Por LUSA
"Reafirmamos a firme oposição a qualquer ação desestabilizadora ou unilateral, inclusive através do uso da força ou da coação, que ameace a paz e a estabilidade na região", afirmaram os chefes da diplomacia dos países do "Quad".
Em alusões claras, mas sem mencionar explicitamente a China, os ministros dos Negócios Estrangeiros criticaram as "manobras perigosas de aviões militares" e as ações de "colisão e bloqueio no mar da China Meridional".
Declararam-se ainda "profundamente preocupados com a militarização de zonas disputadas", cujas vastas áreas são reivindicadas por Pequim, num comunicado conjunto divulgado no final de uma reunião em Nova Deli e citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).
O mar da China Meridional situa-se entre Singapura e o estreito de Taiwan, enquanto o mar da China Oriental, mais a norte, engloba a China, o Japão, a Coreia do Sul e Taiwan.
Trata-se de duas rotas comerciais importantes a nível mundial e motivo de disputas de soberania entre a China e países vizinhos, com as potências ocidentais a tentar contrariar o que qualificam de expansionismo de Pequim.
Na reunião na capital da Índia, os ministros do "Quad" também condenaram o projeto do Irão de introduzir portagens no estreito de Ormuz, em retaliação à ofensiva israelo-americana lançada em 28 de fevereiro.
Defenderam a necessidade de garantir um "fluxo ininterrupto do comércio global" naquela rota marítima, bem como no mar Vermelho.
"Reiteramos a importância do respeito pelo direito internacional, tal como está refletido na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar", afirmaram os ministros sobre o tratado, ao qual os Estados Unidos se recusam a aderir.
Participaram na reunião os chefes da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, da Austrália, Penny Wong, do Japão, Toshimitsu Motegi, e da Índia, Subrahmanyam Jaishankar.
O grupo Quad, cujo nome advém da designação em inglês Diálogo de Segurança Quadrilateral, foi criado em 2007 e reativado 10 anos depois como um fórum estratégico dedicado à segurança no Indo-Pacífico.
É considerado como uma tentativa de frente diplomática para tentar responder à influência económica e política da China na região.

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