terça-feira, 1 de setembro de 2026

UCCLA lança Prémio Nuno Krus Abecasis - Cidades UCCLA para distinguir projetos das cidades

  uccla.pt   01-09-2026 

A União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA) lança, no dia 1 de setembro, a primeira edição do Prémio Nuno Krus Abecasis - Cidades UCCLA, criado para reconhecer, valorizar e divulgar projetos de mérito desenvolvidos pelas cidades que integram a organização.

Com periodicidade anual, o prémio homenageia Nuno Krus Abecasis, presidente da Câmara Municipal de Lisboa entre 1980 e 1990 e mentor da criação da UCCLA, instituição que, ao longo de quatro décadas, tem contribuído para o fortalecimento de relações duradouras entre cidades de língua portuguesa.

O galardão contempla quatro categorias - Cultura e Língua Portuguesa, Desenvolvimento Social, Transição Verde e Turismo -, correspondentes a áreas fundamentais da atuação da UCCLA e das suas cidades-membro.

Excecionalmente, nesta primeira edição, será atribuída apenas a categoria Cultura e Língua Portuguesa, destinada a distinguir uma cidade que tenha promovido ações de particular relevância nesta área, atendendo à sua especificidade, originalidade e projeção.

Podem candidatar-se todas as cidades efetivas, associadas ou observadoras da UCCLA. As candidaturas deverão apresentar, de forma sucinta, clara e fundamentada, a iniciativa que se pretende ver reconhecida, de acordo com os requisitos estabelecidos no regulamento.

Em 2026, as candidaturas decorrem entre 1 de setembro e 15 de novembro. A cidade vencedora será anunciada no dia 15 de dezembro.

Com a criação do Prémio Nuno Krus Abecasis - Cidades UCCLA, a instituição presta homenagem ao seu mentor e reafirma o compromisso de dar visibilidade às boas práticas, à capacidade de inovação e ao trabalho desenvolvido pelos seus membros em prol das respetivas comunidades.

Documentos: 

Aviso de abertura do Prémio Nuno Krus Abecasis - Cidades UCCLA -  Aviso-de-abertura-do-Premio-Nuno-Krus-Abecasis-Cidades-UCCLA-1-de-setembro-2026.pdf


Regulamento do Prémio Nuno Krus Abecasis - Cidades UCCLARegulamento-Premio-Nuno-Krus-Abecasis-Cidades-UCCLA.pdf

Com os melhores cumprimentos,

Anabela Carvalho

Assessora de Comunicação | anabela.carvalho@uccla.pt 

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Conselho Nacional de Transição (CNT) em conferência de imprensa.

UNIVERSO: Descoberto novo sistema planetário com um mundo potencialmente habitável... O Instituto de Astrofísica da Andaluzia (IAA-CSIC) confirmou a existência de um novo sistema planetário composto por dois mundos muito diferentes que orbitam uma estrela anã vermelha, um potencialmente habitável e outro com um possível mundo de lava.

© Alberto Peláez Torres (IAA-CSIC) / IAC   LUSA   01/09/2026 

Um estudo liderado pela IAA, com sede em Granada, confirmou a natureza planetária do sistema TOI-1752, localizado a aproximadamente 337 anos-luz da Terra, noticiou na segunda-feira a agência Efe

Este sistema possui dois planetas: um de curto período e extremamente quente, consistente com um cenário de mundo de lava, e outro de tamanho intermédio entre a Terra e Neptuno, localizado na chamada zona habitável otimista, uma região em torno de uma estrela onde, sob certas condições, poderia existir água líquida.

O sistema foi detetado pelo TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite), uma missão da NASA dedicada à procura de planetas fora do nosso sistema solar, que identifica milhares de candidatos a planetas a transitar por estrelas próximas.

"A análise combinada de observações obtidas por telescópios espaciais e terrestres permitiu-nos descartar cenários de origem não planetária, como binárias eclipsantes ou anãs castanhas. Desta forma, pudemos confirmar que ambos os objetos são planetas e que, por isso, TOI-1752 constitui um novo sistema planetário", explicou o investigador do IAA, Alberto Peláez Torres, em comunicado.

O estudo, publicado na revista MNRAS, centra-se no TOI-1752, um sistema cuja estrela hospedeira é uma anã vermelha, um tipo de estrela mais pequena e mais fria que o Sol e particularmente favorável à deteção de pequenos planetas através da técnica de deteção de trânsito.

Este método permite a identificação de um planeta registando as pequenas quedas periódicas do brilho da sua estrela à medida que esta passa em frente a ela, do nosso ponto de vista.

O planeta mais próximo da estrela neste sistema completa a sua órbita em menos de um dia e recebe uma intensa quantidade de radiação.

O planeta mais distante, TOI-1752 c, orbita na zona habitável, o que não significa necessariamente que seja habitável.

O IAA-CSIC analisou os dados e interpretou os resultados, enquanto o Instituto de Astrofísica das Canárias (IAC) contribuiu com observações feitas com o MuSCAT2 do Observatório de Teide.

O grupo de exoplanetas da Universidade de Tóquio, que opera o telescópio Faulkes Norte no Observatório de Haleakala (Hawaii), também participou.

As suas observações multicoloridas de um trânsito completo forneceram a evidência fotométrica terrestre mais forte para a validação do planeta interior.


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A capacidade instalada de energia solar na China ultrapassou, pela primeira vez, a do carvão no final de julho, tornando a fotovoltaica a maior fonte de eletricidade do país em termos de potência instalada, segundo o portal financeiro Cailian.

TUPAC SHAKUR: Ex-membro de gangue condenado por homicídio do rapper Tupac há 30 anos... Um júri considerou Duane Davis, antigo membro de um gangue de Los Angeles, culpado do homicídio do rapper Tupac Shakur em 1996, apesar da insistência da defesa na ausência de provas materiais.

© Bizuayehu TESFAYE / POOL / AFP via Getty Images    LUSA  01/09/2026 

Trinta anos após a morte - nunca esclarecida - da lenda do rap, esta antiga figura dos South Side Compton Crips, um gangue de um bairro de Los Angeles, estava a ser julgada por encomendar o homicídio e fornecer a arma do crime.

Na segunda-feira, após deliberar durante apenas algumas horas, o júri considerou-o culpado de "homicídio qualificado com uso de arma letal".

A sentença vai ser conhecida no próximo dia 13 de outubro.

Ao dirigir-se à juíza Carli Kierny após o anúncio do veredicto, Duane "Keffe D" Davis declarou na sala de audiências que tencionava recorrer da decisão.

Na fase final deste julgamento, as alegações finais da acusação e da defesa duraram cerca de cinco horas.

Na alegação final, o procurador Binu Palal, em representação do Estado do Nevada (sudoeste), insistiu na tese da acusação, de que se tratava de uma retaliação pela agressão ao sobrinho de "Keffe D", Orlando Anderson, na qual Tupac Shakur tinha participado, num ciclo de vingança.

O arguido, descrito repetidamente como o "manda-chuva" ('shot caller'), cujas ordens eram obedecidas pelos membros dos Crips, enfrenta uma pena de prisão perpétua sem possibilidade de condicional.

O litígio opunha duas editoras discográficas, a Death Row Records e a Bad Boy Records, fundada por Sean "P. Diddy" Combs, cada uma recorrendo a um gangue rival para garantir a proteção dos seus artistas, tendo como pano de fundo a guerra entre os gangues dos "Crips" e dos "Bloods" em Los Angeles, que atingiu o auge na década de 1990.

"Duane Davis, na cultura dos gangues, não podia deixar isso passar", afirmou Palal, referindo-se à humilhação pública do sobrinho, algumas horas antes dos disparos contra Tupac Shakur.

"Ele arranjou a pistola, organizou o grupo e perseguiu Shakur", enumerou, insistindo no caráter premeditado dos atos do arguido, ex-traficante de droga, e invocando as próprias declarações de Davis.

Em 2008, Duane Davis reconheceu perante os investigadores que se encontrava no Cadillac branco de onde foram disparados os tiros. Mas como as confissões foram feitas no âmbito de um acordo que previa imunidade parcial, não puderam ser utilizadas contra o arguido.

Posteriormente, Davis falou à comunicação social, antes de publicar, em 2019, um livro de memórias comprometedor em que conta que se encontrava no banco do passageiro e que passou a pistola aos ocupantes do banco traseiro, sem revelar a identidade do atirador.

Detido em setembro de 2023 na sequência dessa publicação, Davis, que se declara inocente, afirma agora que o livro foi ficcionado pelo coautor e que se encontrava em Los Angeles na noite do homicídio.

"Durante quase 18 anos, disse à polícia, na televisão, em livros e a entrevistadores no YouTube, a quem quisesse ouvir, que era responsável pelo homicídio de Tupac Shakur. Digam-lhe que o ouviram a declarar-se culpado", declarou o procurador aos jurados.

Mas o advogado de defesa, Michael Sanft, rejeitou essas declarações, considerando-as "apenas palavras", e afirmou que o cliente procurava promover as vendas das memórias por puro interesse financeiro.

"Estão a ler um livro que é ficção e não factos, mas a acusação quer fazer-vos acreditar que se trata, de alguma forma, de uma confissão de que ele estava lá no momento dos disparos", argumentou, sublinhando a ausência de provas materiais.

Nem o Cadillac nem a arma do crime foram alguma vez encontrados.

"Com todos os meios à disposição da polícia, não há nada neste processo que comprove que este homem estava em Las Vegas a 07 de setembro de 1996", prosseguiu Michael Sanft.

Naquela noite, tiros disparados de um Cadillac branco feriram Tupac Shakur em Las Vegas, após este assistir a um combate de boxe de Mike Tyson. O rapper morreu seis dias depois, aos 25 anos.


segunda-feira, 31 de agosto de 2026

NOVA CONSTITUIÇÃO FIXA CAUÇÃO ELEVADA PARA CANDIDATURA À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA... A nova Constituição da Guiné-Bissau e a lei eleitoral, que foi a referendo no domingo, determina uma caução de cerca de 76 mil euros para candidaturas presidenciais.

 JTM com Lusa   31 AUG, 2026 

A Lusa consultou os dois documentos publicados nas redes sociais e constatou que as candidaturas a Presidente da República, promovidas por partidos políticos, coligações ou grupos de cidadãos, passam a exigir a entrega, no Supremo Tribunal de Justiça, de um comprovativo de depósito de uma caução monetária de 50 milhões de francos CFA. Esse montante será perdido a favor do Estado caso o candidato não obtenha pelo menos 10% dos votos válidos, e os subscritores da pretensão terão ainda de juntar um mínimo de 10 mil assinaturas de cidadãos eleitores recenseados. Até aqui, a lei não previa esta exigência.

No plano legislativo, fixa-se que podem ser eleitos deputados à Assembleia Nacional os cidadãos guineenses maiores de 21 anos, no pleno gozo dos seus direitos, desde que tenham concluído, no mínimo, o 9º ano de escolaridade. Esta medida constitui também uma inovação na nova arquitectura legislativa do país.

A fixação da caução monetária para candidatos à Presidência da República mereceu uma análise de Diamantino Lopes, politólogo e secretário-geral do Sindicato dos Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social (Sinjotecs). O também analista político criticou severamente a medida, classificando-a como um obstáculo grave à inclusão democrática.

“Num país onde grande parte da população enfrenta dificuldades económicas, uma caução desta dimensão pode afastar cidadãos com capacidade, legitimidade social e vontade de servir o país, mas que não dispõem de recursos financeiros suficientes”, advertiu Diamantino Lopes.

Num extenso artigo de opinião divulgado nas redes sociais, o politólogo questiona: “Estaremos a proteger a qualidade da democracia ou a criar barreiras à participação democrática? Queremos uma democracia de cidadãos ou uma democracia dos que podem pagar para participar”, acrescenta.

Entre outras novidades da Constituição, figura a alteração da designação da Assembleia Nacional Popular para Assembleia Nacional, que passa a contar com 65 deputados contra os 102 anteriores, além da redução dos círculos eleitorais de 29 para 12.

A nova Constituição reforça os poderes do chefe de Estado, que passa a acumular as competências constitucionais de presidir sempre ao Conselho de Ministros, quando anteriormente podia fazê-lo por opção, assumir o comando supremo das Forças de Defesa e Segurança e presidir aos conselhos superiores de defesa e segurança nacional. O Presidente da República mantém ainda prerrogativas como a de nomear e exonerar o primeiro-ministro e os demais membros do Governo, promulgar diplomas (com veto político passível de ser superado por maioria qualificada de dois terços), dissolver a Assembleia Nacional em caso de grave crise institucional e nomear altos cargos judiciais, como os juízes do Supremo Tribunal de Justiça e o Procurador-Geral da República.

No que respeita ao poder Executivo, a nova Constituição introduz um regime mais detalhado para a dissolução do Parlamento pelo Presidente da República, fixando limites temporais expressos, como a proibição de dissolução nos primeiros seis meses após as eleições, no último semestre do mandato presidencial ou durante o estado de sítio e de emergência, além de delimitar com maior rigor as condições para a demissão do Governo. Além da rejeição de moção de confiança pelo parlamento, ou aprovação de moção de censura, ou não aprovação do programa do Governo, o executivo pode ser demitido em “caso de grave crise institucional” ou ainda por existência de uma nova maioria parlamentar contrária ao partido ou coligação vencedor das eleições legislativas.

O estatuto do Presidente da República e a figura do presidente interino também registam ajustes: a nova redacção explicita restrições ao exercício de poderes estruturantes por interinos e estabelece salvaguardas quanto à responsabilidade criminal do chefe de Estado. Na nova versão, fica determinado que o Presidente “não pode, em caso algum”, ficar sujeito a prisão preventiva. Contudo, em caso de cometimento de crime, pode ser responsabilizado perante o plenário do Supremo Tribunal de Justiça.

A nova Constituição prevê igualmente que a iniciativa de referendo “sobre quaisquer assuntos de relevante interesse” para o país pode ser tomada pelo Presidente da República (sob a forma de projectos de lei), pelo Governo (sob a forma de propostas de lei) e por pelo menos 15 mil eleitores (sob a forma de petição remetida à Assembleia Nacional para efeitos de execução). Até então, esta iniciativa cabia exclusivamente ao Parlamento.

Na nova organização legislativa guineense, a Comissão Nacional de Eleições passa a integrar, entre outros, um representante do Presidente da República (em caso de eleições legislativas e autárquicas) e outro do Governo.

Outras alterações prendem-se com a determinação constitucional de que os cidadãos guineenses residentes no estrangeiro deixem de ter capacidade para votar na escolha do Presidente da República, podendo votar apenas para a eleição dos deputados ao Parlamento.

Os dois documentos foram promulgados pelo Presidente guineense de transição, general Horta Inta-a, e publicados no Boletim Oficial em Fevereiro passado.

“Nova Constituição mantém sistema semipresidencialista”

O jurista português Jorge Bacelar Gouveia considerou que a nova Constituição da Guiné-Bissau é melhor do que a actual, e mantém o sistema semi-presidencialista, mas criticou o seu processo e origem. “O meu ponto de partida é sempre um ponto de partida de lamentar o facto de isto estar a acontecer, porque uma nova Constituição não é uma mera revisão constitucional. Deve ser feita sempre por um parlamento eleito, por um parlamento democrático e pluripartidário”, defendeu. E, na verdade, este texto foi proposto e aprovado por um Conselho Revolucionário, que surgiu de um golpe de Estado e essa não é a melhor maneira de iniciar um processo constitucional. “Lamento que seja assim, mas, assim sendo – e eu não mando na Guiné-Bissau – julgo que este texto constitucional é um texto melhor do que a Constituição que está em vigor” porque “aumenta o número de direitos fundamentais face à anterior, de 1984”. “Esta nova Constituição tem direitos sociais e também propõe, que haja regras para a designação do Governo, que sejam resultado de alianças no parlamento”. O professor catedrático de Direito referiu-se a um erro que tem sido perpetuado face a este novo texto. “Ao contrário do que algumas pessoas têm dito – e não é verdade – esta Constituição não adopta um sistema presidencialista, isso não é verdade. A Constituição que vai ao referendo mantém o sistema [semipresidencialista]”.

EUA desmentem Irão e afirmam que nenhum navio colidiu com minas em Ormuz... Os Estados Unidos afirmaram hoje que "nenhum navio" colidiu com minas no estreito de Ormuz, contrariamente ao anunciado hoje pelo Irão, e acusou a República Islâmica de intimidar os navios comerciais.

© Lusa   31/08/2026 

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), com sede na Flórida, classificou como falso o relatório da Guarda Revolucionária Iraniana, que afirmou que um superpetroleiro sofreu um incêndio após colidir com duas minas navais no estreito de Ormuz.

"Nenhum navio colidiu com minas no estreito de Ormuz. Esta é mais uma tentativa do CGRI [Guarda Revolucionária do Irão] de intimidar o transporte marítimo comercial na região através da desinformação", assinalou o Centcom na rede social X.

As Forças Armadas norte-americanas desmentiram um comunicado do corpo militar iraniano que, horas antes, afirmava que "um superpetroleiro que infringia as normas e que tentava atravessar a rota ilegal a sul do estreito de Ormuz colidiu com duas minas navais", sofrendo "um incêndio de grande magnitude" e que o levou a ficar "completamente imobilizado".

Os Estados Unidos anunciaram na semana passada que tinham desminado o estreito de Ormuz, mas o Irão negou essa informação e advertiu para que ninguém atravessasse a passagem marítima sem a sua autorização.

Após semanas sem agressões militares, os Estados Unidos atacaram esta madrugada, na ilha iraniana de Larak, duas plataformas destinadas ao lançamento de foguetes carregados com minas marítimas que Teerão se preparava para lançar no estreito de Ormuz, segundo o Centcom.

O Irão, que registou pelo menos dois mortos devido a essa ofensiva, respondeu com ataques contra bases norte-americanas na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos.

Entretanto, o Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que Washington vai responder a estes ataques.

"Haverá uma resposta" e "vamos atacá-los com força", assegurou hoje Trump em declarações à estação televisiva Fox News.

O novo confronto militar surge numa altura em que os esforços diplomáticos para pôr fim à guerra entre Washington e Teerão permanecem num impasse, apesar das recentes iniciativas de mediação do Paquistão.

O Irão fechou o estreito de Ormuz em meados de julho, na sequência de novos bombardeamentos norte-americanos contra o sul do território iraniano, pelo que os Estados Unidos restabeleceram um cerco aos navios e portos iranianos, o que está a prejudicar a economia da República Islâmica.

Os Estados Unidos abriram uma rota no sul do estreito, perto da costa de Omã, através da qual procuram restabelecer o tráfego marítimo de petróleo, e lançaram uma "guerra económica" para isolar financeiramente o Irão numa guerra que acaba de completar seis meses.


Leia Também: Trump promete responder "com força" a ataques iranianos no Médio Oriente

O Presidente norte-americano, Donald Trump, prometeu hoje uma resposta militar "com força" aos ataques com mísseis lançados pelo Irão contra alvos dos Estados Unidos no Médio Oriente.

Israel acusa Sánchez de "mentir descaradamente" sobre crise em Ceuta... O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita acusou hoje o líder do Governo de Espanha de "mentir descaradamente" ao envolver Israel nos "acontecimento em Ceuta" de final de julho.

© GIL COHEN-MAGEN/AFP via Getty Images   LUSA   31/08/2026 

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, "está a mentir descaradamente", escreveu o ministro israelita Gideon Saar, na rede social X.

"Mentiu novamente, acusando de forma espantosa Israel de divulgar informação enganosa sobre os acontecimentos em Ceuta. Trata-se de uma mentira descarada. Continuar a espalhar mentiras difamatórias não irá desviar a atenção do vergonhoso fracasso de Sánchez na gestão dos assuntos do seu país", acrescentou Gideon Saar.

Sánchez disse hoje que a entrada de mais de 70.000 pessoas em Ceuta em 24 horas, nos dias 30 e 31 de julho, foi um ataque a Espanha e à Europa em que estiverem envolvidos Israel e Rússia e descartou responsabilidades por parte de Marrocos.

Segundo Sánchez, continuam a ser investigadas a origem e as causas exatas do que ocorreu em 30 de julho no enclave espanhol de Ceuta, localizado no norte de África, mas não há "nenhuma informação", por parte das forças de segurança nacionais e serviços de inteligência de Espanha ou outros, que responsabilize ou aponte para "a participação de uma forma ou outra" de Marrocos.

O primeiro-ministro reiterou que aquilo que as autoridades de Espanha sabem até agora é que "foi deturpada uma sentença do Tribunal Supremo" espanhol nas redes sociais sobre devolução de migrantes que cruzam ilegalmente uma fronteira a nado.

Essa desinformação foi aproveitada por "organizações criminosas" e os boatos e mentiras alastraram em redes sociais "associadas tanto à Rússia como Israel e a uma internacional de extrema-direita que usa sempre a migração não só para atacar Espanha como também a Europa", acrescentou, lembrando que os enclaves espanhóis de Ceuta e Melilla têm as únicas fronteiras terrestres da União Europeia (UE) com África.

Pedro Sánchez considerou que Espanha e a UE sofrerem um "ataque híbrido" que usou a imigração.

O primeiro-ministro reiterou ainda que o governo espanhol não teve qualquer informação nos dias anteriores à entrada de mais de 70.000 pessoas em Ceuta - onde a população residente ronda as 83.500 - que previsse "a magnitude da crise".

Segundo Sánchez, aquilo que houve foram relatórios sobre um pico de tentativas de acesso à cidade a nado que levaram a reforços de meios de controlo da fronteira e de instalações de acolhimento de migrantes.

Das dezenas de milhares de pessoas que entraram ilegalmente em Ceuta no final de julho, 5.000 permanecem na cidade e 1.200 são menores de idade, disse hoje Pedro Sánchez, que assegurou que previsivelmente a maioria será devolvida a Marrocos por não reunirem as condições para terem asilo.


Leia Também: Sánchez diz que Espanha e UE foram atacadas em Ceuta (e iliba Marrocos)

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, qualificou hoje a entrada em massa de pessoas em Ceuta como um ataque a Espanha e à Europa em que estiverem envolvidos Israel e Rússia e descartou responsabilidades por parte de Marrocos.

GUINÉ EQUATORIAL: Teodorín ameaça processar quem o acuse de corrupção... O vice-presidente da Guiné Equatorial prometeu tomar "medidas legais" contra qualquer pessoa que divulgue "falsas acusações, calúnias ou difamações" contra ele, após ter sido alvo de processos judiciais em diversos países.

© Ludovic MARIN / AFP via Getty Images   LUSA  31/08/2026 

"Decidi tomar medidas legais contra qualquer pessoa que, da Guiné Equatorial ou do exterior, tenha espalhado acusações falsas, calúnias ou difamações contra mim", declarou Teodoro Nguema Obiang, popularmente conhecido como Teodorín, na rede social X, acrescentando que qualquer pessoa que o acuse de "atos de corrupção, crimes ou qualquer outra conduta ilegal terá que fundamentar as acusações perante os tribunais e apresentar as provas"

O filho do chefe de Estado da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, sublinhou que, antes de ocupar um cargo público, já obtinha o seu próprio rendimento no setor privado, portanto, qualquer pessoa que alegue que a sua riqueza provém de corrupção deve "provar isso".

"As redes sociais não devem tornar-se um tribunal onde qualquer pessoa possa acusar, condenar e destruir reputações", afirmou.

Apesar destas alegações, Nguema Obiang já foi investigado e acusado de corrupção em diversas ocasiões no passado.

Em 2017, a justiça francesa condenou Teodoro Nguema Obiang a três anos de prisão suspensa, uma multa de 30 milhões de euros e confiscou numerosos bens por lavagem de dinheiro.

Em 2014, Teodorín chegou a um acordo extrajudicial com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (EUA) para encerrar um processo civil por lavagem de dinheiro decorrente do desvio de fundos públicos.

O líder da Guiné Equatorial evitou uma condenação, mas concordou em pagar mais de 30 milhões dólares (cerca de 25,8 milhões de euros), vendendo bens como uma mansão na cidade de Malibu, nos EUA, um Ferrari e objetos de coleção do artista Michael Jackson.

Os Estados Unidos também lhe impuseram sanções.

A Suíça também abriu investigações em 2016 contra o líder africano e outras duas pessoas pelos mesmos crimes, em um caso que o Ministério Público daquele país europeu arquivou em 2019, após um acordo pelo qual 25 carros de luxo apreendidos foram leiloados.

Nos países mencionados, o sistema judicial determinou que parte ou a totalidade dos fundos obtidos com apreensões e leilões deve ser utilizada para ajudar a população da Guiné Equatorial.

Além disso, o Reino Unido impôs sanções em julho de 2021 contra o vice-presidente, entre outros indivíduos, pelo seu envolvimento no desvio de fundos públicos para as suas contas bancárias pessoais, contratos corruptos e suborno.

Desde a sua independência da Espanha em 1968, a Guiné Equatorial, membro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) desde 2014, tem sido considerada pelas organizações de direitos humanos como um dos países mais corruptos e repressivos do mundo.

Teodoro Obiang, de 84 anos, governa o país com mão de ferro desde 1979, quando derrubou o seu tio Francisco Macías num golpe de Estado, e é o Presidente há mais tempo no poder no mundo.


União Africana homenageia contributo dos afrodescendentes no mundo... O presidente da Comissão da União Africana homenageou hoje, Dia Internacional das Pessoas de Ascendência Africana, as "notáveis contribuições" destas pessoas que contribuíram para o desenvolvimento, a cultura e o progresso das sociedades espalhadas pelo mundo.

© Lusa    31/08/2026 

"Por ocasião do Dia Internacional das Pessoas de Ascendência Africana, o presidente da Comissão da União Africana, Mahmoud Ali Youssouf, transmite os seus mais calorosos votos às centenas de milhões de pessoas de ascendência africana nas Américas, Caraíbas, Europa, Ásia e Pacífico", começou por contextualizar, num comunicado de imprensa.

Para o diplomata, este dia celebra os profundos laços que unem África às suas diásporas e permite recordar que, através dos continentes e das gerações, os africanos e as pessoas de ascendência africana pertencem a uma só família, unida por uma História comum e pela ambição de construir um futuro comum.

"À medida que decorre a Segunda Década Internacional das Pessoas de Ascendência Africana (2025-2034), centrada no reconhecimento, justiça e desenvolvimento, o presidente reafirma o compromisso da União Africana com a promoção destes objetivos e com o combate ao racismo, à discriminação racial, à xenofobia e a todas as formas conexas de intolerância", prosseguiu.

Nesse seguimento, a organização panafricana reconhece a sua diáspora como parte integrante da família africana e como um parceiro essencial na implementação da Agenda 2063.

"Este compromisso reflete-se, em particular, na Década da União Africana para a Justiça para os Africanos e Pessoas de Ascendência Africana através de Reparações (2026-2035), no trabalho em curso para uma Posição Africana Comum sobre reparações e no reforço das parcerias com as Caraíbas, a América Latina e as comunidades africanas em todo o mundo", acrescentou.

Ao considerar que a História de África e da sua diáspora são inseparáveis, Ali Youssouf transmitiu a todas as pessoas de ascendência africana - onde quer que se encontrem - os seus votos "de paz, dignidade, justiça e prosperidade".

O Dia Internacional das Pessoas de Ascendência Africana celebra-se anualmente em 31 de agosto e homenageia as contribuições da diáspora africana pelo mundo, visando, também, a eliminação de quaisquer formas de discriminação contra afrodescendentes.

Em 17 de dezembro de 2024, a Assembleia Geral da Nações Unidas (ONU) aprovou a Segunda Década Internacional para Pessoas de Ascendência Africana, com o tema "Pessoas de ascendência africana: reconhecimento, justiça e desenvolvimento". A Segunda Década Internacional teve início em 1 de janeiro de 2025 e terminará em 31 de dezembro de 2034.

Também hoje o secretário-geral da ONU, António Guterres, declarou que o dia marca o reconhecimento das "enormes contribuições das pessoas afrodescendentes na política, no Governo, na ciência, nas artes, na cultura, na inovação, nos desportos, nos negócios e muito mais".

Por outro lado, o ex-primeiro-ministro português referiu que no dia se relembra também "o trabalho que ainda precisa ser feito para garantir o pleno usufruto dos direitos humanos, da igualdade e das oportunidades pelas pessoas afrodescendentes".

"Em alguns países, os progressos estão a sofrer retrocessos. Narrativas falsas que minimizam as experiências vividas e apagam a História das pessoas de ascendência africana estão novamente a ganhar força. E as raízes profundas e persistentes do pensamento supremacista branco continuam presentes no racismo sistémico, na desigualdade social, no discurso de ódio e na exclusão digital", criticou Guterres.

Por fim, apelou ainda a que se continue a lutar para corrigir as injustiças, reconhecendo os factos históricos e as consequências duradouras do colonialismo e da escravatura, em particular do tráfico transatlântico de escravos.


GUINÉ-BISSAU /CNT: Guineenses votaram pela entrada em vigor da nova Constituição... Um porta-voz do Conselho Nacional da Transição (CNT) da Guiné-Bissau, Alberto Pinto Pereira, afirmou hoje que os cidadãos votaram a favor da entrada em vigor da nova Constituição do país no referendo de domingo.

©Radio Voz Do Povo    Lusa   31/08/2026 

Em conferência de imprensa, transmitida em direto pelos órgãos de comunicação social guineenses, Pinto Pereira observou que a convicção do CNT, que faz o papel do parlamento desde o golpe militar de 26 de novembro passado, é com base nas projeções apresentadas pela Comissão Nacional de Eleições.

O porta-voz da Comissão Nacional de Eleições (CNE) da Guiné-Bissau, Idriça Djaló, anunciou no domingo uma participação acima de 50% de eleitores votantes no referendo à Constituição proposto por militares e segundo a oposição e organizações da sociedade civil, que tinham apelado ao boicote da votação, o processo saldou-se por uma forte abstenção.

"A maioria daqueles que foram votar, votaram sim. Concluindo e resumindo, a vitória do sim está garantida", sublinhou Alberto Pinto Pereira, referindo que nenhum órgão da soberania poderá colocar em causa os resultados da votação.

O dirigente do CNT lamentou que a oposição tenha "induzido ao erro" os militantes ao apelar ao boicote ao referendo e afirmou que espera que seja coerente e não participar nas próximas eleições legislativas e presidenciais, marcadas para 06 de dezembro.

Alberto Pinto Pereira observou, contudo, que o CNT não iria impedir a participação nas eleições dos partidos que apelaram ao boicote que, disse, passaram "imenso tempo" em discutir sobre quem tinha a legitimidade de propor ao país uma nova Constituição.

Os resultados provisórios do referendo de domingo deverão ser anunciados na terça-feira pela CNE, disseram os órgãos de comunicação social locais.

Os militares guineenses protagonizaram um golpe de Estado em 26 de novembro, um dia antes da publicação dos resultados de eleições legislativas e presidenciais, afastaram do poder o então Presidente eleito, Umaro Sissoco Embaló, e fizeram aprovar uma nova Constituição que reforça os poderes do chefe de Estado.

A oposição considerou que se tratou de um "golpe de Estado cerimonial" para permitir que Sissoco Embaló regresse ao poder através de novas eleições presidenciais e legislativas marcadas pelos militares para 06 de dezembro.

GUINÉ-BISSAU: Conferência de imprensa do Presidente da Câmara Municipal de Bissau, Umaro Baldé, em resposta do sindicato dos Trabalhadores da mesma instituição / Conferência de imprensa de Sindicato de câmara municipal de Bissau


Radio TV Bantaba

GUINÉ-BISSAU: ‼️DISCUSSÃO POR CAUSA DE VOTO NULO ACABA COM JORNALISTA DA CAPITAL FM NA SEGUNDA ESQUADRA,

Nelson e Sulai já estão em liberdade
Com  Radio Voz Do Povo

O Ministério do Interior e da Ordem Pública esclareceu hoje os factos relacionados com a detenção de um jornalista da Rádio Capital FM, ocorrida no dia 30 de Agosto.

De acordo com o Gabinete de Comunicação do Ministério, o incidente aconteceu durante a contagem dos votos. O repórter envolveu-se numa discussão acesa com o Presidente da Mesa de Assembleia de Voto sobre a validade de um voto considerado nulo.

Após a discussão, o Presidente da Mesa solicitou a intervenção da Polícia, que se encontrava no local. O jornalista foi depois conduzido à Segunda Esquadra para prestar declarações.

Durante a audição, foram encontrados crachás de identificação de outra pessoa na posse do jornalista. Por esse motivo, foram feitos contactos com a Rádio Capital FM para confirmar a identidade do titular dos crachás.

“Como já estava fora do horário de expediente, o jornalista ficou sob custódia até ao dia seguinte, 31 de Agosto, tendo sido ouvido e colocado em liberdade” terminou 

O Ministério esclarece que não houve rapto e que as informações nesse sentido são falsas.

Em comunicado à imprensa, a organização RDDH-GB considera a detenção um atentado grave contra a liberdade de imprensa, os direitos humanos e os princípios democráticos.

A RDDH-GB exige ainda o respeito integral pelos direitos fundamentais dos cidadãos e jornalistas e a abertura de uma investigação independente para esclarecer as circunstâncias da detenção.

GUINÉ-BISSAU: Federação Nacional das Associações dos Motoristas Transportadores da Guiné-Bissau_ FNAMT-GB, em Conferência de Imprensa.

 Radio Voz Do Povo 

GUINÉ-BISSAU: O Conselho Nacional de Transição (CNT) faz um pronunciamento na sequência da votação de domingo, 30 de agosto, no referendo popular sobre a nova Constituição.

Radio Voz Do Povo 

Pelo menos dois mortos em ataque ucraniano contra a Rússia... Pelo menos duas pessoas morreram e 16 ficaram feridas no domingo na sequência de um ataque da Ucrânia, com mísseis, contra a cidade russa de Belgorod, perto da fronteira, disseram hoje fontes oficiais russas.

© Nina Liashonok/Ukrinform/NurPhoto via Getty Images   LUSA  31/08/2026 

O governador local, Alexandr Shuvaev, acrescentou que o mesmo ataque provocou vários incêndios em Belgorod. 

A imprensa local referiu que as forças de Kyiv atingiram Belgorod com mísseis, incluindo uma central elétrica e os armazéns da empresa de comércio eletrónico russa, Ozon.

Os centros logísticos da Ozon, bem como as instalações do principal concorrente, a empresa Wildberries, tornaram-se, nas últimas semanas, alvos frequentes de ataques ucranianos.

As autoridades da Rússia aprovaram, na semana passada, uma série de medidas de ajuda às empresas que sofreram prejuízos devido aos ataques ucranianos.

Por outro lado, as autoridades ucranianas disseram que a Rússia atacou na última noite instalações comerciais e logísticas na Ucrânia, com novos bombardeamentos contra a região de Kyiv.

No bairro de Troieshchyna, na capital da Ucrânia, o ataque russo provocou um incêndio num armazém.

Desde quinta-feira passada, a Rússia lançou ataques contra depósitos de supermercados e outras instalações de armazenamento e distribuição de produtos de uso quotidiano na Ucrânia.

Durante a última madrugada, um terminal da empresa privada ucraniana Nova Poshta, líder do setor dos correios e encomendas, foi atingido na região de Odessa, no sul do país. 

A Nova Poshta é uma das empresas ucranianas mais atacadas pela Rússia.

Em julho, Kyiv respondeu a uma onda de ataques russos contra infraestruturas da Nova Poshta ao dirigir drones contra armazéns da companhia russa de comércio eletrónico Wildberries.

A Rússia respondeu com uma nova vaga de ataques, atingindo nos últimos dias armazéns de cadeias de supermercados ucranianos.


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O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou hoje que "a Rússia deve sentir, a cada dia, que a guerra está a voltar para o lugar de onde veio", ao comentar os ataques ucranianos de longo alcance em território russo.

Nigéria interceta carregamento de droga captagon e milhões de opioides... As autoridades nigerianas intercetaram um carregamento, avaliado em mais de 960.000 euros, de captagon, uma droga sintética ilegal considerada uma fonte comum de financiamento para o jihadismo, informou hoje a Agência Nacional de Controlo de Drogas da Nigéria (NDLEA).

EXPRESSO DAS ILHAS, LUSA, 31 ago 2026 

Foram também apreendidos milhões de comprimidos opioides no valor de quase 3 milhões de euros, acrescentou a fonte, especificando que de captagon foram encontrados 47.200 comprimidos.

A captagon é um psicoestimulante do tipo anfetamina conhecido como a "droga jihadista".

Esta apreensão ocorreu numa operação realizada a 22 de agosto no Aeroporto Internacional Murtala Muhammed, em Lagos, no sul da Nigéria.

Em comunicado, a NDLEA refere que a substância apreendida tinha um valor de mercado superior a 1,5 mil milhões de nairas (aproximadamente 961.000 euros).

Na operação, foi também detido um homem de 49 anos chamado Akinbile Kazeem Aikins, descrito pelas autoridades como "um dos barões do tráfico transfronteiriço de droga", que transportaria os comprimidos escondidos em barras de sabão e tinha chegado à Nigéria vindo de Acra, capital do Gana.

Segundo a agência, "Akinbile alegou que iria entregar a carga no norte" do país, uma região assolada por grupos jihadistas e gangues criminosos que realizam assassinatos em massa e raptos.

Já numa outra operação realizada na sexta-feira, os agentes da NDLEA intercetaram quatro carregamentos abandonados na área de importação do mesmo aeroporto.

Estes carregamentos continham quase quatro milhões de comprimidos de opioides, com um valor de mercado de 4,6 mil milhões de nairas (quase três milhões de euros).

Em conjunto, as cargas tinham um peso bruto combinado de aproximadamente 2,8 toneladas.

"As remessas estavam sob vigilância apertada, uma vez que ninguém se apresentou para as reclamar e foram oficialmente removidas após uma inspeção conjunta de agentes da NDLEA, funcionários alfandegários e outras partes interessadas", afirmou a agência.

"[Devemos] manter o ritmo na luta contra os traficantes de droga que estão dispostos a tudo para transportar as suas remessas ilícitas, incluindo escondê-las em artigos domésticos comuns, como o sabão", disse o diretor executivo da NDLEA, o brigadeiro-general reformado Mohamed Marwa, citado no comunicado.

Conflito escalou nas últimas horas: EUA atacaram e Irão respondeu... Os EUA lançaram um ataque, este domingo, no estreito de Ormuz. O Irão garantiu que iria responder à agressão e conflito que vivia um mês de alguma quietude está novamente ativo. O que se seguirá?

© Getty Images/Fatemeh Bahrami/Anadolu      Notícias ao Minuto com Lusa  31/08/2026 

O conflito no Médio Oriente intensificou-se nas últimas horas, com uma trocas de ataques que ameaça reacender o conflito devastador, após semanas de relativa acalmia militar

Os Estados Unidos lançaram um ataque em Ormuz e o Irão prometeu que responderia à agressão. Horas depois lançou mesmo um ataque a uma base norte-americana nos Emirados Árabes Unidos.

Depois de quase um mês de aparente paz, o Irão garante que não está à procura de "guerra", mas admite não ficar parado perante as agressões de que for alvo.

Como tudo começou

Tudo começou depois de as forças norte-americanas atingirem lançadores de 'rockets' iranianos no estreito de Ormuz, este domingo, 30 de agosto, naquela que foi a primeira ação militar dos Estados Unidos na região em cerca de um mês.

O exército dos Estados Unidos (EUA) confirmou, mais tarde, a realização de um ataque "de precisão" contra duas plataformas destinadas ao lançamento de foguetes com minas que Teerão se preparava para lançar no estreito de Ormuz.

O Comando Central militar dos Estados Unidos (Centcom), responsável pelo Médio Oriente, afirmou, numa mensagem publicada na rede social X, que a colocação de minas pela Guarda Revolucionária Islâmica representava "uma ameaça iminente".

"O Irão criou a ameaça e as forças armadas dos EUA eliminaram-na para proteger os marinheiros civis, o transporte marítimo comercial e o livre fluxo do comércio mundial", acrescentou.

Promessa de vingança

Já o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou, em resposta, que o país "não procura a guerra", mas responderá às "agressões".

"Não procuramos a guerra, e esta é a mensagem clara que transmitimos ao mundo (...) mas nunca ficaremos de braços cruzados perante agressões e responderemos de forma contundente", afirmou Pezeshkian, em Teerão, antes de partir para o Quirguistão, onde participará na cimeira da Organização de Cooperação de Xangai (OCX), segundo a agência oficial Fars.

O chefe de Estado iraniano salientou que a "instabilidade" na região não beneficia nenhum país e representa "um desafio para todos".

Resposta não demorou

A ameaça não demorou muito a ser cumprida e já esta segunda-feira, o exército do Irão lançou um ataque com drones contra uma base norte-americana nos Emirados Árabes Unidos.

De acordo com a nota do exército, acompanhada de um vídeo do suposto lançamento dos drones, o ataque surgiu "em resposta à recente agressão do inimigo e em retaliação pela morte de membros da Guarda Revolucionária e de civis" num ataque dos Estados Unidos (EUA) contra a ilha de Larak, sem fornecer mais detalhes nem números sobre as supostas vítimas.

E agora?

Esta troca de ataques acontece dias depois de os Estados Unidos terem declarado que o estreito de Ormuz estava aberto depois de as forças norte-americanas terem removido as minas marítimas da via navegável.

"Removemos com sucesso as minas marítimas das rotas marítimas internacionais do estreito, colocadas há meses pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irão", disse o comandante do Centcom, almirante Brad Cooper, na quinta-feira passada.

A troca de ataques agora registada levanta questões sobre o futuro do conflito e começa já a levantar preocupações com uma nova ronda de subida de preços dos combustíveis.


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A Força Aérea dos Emirados Árabes Unidos intercetou hoje um drone iraniano sobre as suas águas territoriais, informou o Ministério da Defesa.

MAGNÉSIO: Cãibras frequentes? Estes 7 alimentos podem ajudar a resolver o problema... Cansaço excessivo, fraqueza, contrações musculares e cãibras podem ser alguns dos indicadores de baixos níveis de magnésio. Para contornar estes sintomas, além de alimentos ricos em magnésio, vai precisar de alimentos que ajudem na absorção deste mineral. Médicos revelam os melhores.

© Shutterstock    noticiasaominuto.com  31/08/2026 

A falta de magnésio pode apresentar vários tipos de sintomas, desde cansaço excessivo, uma fraqueza aparentemente inexplicável, contrações musculares e cãibras.

No entanto, tanto para a regulação da função muscular, quanto da nervosa, torna-se essencial repor estes níveis.

Mesmo quando toma suplementos, há alimentos de que não pode mesmo abdicar. Médicos revelam ao Very Well Health que além dos "que são ricos em magnésio", vai precisar daqueles que "favorecem a absorção" do mesmo.

Embora haja alguma sobreposição, saiba que os alimentos ricos em magnésio não fazem o trabalho todo sozinho, portanto, inevitavelmente, vai precisar dos alimentos que ajudam a potencializar esse efeito, isto é, os alimentos que ajudam a melhorar a absorção de magnésio. 

Eis alguns alimentos ricos em magnésio:

  • Amêndoas;
  • Caju;
  • Sementes de abóbora;
  • Espinafres;
  • Feijão.

Eis alguns alimentos que ajudam a melhorar a absorção de magnésio:

  • Frango;
  • Leite;
  • Aveia - "A aveia é naturalmente rica em magnésio e contém fibras fermentáveis como beta-glucano, que alimentam bactérias intestinais saudáveis", descrevem. Um microbioma intestinal saudável, por sua vez, "produz compostos que ajudam o corpo a absorver minerais, incluindo magnésio".

Ainda assim, consumir estes alimentos de forma isolada pode não ser suficiente para atingir os níveis de magnésio de que precisa.

Idealmente, segundo estes especialistas, nas suas refeições diárias deve fazer uma combinação entre ambos. Precisa de ajuda para combinar esses alimentos? Eis abaixo uma sugestão que pode usar, por exemplo, para os seus pequenos-almoços ou snacks a meio do dia:

Aveia + sementes de chia + amêndoas + frutos vermelhos + iogurte

A precisar de mais opções? Percorra a galeria para ficar a saber quais é que são os alimentos que podem ajudar a aumentar a absorção de magnésio.

Falta de magnésio? Estes 7 alimentos podem ajudar a resolver o problema

Banana

Grão-de-bico

Frango

Leite

Iogurte

Frutos vermelhos

Aveia

IRÃO: Trump publica vídeo de IA que mostra destruição da ilha iraniana de Kharg... O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, partilhou no domingo um vídeo gerado por inteligência artificial (IA) na rede social Truth Social, que mostra a destruição da ilha iraniana de Kharg, principal terminal petrolífero do país.

© Reprodução/ Truth Social/ Donald J Trump     LUSA   31/08/2026 

As imagens simulam bombardeamentos, mostrando um tanque de armazenamento e um petroleiro a explodirem, vistos a partir de uma aeronave. A publicação inclui a mensagem: "A ilha de Kharg a ser reduzida a pedaços!!! Presidente DJT".

A publicação surgiu horas depois do primeiro ataque norte-americano contra alvos iranianos em um mês, que atingiu a ilha de Larak, no estreito de Ormuz.

Segundo o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), o bombardeamento contra Larak teve como objetivo destruir foguetes carregados com minas marítimas que a Guarda Revolucionária iraniana pretendia colocar no estreito, uma via estratégica para o transporte mundial de petróleo.

"O Irão criou a ameaça e as Forças Armadas norte-americanas eliminaram-na para proteger os marinheiros civis, o transporte marítimo comercial e o livre fluxo do comércio mundial", indicou o Centcom.

Em retaliação, a Guarda Revolucionária iraniana afirmou ter atacado com mísseis e drones as bases de Al Azraq e Rei Hussein, na Jordânia.

O Exército jordano indicou, no entanto, que os sistemas de defesa intercetaram os oito mísseis lançados, sem provocarem danos ou vítimas.

A ilha de Kharg foi várias vezes alvo de ameaças de Trump desde o início da guerra travada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão.

A ilha concentra a maior parte das exportações petrolíferas iranianas, o que a torna um alvo de elevado valor simbólico e económico.

Em julho, um bombardeamento norte-americano atingiu já instalações na ilha, causando a morte de pelo menos oito militares iranianos.

Trump justificou então a escalada acusando Teerão de ameaçar a liberdade de navegação no estreito de Ormuz.


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O exército dos Estados Unidos (EUA) confirmou a realização de um ataque "de precisão" contra duas plataformas destinadas ao lançamento de foguetes com minas que Teerão se preparava para lançar no estreito de Ormuz.