domingo, 16 de agosto de 2026

UCRÂNIA: Ataques causam pelo menos seis mortos na Rússia e um morto na Ucrânia... Pelo menos seis pessoas morreram hoje durante ataques ucranianos contra a região de Moscovo e sul da Rússia, enquanto pelo menos uma pessoa morreu num ataque russo contra a cidade natal do presidente ucraniano, informaram autoridades locais.

© State Emergency Service of Ukraine/Anadolu via Getty Images   Por LUSA  16/08/2026 

O ministério da Defesa da Rússia afirmou ter destruído 822 drones ucranianos durante a noite, dos quais 600 se dirigiam para a capital russa, num dos maiores ataques aéreos de Kiev desde o início da guerra.

Cinco pessoas morreram na região de Rostov, no sudoeste russo, onde três cidades foram alvo de ataques com drones de asa fixa e mísseis, destruindo habitações particulares, infraestruturas e fábricas, segundo o governador local, Yury Slyusar.

Um homem de 83 anos morreu depois de um drone ucraniano ter atingido uma casa particular na região de Moscovo, segundo o governador, Andrey Vorobyov.

Vorobyov confirmou ainda que um ataque ucraniano tinha provocado um incêndio num armazém pertencente à gigante retalhista russa Wildberries, na cidade de Podolsk.

Imagens partilhadas pelos meios de comunicação russos a partir de Podolsk mostravam colunas de fumo negro a subir do local.

A empresa confirmou o ataque ocorrido em Podolsk, situada a 36 quilómetros do centro de Moscovo, mas acrescentou que todo o pessoal foi retirado a tempo.

O presidente da Câmara de Moscovo, Serguei Sobyanin, informou, pelo seu lado, que houve três feridos e que foram abatidos cerca de 600 drones que se dirigiam para a cidade de 13 milhões de habitantes desde a tarde de sábado.

Na Ucrânia, pelo menos uma pessoa morreu e outras 13 ficaram feridas num ataque noturno russo contra Kryvy Rih, a cidade natal do presidente ucraniano, Volodymyr Zelenski, informou hoje o chefe da Administração Militar Regional, Oleksandr Ganzha.

Segundo indicou na rede social Telegram, a Rússia atacou mais de 20 vezes dois distritos com drones, artilharia e mísseis.

Em Kryvy Rih, uma empresa industrial sofreu danos e uma pessoa morreu. Outras 13 ficaram feridas, incluindo um homem de 48 anos que foi transportado para o hospital em estado grave.

Noutros locais da região de Dnipropetrovsk, em Nikopol, foram atacados o centro do distrito e as comunidades de Marganets, Myrove, Pokrovsk e Chervonohryhorivka.

Neste ataque, um homem de 55 anos ficou ferido e ficaram danificadas infraestruturas, uma empresa, um edifício residencial de vários andares e uma habitação particular.


Leia Também: Hamas reafirma compromisso com o plano de Trump

O chefe da equipa negociadora do Hamas, Jalil al-Haya, reafirmou hoje o compromisso do movimento palestiniano com o plano do Presidente norte-americano, Donald Trump, para pôr fim à guerra na Faixa de Gaza e iniciar o processo de reconstrução.

Candidatos começam campanha hoje; veja como serão eventos... Lula escolhe lugar histórico e Flávio Bolsonaro busca reduto eleitoral da família

  • Reprodução  Por  CNN Brasil  16/08/26

Os candidatos a presidente começam neste domingo (16) a campanha eleitoral em pontos importantes para suas trajetórias políticas. Enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escolheu um palco histórico para iniciar a corrida pelo quarto mandato, seus adversários optaram por redutos eleitorais.

O petista inicia a busca pela reeleição com uma retomada ao passado e o primeiro ato será no estádio Primeiro de Maio, em São Bernardo do Campo (SP). O evento começará às 9h e terá um discurso do presidente fazendo alusão à história do petista.

O ato na Vila Euclides será carregado de simbolismo já que foi onde Lula discursou em 1º de maio de 1979 durante as greves de trabalhadores metalúrgicos do ABC. O ato deve girar em torno do histórico sindicalista de Lula. A ideia da campanha é construir a imagem de um presidente que segue ao lado do trabalhador e dos mais pobres.

Durante o evento também será lançada a candidatura do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo.

O principal adversário de Lula é o senador Flávio Bolsonaro (PL). Ele dará o pontapé inicial da campanha em Copacabana (RJ) às 10h. O lugar foi usado por seu pai para vários atos políticos. Em 2022, o ato em celebração do Bicentenário da Independência foi organizado por Jair Bolsonaro na orla da praia.

O espaço também foi marcado por outras manifestações bolsonaristas que pediam anistia aos presos do 8 de Janeiro e a libertação do ex-mandatário. A expectativa é reunir apoiadores em um local ao ar livre para transmitir a ideia de apoio popular.

Nas eleições passadas, Jair Bolsonaro escolheu Juiz de Fora (MG) como o lugar para dar início à campanha. O lugar também havia sido emblemático para o ex-presidente por ter sido a cidade onde em 2018 o candidato foi atacado e levou uma facada. Flávio estará no município na segunda-feira

Já o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) marca o início da campanha no estado que comandou em longa agenda. A abertura da campanha será feita em uma carreata que percorrerá algumas cidades goianas.

A programação começará às 8h e terminará com um discurso em Luziânia. Veja o percurso:

  • 08h00: Águas Lindas de Goiás (em frente ao Mercadão Goiano)
  • 10h00: Santo Antônio do Descoberto (em frente ao Sindicato Rural)
  • 11h30: Novo Gama (Lago Azul, em frente à garagem da Rota do Sol)
  • 13h00: Valparaíso (em frente ao terminal das vans, Setor Céu Azul)
  • 14h30: Cidade Ocidental (Balão da Santa, em frente ao Lago)
  • 16h00: Grande Encontro na Chácara Sorgatto (Av. 6, Centro, Luziânia)

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) começará a campanha em Montes Claros (MG). Ele participa de uma missa na Matriz, às 8h30, na Paróquia Nossa Senhora da Conceição e São José, e depois fará uma caminhada pelo centro da cidade. O candidato vai dar uma entrevista coletiva durante o lançamento da campanha.

Já Renan Santos (Missão) terá o primeiro ato marcado para 13h no largo São Francisco, em frente à Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Além de ser sede de uma tradicional instituição de ensino, o local é vinculado ao espírito cívico por causa de um ato em 1976 onde foram denunciadas arbitrariedades da ditadura militar.

Se a largada de Haddad será no ABC paulista, o seu principal adversário, governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), lançará campanha em uma roda de conversa com mulheres em Osasco (SP), às 9h. Ele deve reunir donas de casa, empreendedoras e lideranças comunitárias para ouvir as demandas das representantes.

Acidente com autocarro faz doze mortos na Hungria. Motorista terá adormecido ao volante... Autocarro transportava turistas polacos. Há uma dezena de feridos

Por  cnnportugal.iol.pt 16/08/2026 

Doze pessoas morreram e pelo menos 10 ficaram feridas depois de um autocarro com matrícula polaca se ter despistado e capotado durante a madrugada deste domingo numa autoestrada no leste da Hungria.

O acidente aconteceu na M3, perto da localidade de Mezokeresztes, quando o autocarro seguia em direção a Nyiregyhaza. Segundo a polícia húngara, o veículo saiu da faixa de rodagem, entrou numa vala e acabou por capotar.

As autoridades suspeitam que o motorista tenha adormecido ao volante. 

Zoltan Mathe (MTI)

O autocarro transportava 57 passageiros e dois motoristas, segundo a agência estatal húngara MTI. Imagens divulgadas após o acidente mostram o veículo, de cor vermelha, tombado de lado numa vala junto à autoestrada, com os vidros completamente partidos. Bagagens e malas ficaram espalhadas pelo local. 

As autoridades confirmaram a morte de 12 pessoas e indicaram que o motorista foi detido. Os feridos foram transportados para hospitais da região. 

O presidente polaco, Karol Nawrocki, reagiu à tragédia nas redes sociais. "É com profunda tristeza que recebi a notícia do trágico acidente com o autocarro polaco na Hungria, no qual morreram tantos dos nossos compatriotas", escreveu.

Também o ministro dos Negócios Estrangeiros polaco, Radoslaw Sikorski, classificou o caso como um “trágico acidente” e confirmou que o autocarro transportava turistas polacos.

“O serviço consular está operacional. Estamos em contacto com as autoridades húngaras. O ministério dos Negócios Estrangeiros fornecerá informação verificada”, afirmou.

Venezuela liberta mais de mil presos políticos. "Continuaremos a avançar"... A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, confirmou a libertação de 1.046 presos políticos desde a intervenção dos Estados Unidos, a 3 de janeiro, apesar das dúvidas levantadas por organizações da sociedade civil.

© Lusa   16/08/2026 

"A Venezuela reafirma o seu compromisso com a reconciliação nacional. 1.046 venezuelanos que estavam presos regressaram às suas casas em virtude dos acordos estabelecidos entre os venezuelanos", disse Rodríguez.

"Continuaremos a avançar com responsabilidade", prometeu a presidente venezuelana, numa publicação nas redes sociais, no sábado.

Esta foi a primeira declaração Rodríguez sobre o número de presos libertados ao abrigo da chamada lei de amnistia, o Programa para a Paz e a Coexistência Democrática.

Na sexta-feira, as autoridades venezuelanas anunciaram que mais de 130 presos políticos seriam libertados ao abrigo da lei de amnistia aprovada em fevereiro, que abre caminho à libertação de quem cometeu delitos desde 1999.

Mas a organização não governamental (ONG) Foro Penal disse que das 130 libertações anunciadas apenas tinha conseguido verificar 73.

O diretor da Foro Penal, Alfredo Romero, alertou ainda que "mais de 300 pessoas continuam presas por motivos políticos" no país.

Outra ONG, o Comité para a Liberdade dos Presos Políticos da Venezuela, fez eco deste sentimento, afirmando que "libertar alguém da prisão nem sempre significa liberdade".

"Os presos políticos libertados continuam a enfrentar processos judiciais e restrições: a libertação nem sempre significa liberdade", lamentou o Comité, num comunicado publicado nas redes sociais.

"Exigimos listas públicas, verificação independente, o arquivamento de acusações arbitrárias e a libertação imediata, plena e incondicional de todos os presos políticos", acrescentou a ONG.

Na quarta-feira, delegações do Governo e da oposição chegaram a acordo para renovar e substituir todos os juízes do Supremo Tribunal de Justiça, que tem sido acusado de favorecer o atual regime, através de um novo processo de nomeação.

Mas a ONG alertou que a liberdade dos presos políticos "não pode esperar por um novo Supremo Tribunal nem ser utilizada como ferramenta de propaganda governamental ou negociação política para adiar mudanças democráticas urgentes".

De acordo com a Foro Penal, até 03 de agosto estavam detidos por motivos políticos na Venezuela 40 cidadãos estrangeiros ou com dupla nacionalidade, incluindo cidadãos portugueses.

Em 25 de julho, o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) português disse à Lusa que Manuel Menezes, um dos quatro presos de nacionalidade portuguesa na Venezuela, passou ao regime de prisão domiciliária, deixando de estar em estabelecimento prisional.

Uma fonte oficial do MNE indicou que a embaixada portuguesa em Caracas tem estado a acompanhar de perto esta situação, continuando a trabalhar para a libertação de todos os portugueses presos por razões políticas.


Leia Também: Cáritas diz que 200 mil pessoas precisam de ajuda após sismo na Venezuela

A Cáritas alertou que o duplo sismo de 24 de junho afetou seis estados da Venezuela, deixando 200 mil pessoas dependentes de ações de solidariedade, e a precisar de acompanhamento durante pelo menos um ano.

Presidente de Transição da República, General de Exército Horta Inta-a, desloca-se na manhã deste domingo ao Gabão, onde vai participar nas comemorações do Dia da Independência daquele país. A deslocação do Chefe de Estado insere-se no quadro das relações de amizade e cooperação existentes entre a Guiné-Bissau e o Gabão.

Radio TV Bantaba

sábado, 15 de agosto de 2026

Ucrânia atinge centro de produção de foguetes russos em Samara visando o “Starlink russo” (VÍDEO)

Por hojenomundomilitar  August 15, 2026 

Um ataque ucraniano atingiu na madrugada deste sábado (15) o Centro Espacial e de Foguetes Progress, localizado em Samara, no interior da Rússia. Relatos preliminares indicam que ao menos dois mísseis teriam atingido o complexo, possivelmente incluindo uma das principais áreas de montagem.

Os projéteis utilizados seriam mísseis de cruzeiro ucranianos FP-5 Flamingo. Vídeos publicados por moradores mostram um míssil atingindo a região do complexo industrial. A extensão dos danos ainda não foi confirmada por fontes independentes.

O Progress é uma instalação estratégica para o programa espacial russo e produz foguetes da família Soyuz. O próprio centro confirma sua participação na fabricação e lançamento desses veículos espaciais.

Um dos possíveis objetivos do ataque seria prejudicar a capacidade russa de colocar novos satélites em órbita, incluindo unidades da constelação Rassvet, sistema de internet via satélite desenvolvido pela Rússia e frequentemente apresentado como uma alternativa nacional ao Starlink. Satélites Rassvet-3 já foram colocados em órbita em 2026.

Caso os danos às instalações de montagem sejam confirmados como significativos, o ataque poderá afetar o ritmo de produção dos foguetes utilizados para ampliar constelações russas de comunicações e outros sistemas espaciais.

Até o momento, não há uma avaliação independente conclusiva sobre quais prédios foram atingidos ou quanto tempo seria necessário para reparar os danos.

Presidente do parlamento são-tomense diz que não renunciará e espera dar posse ao PR... O presidente do parlamento são-tomense admitiu hoje à Lusa que deveria perder o mandato após inscrever-se noutro partido, mas garantiu que não renunciará por estar no final da legislatura, esperando ainda dar posse ao Presidente reeleito em setembro.

Por  correiodamanhacanada.com  Agosto 15, 2026

São Tomé, 15 ago 2026 (Lusa) – O presidente do parlamento são-tomense admitiu hoje à Lusa que deveria perder o mandato após inscrever-se noutro partido, mas garantiu que não renunciará por estar no final da legislatura, esperando ainda dar posse ao Presidente reeleito em setembro.

“É verdade que a lei e o estatuto dos deputados são claros, que qualquer deputado que se filie num outro partido político, contrário do que se candidatou, perde mandato”, começou por admitir Abnildo D’Oliveira.

No entanto, o líder do parlamento sublinhou que “a perda de mandato tem mecanismo próprio” que deveria ser acionado por um grupo de deputados e passar pela comissão especializada, abertura do inquérito e culminar com votação no plenário, o que disse não ter acontecido.

Por outro lado, Abnildo D’Oliveira desconsiderou eventual cassação de mandato e assegurou que não se renunciará por restar apenas 45 dias para as eleições legislativas de 27 de setembro.

“Neste momento, a 45 dias das eleições o que é que se ganha, o que é que se perde com uma renúncia ou um novo presidente da Assembleia”, questionou o líder do parlamento são-tomense, acrescentando que não haverá mais sessões plenárias nesta legislatura, sendo que os trabalhos do parlamento serão assumidos pela comissão permanente da Assembleia Nacional.

Abnildo D’Oliveira, que foi eleito presidente do recém-criado partido Nossa Terra, sublinhou que tem condições éticas e legais, “enquanto presidente em exercício”, para presidir à sessão prevista para 03 de setembro, para a tomada de posse do Presidente da República reeleito, Carlos Vila Nova.

“Só seria ilegal se eu não fosse presidente da Assembleia, se eu não fosse deputado […] o deputado só é ilegal quando ele perde mandato e eu até então não perdi o mandato”, disse.

O político são-tomense recusou falar sobre a polémica e alegada pressão que terá exercido sobre a presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) para a libertação do cidadão chileno e ex-conselheiro especial do primeiro-ministro Américo Ramos, que disse ser seu amigo.

Abnildo D’Oliveira foi durante vários anos militante da Ação Democrática Independente (ADI), da qual foi líder parlamentar, tendo renunciado à militância em janeiro e assumido a condição de independente em fevereiro.

Na sexta-feira, um grupo de deputados da oposição são-tomense impediu a realização da sessão plenária exigindo a destituição do presidente do parlamento, denunciado por alegada tentativa de pressão a juízes para libertar um cidadão chileno detido sob mandado da Interpol.

A ação de protesto foi protagonizada por deputados da coligação Movimento de Cidadãos Independentes-Partido Socialista/Partido de Unidade Nacional (MCI-PS/PUN) e pelo menos um da Ação Democrática Independente (ADI).

O presidente do parlamento declarou a abertura da sessão, mas foi obrigado a cancelar após cerca de cinco minutos porque o grupo de deputados permaneceu em pé e circulava na sala aos gritos, impedindo todas as tentativas de intervenção.

Os deputados alegaram também o facto de o presidente do parlamento ter sido denunciado pela presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) por ter-se deslocado à residência da juíza, acompanhado do então ministro do Trabalho, e do advogado do cidadão chileno, alegadamente para pressionar a magistrada a libertar o chileno na sequência de uma decisão do Tribunal Constitucional.

Durante o protesto proferiram declarações como : “Em condições normais o senhor sabe que não pode estar aqui […] o senhor não pode presidir nada”, “isto é manchar a nação”, “está a manchar a democracia” e “respeita o povo”.

Na quarta-feira, o Presidente são-tomense, Carlos Vila Nova, exonerou o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, após proposta do primeiro-ministro, que passou a assegurar as funções de Jourceli Tiny dos Ramos.

A exoneração aconteceu após a Procuradoria-Geral da República (PGR) de São Tomé e Príncipe ter aberto um processo-crime sobre a alegada tentativa de pressionar juízes por parte do ministro, mas também do presidente do parlamento.

A decisão da PGR foi comunicada após uma denúncia do STJ, “bem como das informações amplamente divulgadas nas redes sociais, segundo as quais altas entidades públicas terão alegadamente procurado influenciar uma decisão relacionada com um processo de extradição envolvendo o cidadão chileno Ignacio Purcell Mena, procurado pela Interpol”, explicou a PGR em comunicado.

JYAF // VM

Lusa/Fim

CNT apresenta aos régulos a nova Constituição no Palácio da República na presença do Presidente da Transição.

BISSAU🇬🇼 | REFERENDO: PRT General Horta Inta-A fala aos régulos da Guiné-Bissau sobre a nova Constituição da República.

 

Bissau News / Radio Voz Do Povo 

Ucrânia atacou centro da agência espacial russa a 900 quilómetros da fronteira... A Ucrânia atacou o centro de foguetões e espaço da agência espacial russa, Roscosmos, a 900 quilómetros da fronteira ucraniana, e uma base aérea em Nizhny Novogorod, a cerca de 700, anunciou hoje o Presidente ucraniano.

Foto: Iryna Rybakova via Reuters   Por  rtp.pt 15 Agosto 2026

"Na região russa de Samara, foi atingida uma das empresas-chave da Roscosmos: o centro `Progress`, que, entre outras atividades, estava envolvido na produção de componentes eletrónicas", indicou Volodymyr Zelensky nas redes sociais, precisando que o alvo se encontra a cerca de 900 quilómetros da fronteira.

No ataque, foram utilizados mísseis Flamingo, desenvolvidos pela empresa Fire Point, acrescentou, citado pela agência espanhola EFE.

Segundo o Presidente ucraniano, os ataques das últimas horas contra a Rússia visaram ainda a base aérea de Savasleyka, na região de Nizhny Novogorod, a cerca de 700 quilómetros da Ucrânia, onde estão estacionados transportadores de mísseis.

Em 24 de fevereiro de 2022, a Rússia invadiu a Ucrânia e, desde então, a guerra já custou centenas de milhares de vidas civis e militares aos dois países, segundo várias fontes.

Passamos a vida a tentar impressionar os outros. E é aí que pode estar o problema... Aparência, dinheiro e estatuto podem despertar interesse, mas não são o que cria relações duradouras

Por  Cnnportugal.iol.pt  15/08/2026 

Pense no empresário bem-sucedido e viajado que faz questão de dizer que mede mais de 1,80 metros e ganha mais de seis dígitos por ano. Ou no CEO que procura uma musa bonita para partilhar "aventuras internacionais" e um "estilo de vida sofisticado". Depois há o tipo que surge ao volante de um descapotável azul e garante ser "menos idiota do que parece".

Percorra perfis em aplicações de encontros e encontrará repetidamente publicações que destacam três qualidades específicas: "aparência, dinheiro e estatuto" - ou LMS (looks, money and status), para quem está familiarizado com o jargão dos encontros modernos.

É verdade que destacar estas qualidades pode levar mais pessoas a deslizar o dedo para a direita. Mas, se procura um amor duradouro, este mesmo trio pode acabar por deixá-lo sozinho.

A aparência física, a estabilidade financeira e o estatuto social podem impressionar numa primeira fase, despertando atração e interesse sexual. No entanto, a longo prazo, os estudos mostram que tendem a criar distância, em vez de proximidade, e podem dificultar a criação de uma ligação genuína.

O livro "How To Feel Loved: The Five Mindsets That Get You More of What Matters Most" apresenta estratégias baseadas em evidência científica para criar relações significativas e afetuosas. (HarperCollins)

Muitos norte-americanos acreditam que, se fossem mais ricos, mais bem-sucedidos ou mais bonitos, sentir-se-iam mais amados, explicam a especialista em felicidade Sonja Lyubomirsky e o investigador na área das relações Harry Reis.

Mas a ciência conta uma história diferente.

Em vez de tentar impressionar os outros, procure dar-se a conhecer, defendem os autores do livro, How To Feel Loved: The Five Mindsets That Get You More of What Matters Most. Lyubomirsky, professora catedrática de Psicologia na Universidade da Califórnia, em Riverside, e Reis, professor de Psicologia na Universidade de Rochester, em Nova Iorque, apresentam estratégias baseadas em evidência científica para criar laços afetivos significativos - relações de qualidade que, segundo os estudos, influenciam tanto a saúde física como a mental.

Tão essencial como a comida e a água

Muito mais do que algo simplesmente desejável, sentir uma ligação afetiva é uma necessidade fundamental para o bem-estar.

Isto porque os seres humanos são uma espécie social. O nosso cérebro, enquanto mamíferos, interpreta a falta de amor como uma ameaça à sobrevivência. Como a necessidade de nos sentirmos amados está profundamente enraizada nas regiões mais antigas do cérebro, Lyubomirsky e Reis defendem, no livro, que "os seres humanos não teriam sobrevivido enquanto espécie sem se sentirem amados".

Décadas de investigação que demonstram o papel crucial das ligações sociais na saúde física e mental reforçam esta ideia. E a influência que as relações românticas e platónicas exercem ao longo da vida, aliada ao atual declínio da saúde social, é motivo de preocupação.

O custo da falta de ligação aos outros

"As ligações aos outros são tão essenciais como a comida e a água", escreve Kasley Killam no livro The Art and Science of Connection: Why Social Health Is the Missing Key to Living Longer, Healthier, and Happier.

"Nos últimos 30 anos, a percentagem de norte-americanos com 10 ou mais amigos próximos diminuiu 20%", explica a autora. Ainda assim, muitos gostariam de ter relações mais próximas.

Embora mais de 75% dos participantes no American Friendship Project de 2024 tenham dito estar satisfeitos com o número de amigos que têm, mais de 40% afirmaram que gostariam de se sentir mais próximos deles.

Segundo Killam, sentir falta de ligações significativas aos outros é um risco sério. Aumenta a probabilidade de sofrer um AVC, de desenvolver demência e de morrer prematuramente.

Sonja Lyubomirsky (à esquerda) e Harry Reis identificam cinco mitos que, dizem, dificultam a criação de uma ligação afetiva. (HarperCollins)

Os mitos que nos impedem de nos sentirmos amados

Se há tanto em jogo - e os benefícios são tão grandes - porque é que continuamos a ter dificuldade em criar e manter relações em que nos sentimos verdadeiramente amados?

Porque continuamos presos a ideias erradas sobre aquilo que realmente nos fará sentir amados, respondem Lyubomirsky e Reis.

Os autores identificam cinco mitos que dificultam essa sensação de ser amado:

🚫 Se eu fosse mais atraente, mais poderoso ou mais bem-sucedido

🚫 Se conseguisse garantir que os outros conheciam as minhas qualidades e conquistas.

🚫 Se conseguisse esconder os meus defeitos.

🚫 Se o meu parceiro falasse a minha linguagem do amor.

🚫 Se conseguisse fazer com que o meu parceiro me amasse mais.

A investigação mostra que sentir-se amado não depende de mudarmos quem somos nem de mudar os outros. Depende, antes, de mudarmos a forma como comunicamos.

O poder de uma conversa sincera

Para dar e receber mais amor, Lyubomirsky e Reis sugerem que mude a forma como comunica, recorrendo a estratégias como estas:

Ouça para compreender. Na próxima conversa, em vez de estar apenas à espera da sua vez para responder, silencie o diálogo interior e ouça com um único objetivo: compreender quem tem à sua frente. Pergunte a si próprio: "Como será estar no lugar dessa pessoa neste momento?"

Experimente: ouça sem interromper. Acene com a cabeça, reflita sobre o que ouviu, faça uma pergunta para aprofundar a conversa e evite dar conselhos, a menos que lhos peçam. Mostre apenas à outra pessoa que ela é importante.

Demonstre curiosidade genuína fazendo melhores perguntas. Vá além do habitual "Como correu o teu dia?" e incentive a outra pessoa a abrir-se com perguntas como: "O que aconteceu esta semana que te pôs a pensar?" ou "Qual é a ideia errada que as pessoas costumam ter sobre ti?"

Experimente: faça uma pergunta que nunca tenha feito antes. Por exemplo: "Sobre o que mudaste de opinião?" Depois, ouça a resposta.

Partilhe aspetos importantes sobre si, mas faça-o aos poucos. Não precisa de revelar logo os seus segredos mais profundos. Comece por pequenas partilhas.

Experimente: em vez de responder "Estou bem", diga algo mais genuíno, como: "Estou um bocadinho nervoso com a apresentação de amanhã" ou "Hoje estou a passar um dia difícil."

Demonstre afeto e gentileza. Mostre que se preocupa com o bem-estar da outra pessoa através de um sorriso sincero, um tom de voz caloroso, uma mensagem para saber como está ou um gesto atencioso.

Experimente: faça um elogio sincero que normalmente guardaria para si. Pequenos gestos de gentileza, capazes de revelar o carinho que sente, podem fazer toda a diferença.

Mostre empatia, sem julgar. Abra espaço para a empatia, substituindo os rótulos pela curiosidade. Em vez de pensar "É egoísta", pergunte a si próprio: "Que peso estará esta pessoa a carregar neste momento que possa explicar este comportamento?"

Experimente: olhe para a situação com alguma distância. Em vez de definir alguém por um momento menos bom, procure perceber o contexto. A pessoa pode estar cansada, sob pressão, de luto ou assustada. Por outras palavras, pode simplesmente estar a ser humana. Parta do princípio de que talvez não conheça toda a história.

Estas estratégias também resultam em relações de longa duração. Muitas vezes acreditamos que conhecemos o nosso parceiro de uma ponta à outra, mas essa falsa convicção pode levar-nos a deixar de fazer perguntas que ajudam a fortalecer a ligação entre duas pessoas. Lembre-se de que nunca conhece verdadeiramente tudo sobre o outro e faça perguntas cujas respostas o possam surpreender.

O problema não é revelar demasiado, mas revelar de menos

Outra ideia errada que dificulta a sensação de nos sentirmos amados é acreditar que fazer perguntas pode parecer intrometido. Na realidade, quando as perguntas são feitas com respeito e por genuína curiosidade, a maioria das pessoas aprecia a oportunidade de falar sobre si.

Embora a maioria de nós se preocupe em revelar informação a mais (TMI, too much information), a investigação mostra que o verdadeiro problema está, muitas vezes, em revelar informação a menos (TLI, too little information).

Partilhar aspetos da nossa vida é uma das ferramentas mais subestimadas para criar confiança, fortalecer as relações e ganhar influência, defende Leslie John, especialista em ciência da decisão, no livro Revealing: The Underrated Power of Oversharing. Para a autora, abrir-se aos outros é um investimento - "um risco ao serviço da confiança". Mostrar vulnerabilidade é "uma das formas mais antigas e mais profundamente humanas de criar ligações", escreve John.

Quer na vida pessoal, quer na profissional, e mesmo quando possa parecer um risco, revelar mais sobre si pode ser uma poderosa ferramenta para criar e fortalecer relações. Pode até ajudar-nos a recuperar "emocional, mental e fisicamente", explica John, citando estudos que mostram que esta partilha pode reforçar o sistema imunitário, reduzir a depressão e até acelerar a recuperação.

Pense em diálogo, não em monólogo

Se partilhar experiências ajuda tanto a aproximar as pessoas, porque é que tantas vezes sentimos vontade de fugir quando alguém monopoliza a conversa e fala incessantemente sobre si? A resposta é simples: quando a partilha acontece apenas de um lado, perde-se a reciprocidade que ajuda as pessoas a sentirem-se mais próximas.

Partilhar de forma a fortalecer a ligação aos outros nem sempre é fácil, sublinham Lyubomirsky e Reis. Para resultar, é preciso que exista sintonia entre as duas pessoas, de forma que "a interação decorra naturalmente, aprofundando a ligação entre ambas à medida que avançam em conjunto".

Mesmo que, pelo caminho, haja alguns tropeções e mal-entendidos - inevitáveis quando tentamos comunicar desta forma - criar relações profundas é demasiado importante para desistirmos de tentar.

Tornar-se um ouvinte atento e encorajador transmite à outra pessoa que a vê como um ser humano e que se preocupa genuinamente com o seu bem-estar. Demonstrar amor através deste tipo de atenção ajuda a reforçar a confiança, o sentimento de valor e até a autoestima. É este o tipo de amor que tem mais probabilidades de ser retribuído.

Não admira que haja quem diga que as três palavras mais irresistíveis da língua inglesa são: "Conta-me mais".

À procura de mais amor? Faça este questionário, desenvolvido por Lyubomirsky para os leitores de How To Feel Loved, e descubra quais as atitudes que, no seu caso, tornam mais fácil - ou mais difícil - sentir-se amado.

Sismo de magnitude 5,2 sentido em Granada e Málaga... Espanha sofreu hoje um sismo de magnitude superior a 5, na escala de Ritcher. O tremor de terra foi sentido em Granada e Málaga. Há danos "significativos" em edifícios e estruturas mas não há relato de feridos.

© X / El Buni   Por  noticiasaominuto.com  15/08/2026 

Um sismo de magnitude 5,2 na escala de Ritcher foi sentido em Granada e em Málaga pelas 1h04 da madrugada - 00h04, em Portugal Continental - deste sábado, 15 de agosto.

De acordo com a imprensa espanhola, o tremor de terra causou danos significativos em edifícios e estruturas  de diversas cidades destas zonas, mas, até o momento, não há relatos de feridos.

Segundo a ABC, este foi "o pior terremoto do país em cinco anos" e foi "sentido em quase toda a Andaluzia".

O epicentro localizou-se em Alhendín, a 12 quilómetros da capital, e "excedeu a intensidade dos abalos de terra registados na crise sísmica de 2021".

Nas redes sociais há já várias imagens a circular da destruição.

China apresenta queixa ao Japão após visita de ministros a santuário... O Governo da China apresentou hoje uma queixa formal ao Japão, após a visita de vários ministros, incluindo o titular da Defesa, Shinjiro Koizumi, ao santuário Yasukuni, considerado um símbolo do passado militarista do país.

© Lusa    15/08/2026 

Koizumi costuma visitar o santuário, em Tóquio, anualmente para assinalar o aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) no Japão, a 15 de agosto, e noutras ocasiões.

O ministro de Estado para Okinawa e Territórios do Norte, Hitoshi Kikawada, visitou também Yasukuni, enquanto a primeira-ministra Sanae Takaichi, conhecida por ter visões revisionistas sobre o passado militarista do Japão, enviou uma oferenda.

O santuário xintoísta em Tóquio presta homenagem aos cerca de 2,5 milhões de soldados que morreram em conflitos travados pelo Japão, mas também honra a memória de 14 oficiais e políticos japoneses condenados por crimes de guerra por um tribunal internacional após a Segunda Guerra Mundial.

Em comunicado, um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China realçou que Yasukuni é, na realidade, um local dedicado a "criminosos de guerra".

As visitas de autoridades japonesas a Yasukuni provocam frequentemente indignação em Pequim e Seul, uma vez que a China e a península coreana foram palco de atrocidades cometidas pelas forças militares japonesas na primeira metade do século XX.

"Nenhum pretexto pode ocultar a verdadeira intenção dos políticos japoneses, que é anular o veredicto sobre os criminosos de guerra, encobrir os crimes de guerra do Japão, distorcer os factos históricos e abrir caminho para a aceleração da remilitarização", enfatizou o porta-voz chinês.

"Isto constitui uma afronta à justiça histórica, um desafio às normas fundamentais da civilização e uma provocação contra a ordem internacional do pós-guerra. Tal conduta foi firmemente rejeitada pela vasta maioria da comunidade internacional", acrescentou.

Na visão de Pequim, refletir sobre a história e abordá-la "de forma correta" era um "requisito importante" para o regresso do Japão à comunidade internacional após o conflito, constitui a base política das relações de Tóquio com os países vizinhos e é, acima de tudo, uma "medida fundamental" para o compromisso do arquipélago com o "desenvolvimento pacífico".

"Instamos o lado japonês a refletir seriamente sobre o seu historial de agressão, a romper decisivamente com o militarismo e a conquistar a confiança dos seus vizinhos asiáticos e do resto do mundo através de ações concretas", concluiu o porta-voz chinês.

Nenhum primeiro-ministro japonês em exercício visitou Yasukuni desde 2013, quando uma deslocação de Shinzo Abe ao santuário provocou uma reprimenda do aliado mais próximo de Tóquio, os Estados Unidos.

As tensões entre a China e o Japão intensificaram-se no final de 2025, quando Sanae Takaichi sugeriu que as forças japonesas poderiam intervir no caso de um conflito em Taiwan.


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O ministro da Defesa do Japão, Shinjiro Koizumi, visitou e rezou hoje no santuário Yasukuni, em Tóquio, considerado um símbolo do passado militarista do país.

INDONÉSIA: Sismo de magnitude 7,7 faz pelo menos 20 mortos na Indonésia... Um sismo de magnitude 7,7 na escala de Richter atingiu a costa da Indonésia durante a madrugada e provocou o desabamento de edifícios, matando pelo menos 20 pessoas, disseram hoje os serviços de emergência.

© Lusa    15/08/2026 

"De acordo com as informações que recebemos, 20 pessoas morreram, seis ficaram feridas e duas ainda estão soterradas", disse Fathur Rahman, oficial da Agência de Busca e Salvamento de Maumere, à agência de notícias France-Presse, por telefone.

Um anterior balanço, feito pela mesma agência de Maumere, a segunda maior cidade da ilha de Flores, indicava que pelo menos dois residentes tinham morrido e outros dois ficado feridos.

O sismo causou danos graves e o colapso de edifícios, confirmou a agência de gestão de catástrofes da Indonésia.

Imagens da televisão local mostraram doentes a serem retirados de vários hospitais como medida de precaução após o abalo.

Os funcionários dos hospitais levaram equipamento para o exterior, incluindo camas, suportes de soro e botijas de oxigénio, e montaram áreas de tratamento temporárias para se adaptarem às condições de emergência.

A Agência de Meteorologia, Climatologia e Geofísica da Indonésia (BMKG, na sigla em bahasa) chegou a emitir um alerta de tsunami, mas que foi cancelado pouco depois.

A BMKG tinha recomendado que os residentes de parte das províncias de Nusa Tenggara Oriental, Nusa Tenggara Ocidental, Celebes do Sul e Celebes do Sudeste se mantivessem afastados das praias e margens dos rios.

Os residentes ao longo da costa afetada foram aconselhados a deslocar-se para zonas mais elevadas, enquanto as autoridades procuravam quaisquer alterações na orla costeira.

O abalo inicial foi sentido em grande parte da ilha das Flores e foi seguido por vários tremores secundários, incluindo um de magnitude 6,1 na escala de Richter.

De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o abalo atingiu a região indonésia das Flores, a uma profundidade de 10 quilómetros, às 05:58 da manhã de hoje (sábado), hora da Indonésia.

O seu epicentro foi localizado a 68 quilómetros a noroeste da cidade de Ende.

Estima-se que cerca de dois milhões de pessoas vivam na ilha das Flores, cuja capital, Ende, com 90 mil habitantes, se situa na costa sul, oposta ao epicentro.

A Indonésia, um vasto arquipélago com mais de 17 mil ilhas, é propensa a sismos e atividades vulcânicas devido à sua localização no "Anel de Fogo", um arco de vulcões e falhas geológicas na Bacia do Pacífico.

Em dezembro de 1992, um sismo de magnitude 7 provocou um tsunami que matou cerca de 2.500 pessoas na ilha das Flores, no sudeste do país, parte de um grupo de ilhas na metade oriental da Indonésia.

Em 2004, a Indonésia sofreu um dos piores desastres da sua história com o sismo de magnitude 9,1 que atingiu a costa da ilha de Sumatra, desencadeando um tsunami que matou 170 mil pessoas no país e cerca de 50 mil nos países vizinhos.


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Um sismo de magnitude 3,4 na escala de Richter foi registado hoje na ilha do Faial, no grupo Central açoriano, informou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Estreito de Ormuz "é e continuará a ser iraniano"... O número dois da diplomacia do Irão, Kazem Gharibabadi, afirmou hoje que o estreito de Ormuz "permanecerá iraniano", em resposta ao Presidente norte-americano, que disse querer tornar a via navegável estratégica "território dos EUA".

© Lusa   15/08/2026 

"O estreito de Ormuz foi iraniano, é iraniano e continuará a ser iraniano. Este estreito só será aberto e fechado por ordem do Irão", disse o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros.

"Enquanto se recusarem a aceitar a realidade da vossa derrota e continuarem a iludir-se, o Irão continuará a impor um bloqueio", declarou Gharibabadi, na rede social X.

"O estreito de Ormuz não pode ser invadido por um 'tweet' ou um porta-aviões, nem por um decreto presidencial, nem por um discurso de campanha eleitoral", enfatizou ainda o responsável iraniano.

Na sexta-feira, o Presidente norte-americano Donald Trump reiterou que os EUA têm o controlo do estreito de Ormuz e invocou mesmo a possibilidade de declarar aquela via estratégica "território dos Estados Unidos". 

"Assim que derrotarmos o Irão (...), em breve declararei o estreito de Ormuz como território dos EUA", disse Trump, com um ligeiro sorriso, num comício em Garden City, perto de Nova Iorque. 

Na prática, a passagem estratégica para o comércio global de petróleo está bloqueada pelo Irão desde o início da guerra, enquanto os Estados Unidos impuseram um bloqueio aos portos iranianos.

Um navio da ADNOC foi atacado na sexta-feira à noite quando transitava pelo estreito de Ormuz, anunciou hoje a petrolífera estatal dos Emirados Árabes Unidos, num comunicado divulgado pela agência noticiosa oficial emirati WAM.

"O incidente não resultou em feridos e a situação está controlada", acrescentou a ADNOC.

Dois navios da petrolífera dos Emirados Árabes Unidos tinham sido atacados na quinta-feira à noite no estreito de Ormuz, sem causar vítimas, segundo o Governo emirati, que responsabilizou o Irão pelo ataque.

Também na sexta-feira, o chefe da diplomacia do Irão acusou os EUA de violar o acordo assinado em junho, que, disse Abbas Araqchi, representava "o fim da guerra, não um cessar-fogo".

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão declarou que, segundo o memorando de entendimento assinado em Islamabad, "não há cessar-fogo de 60 dias que necessite de ser prolongado".

De acordo com a agência de notícias iraniana ISNA, Araqchi sustentou que "ainda não foi tomada qualquer decisão para retomar as negociações" com os EUA, numa altura em que as conversações continuam estagnadas.

O memorando de entendimento alcançado em junho para pôr um fim definitivo ao conflito falhou no início de julho, antes de Donald Trump suspender os ataques no final do mês, condicionando a pausa à rápida conclusão de um acordo.

O termo do prazo de 60 dias estabelecido no memorando assinado a 17 de junho termina na segunda-feira, 17 de agosto.

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Donald Trump reitera que EUA têm controlo de estreito de Ormuz... O Presidente Donald Trump reiterou hoje que os Estados Unidos têm o controlo do estreito de Ormuz, o que o Irão rejeita, e invocou mesmo a possibilidade de declarar aquela via estratégica "território dos Estados Unidos".

© Samuel Corum/Getty Images     Por  LUSA   14/08/2026 

"Assim que derrotarmos o Irão (...), em breve declararei o estreito de Ormuz como território dos EUA", disse Trump, com um ligeiro sorriso, num comício em Garden City, perto de Nova Iorque. 

Trump reiterou que os Estados Unidos têm "controlo" do estreito de Ormuz, uma alegação que Teerão rejeita. 

Na prática, a passagem estratégica para o comércio global de petróleo está bloqueada pelo Irão desde o início da guerra, enquanto os Estados Unidos impuseram um bloqueio aos portos iranianos. 

Dois navios da companhia petrolífera dos Emirados Árabes Unidos ADNOC foram atacados na última noite quando transitavam pelo estreito de Ormuz, sem causar vítimas, segundo o governo emirati, que responsabilizou o Irão pelo ataque.

Em Garden City, o Presidente norte-americano defendeu ainda a sua decisão de entrar em guerra para impedir o Irão de adquirir armas nucleares, dizendo que "nunca pedirá desculpas" por isso, apesar do aumento dos preços dos combustíveis enfrentado pelos norte-americanos. 

O Irão "nunca terá armas nucleares", afirmou Donald Trump. 

"Se tiver de pagar um pouco mais" pela gasolina, "está bem", declarou. "Tomei a decisão certa", frisou Trump. 

Em comparação com os níveis pré-guerra, os preços da gasolina nos Estados Unidos subiram mais de 35% na sexta-feira. 

O conflito é impopular e a insatisfação das famílias com o custo de vida fez com que a popularidade de Trump caísse a pique. 

Esta defesa do conflito no Irão surge pouco depois de o vice-presidente JD Vance ter feito um discurso algo diferente sobre os objetivos que estão a ser prosseguidos. 

"Os preços do petróleo caíram e estão muito mais baixos do que os picos atingidos no início do conflito. Esse é o objetivo número um: manter o petróleo e a gasolina baratos para os americanos", disse à Fox News. 

"E o segundo objetivo é, obviamente, garantir que o Irão nunca adquira armas nucleares", acrescentou JD Vance, afirmando acreditar que ambos os objetivos estão a ser alcançados. 

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos (EUA) ameaçou na quinta-feira o Irão com isolamento económico "como o mundo nunca viu", apesar de Washington ter prometido, no início de agosto, um acordo para reabrir o estreito de Ormuz. 

"Será uma combinação de isolamento económico como o mundo nunca viu e a continuação do bloqueio do estreito de Ormuz, que impedirá a entrada ou saída de qualquer coisa dos portos iranianos", disse Scott Bessent. 

Numa entrevista à emissora conservadora norte-americana Newsmax, o dirigente prometeu novas medidas sem especificar de que natureza: "Fiquem atentos, mais anúncios virão na próxima semana". 

Em 04 de agosto, Bessent mencionou um possível acordo com Teerão "hoje ou amanhã" para reabrir Ormuz, uma via navegável estratégica para o comércio global de hidrocarbonetos.   

A nova escalada da retórica ocorre à medida que a guerra, desencadeada no final de fevereiro por uma ofensiva lançada pelos EUA e por Israel contra o Irão, se aproxima do sexto mês. 

O memorando de entendimento alcançado em junho para pôr um fim definitivo ao conflito falhou no início de julho, antes de Donald Trump suspender os ataques no final do mês, condicionando a pausa à rápida conclusão de um acordo. 

Qualquer acordo teria de incluir a abertura "completa e total" do estreito de Ormuz e "o fim da ameaça nuclear iraniana", declarou o Presidente dos EUA a 01 de agosto. 

Desde então, o líder norte-americano parece favorecer uma abordagem mais cautelosa, baseada na pressão económica. 

O estreito de Ormuz, por onde passava um quinto do petróleo mundial antes da guerra, continua a ser o ponto de maior tensão. 

CONSERVATÓRIA DE BAIRRO MILITAR RETOMA SERVIÇOS PARCIALMENTE APÓS ASSALTO

Por Rádio Sol Mansi   14/08/2026 

A Conservatória de Bairro Militar retomou parcialmente os serviços esta sexta-feira, um dia após suspender as atividades devido a um assalto ocorrido na madrugada de quinta-feira, durante o qual foram roubados computadores, dinheiro em espécie e outros materiais essenciais ao funcionamento da instituição.

A Rádio Sol Mansi constatou a retoma parcial dos serviços durante uma deslocação às instalações da Conservatória, para verificar as condições de funcionamento após o assalto ocorrido ontem.

Segundo o conservador da instituição, Agostinho Intante Dju, a Conservatória ainda não está a funcionar em pleno, mas estão a ser feitos esforços para garantir o atendimento, sobretudo aos alunos que precisam de renovar documentos para efetuar as suas matrículas.

Relativamente aos prejuízos provocados pelo assalto, Agostinho Intante Dju revelou que os assaltantes levaram um total de 397 mil francos CFA em dinheiro, além de outros materiais de trabalho.

Apesar das limitações, o conservador tranquiliza a população e garante que, nestas circunstâncias, a instituição está preparada para prestar assistência aos cidadãos que necessitem dos seus serviços.

Durante a sua permanência no local, a RSM constatou ainda a presença de um segurança à porta da instituição. Segundo a direção da Conservatória, a partir desta sexta-feira, as instalações passarão a contar com segurança permanente, 24 horas por dia, como medida para reforçar a proteção dos funcionários, documentos e equipamentos.

Recorde-se que a segurança foi reforçada um dia após o assalto.

Fortalecer pontes e defender os valores democráticos. 🤝... O Partido Socialista esteve reunido com uma delegação da Guiné-Bissau liderada pelo Presidente do PAIGC, Domingos Simões Pereira, para debater a situação crítica no país no que respeita ao estado de direito, à democracia e aos direitos humanos.

Com um percurso assinalável como antigo Primeiro-Ministro e ex-Secretário Executivo da CPLP, Domingos Simões Pereira continua a ser uma figura central para o futuro da democracia guineense. O PS reafirma a sua posição firme e coerente na defesa da legalidade, dos direitos fundamentais e do regresso pleno à ordem constitucional na Guiné-Bissau.

© Partido Socialista