sábado, 8 de agosto de 2026

Angola. UNITA acusa polícia de atentado contra dirigente e de cercar sede... A UNITA acusou hoje a Polícia Nacional de atentar contra um dirigente e de cercar a sede do partido no Uíge, num incidente que fez pelo menos dois feridos, prometendo não voltar a apelar à serenidade da população.

© Lusa  08/08/2026 

Os confrontos ocorreram no dia em que o maior partido da oposição angolana realiza, na província do Uíge, o Ato Central Comemorativo do 92.º aniversário do Presidente fundador, Jonas Malheiro Savimbi, e no âmbito da IV Reunião Ordinária do Comité Nacional da JURA, o braço juvenil do partido. 

Em declarações à Lusa, Nelito Ekuikui secretário-geral da JURA, confirmou ter sido alvo de um ataque, do qual escapou ileso.

"Fui, sim senhora, de forma muito clara. A sorte é que eu não estive no carro e fui socorrido por populares", afirmou o dirigente.

Segundo o seu relato, os militantes acordaram esta manhã com a Polícia Nacional a fechar todas as ruas e a cercar a sede local da UNITA.

"Por volta das 12:00 a polícia começou a fazer tiros e gás lacrimogéneo. Temos, neste momento, dois feridos, uma pessoa foi baleada no pé", disse, garantindo terem sido usadas "balas reais".

Ekuikui sustentou que "a população não reagiu, não atirou nada, absolutamente nada", responsabilizando exclusivamente as forças de segurança.

O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, denunciou o incidente como um "atentado contra a vida" do dirigente, num vídeo partilhado na sua página de Facebook. "Agentes da Polícia Nacional atentam contra a vida do deputado e secretário-geral da JURA, Nelito Ekuikui, que escapa ileso do ataque", escreveu.

As imagens partilhadas mostram uma rua junto à sede da UNITA com polícia de choque a disparar granadas de gás lacrimogéneo contra populares, que fogem do local, enquanto uma viatura, presumivelmente aquela onde se encontraria Nelito Ekuikui, se afasta.

Nelito Ekuikui lamentou a "intolerância política" e disse não encontrar justificação para a atuação policial, senão a de "um partido-Estado que quer usar as forças de ordem e segurança para competição política".

O dirigente advertiu que o partido não voltará a apelar à contenção, como fez nas últimas eleições em 2022.

"Já não vai voltar a acontecer o que aconteceu em 2022, em que apelámos o povo à serenidade. Ninguém vai apelar o povo à serenidade. O MPLA vai exatamente encontrar o que procura", afirmou, acrescentando que "ninguém tem sangue de barata".

Nas eleições gerais de 2022, o MPLA, no poder desde a independência em 1975, voltou a vencer com 51,17% dos votos, enquanto a UNITA, registou a sua melhor votação de sempre e venceu em Luanda, Cabinda e Zaire.

As próximas eleições gerais estão marcadas para 2027, pleito em que o maior partido da oposição aposta na "alternância do poder".

Questionado sobre se sente a vida ameaçada, Ekuikui respondeu afirmativamente e responsabilizou o ministro do Interior por eventuais consequências, garantindo que o programa do partido se mantém.

No início da tarde, o dirigente e o presidente do partido encontravam-se num hotel, tendo já saído "do espaço perigoso", embora a sede permanecesse cercada.

Nas redes sociais, Ekuikui partilhou imagens da polícia e de um tanque, escrevendo que os militantes não desistirão: "Não nos vão intimidar. Não vamos desistir. Vamos resistir, com coragem, determinação e esperança".

Na véspera, o presidente do partido, Adalberto Costa Júnior, abriu o encontro da JURA com um discurso centrado no papel da juventude no "desafio da alternância do poder" nas eleições gerais de 2027.

Perante os jovens do partido, o líder da UNITA sustentou que "a maior riqueza desta Nação não está no petróleo, nem nos diamantes", mas na juventude, e apelou à mobilização eleitoral, exortando os jovens a atualizarem os dados eleitorais.

"Sois vós quem vai fazer a mobilização para o voto. Sois vós quem vai fazer a defesa do voto", declarou, prometendo construir "a partir de setembro de 2027" uma "Angola reconciliada consigo mesma".

O programa das celebrações no Uíge, iniciado na quinta-feira com a receção da delegação presidencial e a abertura do acampamento da JURA, culmina hoje com o ato central de homenagem a Jonas Savimbi, estando previsto para domingo o regresso das delegações.


Arábia Saudita, Jordânia e Bahrein condenam ataque a petroleiro em Ormuz... A Arábia Saudita, a Jordânia e o Bahrein condenaram hoje o ataque do Irão a um petroleiro dos Emirados Árabes Unidos que transitava pelo Estreito de Ormuz, classificando-o como inaceitável e uma violação do direito internacional.

© Getty Images    Por LUSA  08/08/2026 

"Estes atos inaceitáveis de agressão ameaçam a segurança da navegação marítima e o fornecimento internacional de energia [e constituem] uma violação flagrante do direito internacional", referiu o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Arábia Saudita, em comunicado, responsabilizando o Irão pelas "consequências da continuidade destes ataques brutais".

A Arábia Saudita apelou a Teerão para "preservar a segurança e a estabilidade" no Médio Oriente, ao mesmo tempo que manifestou o seu apoio a quaisquer ações que os Emirados Árabes Unidos possam tomar para proteger a sua soberania e os seus recursos.

Por seu lado, a Jordânia também descreveu o ataque como "uma violação flagrante do direito internacional e uma ameaça à segurança da navegação marítima" e manifestou o seu apoio aos Emirados Árabes na proteção da sua segurança, estabilidade e recursos.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Bahrein juntou-se aos seus vizinhos árabes, apelando ao Conselho de Segurança da ONU para que adote "medidas dissuasoras para proteger a segurança da navegação marítima no Estreito de Ormuz".

Os Emirados Árabes Unidos acusaram hoje o Irão de atacar um petroleiro da empresa estatal Abu Dhabi National Oil Company (ADNOC) com um míssil enquanto este percorria o Estreito de Ormuz, um incidente que não fez vítimas.

O Irão ainda não se pronunciou.

A agência marítima britânica UKMTO, afiliada da Marinha Real Britânica e especializada na monitorização de incidentes no Estreito de Ormuz, confirmou que um navio cargueiro foi atingido por "um projétil de origem desconhecida" a 18 milhas náuticas da costa omanense de Khasab.

"O impacto causou um incêndio que já foi extinto, e não há evidências de danos ambientais. O navio e a sua tripulação estão em segurança", acrescentou a agência, sem mencionar explicitamente o navio cargueiro emiradense.

O Irão tem vindo a bloquear esta via navegável estratégica desde o retomar das hostilidades com os Estados Unidos no início de julho e ataca regularmente os navios que se aventuram por ali sem a sua permissão.

Teerão não quer regressar à situação pré-guerra e pretende, eventualmente, impor taxas de serviço, uma medida à qual os Estados Unidos e outros países se opõem.

As negociações entre o Irão e Omã, cuja costa também faz fronteira com o estreito, "estão a aproximar-se da fase final", disse hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano.

A conclusão das negociações "não significa, obviamente, que o estreito de Ormuz será reaberto", reiterou o ministro, mencionando outras "condições e compensações" a discutir, devido a "violações" do memorando de entendimento concluído em meados de junho com os Estados Unidos que impuseram um bloqueio aos portos iranianos.

Os Emirados Árabes Unidos e outros Estados do Golfo aliados de Washington têm sido alvos frequentes de ataques de Teerão em retaliação pela ofensiva conjunta EUA-Israel contra o Irão, iniciada a 28 de fevereiro.

Antes do início do conflito, um quinto dos hidrocarbonetos mundiais passava pelo estratégico Estreito de Ormuz.


TÉCNICOS DE SAÚDE ESTAGIÁRIOS SUSPENDEM GREVE APÓS ENTENDIMENTO COM O GOVERNO

Por Rádio Sol Mansi  08/08/2026 

Os técnicos de saúde estagiários do Hospital Nacional Simão Mendes, em Bissau, suspenderam este sábado a greve que tinha sido convocada por 28 dias, para exigir a sua contratação pelo Governo.

A decisão foi anunciada em conferência de imprensa, depois de uma reunião com mais de uma hora, na qual o coletivo analisou a proposta apresentada pelo Governo na sexta-feira, durante um encontro entre as duas partes.

O porta-voz do coletivo dos 325 técnicos de saúde estagiários, Amadu Mané, explicou que, apesar da suspensão da greve, os profissionais só deverão retomar as suas atividades neste domingo, após o entendimento alcançado com o Governo.

A greve, inicialmente prevista para 28 dias, teve uma duração de seis dias e, segundo os próprios responsáveis hospitalares, provocou constrangimentos no funcionamento do Hospital Nacional Simão Mendes e afetou a assistência aos doentes.

O impacto da paralisação foi igualmente reconhecido pelo diretor do Hospital Nacional Simão Mendes, Malan Sabali.

Com o regresso ao serviço previsto para este domingo, Amadu Mané apelou aos técnicos de saúde estagiários para que retomem os seus postos de trabalho e garantam a continuidade da assistência aos doentes.

Após a conferência de imprensa, uma equipa da Rádio Sol Mansi deslocou-se ao serviço de urgência do Hospital Nacional Simão Mendes, onde encontrou um cenário de pouca movimentação. No local, havia sobretudo assistentes sociais, enquanto a presença de médicos era reduzida.

A suspensão da greve acontece após seis dias de paralisação, ficando agora a expectativa sobre o cumprimento dos compromissos assumidos entre os técnicos estagiários e o Governo.

REGIÃO SANITÁRIA DE BAFATÁ BENEFICIA DE NOVO COMPLEXO DE MATERNIDADE E PEDIATRIA

Por Rádio Sol MansiRadio Voz Do Povo    08 08 2026 

A Região Sanitária de Bafatá conta, a partir deste sábado, 8 de agosto, com um novo complexo de maternidade e pediatria, construído de raiz para reforçar os serviços de saúde e contribuir para a redução da mortalidade materna, infantil e neonatal na região.

A cerimónia de entrega do novo complexo, localizado no Hospital Regional de Bafatá, decorreu este sábado, na presença das autoridades administrativas e dos responsáveis sanitários da região.

A obra foi financiada pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, CEDEAO, através do Fundo Regional de Estabilização e Desenvolvimento, num investimento superior a mil milhões de francos CFA.

No ato de entrega, a vice-presidente da Comissão da CEDEAO, Damtien Tchintchibidja, afirmou que a construção do estabelecimento hospitalar tem como objetivo reforçar a capacidade de resposta às necessidades sanitárias da região e melhorar o atendimento às mulheres grávidas, crianças e recém-nascidos.

Por sua vez, o governador da região de Bafatá, Mustafa Soares Cassamá, garantiu que o novo espaço representa um reforço importante para os serviços de saúde e apelou aos responsáveis para que o complexo seja utilizado para salvar vidas, sobretudo de mulheres grávidas e recém-nascidos.

A cerimónia contou igualmente com a presença de membros do Conselho de Transição e responsáveis sanitários da região.

Com esta infraestrutura, a CEDEAO pretende reforçar os serviços de saúde destinados às mães e às crianças na região leste da Guiné-Bissau.

O novo complexo de maternidade e pediatria do Hospital Regional de Bafatá foi construído de raiz e dispõe de 27 camas para a maternidade e 39 camas para a pediatria.

A infraestrutura pretende melhorar a assistência médica à população local, com especial atenção às mulheres grávidas, crianças e recém-nascidos.

CEUTA: Governo local diz que continuam em Ceuta entre 8.000 e 11.000 migrantes... O presidente do governo regional de Ceuta, Juan Vivas, estimou hoje entre 8.000 e 11.000 as pessoas que permanecem atualmente na cidade na sequência da entrada em massa de 30 de julho.

© Gabriela Sarda Nuñez/Europa Press via Getty Images    Por LUSA  08/08/2026 

Vivas exigiu ao Governo central que agilize o regresso dos migrantes a Marrocos, considerando que é a "única saída" para resolver uma situação "absolutamente insustentável".

O presidente do executivo de Ceuta falava após a reunião extraordinária do Conselho do Governo da cidade, convocada para analisar a situação oito dias depois da entrada em massa de pessoas provenientes de Marrocos.

Vivas rejeitou que se possa falar de normalidade na cidade e questionou os números avançados pelo Governo central, que, segundo indicou, apontam para cerca de 2.500 pessoas que continuam em Ceuta.

"As estimativas apontam para entre 8.000 e 11.000", afirmou Vivas, que reclamou "transparência na comunicação" e uma avaliação da situação que permita adotar uma resposta "proporcional".

O responsável descreveu o cenário atual como "absolutamente insustentável", com milhares de pessoas "a vaguear pelas ruas, pelos bairros, nas zonas montanhosas, nas praias, sem abrigo e sem terem asseguradas as suas necessidades básicas".

Na sua opinião, esta situação está a gerar insegurança, a perturbar a vida quotidiana e a pôr em risco a convivência, pelo que reclamou uma intervenção imediata do Governo central.

Vivas defendeu que a solução é o regresso a Marrocos de todas as pessoas que chegaram a Ceuta durante a entrada em massa e que permanecem na cidade.

"A única saída é Marrocos, através da fronteira de El Tarajal", afirmou, antes de advertir que aqueles que continuam em Ceuta devem saber que a cidade "não passará documentos" nem "saídas para a Península".

O presidente de Ceuta considerou que o regresso constitui uma "tábua de salvação" para a cidade, porque permitiria evitar que fique criada uma expectativa suscetível de favorecer a repetição de situações semelhantes no futuro.

"Se isto não for feito, ficará aberta a expectativa e uma incerteza insuportável para o futuro, para a estabilidade e para o desenvolvimento da nossa cidade", advertiu.

Para tornar esta solução possível, Vivas reclamou ao Governo central um reforço dos meios materiais e humanos destinados à área de estrangeiros, para permitir que os regressos ocorram "o mais rapidamente possível".

O pedido junta-se a outras duas medidas propostas pela cidade: um aumento significativo da presença da Polícia Nacional e da Guarda Civil nas ruas e a manutenção do Exército em Ceuta para reforçar a sensação de segurança da população.

Vivas insistiu em que a situação atual é consequência de uma entrada em massa que, na sua opinião, constituiu uma violação da integridade territorial de Espanha e exige uma resposta do Estado à altura da sua dimensão.

Ainda assim, garantiu que o Governo de Ceuta manterá a "lealdade institucional, a responsabilidade e o sentido de Estado", embora tenha reclamado uma atuação mais rápida do executivo central.

"O que estamos a fazer agora é pedir aquilo que devemos pedir, porque temos plena consciência de que estamos a jogar o futuro da nossa cidade", concluiu.

Nigéria condena ataque dos huthis contra civis na Arábia Saudita... O governo da Nigéria manifestou "séria preocupação" e condenou o recente ataque perpetrado pelos rebeldes huthis do Iémen contra alvos civis na região de Najran, no sul da Arábia Saudita, que causou pelo menos 11 feridos.

© Maksim Konstantinov/SOPA Images/LightRocket via Getty Images    Por LUSA  08/08/2026 

Num comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros nigeriano classificou o incidente como um "ato condenável" e advertiu que constitui uma "flagrante violação do direito internacional humanitário e dos princípios fundamentais de proteção dos civis em tempo de conflito".

"A República Federal da Nigéria reafirma a sua firme rejeição da escalada de violência na região. Os ataques que têm deliberadamente como alvo populações e infraestruturas civis, independentemente do autor, são inaceitáveis", sobretudo pela forma como atinge também civis, na maioria mulheres e crianças, referiu o Governo.

Perante o recrudescimento das hostilidades, a Nigéria, um dos maiores produtores de petróleo em África, apelou a todas as partes em conflito para atuarem com a "máxima moderação" e instou à renovação e intensificação dos esforços diplomáticos para alcançar uma solução pacífica e sustentável que garanta a soberania e a integridade territorial dos Estados da região.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros nigeriano concluiu afirmando que acompanha de perto a evolução da situação no Golfo e que continuará a cooperar com parceiros regionais e internacionais em prol da estabilidade no Médio Oriente.

O ataque ocorreu na quinta-feira, na região fronteiriça da Arábia Saudita com o território iemenita, em plena escalada de violência entre os insurgentes e Riade.

O porta-voz das Forças da Coligação para o Apoio à Legitimidade no Iémen, o major-general saudita Turki al-Maliki, afirmou num comunicado que entre os feridos estão sete cidadãos do reino saudita, um iemenita, dois egípcios e um paquistanês, que sofreram ferimentos na sequência dos "ataques terroristas" dos huthis.

Esta é a primeira vez, desde o início da troca de ataques entre os insurgentes iemenitas e a Arábia Saudita, em meados do mês passado, que Riade dá conta de feridos na sequência de ataques dos huthis contra o seu território.

No final do mês passado, os rebeldes iemenitas, que controlam a capital, Sana, e vastas partes do norte do Iémen, anunciaram um bloqueio marítimo à navegação saudita no mar Vermelho, alegando que a medida constituía uma retaliação pelas restrições impostas nas zonas controladas pelos huthis.

A escalada de violência começou após o bombardeamento de meados de julho do aeroporto de Sana pelo Exército regular iemenita, reconhecido internacionalmente, embora os huthis tenham acusado a Arábia Saudita de estar por detrás da ação.

Riade, por seu lado, anunciou uma coligação marítima multinacional destinada a proteger a navegação no mar Vermelho e no estreito de Bab el-Mandeb, rota que se tinha tornado a principal via de exportação de petróleo do maior produtor de crude da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) após a crise no estreito de Ormuz.

Míssil atinge navio da Abu Dhabi National Oil Company em Ormuz... A Abu Dhabi National Oil Company (ADNOC), principal empresa estatal de energia dos Emirados Árabes Unidos, informou hoje que um míssil atingiu um dos seus navios quando transitava pelo Estreito de Ormuz, mas sem vítimas a registar.

© AFPTV / AFP via Getty Images    Por LUSA   08/08/2026 

"A ADNOC anunciou que um dos seus navios foi atacado por um míssil enquanto transitava pelo Estreito de Ormuz (...). O incidente não causou feridos e a situação foi controlada", afirmou a empresa em comunicado.

Na sexta-feira, a ADNOC informou que 15 dos seus navios foram atacados no Estreito de Ormuz desde o início da guerra comercial entre o Irão e os Estados Unidos, a 28 de fevereiro, incluindo três esta semana.

Estes ataques resultaram na morte de um tripulante e ferimentos em outros 20.

Segundo várias plataformas de monitorização, aproximadamente 70 navios foram atacados no Estreito de Ormuz desde o início da guerra.

Esta sexta-feira, a plataforma de monitorização marítima Kpler informou que o número de travessias pelo Estreito de Ormuz continuou a diminuir na quinta-feira, com oito trânsitos confirmados, uma queda de 33% em relação ao dia anterior.

A 05 de agosto, foram registadas 12 travessias e, no dia anterior, 15.

Esta redução do tráfego, também atribuída à incerteza entre as companhias de navegação, acontece numa altura em que os dois países que fazem fronteira com o Estreito de Ormuz, Irão e Omã, estão perto de chegar a um acordo para estabelecer uma nova rota marítima temporária através do estreito, por onde passavam 20% do crude mundial antes da guerra.

As autoridades iranianas explicaram que esta nova rota passará parcialmente por águas territoriais iranianas e omanitas e permitirá o trânsito de embarcações comerciais sob um novo regime de gestão, substituindo as rotas provisórias estabelecidas até então pelo Irão e Omã.

O Irão e o Omã também chegaram a acordo sobre as características geográficas de uma nova rota de navegação no Estreito de Ormuz e estarão na fase final de elaboração de uma declaração conjunta sobre este entendimento.


Leia Também: Guarda Revolucionária diz que reabre Ormuz quando EUA aceitarem condições

A Guarda Revolucionária iraniana afirmou hoje que a reabertura do estreito de Ormuz dependerá de os Estados Unidos aceitarem plenamente as condições de Teerão.

Filho de Biden diz que cancro do pai espalhou-se: "É muito triste"... O filho de Joe Biden, Hunter Biden, revelou que o estado de saúde do pai agravou-se. O antigo presidente dos Estados Unidos foi diagnosticado com cancro da próstata.

© Scott Olson/Getty Images   Por  Notícias ao Minuto  08/08/2026 

O filho de Joe Biden, Hunter Biden, revelou que o estado de saúde do pai agravou-se. O antigo presidente dos Estados Unidos foi diagnosticado com cancro da próstata o ano passado.

A atualização foi revelada na sexta-feira, durante uma entrevista de Hunter Biden ao programa Newsnight na BBC.

"O cancro é muito difícil. É muito triste de ver", disse emocionado e acrescentou: "O cancro espalhou-se, metastizou para os ossos e não só. É bastante doloroso e muito debilitante".

Hunter salientou, no entanto, que o ex-presidente tem enfrentado a doença com resiliência, notando que "gostaria que o pai reclamasse mais". "O meu pai é o centro da família. É o melhor pai, melhor marido, melhor avô", afirmou. 

Durante a entrevista, falou também acerca do debate presidencial, em julho de 2024, que pôs frente a frente Joe Biden, na altura presidente dos EUA e candidato democrata, e Donald Trump, candidato republicano. 

"Fiquei chocado. Sabia que se estava a passar alguma coisa", referiu, salientando o fraco desempenho do pai refletiu o esgotamento físico após longas viagens.

Posteriormente, Biden foi diagnosticado com cancro da próstata e Hunter questionou-se se a doença já não teria aparecido e se estaria a afetar o pai naquela altura.  

De recordar que Joe Biden foi diagnosticado com cancro da próstata em maio do ano passado. Na altura, foi o gabinete do próprio que divulgou que o antigo presidente tinha um cancro, dando conta de que já se tinha espalhado.

Biden deixou a Casa Branca em janeiro, tornando-se o presidente norte-americano mais velho a concluir um mandato. Durante a sua presidência, surgiram dúvidas sobre a sua capacidade para continuar no cargo devido à idade e ao estado de saúde.

O ex-presidente democrata abandonou a corrida à reeleição em meados de 2024, apoiando a candidatura da sua vice-presidente, Kamala Harris, que acabou por ser derrotada por Donald Trump.

No início de 2024, o médico pessoal de Biden considerou-o apto para permanecer no cargo após um exame físico. Em fevereiro de 2023, Biden foi submetido à remoção bem-sucedida de uma lesão cancerosa no peito, tendo o médico da Casa Branca à época indicado que não seria necessário tratamento adicional.

JUSTIÇA DEPENDENTE DA AGENDA POLÍTICA AUMENTA ÓDIO, VIOLÊNCIA E AFETA LIBERDADES FUNDAMENTAIS, DIZ BASTONÁRIO

Por: Alison Cabral  JORNAL ODEMOCRATA   8/08/2026  

O Bastonário da Ordem dos Advogados da Guiné-Bissau (OAGB), Januário Pedro Correia, afirmou este sábado, 8 de agosto de 2026, que uma justiça dependente da agenda política gera desconfiança e descrédito, aumenta o ódio e a violência, prejudica o investimento e o desenvolvimento e compromete as liberdades fundamentais e a democracia no país.

“A justiça faz-se e só tem sentido quando integra instituições, magistrados e advogados independentes e comprometidos com a sociedade, o direito, a ciência jurídica e a paz social. Uma justiça baseada e dependente da agenda política não é justiça. Gera desconfiança e descrédito, aumenta o ódio e a violência, prejudica o investimento e o desenvolvimento, afeta as liberdades fundamentais, frustra as expectativas dos cidadãos, enfraquece a democracia e conduz ao desaparecimento do Estado de Direito”, afirmou.

Januário Pedro Correia discursava na cerimónia comemorativa do 35.º aniversário da OAGB e do IV Dia Nacional dos Advogados, realizada num hotel de Bissau. A iniciativa teve como objetivo homenagear os advogados guineenses pelo seu esforço e sacrifício na defesa da honra dos cidadãos, das instituições, do Estado de Direito e da democracia.

Na ocasião, o Bastonário recordou aos profissionais do setor da justiça que existem instrumentos legais suficientes para garantir a independência do sistema judicial.

Segundo explicou, os tribunais e os juízes exercem legitimamente a soberania quando administram a justiça em nome do povo, por meio de decisões baseadas na objetividade, na equidade e no direito, sem motivações ou interferências externas.

Defendeu igualmente a valorização das instituições, bem como das boas práticas tradicionais, dos usos e costumes na resolução dos conflitos locais.

“É neste contexto que deve ser orientada a missão de cada magistrado judicial, magistrado do Ministério Público e advogado, fortalecendo a independência da justiça e do próprio poder judicial, representado pelo Supremo Tribunal de Justiça, enquanto importante órgão de soberania do Estado”, acrescentou.

Para Januário Pedro Correia, o fortalecimento da justiça deve contribuir para garantir a dignidade constitucional e legal, o equilíbrio e a estabilidade do sistema político e de governação, a segurança jurídica e a harmonização das relações entre os órgãos de soberania.

Dirigindo-se aos advogados e aos restantes convidados presentes na cerimónia, defendeu que a justiça deve cumprir integralmente a sua missão, sendo acessível e efetivamente sentida por todos os cidadãos.

“O acesso à justiça deve significar que qualquer cidadão que dela necessite possa aceder aos mecanismos judiciais, independentemente da sua localização geográfica, condição económica ou eventual deficiência. O direito de acesso aos tribunais e à justiça, por constituir um direito fundamental, deve ser garantido como forma de assegurar a proteção efetiva dos direitos fundamentais”, sublinhou.

Conhecido no meio jurídico como “Japeco”, o Bastonário alertou que a advocacia e as restantes profissões jurídicas enfrentam sérios riscos de descrédito perante o atual contexto da Guiné-Bissau e os crescentes desafios à afirmação da justiça no quotidiano dos cidadãos.

Pedro Correia lamentou ainda o que considerou ser a fragilidade ou ausência efetiva de algumas instituições democráticas e republicanas no país.

Durante a sua intervenção, renovou a gratidão da Ordem ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), à União Europeia e ao Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), pelo apoio prestado aos projetos da OAGB, nomeadamente ao funcionamento do Gabinete do Advogado Oficioso (GAO), bem como às conferências e demais atividades inseridas nas comemorações dos 35 anos da instituição.

A Ordem dos Advogados da Guiné-Bissau é a entidade representativa dos profissionais da advocacia no país. Foi fundada em 8 de agosto de 1991 e oficializada em dezembro de 1992.

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Guiné-Bissau - Simões Pereira: "A entidade que pretende promover o referendo não resulta do povo"

Por Rádio Capital Fm 

O líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira (DSP), pronunciou-se esta sexta-feira (07.08), pela primeira vez, sobre o referendo constitucional convocado pelas autoridades de transição na Guiné-Bissau e não tem dúvidas de que a consulta resulta de uma "ilegitimidade".

Em entrevista à RTP, em Lisboa, Domingos Simões Pereira afirmou que, quando o povo é excluído das decisões, a democracia perde a sua essência.

"Quando o povo não está no centro do poder, a democracia não funciona. É o que está a acontecer na Guiné-Bissau. A entidade que neste momento está a pretender promover o referendo não resulta do povo e não resulta da escolha livre dos cidadãos guineenses. E, portanto, não tem as condições para poder cumprir esse objetivo", afirmou o dirigente político.

Domingos Simões Pereira afirmou que a convocação do referendo popular, além de carecer de "legitimidade", não oferece aos guineenses a oportunidade de manter o contacto com o instrumento a ser votado. Para "DSP", o próprio povo da Guiné-Bissau desconhece a "nova" Constituição da República.  

"Ninguém conhece os pontos [da Constituição] e não é público o documento. Portanto, para além dessa questão de legitimidade, está-se a convocar o povo para decidir sobre um documento que não conhece", sublinhou.

Domingos Simões Pereira reconhece que não se sente à vontade de regressar a Bissau, para já, embora afirme que se sente bem fisicamente e a nível mental.

"Se eu não tiver a liberdade, a minha vida fica sem conteúdo", afirmou.

Domingos Simões Pereira foi libertado no passado 23 de julho, por "razão humanitária e legal", 13 dias após ser reconduzido às celas, por ordem do juiz Mamadú Embaló.

ESPANHA: Crise migratória leva médicos de Ceuta a pedir intervenção urgente... O Colégio Oficial de Médicos de Ceuta (COMCE) solicitou hoje ao Ministério da Saúde espanhol a intervenção "urgente", perante uma situação de "catástrofe assistencial" que a cidade atravessa como consequência da crise migratória.

© Adri Salido/Getty Images     Por LUSA  07/08/2026 

Numa carta assinada pelo presidente do Colégio de Médicos, Enrique Roviralta, o COMCE pediu a deslocação da ministra Mónica García a Ceuta para conhecer de perto a realidade que vivem os profissionais de saúde e avaliar no terreno a adoção de medidas extraordinárias que permitam reforçar a capacidade de assistência e proteger a saúde pública.

O COMCE considerou que a resposta sanitária colocada em prática até ao momento "é insuficiente para enfrentar uma emergência destas dimensões".

O atendimento "não pode recair exclusivamente sobre o Hospital Universitário de Ceuta e os recursos ordinários da área de saúde, é imprescindível criar dispositivos sanitários extraordinários "no terreno que permitam garantir cuidados contínuos, preventivos e dignos, bem como o reforço dos recursos humanos e materiais destinados a proteger tanto a população deslocada como os cidadãos de Ceuta", sublinham os médicos no documento.

O Colégio de Médicos acrescentou que Ceuta "não pode enfrentar sozinha uma emergência de saúde destas dimensões" e que "os médicos demonstraram, mais uma vez, um compromisso exemplar, mas agora cabe às instituições responder com a mesma responsabilidade".

O Instituto de Medicina Legal (IML) de Ceuta autopsiou 82 pessoas que morreram no mar tentando atravessar a fronteira da cidade espanhola vindas de Marrocos, após efetuar hoje mais duas, a corpos encontrados na quinta-feira.

Segundo informou o IML em comunicado, foram identificadas até agora seis pessoas e, com a conclusão das autópsias, desativa-se o protocolo de atuação médico-forense e de Polícia científica, em curso desde a semana passada devido à crise migratória na cidade autónoma espanhola no norte de África.

O levantamento do primeiro corpo ocorreu no dia 29 de julho e o do segundo no dia 30 às sete da manhã, pouco antes da entrada maciça de imigrantes, no dia 30 de julho às nove e meia da manhã.

Desde essa entrada massiva, foram recuperados 82 corpos do mar, quase todos de homens, exceto uma mulher.

Cerca de 72.000 pessoas entraram na cidade autónoma espanhola de Ceuta, situada no norte de África, em apenas 24 horas, na semana passada, e 70.000 já voltaram a Marrocos, segundo dados atualizados pelas autoridades de Espanha.

Pelo menos 82 pessoas morreram a tentar chegar aquela cidade a nado.

Ceuta, um pequeno território de 80.000 habitantes situado no extremo norte de Marrocos, banhado pelo estreito de Gibraltar, é uma das duas fronteiras terrestres entre África e a Europa, juntamente com o outro enclave espanhol de Melilla.


Senado dos EUA aprova sanções mais duras contra Rússia e Irão... O Senado norte-americano aprovou hoje, por ampla maioria, um projeto de lei bipartidário que impõe sanções mais severas à Rússia e ao Irão.

© Getty Images   Por LUSA   07/08/2026 

A votação do texto, que foi aprovada por 86 votos a favor e 11 contra, pôs fim a mais de um ano e meio de negociações entre republicanos e democratas.

O texto tem agora de ser aprovado pela Câmara dos Representantes (câmara baixa do Congresso), onde a votação só terá lugar no início de setembro, devido às férias parlamentares.

O projeto de lei permite ao Governo dos Estados Unidos impor direitos aduaneiros de até 100% aos cinco principais compradores de petróleo e gás russos, bem como aos países que contribuam para contornar as sanções em vigor contra o setor energético russo, entre os quais a China e a Índia.

As sanções estendem-se também ao Irão, uma vez que, há algumas semanas, a pedido do Presidente norte-americano, Donald Trump, a República Islâmica foi incluída no documento.

O texto prevê, nomeadamente, impedir o fim das sanções sobre os setores energético e de armamento do Irão.

No entanto, o projeto de lei, que foi apresentado pela primeira vez em abril de 2025, incide sobretudo na Rússia, com o objetivo de aumentar a pressão sobre Moscovo por causa da guerra e a ocupação do território ucraniano.

O texto engloba, por exemplo, novas sanções contra o Presidente russo, Vladimir Putin, bem como contra outros altos responsáveis.

"Esta lei aproxima-nos do fim do conflito" entre a Rússia e a Ucrânia, afirmou o senador republicano Jim Risch, presidente da Comissão dos Negócios Estrangeiros.

"Terá um impacto decisivo que vai além do que pode ser alcançado no campo de batalha; cortará o fluxo de dinheiro que alimenta a máquina de guerra de Putin", acrescentou o senador num discurso no hemiciclo antes da votação.

Pela primeira vez, os Estados Unidos também têm como alvo a chamada "frota fantasma" da Rússia, os navios utilizados por Moscovo para contornar os embargos ocidentais desde a invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022.

O diploma foi batizado com o nome de Lindsey Graham, senador republicano que morreu a 11 de julho, que era um acérrimo defensor da causa ucraniana e defendia novas sanções contra Moscovo.

Um dia antes da sua morte, Graham tinha anunciado, juntamente com outros senadores republicanos e democratas, que tinha conseguido obter o acordo da Casa Branca para a aprovação destas novas sanções sobre os hidrocarbonetos produzidos pela Rússia, medidas que até então tinham sido bloqueadas pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.

Para a irmã do antigo senador, Darline Graham, que o substituiu no Senado, a aprovação final do projeto de lei servirá para homenagear o irmão, mas também "atingirá Putin onde mais dói".

A lei inclui medidas que "visam particularmente aqueles que apoiam a guerra da Rússia na Ucrânia", afirmou Darline Graham no Senado antes da votação.

"Obriga os principais países que mantêm a economia da Rússia à tona a fazer uma escolha simples, mas crítica, entre fazer negócios com os Estados Unidos ou comprar energia russa barata", acrescentou a representante.

Para a senadora democrata Jeanne Shaheen, membro da Comissão dos Negócios Estrangeiros, "Putin só compreende a força e só responde à pressão".

"Esta lei representa a nossa melhor oportunidade de, finalmente, fazer ceder a máquina de guerra russa e forçar Putin a sentar-se à mesa das negociações", afirmou a senadora num comunicado na terça-feira.

No entanto, alguns políticos democratas mostraram-se preocupados com os novos poderes em matéria de direitos aduaneiros que seriam conferidos a Trump com esta nova lei.

No final de julho, a embaixada da Rússia nos Estados Unidos tinha condenado o projeto de lei que, na sua opinião, "presta um mau serviço aos Estados Unidos".

Tendo em conta a guerra no Irão, "com uma crise energética iminente e o aumento dos preços na véspera das eleições intercalares, sancionar a Rússia e os seus parceiros comerciais (...) seria extremamente contraproducente para os próprios Estados Unidos", afirmou na ocasião a embaixada num comunicado.


‎PRESIDENTE DO INE DEFENDE HARMONIZAÇÃO DAS ESTATÍSTICAS ECONÓMICAS E NEGA DÍVIDAS A AGENTES DO RECENSEAMENTO

‎Por RSM

O presidente do Instituto Nacional de Estatística (INE), Roberto Vieira, defendeu esta sexta-feira a necessidade de harmonizar as estatísticas económicas, considerando que a medida poderá contribuir para uma melhor compreensão e resolução dos desafios que afetam a economia nacional.

‎A declaração foi feita à margem do encerramento do atelier regional sobre a utilização da plataforma de estatísticas na zona da União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA), realizado em Bissau. O encontro reuniu, desde segunda-feira, peritos estatísticos dos países-membros do bloco económico com o objetivo de reforçar a produção e a harmonização de dados estatísticos na região.

‎Segundo Roberto Vieira, a harmonização das estatísticas económicas constitui um instrumento fundamental para melhorar a qualidade da informação disponível aos decisores políticos e promover uma gestão mais eficaz das políticas públicas.

‎Questionado sobre as reclamações de alguns agentes envolvidos no último Recenseamento Geral da População e Habitação (RGPH), que alegam não ter recebido a segunda tranche dos pagamentos pelos serviços prestados, o presidente do INE negou a existência de qualquer dívida da instituição para com esses trabalhadores.

‎Roberto Vieira assegurou que o processo de pagamento foi tratado de acordo com os procedimentos estabelecidos, rejeitando as acusações de incumprimento por parte do instituto.

‎Os resultados provisórios do último Recenseamento Geral da População e Habitação foram divulgados no passado dia 23 de julho. Apesar disso, um grupo de agentes continua a reivindicar o pagamento da segunda tranche dos honorários, alegando que os valores ainda não foram liquidados após a conclusão dos trabalhos de recenseamento.


Roma "não aceita ultimato" de Madrid sobre controlos de fronteiras... O Governo italiano anunciou hoje que não vai suprimir os controlos fronteiriços a viajantes oriundos de Espanha até ao próximo domingo, como reclamou Madrid, apontando que Itália "não aceita ultimatos" de outros países em matéria de segurança nacional.

© Simona Granati - Corbis/Corbis via Getty Images Por  LUSA  07/08/2026 

Horas depois de Espanha ter exortado Itália a levantar os controlos de fronteiras que adotou após a entrada de 72.000 pessoas em Ceuta, ameaçando com "medidas proporcionais" caso tal não suceda até ao final de domingo, o gabinete da primeira-ministra Giorgia Meloni divulgou um comunicado, no qual anunciou que vai manter os controlos "pelo menos até 15 de agosto", data de uma possível nova chegada em massa de migrantes ao enclave espanhol no norte de África. 

"A Itália não aceita ultimatos nem imposições do estrangeiro no que diz respeito à segurança nacional e ao controlo das fronteiras. Não tencionamos, em caso algum, rever a decisão de suspender a aplicação do Acordo de Schengen aos cidadãos de países terceiros provenientes de Espanha, pelo menos até 15 de agosto e, em qualquer caso, até que os riscos de segurança e de terrorismo para a Itália sejam completamente excluídos", indicou uma nota oficial publicada pelo Palácio Chigi, sede do Governo italiano.

Sublinhando que, "nessa data, tal como anunciado pelas próprias autoridades espanholas, espera-se, de facto, uma nova onda migratória em Ceuta", o executivo de direita e extrema-direita liderado por Meloni apontou que "só quando houver a certeza de que não haverá riscos de segurança e de terrorismo para a Itália, de que não haverá uma nova onda e de que não haverá migrantes em situação irregular a dirigir-se para o território europeu, é que se poderá rever o que já foi decidido".

"Isto sem prejuízo de um país amigo como a Espanha, à semelhança de decisões semelhantes adotadas no passado pelo Governo italiano, por exemplo, em relação à Eslovénia, e por governos europeus em relação à Itália e à própria Espanha", acrescentou a nota informativa.

Reforçando que, "caso todas estas condições deixem de se verificar, a Itália está pronta para prosseguir um diálogo construtivo com o Governo de Madrid", o governo de Roma destacou ainda que "as autoridades fronteiriças italianas farão tudo o que estiver ao seu alcance para garantir a máxima facilidade de circulação aos cidadãos espanhóis e europeus que, é importante sublinhar, não são afetados pelo restabelecimento dos controlos nas fronteiras aéreas e marítimas".

A reação do executivo de Meloni surge depois de o Governo liderado pelo socialista Pedro Sánchez ter exortado Itália "a pôr fim aos controlos e a tratar os espanhóis como os restantes cidadãos europeus".

"Caso não o faça até ao final do domingo, 09 de agosto, Espanha ver-se-á obrigada a adotar medidas proporcionais para proteger os interesses e a dignidade dos seus cidadãos", disse o executivo de Madrid, num comunicado.

Itália reintroduziu controlos fronteiriços em portos e aeroportos para passageiros oriundos de Espanha em 01 de agosto, depois da entrada de 72.000 pessoas em 24 horas em Ceuta, um enclave espanhol no norte de África.

O Governo espanhol sublinhou hoje que a decisão de Itália não tem precedentes "na história recente" e foi adotada "sem aviso prévio, de forma unilateral, e com argumentos espúrios que não se ajustam nem ao Código de Fronteiras Schengen nem à verdade".

Espanha destacou que nenhum dos migrantes que acedeu de forma irregular a Ceuta na semana passada "pôde ou pode entrar livremente no espaço Schengen" e que "a quase totalidade" já regressou a Marrocos.

Por outro lado, lembrou que Itália é o Estado-membro da União Europeia com mais entradas irregulares nos últimos anos, "com números que chegaram a duplicar os de Espanha", e que "Espanha nunca introduzir controlos para Itália".

A medida adotada por Itália é, assim, "contrária aos interesses da União Europeia, e discriminatória para a população espanhol", frisou o Governo de Espanha no mesmo comunicado.

"Os governos existem para promover o entendimento entre os países e o interesse geral das suas populações, e não para criar divisões e conflitos infrutíferos motivados por interesses eleitorais internos", defendeu ainda o Governo de Madrid.


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A primeira-ministra italiana Giorgia Meloni (à esquerda) e o presidente dos EUA Donald Trump (à direita) apertam as mãos durante a cerimónia de boas-vindas antes da foto de família na Cimeira de Paz de Gaza, em Sharm El-Sheikh, Egito, em 13 de outubro de 2025.

Secretas dos EUA acreditam que Rússia prepara ação limitada contra NATO... Serviços de inteligência norte-americanos acreditam que Putin poderá estar a planear um ataque a um país pertencente à NATO, até 2029. Polónia, Estónia, Letónia ou Lituânia poderão ser os países visados.

© Getty Images   Por  Notícias ao Minuto   07/08/2026 

Os serviços de informações norte-americanos acreditam que a Rússia poderá realizar, entre o próximo outono e 2029, alguma espécie de ação de ataque contra um território de estado-membro da NATO, de acordo com relatório a que o The Wall Street Journal teve acesso.

Vladimir Putin poderá tentar "testar a determinação da NATO" com um ataque limitado a um país aliado nos próximos anos, diz o mesmo documento.

Segundo a publicação norte-americana, o ataque poderá assumir variadas formas, podendo consistir numa incursão militar terrestre em pequena escala ou num ciberataque.

O relatório refere que o período em que a Rússia poderá agir situa-se entre este outono e 2029. Uma das teorias é a de que Putin poderia ocupar uma cidade ou região na Polónia ou num dos três Estados Bálticos — Estónia, Letónia e Lituânia - todos membros da NATO que têm apoiado firmemente a Ucrânia.

Recorde-se aliás, nesta senda, que o presidente da Lituânia, Gitanas Nauseda, já tinha adiantado a hipótese de operações cinéticas limitadas contra infraestruturas críticas, nomeadamente instalações energéticas e de transportes, mas sem indicar regiões ou datas para tais ataques.

"Recebemos esse tipo de sinais por parte dos nossos serviços de informações", afirmou Nauseda numa entrevista à agência de notícias báltica BNS, citada pela espanhola Europa Press (EP), em julho. O líder lituano disse que os ataques poderiam ser limitados e direcionados contra infraestruturas críticas. "Isso, simplesmente, é impossível de determinar", afirmou.

Vários membros da NATO acreditam que Putin já está a realizar vários ataques para testar e fragmentar a aliança. Recorde-se que caças romenos abateram três drones que entraram no espaço aéreo do país em três dias consecutivos.

Além disso, registou-se um aumento de 250% nas descolagens de alerta para intercetar e identificar aeronaves junto ao flanco oriental, em julho de 2026, face a julho de 2025, à medida que a Rússia continua a sondar as defesas do Ocidente.

Mais de quatro anos após o início da ofensiva russa em larga escala contra a Ucrânia, a diplomacia está estagnada e ambos os países intensificam os ataques de longo alcance, provocando um número crescente de vítimas civis.


"Eu sou um homem livre", afirma Domingos Simões Pereira à DW, duas semanas depois da sua chegada a Portugal... O líder do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) quebrou o silêncio, depois de ter sido autorizado pela justiça militar a viajar para Portugal, para tratamento médico.

Simões Pereira assegura que não se sente impedido de fazer política e que é um homem absolutamente livre.

O político diz, em entrevista exclusiva à DW, que em nenhum momento reconheceu a validade do Tribunal Militar. "Quero retomar a integridade das minhas competências, das minhas liberdades", refere. 

CEUTA: Polícia de Ceuta foi instruída para "não atuar" e "convidar a abandonar"... A atuação da polícia e as decisões tomadas durante a crise de migrantes em Ceuta estão a ser alvo de análise e debate político. Forças de segurança revelam que receberam ordens para não atuar de forma coerciva.

© Adri Salido/Getty Images   Por  Notícias ao Minuto  07/08/2026 

As forças de segurança em Ceuta receberam indicações para não agir de forma coerciva contra nenhum dos imigrantes, mas antes a "convidá-los" a regressar a casa, a Marrocos, noticia o ABC espanhol.  

As instruções foram difundidas por escrito há uma semana. 

"Em estrito cumprimento da legislação em vigor, fica excluída do nosso âmbito de aplicação a condução forçada de qualquer cidadão estrangeiro, salvo se tal for motivada pela prática de um crime", podia ler-se no documento a que este jornal espanhol teve acesso.

A instrução foi assinada pelo superintendente da polícia local de Ceuta, que a transmitiu aos chefes de zona por e-mail, tendo esta, por sua vez, começado a circular nos chats internos da polícia na cidade autónoma.

Segundo informações partilhadas, sob anonimato, por elementos da Guarda Civil e do Exército os comandantes destacados na fronteira tinham recebido uma ordem idêntica" para "não agir" e permanecer na zona como força de contenção e para exercer um efeito dissuasor.

A informação volta a colocar em destaque as ordens que os agentes receberam depois de, na quinta-feira, se ter registado uma tentativa de travessia em massa de marroquinos para Ceuta. Recorde-se que a atuação policial e as decisões tomadas durante a crise estão a ser alvo de análise e debate político.

Mais de 70 mil tentaram entrar em Ceuta

Cerca de 72.000 pessoas entraram na cidade autónoma espanhola de Ceuta, situada no norte de África, em 24 horas na semana passada e 70.000 já voltaram a Marrocos, segundo dados atualizados pelas autoridades de Espanha.

Pelo menos 77 pessoas morreram a tentar chegar a Ceuta a nado.

Ceuta, um pequeno território de 80.000 habitantes situado no extremo norte de Marrocos, banhado pelo estreito de Gibraltar, é uma das duas fronteiras terrestres entre África e a Europa, juntamente com o outro enclave espanhol de Melilla.

Novo ataque com drones provoca incêndio em centro logístico russo... Um incêndio deflagrou hoje num centro logístico da gigante russa do comércio eletrónico Wildberries, em Ecaterimburgo, na Rússia, após um novo ataque contra armazéns da empresa, que tem sido alvo de drones ucranianos desde meados de julho.

Ucrânia atingiu cerca de 20 instalações pertencentes à Wildberries desde meados de julho Reuters
  Por  RTP  7 Agosto 2026 

"Os bombeiros foram mobilizados para o centro logístico da empresa em Ecaterimburgo, na região de Sverdlovsk, onde um incêndio teve início devido a um ataque", anunciou a Wildberries em comunicado, garantindo que todos os funcionários tinham sido previamente retirados.

Segundo o governador regional, Denis Pasler, três drones caíram hoje sobre o telhado do centro logístico, sem deixar vítimas.

Desde meados de julho, a Ucrânia atingiu cerca de 20 instalações pertencentes à Wildberries --- uma plataforma de comércio online muito popular, frequentemente chamada de "Amazon russa" --- espalhadas por quase toda a Rússia e na Crimeia anexada.

Os primeiros ataques, ocorridos na noite de 17 para 18 de julho, fizeram oito mortos e quase 90 feridos em instalações nas regiões de Moscovo e Tambov (centro-oeste).

Desde então, ataques de drones ucranianos visaram locais próximos a São Petersburgo (noroeste), Simferopol (na Crimeia), Krasnodar e Volgogrado (sul) e também Samara (na margem leste do rio Volga).

Mais de quatro anos após o início da ofensiva russa em larga escala contra a Ucrânia, a diplomacia está estagnada e ambos os países intensificam os ataques de longo alcance, provocando um número crescente de vítimas civis.


Veja Também: "A Rússia não tem capacidade para se defender do tipo de guerra que a Ucrânia está a fazer"

Diana Soller, comentadora da CNN Portugal, afirma, por outro lado, que a Ucrânia "desenvolveu uma capacidade ofensiva que ainda hoje nos espanta, mas nunca teve necessidade de desenvolver a capacidade defensiva", o que agora espelha as frágeis defesas anti-aéreas.

Eclipse do Sol será oportunidade para ver o que o brilho esconde... O eclipse total do Sol da próxima quarta-feira será uma oportunidade para o físico solar Ricardo Gafeira e outros cientistas observarem a camada mais externa da atmosfera solar que o brilho da estrela ofusca.

© Shutterstock     Por  LUSA  07/08/2026 

"Será uma oportunidade para registo de dados e ver se as simulações que já fizemos são precisas ou não", adiantou à Lusa o investigador do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço e diretor do Observatório Geofísico e Astronómico da Universidade de Coimbra.

Ricardo Gafeira integra uma expedição informal de cientistas europeus que vai observar o eclipse total do Sol em Espanha, na província de Palência, onde o fenómeno terá a duração de quase minuto e meio.

Em Portugal, o eclipse total do Sol terá uma duração menor, de cerca de 26 segundos, e será apenas visível numa pequena zona do Parque Natural de Montesinho, em Bragança.

Para os cientistas que estudam o Sol, um eclipse total é uma janela que se abre para observar em terra a coroa solar, a camada mais externa da atmosfera do Sol composta por plasma e que, em situações normais, é "contaminada" pelo brilho da estrela.

"Permite-nos utilizar instrumentos mais versáteis para observar a coroa solar", sublinhou Ricardo Gafeira, assinalando que os telescópios espaciais possuem "resoluções mais limitadas".

O investigador levará consigo para Espanha um telescópio com um "filtro especial" e uma câmara fotográfica para captar, por breves instantes, as imagens de um halo de luz branca em redor do disco solar que será tapado pela Lua e observar algum evento inesperado, ou não.

Com essas imagens, Ricardo Gafeira espera incluir os dados obtidos em trabalhos científicos e "aumentar o conhecimento" sobre a atividade do Sol, nomeadamente sobre como o seu campo magnético se propaga para a coroa, influenciando o clima no espaço, e sobre como o vento solar está a ser ejetado.

O vento solar é um fluxo contínuo de partículas subatómicas com carga elétrica projetadas pela coroa e interage com a magnetosfera da Terra, um escudo protetor gerado pelo seu campo magnético.

Alterações no campo magnético do Sol podem causar erupções solares, ejeções de partículas que podem desencadear tempestades.

No espaço, as tempestades solares podem provocar danos em satélites, sondas e em naves, comprometendo a segurança de astronautas. Na Terra, podem perturbar as redes elétricas e telecomunicações.

"O Sol influencia a nossa vida diária, os satélites e os astronautas no espaço. Podemos aproveitar este momento para aprofundar a nossa compreensão dessa influência", afirmou, citada pela agência noticiosa Efe, a cientista da agência espacial norte-americana (NASA) Kelly Korreck.

Um avião científico da NASA equipado com quatro câmaras vai voar a grande altitude na quarta-feira, seguindo a trajetória do eclipse, e captar imagens da coroa solar durante quase três minutos (o tempo estimado para se ver a coroa solar em terra é de pouco mais de dois minutos).

Os cientistas esperam com estas imagens de alta resolução aprender mais, inclusive, sobre a formação de proeminências solares, estruturas de plasma que se estendem da superfície do Sol até à camada mais externa da sua atmosfera.

Balões científicos serão lançados em Espanha e na Islândia antes, durante e depois do eclipse para se compreender melhor as alterações na atmosfera terrestre.

Durante um eclipse total do Sol, em que o céu diurno fica repentinamente noturno, a atmosfera da Terra muda.

O eclipse será visível, se as condições de observação do céu o permitirem, numa faixa que atravessa o Ártico, a Gronelândia, a Islândia, Espanha e Portugal.

Em Portugal, o fenómeno será visto maioritariamente de forma parcial, com exceção da pequena zona do Parque Natural de Montesinho, variando a percentagem de ocultação do Sol entre 92% e 99% no continente e entre 74% e 77% nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.

Para observar o raro fenómeno em segurança será necessário usar óculos protetores ou telescópios com filtros solares, de modo a evitar possíveis lesões nos olhos.

Em Espanha, as pessoas cegas (ou com baixa visão) vão poder seguir o eclipse com um dispositivo criado pela universidade norte-americana de Harvard que converte, em tempo real, as alterações na intensidade da luz solar em sons.

Em Portugal, no Centro Ciência Viva de Constância - Parque de Astronomia, o eclipse poderá ser "sentido" através de modelos táteis e descrições auditivas feitas por monitores.

Um eclipse total do Sol acontece quando a Terra, a Lua e o Sol estão perfeitamente alinhados e a Lua oculta completamente o disco solar por alguns momentos, tornando visível no céu o efeito de 'anel de diamante'.

Nas regiões onde a ocultação será mais acentuada deverá ser percetível um escurecimento da luminosidade, a temperatura do ar cai, o ruído ambiente diminui, as sombras tornam-se mais nítidas, os pássaros param de cantar.

O anterior eclipse total do Sol em Portugal ocorreu em 1912 e o próximo será só em 2144.

Taiwan bloqueou plataforma chinesa de emprego para jovens... Taiwan bloqueou uma plataforma chinesa que promovia oportunidades educativas e de emprego na China para jovens taiwaneses, alegando violações da lei e riscos para os dados pessoais.

© I-HWA CHENG/AFP via Getty Images    Por  LUSA   07/08/2026 

Numa conferência de imprensa em Taipé, na quinta-feira, o vice-presidente e porta-voz do Conselho para os Assuntos do Continente (MAC, na sigla em inglês), Liang Wen-chieh, afirmou que o Governo taiwanês tomou medidas para bloquear a plataforma "Taiwan Youth e-Home" gerida pela China.

O anúncio surgiu um dia depois de o presidente do MAC, Chiu Chui-cheng, ter declarado que o Governo iria procurar a remoção ou o bloqueio da plataforma.

"A plataforma exige que os utilizadores forneçam informações pessoais, permitindo-lhe recolher dados sobre os jovens taiwaneses", afirmou Liang. "Acreditamos que isso representa um risco extremamente elevado."

O MAC já tinha alertado anteriormente para a possibilidade de as autoridades chinesas utilizarem os dados recolhidos através da plataforma para outros fins ou para exercer pressão sobre os jovens de Taiwan.

Liang assinalou que o conteúdo da plataforma violava a Lei de Supervisão de Acordos Transfronteiriços, que regula, respetivamente, o recrutamento para instituições de ensino chinesas, a ocupação de cargos por taiwaneses em determinadas organizações partidárias ou políticas chinesas e as atividades publicitárias que envolvam bens e serviços chineses.

O MAC clarificou posteriormente que a plataforma fazia publicidade a estágios com a Liga da Juventude Comunista da China, uma organização de juventude sob a liderança do Partido Comunista Chinês que funciona como "força assistente e de reserva" do partido.

A "Taiwan Youth e-Home" foi lançada a 15 de julho com o objetivo declarado de apoiar o "desenvolvimento integrado" dos jovens de ambos os lados do estreito de Taiwan, segundo o Gabinete de Assuntos de Taiwan (TAO, na sigla em inglês) da China.

A plataforma abrange estágios, emprego, intercâmbios e educação, permitindo aos utilizadores taiwaneses procurar vagas e submeter candidaturas 'online'.

O porta-voz do TAO, Chen Binhua, rejeitou as alegações da parte de Taiwan como "difamações deliberadas".

"Existe alguma plataforma de procura de emprego 'online' na região de Taiwan que não exija que os utilizadores forneçam os seus nomes ou submetam currículos?", questionou Chen.

Chen afirmou que quase 2.000 empresas se tinham juntado à plataforma e publicado cerca de 6.000 vagas, acrescentando que esta seguia um princípio de "mínimo necessário" na recolha de informações e protegia os dados pessoais dos candidatos a emprego nos termos da lei.

Atualmente, não existem informações públicas disponíveis sobre quantos jovens taiwaneses garantiram estágios, empregos ou outras oportunidades na China através da plataforma.

As declarações surgem numa altura de crescente tensão entre Taiwan e a China, que considera a ilha, governada autonomamente desde 1949, uma "parte inalienável" do seu território e não exclui o recurso à força para assumir o seu controlo.