© Alex Nicodim/Anadolu via Getty Images Por LUSA 27/05/2026
Zelensky solicitou ajuda para que a Ucrânia possa receber uma "ferramenta de proteção vital contra o terror russo", como descreveu na missiva com data de terça-feira.
Trata-se dos mísseis Patriot PAC-3 e sistemas adicionais, precisou na carta endereçada a Trump, a que teve acesso a agência de notícias France-Presse (AFP).
O armamento destina-se a "travar os mísseis balísticos russos e outros ataques de mísseis" contra o território ucraniano, referiu.
A carta foi enviada dois dias após um ataque devastador da Rússia contra a Ucrânia que envolveu cerca de 600 drones, 35 mísseis balísticos e meia centena de mísseis de cruzeiro.
Foi também usado um míssil hipersónico capaz de transportar uma ogiva nuclear.
Esta foi uma das piores ofensivas aéreas de Moscovo contra o país desde o início da invasão russa, desencadeada em fevereiro de 2022.
"Compreendemos que os Estados Unidos continuam a assumir a responsabilidade pela própria defesa e pela proteção dos seus aliados e parceiros", disse Zelensky na carta.
"No entanto, depois de tudo o que passámos juntos, não conquistámos o nosso lugar entre os vossos aliados?", prosseguiu.
A Ucrânia afirma destruir 90% dos drones de combate de longo alcance através de um sistema de interceção desenvolvido internamente, bem como uma parte significativa dos mísseis de cruzeiro.
Mas alega que os Patriot PAC-3 são os únicos capazes de abater mísseis balísticos russos.
Zelensky reafirmou na carta a Trump que os mísseis balísticos continuam a ser "a última grande vantagem no campo de batalha" do Presidente russo, Vladimir Putin, na guerra contra a Ucrânia.
Disse também que a entrega de mísseis para os sistemas Patriot, financiados pelos aliados de Kiev através do programa PURL, "é atualmente a única via disponível para obter intercetores" daquele tipo.
Um alto responsável da presidência ucraniana, que falou à AFP na condição de não ser identificado, admitiu que o abastecimento da Ucrânia se encontra numa situação complicada.
"Neste momento, é simplesmente difícil encontrar mísseis, quando existem tantas outras encomendas no golfo [Pérsico] e noutros locais", afirmou a fonte.
"As entregas através do PURL também abrandaram", acrescentou, usando a sigla em inglês da Lista de Necessidades Prioritárias da Ucrânia.
O programa PURL foi lançado em 2025 pelos Estados Unidos e pela NATO para compra de armamento norte-americano por outros membros da Aliança Atlântica para fornecer à Ucrânia.
A guerra no Médio Oriente, que levou aliados dos Estados Unidos no golfo Pérsico a utilizar grandes quantidades de munições de defesa aérea para se protegerem, agravou a escassez enfrentada pela Ucrânia.
Em paralelo, o sucesso ucraniano na guerra de drones atraiu a atenção dos Estados ricos do golfo Pérsico que são também alvo do mesmo tipo de drones de conceção iraniana que a Ucrânia aprendeu a combater.
A intensificação dos bombardeamentos russos, que Moscovo alega ser de retaliação a um ataque ucraniano contra uma escola na região ocupada de Lugansk, foi denunciada na terça-feira na ONU por vários países, incluindo Portugal.
O chefe da diplomacia norte-americana, Marco Rubio, revelou na terça-feira que o homólogo russo, Serguei Lavrov, o avisou de que Kiev se iria tornar numa cidade muito perigosa.
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A Rússia e o Afeganistão assinaram hoje um acordo de cooperação técnico-militar durante o Fórum Internacional de Segurança realizado em Moscovo, informou a agência local TASS, com o Kremlin a alertar contra a ameaça da propagação do islamismo radical.


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