quinta-feira, 3 de setembro de 2026

TRABALHAR: Está na lei: Qual é o número máximo de horas que se pode trabalhar?... O número máximo de horas de trabalho em Portugal é de oito horas diárias e quarenta horas semanais, de acordo com a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT).

© Shutterstock   Notícias ao Minuto  03/09/2026 

O período normal de trabalho não pode exceder oito horas por dia e quarenta horas por semana, de acordo com a informação disponibilizada no site da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), numa resposta às preguntas frequentes. 

"Há tolerância de quinze minutos para transações, operações ou outras tarefas começadas e não acabadas na hora estabelecida para o termo do período normal de trabalho diário, tendo tal tolerância carácter excecional e devendo o acréscimo de trabalho ser pago ao perfazer quatro horas ou no termo do ano civil", pode ler-se no mesmo portal. 

Atenção: "Os limites máximos do período normal de trabalho podem ser reduzidos por instrumento de regulamentação coletiva de trabalho, não podendo daí resultar diminuição da retribuição dos trabalhadores".

Como se define o tempo de trabalho?

A ACT explica que o "tempo de trabalho é qualquer período durante o qual o trabalhador desempenha a sua atividade ou se encontra à disposição da entidade empregadora".

Além disso, considera-se ainda tempo de trabalho:

  • A interrupção de trabalho como tal considerada em IRCT​, em regulamento interno da empresa ou resultante do uso da empresa;
  • A interrupção ocasional do período de trabalho diário inerente à satisfação de necessidades pessoais inadiáveis  do trabalhador ou resultante do consentimento do empregador; 
  • A interrupção do trabalho por motivos técnicos;
  • O intervalo para refeição em que o trabalhador tenha de permanecer no espaço habitual de trabalho ou próximo  dele, para poder ser chamado a prestar trabalho normal em caso de necessidade;
  • A interrupção ou pausa no período de trabalho imposta por normas de segurança e saúde no trabalho.

Registo dos tempos de trabalho: Como funciona? 

A ACT explica que o "registo dos tempos de trabalho é um suporte documental que deve conter a indicação das horas de início e de termo do tempo de trabalho, bem como das interrupções ou dos intervalos de descanso que nele não se compreendam".

"O registo dos tempos de trabalho, incluindo dos trabalhadores que estão isentos de horário de trabalho, deve ser mantido pelo empregador em local acessível, permitindo a sua consulta imediata e devendo ser conservado durante cinco anos", pode ainda ler-se. 

Ora, este registo "deve permitir apurar o número de horas de trabalho prestadas por trabalhador, por dia e por semana, bem como as prestadas em acréscimo ao período normal de trabalho".

Além disso, "deve ainda permitir apurar as horas prestadas para substituição de perda de retribuição por motivo de faltas".

De sublinhar que o "empregador deve assegurar que o trabalhador que preste trabalho no exterior da empresa realize o registo imediatamente após o seu regresso à empresa ou que envie o mesmo, devidamente visado, por forma a que o empregador disponha do registo no prazo de 15 dias a contar da sua prestação".

Horário de trabalho e período normal de trabalho: Há diferenças?

Sim, a ACT explica que a lei estabelece diferenças fundamentais entre os dois conceitos:

  • Horário de trabalho é a fixação das horas de início e do termo do período normal de trabalho diário e dos intervalos de descanso;
  • Período normal de trabalho é o tempo de trabalho que o trabalhador se obriga a prestar ao empregador. Pode ser medido em “horas por dia” e “horas por semana”, devendo o empregador registar e manter atualizado o número das horas de trabalho prestadas (por dia e por semana), com indicação do início e do termo do trabalho. 


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Secretário da Energia norte-americano garante que EUA não querem "roubar o petróleo" venezuelano... Chris Wright defendeu um acordo em que a Venezuela passa a usufruir de um ativo "não utilizado, que não rende nada ao povo venezuelano", anunciou contratos para energia e hidrocarbonetos e destacou a necessidade de estabilizar o país antes das eleições.

 SIC Notícias/Lusa   03/09/2026 

O secretário da Energia norte-americano, Chris Wright, rejeitou na quarta-feira a acusação de que Washington pretende "roubar o petróleo venezuelano", relacionada com o acordo de exploração pelos Estados Unidos de 20% das reservas da Venezuela.

"Vi as manchetes. 'Estamos a roubar o petróleo venezuelano'. Claro que isso não é verdade. Os recursos, o petróleo da Venezuela, pertencem efetivamente ao povo venezuelano", declarou Wright em Caracas à agência France-Presse (AFP), no final de uma visita ao país.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou em 28 de agosto ter celebrado com a Venezuela um acordo que permite aos Estados Unidos assumir o controlo maioritário de mais de 65 mil milhões de barris das reservas do país.

A Venezuela estima que irá obter ganhos no valor de 209 mil milhões de dólares (180 milhões de euros) ao longo de 25 anos.

As empresas privadas, sublinhou Chris Wright, "fornecem o capital para produzir o petróleo, mas os lucros, royalties e impostos revertem inteiramente para o Governo da Venezuela e para o povo venezuelano".

"Tudo o que fazemos é pegar num ativo subterrâneo não utilizado, que não rende nada ao povo venezuelano, e fornecer o dinheiro e a tecnologia necessários para o desenvolver, para que beneficie a Venezuela e o mundo inteiro", acrescentou, sublinhando que se trata de uma "partilha de receitas".

A visita do secretário de Donald Trump foi marcada pela assinatura de vários contratos com multinacionais, para a exploração de hidrocarbonetos, bem como para a reabilitação da rede elétrica.

Wright insistiu na importância de recuperar o setor elétrico, numa altura em que os cortes de energia são recorrentes na Venezuela e em que o setor petrolífero depende dele para funcionar.

"A boa notícia é que já existe na Venezuela uma enorme capacidade de produção de eletricidade, que não está a ser utilizada. Em breve, penso que serão adicionados gigawatts de capacidade à rede venezuelana, simplesmente colocando novamente em funcionamento algumas infraestruturas existentes", acrescentou o responsável, referindo-se a um plano de cinco anos, cujos primeiros efeitos serão visíveis nos próximos seis a 12 meses.

No plano político, em resposta às declarações do Presidente Trump, que considerou na quarta-feira que a Venezuela "ainda não está pronta" para eleições, Wright precisou: “É um processo (...). É preciso estabelecer os cadernos eleitorais, reforçar certas instituições civis”.

"Temos de estabilizar o país, relançar a economia“, afirmou, acrescentando que ”alguns dos desafios a longo prazo - reestruturação da dívida, investimentos, entrada de empresas - são, em parte, independentes da estrutura política".

"Não queremos esperar, ficar de braços cruzados durante todo o tempo que o processo eleitoral demorar", concluiu.


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O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, instou hoje os países parceiros a "cessarem imediatamente" o comércio com a Nicarágua, após o parlamento deste país ter votado a exclusão dos partidos da oposição das eleições.

GUINÉ-BISSAU: HOMEM ENCONTRADO MORTO EM LAGOA NO SECTOR DE MANSABA

Djamburere  03/09/2026

O corpo de um homem, identificado como Iefana N'Sigue, foi encontrado sem vida por volta das 12 horas desta quarta-feira, 2 de setembro, numa lagoa em Olossato, sector de Mansaba, na região de Oio, norte da Guiné-Bissau.

Segundo relatos preliminares de familiares, a vítima, que era casado e residia na mesma localidade, tinha saído de casa na tarde de terça-feira (01/09) com o propósito de pescar. 

O alerta foi dado após o seu desaparecimento, culminando na trágica descoberta no dia seguinte. 

A Polícia de Ordem Pública (POP) já registou a ocorrência no local. Contudo, as causas e as circunstâncias exatas que levaram à morte do cidadão continuam por apurar pelas autoridades competentes. O corpo da vítima já foi recuperado pelos familiares, tendo sido realizadas as respetivas cerimónias fúnebres na localidade. 

As investigações deverão prosseguir para esclarecer se se tratou de um afogamento acidental ou se existem outros fatores na origem do sucedido.

EUA: Juíza bloqueia tentativa de Trump de limitar cidadania por nascimento... Uma juíza federal bloqueou na quarta-feira a última tentativa do Presidente dos EUA, Donald Trump, de limitar a cidadania por nascimento, através de um decreto presidencial destinado a combater o "turismo de maternidade".

© Graeme Sloan/Bloomberg via Getty Images     LUSA   03/09/2026 

Depois de o Supremo ter rejeitado a tentativa anterior de Trump de negar a cidadania aos filhos de imigrantes em situação irregular, este assinou, em agosto, um decreto para negar a cidadania automática aos filhos de mulheres que alegadamente viajam para os EUA com o objetivo de dar à luz, entre outras disposições.

A juíza Deborah Boardman, numa decisão de 35 páginas, suspendeu a aplicação da nova ordem executiva, salientando que "é quase com toda a certeza inconstitucional", porque o Supremo "já decidiu que as crianças" são "cidadãos por nascimento", e acrescentou que essa é "a lei" e que "o Presidente deve cumpri-la".

A decisão de Boardman impede a Administração Trump de aplicar a ordem executiva a qualquer criança nascida de um ou dois progenitores indocumentados após 19 de fevereiro de 2025, data em que entraria em vigor a ordem executiva original, emitida no início do mandato, que visava proibir a cidadania por nascimento.

O Supremo Tribunal norte-americano pronunciou-se em 29 de junho de 2026, na sequência de ações judiciais intentadas por estados e organizações de defesa dos direitos civis, que argumentaram que uma ordem executiva não pode alterar a garantia de cidadania por nascimento estabelecida na Décima Quarta Emenda da Constituição.

Várias organizações de defesa dos imigrantes levaram a tribunal a nova ordem executiva relativa ao "turismo de maternidade", entre as quais a CASA e o Asylum Seeker Advocacy Project, em Maryland.

A ordem menciona também como possíveis exceções à cidadania por nascimento os filhos de membros de governos estrangeiros, pessoas consideradas terroristas estrangeiros e os nascidos em territórios não incorporados, ou seja, áreas controladas pela Administração norte-americana, mas que não são parte dos Estados Unidos, como é o caso de Porto Rico.


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Kuwait afirma que defesas aéreas estão a responder a ataque iraniano com mísseis e drones... O Exército do Kuwait anunciou que está a responder a um ataque com mísseis e drones provenientes do Irão, que na quarta-feira atacou bases norte-americanas na região em resposta aos bombardeamentos dos Estados Unidos.

RTP     03/09/2026 

"As defesas aéreas do Kuwait estão a enfrentar ataques hostis com mísseis e drones, em consequência da agressão condenável do Irão", comunicou o Exército do país do Golfo Pérsico numa mensagem na rede social X.

As forças do Kuwait afirmaram que qualquer explosão é "resultado da interceção dos ataques" por parte dos sistemas de defesa aérea e instaram a população a seguir as instruções de segurança emitidas pelas autoridades competentes.

Os meios de comunicação iranianos, geralmente utilizados como porta-voz dos ataques lançados pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irão (IRGC, na sigla em inglês), não deram, por enquanto, qualquer notícia da suposta ofensiva.

Na madrugada de quarta-feira, o Kuwait indicou que os sistemas de defesa aérea responderam a um ataque com drones provenientes do Irão, numa noite marcada pela retaliação de Teerão contra bases norte-americanas na região.

Ao longo da noite de quarta-feira, o Irão lançou ataques contra bases norte-americanas na Jordânia, no Bahrein e no Iraque, em resposta à ofensiva de Washington.

Os Estados Unidos atacaram o Irão na noite de terça-feira, pela segunda vez em 48 horas, numa ofensiva dirigida contra "alvos do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica" para contrariar as "tentativas de agressão" do Irão "contra o transporte marítimo comercial no estreito de Ormuz e contra os militares norte-americanos destacados na região".

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Moeda de US$ 1 com rosto de Trump começa a ser vendida nos EUA... Pacotes da moeda comemorativa custam a partir de US$ 61 e rompe tradição de mais de um século de não retratar pessoas vivas no dinheiro americano.

Por  g1.globo.com  02/09/2026 

A Casa da Moeda dos Estados Unidos começou a vender nesta quarta-feira (2) uma nova moeda de US$ 1 com o rosto do presidente Donald Trump. A peça foi criada para marcar os 250 anos da independência americana e é a primeira moeda em circulação do país a retratar um presidente vivo.

As moedas começaram a ser vendidas ao meio-dia, no horário de Washington, ou às 13h no horário de Brasília. A Casa da Moeda oferece pacotinhos com 25 unidades por US$ 61 (o equivalente a R$ 311) e sacos com 100 moedas por US$ 154,50 (o equivalente a R$ 789). Há limite de duas unidades de cada produto por residência nas primeiras 24 horas de venda.

O g1 constatou que o site da Casa da Moeda dos EUA, por onde os itens são vendidos, enfrentava lentidão por voltas das 11h30, no horário de Brasília. O tempo de espera estimado para acessar era de cerca de cinco minutos.

Apesar de serem chamadas pelo governo de moedas "de ouro", elas não são feitas de ouro. As peças têm acabamento dourado e são produzidas com uma liga metálica usada em moedas de circulação.

A moeda tem a palavra "LIBERTY" na parte superior, as datas "1776–2026" na parte inferior e a frase "IN GOD WE TRUST" ao lado do retrato de Trump. No verso, aparece uma representação do Grande Selo dos Estados Unidos.

A Casa da Moeda também colocou entre as unidades vendidas 250 mil moedas produzidas em 4 de julho, identificadas por uma marca especial que faz referência à data.

A criação da moeda gerou controvérsia porque uma tradição de mais de um século restringia a presença de pessoas vivas no dinheiro americano. A mudança também ocorre em meio a outras iniciativas do governo Trump para associar a imagem do presidente à moeda dos Estados Unidos.

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, havia anunciado em julho que a Casa da Moeda produziria a moeda como parte das comemorações do aniversário de 250 anos do país. Segundo ele, a peça representa "o legado duradouro da liberdade" e o patriotismo americano.

Por que a moeda é controversa

Uma lei de 1866 consolidou a tradição de não colocar pessoas vivas na moeda americana. A ideia era evitar que os Estados Unidos passassem a se parecer com uma monarquia, na qual o governante costuma aparecer nas cédulas e moedas.

O Departamento do Tesouro afirma, porém, que a produção da moeda é permitida por uma lei de 2020 que autorizou o redesenho de moedas para marcar o aniversário de 250 anos dos Estados Unidos.

A iniciativa foi criticada por parlamentares dos dois partidos. O deputado republicano Thomas Massie afirmou que o governo estava usando o aniversário do país para promover Trump.

A senadora democrata Maggie Hassan chamou a moeda de "ridícula e antiamericana". Segundo ela, os americanos deveriam ter um presidente mais preocupado em colocar dinheiro no bolso da população do que em colocar o próprio rosto no dinheiro.

Trump também terá assinatura em cédulas

A moeda faz parte de uma série de mudanças no dinheiro americano promovidas pelo governo Trump.

Novas cédulas que levam a assinatura de Trump e de Bessent estão sendo impressas e devem entrar em circulação ainda neste ano. A legislação, no entanto, impede que imagens de pessoas vivas sejam colocadas no papel-moeda.

Por isso, uma proposta para criar uma cédula de US$ 250 com o retrato de Trump precisaria ser aprovada pelo Congresso.

Quénia ordena fecho de pequenos negócios de estrangeiros até segunda-feira... O Presidente do Quénia, William Ruto, ordenou hoje o encerramento dos pequenos negócios de comerciantes estrangeiros no país e estabeleceu segunda-feira como data limite para cessarem as suas atividades.

 Executive Digest com Lusa   Setembro 2, 2026  

O Presidente do Quénia, William Ruto, ordenou hoje o encerramento dos pequenos negócios de comerciantes estrangeiros no país e estabeleceu segunda-feira como data limite para cessarem as suas atividades.

Durante um encontro com comerciantes de micro, pequenas e médias empresas na residência oficial do Governo (‘State House’), o chefe de Estado defendeu que os cidadãos estrangeiros não devem competir com os quenianos na venda ambulante e no pequeno comércio a retalho.

“A partir da próxima semana, todos os comerciantes que se dedicam a esses pequenos negócios deverão encerrá-los”, declarou Ruto, argumentando que os esforços do Estado para estabilizar a economia e atrair capital não têm como objetivo incentivar o comércio de pequena escala por parte de estrangeiros.

“Não melhorámos a confiança dos investidores para que os vendedores ambulantes venham para o Quénia”, afirmou o chefe de Estado, acrescentando que “não pode acontecer que uma pessoa venha da China ou de qualquer outro lugar para ser vendedor ambulante ou abrir uma pequena loja” neste país da África Oriental.

Ruto associou a diretiva ao Projeto de Lei sobre Conteúdo Local de 2025, elaborado pela deputada Jane Kagiri e atualmente em processo legislativo no parlamento.

O chefe de Estado indicou que a lei determinará quais os negócios reservados aos cidadãos quenianos e proibirá a atividade de estrangeiros nesses setores.

A proposta legislativa pretende criar um quadro regulamentar que restrinja por lei determinadas atividades comerciais à população nacional e imponha uma quota mínima de 60% de bens e serviços de origem local.

Apesar de ter fixado a entrada em vigor para 07 de setembro, o regime não especificou quais as instituições do Estado responsáveis pela execução operacional dos encerramentos, nem os critérios para identificar as licenças abrangidas.

EUA prontos a voltar a atacar Irão "a qualquer momento"... O Presidente Donald Trump afirmou hoje que os Estados Unidos estão prontos para voltar a atacar o Irão "a qualquer momento", após o retomar das hostilidades entre os dois países, pondo fim a uma trégua de um mês.

© Samuel Corum/Sipa/Bloomberg via Getty Images   LUSA  02/09/2026 

"Ontem (terça-feira) à noite, atacámos em força. Destruímos todos os novos equipamentos que estavam a tentar instalar ao longo do estreito de Ormuz", disse Trump aos jornalistas na Casa Branca.

"O ataque (...) foi muito violento e estamos prontos para lançar outro ataque a qualquer momento", adiantou.

Washington desativou os sistemas de radar do Irão, assegurou Trump, sublinhando que as forças norte-americanas mantêm o "controlo" sobre o estratégico estreito de Ormuz.

Trump reiterou que o seu principal objetivo é impedir o Irão de desenvolver uma arma nuclear e antecipou que o conflito "não vá demorar muito mais".

"Não sei por quanto tempo conseguirão (regime iraniano) resistir, mas aconteça o que acontecer, não importa", acrescentou sobre o calendário da ofensiva no Irão.

O Comando Central militar norte-americano (CENTCOM) anunciou na última noite que as suas forças concluíram com sucesso ataques contra alvos militares no Irão, que retaliou contra bases dos Estados Unidos nos países vizinhos.

"As forças norte-americanas atacaram alvos do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), incluindo instalações de defesa aérea, sistemas de radar, ativos e instalações marítimas, capacidades de lançamento de minas e locais de comunicação", refere o CENTCOM em comunicado sobre os ataques de terça-feira.

"Os ataques seguem-se a tentativas recentes de ataques do IGRC contra navios mercantes no estreito de Ormuz e contra militares norte-americanos", adianta.

"Mais de 50.000 militares norte-americanos estão atualmente a operar no Médio Oriente e mantêm-se vigilantes, letais e preparados para continuar a executar operações dirigidas pelo Comandante-Chefe", refere ainda o CENTCOM.

Esta foi a segunda vaga de ataques desde que os Estados Unidos atingiram a ilha de Larak entre a noite de domingo e a manhã de segunda-feira, matando duas pessoas. Segundo Washington, Teerão preparava-se para lançar no estreito de Ormuz, a partir de Larak, rockets carregados com minas marítimas.

A televisão estatal iraniana noticiou várias explosões no sul do país, perto de Bandar Abbas e da ilha de Qeshm, junto ao estreito de Ormuz, onde as forças iranianas colocaram sob ameaça o tráfego marítimo desde o começo da guerra, em 28 de fevereiro, fazendo disparar os preços internacionais de petróleo.

De seguida, foram relatadas novas explosões nos mesmos locais, bem como na ilha de Lavan, que alberga um dos terminais de exportação de petróleo do Irão.

Os meios de comunicação estatais iranianos informaram que quatro projéteis atingiram cidades a leste do estreito de Ormuz e anunciaram que um aeroporto no sul do Irão, na província de Kerman, tinha sido alvejado.

Ao fim do dia, Ahmad Nafisi, vice-governador da província de Hormozgan, disse à televisão estatal iraniana que um ataque aéreo norte-americano atingiu uma casa onde decorria uma cerimónia de casamento em Kuhestak, no sul do país.

Estes relatos surgiram pouco depois de dois petroleiros terem sido atingidos por "projéteis de origem desconhecida" quando deixavam o estreito, de acordo com a agência marítima grega Marisks.

Os Estados Unidos já tinham lançado ataques no domingo, os primeiros no último mês, contra a ilha iraniana de Larak, referindo que foram visados lançadores de minas destinadas ao estreito de Ormuz.

O Irão respondeu com bombardeamentos a bases norte-americanas na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos, embora os dois países tenham indicado que intercetaram todas as ameaças.

Após a mais recente vaga de ataques, o exército jordano informou na terça-feira que intercetou 10 mísseis balísticos disparados do Irão, enquanto 3 mísseis "caíram em zonas remotas, longe de zonas povoadas",.

Segundo a IRGC o ataque, com mísseis balísticos pesados, foi dirigido contra Camp Titin, uma base do Corpo de Fuzileiros Navais norte-americanos.

Mais tarde, a IRGC reivindicou também ataques à Base Aérea de Sheikh Isa, no Bahrein, com drones.

No Kuwait, as Forças Armadas indicaram ter intercetado "alvos hostis".

Antes, a IRGC confirmou "uma onda de ataques contra alvos norte-americanos na região" e reivindicou também ter abatido um drone avançado MQ-9 dos Estados Unidos.

Esta escalada de confrontação ocorre após o anúncio, na semana passada, da operação «Pária Económico», que visa isolar o Irão atingindo as suas receitas comerciais.

Washington e Teerão acordaram em 17 de junho um memorando de entendimento, que incluiu um cessar-fogo imediato, a reabertura do estreito de Ormuz e o levantamento do bloqueio naval entretanto imposto pelos Estados Unidos aos portos do Irão.

As partes voltaram no entanto à confrontação e aos respetivos bloqueios navais e não prosseguiram as negociações previstas no memorando para alcançarem um acordo de paz definitivo, cujo prazo de dois meses já expirou.


GUERRA NA UCRÂNIA: Noruega detém navio russo a pedido da empresa ucraniana Naftogaz... As autoridades norueguesas detiveram hoje o barco russo de investigação oceanográfica 'Professor Molchanov' no arquipélago de Svalbard, situado no Oceano Glacial Ártico e integrante do reino norueguês, a pedido da empresa ucraniana Naftogaz.

© iStock   LUSA  02/09/2026 

O governador de Svalbard informou, em comunicado, que a detenção da embarcação ocorreu no seguimento de uma decisão judicial tomada na segunda-feira pelo Tribunal do Distrito Norte Troms da Noruega.

"O processo judicial e a sentença integram a luta da empresa para recuperar os fundos que a Federação Russa lhe expropriou em 2014", assinalou o governador.

O diário norueguês Aftenposten, citando fonte policiais, avançou que a apreensão do navio ocorreu perto da localidade de Barentsburg, na ilha de Spitsbergen.

O 'Professor Molchanov', com 72 metros de comprimento e 13 metros de largura, que as autoridades norueguesas tinham proibido de se aproximar de Barentsburg, é utilizado pela Federação Russa para "expedições comerciais", segundo a agência noticiosa norueguesa NTB.

"O governador encarregar-se-á da tripulação e dos passageiros embarcados", segundo o comunicado.

Segundo a NTB, a apreensão do navio "faz parte de uma iniciativa global destinada a garantir que a Federação Russa cumpre as suas obrigações pendentes", estimadas em 4,22 mil milhões de dólares, mais juros e custos, depois das expropriações sofridas pela Naftogaz com a anexação ilegal russa da Crimeia em 2014.


Diretor de televisão desaparece no Níger e RSF exige investigação... A Organização Não Governamental (ONG) Repórteres Sem Fronteiras (RSF) defendeu hoje a abertura de um inquérito ao desaparecimento do diretor de uma estação de televisão privada no Níger, país governado com 'mão de ferro' por uma junta militar.

© Alain Pitton/NurPhoto via Getty Images   LUSA   02/09/2026

"[O diretor da estação de televisão] Moussa Kaka saiu do seu escritório em Niamey, a capital do país, no dia 31 de agosto, por volta das 19:00, para regressar a casa; nunca chegou lá", escreve a ONG, salientando que o desaparecimento de pessoas críticas do regime tem sido cada vez mais frequente.

"O desaparecimento de Moussa Kaka, jornalista de renome, é particularmente preocupante, numa altura em que o Níger atravessa um novo período de fortes tensões políticas e de segurança; a RSF acompanha a situação com atenção e apela às autoridades nigerinas para que abram imediatamente uma investigação com vista a localizá-lo", afirmou o diretor do gabinete da ONG para a África subsaariana, Sadibou Marong.

O Níger é governado desde 2023 por uma junta militar regularmente acusada pelas ONG de violações da liberdade de imprensa, e o desaparecimento do jornalista, que tinha sido detido em novembro de 2025 por "divulgação de documentos suscetíveis de perturbar a ordem pública", ocorre poucos dias após um motim que abalou Niamey durante cerca de 24 horas e que o regime reprimiu com a ajuda decisiva da Rússia.

Moussa Kaka é diretor da Radio Télévision Saraounia (RTS), um meio de comunicação audiovisual privado, e foi durante muitos anos correspondente da Radio France Internationale (RFI), meio de comunicação suspenso pela junta que, desde a chegada ao poder em 2023, tem conduzido uma política abertamente hostil à França.

Segundo o meio de comunicação Aïr Info, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP), o antigo ministro da Defesa do regime derrubado, Kalla Moutari, foi também detido na terça-feira, sem que os motivos tenham sido especificados.


EUA: Ormuz recuperou o fluxo de Brent pré-guerra. Acabou a chantagem de Teerão... Com mais de 17 milhões de barris no mar e o apoio de oleodutos sauditas, o secretário da Energia norte-americano assegura que o abastecimento mundial contornou as ameaças no Golfo.

O tráfego de navios no Estreito de Ormuz está a voltar à normalidade, garantem os EUA. FOTO: Halden Krog / EPA    DN/Lusa  02 Set 2026 

Seis meses após a escalada militar com o Irão, o tráfego de crude através do Estreito de Ormuz recuperou a normalidade e atingiu o valor mais alto desde o final de fevereiro, com mais de 17 milhões de barris transportados num único dia. Para a administração norte-americana, os números marcam uma viragem estratégica no Médio Oriente: o regime de Teerão "está a perder a capacidade de manter a economia global refém" do estrangulamento das rotas marítimas do Golfo Pérsico.

A garantia foi deixada pelo secretário norte-americano da Energia, Chris Wright, em entrevista à CNBC. O governante sublinhou que a segurança energética internacional foi blindada não apenas pelo regresso em massa dos petroleiros ao estreito, mas também pela ativação de rotas terrestres alternativas: somando o petróleo que a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos desviam por oleodutos para contornar a passagem marítima, as exportações da região superaram mesmo os níveis anteriores à eclosão do conflito.

"Com ou sem o Irão, o petróleo e o gás continuarão a fluir da região do Golfo Pérsico, e isso está a acontecer", rematou o responsável norte-americano, afastando o cenário de disrupção dos mercados internacionais.

Antes do início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, a 28 de fevereiro, aproximadamente 20 milhões de barris de petróleo bruto e outros produtos petrolíferos passavam diariamente pelo estreito de Ormuz.

Os números avançados por Wright são superiores às estimativas das empresas independentes que monitorizam o tráfego marítimo através do estreito, mas o ministro de Donald Trump afirmou que Washington possui "os melhores dados disponíveis" e que estas empresas podem não estar a contabilizar embarcações que navegam "secretamente" pelo estreito.

Os números, acrescentou, mostram que "o Irão está a perder a sua capacidade de interromper o tráfego marítimo" e que, embora continue a causar "algumas interrupções", o regime de Teerão "está a perder essa vantagem".

Os Estados Unidos estabeleceram um corredor marítimo ao longo da costa de Omã, do lado oposto ao Irão no estreito, para facilitar a passagem dos petroleiros dos seus aliados do Golfo, que por vezes navegam durante a noite.

No entanto, o Irão tem atacado esporadicamente os navios que utilizam esta rota e exige que as embarcações comerciais utilizem um corredor localizado junto às suas águas.

Entretanto, o preço do crude norte-americano WTI, que fechou ontem acima dos 90 dólares por barril, depois de os Estados Unidos terem bombardeado o Irão pela segunda vez numa semana, cotava nos 89,68 dólares por barril esta manhã.

Washington e Teerão retomaram os ataques depois de quase um mês sem hostilidades e na sequência do anúncio da administração Trump de uma campanha de pressão económica contra a República Islâmica.

EUA: Ucrânia pode produzir mísseis Patriot, mas Rubio avisa: "Demora anos"... O secretário de Estado norte-americano afirmou hoje que Washington continua a negociar com Kiev a concessão de licenças para produzir mísseis intercetores para os sistemas Patriot, mas avisou que, mesmo que se concretize, o processo levará anos.

© Lusa   02/09/2026 

"Isso está a ser negociado neste preciso momento, mas não é uma solução imediata", respondeu Marco Rubio, quando questionado numa entrevista à estação Fox News sobre se opunha a que os Estados Unidos (EUA) concedessem essa licença à Ucrânia.

"Aumentar a produção, mesmo que se disponha de uma licença, é um processo que demora vários anos — o tempo necessário para construir essas fábricas — e trata-se de armas extremamente sofisticadas", adiantou Rubio no programa de rádio de Brian Kilmeade, na Fox News.

O chefe da diplomacia norte-americana disse mesmo que embora "o acordo possa vir a concretizar-se", "não resolverá realmente o problema a curto prazo" com que Kyiv se depara.

Durante uma recente visita a Washington, no final de julho, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou ter "discutido licenças para a produção de intercetores Patriot" com o homólogo norte-americano, Donald Trump, que tinha afirmado na cimeira da NATO em Ancara, realizada no início desse mesmo mês, que iria fornecer a Kyiv as licenças para a construção em solo ucraniano destes mísseis.

Posteriormente, o líder da Casa Branca considerou que os Estados Unidos deviam ter "muito cuidado" antes de autorizar a Ucrânia a produzir mísseis para os sistemas norte-americanos de defesa antiaérea Patriot.

"Estas armas são incríveis. Temos de ter muito cuidado antes de deixar alguém produzi-las", afirmou Trump, referindo-se também aos mísseis Tomahawk.

Ainda na entrevista à Fox News, Rubio afirmou que, neste momento, "o mundo inteiro está a pedir mais mísseis intercetores aéreos", incluindo os "países do Médio Oriente".

"É apenas uma questão de disponibilidade. E, obviamente, tenho de lembrar às pessoas que os Estados Unidos têm necessidades. Temos as nossas próprias necessidades de defesa; temos os nossos próprios requisitos de defesa. E antes de podermos ajudar os outros, temos de garantir que os nossos 'stocks' são sempre suficientes", prosseguiu Rubio.

Ainda na semana passada, um responsável da defesa dos Estados Unidos na Europa e um responsável da NATO revelaram à agência noticiosa Associated Press (AP) que as Forças Armadas norte-americanas estão a enfrentar uma escassez crítica de mísseis intercetores no continente europeu, devido ao elevado consumo na guerra com o Irão.

Hoje nas declarações à Fox News, Rubio sentiu a necessidade de comentar as alegações de escassez de armamento, apontando que o que tem sido noticiado sobre os 'stocks' dos Estados Unidos "é impreciso".

"Considero isso perigoso, porque, de certa forma, os nossos adversários leem essas notícias e acreditam que são verdadeiras, tentam pôr-nos à prova e isso pode conduzir a um conflito", argumentou.

"Temos os nossos próprios requisitos mínimos, e estes têm sempre de ser cumpridos antes de podermos fornecer ajuda a outros", continuou Rubio.

Tanto Kyiv como Moscovo intensificaram os seus bombardeamentos de longo alcance nos últimos meses, à custa de um número crescente de vítimas civis, mais de quatro anos após o início da invasão russa em grande escala da Ucrânia.

A defesa contra mísseis balísticos, particularmente difíceis de intercetar, é uma prioridade absoluta para Kyiv.


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O Presidente ucraniano classificou hoje como uma "situação absolutamente vergonhosa" o tiroteio entre duas unidades dos serviços secretos ucranianos em Kyiv e anunciou uma investigação para apurar os pormenores, bem como investigações internas das respetivas forças envolvidas.

São Tomé: PR declara despesas de mais de 500 mil euros na campanha... O Presidente reeleito de São Tomé e Príncipe entregou hoje as contas de campanha ao Tribunal Constitucional (TC) nas quais declara despesas de 503 mil euros nas eleições de 19 de julho, segundo o diretor financeiro da candidatura.

© Lusa   02/09/2026 

Segundo Posik Santos, a candidatura de Carlos Vila Nova não quis repetir o erro do passado, relativamente às eleições de 2021, quando não apresentou as contas em tempo previsto na lei, e o chefe de Estado já eleito foi multado em cerca de 15 mil euros, assim como os outros 19 candidatos.

Carlos Vila Nova foi o único a pagar a totalidade da multa e fê-lo nas véspera da campanha para as eleições de 19 de julho.

A lei determina que a apresentação das contas de campanha deve ser feita até 90 dias após a proclamação oficial dos resultados.

No dia 28 de julho, o Tribunal Constitucional são-tomense declarou Carlos Vila Nova como Presidente eleito, com 31.613 votos (55,88%).

O segundo candidato mais votado foi Nito D'Abreu, que obteve 23.457 votos (41,46%), seguido de Miques João, com 900 votos (1,59%) e Eugénio Tiny, com 604 votos (1,07%).

Pelo menos três chefes de Estados e dois primeiros-ministros marcam presença, quinta-feira, na tomada de posse do Presidente de São Tomé e Príncipe, Carlos Vila Nova, que inicia o segundo mandato.

Segundo um documento divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros de São Tomé e Príncipe estão confirmadas as presenças dos Presidentes da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema Mbassogo, da República Democrática do Congo, Félix Tshisekedi, e do Gabão, Brice Cloraire Olingui Nguema.

Também estarão na cerimónia a primeira-ministra de Moçambique, Maria Benvinda Delfina Levi, e o primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro.

No dia em que foram anunciados os resultados preliminares, Carlos Vila Nova afirmou contar "com todos", para reconstruir o país, incluindo com os que fizeram "uma escolha diferente".

O chefe de Estado, eleito para novo mandato de cinco anos, garantiu que "a partir deste momento não há vencedores nem vencidos" e defendeu que "o país precisa definitivamente de virar a página da divisão, do ressentimento, da perseguição e do discurso do ódio".

Numa conferência de imprensa na sede da candidatura, Vila Nova assegurou também que "a pacificação social será uma das grandes prioridades do mandato", admitindo que "não haverá desenvolvimento económico sem estabilidade social, não haverá progresso sem unidade social".

"Estenderei a mão a todas as forças políticas, às Igrejas, aos jovens, às mulheres, aos trabalhadores, aos empresários, à diáspora e à sociedade civil", prometeu.

Carlos Vila Nova, que não contou agora com o apoio oficial da Ação Democrática Independente (ADI), recandidatou-se suportado por uma plataforma que incluiu o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP), o Movimento Basta, a União para Democracia e Desenvolvimento (UDD), o Movimento Democrático Força da Mudança (MDFM), Partido de Convergência Democrática (PCD) e Partido Nossa Terra. Mas também de uma ala da oposição da própria ADI.

São Tomé e Príncipe prepara-se agora para as eleições legislativas, autárquicas e regional marcadas para 27 de setembro.


GUERRA NA UCRÂNIA: Kyiv com novo sistema de alerta face a bombardeamentos. Como funcionará?... O Presidente ucraniano anunciou hoje que vai introduzir um novo sistema de sirenes aéreas na Ucrânia, que distinguirá os ataques com mísseis dos ataques com drones, a fim de mitigar os impactos dos bombardeamentos russos.

© Sergei SUPINSKY / AFP via Getty Images   LUSA  02/09/2026 

Numa mensagem nas redes sociais, Volodymyr Zelensky indicou que iriam ser introduzidos dois níveis de alerta, vermelho e amarelo, com sinais sonoros diferentes.

"Regra geral, o nível amarelo sinalizará um ataque de drones, enquanto o nível vermelho indicará uma ameaça de mísseis", explicou.

No entanto, todas as semanas, o exército e as autoridades determinarão quais os indicadores específicos que darão origem a um alerta amarelo ou vermelho, detalhou Zelensky.

Segundo o líder ucraniano, estas novas medidas visam contrariar a intensificação, nos últimos meses, dos bombardeamentos russos que têm como objetivo "desgastar a população civil" e "perturbar a atividade económica".

O país enfrenta, quase diariamente, múltiplos alertas aéreos, diurnos e noturnos, que obrigam muitas repartições e edifícios públicos a encerrar temporariamente, enquanto dura o alerta.

"O principal objetivo destas alterações é proporcionar aos particulares e às empresas na Ucrânia maior previsibilidade e uma melhor compreensão de como reagir em cada situação específica", afirmou Zelensky.

O chefe de Estado ucraniano referiu ainda que as autoridades ucranianas devem "estabelecer critérios claros que permitam às instituições governamentais, às autoridades locais, às empresas e a outras infraestruturas económicas e sociais" prosseguir as suas atividades em caso de ameaça de "nível amarelo".

Além disso, afirmou que uma das linhas do metro que serve a margem direita de Kyiv continuará a funcionar "em pleno" durante os alertas amarelos.

Atualmente, o funcionamento do metro na margem direita é suspenso com grande regularidade durante os alertas.

O recolher obrigatório na capital ucraniana, em vigor das 00:00 às 05:00 (das 21:00 às 01:00 em Lisboa), será também reduzido, anunciou Zelensky, e outras cidades são encorajadas a fazer o mesmo, a fim de ter em conta "as necessidades reais das pessoas em matéria de segurança e a necessidade de as empresas prosseguirem as suas atividades".

O anúncio surge após o Presidente ucraniano ter avisado, na terça-feira, que o espaço aéreo russo vai tornar-se "extremamente perigoso" e alertou as companhias aéreas para a presença de drones ucranianos.

O líder ucraniano sublinhou mesmo que, embora as autoridades russas possam não comunicar, "o céu russo será, de facto, encerrado".

"Os céus infestados de drones não são local adequado para a aviação civil", continuou Zelensky.

Hoje, Kyiv notificou oficialmente a Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) de que o espaço aéreo russo "não é seguro" devido ao "aumento da atividade militar".

A Ucrânia tem conseguido atingir nos últimos meses cada vez mais alvos no interior da Rússia, como refinarias e complexos de distribuição, mas esta é a primeira vez que Kyiv faz uma ameaça deste tipo que envolva superioridade aérea no território russo.   

Por sua vez, Moscovo também tem conseguido atingir mais alvos em território ucraniano com mísseis balísticos, uma vez que Kyiv enfrenta uma escassez de mísseis intercetores para os sistemas de defesa aérea.


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O ministro da Defesa israelita alertou hoje que o Irão pode aproveitar o período de feriados judaicos, que começa a 11 de setembro com o Rosh Hashaná (Ano Novo judaico), para lançar um ataque contra Israel.

Gronelândia avisa que "tempos de conquistar países acabaram" e confirma diálogo com EUA sobre pretensões de Trump... Egede agradece o apoio dos Estados-membros da União Europeia, e envia mensgem aos EUA que, se interferir, com a Gronelândia também vai interferir com toda a União Europeia.

 observador.pt /Lusa  02 Set. 2026 

O chefe da diplomacia da Gronelândia avisou esta quarta-feira que acabaram os tempos em que era possível “tomar um país” e assegurou que prossegue o diálogo com os Estados Unidos, que têm pretensões sobre o território autónomo dinamarquês.

“Em 2026 alguém acredita que pode simplesmente conquistar um país? Esses tempos acabaram e devemos responder que esses tempos acabaram”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, Comércio e Recursos Minerais da Gronelândia, Mute Bourup Egede, durante um debate conjunto das comissões de Negócios Estrangeiros (AFET) e Desenvolvimento (DEVE) do Parlamento Europeu, esta quarta-feira em Bruxelas.

No seu discurso aos eurodeputados, o ministro explicou que a Gronelândia e a Dinamarca criaram um grupo de altos responsáveis com os Estados Unidos (EUA) que está a trabalhar para resolver a situação, após o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter manifestado repetidamente a intenção de controlar, inclusive pela força, aquele território, rico em recursos minerais.

Embora o ministro gronelandês tenha evitado dar detalhes sobre as conversações, confirmou que “o diálogo continua”.

Egede agradeceu também o apoio recebido dos Estados-membros da União Europeia (UE), da Comissão Europeia e do Parlamento Europeu perante a pressão dos EUA, assegurando que isso fez uma “verdadeira” diferença para a ilha do Ártico e enviou “uma mensagem forte” a Washington de que “interferir com a Gronelândia também significa interferir com toda a União Europeia”.

Egede apelou para que a Gronelândia e parceiros europeus “se mantenham juntos” numa altura em que os “autocratas” estão a aumentar o seu poder e os valores democráticos estão a ser desafiados.

“Temos de estar juntos para proteger os nossos valores”, disse, alertando que, se os países que partilham estes princípios não permanecerem unidos, não estará apenas em causa o futuro da Gronelândia, mas também a ordem internacional baseada em regras e o “futuro comum”.

Questionado pelos eurodeputados sobre uma possível reentrada da Gronelândia na União Europeia, quatro décadas após a sua saída, o ministro evitou fazer uma declaração categórica e salientou que “não é apropriado” estabelecer uma posição definitiva neste momento.

No entanto, admitiu que o “grande encargo administrativo” exigido pela adesão plena seria muito difícil de assumir para a pequena administração de um território de apenas 56.000 habitantes.

Por esta razão, Egede optou por não reabrir esse debate por agora e por dar prioridade ao fortalecimento e à expansão da atual “parceria estratégica” que a Gronelândia tem com o bloco da UE em áreas como matérias-primas, educação e alterações climáticas.

Especificamente, apontou o desenvolvimento da cooperação atual com a UE, que começou com um foco nas pescas e foi posteriormente alargada a outras áreas como educação, matérias-primas, ambiente e alterações climáticas.

Quanto à NATO, considerou que o papel da Aliança Atlântica no Ártico “se tornará mais forte” no atual cenário geopolítico e defendeu a necessidade de os aliados demonstrarem que permanecem unidos contra outras potências internacionais.

Egede apontou as matérias-primas críticas como uma das principais áreas em que a Gronelândia pretende fortalecer a sua relação com a UE e apelou a investimentos europeus para avançar no mapeamento do subsolo do território, do qual cerca de 60% ainda é desconhecido.

Apelou também às empresas europeias para se comprometerem a adquirir matérias-primas extraídas na Gronelândia, o que permitiria ao território desenvolver o setor e, ao mesmo tempo, contribuir para garantir o fornecimento de minerais críticos à UE.

“Se não houver empresas europeias, há outras partes interessadas”, alertou.

O ministro explicou que a Gronelândia procura diversificar uma economia em que 97% das exportações dependem atualmente do peixe, com a intenção de adicionar matérias-primas e turismo como dois novos grandes motores económicos.

Apelou também ao investimento europeu em conectividade, telecomunicações e outras infraestruturas críticas, recordando que os habitantes da ilha estão distribuídos em cidades sem ligações terrestres entre si e dependem principalmente do transporte marítimo e aéreo.

Tiroteio entre serviços secretos ucranianos faz vários feridos em Kyiv... Um tiroteio entre dois ramos dos serviços secretos ucranianos provocou vários feridos hoje em Kyiv, na sequência de uma operação com agentes do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) para desmantelar uma tentativa de atentado russo.

© Presidência da Ucrânia  LUSA  02/09/2026 

Segundo o jornal Kyiv Independent, o tiroteio ocorreu pela manhã durante uma investigação sobre um alegado plano terrorista contra o comandante adjunto do Corpo de Voluntários Russos - que luta do lado da Ucrânia -, Stepan Kaplunov.

Kaplunov teria sido alegadamente raptado quando se deslocou até Kyiv para as comemorações da Independência da Ucrânia, a 24 de agosto, por "indivíduos desconhecidos no pátio da sua casa", escreveu o Corpo de Voluntários Russos no Telegram.

De acordo com a Procuradoria-Geral da Ucrânia, os agentes do SBU foram atacados por "uma das unidades das Forças de Defesa da Ucrânia" enquanto conduziam uma investigação.

"Durante as ações de investigação no âmbito do processo relativo ao ato terrorista do [Serviço Federal de Segurança russo] FSB da Federação Russa, ocorreu um ataque armado contra agentes da SBU", pode ler-se numa publicação no Telegram da procuradoria ucraniana.

O conselheiro presidencial ucraniano, Dmytro Lytvyn, confirmou que as duas unidades envolvidas foram de facto a SBU e os serviços secretos militares ucranianos (GUR), segundo o Kyiv Independent, acrescentando que o Presidente, Volodymyr Zelensky, exigiu esclarecimentos aos líderes dos respetivos serviços secretos.

O SBU também tinha afirmado anteriormente num comunicado que os seus agentes de operações especiais Alfa estavam a realizar uma rusga no âmbito de uma operação destinada a impedir um ataque terrorista do FSB russo.

Os militares que se confrontaram com os agentes do SBU foram desarmados e detidos, segundo o comunicado do SBU, que reconhece que os membros do grupo Alfa se viram obrigados a utilizar as suas armas.

Já o advogado de Kaplunov, Taras Vorovski, acusou os agentes do grupo de operações especiais Alfa do SBU de se dirigem à residência do seu cliente para plantar provas incriminatórias, num vídeo publicado no Telegram.

Vorovski mostra no vídeo "camaradas" de Kaplunov vestidos à civil e explica que estes se deslocaram ao local após terem sido avisados da presença dos agentes da SBU.

O advogado de Kaplunov repreende, no vídeo, os agentes armados da SBU por se terem deslocado à residência do seu cliente sem o terem informado, na sua qualidade de advogado.

Num primeiro comunicado emitido esta manhã, logo de madrugada, pelo SBU, os serviços secretos ucranianos afirmaram ter frustrado, em conjunto com o GUR, um "ataque terrorista" dos serviços secretos russos contra "um dos líderes do movimento nacionalista da oposição russa que chegou à Ucrânia por ocasião do Dia da Independência", a 24 de agosto.

Os incidentes violentos entre a SBU e o GUR não são inéditos, de acordo com o Kyiv Independent.

Em março de 2022, um mês após a invasão russa, o corpo de um banqueiro foi atirado de uma carrinha no centro da capital ucraniana com um tiro na cabeça.

O homem, Denys Kireyev, trabalhava para o GUR e tinha fornecido informações sobre os planos iniciais do Kremlin de tomar Kiev.

Kireyev esteve depois envolvido nas negociações de paz entre Kiev e Moscovo ainda em 2022, mas tornou-se alvo de suspeitas de traição e de acusações de ser um agente duplo ao serviço da Rússia, segundo os media ucranianos.

Em 2023, o actual chefe de gabinete do Presidente ucraniano, Kyrylo Budanov, então chefe do GUR, negou que Kireyev estivesse a trabalhar para a Rússia e afirmou que este tinha sido morto por membros da SBU.

"Partilho da opinião e acredito nos factos de que o Sr. Kireyev foi morto no carro da SBU quando esta conduzia uma operação contra esta pessoa", afirmou, à data.

O Gabinete do Presidente, numa declaração de 2023, afirmou que a morte de Kireyev estava "ligada à fraca coordenação dos serviços especiais ucranianos no início da guerra", segundo o Kyiv Independent.

PORTUGAL: Ventura avança com moção de censura contra Governo (e pressiona PS)... O presidente do Chega, André Ventura, anunciou que irá avançar com a moção de censura ao Governo, na sequência dos casos que envolvem o nome do ministro da Administração Interna, Luís Neves.

© Getty Images   noticiasaominuto.com  02/09/2026 

O presidente do Chega, André Ventura, anunciou, esta quarta-feira, dia 2 de setembro, que vai avançar com a moção de censura ao Governo de Luís Montenegro, na sequência dos casos que envolvem o nome do ministro da Administração Interna, Luís Neves.

"O Chega deu entrada hoje, no Parlamento, de uma moção de censura com um objetivo claro: censurar o primeiro-ministro e o Governo pela manutenção de Luís Neves no cargo de ministro da Administração Interna, de questionar as razões pelas quais mantém Luís Neves com todas estas suspeitas, com todos estes problemas, com toda esta degradação, à frente do Ministério da Administração Interna", disse, em declarações, aos jornalistas, na sede do partido, em Lisboa.

E acrescentou: "Tive oportunidade de transmitir, nas últimas horas, quer ao grupo parlamentar, quer ao governo sombra, quer às várias instituições do Estado, a irreversibilidade deste avanço de uma moção de censura que não desejámos, que não era um instrumento desejável, mas cuja degradação das instituições nos obrigou a fazê-lo de forma clara".

Para André Ventura, "se o primeiro-ministro não compreende que este é um problema de decência e dignidade do Estado, então o principal partido da oposição deve-lhe fazer demonstrar humildemente que é mesmo uma questão de dignidade das instituições que as instituições reagem defendendo a democracia, a decência e a integridade".

O líder do Chega ressalvou, no entanto, que, apesar da moção de censura, a comissão parlamentar de inquérito, que já havia sido anunciada pelo partido "precisamente à gestão de Luís Neves, não fica, de forma alguma, colocada em causa". 

"Se a moção de censura for aprovada, questão que depende essencialmente ao PS e se está ou não colado a Luís Neves, o Chega comprometesse a um regresso à comissão parlamentar de inquérito, logo após o início de uma nova legislatura", continuou.

No entanto, "se a moção de censura não for aprovada por inviabilização do PS e do PSD, o Chega manterá, no Parlamento, a comissão parlamentar de inquérito como forma de exigir todo o escrutínio, toda a verdade e de não haver desculpas, como houve no passado, a que as irregularidades e as irresponsabilidades sejam atiradas para baixo do tapete e escondidas do tapete".

André Ventura referiu que "não pode uma dissolução do Parlamento, uma demissão, uma qualquer outra crise política estar sempre a afastar a necessidade de escrutínio". "O escrutínio existe e exigisse neste caso", salientou.

O líder do Chega apontou ainda que "o ministro da Administração Interna pode evidentemente dizer que ficou ofendido com as minhas palavras, há instrumentos e formas para isso".

"O que quis transmitir é muito claro: estas não são suspeitas nem pequenas, nem minudências sobre o ministro. Estas são suspeitas que para quem tutela a legalidade colocam em causa de forma severa e direta a sua autoridade e nos levantam as maiores suspeitas sobre a forma como geriu o cargo de diretor da Polícia Judiciária ao longo dos últimos anos e também as maiores suspeitas sobre a forma como favores políticos foram atribuídos ou negados durante esta gestão", frisou.

E sublinhou: "Isto não pode ser anulado, nem ocultado com nenhuma moção. Isto não pode ser anulado, nem aniquilado com nenhuma eleição. Isto tem de ser esclarecido e nós vamos exigi-lo doa a quem doer".

André Ventura afirmou ainda que "o tempo do silêncio cúmplice acabou e esta moção de censura é a prova de que nós não nos vergamos, de que não nos deixamos condicionar e de que, para nós, o tempo do silêncio acabou".

De recordar que o líder do Chega reuniu com os órgãos do partido para tomar uma "decisão final" sobre a apresentação da moção de censura ao Governo.

Na terça-feira, adiantou ainda que tinha falado com o Presidente da República, António José Seguro.

Por sua vez, o ministro da Administração Interna, Luís Neves, afirmou, também na terça-feira, que tem sido alvo de insinuações e mentiras, mas que não se deixará intimidar e continuará a governar e a trabalhar.

"A mim não me intimidam, jamais me intimidarão", afirmou Luís Neves na cerimónia de comemoração dos 148 anos do Comando Regional da PSP da Madeira, que decorreu em Câmara de Lobos.

O ministro defendeu que tem autoridade para continuar a governar e acusou o presidente do Chega, André Ventura, de lançar "o caos, porque dá jeito".


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A Polícia Nacional de Espanha garantiu hoje que o relatório que elaborou sobre Ceuta não atribui às forças de segurança marroquinas "o planeamento ou execução" da entrada de mais de 70.000 pessoas na cidade.

Uber termina operações na Nigéria e no Uganda com efeitos imediatos... A empresa de transporte TVDE Uber vai cessar as suas operações na Nigéria e no Uganda, com efeitos imediatos, anunciou hoje a empresa.

© Getty Images   LUSA  02/09/2026 

Fundada em 2009, a empresa norte-americana entrou no mercado nigeriano em 2014, no país mais populoso de África, começando pela cidade de Lagos, antes de se expandir para o resto do território. Em 2016, iniciou operações no Uganda.

"Após uma análise aprofundada das nossas operações, tomámos a difícil decisão de pôr fim às nossas atividades na Nigéria, com efeitos a partir de 02 de setembro de 2026 [hoje]", anunciou a empresa num comunicado, sem mais detalhes.

A Uber anunciou também hoje o despedimento de 3.300 trabalhadores, o equivalente a 10% dos seus funcionários em todo o mundo.

Em janeiro, a Uber tinha já abandonado a Tanzânia, após dez anos de atividade.

Os nigerianos atravessam uma grave crise do custo de vida, num contexto marcado pelas reformas económicas implementadas pelo Presidente, Bola Tinubu.

Economistas e investidores têm apoiado estas medidas, alegando que contribuíram para uma maior estabilidade macroeconómica, embora os críticos defendam que os benefícios das reformas ainda não chegaram à população em geral.

A eliminação dos subsídios aos combustíveis fez disparar os preços, e os automobilistas voltaram a ser fortemente afetados quando a guerra no Irão reduziu a oferta mundial de petróleo e fez aumentar os preços nos postos de abastecimento.

Os motoristas da Uber queixam-se há muito tempo de que as tarifas apresentadas na aplicação são demasiado baixas.

A empresa indicou que o seu serviço de apoio ao cliente continuará disponível até 23 de setembro para resolver os litígios em curso.

Aplicações concorrentes, como a Bolt e a InDrive, também estão presentes na Nigéria.

"Demos um contributo significativo para a economia nigeriana, com um impacto estimado de 34 mil milhões de nairas (cerca de 22,1 milhões de euros à taxa de câmbio atual) no mercado local", afirmou em 2023 o diretor da Uber na Nigéria, Tope Akinwumi.

ITÁLIA: Com quase 55 anos, hipopótamo mais velha da Europa dá à luz o 15.º filho... A hipopótamo mais velha da Europa, que tem cerca de 55 anos, deu à luz o seu 15.º filho, no Parco Natura Viva, na cidade italiana de Verona. A cria é a única nascida naquele país há cinco anos.

© Parco Natura Viva   Notícias ao Minuto   02/09/2026 

Com quase 55 anos, a hipopótamo mais velha da Europa deu à luz o seu 15.º filho, no Parco Natura Viva, em Bussolengo, na cidade italiana de Verona. Trata-se da única cria nascida naquele país há cinco anos.

Camilla, como é apelidada, deu à luz sozinha na água, ao fim de uma gestação de oito meses. Segundo noticiou a agência Ansa, na terça-feira, o animal não se afastou durante os primeiros três dias de vida do filho e só começou a sair para comer quando a cria já era capaz de o seguir.

Atualmente com 10 dias de vida, o filhote passa o tempo a mamar debaixo de água e a dar os primeiros passos.

Camilla, que pesa cerca de 2.500 quilogramas, e sua cria, que pesa 50 quilogramas, partilham o espaço com a família e com uma manada de antílopes nyala, onde se incluem dois recém-nascidos.

Ninguém está autorizado a aproximar-se da cria, tanto na água como fora dela, e assim continuará nas próximas semanas.

"A Camilla chegou ao Parco Natura Viva em 1976, apenas três anos após a inauguração do primeiro safari. Está connosco há 50 anos, acompanhou toda a evolução do parque desde os primeiros anos da sua inauguração até aos dias de hoje e já a vimos criar 14 filhotes. Mas, a esta idade, que já ultrapassa a esperança de vida de um hipopótamo, ninguém jamais teria imaginado que ela ainda fosse capaz de se reproduzir", salientou o diretor zoológico do parque, Camillo Sandri, à Ansa.

Segundo responsável, quando a cria está cansada, Camilla fica imóvel e oferece-lhe o focinho como apoio, para que se possa manter à tona da água sem esforço. Aliás, os dois permanecem imóveis durante várias horas, também para se protegerem do sol e se refrescarem.

A poluição, as atividades de extração e a caça pelo marfim dos caninos e incisivos, além da redução e fragmentação dos habitats de água doce, têm vindo a colocar pressão sobre os hipopótamos, ainda presentes em 39 países africanos.

A moeda iraniana desvalorizou-se para um mínimo histórico, com 2 milhões de riais equivalentes a 1 dólar americano... (CLO) O rial iraniano caiu para uma mínima histórica em relação ao dólar americano (2 milhões de riais equivalem a 1 USD) no mercado paralelo. A desvalorização da moeda levou a aumentos acentuados nos preços de alimentos, medicamentos e muitos outros itens essenciais, enquanto a renda da população não acompanhou esse ritmo.

Em Teerã, as pessoas estão pagando mais por produtos essenciais. Antes da guerra, 2 milhões de riais compravam cerca de 4 kg de tomates, meio quilo de frango e menos de um litro de óleo de cozinha. Agora, a mesma quantia compra apenas metade disso.

Segundo dados recolhidos pela Al Jazeera, o preço do tomate aumentou em média 71%, o do frango 74%, enquanto o do óleo de cozinha subiu até 177%.

Os medicamentos também ficaram mais caros. O preço da insulina, um medicamento essencial para pessoas com diabetes, aumentou 642%. O paracetamol subiu 93% e o leite em pó infantil cerca de 95%, mesmo sendo grande parte subsidiado pelo governo .

Um mercado no Irã . Foto: Unsplash

A crise está afetando não apenas os consumidores, mas também muitas empresas. Algumas lojas estão tendo que liquidar seus estoques a preços abaixo do custo para recuperar o dinheiro perdido. Muitas empresas podem ter que fechar as portas se a situação não melhorar.

O custo de vida diário também aumentou. Estima-se que uma pessoa possa ter que gastar pelo menos 700.000 a 800.000 tomans por dia com itens como água, transporte e pequenas necessidades, sem incluir alimentação. O toman é a moeda não oficial amplamente utilizada no Irã, sendo que 1 toman equivale a 10 riais.

O maior problema para a população é que os salários não acompanharam o aumento do custo de vida. O salário mínimo no Irã gira em torno de 166 milhões de riais, o equivalente a US$ 82. Se incluirmos subsídios e benefícios, esse valor sobe para cerca de 220 milhões de riais, o equivalente a US$ 108.

Para muitos iranianos, a questão não é mais simplesmente o quanto os preços subiram, mas sim quanta comida, remédios e itens de primeira necessidade um salário mensal ainda consegue comprar para sustentar a vida.

O Irã está sujeito a sanções dos EUA há anos, principalmente relacionadas ao seu programa nuclear. Essas medidas causaram dificuldades econômicas significativas, com a desvalorização contínua do rial e a inflação em alta.

O conflito entre o Irã e os Estados Unidos e Israel, que começou em 28 de fevereiro, agravou ainda mais a situação. A produção foi interrompida, o comércio foi prejudicado e as restrições às importações e exportações aumentaram o custo das mercadorias.