segunda-feira, 13 de abril de 2026

Trump ataca Papa Leão XIV após ser criticado: "Fraco" e "péssimo"... O presidente dos Estados Unidos afirmou que o papa é "terrível em política externa", aludindo às críticas de Leão XIV sobre o Irão e a Venezuela, e instou-o a "deixar de agradar à esquerda radical".

© Alessandra Benedetti - Corbis/Corbis via Getty Images      Por LUSA  13/04/2026 

"O Papa Leão é FRACO em relação ao crime e péssimo em política externa", escreveu no domingo à noite (hoje em Lisboa) Donald Trump na rede Truth Social, da qual é proprietário, numa longa mensagem em que insta o religioso a "concentrar-se em ser um grande Papa, não um político", porque "está a prejudicar a Igreja Católica". 

"Não quero um Papa que ache que está bem o Irão ter uma arma nuclear. Não quero um Papa que considere terrível que os Estados Unidos tenham atacado a Venezuela (...). E não quero um Papa que critique o presidente dos Estados Unidos quando estou a fazer exatamente aquilo para que fui eleito", declarou.

Além disso, Trump sugeriu que Leão XIV foi eleito Papa "porque era norte-americano, e pensaram que seria a melhor forma de lidar" com o republicano, e instou-o a "estar grato". "Se eu não estivesse na Casa Branca, Leão não estaria no Vaticano", atirou.

"Leão devia dar-se ao trabalho de ser Papa, usar o bom senso, deixar de agradar à esquerda radical e concentrar-se em ser um grande Papa, não um político", disse o presidente.

"Prefiro muito mais o seu irmão, Louis, do que ele, porque Louis é totalmente MAGA ('Make America Great Again', o lema da campanha de Trump). Ele compreende isso, e o Leão não", acrescentou.

Neste quase primeiro ano de pontificado, embora sempre num tom muito cauteloso, Leão XIV denunciou alguns riscos da política global, lamentou guerras como a do Irão e instou a "garantir a soberania" da Venezuela após a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

No sábado, no Vaticano, o Papa apelou aos governantes do mundo para conterem toda a "demonstração de força" e "sentarem-se à mesa do diálogo e da mediação", e embora não tenha mencionado casos concretos, essa mensagem coincidiu com as negociações entre os Estados Unidos e o Irão no Paquistão.


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O Papa Leão XIV respondeu esta segunda-feira às críticas do presidente Donald Trump, relacionadas com a guerra entre os EUA e Israel no Irão. O Sumo Pontífice reforçou que os apelos do Vaticano à paz e à reconciliação têm as suas raízes no Evangelho e disse não temer a administração Trump.

"Colocar a minha mensagem no mesmo plano que aquilo que o presidente tentou fazer aqui, penso que é não compreender qual é a mensagem do Evangelho", começou por afirmar à Associated Press a bordo do avião papal, atirando depois: "não tenho medo da administração Trump". 

"Lamento, mas vou continuar a fazer o que acredito ser a missão da Igreja no mundo de hoje", disse, referindo ainda que não tenciona entrar em debates com o presidente dos EUA.


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Leão XIV inicia, nesta segunda-feira, na Argélia a sua primeira viagem apostólica a África, com passagens pelos Camarões, Angola e Guiné Equatorial, no continente onde mais tem crescido o número de católicos no mundo, segundo o Anuário Pontifício 2026.

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