© Reuters Por LUSA 26/07/2026
"Nas últimas duas noites, os americanos suspenderam os seus ataques. Como a nossa estratégia se baseia essencialmente na retaliação, também interrompemos as nossas operações", declarou o porta-voz Mohammad Akraminia numa entrevista à televisão estatal, citada pela AFP.
Pela segunda noite consecutiva que não foram registados bombardeamentos norte-americanos no Irão, com os meios comunicação a especular sobre uma possível escassez de munições após quase cinco meses de guerra.
Apesar de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter afirmado na sexta-feira que estava a considerar bombardeamentos ainda mais intensos contra o Irão, o exército norte-americano não anunciou qualquer ataque ao amanhecer de hoje.
Por seu lado, o Irão não reivindicou qualquer ataque contra os seus vizinhos do Golfo, e estes últimos não relataram qualquer alerta noturno.
Embora tenha ameaçado o Irão, Donald Trump afirmou, no entanto, que o diálogo com Teerão não estava interrompido.
"Na verdade, estamos a falar com eles neste momento", disse, referindo-se aos líderes iranianos.
"Penso que estão a tornar-se cada vez mais sérios com o passar dos dias, talvez por uma razão óbvia" acrescentou, aludindo aos bombardeamentos norte-americanos.
Segundo o jornal New York Times, que cita duas fontes próximas da gestão do conflito, o Governo norte-americano está preocupado com a escassez do 'stock' de sistemas de interceção de mísseis "Patriot" e de outros equipamentos defensivos que protegem os países do Golfo, alvo do Irão em retaliação aos ataques norte-americanos.
O jornal refere também receios de uma escalada do conflito.
Leia Também: Ucrânia reporta ataque aéreo russo com oito mísseis e 136 drones
A Rússia voltou a atacar na noite passada a Ucrânia com oito mísseis e 136 drones, de acordo com a Força Aérea Ucraniana, adiantando que dois mísseis e 27 drones atingiram os seus alvos.


Sem comentários:
Enviar um comentário