Por Radio Voz Do Povo
O Instituto Nacional de Estatística, INE, concluiu a etapa de recolha de dados do IV Recenseamento Geral da População e Habitação, RGPH4. É a maior operação estatística realizada no país desde 2009 e o primeiro censo integralmente digital da Guiné-Bissau.
A operação mobilizou milhares de agentes em todo o território nacional. Entre eles, Recenseadores, Controladores, Supervisores, Assistentes TIC, Coordenadores Regionais e equipas técnicas do Departamento Central de Recenseamento. O trabalho foi precedido de atualização cartográfica, recrutamento, formação e distribuição de equipamentos.
Pela primeira vez, a recolha foi feita com recurso a tablets, georreferenciação de edifícios e sistemas de monitorização em tempo real. Segundo o INE, esta mudança representa “um legado importante para o fortalecimento do Sistema Estatístico Nacional”.
Durante a recolha, o INE enfrentou dificuldades de acesso a algumas localidades, mobilidade da população, ausência de moradores e necessidade de revisitas. Para garantir a qualidade, foi criado um sistema de controlo diário na Sala de Situação, com produção de listagens de revisão e retorno das equipas ao terreno.
O processo de revisão permitiu corrigir inconsistências e reforçar a cobertura, assegurando que o maior número possível de pessoas e alojamentos fosse incluído.
O INE informa que os resultados preliminares do RGPH4 serão divulgados no dia 23 de julho. Serão apresentados os primeiros totais da população recenseada e indicadores básicos por região e setor.
O trabalho não termina aqui. Segue-se agora a fase de processamento detalhado: crítica, validação, análise de consistência, tratamento de duplicidades e codificação de respostas.
O programa de divulgação prevê ainda a publicação de tabelas oficiais, relatórios temáticos, monografias regionais, atlas geodemográfico, portal de dados e base nacional de alojamentos georreferenciados. A disseminação será feita de forma progressiva até ao final de 2027.
O INE agradeceu à população guineense pela colaboração, bem como a autoridades locais, líderes comunitários, parceiros técnicos e financeiros, órgãos de comunicação social e todas as instituições envolvidas.
“RGPH4 – Djuntus, pa disenvulvimentu di Guiné-Bissau”, refere o comunicado do Instituto.

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