Por Radio Voz Do Povo / RFI
O general Abdourahamane Tiani e o Conselho Nacional para a Salvaguarda da Pátria (CNSP) permanecem no poder, enquanto Mohamed Bazoum e a sua esposa continuam detidos na residência presidencial em Niamey, sem julgamento.
A segurança, um dos principais argumentos apresentados pelos militares para justificar a tomada do poder, deteriorou-se, segundo vários observadores.
A região de Tillabéry, no oeste do país, continua entre as mais afetadas pelos ataques de grupos jihadistas. Desde o início do ano, a zona do aeroporto da capital, Niamey, foi alvo de dois ataques, reivindicados por grupos ligados à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico no Sahel.
Organizações de defesa dos direitos humanos acusam o regime de adotar práticas repressivas. Entre as medidas criticadas estão a dissolução de sindicatos, a suspensão de dezenas de organizações da sociedade civil, a detenção de jornalistas e a criminalização da homossexualidade no novo Código Penal.
Apesar de uma retoma gradual das relações diplomáticas com os Estados Unidos e o Benim, a fronteira entre os dois países continua encerrada.
A economia nigerina regista crescimento impulsionado pelo setor petrolífero, embora analistas apontem a falta de uma estratégia clara para o futuro do país.
Os advogados de Mohamed Bazoum exigem a sua libertação imediata e incondicional, denunciando que o antigo Presidente vive em isolamento, sem contacto regular com os seus advogados e com acesso limitado a cuidados médicos.
Consideram que a sua detenção é arbitrária e apelam à intervenção da CEDEAO, da União Africana, das Nações Unidas e de outras organizações internacionais para garantir a sua libertação.

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