Por cnnportugal.iol.pt 12/07/2026
A primeira-ministra italiana Giorgia Meloni (à esquerda) e o presidente dos EUA Donald Trump (à direita) apertam as mãos durante a cerimónia de boas-vindas antes da foto de família na Cimeira de Paz de Gaza, em Sharm El-Sheikh, Egito, em 13 de outubro de 2025.
No topo da imagem publicada pelo jornal iraniano Hamshahri surgem Donald Trump e Benjamin Netanyahu com um alvo sobre o rosto, onde se lê "a vingança é certa"
Donald Trump, presidente dos EUA, Emmanuel Macron, presidente de França, ou Giorgia Meloni, primeira-ministra de Itália, são algumas das personalidades que estão entre uma vasta lista de figuras que, segundo o jornal iraniano Hamshahri, um diário ultraconservador ligado ao município de Teerão, deverão responder pela morte do aiatola Ali Khamenei.
A publicação surge depois de Mojtaba Khamenei, sucessor do pai como guia supremo do Irão, ter afirmado, no sábado, que a vingança pela morte de Ali Khamenei é "inevitável".
A declaração foi divulgada após o funeral do líder iraniano, morto num ataque israelo-americano a 28 de fevereiro, no primeiro dia da guerra.
"Esta vingança é a vontade da nossa nação e deve ser cumprida, inevitavelmente. Estes criminosos, cujos nomes figuram numa lista, levarão para o túmulo o desejo de uma morte tranquila nos seus leitos", refere a mensagem atribuída a Mojtaba Khamenei.
Poucas horas depois, o Hamshahri publicou uma fotografia inspirada nessa declaração. Apesar de não identificar qualquer pessoa pelo nome, a imagem reúne fotografias de 13 personalidades que aparentam corresponder à lista referida pelo novo guia supremo.
No topo da imagem surgem Donald Trump e Benjamin Netanyahu com um alvo sobre o rosto, onde se lê "a vingança é certa".
Na parte inferior da composição aparecem outras figuras políticas e militares retratadas com uniformes de prisioneiros, entre as quais o secretário de Estado norte-americano Marco Rubio, a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni, o chanceler alemão Friedrich Merz, o Presidente francês Emmanuel Macron, o primeiro-ministro britânico demissionário Keir Starmer, Pete Hegseth, Brad Cooper, Mike Huckabee, Israel Katz, Eyal Zamir e Gideon Sa'ar.
Durante o conflito, o Irão acusou vários países europeus de cumplicidade por não terem condenado os ataques ao país e por terem permitido que aeronaves militares norte-americanas utilizassem o respetivo espaço aéreo.
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