© Getty Images Por LUSA 06/05/2026
O responsável russo disse que o ataque ucraniano com um aparelho aéreo não tripulado (drone) teve como alvo a zona de Dzhankoi, Península da Crimeia, tendo provocado a morte de cinco civis russos.
Numa mensagem difundida através das redes sociais, Sergei Aksyonov disse que foram enviadas equipas de socorro para o local e apelou à calma.
Embora o ataque ucraniano tenha ocorrido após a implementação do cessar-fogo proposto por Kyiv, as autoridades locais russas anunciavam algumas horas antes que as defesas aéreas estavam a repelir drones da Ucrânia.
Entretanto, o Governo de Kyiv acusou Moscovo de "violar" o cessar-fogo unilateral com 108 drones e três mísseis.
O cessar-fogo foi proposto por Kyiv, mas Moscovo não respondeu oficialmente à proposta.
A Força Aérea Ucraniana que forneceu atualizações sobre a entrada de mísseis e drones russos no espaço aéreo ucraniano, reportou disparos de bombas em áreas próximas das linhas da frente e o lançamento de "alguns drones" contra regiões no nordeste, sudeste e sul da Ucrânia.
O Presidente Volodymyr Zelensky tinha proposto uma trégua por tempo indeterminado a partir da última noite em resposta à declaração de Moscovo sobre um cessar-fogo temporário para sábado (09 de maio), data em que se assinala "a vitória soviética sobre a Alemanha nazi", em 1945.
Dos 108 drones, 89 foram neutralizados pelas defesas aéreas ucranianas em várias regiões do norte e leste da Ucrânia.
Os três mísseis russos - dois balísticos e um guiado por ar - não puderam ser intercetados e, tal como nove dos drones, atingiram oito locais na Ucrânia, que a Força Aérea não especificou.
De acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, 27 civis ucranianos foram mortos na terça-feira em vários ataques russos, que fizeram também mais de 120 feridos.
A Rússia ainda não respondeu à oferta de cessar-fogo da Ucrânia.
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O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) disse hoje ter atacado três navios militares russos e outros alvos importantes na base naval russa e no aeródromo militar na cidade de Sebastopol, na península ocupada da Crimeia.


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