© Shutterstock noticiasaominuto.com 13/04/2026
Já ouviu falar de mononucleose infeciosa? E lhe dissermos que é o mesmo que a doença do beijo? Por aqui já pode ter ouvido qualquer coisa. Trata-se de uma doença infeciosa que pode demorar até quatro semanas a passar.
Neste Dia do Beijo, que se assinala esta segunda-feira, 13 de abril, explicamos melhor sobre esta condição comum que pode ser facilmente transmitida. Acaba por ser confundida por outras doenças e importa perceber como se distingue de outros problemas de saúde.
O que é a doença do beijo?
“A mononucleose infeciosa, vulgarmente conhecida como a doença do beijo, é uma infeção viral causada pelo vírus Epstein-Barr. Este vírus encontra-se na saliva e orofaringe das pessoas infetadas e é transmissível principalmente através do contacto próximo, como o beijo”, começa por dizer o website do SNS24.
De acordo com o website do grupo Lusíadas Saúde, é por esse mesmo motivo que acaba por ser assim tratada. “É vulgarmente conhecida por doença do beijo, por uma razão simples: a transmissão dá-se através do contato íntimo com as secreções corporais, como a saliva, sendo raras as transmissões por via genital ou sanguínea.”
Os sintomas podem ser idênticos a um gripe ou constipação, como febre, fadiga, dor de garganta, náuseas e mialgias. “A par destes sintomas, podem aparecer outros. Ocasionalmente, o envolvimento do fígado e do baço pode gerar sintomas menos frequentes como a dor abdominal e icterícia e algumas complicações do sistema nervoso central poderão ocorrer, mas de forma muito rara”, revela o Lusíadas.
Acaba por ser uma doença rara em pessoas acima dos 30 anos. Revelam que o pico desta infeção é atingido entre os 15 e os 25 anos. Também pessoas com doenças crónicas estão mais em risco de a apanhar.
O diagnóstico e a prevenção
“O diagnóstico da mononucleose é feito perante um quadro clínico característico e através de análise ao sangue que demonstre linfocitose (aumento dos linfócitos) e elevação das enzimas hepáticas.”
“O diagnóstico definitivo é feito através da pesquisa dos anticorpos dirigidos ao EBV. O exame confirmatório da presença da infeção - e aquele que é mais comum e simples de realizar - é o monoteste, um teste para pesquisa de anticorpos IgM (que significam uma infeção recente). Quando positivo, este teste permite diagnosticar a doença”, continua o Lusíadas.
Evitar o contacto com uma pessoa infetada é a melhor forma de prevenir o contágio. Por outro lado, deve partilhar comida, bebida, pratos, copos e talheres. Beijar pessoas desconhecidas é outra das formas de proteger-se. Deve ainda manter uma etiqueta respiratória e lavar as mãos depois de assoar, tossir ou espirrar.
“Habitualmente não é grave, mas a infeção pode durar entre 1 e 4 semanas e, por isso pode implicar períodos longos de ausência ao trabalho ou escola. As complicações graves existem, mas são raras”, continua o website do SNS24.
O tratamento
O tratamento da doença do beijo não é feito através de uma vacina, já que é algo que não existe. “Não há nenhum medicamento específico para o tratamento da doença, mas podem ser administrados diferentes medicamentos para melhorar os sintomas da infeção.”
Deve ainda ser feito repouso, beber muitos líquidos e evitar a prática desportiva, se for algo que implique contacto físico. O isolamento acaba por não ser algo necessário, mas devem ser tomadas algumas medidas para evitar o contágio.

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