© Majid Saeedi/Getty Images Por LUSA 25/07/2026
Teerão condenou o ataque como "um exemplo de um ato de agressão que pode exacerbar" a guerra que a República Islâmica trava contra os Estados Unidos e Israel.
Em declarações feitas hoje, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, comentou brevemente os ataques no Mar Cáspio, que, segundo o governante, atingiram um navio de guerra russo e embarcações utilizadas para transportar carga militar ligada ao Irão.
Para o Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, a declaração de Zelensky representa uma admissão tácita de um ataque que "demonstra a persistência da atitude irracional e hostil do regime ucraniano em relação à República Islâmica do Irão".
"Ao atacar um navio mercante iraniano, o regime ucraniano não só violou o direito internacional, como também procura, de forma perigosa, semear a guerra e a insegurança", afirmou o ministério.
"Todas as partes preocupadas com a paz e a segurança na Europa de Leste e nas regiões adjacentes devem assumir uma postura responsável contra esta perigosa ação do regime ucraniano e responsabilizá-lo por este ato criminoso e provocador", acrescentou a diplomacia iraniana.
Teerão advertiu ainda que não hesitará "em defender os seus interesses e a segurança nacionais de acordo com os princípios e normas fundamentais do direito internacional, especialmente o princípio da legítima defesa", antes de apontar diretamente Zelensky como o principal responsável pelo sucedido.
"Obviamente, a responsabilidade pelas consequências do aventureirismo do chefe do regime ucraniano recairá sobre esse regime, os seus apoiantes e instigadores", concluiu a diplomacia de Teerão.
Pouco depois, o ministro dos Negócios Estrangeiros da República Islâmica, Abbas Araghchi, telefonou à Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Kaja Kallas, instando-a a dar uma "resposta firme" ao incidente e recomendando a adoção de "iniciativas diplomáticas para gerir as tensões" decorrentes da guerra do Irão e evitar que se transformem noutros conflitos.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão convocou ainda o encarregado de negócios da Ucrânia na capital iraniana, "a quem o Teerão transmitiu o seu forte protesto contra este ato hostil e criminoso".

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