© Lusa noticiasaominuto.com 03/03/2026
Segundo um comunicado da diplomacia chinesa, a conversa ocorreu a pedido do ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Seyed Abbas Araghchi. Durante o contacto, o chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, afirmou que a ofensiva norte-americana e israelita "viola o direito internacional e ultrapassa as linhas vermelhas do Irão".
Wang Yi declarou que Teerão não tem "outra opção" senão defender-se após o ataque e instou Washington e Telavive a "cessarem imediatamente as operações militares, evitarem uma maior escalada e impedirem que todo o Médio Oriente mergulhe no conflito".
De acordo com o comunicado, a China apoia o Irão na "proteção dos seus direitos e interesses legítimos".
Wang acrescentou que Pequim, principal parceiro do Irão, "já expressou publicamente a sua posição de equidade e justiça" e espera continuar a desempenhar um "papel positivo" na prevenção da escalada das tensões regionais, num contexto de alargamento do conflito no Médio Oriente.
Apesar de manifestar apoio ao direito de defesa do Irão, o ministro chinês disse confiar que o país, "perante a situação grave e complexa", manterá a estabilidade interna e terá em conta as preocupações legítimas dos países vizinhos, numa altura em que vários Estados do Golfo foram atingidos por mísseis iranianos e se abriu uma nova frente entre o grupo xiita libanês Hezbollah e Israel.
A China, principal parceiro comercial do Irão e maior importador do seu petróleo, condenou no domingo a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, durante a ofensiva conjunta de Israel e dos Estados Unidos, classificando-a como uma grave violação da soberania iraniana e dos princípios da Carta das Nações Unidas.
Desde sábado, Pequim apela ao fim das hostilidades e condena os ataques, mas até agora não tinha sido divulgado qualquer contacto direto com as autoridades iranianas, apesar do reforço dos laços bilaterais e da parceria estratégica aprofundada nos últimos anos.
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A Guarda Revolucionária iraniana anunciou hoje ter lançado uma nova onda de ataques, desta vez contra uma base militar dos Estados Unidos no Bahrein, e afirmou tê-la destruído.


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