quinta-feira, 13 de agosto de 2026

CUBA: Raúl Castro, de 95 anos, reaparece no centenário de Fidel... O ex-presidente cubano Raúl Castro, que não era visto em público há vários meses, reapareceu hoje em Havana por ocasião do centenário do nascimento do falecido irmão Fidel Castro.

©Raúl Castro reaparece em público em homenagem ao irmão, Fidel, em Havana | AFP 

Por LUSA  13/08/2026 

Raúl Castro, de 95 anos e vestido com o tradicional uniforme, foi ovacionado ao entrar no Teatro Karl Marx, na capital cubana, onde decorria a cerimónia, relatou a agência de notícias France-Presse.

Raúl sentou-se numa poltrona ao lado da viúva de Fidel, Dalia Soto del Valle, que raramente marca presença em eventos públicos.

Embora Raúl Castro não ocupe qualquer cargo oficial no governo ou no Partido Comunista Cubano, continua a desempenhar um papel importante nas decisões políticas e conta com a lealdade das Forças Armadas.

Em junho, a Presidência de Cuba anunciou ter dado "luz verde" a reformas económicas para fazer face à crise, sob pressão dos Estados Unidos.

Estas medidas representam a maior mudança de modelo desde que Cuba adotou o comunismo há cerca de 70 anos.

A última aparição pública de Raúl Castro remonta a 01 de maio, Dia do Trabalhador, em frente à embaixada dos Estados Unidos em Havana.

Posteriormente, foi visto na televisão estatal durante dois eventos em junho.

O irmão mais novo de Fidel Castro (1926-2016), o inimigo jurado dos Estados Unidos, foi acusado em maio, em Miami, pela morte de quatro norte-americanos, depois de dois pequenos aviões de um grupo anticastrista terem sido abatidos em 1996.

Raúl Castro era, na altura, ministro da Defesa.

O Partido Comunista Cubano celebra há vários dias o 'el comandante', que governou Cuba de 1959 a 2008, através de exposições, concertos e conferências inseridos no "I Colóquio Internacional Fidel: Legado e Futuro".

Vários dirigentes comunistas de todo o mundo viajaram até à ilha para participar no evento, incluindo o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo.

Contudo, este ano, o aniversário de 13 de agosto ocorre num momento em que Cuba atravessa uma das piores crises da sua história, marcada pela escassez de alimentos e água, e cortes de eletricidade crónicos.

A administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, aplica uma política de "pressão máxima" contra Cuba, em particular desde a captura, no início de janeiro, numa operação militar norte-americana, do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, até então o maior aliado de Havana.

Ainda hoje, o secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, afirmou que Washington não descarta a possibilidade de uma intervenção militar em Cuba, ao mesmo tempo que sustentou que Havana "faria bem em prestar atenção" à vontade do chefe da Casa Branca de "fazer valer as prerrogativas estratégicas" do país norte-americano.

"Como já disse anteriormente, e creio que viram o que aconteceu noutros casos, todas as opções estão em cima da mesa, incluindo as militares", afirmou Hegseth, em declarações à imprensa durante uma visita ao Panamá, país onde participou num evento da coligação militar impulsionada por Washington contra os cartéis.

Posteriormente, afirmou que "ninguém se pode comparar aos Estados Unidos" e "o que a influência estrangeira conseguiu alcançar no seu hemisfério tem sido bastante insignificante".


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Financiamento será utilizado na aquisição de equipamentos de construção, maquinaria, veículos, peças de reposição e outros consumíveis necessários à execução dos projetos do grupo angolano.

Conselho Nacional de Transição Apresenta Proposta da Nova Constituição de 2026 da Guiné-Bissau

Por  Radio TV Bantaba  13/08/2026

​O Conselho Nacional de Transição (CNT) procedeu à apresentação pública do projeto da Nova Constituição da República da Guiné-Bissau de 2026. O documento traz alterações significativas na organização do poder político, na gestão de crises institucionais e no reforço dos direitos sociais.

​Segundo a apresentação oficial, o novo texto não rompe com a tradição jurídica do país, sendo definido como "uma nova etapa de uma evolução iniciada com a independência" em 1973 e revisada em 1984 e 1991–1993.

​Principais Mudanças no Poder Político

​A análise comparativa entre a Constituição vigente e o texto proposto para 2026 destaca reformas centrais na relação entre os órgãos de soberania:

​1. Relação entre Órgãos de Soberania

​Conceito Constitucional: A fórmula de articulação muda de "separação e independência" para "separação e interdependência" dos órgãos de soberania, buscando reforçar a cooperação institucional.

​Designação da Assembleia: O parlamento passa a denominar-se oficialmente Assembleia Nacional (anteriormente Assembleia Nacional Popular).

​2. Presidência da República e Conselho de Ministros

​Presidência do Conselho de Ministros: O Presidente da República passa a ter a competência expressa de presidir ao Conselho de Ministros. O Primeiro-Ministro exercerá essa função apenas por delegação presidencial.

​Defesa e Segurança: O Chefe de Estado assume formalmente a Presidência do Conselho Superior da Defesa Nacional e do Conselho de Segurança Nacional.

​3. Função do Primeiro-Ministro e Governo

​O Primeiro-Ministro mantém o estatuto de Chefe do Governo.

​O Governo passa a ter dupla responsabilidade política, respondendo simultaneamente perante o Presidente da República e perante a Assembleia Nacional.

​4. Gestão de Crises e Limites de Poder

​Dissolução da Assembleia: O texto introduz limites claros à dissolução do parlamento. 

A Assembleia não poderá ser dissolvida nos seis meses posteriores às eleições, no último semestre do mandato presidencial ou durante estados de sítio/emergência.

​Comissão Permanente: Em caso de dissolução parlamentar, a Comissão Permanente continuará em funcionamento para acompanhar os atos do Executivo.

​Presidente Interino: Estabelecem-se proibições expressas para que um Presidente interino não exerça poderes políticos estruturantes.


Avanços nos Direitos Sociais

​No âmbito dos direitos e garantias, o novo texto traz um desenvolvimento reforçado em matérias sociais. Destaca-se a inclusão de regras e medidas específicas de proteção e inclusão para pessoas com deficiência no Artigo 50.º.

​Síntese: O objetivo central da reforma é redefinir competências para evitar bloqueios políticos, assegurar maior estabilidade governativa e criar mecanismos transparentes para a resolução de crises institucionais.Reforço dos Direitos Sociais e do Papel da Economia na Nova Constituição de 2026.

​Além da reorganização do poder político, o projeto da Nova Constituição da Guiné-Bissau de 2026 introduz mudanças profundas no âmbito dos direitos sociais, na promoção da iniciativa privada e no detalhamento das responsabilidades do Estado em setores estratégicos como saúde e segurança social.

​Inclusão e Direitos das Pessoas com Deficiência

​O texto constitucional deixa de ter apenas uma proteção genérica baseada no princípio da igualdade e passa a fixar medidas concretas de inclusão no Artigo 50.º. As garantias incluem:

​Saúde e Educação: Acesso a serviços de reabilitação e educação inclusiva em todos os níveis.

​Mercado de Trabalho: Acesso ao emprego digno mediante medidas de ação afirmativa.

​Habitação e Proteção: Habitação adequada, acessível e proteção social.

​Participação Política: Participação plena na vida pública, incluindo o direito de votar e ser eleito.

​Desenvolvimento Econômico e Setor Privado

​A nova carta Magna busca articular diretamente a garantia de direitos sociais ao desenvolvimento econômico sustentável:

​Apoio às PMEs (Artigo 54.º): Dá maior relevância constitucional à iniciativa privada, estabelecendo que o Estado deve incentivar a atividade empresarial, sobretudo das pequenas e médias empresas (PMEs). A intervenção estatal na gestão privada fica estritamente limitada aos casos previstos em lei.

​Atração de Investimentos (Artigo 55.º): Assume como dever do Estado a promoção do investimento nacional e a criação de condições para atrair investimento estrangeiro, visando à geração de emprego e transferência de tecnologia.

​Gestão do Patrimônio Estatal (Artigo 56.º): Permite a concessão de exploração de propriedades do Estado desde que sirva ao interesse geral, crie postos de trabalho e gere riqueza social.

​Estruturação da Saúde Pública e Segurança Social

​O novo texto passa de orientações genéricas para obrigações constitucionais detalhadas do Estado:

​Direito à Saúde (Artigo 58.º): O Estado assume a responsabilidade de assegurar o funcionamento do Sistema Nacional de Saúde, garantir cuidados primários, incentivar a participação comunitária e fiscalizar o setor farmacêutico e prestadores de serviços.

​Segurança Social (Artigo 59.º): Regulamenta de forma mais ampla o funcionamento do sistema público de segurança social e o apoio/fiscalização aos sistemas privados, com cobertura voltada a situações de doença, velhice, incapacidade, desemprego e vulnerabilidade social.

​Conclusão e Visão de Futuro.

​A apresentação conclui ressaltando que, após o percurso iniciado com a independência em 1973 e as etapas constitutivas de 1984 e 1991–1993, a Guiné-Bissau chega a 2026 com o desafio de aprovar uma etapa constitucional focada em estabilidade, responsabilidade, participação, direitos e continuidade institucional.

PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DE TRANSIÇÃO DIZ QUE CONSTITUIÇÃO ATUAL GERA CONFLITOS E TRAVA O DESENVOLVIMENTO DO PAÍS

Por Rádio Sol Mansi  13 08 2026 

O Presidente do Conselho Nacional de Transição, Tomás Djassi, afirmou que o país viveu, ao longo dos últimos anos, momentos de instabilidade, apontando que a causa é uma a Constituição [da República] que gera conflito e tem condicionado o desenvolvimento da Guiné-Bissau.

Ao discurar na apresentação pública da proposta da nova Constituição da República, Tomás Djassi considerou que o momento atual representa uma etapa importante no processo de transição e na construção de um novo futuro institucional para o país.

Segundo o Presidente do Conselho Nacional de Transição, a história recente da Guiné-Bissau foi marcada por avanços, mas também por sucessivas crises institucionais, tornando necessária uma revisão profunda do quadro constitucional.

A proposta da nova Constituição prevê a redução do número de deputados da Assembleia Nacional Popular, de 102 para 65, enquanto os círculos eleitorais passam de 29 para 12. Entretanto, o Primeiro-Ministro do Governo de Transição, Ilídio Vieira Té, que também interveio no ato de apresentação, defendeu que a medida poderá contribuir para uma maior responsabilidade económica e financeira do Estado.

Ilídio Vieira Té criticou igualmente a existência de subvenções vitalícias atribuídas aos titulares dos órgãos de soberania, considerando injusto que responsáveis políticos beneficiem desse regime enquanto funcionários públicos passam décadas de serviço para ter acesso à reforma.

A proposta constitucional será submetida a referendo popular no próximo dia 30 de agosto. A campanha de sensibilização cívica para o referendo já começou oficialmente em todo o país.

Entre as mudanças previstas está o reforço dos poderes do Presidente da República. Caso a nova Constituição seja aprovada, caberá ao Chefe de Estado presidir às reuniões do Conselho de Ministros.

A proposta estabelece ainda novas regras para a representação parlamentar dos partidos políticos. Entre as medidas previstas está a possibilidade de extinção de partidos que concorram às eleições e não alcancem quatro por cento dos votos, percentagem correspondente à obtenção de um mandato parlamentar.

UCRÂNIA/RÚSSIA: Rússia admite ataque ucraniano que parou refinaria por seis meses... As autoridades russas admitiram hoje que a refinaria de Orsk, na região de Oremburgo, perto dos montes Urais, foi atacada pela Ucrânia na terça-feira e está inoperacional, prevendo que as reparações demorem seis meses.

© Reuters   Por  LUSA  13/08/2026 

"A refinaria está completamente parada. Estamos a preparar-nos para o pior cenário. Teremos de depender de combustível importado", afirmou o governador de Oremburgo, Yevgeny Solntsev, nas redes sociais.

Solntsev explicou que os ataques atingiram "infraestruturas essenciais que não podem ser reparadas de momento", uma vez que os equipamentos são importados e devido às "sanções, as reparações serão atrasadas seis meses".

Isto também afeta a disponibilidade de combustível na região. Solntsev afirmou que, dos 287 postos de abastecimento de combustível na região, "80% estão operacionais".

No final de julho, os meios de comunicação internacionais noticiaram que a refinaria na região de Ryazan, a sul de Moscovo, tinha ficado inoperacional após ataques ucranianos e que, neste caso, as reparações levariam semanas.

Em relação à refinaria de Tyumen, que fica a quase 2.000 quilómetros da fronteira russo-ucraniana, na Sibéria Ocidental, não se sabe quando as operações serão retomadas.

A crise de escassez de combustível começou no final de maio, após uma escalada dos ataques ucranianos contra infraestruturas petrolíferas russa, primeiro contra instalações de armazenamento e depois contra refinarias.

A escassez, que começou na Crimeia, rapidamente se espalhou por todo o país. Embora as autoridades tenham anunciado recentemente uma estabilização da situação e alguns territórios tenham suspendido as restrições de abastecimento, a situação voltou a agravar-se nas últimas semanas.

As autoridades russas foram obrigadas a importar gasolina do estrangeiro. A imprensa internacional avançou que um carregamento de gasolina chegou da Índia, um dos principais compradores de petróleo russo, em 05 de agosto.

Na mesma semana, o Governo russo autorizou a venda de combustível Euro-2 no país, que está muito abaixo dos padrões de qualidade Euro-5, com a intenção de "aliviar a escassez em certas regiões".

Os especialistas alertaram que os requisitos de qualidade mais baixos para a produção de combustível podem representar um risco para os proprietários de automóveis com sistemas de controlo de emissões modernos e eletrónica sofisticada, uma vez que a queima deste combustível produz compostos corrosivos que podem acelerar o desgaste dos equipamentos.


Visita de Putin às Curilas leva Japão a convocar embaixador russo... O Japão convocou hoje o embaixador russo em Tóquio, Nikolai Nozdiev, para protestar contra a primeira visita do presidente russo, Vladimir Putin, às ilhas Curilas, administradas por Moscovo, mas reivindicadas pelos japoneses.

© Gavriil Grigorov / POOL / AFP via Getty Images    Por LUSA   13/08/2026 

O ministro dos Negócios Estrangeiros japonês, Toshimitsu Motegi, apresentou um "forte protesto" ao diplomata russo e solicitou-lhe que o transmitisse ao Kremlin "imediatamente", segundo um comunicado do Ministério.

Motegi disse-lhe que esta primeira visita de Putin desde que assumiu o poder em 2000 "é extremamente lamentável" e que "não só tem um impacto extremamente negativo nas relações bilaterais", como também "fere os sentimentos do povo japonês".

Além disso, reafirmou que as ilhas designadas pelo Japão como Territórios do Norte [as quatro ilhas de Kunashiri, Etorofu, Shikotan e Habomai, no arquipélago das Curilas] "constituem parte integrante do território japonês" e, por isso, esta viagem "é incompatível" com a posição de Tóquio sobre este arquipélago.

Horas antes, a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, tinha classificado a viagem de Putin à ilha de Iturup (Etorofu para o Japão) como "absolutamente inaceitável" e afirmou que esta decisão "exacerba ainda mais o sentimento anti-Rússia no país e dificulta a restauração" das relações bilaterais.

"Esperamos que o lado russo leve a gravidade desta questão muito a sério", disse Takaichi, depois de referir que as relações "já estavam "difíceis" desde a invasão da Ucrânia pela Rússia, em fevereiro de 2022.

O líder russo viajou para a principal ilha das Curilas no âmbito da sua visita à Sibéria e ao Extremo Oriente russo, após ter participado em exercícios navais no Pacífico.

Em Iturup, visitou uma fábrica de processamento de peixe, um hospital e uma escola, mas não transmitiu qualquer mensagem política.

No dia anterior, falou sobre o Japão, afirmando que "sob o pretexto dos acontecimentos na Ucrânia, sem investigar as razões deste conflito, o país impôs sanções injustificadas" à Rússia.

Em relação às Ilhas Curilas, disse que a sua soberania está estabelecida em documentos internacionais emitidos após a sua rendição na Segunda Guerra Mundial.

Embora tenham sido descobertas por navegadores russos, as ilhas Curilas passaram a fazer parte do Japão em 1875, pelo Tratado de São Petersburgo. Estes territórios foram incorporados na União Soviética após a Segunda Guerra Mundial, pelo Tratado de São Francisco.

Em 1956, ambos os países assinaram uma declaração restabelecendo as relações diplomáticas e abrindo caminho para a futura devolução das ilhas Curilas, que se situam entre a ilha japonesa de Hokkaido e a península russa de Kamchatka e são ricas em recursos pesqueiros.

No entanto, a nova Constituição russa, aprovada num referendo polémico em 2020, impede o chefe de Estado de ceder territórios a um país estrangeiro, o que afeta tanto as ilhas Curilas como as cinco regiões ucranianas anexadas entre 2014 e 2022.

O ex-Presidente da República da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, foi distinguido com o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Denis Sassou-Nguesso, em Brazzaville, numa cerimónia que homenageou também os antigos Presidentes Macky Sall, do Senegal, e Mahamadou Issoufou, do Níger.

Foto Umaro S. Embaló/Presidente de Concórdia Nacional

EUA acusam 11 pessoas por casamentos de conveniência que envolveram militares... Procuradores dos Estados Unidos acusaram 11 pessoas de integrarem uma rede que organizou mais de mil casamentos de conveniência para ajudar cidadãos a obter residência no país, e envolvendo pelo menos 14 militares norte-americanos.

© Lusa    13/08/2026 

De acordo com a acusação, apresentada num tribunal federal em Nova Iorque, cerca de 11 dos militares, destacados numa base do exército dos EUA no estado do Kentucky (sudeste), casaram com cidadãos chineses entre maio de 2023 e agosto de 2025, noticiou o jornal South China Morning Post (SCMP).

A acusação não identificou a instalação militar nem os soldados, que terão sido recrutados por um cúmplice não identificado.

Pelo menos seis militares deslocaram-se a Nova Iorque para participar em casamentos falsos, enquanto um alegado facilitador e o recrutador viajaram de Nova Iorque para o Kentucky e o vizinho estado de Tennessee para organizar outros dois matrimónios.

Questionado em conferência de imprensa sobre se o caso envolvia alegações de espionagem, o procurador-geral dos EUA, Todd Blanche, respondeu que "não, relativamente ao que constava na acusação", sublinhando contudo que a investigação continua em curso.

Os arguidos terão operado uma rede nacional e internacional que juntava cidadãos estrangeiros - maioritariamente oriundos da China - a norte-americanos dispostos a casar em troca de contrapartidas financeiras.

Os estrangeiros pagavam até 100 mil dólares (92 mil euros) pelo casamento fraudulento e pela assistência na obtenção de residência permanente legal, o que permitiu à rede angariar dezenas de milhões de euros desde 2016.

"Esta é uma das maiores acusações por fraude em casamentos na história dos Estados Unidos", afirmou Todd Blanche, citado pelo jornal de Hong Kong.

"Não se tratava de uma operação improvisada, mas sim de uma indústria clandestina multimilionária com anos de existência para ajudar criminalmente pessoas que, de outro modo, não poderiam obter legalmente a cidadania norte-americana", sublinhou

As acusações dizem respeito a esforços para obter a autorização de residência permanente legal, conhecida como 'green card', e não diretamente a cidadania.

Os norte-americanos recebiam alegadamente até 30 mil dólares (26 mil euros), pagos geralmente em prestações associadas a etapas do processo do 'green card', enquanto os recrutadores ganhavam comissões de até cinco mil dólares (4.300 euros) por cada cidadão norte-americano angariado.

Dez dos 11 arguidos foram detidos e deverão comparecer perante um juiz federal em Nova Iorque.

Os procuradores identificaram cinco dos arguidos como facilitadores que orquestravam os casamentos, com outros quatro arguidos responsáveis pelo recrutamento de norte-americanos.

O procurador Jamie McDonald explicou que os arguidos geriam um "esquema de fraude completo", que fornecia celebrantes, trajes de casamento, fotógrafos e convidados para cerimonias encenadas, preparava pedidos de imigração, orientava os casais antes das entrevistas e organizava os divórcios após a obtenção dos vistos.

Alguns casais conheciam-se pela primeira vez pouco antes de obterem a licença de casamento num registo civil em Nova Iorque.

Seguidamente, encenavam as cerimonias de casamento, por vezes no próprio dia, em restaurantes próximos, chegando em alguns casos a vestir trajes tradicionais de casamento chineses.

A rede organizou matrimónios falsos em vários estados norte-americanos, bem como de forma em Vanuatu e na China.

O caso teve origem numa única comunicação descoberta pelos procuradores durante uma investigação não relacionada, revelou Jamie McDonald, que acrescentou que as autoridades continuam a investigar outros intervenientes ligados à rede.


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quarta-feira, 12 de agosto de 2026

ESTADOS UNIDOS: Ex-funcionária tinha botão na barriga para acordar Trump? "Estou grávida"... Uma ex-funcionária da Casa Branca esclareceu vários rumores que davam conta de que estaria a dar "choques elétricos" a Donald Trump para o manter acordado durante uma evento que ocorreu na Sala Oval. A teoria da conspiração mereceu resposta da própria: "Estou grávida, esquisitos".

© Tim Brannigan/X   Por  Notícias ao Minuto  12/08/2026 

Uma ex-funcionária da Casa Branca esclareceu vários rumores que davam conta de que estaria a dar "choques elétricos" a Donald Trump para o manter acordado durante uma evento que ocorreu na Sala Oval.

Donald Trump, de 80 anos, parecia sonolento durante a cerimónia de assinatura de uma ordem executiva na Sala Oval da Casa Branca, o que reacendeu rumores antigos. 

O episódio mais recente - e que se tornou viral - aconteceu com a ex-funcionária da Casa Branca, Jayme Leagh Franklin, que estava atrás do presidente norte-americano. 

Ora, Jayme Leagh Franklin foi apanhada pelas câmaras a tocar repetidamente na barriga enquanto Trump fechava os olhos. Este movimento fez com que se especulasse de que a ex-funcionária estaria a usar um "sistema secreto" para o manter acordado o presidente dos EUA.

Uma teoria da conspiração referia que Franklin tinha um botão na barriga e que quando Trump estava a adormecer, recebia um sinal e apertava no botão para o acordar. 

Na terça-feira, dia 11 de agosto, a ex-funcionária decidiu responder a esta teoria: "Estou grávida, esquisitos".

De notar que são vários os episódios em que alegadamente Donald Trump adormece durante eventos. A Casa Branca, aliás, já veio desmentir algumas notícias, como, por exemplo, que o presidente norte-americano adormeceu no funeral do senador Lindsey Graham.

Há uns meses, Donald Trump sugeriu que os fotógrafos tiram as fotografias quando ele está a piscar os olhos.

ECLIPSE: Do nevoeiro ao "anel perfeito": O eclipse visto das redes sociais... Internautas portugueses partilharam nas redes sociais imagens do eclipse solar captadas de Norte a Sul do país. Nuns locais mais vísivel do que noutros, ninguém ficou indiferente ao fenómeno raro.

© Guilherme Albino   Por  Notícias ao Minuto, Lusa  12/08/2026 

Com Portugal de olhos postos no céu, é claro que, em pleno século XXI, a maior parte dos registos do eclipse do sol foi parar às redes sociais. Por lá, dezenas de internautas de Norte a Sul do país partilharam as imagens do fenómeno vistas a partir da cidade onde se encontravam.

Se nalguns locais, como o Porto, alguma nebulosidade atrapalhou a observação em pleno do eclipse, noutros, como na Figueira da Foz, o nevoeiro acrescentou alguma mística ao momento, já de si histórico.

Algumas páginas especializadas em meteorologia e fenómenos naturais, como a Meteo Trás os Montes - Portugal partilharam também alguns registos do eclipse enviadas de vários pontos do país. 

A NASA realizou uma transmissão ao vivo e cobertura especial do eclipse solar total de 12 de agosto de 2026, exibindo imagens em tempo real de telescópios, gravações de um avião de alta altitude WB-57 perseguindo a sombra da Lua e comentários de especialistas para acompanhar o fenômeno na Europa e no Ártico.

Veja algumas das imagens partilhadas nas redes sociais:

Bragança foi, recorde-se, o melhor local em Portugal para assistir ao fenómeno, com uma ocultação do disco solar superior a 99%.

Apesar de o eclipse ter sido parcial na Madeira e nos Açores, variando a percentagem de ocultação do sol entre 74% e 77%, também por lá foram registadas imagens do fenómeno.

O eclipse total do sol só pôde ser visto em Portugal nas aldeias de Rio de Onor e Guadramil, no concelho de Bragança.

No resto do país, o eclipse foi parcial, de entre 92% e 99% em todo o território continental e os 74% a 77% nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira. 

O fenómeno raro, que não acontecia desde 1912 em Portugal, teve a durante de pouco mais de 20 segundos.

Um eclipse total do Sol ocorre quando a Terra, a Lua e o Sol estão perfeitamente alinhados, e a Lua oculta completamente o disco solar por alguns momentos.


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Mariana Lima, dois filhos e os pais, viajaram hoje de Lisboa para Sintra para ver o eclipse e juntaram-se a mais mil pessoas para, no Cabo da Roca, verem "a lua comer o sol". E depois bateram-se palmas.

SÃO TOMÉ: Presidente são-tomense exonera ministro do Trabalho... O Presidente são-tomense exonerou hoje o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, após proposta do primeiro-ministro, que passa a assegurar as funções de Jourceli Tiny dos Ramos.

© Lusa   Por noticiasaominuto.com    12/08/2026 

A exoneração acontece após a Procuradoria-Geral da República (PGR) de São Tomé e Príncipe ter aberto um processo-crime sobre a alegada tentativa de pressionar juízes por parte do ministro, mas também do presidente do parlamento.

A decisão da PGR foi comunicada após uma denúncia do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), "bem como das informações amplamente divulgadas nas redes sociais, segundo as quais altas entidades públicas terão alegadamente procurado influenciar uma decisão relacionada com um processo de extradição envolvendo o cidadão chileno Ignacio Purcell Mena, procurado pela Interpol", explicou a PGR em comunicado.

Ignacio Purcell Mena é suspeito de ser um dos responsáveis de uma organização criminosa, que integrava 38 sociedades, que defraudou o Estado espanhol em mais de 300 milhões de euros em 2024 por não declarar o IVA de operações de venda de combustíveis, disseram fontes da Audiência Nacional (tribunal especial) de Espanha, citadas pela agência de notícias EFE.

O STJ são-tomense acusara no início deste mês o Tribunal Constitucional (TC) de alegada usurpação de competências ao ordenar a libertação ilegal do chileno, ex-conselheiro especial do primeiro-ministro, Américo Ramos.

O STJ denunciou e repudiou ainda o facto do advogado do cidadão chileno se ter dirigido à residência da juíza presidente do STJ na tarde do dia 31 de julho e, de seguida, às instalações do STJ, na companhia do presidente da Assembleia Nacional, Abnildo d'Oliveira, e do ministro do Trabalho, Jourcelli Tiny dos Ramos, "com objetivo de compelir a referida magistrada a emitir mandado de soltura a favor do senhor Ignacio Purcell Mena".

O STJ acabou por ser notificado de um acórdão do TC, "suspendendo a prisão preventiva do senhor Ignacio Mena" e "anulando o acórdão do STJ que decidiu negativamente um 'habeas corpus'" interposto pela defesa do chileno.

"Atendendo que este acórdão extravasa competências legais do Tribunal Constitucional e com vista a melhores esclarecimentos, foi pedido a sua aclaração", afirmou então o STJ.

A Lusa contactou o presidente do parlamento e o ministro para obter uma reação sobre o assunto, mas não teve respostas até ao momento.


Leia Também: São Tomé: Apelo de Trovoada à abstenção não é uma boa estratégia

O primeiro-ministro são-tomense considerou hoje que o apelo do seu antecessor à abstenção nas legislativas e autárquicas de setembro não é uma boa estratégia, defendendo uma mobilização política e social para se garantir uma maior participação. 

Conselho da Paz para Gaza nega que Hamas receba fundos... O alto representante do Conselho da Paz para Gaza esclareceu hoje que o movimento extremista palestiniano Hamas não terá acesso a fundos no âmbito da segunda fase do plano de paz traçado para o enclave.

© Hamza Z. H. Qraiqea/Anadolu via Getty Images    Por LUSA   12/08/2026 

"As alegações sobre um acordo financeiro entre o Conselho da Paz para Gaza e o Hamas são falsas. Tal proposta não foi debatida, não foi negociada, não foi considerada e também não estará em cima da mesa no futuro", indicou o diplomata búlgaro Nikolai Mladenov numa mensagem publicada em hebraico nas redes sociais.

O representante esclareceu que os fundos em questão não são transferidos diretamente através de instituições ligadas ao Hamas.

"Cada contrato passa por revisões e aprovações, cada trabalho é verificado antes do pagamento e todas as contas estão abertas a uma auditoria completa por parte dos governos doadores", afirmou.

Com estas declarações, Mladenov procurou acalmar as especulações que sugeriram que o Conselho estaria a negociar com o Hamas uma série de pagamentos para cobrir as indemnizações pela cessação de funções dos funcionários civis de Gaza que não forem contratados nas novas instituições palestinianas, para que o grupo aceitasse o seu desarmamento total ao abrigo do roteiro proposto pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.

"O objetivo continua a ser o desarmamento total e garantir que Gaza nunca mais represente o tipo de ameaça que Israel enfrentou a 07 de outubro [de 2023]. As alternativas são que o Hamas permaneça no poder e reconstrua as suas capacidades militares, ou que Israel volte a controlar toda a população de Gaza a um custo humano, militar e económico extremamente elevado", argumentou.

Nas mesmas declarações, Nikolai Mladenov defendeu uma terceira opção: o "desarmamento total" do Hamas, bem como uma governação civil através do Comité Nacional para a Administração de Gaza (CNAG) --- a entidade política que será liderada pelo economista e ex-vice-ministro da Autoridade Palestiniana, Ali Shaath --- e a presença de forças de segurança internacionais sob supervisão norte-americana, além de mecanismos de vigilância e verificação.

"O Conselho da Paz foi criado no âmbito do plano do Presidente Trump para Gaza e em conformidade com a resolução 2803 do Conselho de Segurança da ONU. Ambos os documentos são públicos e claros: o Hamas não terá qualquer papel no Governo de Gaza e não terá acesso a fundos", concluiu Mladenov.

Na quarta-feira, o Qatar acusou Israel de adiar a aplicação da trégua na Faixa de Gaza "desde o primeiro dia", depois de Telavive ter rejeitado o plano de 15 pontos de Trump.

"Naturalmente e lamentavelmente, esta atitude e estas práticas israelitas de adiar a aplicação de todos os acordos alcançados desde o primeiro dia até hoje continuam", afirmou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Qatar, Majed al-Ansari, na habitual conferência de imprensa semanal, a partir de Doha.  

O Governo do Qatar, um dos principais mediadores na guerra da Faixa de Gaza juntamente com Egito, Turquia e Estados Unidos, comentava a rejeição, há três dias, garantida pelo primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, da proposta de Trump, afirmando que Israel não abandonará Gaza até que o grupo islamita Hamas se desarme.   

O movimento palestiniano, por seu lado, confirmou o "firme compromisso" com o plano de Trump publicado pelo Conselho da Paz para avançar para a segunda fase do cessar-fogo em Gaza, que estipula o desarmamento do grupo armado e a retirada israelita do enclave.

Perante esta situação, al-Ansari confiou em que a comunidade internacional "exerça pressão para que o acordo seja aplicado", ao mesmo tempo que valorizou os progressos alcançados após o Hamas, pró-iraniano, ter aceitado desarmar as suas forças, embora tenha advertido de que "agora cabe à parte israelita agir".

A 30 de julho, Trump anunciou que o Conselho da Paz tinha alcançado um acordo "histórico" para o desarmamento total do Hamas e de outros grupos da Faixa de Gaza que permitiria avançar para a segunda fase do cessar-fogo, que inclui a "cessação das operações militares" no enclave.


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Israel realizou hoje o primeiro ataque aéreo na Faixa de Gaza em mais de uma semana, segundo o exército israelita, que alegou ter visado um comandante do grupo islamita Hamas, e a Defesa Civil, que registou uma morte.

UCRÂNIA: Kyiv estima prejuízos de mais de mil milhões em ataques à "Amazon russa"... A Ucrânia estima que os ataques aos armazéns e centros de distribuição da empresa Wildberries, conhecida como a "Amazon russa", causaram prejuízos de mais de 100 mil milhões de rublos (acima de mil milhões de euros).

© Danylo Antoniuk/Ukrinform/NurPhoto via Getty Images    Por  LUSA   12/08/2026 

Segundo os serviços de informações de Kiev, a campanha de ataques com drones contra a Wildberries atingiu pelo menos 14 centros de distribuição da empresa e "destruiu o modelo de negócio da maior plataforma de comércio eletrónico da Rússia, que vendia anualmente produtos equivalentes a 3% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional".

Através da rede social Telegram, os serviços de informações indicaram que a empresa perdeu pelo menos 20% da sua capacidade de armazenamento em poucas semanas e acumulou prejuízos acima de 100 mil milhões de rublos, com as estimativas mais extremas a apontarem para o dobro.

Kiev calcula ainda que as necessidades totais de financiamento da Wildberries ascendem já a 1,3 biliões de rublos, ou cerca de 13,6 mil milhões de euros.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, justificou os ataques à Wildberries desde meados de julho argumentando que a empresa russa armazena mantimentos militares e componentes de drones.

Já hoje, Zelensky afirmou que as forças ucranianas recapturaram 26 localidades na região de Zaporijia, no sul do país, e nas regiões vizinhas de Dnipro e Donetsk, numa ofensiva lançada em janeiro último.

Esta campanha militar permitiu a libertação de 745 quilómetros quadrados de território, declarou o líder ucraniano nas redes sociais, após uma reunião com as chefias militares.

Zelensky disse também que o exército atacou "o último grande bastião da frota russa no Mar Negro", localizado na base naval de Novorossisk, na região de Krasnodar, e que alberga um importante terminal petrolífero internacional e também instalações de armazenamento e escoamento de cereais.

Segundo as autoridades russas, os ataques resultaram em duas mortes.

O governador de Krasnodar, Veniamin Kondratiev, detalhou que, durante a noite, as defesas aéreas russas repeliram "um ataque massivo de centenas de drones" que "infelizmente causou mortes e feridos", incluindo um rapaz de 8 anos em Novorossisk.

"Foram confirmados impactos em posições de defesa aérea, docas e infraestruturas portuárias", escreveu, pelo seu lado, Zelensky nas redes sociais, elogiando o sucesso dos ataques, com recurso a drones Palianitsia e mísseis Neptune, a instalações situadas a mais de 300 quilómetros da linha da frente.

"A frota de ocupação e todas as infraestruturas que a apoiam não estarão seguras enquanto a agressão russa continuar", ameaçou Zelensky, reiterando que "todas as propostas diplomáticas razoáveis se mantêm em cima da mesa" para negociar o fim da guerra o mais rapidamente possível.

Os ataques aéreos intensificaram-se nos últimos meses em ambos os lados da frente, resultando num número crescente de vítimas civis.

Os drones de última geração desenvolvidos por Kiev desde a invasão russa, há mais de quatro anos, têm visado repetidamente a frota russa no mar Negro, incluindo navios de guerra e petroleiros.

As autoridades ucranianas acreditam que o Presidente russo, Vladimir Putin, está determinado em prosseguir a invasão da Ucrânia, apesar da acumulação de baixas e sem conquistas de relevo no terreno, a par de uma economia em dificuldades e concentrada no esforço de guerra.

No entanto, Putin está a planear "uma mobilização rápida adicional de várias centenas de milhares de russos até ao final do ano", disse Zelensky nas redes sociais na noite de terça-feira, citando relatórios dos serviços de informações ucranianos.

Os relatórios afirmaram também recentemente que a Rússia está a expandir a produção de mísseis balísticos e de drones a jato, ambos difíceis de serem neutralizados pelas defesas aéreas ucranianas.

Ao mesmo tempo, a Ucrânia está também a tentar aumentar a sua produção de armas através de acordos com países parceiros, uma vez que ambos os países continuam longe de uma solução negociada, apesar das tentativas de mediação dos Estados Unidos.

Na Crimeia, ilegalmente anexada desde 2014, as defesas aéreas derrubaram 115 drones ucranianos sobre Sebastopol durante a noite, disse o governador local, acrescentando que 10 edifícios de apartamentos e 25 casas particulares foram danificados.

Na Ucrânia, os bombardeamentos russos atingiram várias regiões na última noite e duas pessoas foram mortas e outras ficaram feridas em ataques com drones em Kherson, no sul do país.

De acordo com a Força Aérea Ucraniana, a Rússia lançou mísseis e 138 drones durante a última noite, dos quais 112 foram abatidos ou intercetados.

A Rússia reclama também avanços terrestres na província de Donetsk, no leste da Ucrânia, que tenta capturar na totalidade desde o início da invasão em grande escala, em fevereiro de 2022. quando já ocupava partes da região.

Israel reafirma que tropas permanecerão no Líbano, Síria e Gaza... O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, deslocou-se hoje ao sul do Líbano, reafirmando a determinação de Telavive de manter tropas naquela região, bem como na Síria e em Gaza.

© ATTILA KISBENEDEK/AFP via Getty Images    Por LUSA    12/08/2026 

"Como o primeiro-ministro [Benjamin Netanyahu] e eu próprio afirmámos claramente, não nos retiraremos desta zona de segurança", termo pelo qual Israel designa a faixa territorial que ocupa no sul do Líbano, afirmou Katz, citado numa nota informativa divulgada pelo seu gabinete.

"O exército está aqui para proteger as localidades do norte" de Israel e "as suas próprias forças. Vamos limpar esta zona (...). Não nos retiraremos, em caso algum, das zonas de segurança: nem no Líbano, nem na Síria, nem em Gaza", insistiu.

As forças israelitas estão destacadas no sul do Líbano e prosseguem as suas operações numa faixa de cerca de 10 quilómetros no interior do país vizinho, ao longo da fronteira.

O exército "está a destruir as infraestruturas subterrâneas" na zona e "todas as casas", afirmou ainda o ministro.

Israel e o Líbano, ainda tecnicamente em estado de guerra, assinaram um acordo-quadro no final de junho que prevê a mobilização do exército libanês no sul.

O entendimento prevê a criação de "zonas-piloto" no sul do país, das quais os militares israelitas se devem retirar e entregar o seu controlo às forças regulares do Líbano, mas o compromisso firmado entre Telavive e Beirute conta com a oposição do grupo xiita Hezbollah.

O movimento islamita, pró-iraniano, rejeita este acordo e recusa depor as armas.

Apesar de um cessar-fogo em vigor desde junho, Israel prossegue com ataques pontuais no Líbano.

LGDH CONTESTA REFERENDO CONSTITUCIONAL E ALERTA PARA RISCOS À DEMOCRACIA E AOS DIREITOS DOS CIDADÃOS

Por  Rádio Sol Mansi   12/08/2026 

A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) manifesta forte preocupação com a convocação do referendo popular sobre a revisão constitucional, alertando que a iniciativa poderá colidir com a legislação em vigor e fragilizar as garantias democráticas no país.

A posição foi expressa esta quarta-feira, em Bissau, pelo presidente da LGDH, Bubacar Turé, durante as comemorações do 35.º aniversário da organização, criada em 1991 para a promoção e defesa dos direitos humanos na Guiné-Bissau.

Segundo Bubacar Turé, o n.º 2 do artigo 9.º da Lei n.º 12/2026, de 16 de junho, Lei do Referendo Popular, estabelece expressamente que é proibida a convocação e a realização de referendo entre a data da marcação e a realização de eleições para os órgãos de soberania ou do poder local.

Para o presidente da LGDH, a realização de um referendo durante esse período confronta-se, por isso, com uma proibição legal expressa, levantando sérias dúvidas sobre a conformidade do processo com a legislação nacional.

Bubacar Turé defende ainda que uma eventual revisão constitucional deve resultar de um processo amplamente participado, inclusivo, transparente e baseado no consenso, envolvendo diferentes setores da sociedade guineense.

A Liga alerta igualmente que a eliminação da fiscalização da constitucionalidade poderá retirar uma das principais garantias contra o exercício arbitrário do poder, enfraquecer a proteção dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos e comprometer a segurança jurídica.

Segundo Bubacar Turé, uma Constituição sem mecanismos efetivos de controlo da constitucionalidade corre o risco de proclamar a sua própria supremacia sem dispor dos instrumentos necessários para fazer respeitar os seus princípios.

A LGDH reforça que a Constituição não deve ser uma lei feita à medida de quem exerce o poder, mas sim o pacto fundamental que submete todo o poder ao Direito, protege os cidadãos e assegura a estabilidade das instituições.

Para a organização, qualquer processo de revisão constitucional deve colocar no centro o interesse nacional, a proteção dos direitos fundamentais e a consolidação do Estado de Direito, e não interesses políticos ou conjunturais.


Leia Também:  LGDH ALERTA: ENFRAQUECIMENTO DAS INSTITUIÇÕES E DETENÇÕES ILEGAIS AMEAÇAM A DEMOCRACIA NA GUINÉ-BISSAU

O Presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Bubacar Turé, alerta que a alteração da ordem constitucional e o enfraquecimento das instituições democráticas continuam a comprometer a confiança dos cidadãos e a dificultar a consolidação de uma democracia estável e participativa na Guiné-Bissau.

LGDH ALERTA: ENFRAQUECIMENTO DAS INSTITUIÇÕES E DETENÇÕES ILEGAIS AMEAÇAM A DEMOCRACIA NA GUINÉ-BISSAU

Por  Rádio Sol Mansi  12/08/2026 

O Presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Bubacar Turé, alerta que a alteração da ordem constitucional e o enfraquecimento das instituições democráticas continuam a comprometer a confiança dos cidadãos e a dificultar a consolidação de uma democracia estável e participativa na Guiné-Bissau.

A preocupação foi manifestada esta quarta-feira, em Bissau, durante a comemoração dos 35 anos da Liga Guineense dos Direitos Humanos, organização criada em 1991 para a promoção e defesa dos direitos humanos no país.

Na ocasião, Bubacar Turé denunciou igualmente a situação de cidadãos civis e militares que, segundo a organização, permanecem ilegalmente privados da liberdade há mais de um ano.

A Liga Guineense dos Direitos Humanos exige a libertação imediata de todas as pessoas ilegalmente detidas ou privadas da liberdade sem fundamento legal.

Bubacar Turé defende que, quando existirem indícios da prática de infrações penais, os suspeitos devem ser apresentados às autoridades judiciais competentes e beneficiar plenamente do direito à defesa, ao contraditório e ao devido processo legal.

A organização manifesta ainda profunda inquietação perante a ausência de progressos nas investigações sobre as alegadas execuções sumárias de Vigário Luís Balanta e Mamadu Tano Bari.

Para o ativista dos direitos humanos, será difícil construir um futuro sustentável de paz, estabilidade e desenvolvimento sem uma justiça verdadeiramente independente.

A Liga Guineense dos Direitos Humanos chama também atenção para a situação crítica do setor da saúde no país, apontando limitações relacionadas com equipamentos, medicamentos, profissionais de saúde, água e eletricidade.

A organização considera que estas fragilidades continuam a colocar em causa o direito fundamental dos cidadãos à saúde e apelam a medidas concretas para garantir condições dignas de atendimento nos serviços públicos.