© Lusa 25/05/2026
Na capital da República do Congo, Brazzaville, que recebe esta semana mais de 3.000 pessoas dos 81 países membros, incluindo chefes de Estado, ministros das Finanças, ministros do Planeamento e governadores de bancos centrais para o encontro anual do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), celebrou-se o Dia de África com vários apelos à soberania e à emancipação política e económica do continente.
Num discurso do presidente da Comissão da União Africana, Mahmoud Ali Youssouf, lido pela vice-presidente Malika Haddadi, frisou-se que "a África continua a defender a criação de um sistema multilateral justo, com a reforma do Conselho de Segurança da ONU para mitigar a injustiça do continente."
"O desenvolvimento de África implica muito mais do que apoio financeiro, mas também confiança na capacidade do continente", frisou.
Na mesma linha, o Presidente do Burundi sublinhou que este dia reflete "a legitimidade das aspirações de África a uma governação internacional mais inclusiva, nomeadamente através de uma reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas".
O objetivo é que se "corrija a injustiça histórica feita ao nosso continente e garanta a África uma representação justa e permanente, que reflita o seu peso demográfico, político e estratégico", defendeu.
Por outro lado, o presidente do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Sidi Ould Tah, pediu "mais integração e reforçou das instituições" africanas, numa altura de "fragmentação".
O Dia de África assinala a fundação da Organização para a Unidade Africana (OUA) em 25 de maio de 1963, na capital etíope, criada sob a inspiração do pan-africanismo, uma corrente empenhada na união política dos povos africanos e da sua diáspora para romper com o legado económico da era colonial.
A OUA foi substituída em 2002 pela atual União Africana, composta por 54 Estados soberanos e pela República Árabe Saarauí Democrática.
Lideres africanos reúnem-se esta semana para no encontro anual do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD.
Representantes dos 81 países membros, incluindo chefes de Estado, ministros das Finanças, ministros do Planeamento e governadores de bancos centrais, entre os quais vários líderes de países africanos lusófonos, vão analisar os progressos alcançados ao longo do último ano e os grandes desafios que se avizinham.
O lema das reuniões deste ano é "Mobilizar o Financiamento do Desenvolvimento de África em Grande Escala num Mundo Fragmentado" e no qual, até sexta-feira, a capital da República do Congo, Brazzaville, torna-se o centro politico e financeiro de África acolhendo mais de 3.000 mil pessoas de 81 delegações.
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