© iStock noticiasaominuto.com 26/05/2026
A China aproveitou a mais recente missão enviada para a estação espacial Tiangong para perceber se a reprodução humana no Espaço é algo viável, conta o South China Morning Post.
A bordo da missão Tianzhou-10 seguiram também embriões artificiais, com os cientistas responsáveis pela experiência a quererem perceber até que ponto é que a falta de gravidade poderá impactar o desenvolvimento de embriões.
Naturalmente, o objetivo é antecipar potenciais obstáculos ao estabelecimento de colónias de seres humanos no Espaço. Caso se verifique que a ausência de gravidade poderá impactar o nascimento de crianças, é provável que sejam tomadas medidas acrescidas e construídas instalações que possibilitem a reprodução humana fora da Terra.
“Poderemos usar certas tecnologias para mitigar o impacto”, admitiu o líder do projeto, Yu Leqian. “Esta é a nossa primeira tentativa de dar resposta [às questões]: Podem os seres humanos sobreviver e reproduzirem-se no Espaço? Espero que a resposta seja sim”.
Sobre os embriões artificiais propriamente ditos, Yu afirma que são compostos por “células estaminais humanas” e que não é um embrião real.
“Este não é um embrião humano real e não tem a capacidade de se desenvolver para um indivíduo”, explica Yu. “No entanto, pode servir de modelo para estudar o desenvolvimento humano inicial”.
Sabe-se que os embriões passarão por um processo de desenvolvimento que irá decorrer ao longo de cinco dias e, assim que for completado este passo, serão congelados e enviados para a Terra de forma a serem analisados.
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A China lançou hoje a nave Shenzhou-23 em direção à estação espacial Tiangong, com três astronautas, incluindo um que permanecerá no espaço durante um ano, passo crucial na ambição de Pequim de enviar seres humanos à Lua até 2030.


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