© Ferenc ISZA / AFP via Getty Images. Notícias ao Minuto com Lusa
Ainda Péter Magyar não tinha discursado e proclamado que a Hungria tinha sido "libertada" com as eleições deste domingo, que 'destronaram' Vikto Orbán após 16 anos no cargo, e já as reações a felicitar o novo primeiro-ministro surgiam.
Por cá, o Presidente da República, António José Seguro, começou por saudar "o povo húngaro pela elevada participação nas recentes eleições, expressão clara do compromisso cívico e da vitalidade democrática da Hungria".
"Felicita igualmente o vencedor do ato eleitoral, Peter Magyar, desejando que o seu mandato corresponda a um firme compromisso com os valores fundamentais que unem os povos europeus: o respeito pelo projeto europeu, a promoção da paz e a observância do direito internacional", escreveu Seguro.
Da parte do Governo, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, felicitou Magyar, escrevendo: "Que esta nova etapa, fundada numa ampla participação democrática, permita um trabalho conjunto em prol do projeto europeu e dos seus valores e princípios fundamentais."
Também o Ministério dos Negócios Estrangeiros, pasta tutelada por Paulo Rangel recorreu à rede social X (antigo Twitter), para felicitar não só o candidato vencedor, como também sublinhar a "enorme participação eleitoral - uma lição de democracia."
O Partido Socialista emitiu uma nota na qual considera que o resultado das eleições legislativas húngaras representa um momento "de grande alcance" para a Hungria e para a União Europeia (UE), com a rejeição das práticas que fragilizam a democracia.
Como reagiu a Europa?
De Portugal para o coração da Europa, também houve reações, nomeadamente, do presidente do Conselho Europeu, António Costa, que diz estar "ansioso" por trabalhar com Magyar.
"O povo pronunciou-se - e a sua vontade é clara", escreveu o presidente do Conselho Europeu na rede social X.
Já a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, apontou que a "Hungria escolheu a Europa". "Esta noite, o coração da Europa bate um pouco mais rápido na Hungria", afirmou Úrsula Von der Leyen, considerando que, com esta votação, o país "retomou o seu caminho europeu".
Já a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, que recordou que "o lugar da Hungria está no coração da Europa".
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, parabenizou Peter Magyar e a partido Tisza pela "sua vitória esmagadora". "Estamos prontos para encontros e um trabalho conjunto construtivo no interesse das duas nações, bem como para a paz, a segurança e a estabilidade na Europa", escreveu Zelensky numa mensagem divulgada nas redes sociais.
O presidente francês, Emmanuel Macron, publicou nas redes sociais uma fotografia sua com Magyar, a quem telefonou para felicitar pela vitória. "A França celebra esta vitória, que representa um triunfo da participação democrática, do compromisso do povo húngaro com os valores da União Europeia e do lugar da Hungria na Europa", assinalou Macron, desejando que juntos consigam construir "uma Europa mais soberana, pela segurança do continente, pela competitividade e pela democracia".
Na mesma linha, o chanceler alemão, Friedrich Merz, transmitiu as suas "sinceras felicitações" a Magyar: "Espero trabalhar consigo. Vamos unir forças por uma Europa forte, segura e, acima de tudo, unida."
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, por seu lado, congratulou-se com a vitória de Péter Magyar e do seu partido, o Tisza, e afirmou que "hoje vence a Europa e os valores europeus".
Sánchez, na sua conta da rede social X, felicitou "todos os cidadãos húngaros por estas eleições históricas" e disse estar "ansioso por trabalhar em conjunto" com o novo líder húngaro "por um futuro melhor para todos os europeus".
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, felicitou Magyar dizendo que se trata de "um momento histórico, não só para a Hungria, mas também para a democracia europeia" e que está "ansioso" por trabalhar com o novo primeiro-ministro húngaro "em prol da segurança e da prosperidade dos dois países".
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, destacou a "clara vitória eleitoral" de Magyar nas eleições legislativas frente ao primeiro-ministro cessante, Viktor Orbán, "amigo" a quem agradeceu pela sua "colaboração". "A Itália e a Hungria são nações unidas por um profundo laço de amizade e estou certa de que continuaremos a colaborar de forma construtiva no interesse dos nossos povos e a enfrentar os desafios comuns a nível europeu e internacional", acrescentou.
O ministro dos Negócios Estrangeiros belga, Maxime Prévot, comemorou a vitória do partido da oposição Tisza, do conservador Péter Magyar, nas eleições legislativas húngaras, e afirmou que o país optou por deixar de olhar para Moscovo e "voltar a olhar para o Ocidente".
Já o primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, saudou "uma vitória gloriosa" de Peter Magyar. "Hungria, Polónia, Europa novamente reunidas! Vitória gloriosa, caros amigos!", escreveu Tusk na plataforma X em inglês, acrescentando em húngaro: "Ruszkik haza!" (Russos, voltem para casa!).
Da Suécia, o primeiro-ministro Ulf Kristersson destacou a vitória "histórica" do partido de Magyar, apontando que "é um novo capítulo na história da Hungria".
O primeiro-ministro da Estónia, Kristen Michal, destacou também a "eleição histórica" por "uma Hungria livre e forte" no seio de uma "Europa unida" e "rejeitou as forças que ignoram os seus interesses".
Também a primeira-ministra da Letónia, Evika Silina, felicitou Magyar pela sua "vitória histórica". "Espero trabalhar consigo em prol dos valores e interesses europeus comuns", afirmou.
A completar o trio báltico, o presidente lituano, Gitanas Nauseda, destacou a "grande vitória da Europa". "Parabéns a Péter Magyar. Há muitas coisas que poderíamos e deveríamos fazer em prol da democracia, da justiça e da paz", afirmou.
Também se juntaram às felicitações o primeiro-ministro croata, Andrej Plenkovic e o primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin.
Leia Também: "Libertámos a Hungria": Péter Magyar celebra "vitória esmagadora" sobre Orbán
O candidato da oposição húngara Peter Magyar, que venceu as eleições legislativas deste domingo, disse que o seu partido libertou a Hungria, após colocar fim a 16 anos de poder do nacionalista Viktor Orbán.

.webp)
Sem comentários:
Enviar um comentário