OMS). 

A infeção, que é evitável e curável, é causada por um parasita e não se transmite de pessoa para pessoa. No entanto, os sintomas podem ser leves ou potencialmente fatais.

Pode ver abaixo em maior detalhe o que se sabe sobre a doença:

Como se transmite, quais os sintomas ou como prevenir a malária. O Lifestyle ao Minuto reuniu algumas informações que podem ajudar a entender melhor esta doença.

Netanyahu: "Não haverá reconstrução" sem desarmar Hamas... O Governo israelita afastou hoje planos para reabrir a passagem de Erez, na fronteira com a Faixa de Gaza, que condiciona ao desarmamento completo do grupo islamita Hamas, tal como o início da reconstrução do enclave palestiniano.

© Lusa   27/08/2026 

"A política de Israel em Gaza é clara e não mudou: não haverá reconstrução antes de a organização terrorista Hamas ser desarmada e de ocorrer a completa desmilitarização da Faixa", afirmaram o chefe do Governo, Benjamin Netanyahu, e o ministro da Defesa, Israel Katz, numa breve declaração conjunta.

No texto divulgado pelo gabinete do primeiro-ministro, os governantes israelitas disseram que "não existe nenhuma diretiva para proceder à abertura da passagem de Erez e facilitar a entrada de mercadorias na área", refutando deste modo notícias recentes que indicavam uma reabertura em breve.

Esta passagem fronteiriça foi encerrada há quase três anos, após o início da guerra no território, tendo sido apenas reaberta por alguns dias em 2024 para permitir a entrega de ajuda humanitária.

Noutro comunicado, o ministro da Defesa israelita avisou hoje o Hamas de que qualquer lançamento de papagaios ou balões da Faixa de Gaza em direção a Israel será considerado um "ato terrorista", no seguimento de vários objetos voadores que aterraram em zonas fronteiriças nos últimos dias e, que, embora frágeis e desprovidos de explosivos, Telavive vê como uma ameaça.

"O ultimato que emitimos após o lançamento de balões e papagaios da Faixa de Gaza em direção a comunidades no [deserto de] Negev chegou ao fim. Deixámos claro que, da nossa perspetiva, qualquer lançamento é um ato terrorista em todos os sentidos da palavra, e é assim que o trataremos", avisou Katz, após uma reunião com o chefe do exército, Eyal Zamir.

No fim de semana, o ministro da Defesa já tinha ameaçado responder aos papagaios com ataques e evacuações das zonas de lançamento.

As autoridades israelitas detetaram a chegada de pelo menos quatro papagaios provenientes da Faixa de Gaza ao 'Kibutz' Nahal Oz, comunidade fronteiriça atingida pelos ataques liderados pelo Hamas em 07 de outubro de 2023 e que cinco anos antes já tinha testemunhado engenhos incendiários lançados a partir do território palestiniano.

Em resposta, o porta-voz do Hamas, Hazem Qasem, atribuiu os papagaios a "brinquedos de crianças" do enclave palestiniano, "em busca da sua infância inocente no meio dos escombros".

Segundo o porta-voz, Israel pretende utilizar os papagaios para "justificar a contínua agressão e as violações dos direitos humanos" contra o povo palestiniano, chegando ao ponto de "ameaçar crianças na Faixa de Gaza".

Nesse sentido, instou os Estados Unidos, os restantes países mediadores do conflito e o Conselho de Segurança da ONU a pressionarem Israel para que cesse esta "escalada de agressão" e deixe de violar o cessar-fogo e com o qual "o lado palestiniano está totalmente comprometido".

Apesar da trégua, as partes acusam-se mutuamente de violações nos últimos meses, durante os quais as autoridades da Faixa de Gaza, controladas pelo Hamas, contabilizaram mais de 1.200 mortos em ataques israelitas.

O alto-representante do Conselho da Paz para a Faixa de Gaza alertou na quarta-feira perante o Conselho de Segurança da ONU para um "ponto de não retorno" em caso de falhanço no roteiro para a próxima fase do cessar-fogo, proposto por este órgão criado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, com respaldo das Nações Unidas.

"Cada recurso à força que não é uma resposta a uma ameaça iminente e cada incidente para o qual o mecanismo de coordenação não foi consultado, custam a este processo alguma coisa que será muito difícil de recuperar", declarou Nikolai Mladenov perante o Conselho de Segurança, referindo-se aos ataques israelitas, mas deixando também críticas ao Hamas.

"Cada arma ainda carregada, cada túnel cuja construção continua e cada coluna cuja passagem é impedida faz recuar o processo e fornece um argumento àqueles que querem retomar a guerra", defendeu o diplomata búlgaro.

A segunda fase do roteiro de paz prevê o desarmamento das milícias palestinianas, a retirada gradual de Israel e a criação de um órgão tecnocrático palestiniano, a par do destacamento de uma força internacional de estabilização.

Israel, que mantém mais de 60% do território sob controlo militar, rejeitou porém a proposta do Conselho da Paz até à conclusão total do desarmamento do Hamas, que pelo seu lado já a tinha aceitado.

A guerra no enclave foi desencadeada pelos ataques liderados pelo Hamas em 07 de outubro de 2023 no sul de Israel, nos quais morreram cerca de 1.200 pessoas e 251 foram feitas reféns.

Em retaliação, Israel lançou uma operação militar em grande escala no enclave, que provocou mais de 73 mil mortos, segundo as autoridades locais, um desastre humanitário, a destruição de quase todas as infraestruturas do território e a deslocação de centenas de milhares de pessoas.


Leia Também: Conselho de Paz para Gaza alerta para "ponto de não-retorno"

O alto-representante do "Conselho de Paz" para a Faixa de Gaza, Nickolay Mladenov, alertou hoje para um "ponto de não-retorno" no caso de falhar o plano de paz para o território palestiniano, atualmente num impasse.

COMANDO MILITAR REFORÇA DISPOSITIVO DE SEGURANÇA E ANUNCIA ENCERRAMENTO DAS FRONTEIRAS NO DIA DO REFERENDO

Por: TV Coletivo Independente  27/08/2026 

O Comando Conjunto das Forças de Defesa e Segurança anunciou um conjunto de medidas especiais de segurança para o referendo constitucional marcado para domingo, 30 de agosto, com destaque para o encerramento das fronteiras nacionais e a restrição da circulação de viaturas durante o período de votação.

Segundo o Gabinete de Imprensa do Estado-Maior General das Forças Armadas, as fronteiras da Guiné-Bissau serão encerradas a partir da meia-noite de sábado, 29 de agosto. A medida pretende reforçar o controlo das entradas e saídas do território nacional nas horas que antecedem a abertura das urnas.

A decisão integra o plano de segurança elaborado pelas autoridades para garantir que o processo de votação decorra num ambiente de tranquilidade, ordem e segurança.

 O dispositivo deverá abranger diferentes pontos do território nacional, com especial atenção às zonas fronteiriças e aos locais considerados estratégicos para o processo de consulta popular.

CIRCULAÇÃO DE VIATURAS SERÁ LIMITADA

No próprio dia do referendo, 30 de agosto, a circulação de viaturas não autorizadas estará proibida em todo o território nacional entre as 7h e as 18h, período correspondente ao funcionamento das assembleias de voto.

A restrição não será aplicada aos veículos devidamente credenciados pelas autoridades eleitorais e de segurança, permitindo assim a circulação dos meios necessários para o funcionamento das operações eleitorais e do dispositivo de segurança.

As autoridades justificam as medidas com a necessidade de assegurar o normal funcionamento das assembleias de voto, facilitar o controlo da circulação e prevenir eventuais situações que possam comprometer a tranquilidade durante o exercício do direito de voto.

VÁRIAS FORÇAS ENVOLVIDAS

Para garantir a segurança durante o referendo, serão mobilizados efetivos de diferentes instituições que integram o aparelho de Defesa e Segurança do país.

Entre as forças envolvidas estão a Polícia de Ordem Pública, a Guarda Nacional, o Serviço de Migração e Fronteiras, o Serviço Nacional de Proteção Civil e as Forças Armadas.

A atuação conjunta das diferentes forças pretende assegurar a proteção dos cidadãos, dos locais de votação e dos demais pontos considerados importantes para o processo, bem como responder a eventuais situações que possam surgir durante o período eleitoral.

FORÇAS DE SEGURANÇA DEVEM MANTER NEUTRALIDADE

Durante uma conferência de imprensa, o porta-voz do Ministério do Interior, Agostinho Tonecas Djata, assegurou que os agentes destacados para a operação deverão manter uma postura de neutralidade e imparcialidade.

A orientação surge num momento considerado particularmente importante para o país, tendo em conta a realização do referendo constitucional, no qual os cidadãos serão chamados às urnas para se pronunciarem sobre a nova Constituição.

As forças de segurança terão, deste modo, a responsabilidade de garantir a ordem pública sem interferir no processo de votação, devendo assegurar condições para que os cidadãos possam exercer o seu direito de voto de forma livre e tranquila.

APELO À CALMA E AO CIVISMO

Perante as restrições anunciadas, as autoridades apelam à população para que cumpra as orientações de segurança e demonstre espírito cívico durante o dia da votação.

Os cidadãos são chamados a manter a serenidade, respeitar as regras estabelecidas e evitar comportamentos que possam provocar conflitos ou perturbações da ordem pública.

O dispositivo de segurança estará em vigor durante um período considerado decisivo para o processo de consulta popular, sendo esperado que a população colabore com as autoridades para garantir um ambiente pacífico antes, durante e após a votação.

Com o encerramento das fronteiras a partir da meia-noite de sábado e a limitação da circulação de viaturas entre as 7h e as 18h de domingo, as autoridades procuram criar condições para que o referendo constitucional decorra com normalidade e segurança em todo o território nacional.

Trump assina ordem executiva para renomear o Lago Ontário como Lago América... O Presidente dos Estados Unidos afirma que a alteração do nome de um dos lagos da fronteira entre os EUA e o Canadá, irá entrar em vigor "imediatamente".

 RTP  27 Agosto 2026 

A decisão de Trump seguiu-se ao fracasso das negociações entre Washington e Otawwa sobre trocas comerciais e tarifas entre os dois países. 

De parte a parte, as tarifas foram agravadas. O Canadá retaliou contra as novas tarifas norte-americanas que entraram em vigor no sábado com uma série de sobretaxas dirigidas a certos produtos norte-americanos, após o fracasso das negociações comerciais entre os dois países. Estas medidas entrarão em vigor a 8 de setembro.

Esta nova ofensiva de Donald Trump contra o Canadá, que acusa de "roubar" os Estados Unidos, corre o risco de frustrar as esperanças expressas por Otava na quinta-feira de um retomar das negociações comerciais.

Trump não se eximiu de fazer espetáculo com a decisão.

Para a assinatura desta quinta-feira, foi colocado um mapa no Salão Oval, no qual este corpo de água, um dos Grandes Lagos da região fronteiriça, já estava identificado como "Lago da América" ​​em grandes letras vermelhas.

"Ontário", que também se refere a uma província canadiana, vem da palavra iroquesa "kanadario", que significa água "cintilante", de acordo com uma explicação etimológica fornecida pelo governo canadiano.

"Temos um golfo e temos um lago. Só nos falta um oceano. Por isso, talvez mudemos o nome do Atlântico ou do Pacífico. Talvez mudemos ambos", comentou o presidente norte-americano.

Logo no início do seu segundo mandato, ordenou que o nome do Golfo do México fosse alterado para Golfo da América. 

ONU: EUA vão pagar 725 milhões de dólares à ONU "muito em breve"... O secretário-geral da ONU confirmou hoje que os 725 milhões de dólares (622,2 milhões de euros) que os Estados Unidos planeiam pagar às Nações Unidas para reduzir parte da sua dívida com a organização chegarão "muito em breve".

© Lusa   27/08/2026 

"De acordo com as nossas informações, [o pagamento] acontecerá muito em breve", disse António Guterres aos jornalistas, na sede da ONU, em Nova Iorque, quando questionado sobre o montante em dívida pelos Estados Unidos (EUA) num momento de grave crise de liquidez para a ONU.

O pagamento planeado inclui 725 milhões de dólares referentes às contribuições de Washington para o orçamento regular da ONU e outros 125 milhões de dólares (107,2 milhões de euros) para operações de manutenção da paz no Haiti e na República Democrática do Congo, de acordo com notificações enviadas este mês pelo Departamento de Estado ao Congresso, segundo a agência norte-americana Associated Press (AP).

O desembolso representaria o maior pagamento feito pelo Governo de Donald Trump à ONU desde que o Presidente republicano norte-americano, que regressou à Casa Branca em janeiro de 2025, exigiu uma profunda reforma da organização e condicionou o seu apoio a essas mudanças.

Os Estados Unidos devem à ONU cerca de cinco mil milhões de dólares (4,29 mil milhões de euros), segundo dados da própria organização, dos quais mais de dois mil milhões de dólares (1,72 mil milhões de euros) correspondem ao orçamento regular e cerca de três mil milhões de dólares (2,57 mil milhões de euros) a operações de manutenção da paz.

No entanto, Washington não confirmou se já efetuou a transferência e apenas indicou que os pagamentos estão condicionados à continuidade das reformas das Nações Unidas.

A ONU enfrenta uma grave crise de liquidez devido a atrasos nos pagamentos dos Estados-membros, e Guterres tem alertado repetidamente que a falta de fundos ameaça a capacidade da organização de manter as operações.

Os Estados Unidos são o maior contribuinte para o orçamento da ONU, à frente da China, mas o Governo de Trump suspendeu os pagamentos à organização em 2025 e reduziu o financiamento voluntário para várias agências da ONU. 


Leia Também: ONU quer regras para todas as redes sociais após acordo com Meta nos EUA

O Alto-Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, exigiu hoje regras para proteger as crianças em todas as redes sociais, após o acordo concluído esta semana entre a empresa Meta e os Estados Unidos.

GUERRA NA UCRÂNIA: Uso de mísseis britânicos por Kyiv? Rússia ameaça atacar Reino Unido... A Rússia afirmou hoje que poderá atacar alvos no Reino Unido em resposta à utilização, por parte das forças ucranianas, de mísseis balísticos britânicos para bombardear território russo e solicitaram a Londres para que "cesse as ações hostis".

© Getty Images     LUSA    27/08/2026 

A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, denunciou, durante uma conferência de imprensa, a "postura agressiva de Londres em relação a Moscovo", o que "poderá conduzir a um aumento da violência e a uma intensificação do conflito, levando-o a um novo nível".

"Apelamos a todos os residentes no Reino Unido para que tenham em conta que haverá consequências catastróficas e inevitáveis decorrentes das ações do seu próprio Governo e instamos as autoridades do país a analisarem em profundidade a situação e a abandonarem esta política hostil e agressiva que apenas prolonga a agonia do regime neonazi ucraniano e cria riscos de escalada", salientou.

O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, anunciou na segunda-feira, por ocasião do 35.º aniversário da independência ucraniana, que a empresa de defesa MBDA vai partilhar os elementos necessários para que Kiev possa fabricar os seus próprios mísseis de longo alcance 'Storm Shadow', sistemas que Londres já fornece às forças ucranianas, instando a França a juntar-se a esta iniciativa.

Os sistemas 'Storm Shadow' são mísseis de cruzeiro, produto da cooperação entre as indústrias de defesa britânica e francesa, e conhecidos como SCALP em França.

Num discurso proferido ao lado do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, Andy Burnham insurgiu-se contra as "ameaças ultrajantes" de Moscovo contra o seu país e defendeu que a Ucrânia é "a linha da frente que protege a Europa", comparando a resistência à Rússia à luta contra a Alemanha nazi.

O anúncio do fornecimento de tecnologia dos 'Storm Shadow' provocou indignação no Kremlin (presidência russa), que acusou Londres de obstruir a paz e avisou que os militares russos vão identificar os locais de produção destes mísseis e destruí-los.

Moscovo retirou, em 23 de agosto, o embaixador Andrey Kelin, para pressionar Londres a reconsiderar o seu apoio a Kiev, de acordo com os media britânicos.

Hoje, Zakharova disse ainda que o Reino Unido foi "alertado repetidamente" que qualquer "equipamento e instalação britânica na Ucrânia e fora do país pode ser alvo" de ataques, caso Moscovo responda aos ataques lançados por Kiev com "armas britânicas" contra território russo.

"Aqueles que forem culpados de cometer crimes de guerra, incluindo alguns contra a população civil russa, serão punidos pelas suas ações", acrescentou a porta-voz da diplomacia rusa, segundo a agência de notícias russa TASS.

Além disso, indicou que a Rússia "continua a supervisionar a transferência deste tipo de armamento" para a Ucrânia, bem como "qualquer tecnologia que possa permitir a montagem posterior de mísseis" de forma independente.

"O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, salientou a continuidade da política antirrussa de Londres e confirmou que o Reino Unido não só transferiu armamento de longo alcance para as Forças Armadas ucranianas, como também forneceu a Kiev os dados tecnológicos para a montagem independente de mísseis de cruzeiro 'Storm Shadow' em fábricas ucranianas", adiantou Zakharova.

"Vale a pena referir que o Presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou anteriormente uma transferência de tecnologia semelhante, embora não tenha tido tempo de a implementar", afirmou.

"É evidente que, ao transferirem componentes diretamente para a Ucrânia, a França e o Reino Unido procuram isentar-se da responsabilidade pelos ataques que ocorrem no nosso país. Isso não vai funcionar. Paris, Londres, Berlim e outras capitais têm responsabilidade direta nestes ataques terroristas", afirmou categoricamente.

Além destas capitais, Zakharova acusou ainda o Presidente finlandês, Alexander Stubb, de ser "um terrorista" por "justificar ataques ucranianos contra infraestruturas civis russas".

A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros acusou ainda Stubb de ser "russófobo".

"Seguir-se-á inevitavelmente uma resposta ponderada, em plena consonância com os nossos interesses nacionais", acrescentou Zakharova.

Na sexta-feira, Helsínquia convocou o embaixador russo no país devido a uma suspeita de violação do espaço aéreo do país por uma aeronave russa no dia anterior, quando um avião de reconhecimento IL-20, que entrou no espaço aéreo finlandês, no oeste do Golfo da Finlândia, durante aproximadamente três minutos, segundo a guarda fronteiriça do país nórdico, que está a investigar o incidente.


Leia Também: Serviços europeus não têm indícios de eventual ataque russo contra NATO

Os serviços de informações europeus não dispõem de indícios de que a Rússia esteja a preparar um ataque militar contra países da NATO, afirmou hoje um alto responsável europeu.

Guiné-Bissau: Comissariado Nacional da Polícia de Ordem Pública, anuncia esta quinta-feira (27.08), o plano de asseguramento do processo de votação do Referendo Nacional, marcado para dia 30 de Agosto.

Guiné-Bissau: Constitucionalista Jorge Bacelar Gouveia considera positiva a realização do referendo à Constituição da Guiné-Bissau.

GUINÉ-BISSAU: PESCAS/ MINISTÉRIO RETOMA FORNECIMENTO DO PESCADO AO MERCADO NACIONAL

Por  ANG/JD/ÂC//SG  27/08/2026  

(ANG) – O Ministério das Pescas e Economia Marítima deve, brevemente, retomar a fornecimento do pescado aos funcionários e ao mercado nacional à preços razoáveis.

De acordo com o Gabinete de Comunicação do Ministério das Pescas e Economia Marítima, a garantia foi dada pelo Director de Serviços de Mercados, Herculano Có, á margem da visita que o Director-geral da Pesca Industrial efectuou quarta-feira á Unidade de Conservação e Transformação do Pescado de Alto Bandim.

Herculano Có disse que tinham interrompido o fornecimento  de pescado há cerca de três semanas, devido a avaria da Câmara de Conservação da Unidade de Conservação e Transformação do Pescado de Alto Bandim, que fez com que grandes quantidades de peixes se estragassem.

Segundo este responsável, a situação da Câmara de Conservação do pescado de Alto Bandim já está ultrapassada e esta infraestrutura incluivé já está em condições de cumprir as orientações do Laboratório Nacional do Pescado sobre a conservação do pescado.

Có disse que já foram descarregadas 80 toneladas de peixes  que brevemente servirão para abastecer os mercados.

SENEGAL: Governo do Senegal condena retórica xenófoba no país... O ministro do Interior do Senegal denunciou a retórica xenófoba no país da África ocidental, onde as comunidades estrangeiras têm sido alvo de ataques recentes nos meios de comunicação social e nas redes sociais.

© Reuters     LUSA  27/08/2026 

O Presidente Bassirou Diomaye Faye "diz que existe um discurso que não é o do Senegal, um discurso que exclui e divide" o seu povo, declarou Mouhamadou Makhtar Cissé.

Cissé, cujas declarações foram divulgadas hoje pela imprensa local e nas redes sociais, discursava na terça-feira na cidade sagrada de Tivaouane, durante o 'Mawlid', festival muçulmano que celebra o nascimento do profeta Maomé.

"Não nos devemos recusar a acolher imigrantes, desde que respeitem as leis do nosso país. O povo senegalês não deve ser egoísta. O Islão é uma religião de tolerância e solidariedade", afirmou.

Pediu "abertura" para os estrangeiros e "acolhimento caloroso" daqueles que chegam ao país, afirmando que a 'téranga' senegalesa (hospitalidade) "não deve ser apenas uma imagem de postal, mas uma realidade".

Além disso, continuou, "os senegaleses estão em todo o mundo. Mais de dois milhões de senegaleses (de uma população de 19 milhões) estão na diáspora", acrescentou Cissé.

Em 18 de agosto, três Organizações não-Governamentais (ONG), incluindo a Amnistia Internacional Senegal, instaram as autoridades senegalesas a "tomarem medidas" contra o "aumento da retórica xenófoba" nos meios de comunicação social e nas redes sociais, visando comunidades estabelecidas no Senegal.

Várias organizações da sociedade civil denunciaram ameaças e intimidações, amplificadas pelas redes sociais, contra a comunidade guineense, que vive e trabalha no Senegal há décadas.

Em 17 de agosto, durante um debate na Assembleia Nacional, o deputado nacionalista Tahirou Sarr questionou o ministro da Justiça sobre o que chamou de "injustiça sofrida pelo povo senegalês" em vários bairros de Dacar devido a "um fluxo de mendigos estrangeiros".

Sarr acusou ainda os "estrangeiros" de se envolverem em mendicidade, banditismo e prostituição.


Leia Também: Mais de 70 homens julgados no Senegal acusados de práticas homossexuais

Mais de 100 pessoas foram detidas no Senegal por acusações relacionadas com práticas homossexuais e mais de 70 homens foram levados a tribunal para serem julgados, anunciou o Ministério Público senegalês.

Lisboa: Diretor nacional da PJ denunciado por "falsas declarações" em tribunal... O atual diretor nacional da Polícia Judiciária está a ser acusado por um coordenador do serviço de mentir em tribunal e de ter ordenado uma escuta proibida pelo Ministério Público, no caso Rui Pinto. PGR confirma a receção da denúncia.

© Global Imagens   Natacha Nunes Costa   27/08/2026 

A Procuradoria Geral da República (PGR) recebeu uma denúncia criminal contra Carlos Cabreiro, diretor nacional da Polícia Judiciária, por suspeitas de abuso de poder e de falsas declarações em tribunal.

Sem divulgar mais pormenores, a PGR confirmou ao Notícias ao Minuto a receção da queixa e que a mesma foi "remetida ao DIAP de Lisboa".

A notícia foi avançada pelo Expresso. De acordo com este jornal, Carlos Cabreiro é acusado por um coordenador da PJ de negar a existência de escutas que, afinal, terão sido feitas no caso Rui Pinto.

A participação terá sido feita a 27 de julho deste ano e enviada por mensagem eletrónica ao procurador-geral da República.

O autor da queixa, revela ainda o Expresso, é David Freitas, coordenador da Judiciária com mais de 30 anos de experiência e autor do livro "A Identificação Humana e a Investigação Criminal".

Segundo o denunciante, Cabreiro prestou falsas declarações em tribunal quando disse que não foram feitas escutas ambientais na investigação ao caso Rui Pinto, que terminou com a condenação em tribunal do alegado "hacker" e do ex-advogado, Aníbal Pinto.

Já o abuso de poder está relacionado com o facto de o atual diretor nacional da PJ ter, alegadamente, ordenado uma escuta que tinha sido proibida pelo Ministério Público (MP).

Conta o jornal que David Freitas descobriu as escutas quando foi transferido para a Unidade de Prevenção e Apoio Tecnológico, que faz escutas e vigilâncias na PJ.

Ao fazer o "levantamento e atualização do equipamento distribuído" às várias equipas desta unidade, o coordenador da Judiciária encontrou uma ordem de missão, com mais de 10 anos, da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica (UNC3T), liderada então por Carlos Cabreiro, a pedir que fosse vigiado e escutado com recurso a dispositivos ambientais "o alvo" Aníbal Pinto, numa altura em que este ia encontrar-se com o dono da Doyen, Nélio Lucas e com o advogado Pedro Henriques numa estação de gasolina em Oeiras.

Aníbal Pinto, recorda ainda o Expresso, representava na altura Rui Pinto, o "misterioso hacker" que tinha extraído milhares de documentos à empresa de fundos de investimento de desporto e que pedia 300 mil euros para "colaborar" com a empresa.

Na altura, a PJ ainda não sabia a identidade do pirata informático e a informação recolhida neste encontro, que decorreu em 2015, terá sido decisiva para o identificar.

Além da ordem de missão, David Freitas encontrou também o Relatório de Diligência Externa (RDE) a dar conta do sucesso da missão.

Os inspetores da PJ ouvidos como testemunhas durante o julgamento dos dois arguidos negaram sempre que o encontro tivesse sido alvo de escutas.

Inspetora que negou ter ouvido conversa é casada com denunciante

Na altura, os elementos da Judiciária garantiram que a conversa tinha sido ouvida por dois inspetores que se encontravam na estação de serviço quando ocorreu a conversa.

Porém, Aida Freitas, que era uma das inspetoras que estava no local, negou em tribunal ter ouvido a mesma, argumentando que "estava longe" e revelou que assinou o RDE "sem ler".

Carlos Cabreiro, que também foi ouvido como testemunha, criticou, em tribunal, na altura, a "falta de profissionalismo" da inspetora. E Aida Freitas saiu da sala de audiência com um processo-crime por falsas declarações.

Já Cabreiro continuou a negar em tribunal terem sido feitas quaisquer escutas.

O Expresso revela que David Freitas - que agora denuncia o diretor nacional da PJ - é casado com Aida Freitas, cujo julgamento já terminou mas a leitura da sentença está marcada para dia 18 de setembro.

Perante a denúncia agora feita, o advogado de Aida Freitas pediu a reabertura do julgamento.

Anibal Pinto também fez uma queixa à PGR e outra à ministra da Justiça. O advogado considera que "a ser verdade" que Carlos Cabreiro prestou falsas declarações em tribunal "não tem condições para continuar na direção da PJ".

Contactado pelo Expresso, Carlos Cabreiro disse apenas que "não tem conhecimento da denúncia referida".


AUSTRÁLIA: Mulher dá à luz gémeos de pais diferentes. FIV coincidiu com gravidez... Uma mulher deu à luz gémeos de pais diferentes, em Queensland, na Austrália. A gravidez natural e não planeada coincidiu com um processo de fertilização in vitro (FIV) no âmbito de um acordo de barriga de aluguer com outro casal.

© Shutterstock  Notícias ao Minuto  27/08/2026 

Uma mulher deu à luz gémeos de pais diferentes, no ano passado, em Queensland, na Austrália. A gravidez natural e não planeada coincidiu com um processo de fertilização in vitro (FIV) no âmbito de um acordo de barriga de aluguer com outro casal. Acredita-se que será uma situação tão rara e inédita, que até não tinha sido contemplada nas leis estaduais sobre as barrigas de aluguer.

A mulher, que permaneceu sob anonimato nos documentos judiciais, foi submetida a um parto por cesariana em novembro de 2025, tendo os bebés nascido no mesmo dia. Não há qualquer disputa no que diz respeito à custódia das crianças, que têm vindo a ser educadas de forma separada por cada casal, mas o caso chegou à Justiça porque as regras relativas às barrigas de aluguer foram elaboradas para proibir situações em que os “irmãos biológicos” nascidos de gravidezes por substituição fossem separados, noticiou o The Guardian.

O mesmo meio assinalou que, na ótica do tribunal, os menores eram “gémeos gestacionais”, mas não “irmãos biológicos” na definição estabelecida pela lei, o que ditou que a parentalidade de cada casal fosse formalizada.

Os casais, que tinham sido apresentados por amigos em comum, celebraram um acordo “altruísta”. Como BNJ tem uma condição médica que a fez nascer sem útero, não conseguia conceber naturalmente com o companheiro, identificado nos documentos legais como DRJ. DZ, que já tinha cinco filhos com FZ, concordou ser barriga de aluguer e, em abril de 2025, foi-lhe transferido um embrião.

Ao fim de duas semanas, foi possível apurar que a mulher estava grávida de gémeos. Exames subsequentes revelaram que uma menina era filha biológica de BNJ e DRJ e que um menino era filho biológico de DZ e FZ, tendo sido “concebido à parte do processo de implantação do embrião e sem assistência médica”.

Ainda que o casal não tivesse “intenção de conceber um filho” naquela altura, a Justiça sublinhou que “isso não significa de forma alguma que a criança não seja amada e desejada”.

Em preparação para o processo judicial que viria a comprovar a parentalidade de BNJ e DRJ, os casais contrataram um conselheiro independente, cujo relatório destacou “a potencial importância de [as crianças] terem nascido de um parto de gémeos e de que essa relação terá provavelmente um significado emocional e de desenvolvimento duradouro para ambas ao longo do tempo, apesar de estarem a ser educadas em lares separados”.

As famílias asseveraram que pretendiam que os menores “crescessem a conhecer-se um ao outro e fossem educados com uma compreensão, adequada à sua idade, do seu lugar na rede familiar alargada”.

“As partes demonstraram também um entendimento comum de que a abertura e a honestidade relativamente às origens e à maternidade [da menina] serão, a longo prazo, do seu melhor interesse”, indicou o documento.

Nessa linha, a juíza decretou que, face às “circunstâncias únicas apresentadas por este caso”, o menino e a menina não eram irmãos biológicos.


GUINÉ-BISSAU: Sindicato dos Trabalhadores da Câmara Municipal de Bissau exige a regularização urgente dos salários em atraso, denunciando as dificuldades enfrentadas pelos funcionários devido à falta de pagamento

Rússia lança ataque de grande dimensão com mísseis e drones... A Rússia lançou entre quarta-feira e hoje um ataque de grande dimensão com mísseis e drones contra várias regiões da Ucrânia, que provocou pelo menos um morto e 10 feridos e atingiu residências e infraestruturas energéticas.

© Lusa   27/08/2026 

O ataque começou depois do anoitecer de quarta-feira e prolongou-se durante o dia de hoje, com várias explosões ouvidas durante a manhã em Kyiv e repetidos alertas aéreos na capital ucraniana.

Uma mulher de 78 anos morreu na região de Zaporijia, no sul do país, enquanto pelo menos nove pessoas ficaram feridas noutras regiões, segundo as autoridades ucranianas.

Um novo ataque com drones durante o dia provocou pelo menos mais um ferido nos arredores de Kiev e atingiu infraestruturas, elevando para pelo menos 10 o número de feridos.

O Ministério da Defesa russo confirmou ter realizado um ataque noturno "maciço" contra alvos em nove cidades ucranianas, alegando que foram atingidas instalações relacionadas com as atividades militares de Kyiv.

Segundo Moscovo, entre os alvos encontravam-se instalações industriais, refinarias de petróleo, centros logísticos e infraestruturas portuárias.

As autoridades ucranianas disseram, contudo, que vários edifícios civis foram também atingidos.

Quatro distritos de Kyiv sofreram danos durante a noite, incluindo edifícios residenciais, uma escola e uma unidade de saúde, embora inicialmente não tenham sido registadas vítimas na capital.

Armazéns na região de Kyiv foram também atingidos, tendo imagens divulgadas nas redes sociais mostrado uma grande coluna de fumo negro numa das zonas atacadas.

Na região central de Poltava, as forças russas atingiram instalações industriais e infraestruturas energéticas, disse o chefe da administração militar regional, Vitalii Diakivnych.

Odessa, no sul da Ucrânia, foi alvo de um ataque que durou mais de sete horas, de acordo com o responsável da administração militar regional, Oleh Kiper.

Um edifício residencial de 16 andares, duas instalações de ensino e um elevador de cereais ficaram danificados.

Odessa constitui um dos principais pontos de escoamento das exportações ucranianas de cereais e outros produtos agrícolas.

A Força Aérea ucraniana afirmou ter abatido ou neutralizado sete mísseis balísticos russos durante os ataques, sem especificar os meios utilizados.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, voltou a pedir aos aliados ocidentais o reforço das capacidades de defesa aérea do país, particularmente contra mísseis balísticos.

"A Rússia continua a investir em mísseis e a expandir a sua guerra, e isso significa que são necessárias mais contramedidas", afirmou Zelensky nas redes sociais.

O chefe de Estado ucraniano defendeu que as promessas europeias de reforço da defesa aérea devem ser complementadas por novos sistemas capazes de intercetar mísseis balísticos, nomeadamente através da aquisição pela Europa de armamento aos Estados Unidos.

A Ucrânia tem solicitado mais sistemas norte-americanos Patriot, utilizados para intercetar mísseis balísticos russos, enquanto Moscovo tem aumentado também o recurso a drones de elevada velocidade.

O ataque coincidiu com uma visita prevista de Zelensky à vizinha Moldova, para participar nas comemorações da independência do país da antiga União Soviética.

O Ministério da Defesa moldavo anunciou que cinco drones violaram o espaço aéreo do país durante a noite, sem indicar a proveniência.

Kyiv tem igualmente intensificado os ataques de longo alcance contra território russo.


Leia Também: Drone cai e explode perto da Embaixada de Portugal em Kiev

O Governo português condenou hoje "com veemência" um ataque com um drone ocorrido em Kiev, perto da embaixada de Portugal e indicou que os funcionários da representação diplomática "estão bem".


Leia Também: Peskov rejeita que diretor da CIA tenha levado aviso sobre NATO

O Kremlin rejeitou hoje notícias de que a visita do diretor da CIA a Moscovo teria servido para alertar a Rússia contra um eventual ataque a um país da NATO, garantindo não pretender atacar a Aliança Atlântica.

GUINÉ-BISSAU: FORÇAS DE DEFESA E SEGURANÇA DA REGIÃO DE OIO CUMPREM VOTAÇÃO ANTECIPADA DO REFERENDO

Rádio Sol Mansi  27 08 2026 

As Forças de Defesa e Segurança da região de Oio cumpriram, esta quinta-feira, 27 de agosto, a votação antecipada do referendo sobre a proposta de nova Constituição da República da Guiné-Bissau.

O exercício de votação decorreu nas instalações da Comissão Regional de Eleições de Oio, com sede em Mansoa, num processo descrito como tendo decorrido dentro da normalidade.

A votação antecipada permite que os elementos das Forças de Defesa e Segurança exerçam o seu direito de voto antes da votação geral, prevista para domingo, 30 de agosto, ficando posteriormente disponíveis para desempenhar as funções de segurança durante o processo referendário.

Mais de 250 mortos e 1500 desaparecidos no Nepal. Há 700 turistas, entre os quais dois portugueses, por localizar... Último balanço aponta para 700 mortes e 1500 desaparecidos

Nepal (Getty Images)  CNN Portugal,  27/08/2026

Os números da tragédia no Nepal aumentam a cada hora que passa. Na manhã desta quinta-feira, o balanço apontava para pelo menos 270 mortos do lado do Nepal e 1.500 desaparecidos na enxurrada. Destes últimos, mais de 700 estrangeiros, incluindo dois portugueses.

O mau tempo, as estradas bloqueadas e as próprias características do terreno estão a dificultar o resgate.

Balanço de mortes 

As autoridades nepalesas recuperaram 270 corpos. A China reportou três mortes. É certo que o número de vítimas mortais vai continuar a disparar nas próximas horas e nos próximos dias, dado que muitas das vítimas estão soterradas pela lama.

700 turistas com paradeiro incerto

Do lado do Nepal fala-se em 826 desaparecidos. Do lado chinês, outros 558, no território tibetano de Gyirong. Mas os balanços mais recentes na imprensa falam já em mais de 1.500 desaparecidos.

O número de estrangeiros desaparecidos – mais de 700, que resulta do somatório dos dados da China e do Nepal - é particularmente alto porque uma das zonas mais atingidas é a da fronteira entre os dois países.

Entre os estrangeiros desaparecidos estão dois portugueses, como confirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal.

A nacionalidade mais representada é a indiana, com quase 200 desaparecidos. Destaque também para mais de 60 americanos e 50 ucranianos.

Lista divulgada pelas autoridades:

Índia: 178

Estados Unidos: 65

Malásia: 55

Ucrânia: 53

Austrália: 35

Reino Unidos: 33

Canadá: 25

Coreia do Sul e Singapura: 9

Alemanha e Rússia: 8

África do Sul e Letónia: 6

Japão e Nova Zelândia: 5

Além dos dois portugueses desaparecidos, há ainda cidadãos de Bielorrússia, Bélgica, Bulgária, Cazaquistão, Espanha, Filipinas, Finlândia, França, Hungria, Irlanda, Israel, Itália, Lituânia, Países Baixos, Sérvia, Suíça e Suécia.

Resgates e evacuações

É um esforço contra o tempo no terreno. As autoridades chinesas dizem que as equipas médicas já evacuaram mais de 360 residentes para áreas seguras. Por sua vez, o Nepal refere que foram resgatadas 123 pessoas, 29 delas estrangeiras.

Segundo a polícia nepalesa, estão no terreno mais de sete mil operacionais. O lado chinês não revelou o seu efetivo.

Possíveis causas

As autoridades estão ainda a avaliar o que estará na origem desta enxurrada. Chegou a ser considerada a possibilidade de rutura ou transbordamento de um lado glaciar no Tibete. O governo nepalês já mencionou um terramoto.

O serviço geológico dos EUA fala num deslizamento de terras de magnitude 5,2, localizando a sua origem a cerca de 55 quilómetros a noroeste de Kodari.

Os cientistas do Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado das Montanhas já vieram alertar para o risco de novas inundações, uma vez que os sedimentos transportados pela enxurrada podem criar barragens naturais.


Leia Também: Cerca de 15.800 mortes relacionadas com o calor este verão na Alemanha

Cerca de 15.800 pessoas morreram até 16 de agosto na Alemanha devido às ondas de calor, alcançando um novo máximo, segundo estimativas publicadas hoje pelo Instituto Robert Koch (RKI), a autoridade de saúde pública da Alemanha.

China rejeita acusações dos EUA sobre ciberataques contra NASA... A China rejeitou hoje as acusações dos Estados Unidos de que duas plataformas de pirataria informática ligadas a Pequim foram usadas em ciberataques contra organismos norte-americanos, alegando falta de provas.

© Getty Images   LUSA  27/08/2026 

Entre os organismos norte-americanos visados contam-se a agência espacial NASA e a Reserva Federal.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Lin Jian manifestou, em conferência de imprensa, a "firme oposição" e o "forte descontentamento" de Pequim perante o que classificou como uma nova tentativa dos Estados Unidos de utilizar a cibersegurança como "pretexto para difamar a China".

Lin acusou Washington de "abusar das medidas de aplicação da lei para fins políticos", depois das autoridades norte-americanas terem anunciado a apreensão dos domínios utilizados pelas duas plataformas.

O porta-voz afirmou que os Estados Unidos são "o maior autor mundial de pirataria informática e espionagem", e referiu anteriores acusações de Pequim contra a Agência de Segurança Nacional (NSA) norte-americana por alegados ciberataques contra infraestruturas chinesas.

Em concreto, Lin afirmou que casos anteriormente divulgados sobre alegadas operações da NSA demonstraram que Washington introduziu capacidades para realizar ciberataques no Centro Nacional de Serviço Horário da China, visando, segundo Pequim, eventuais operações de sabotagem contra infraestruturas críticas do país.

O porta-voz instou ainda os Estados Unidos a abandonarem os "dois pesos e duas medidas" e a "manipulação política" e a resolverem as divergências com a China em matéria de cibersegurança através do diálogo e de consultas "em pé de igualdade".

O Departamento de Justiça (DOJ) e o FBI norte-americanos anunciaram na quarta-feira a apreensão dos domínios da QScan e QTRouter, duas plataformas que, segundo Washington, permitiam infetar milhares de dispositivos ligados à Internet e utilizá-los para ocultar a origem de ciberataques.

Segundo documentos judiciais norte-americanos, ambas as ferramentas eram operadas pelo grupo QTFY, ligado à empresa chinesa Nanjing Xinjiuwei Network Technology Company, que terá prestado serviços de pirataria informática a clientes, entre os quais o Ministério da Segurança do Estado e o Exército de Libertação Popular da China.

As atividades atribuídas ao grupo remontam pelo menos a 2018 e tiveram entre os seus alvos a NASA, a Reserva Federal, o Senado e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, além de hospitais, empresas de telecomunicações e energia, instituições financeiras e empresas contratadas pelo setor da defesa.

A apreensão dos domínios utilizados pela QScan e QTRouter para comunicação e autenticação deixou ambas as plataformas inoperacionais, de acordo com as autoridades norte-americanas.


Leia Também: Espionagem chinesa? EUA apreendem endereços de Internet suspeitos

As autoridades policiais norte-americanas anunciaram a apreensão de endereços de Internet suspeitos de serem utilizados por alegados agentes chineses para ocultar a origem de ciberataques.

Estreito de Ormuz continua paralisado há seis meses: Os principais dados... O tráfego marítimo no estreito de Ormuz permanece paralisado seis meses depois do início da guerra entre os EUA e o Irão, com uma redução de 85% na circulação de navios e 6.000 marinheiros ainda retidos no Golfo.

© AFP via Getty Images  LUSA  27/08/2026 

Antes do encerramento do estreito por Teerão, em retaliação pelos ataques norte-americanos e israelitas de 28 de fevereiro, cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos no mundo passava por esta via marítima estratégica.

Eis os principais dados sobre a situação no estreito de Ormuz seis meses após o início do conflito:

Tráfego caiu de 95 para cerca de 15 travessias diárias

O tráfego marítimo no estreito de Ormuz caiu drasticamente desde que Teerão decidiu encerrar a passagem em 01 de março.

Em fevereiro, antes do início da guerra, registava-se uma média de 95 travessias diárias de embarcações de pequena dimensão transportando produtos como hidrocarbonetos, fertilizantes e minerais.

Após o encerramento do estreito, esse número caiu para uma média de apenas 10 travessias por dia, segundo uma análise da agência France-Presse (AFP) baseada em dados da plataforma de monitorização marítima Kpler.

A assinatura, em meados de junho, de um acordo entre Washington e Teerão para iniciar conversações de paz permitiu uma recuperação temporária do tráfego, que chegou às 36 travessias diárias.

O reinício dos combates, em 08 de julho, voltou, contudo, a reduzir a circulação marítima.

Entre essa data e 22 de agosto foram registadas, em média, apenas 15 travessias por dia, aproximadamente 85% abaixo dos níveis anteriores à guerra.

Um quinto do petróleo e gás mundial passava por Ormuz

O estreito de Ormuz constituía antes do conflito uma das principais rotas para o transporte mundial de energia.

Cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados no mundo atravessava esta passagem antes de Teerão decidir bloqueá-la em resposta aos ataques de Israel e dos Estados Unidos contra território iraniano.

A circulação continua condicionada não apenas pelas restrições impostas pelas autoridades iranianas, mas também pelo risco associado à eventual presença de minas.

Teerão advertiu para a existência de uma "zona de perigo" com cerca de 1.400 quilómetros quadrados onde poderão encontrar-se engenhos explosivos.

Navegação deixou de seguir rota tradicional

Antes da guerra, o tráfego marítimo estava organizado sobretudo no centro do estreito, através de um esquema de separação de tráfego estabelecido pela Organização Marítima Internacional (OMI).

A guerra alterou profundamente esse padrão e a navegação encontra-se agora dividida principalmente entre duas rotas: uma passa mais a norte, junto à costa iraniana, e é a única reconhecida pelas autoridades de Teerão; a segunda situa-se mais a sul, entre a costa de Omã e áreas onde existe o risco de presença de minas.

Durante o período de relativa calma entre 17 de junho e 07 de julho, uma média diária de nove navios utilizou a rota iraniana e oito atravessaram o estreito através da rota omanita.

As restantes embarcações utilizaram percursos que não puderam ser identificados ou mantiveram-se na tradicional rota da OMI.

Dois terços das travessias tornaram-se "fantasmas"

A deterioração das condições de segurança no estreito tornou também mais difícil acompanhar a circulação dos navios.

Desde o colapso do cessar-fogo, em 08 de julho, cerca de dois terços das travessias passaram a ser classificadas como "fantasmas" ou de rota desconhecida, segundo a Kpler.

Antes do início da guerra, menos de 1% dos trânsitos estavam nessa situação.

A classificação corresponde a navios detetados nos dois lados do estreito de Ormuz, mas cujo percurso exato não pode ser determinado.

Entre as razões estão a desativação dos 'transponders' das embarcações, interferências ou bloqueios dos sinais e a insuficiência de imagens de satélite capazes de confirmar a rota utilizada.

Cerca de 500 navios continuam retidos no Golfo

Seis meses depois do início da guerra, aproximadamente 500 embarcações continuam retidas no Golfo, segundo a OMI.

A bordo ou associados a esses navios encontram-se cerca de 6.000 marinheiros impossibilitados de abandonar a região.

A OMI assegurou que continuam a decorrer "discussões" destinadas a estabelecer uma rota marítima segura que permita resolver a situação.

A organização advertiu, contudo, que qualquer solução "depende da desescalada na região".

Plano para retirar 11 mil marinheiros foi abandonado

Durante o cessar-fogo de junho e julho chegou a estar prevista uma operação para retirar aproximadamente 11 mil marítimos do Golfo.

O plano acabou, contudo, por ser abandonado e milhares de marinheiros permaneceram na região quando as hostilidades recomeçaram.

Cerca de 6.000 continuam retidos seis meses depois do início do conflito.

Pelo menos 20 marinheiros e trabalhadores portuários morreram

A paralisação do estreito de Ormuz teve também consequências humanas diretas.

Pelo menos 20 marinheiros e trabalhadores portuários morreram nos últimos seis meses em ataques ou outros incidentes relacionados com a situação de insegurança na região, segundo dados da Organização Marítima Internacional.

A normalização do tráfego continua dependente de um acordo que permita garantir condições de segurança no estreito, enquanto a circulação permanece muito abaixo dos níveis registados antes da guerra.