© Lusa 27/05/2026
A decisão foi tomada por um grupo de trabalho local sobre o Ébola, liderado pela vice-presidente Jesca Alupo, na sequência de um aumento do número de profissionais de saúde ugandeses expostos ao vírus por doentes congoleses que atravessaram a fronteira antes da declaração do surto, em 15 de maio.
O Uganda registou sete casos de Ébola, incluindo uma morte.
Embora o número de casos da doença no Uganda não esteja a aumentar drasticamente, o número de habitantes locais expostos à infeção através dos profissionais de saúde tem vindo a aumentar.
"Eles têm famílias, e por isso o número tem vindo a aumentar", afirmou a secretária do Ministério da Saúde do Uganda, Diana Atwine, referindo-se aos profissionais de saúde.
Até à data, foram identificados 311 contactos para acompanhamento no Uganda.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de casos suspeitos de Ébola no leste da RDCongo aproxima-se dos 1.000, com pelo menos 223 mortes suspeitas.
Esta epidemia também é complexa devido à falta de vacinas e tratamentos aprovados para esta estirpe Bundibugyo do Ébola, e cuja taxa de letalidade varia entre 30% e 50%, segundo a OMS.
O vírus provavelmente começou a circular em Ituri cerca de dois meses antes de ser declarado então o surto, segundo a OMS, que classificou esta epidemia em 17 de maio como "emergência de saúde pública de importância internacional".
Na passada sexta-feira, a OMS elevou de "alto" para "muito alto" o risco devido ao surto na RDCongo e em Uganda, enquanto o risco continua "alto" ao nível da região da África subsaariana e "baixo" a nível global.
Dez países africanos, entre eles Angola, estão em "alto risco" de serem afetados pela epidemia na RDCongo e no Uganda, por partilharem fronteira com essas duas nações.
Este é a 17.ª epidemia de Ébola registada na RDCongo desde que o vírus foi detetado pela primeira vez em 1976.
A RDCongo, nação vizinha de Angola, é regularmente afetada por surtos e epidemias do vírus Ébola, que se transmite através do contacto direto com sangue ou outros fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e provoca febre hemorrágica grave, dores musculares, fraqueza, dores de cabeça, irritação da garganta, febre, vómitos, diarreia e hemorragias internas.
O Ébola provoca uma febre hemorrágica mortal, mas o vírus, que causou mais de 15 mil mortes em África nos últimos 50 anos, é menos contagioso do que a covid-19 ou o sarampo.
Leia Também: Ébola: OMS eleva para 223 as mortes suspeitas da epidemia na RDCongo
Pelo menos 223 "mortes suspeitas" foram registadas devido à epidemia de Ébola declarada em 15 de maio no leste da República Democrática do Congo (RDCongo),
informou hoje a Organização Mundial da Saúde (OMS).


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