terça-feira, 23 de junho de 2026

Putin acusa NATO de se preparar para guerra contra a Rússia e ameaça prosseguir ofensiva... Num discurso dirigido a graduados militares, citado pela agência russa TASS, Putin afirmou que os países da Aliança Atlântica passaram de apoiar a Ucrânia para assumirem publicamente a preparação para uma eventual guerra contra a Rússia.

Por  sicnoticias.pt  

O Presidente russo, Vladimir Putin, acusou esta terça-feira, os países da NATO de se prepararem para um eventual conflito com a Rússia, alegando que os aliados ocidentais utilizam a ameaça russa para justificar o aumento das despesas militares.

Num discurso dirigido a graduados militares, citado pela agência russa TASS, Putin afirmou que os países da Aliança Atlântica passaram de apoiar a Ucrânia para assumirem publicamente a preparação para uma eventual guerra contra a Rússia.

"Enquanto os países da NATO antes se limitavam a apoiar o regime de Kiev, que chegou ao poder através de um golpe armado ilegal, agora falam abertamente em preparar-se para uma guerra contra nós e aumentar os seus orçamentos militares ofensivos", acusou Putin.

O chefe de Estado russo acusou ainda os países ocidentais de criarem ameaças à Rússia para justificarem as suas próprias políticas de defesa.

"O padrão de ação do chamado Ocidente pseudodemocrático é muito simples: primeiro, criam ameaças ao nosso país, obrigando-nos a tomar as medidas necessárias para a nossa autodefesa e proteção, e depois acusam-nos de todos os pecados capitais para justificar as suas políticas e ações agressivas contra a Rússia", afirmou Putin.

Sobre a guerra na Ucrânia, iniciada pela invasão russa em fevereiro de 2022, o Presidente destacou aquilo que classificou como a "coragem e eficácia" das forças russas, afirmando que estas estão a "libertar territórios históricos" e a proteger a população de língua russa no leste ucraniano.

O líder do Kremlin afirmou ainda que as tropas russas assumiram praticamente o controlo de Konstantinovka, na região de Donetsk, um dos principais focos de combate no leste da Ucrânia.

Putin acusou igualmente o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, de não demonstrar interesse em alcançar uma solução pacífica para o conflito e reiterou a determinação de Moscovo em prosseguir a ofensiva militar.

"A Rússia irá onde for preciso ir", assegurou Putin.

Também hoje, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Alexander Grushko, alertou para o aumento do risco de um confronto direto entre a Rússia e a NATO.

"O risco de um confronto militar está a aumentar; dizem que estarão prontos até 2030, pelo que não querem permitir a paz na Ucrânia em nenhuma circunstância", afirmou Grushko aos jornalistas.

As declarações surgem depois de vários responsáveis russos terem acusado os países europeus de estarem a acelerar os preparativos militares com vista a um eventual confronto com Moscovo até ao final da década.

Na semana passada, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, defendeu que os países europeus procuram atingir plena prontidão operacional para um eventual conflito com a Rússia até 2030.

Dinheiro de sanções será controlado pelos EUA e usado para ajuda humanitária... O Presidente norte-americano afirmou hoje que o dinheiro libertado pelo Tesouro do país ao Irão será depositado numa conta controlada por Washington e utilizado exclusivamente para comprar alimentos e material médico aos Estados Unidos (EUA).

© Lusa      23/06/2026 

"O dinheiro e/ou as sanções que o Tesouro dos EUA está a libertar são depositados numa conta de garantia, controlada pelos EUA, e serão utilizados para a compra de alimentos e material médico, exclusivamente provenientes dos Estados Unidos, incluindo milho, trigo e soja dos nossos excelentes agricultores americanos", escreveu Donald Trump na sua rede social Truth Social.

O memorando de entendimento assinado entre Washington e Teerão inclui o levantamento de sanções e o desbloqueio de ativos iranianos congelados.

O republicano disse ainda que se trata de bens de que Teerão "necessita desesperadamente".

"Estamos perante uma crise humanitária e considero que é necessário ajudar, agora, antes que seja tarde demais", continuou, acrescentando que as negociações estão a "correr bem".

No entanto, o embaixador iraniano na ONU em Genebra, Ali Bahreini, assegurou que será o Irão o único a decidir sobre a utilização dos seus ativos descongelados no estrangeiro, de acordo com a decisão tomada na véspera pelos Estados Unidos.

"Nenhuma entidade ou outra parte [nas negociações] terá qualquer palavra a dizer sobre a forma como serão utilizados", afirmou, referindo-se às declarações de Trump.

O texto do memorando menciona o fim de "todos os tipos de sanções" contra o Irão, caso as negociações sejam bem-sucedidas.

Quanto à questão dos ativos iranianos congelados, outro ponto do protocolo de acordo, Washington já referiu um eventual mecanismo de controlo para garantir que estes não financiem "o terrorismo", dando a entender que desbloquear aqueles ativos pode estar sujeito a condições.

O acordo preliminar assinado na semana passada por Washington e Teerão prevê ainda que os Estados Unidos "se comprometam, juntamente com os seus parceiros regionais, a elaborar um plano definitivo, acordado de comum acordo, no valor de pelo menos 300 mil milhões de dólares [cerca de 262 mil milhões de euros], destinado à reconstrução e ao desenvolvimento económico da República Islâmica do Irão".

Na mesma publicação, o líder norte-americano afirmou que o Irão tinha concordado submeter-se a inspeções nucleares por um período infinito, contrariando as declarações de Teerão, que classificou como parte da "campanha incessante de notícias falsas" para "minimizar e desvalorizar ao máximo a vitória dos EUA".

"O Irão concordou plena e completamente com inspeções nucleares ao mais alto nível por um período prolongado no futuro (infinito). Isto garantirá a honestidade nuclear. Se não tivessem concordado com isto, não haveria mais negociações!", continuou Trump na sua rede social.

Horas antes, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmaeil Baghei, afirmou que Teerão tinha negado uma visita de inspetores da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA).

O líder republicano de 80 anos referiu que graças a estas e outras "concessões importantes" feitas pelo Irão, concordou em "permitir que o estreito de Ormuz permaneça aberto" e "sem mais bloqueios navais".

"No entanto, todos os navios permanecem posicionados, caso seja necessário restabelecer o bloqueio, o que, neste momento, parece altamente improvável", acrescentou, fazendo referência ao bloqueio naval norte-americano aos portos iranianos que foi levantado no âmbito do memorando de entendimento.

Numa segunda publicação, o republicano afirmou que só na segunda-feira atravessaram 19 milhões barris de petróleo pelo estreito.

Os Estados Unidos e o Irão assinaram na semana passada um memorando de entendimento que pôs fim às hostilidades, desbloqueou o estreito de Ormuz e abriu um período de 60 dias para negociar um acordo nuclear e o alívio das sanções contra a República Islâmica.

ONU: Quase 260 milhões de crianças interromperam escola por conflitos ou clima... O número de crianças e adolescentes cuja educação foi interrompida por conflitos ou choques climáticos atingiu os 258 milhões e continua a aumentar, disse a ONU num relatório hoje publicado.

© Reuters    Por  LUSA    23/06/2026 

"O número de crianças afetadas por crises aumentou 21 milhões em apenas 18 meses, atingindo um número estimado de 258 milhões em todo o mundo", afirmou o fundo das Nações Unidas Educação Não Pode Esperar.

O relatório centra-se nas crianças e adolescentes em idade escolar cuja educação é afetada por conflitos, deslocações forçadas, choques climáticos ou crises socioeconómicas prolongadas.

Entre estes 258 milhões de crianças, 93 milhões estão completamente fora da escola, sublinhou o documento, adiantando que os restantes 165 milhões de crianças continuam matriculadas, mas estudam sob condições precárias que ameaçam diretamente a aprendizagem.

O fundo da ONU destacou ainda a extrema concentração geográfica da exclusão escolar.

Quase 60% destas crianças cuja educação foi interrompida vivem em apenas nove países: Afeganistão, Bangladesh, República Democrática do Congo, Etiópia, Myanmar, Nigéria, Paquistão, Sudão e Iémen.

A principal causa destes abandonos escolares está ligada a conflitos e violência, observou o relatório.

"As evidências são claras: os conflitos e as alterações climáticas estão a destruir conquistas arduamente alcançadas na educação", lamentou a diretora do Educação Não Pode Esperar, Maysa Jalbout, citada no relatório, defendendo que "já está na hora de investir no futuro das crianças afetadas por crises".

As crianças que enfrentam maiores barreiras de exclusão continuam a ser, de acordo com o documento, as refugiadas, as deslocadas internas, as meninas e as que têm deficiências.

Angola: 40% das crianças até aos cinco anos têm desnutrição... Quatro em cada dez crianças angolanas com menos de cinco anos sofrem de desnutrição crónica, segundo o relatório Perfil da Criança em Angola, elaborado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e hoje divulgado em Luanda.

© Lusa    23/06/2026 

A prevalência de desnutrição crónica nas crianças menores de cinco anos é de 41,2%, segundo o documento, que se baseia nos dados do Inquérito de Indicadores Múltiplos e de Saúde 2023-2024 (IIMS 2023-2024), realizado entre setembro de 2023 e janeiro de 2024. 

Registou-se ainda uma prevalência de desnutrição aguda de 8,3% e de sobrepeso de 2,5% nas crianças da mesma faixa etária.

A desnutrição crónica, medida pela relação altura/idade indica um défice nutricional prolongado que compromete o crescimento físico e o desenvolvimento cognitivo da criança. A desnutrição aguda, medida pela relação peso/altura, indica défice nutricional recente e grave, associado a perda de peso súbita. Já o sobrepeso resulta de peso superior ao considerado saudável para a altura.

As províncias com piores indicadores nutricionais tendem também a apresentar níveis mais elevados de mortalidade infantil e infantojuvenil, sublinha-se no documento, acrescentando-se que a desnutrição crónica "constitui o principal problema nutricional infantil no país".

Angola tem 36,6 milhões de habitantes, segundo os últimos censos, dos quais 17,5 milhões são crianças e adolescentes com menos de 18 anos. As maiores proporções desta faixa etária observam-se nas províncias do Bié, Uíge e Moxico, onde correspondem a entre 57% e 58% da população total.

No estudo são assinalados progressos em vários indicadores face ao IIMS 2015-2016: a mortalidade infantil baixou de 44 para 32 óbitos por mil nascidos vivos, a mortalidade infantojuvenil desceu de 68 para 52 por mil, o trabalho infantil recuou de 23,4% para 13%, e aumentou a cobertura do registo de nascimento e o acesso aos serviços de prevenção do VIH.

A mortalidade infantojuvenil apresenta, contudo, assimetrias provinciais marcadas, variando de nove óbitos por mil nascidos vivos em Malanje para 87 por mil no Cuando Cubango, a província com o índice mais elevado do país, seguida de Benguela e do Huambo.

Apenas 37,8% das crianças menores de cinco anos têm registo de nascimento, com Huambo, Cunene e Bié a registarem as proporções mais baixas, entre 16% e 25%.

No capítulo da educação, a taxa líquida de frequência escolar no ensino primário atingiu 66% a nível nacional, com o Bié (44%) e o Cunene (48%) a apresentarem os valores mais baixos, e o Zaire (87%) o mais elevado.

Em matéria de prevenção da malária, apenas 22% das crianças entre os zero e os quatro anos dormiram debaixo de uma rede mosquiteira na noite anterior ao inquérito, com o Moxico (5%), a Huíla (8%) e o Namibe (10%) a registarem os índices de proteção mais baixos.

No relatório são analisados 58 indicadores relativos a 18 províncias --- anterior à criação, em janeiro de 2025, das províncias de Icolo e Bengo, Cuando e Moxico Leste --- e conclui que, apesar da melhoria geral face a 2015-2016, "persistem assimetrias no acesso a serviços públicos essenciais", nomeadamente no ensino secundário, na assistência ao parto em unidades de saúde e no acesso a redes mosquiteiras tratadas.


Leia Também: Dois terços das crianças angolanas estão sujeitas a disciplina violenta

Dois terços das crianças angolanas entre um e 14 anos foram sujeitas a algum método de disciplina violenta, indica o relatório Perfil da Criança em Angola divulgado hoje em Luanda.

CNT abre processo criminal contra jornalista Paula Borges por “falsa notícia” sobre suposto suborno à CEDEAO

Por  Radio Voz Do Povo 

O Conselho Nacional de Transição acusou esta segunda-feira a jornalista Paula Borges de difundir “deplorável e falsa notícia” e anunciou que já acionou o Ministério Público para abrir processo criminal contra a profissional. 

Em nota de imprensa, o CNT repudiou “com veemência” uma publicação assinada por Paula Borges que noticiava uma suposta tentativa de suborno a membros da delegação militar da CEDEAO em missão oficial na capital. 

Para o órgão de transição, a notícia é “grosseiro exercício de pura especulação” baseada em “boatos e mentiras alimentadas nas redes sociais”, sem “qualquer base factual, prova material ou rigor técnico”. O CNT considera que o texto viola princípios deontológicos da isenção, verdade e responsabilidade jornalística.

O Conselho vai mais longe e classifica Paula Borges como “mercenária da comunicação” e “ativista disfarçada de profissional”, movida por “ressentimentos decorrentes do fim de privilégios” do antigo regime. A nota compara ainda este “baixo jornalismo militante e mercenário” ao que, no passado, justificou “a expulsão e encerramento da RTP no país”.

“Face à gravidade destas difamações, o Estado guineense informa que já acionou as instâncias competentes para avançar de imediato com o respetivo processo judicial criminal contra a referida cidadã, garantindo que a calúnia não passará impune”, lê-se no documento assinado pelo Gabinete do Porta-Voz do CNT.

A delegação da CEDEAO encontra-se em Bissau desde 18 de junho para acompanhar o processo de transição, que se encerra a 23 de junho.

Primeiro-Ministro entra em cena para desbloquear crise na Polícia Judiciária

Por  Radio TV Bantaba 

A crise instalada na Polícia Judiciária da Guiné-Bissau ganhou novo peso político depois de o Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, ter chamado para a mesa do Governo os principais intervenientes do processo, numa tentativa de travar o agravamento do boicote laboral que afecta a instituição.

A reunião realizou-se após a publicação da notícia sobre o boicote dos elementos da Polícia Judiciária, divulgada pela Rádio TV Bantaba, e juntou o chefe do Governo, o ministro da Justiça, a ministra da Função Pública, o director da Polícia Judiciária e representantes das diferentes categorias profissionais da instituição.

Segundo informações chegadas à nossa redacção, participaram no encontro dois Inspectores Superiores, dois Inspectores Coordenadores, dois Subinspectores e representantes dos novos Agentes de Investigação Criminal, recentemente empossados.

No centro da reunião estiveram as reivindicações que levaram os funcionários da PJ a avançar com o boicote laboral: a falta de pagamento das categorias correspondentes aos quadros recentemente promovidos, o não enquadramento dos novos agentes e a persistente falta de meios de trabalho.

Durante o encontro, o Primeiro-Ministro terá dado orientações claras para que os ministérios competentes e a direcção da Polícia Judiciária trabalhem no sentido de encontrar uma solução para o impasse.

A intervenção directa do chefe do Governo surge num momento delicado para a instituição, considerada essencial na investigação criminal, no combate à criminalidade organizada e na defesa do Estado de direito.

Na sequência da reunião e das orientações transmitidas pelo Primeiro-Ministro, há expectativa de que o boicote laboral possa ser levantado a partir de amanhã ou no mais curto espaço de tempo possível, permitindo a retoma gradual da normalidade no funcionamento da Polícia Judiciária.

Os funcionários aguardam agora por medidas concretas, prazos claros e decisões administrativas capazes de dar resposta às reivindicações apresentadas.

A Rádio TV Bantaba continuará a acompanhar este processo...

COMUNICADO FINAL DO CONSELHO DE MINISTROS, 23 de Junho 2026.

Atualizado: NOVOS AGENTES DA POLÍCIA JUDICIÁRIA PARALISAM ATIVIDADES E EXIGEM PAGAMENTO DE SALÁRIOS EM ATRASO

Por  Rádio Sol Mansi  23 06 2026 

A Polícia Judiciária da Guiné-Bissau registou uma paralisação protagonizada por novos agentes da corporação, em protesto contra o alegado incumprimento do Governo no pagamento dos seus salários.

Segundo uma fonte ligada à instituição, ouvida pela Rádio Sol Mansi, a paralisação envolve apenas os agentes recentemente colocados, que reivindicam a regularização dos vencimentos em atraso.

Sem avançar um prazo para o fim da paralisação, a mesma fonte revelou que estão em curso diligências para encontrar uma solução para o problema. Apesar da contestação, garantiu que os serviços da Polícia Judiciária continuam a funcionar normalmente e que o atendimento ao público não foi afetado.

Segundo a mesma fonte, os trabalhos serão retomados amanhã (24) porque houve consenso entre a direção e os agentes em reivindicação.

A Rádio Sol Mansi tentou obter uma reação do diretor nacional da Polícia Judiciária, Domingos Monteiro Correia, apesar de varias tentativas de chamada o telefone encontra-se indisponível. 

MISSÃO CONJUNTA DA CEDEAO, UA E UMOWAS PROSSEGUE PARA AVALIAR PREPARAÇÃO DAD ELEIÇÕES NA GÂMBIA

Foto: CEDEAO   Rádio Sol Mansi   23 06 2026 

A missão conjunta de avaliação pré-eleitoral da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, da União Africana e do Escritório das Nações Unidas para a África Ocidental e o Sahel continua a realizar consultas com as principais partes interessadas no processo eleitoral gambiano, com vista a avaliar o nível de preparação para as eleições presidenciais previstas para 5 de dezembro de 2026.

Segundo o gabinete de comunicação da organização, a missão, que decorre em Banjul entre os dias 14 e 21 de junho, tem como principal objetivo analisar o ambiente político e eleitoral do país, bem como identificar iniciativas capazes de fortalecer a confiança entre os diferentes intervenientes do processo, contribuindo para a realização de eleições livres, transparentes e credíveis.

No âmbito das suas atividades, a delegação reuniu-se com representantes da Comissão Interpartidária, organizações da sociedade civil, órgãos de comunicação social e entidades ligadas ao setor da justiça. 

As consultas permitiram à missão obter uma visão abrangente dos contextos político e mediático que antecedem as eleições, compreender as principais preocupações dos diferentes atores e identificar as necessidades de apoio técnico e financeiro consideradas essenciais para o bom desenrolar do processo eleitoral.

segunda-feira, 22 de junho de 2026

Por que não nos lembramos de quando éramos bebês? Estudo responde... A incapacidade de lembrar eventos específicos dos primeiros anos de vida é chamada, tecnicamente, de "amnésia infantil"

Estudo fornece pistas do porquê não temos lembranças de quando éramos bebês  • Giselleflissak/GettyImages  Por  CNN Brasil

Quando nos tornamos adultos, ainda temos algumas lembranças da nossa infância e adolescência, mas é muito difícil ter memórias de quando éramos bebês. Essa incapacidade de lembrar eventos específicos dos primeiros anos de vida é chamada, tecnicamente, de "amnésia infantil". Uma nova pesquisa, realizada por cientistas da Universidade de Yale, trouxe novas evidências do porquê isso acontece.

Publicado na revista Science, o estudo teve como objetivo entender o que acontece, ao longo do tempo, com as memórias criadas em nossos cérebros nos primeiros anos de vida. Para isso, os pesquisadores mostraram a bebês novas imagens e depois testaram se eles se lembravam delas.

A equipe mostrou essas imagens de um novo rosto, objeto ou cena a bebês de quatro meses a dois anos. Mais tarde, depois que os bebês tinham visto várias outras imagens, os pesquisadores mostraram a eles uma imagem vista anteriormente ao lado de uma nova.

“Quando os bebês viram algo apenas uma vez antes, esperamos que eles olhem mais quando o virem novamente”, explica Nick Turk-Browne, professor de psicologia na Faculdade de Artes e Ciências de Yale e autor sênior do estudo. “Então, nesta tarefa, se um bebê olha mais para a imagem vista anteriormente do que para a nova ao lado dela, isso pode ser interpretado como o bebê reconhecendo-a como familiar.”

Os pesquisadores mediram a atividade no hipocampo -- área do cérebro responsável por reter as memórias -- dos bebês enquanto visualizavam as imagens. Especificamente, os cientistas avaliaram se essa atividade estava relacionada à força das memórias de uma criança.

Eles descobriram que quanto maior a atividade no hipocampo quando a criança estava olhando para uma nova imagem, mais tempo a criança olhava para ela quando reaparecia mais tarde. A parte posterior do hipocampo, onde a atividade de codificação era mais forte, é a mesma área associada à memória episódica em adultos.

Essas descobertas foram verdadeiras em toda a amostra de 26 bebês, mas foram mais fortes entre aqueles com mais de 12 meses (metade do grupo da amostra). Esse efeito da idade está levando a uma teoria mais completa de como o hipocampo se desenvolve para dar suporte ao aprendizado e à memória, segundo Turk-Browne.

O trabalho mostra que as memórias episódicas podem ser codificadas pelo hipocampo mais cedo do que se pensava, muito antes das primeiras memórias que podemos relatar como adultos. Uma das teorias dos pesquisadores é que essas memórias podem não ser armazenadas a longo prazo. Outra possibilidade é de que as memórias continuam "armazenadas" por muito tempo depois da codificação e, simplesmente, não conseguimos acessá-las.

Em um trabalho contínuo, a equipe de Turk-Browne está testando se bebês, crianças pequenas e crianças conseguem se lembrar de vídeos caseiros feitos de sua perspectiva quando eram bebês (mais novos), com resultados provisórios mostrando que essas memórias podem persistir até a idade pré-escolar antes de desaparecerem.

"Estamos trabalhando para rastrear a durabilidade das memórias hipocampais ao longo da infância e até mesmo começando a entreter a possibilidade radical, quase de ficção científica, de que elas podem perdurar de alguma forma na idade adulta, apesar de serem inacessíveis", afirma o autor.

INE PROLONGA RECENSEAMENTO GERAL DA POPULAÇÃO E HABITAÇÃO ATÉ 26 DE JUNHO

Por Rádio Sol Mansi  22.06.2026 

O Instituto Nacional de Estatística (INE) anunciou esta segunda-feira a prorrogação do Quarto Recenseamento Geral da População e Habitação até ao dia 26 de junho. A operação, inicialmente prevista para decorrer entre 1 e 21 de junho, foi prolongada para permitir a cobertura dos agregados familiares que ainda não foram recenseados.

O anúncio foi feito em Bissau durante uma conferência de imprensa destinada a informar a população sobre o andamento dos trabalhos e a apresentar os dados provisórios já recolhidos.

Na ocasião, o Presidente do INE, Roberto Vieira, garantiu que os trabalhos de recenseamento já chegaram a todo o território nacional, considerando o processo um passo importante para a obtenção de dados fiáveis sobre a população guineense.

Por sua vez, o Diretor Técnico Nacional do INE, Donato Candança Pereira, apresentou os números registados até ao dia 22 de junho, destacando a evolução positiva da operação em todas as regiões do país.

Entretanto, o Conselheiro Técnico Principal do Instituto Nacional de Estatística da Guiné-Bissau, Luciano Tavares Duarte, apelou à colaboração dos cidadãos, sublinhando que a qualidade dos dados depende da participação de toda a população.

Segundo explicou, a recusa em prestar informações pode comprometer a exatidão dos resultados estatísticos. Duarte assegurou ainda que todos os dados recolhidos são confidenciais e utilizados exclusivamente para fins estatísticos, garantindo que os nomes e os rendimentos dos cidadãos não serão divulgados.

O Quarto Recenseamento Geral da População e Habitação é considerado uma ferramenta fundamental para o planeamento do desenvolvimento nacional, permitindo ao Estado dispor de informações atualizadas sobre a realidade demográfica, social e económica do país e definir políticas públicas mais adequadas às necessidades da população.

❗️ATENÇÃO || REGIME ESPECIAL 2026 🇬🇼

Por  Consulado Geral da República da Guiné-Bissau no Algarve - Portugal

Timor-Leste irá assumir a próxima presidência da CPLP... O primeiro-ministro de Timor-Leste anunciou hoje, na sede da CPLP, que o seu país será o próximo a dirigir a organização, explicando que a presidência atual corresponde ao período que estava destinado à Guiné-Bissau.

© Lusa    22/06/2026 

"O [período de presidência] 'Pro Tempore' é o período que pertenceria à Guiné-Bissau. Depois da Guiné-Bissau somos nós. Portanto, o próximo somos nós", declarou o primeiro-ministro timorense, Kay Rala Xanana Gusmão, aos jornalistas, em Lisboa, quando questionado sobre o destino da próxima presidência rotativa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). 

Sobre a Guiné-Bissau, que presidiu à organização entre agosto e dezembro de 2025, quando foi suspensa da CPLP, e de outras organizações internacionais, devido ao golpe militar de 26 de novembro, Xanana Gusmão respondeu que a organização se está a esforçar para ajudar o país, mas salvaguardou que respeita o princípio da não-interferência.

"Há o princípio de não-interferência, mas deve haver também o princípio de obedecer, seguir os princípios universais de direitos humanos, da Democracia", declarou o ex-Presidente da República de Timor-Leste.

"Eu não posso dizer quando, mas acredito que os guineenses vão compreender quanto custa a nós perceber e quanto custa a eles viver numa sociedade em que os direitos humanos não são uma regra, uma norma", declarou. 

Para o governante, esta é uma "questão complicada" e de difícil previsão. 

"O que temos para dizer é que vai haver todo o esforço para podermos ajudar a mudar a situação ali", rematou. 

Sobre a morte do ex-Presidente de Timor-Leste Francisco Guterres, respondeu que a única certeza que temos na vida é a morte, apenas não sabemos "quando, onde e como".

Durante a conferência de imprensa que sucedeu à sessão solene com a secretária-executiva, Maria de Fátima Jardim, e representantes permanentes dos Estados-membros junto da CPLP, o líder histórico timorense declarou que esta visita à sede foi ainda mais essencial pelo facto de a organização estar prestes a fazer 30 anos, que se assinalam a 17 de julho. 

"Neste aniversário reafirmamos o nosso compromisso com a unidade na diversidade e reforçamos os laços históricos, culturais e políticos que unem os nossos povos de língua portuguesa", referiu, no seu discurso. 

"Hoje, tivemos ainda a oportunidade de refletir sobre a importância do multilateralismo, do diálogo e da cooperação para o desenvolvimento dos nossos povos num contexto internacional marcado por incertezas e instabilidade", prosseguiu.

Por fim, referiu que foram abordados temas centrais para os cidadãos lusófonos, em particular a mobilidade no espaço da CPLP, e a vontade em aprofundar a união e cooperação económica, bem como a vontade em fortalecer a cooperação para os oceânos e aproximar a CPLP de outras regiões estratégicas do mundo, particularmente com a região da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), de que Timor-Leste faz parte.

A 26 de novembro de 2025, na véspera da divulgação dos resultados das eleições gerais realizadas em 23 de novembro, houve um golpe militar na Guiné-Bissau.

A junta militar proclamou o general Horta Inta-a chefe de um Governo de transição de um ano, com eleições previstas para dezembro deste ano.

Na sequência do golpe, a Guiné-Bissau foi suspensa da CPLP, da União Africana e da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que reclamam o regresso à normalidade constitucional.

O líder do histórico Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e ex-secretário-executivo da CPLP (2008-2010), Domingos Simões Pereira, foi detido e está em prisão domiciliária.

A CPLP é composta por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

SAÚDE MENTAL: Mais de metade dos portugueses poderão sofrer de uma doença do cérebro... Um novo relatório alerta para o impacto crescente das doenças neurológicas e mentais em Portugal. Mais de metade da população poderá ser afetada ao longo da vida, num cenário que pode chegar aos dois terços, com custos de saúde que já ultrapassam os 4,7 mil milhões de euros anuais.

© Shutterstock   Por  noticiasaominuto.com    22/06/2026 

Um novo relatório sublinha que mais de metade dos portugueses terá, ao longo da vida, uma doença neurológica ou mental, "um valor que poderá chegar a dois terços da população. O custo direto em saúde já ultrapassa os 4,7 mil milhões de euros por ano", revela um comunicado de imprensa. 

Os dados do relatório Headway - intitulado "Saúde do Cérebro em Portugal: Um roteiro para o investimento no capital humano" - foram discutidos no evento "Brain Collective – Cérebros Saudáveis, Sociedades Vibrantes", que reuniu especialistas em saúde, economia e políticas públicas, promovido pela Angelini Pharma. 

"As doenças do cérebro são o grupo de patologias mais prevalente em Portugal. No seu conjunto, as condições neurológicas afetam quase metade da população (47,1%). Em paralelo, as perturbações mentais, por si só, afetam mais de uma em cada cinco pessoa", realça-se. 

Assim, "estima-se que mais de metade dos portugueses venha a ser afetado por pelo menos uma perturbação neurológica ou mental, podendo este valor chegar a dois terços da população. O impacto económico destas condições ultrapassa os 4,7 mil milhões de euros anuais em despesas diretas de saúde". 

Os alertas não se ficam por aqui. O relatório, desenvolvido pelo TEHA Group (subsidiária do think tank The European House – Ambrosetti) em parceria com a Angelini Pharma, sublinha que "Portugal em apenas 4,6 neurologistas e 13,6 psiquiatras por 100.000 habitantes, números abaixo da média europeia. No caso da epilepsia, 44% dos doentes não têm acompanhamento médico regular, e persistem lacunas significativas no apoio e na representação dos mesmos". 

"Continuamos a separar a saúde mental da saúde física, mas a saúde é uma só e começa no cérebro. Enquanto o estigma impedir as pessoas de procurar ajuda e os sistemas não integrarem os cuidados, vamos continuar a falhar. Estes dados devem servir para nos unir numa única missão: cuidar da pessoa como um todo", sublinhou o psiquiatra Gustavo Jesus. 

Do ponto de vista dos cuidados de saúde primários, Nuno Jacinto, especialista em Medicina Geral e Familiar e presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), sublinhou: "O médico de família é, muitas vezes, a primeira porta de entrada para estes doentes. Somos essenciais no diagnóstico precoce e no acompanhamento, mas precisamos de mais formação, de melhores ferramentas e de uma articulação eficaz com os cuidados hospitalares. Reforçar os cuidados de saúde primários é o primeiro passo para um sistema mais eficiente."

"O país precisa de um Plano Nacional para a Saúde do Cérebro, com metas mensuráveis, financiamento dedicado e uma abordagem que integre prevenção, diagnóstico precoce e tratamento. A oportunidade está quantificada: transformar um custo de 4,7 mil milhões de euros num investimento com retorno comprovado para as pessoas, para as famílias e para a economia", termina o comunicado. 

PORTUGAL: Mais imigrantes e menos jovens. Quem vive em Portugal? Eis os números... O Instituto Nacional de Estatística atualizou o número de residentes em Portugal para 11.424.031 pessoas, graças à contabilização de 1.597.539 pessoas estrangeiras. Qual o retrato da população no nosso país em 2025?

© Reuters   Por  Notícias ao Minuto com Lusa   22/06/2026 

Portugal tem 11.424.031 residentes, dos quais 1.597.539 são estrangeiros (representando 14,0% do total da população residente). Os dados foram revelados esta segunda-feira, dia 22 de junho, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) nos quais se assinala ainda que, relativamente a 2024, houve "um aumento de 36.809 pessoas (0,32%)".

De acordo com as estimativas de população residente de 2025, apresentadas hoje e que incluem revisões dos números referentes ao período entre 2021 e 2024, a 31 de dezembro de 2025, a população em Portugal tem 11.424.031 pessoas, mais do que os valores apresentados no ano passado, referente a 2024 (10.749.635), que também foram atualizados para 11.387.222. 

Em 2024, em vez dos 1,6 milhões de estrangeiros residentes, o INE havia contabilizado apenas 177.557 pessoas.

De acordo com o INE, os dados anteriormente divulgados foram atualizados, concluindo que, "entre 2021 e 2025, a população residente aumentou 824.914 pessoas, destacando-se os anos de 2022, 2023 e 2024, nos quais se verificaram fluxos migratórios excecionalmente elevados, traduzindo-se em acréscimos populacionais", respetivamente, de 330 mil, 275 mil e 183 mil pessoas.

Por outro lado, "o envelhecimento demográfico em Portugal continuou a acentuar-se, ainda que atenuado pelo reforço relativo da população em idade ativa" e em 2025, o índice de envelhecimento atingiu o valor de quase o dobro de idosos do que jovens "19 idosos por cada 10 jovens", quando em 2021 os valores eram de 18 por 10.

Já a idade mediana da população residente em Portugal passou para 45,8 anos, quando em 2021, data dos últimos censos, era de 46,1, indicando ligeiro rejuvenescimento.

1,6 milhões de estrangeiros residentes. Mais de um terço são brasileiros

De acordo com os dados das estimativas da população residente em 2025, hoje apresentadas pelo INE, a população residente de nacionalidade estrangeira em Portugal "foi estimada em 1.597.539 pessoas, das quais 913.249 (57,2%) homens e 684.290 (42,8%) mulheres, representando 14,0% do total da população residente".

No que diz respeito às nacionalidades, o INE estima que residiam em 2025 um total de "574.195 cidadãos de nacionalidade brasileira, o que corresponde a 35,9% da população estrangeira residente", mais do que duplicando o número em relação a 2021 (106,5%), com um acréscimo de 296.086 pessoas.

"A nacionalidade angolana era, em 2025, a segunda principal nacionalidade estrangeira, abrangendo 103.140 pessoas (6,5% do total de estrangeiros), o que representa igualmente um acentuado aumento em comparação com 2021 (33.099)".

Seguem-se os indianos (93.683 pessoas, com 37.914 em 2021), cabo-verdianos (76.099), nepaleses (56.866), cidadãos do Bangladesh (56.724) e guineenses (53.555).

A seguir a estas nacionalidades, seguem-se os ucranianos (53.555), são-tomenses (47.731), paquistaneses (39.638), cidadãos do Reino Unido (38.640), italianos (32.784), franceses (26.549), chineses (23.439) e alemães (21.635), na lista publicada pelo INE.

Numa comparação entre os dados de 2021 e 2025, segundo o INE, os são-tomenses constituem o grupo de imigrantes que mais aumentou em termos percentuais (mais 263%), seguindo-se os cidadãos do Bangladesh (230%), do Paquistão (215%) e angolanos (212%), as únicas nacionalidades que triplicaram o seu volume.

E quanto às regiões? Norte concentra 33,2%, segue-se Grande Lisboa

O Instituto Nacional de Estatística divulgou também uma análise por regiões, a partir das regiões-plano (NUT2), na qual se revela que o Norte é a região "onde reside o maior número de pessoas (3.790.554), concentrando 33,2% do total da população, seguida pela Grande Lisboa (2.415.261) e pelo Centro (1.771.259), onde residem, respetivamente, 21,1% e 15,5% da população total".

"Em 2025, a região Grande Lisboa, onde residiam 546.419 pessoas de nacionalidade estrangeira, concentrava 34,2% do total de estrangeiros em Portugal, seguindo-se a região Norte, com 311.095 residentes de nacionalidade estrangeira e representando 19,5% do total", pode ler-se nas conclusões do INE

Numa análise proporcional, os Açores são a região com menor número de população estrangeira (apenas 0,6% do total) enquanto "o Algarve, com 161.556 estrangeiros, destacou-se como a região com maior peso de população estrangeira no total de residentes na região, com 27,9%", seguindo-se Lisboa (22,6%) e Península de Setúbal (18,3%).

De vincar ainda que presença de imigrantes também contribuiu para um aumento da população ativa, contrariando a redução da população jovem. "Entre 2021 e 2025, a proporção de jovens (população dos 0 aos 14 anos de idade) diminuiu de 13% para 12,4% da população total" e a "percentagem de pessoas em idade ativa (população dos 15 aos 64 anos de idade) aumentou, de 63,7% para 64,3%, contributo dos fluxos migratórios recentes que tendem a concentrar-se nesta idade", refere o INE.

Imigrantes têm assegurado a reposição da população em Portugal

Segundo os dados do INE, o aumento dos imigrantes permanentes em Portugal começou a diminuir em Portugal em 2024, quando o Governo mudou as regras migratórias, mas a entrada regular de estrangeiros tem assegurado a reposição da população.

Entre 2024 e 2025, o aumento da população residente foi de 36.809 pessoas, que só se verificou porque continuaram a entrar imigrantes no país, já no quadro das novas medidas migratórias, definidas pelo Executivo PSD/CDS.

Por sua vez, o Governo, pela voz do ministro da Presidência disse que a revisão do número de estrangeiros residentes em Portugal divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) significa que "a imigração hoje está controlada".

"Se o Governo não tivesse, no início do verão de 2024, acabado com a manifestação de interesse e depois regulado os outros fluxos, hoje estaríamos a falar de uma realidade em que a população imigrante representaria 20% da população total", disse António Leitão Amaro, à margem da sessão de abertura da conferência 'Bibliotecas e Poder Local: cidadania, redes e futuro', na Torre do Tombo, em Lisboa.


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O secretário de Estado Adjunto e do Trabalho português, Adriano Rafael Moreira, disse hoje, em Maputo, que Portugal vai recrutar este ano quase 160 trabalhadores moçambicanos para as áreas de transportes, metalomecânica e construção civil.

Netanyahu dá a Exército israelita "total liberdade de ação" no Líbano... O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, anunciou hoje ter dado ao Exército "total liberdade de ação para frustrar qualquer ameaça direta ou iminente" procedente do Líbano, num comunicado em vídeo divulgado pelo seu gabinete.

© Lusa    22/06/2026 

"A ordem que o ministro da Defesa (Israel Katz) e eu demos ao Exército israelita é clara e não mudou: os nossos combatentes no sul do Líbano têm total liberdade de ação para frustrar qualquer ameaça direta ou iminente contra eles ou contra os habitantes do norte", declarou Netanyahu.

O chefe do Governo israelita afirmou também que o Exército, apoiado por si e "por todo o povo" de Israel, não tem "qualquer restrição" quanto às suas operações no país vizinho, do qual atualmente ocupa cerca de 570 quilómetros quadrados.

No comunicado, Netanyahu insistiu que Israel permanecerá na "faixa de segurança" -- como se refere ao território libanês ocupado -- "durante o tempo que for necessário" para "proteger os habitantes do norte e todos os cidadãos do país".

Apesar do memorando de entendimento alcançado entre os Estados Unidos e o Irão na semana passada, que inclui a frente libanesa, o Governo de Netanyahu reivindicou o direito de Israel de continuar a ocupar território do país vizinho e a trocar fogo com o movimento xiita libanês Hezbollah, aliado de Teerão.

Este ponto de fricção, que por diversas vezes fez perigar as negociações para o fim da guerra no Médio Oriente, tinha parecido abrandar no fim de semana, quando Israel reduziu a intensidade e a frequência dos seus ataques em território libanês, após uma trégua não-oficial com o Hezbollah, anunciada na tarde de sexta-feira.

O número de mortos da ofensiva israelita no Líbano desde 02 de março atingiu 4.106, ao passo que o número de feridos é 12.153, segundo os mais recentes dados divulgados pelas autoridades libanesas no domingo.


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O Líbano sofreu danos estimados em mais de mil milhões de dólares e mais de 11.000 edifícios destruídos no sul devido ao conflito entre Israel e o movimento xiita Hezbollah, indicou um estudo hoje divulgado.

INE: Mais de um terço dos estrangeiros em Portugal são brasileiros... Dos 1,6 milhões de estrangeiros residentes em Portugal, 574 mil são brasileiros, uma contagem global que continua a indicar mais homens do que mulheres imigrantes, segundo dados hoje divulgados pelo INE.

© Lusa   22/06/2026 

De acordo com os dados das estimativas da população residente em 2025, hoje apresentadas pelo INE, a população residente de nacionalidade estrangeira em Portugal "foi estimada em 1.597.539 pessoas, das quais 913.249 (57,2%) homens e 684.290 (42,8%) mulheres, representando 14,0% do total da população residente".

No que diz respeito às nacionalidades, o INE estima que residiam em 2025 um total de "574.195 cidadãos de nacionalidade brasileira, o que corresponde a 35,9% da população estrangeira residente", mas do que duplicando o número em relação a 2021 (106,5%), com um acréscimo de 296.086 pessoas.

"A nacionalidade angolana era, em 2025, a segunda principal nacionalidade estrangeira, abrangendo 103.140 pessoas (6,5% do total de estrangeiros), o que representa igualmente um acentuado aumento em comparação com 2021 (33.099)".

Seguem-se os indianos (93.683 pessoas, com 37.914 em 2021), cabo-verdianos (76.099), nepalês (56.866), cidadãos do Bangladesh (56.724) e guineenses (53.555).

A seguir a estas nacionalidades, seguem-se os ucranianos (53.555), são-tomenses (47.731), paquistaneses (39.638), cidadãos do Reino Unido (38.640), italianos (32.784), franceses (26.549), chineses (23.439) e alemães (21.635), na lista publicada pelo INE.

Numa comparação entre os dados de 2021 e 2025, segundo o INE, os são-tomenses constituem o grupo de imigrantes que mais aumentou em termos percentuais (mais 263%), seguindo-se os cidadãos do Bangladesh (230%), do Paquistão (215%) e angolanos (212%), as únicas nacionalidades que triplicaram o seu volume.

Numa análise a partir das regiões-plano (NUT2), o Norte é a região "onde reside o maior número de pessoas (3.790.554), concentrando 33,2% do total da população, seguida pela Grande Lisboa (2.415.261) e pelo Centro (1.771.259), onde residem, respetivamente, 21,1% e 15,5% da população total".

"Em 2025, a região Grande Lisboa, onde residiam 546.419 pessoas de nacionalidade estrangeira, concentrava 34,2% do total de estrangeiros em Portugal, seguindo-se a região Norte, com 311.095 residentes de nacionalidade estrangeira e representando 19,5% do total", pode ler-se nas conclusões do INE

Numa análise proporcional, os Açores são a região com menor número de população estrangeira (apenas 0,6% do total) enquanto "o Algarve, com 161.556 estrangeiros, destacou-se como a região com maior peso de população estrangeira no total de residentes na região, com 27,9%", seguindo-se Lisboa (22,6%) e Península de Setúbal (18,3%).

A presença de imigrantes também contribuiu para um aumento da população ativa, contrariando a redução da população jovem.

"Entre 2021 e 2025, a proporção de jovens (população dos 0 aos 14 anos de idade) diminuiu de 13% para 12,4% da população total" e a "percentagem de pessoas em idade ativa (população dos 15 aos 64 anos de idade) aumentou, de 63,7% para 64,3%, contributo dos fluxos migratórios recentes que tendem a concentrar-se nesta idade", refere o INE.


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Presidente ucraniano acusa Rússia de "assassínios injustificados"... Kiev, 22 jun 2026 (Lusa) -- O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, acusou hoje a Rússia de "novos assassínios injustificados" durante os mais recentes ataques da noite e madrugada, que provocaram pelo menos cinco mortos e vários feridos.

© Lusa     22/06/2026 

Zelensky declarou que as ofensivas ocorreram no mesmo dia em que a Rússia assinala o 85.º aniversário da invasão da União Soviética pela Alemanha nazi, questionando se o regime do homólogo Vladimir Putin está a "comemorar" com bombardeamentos mortais em Sumi e Zaporijia.

O líder ucraniano especificou que na província de Sumi, três pessoas morreram, incluindo um menor, enquanto outros três membros da mesma família ficaram feridos.

Em Zaporijia, duas pessoas morreram durante os ataques da noite e Zelensky lamentou outras vítimas em Odessa, Kherson, Donetsk e Kharkiv. Em Chernihiv, registaram-se novos ataques contra instalações de produção de energia.

"A Rússia começou este dia não honrando a memória daqueles que morreram na II Guerra Mundial, nem a mostrar qualquer sinal de que pretende pôr fim à guerra, mas sim com novos assassínios injustificados", frisou.

Para Zelensky, "este é precisamente o momento do século XX que deveria ter mudado para sempre a atitude de cada Estado e do mundo inteiro em relação à vida humana... Não teria havido guerras mundiais se os líderes daquela época tivessem sido guiados pelo valor da vida humana em vez de ilusões imperialistas".


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Irão exige fim dos ataques no Líbano para avançar com acordo com EUA... O Irão condicionou hoje a continuação de negociações para um acordo de paz com os Estados Unidos ao fim dos ataques israelitas no Líbano.

© Lusa    22/06/2026 

Numa mensagem divulgada nas redes sociais após o início das conversações com os Estados Unidos, na Suíça, com mediação do Qatar e do Paquistão, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmail Baqaei, insistiu que a base das conversações é o princípio do "compromisso em troca de compromisso".

Baqaei salientou que Teerão saudou os progressos alcançados nas negociações do fim de semana na localidade suíça de Bürgenstock, sobretudo na criação de mecanismos de controlo dos pontos do acordo preliminar que prevê a cessação das hostilidades no Médio Oriente em troca da reabertura do estreito de Ormuz.

"Foram estabelecidos mecanismos de supervisão para garantir a aplicação das disposições do memorando. Foi igualmente acordada a continuação das conversações a nível técnico e entre peritos para avançar na implementação efetiva do acordo para o fim da guerra", afirmou.

Ainda assim, o Irão sublinhou a necessidade de cumprir os pontos do acordo para continuar a avançar nas conversações com Washington.

"Em particular o ponto 1, relativo ao fim da guerra e das operações militares do regime sionista no Líbano, através da criação de um mecanismo de controlo do conflito com a participação das partes envolvidas e da República do Líbano", frisou.

O responsável destacou igualmente o ponto relativo às exportações de petróleo e produtos petroquímicos iranianos e ao desbloqueamento dos ativos iranianos congelados, medidas que aliviam a pressão económica sobre o Irão.

"Facilitarão o processo de cumprimento dos compromissos mútuos", indicou.

Neste contexto, recordou que "o princípio fundamental é compromisso em troca de compromisso".

"A República Islâmica do Irão, ao mesmo tempo que supervisiona o cumprimento das obrigações pela outra parte, utilizará todos os instrumentos ao seu dispor para garantir que esses compromissos sejam efetivamente cumpridos", resumiu.

O Paquistão e o Qatar, países mediadores nas negociações em curso entre os Estados Unidos e o Irão afirmaram na madrugada de hoje que a primeira sessão "decorreu num ambiente positivo" e resultou em "progressos encorajadores" para a aplicação do acordo preliminar.

Em concreto, as partes acordaram a criação de um comité de alto nível que "supervisionará politicamente a mediação" e ao qual os principais negociadores prestarão informações "periodicamente".

O objetivo é que o comité "coordene grupos de trabalho centrados em questões nucleares, sanções e um grupo de acompanhamento e resolução de litígios, para garantir a implementação efetiva do Memorando de Entendimento".

REINO UNIDO: Primeiro-ministro britânico Keir Starmer anuncia demissão... Keir Starmer anunciou a demissão do cargo de primeiro-ministro do Reino Unido, dando conta de que o sucessor será conhecido até ao final do verão. Num discurso visivelmente emocionado, Starmer referiu que assumir o cargo de primeiro-ministro foi dos maiores feitos da sua vida.

© Henry NICHOLLS / AFP via Getty Images    Por   noticiasaominuto.com com Lusa  22/06/2026 

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, anunciou, esta segunda-feira a sua demissão, revelando também que o sucessor vai ser conhecido até ao final do verão.

Num discurso visivelmente emocionado desde o início, Starmer falou sobre o trabalho que foi desenvolvido para dar um novo rumo ao Partido Trabalhista.

"Todas as decisões que tomei foram para colocar o país que eu amo em primeiro lugar. É por isso que me vou demitir da liderança do Partido Trabalhista", afirmou.

Sobre a sua jornada em cargos de liderança, Starmer considerou que os dois anos como primeiro-ministro foi o momento que mais o orgulhou na sua vida.

"Há seis anos, herdei um Partido Trabalhista que se encontrava em falência política, financeira e moral", considerou, dando conta de que ouviu muitas vezes que o partido "estava acabado".

"Disseram-me repetidamente que o meu partido estava acabado, que estávamos condenados a ficar na história, que era impossível obter uma maioria nas eleições gerais, quanto mais uma maioria esmagadora", apontou.

Starmer disse durante a sua comunicação ao país que iria ficar no cargo até que o processo para que um novo líder do Partido Trabalhista fosse encontrado, garantindo que "fará de tudo para garantir uma transição de poder tranquila".

"Vou solicitar ao Comité Executivo Nacional do Partido Trabalhista que estabeleça um calendário, com o início das candidaturas a 9 de julho e a sua conclusão antes das férias parlamentares de verão (16 de julho). No caso de haver uma disputa, isto garantirá que um novo líder esteja em funções antes do regresso do Parlamento em setembro", adiantou também.

O chefe do governo britânico referiu ainda, já no final do seu discurso, que vai dar o apoio necessário a quem quer que venha a suceder-lhe no cargo, referindo que este futuro responsável irá herdar um país "mais forte" do que o que o próprio herdou há dois anos. O Reino Unido está agora "mais bem preparado para os desafios que se avizinham, assim como para garantir que o Partido Trabalhista tem um segundo mandato em Downing Street.

"Quero agradecer a todos os amigos e colegas que estiveram ao meu lado nestes últimos seis anos pelo seu incrível empenho, dedicação e apoio. Quero agradecer à brilhante equipa do N.º 10 e à extraordinária função pública do nosso país, que dedica a sua vida ao serviço público", referiu.

Em jeito mais particular, rematou: "E quando deixar o maior cargo do país, vou dedicar mais tempo ao trabalho mais importante: ser o melhor marido possível para a minha fantástica esposa Vic, que tem sido um pilar ao meu lado nos bons e maus momentos, e ser o melhor pai possível para os meus lindos filhos, que são o meu orgulho e a minha alegria. Muito obrigado."

Keir Starmer, cuja impopularidade é refletida nas sondagens, estava sob intensa pressão interna para se demitir na sequência de vários erros políticos e após maus resultados nas eleições locais e regionais de maio.

Starmer indicou que falou com o Rei Carlos III esta manhã para o informar da decisão, embora a demissão de primeiro-ministro só aconteça após ser encontrado um sucessor à frente do Partido Trabalhista.

Segundo a tradição, este será chamado a formar governo enquanto líder do partido com maioria parlamentar, sem a necessidade de convocar eleições legislativas. 

domingo, 21 de junho de 2026

Guiné Equatorial prepara-se para assumir próxima presidência da CPLP... O ex-secretário-executivo da CPLP Murade Murargy declarou à Lusa que a Guiné Equatorial prepara-se para assumir a próxima presidência da organização e que esta cumpre o prometido aquando da adesão, embora considere que Portugal nada faz pelo país.

© Lusa   21/06/2026 

O ex-secretário-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) anunciou à Lusa, numa entrevista feita por telefone no âmbito dos 30 anos que a organização assinala em 17 de julho, que a Guiné Equatorial prepara-se para assumir a presidência da organização, em 2027, e confessou que, pessoalmente, esse foi o motivo que o fez prolongar, por um ano, as suas funções naquele país africano, que cessaria este ano. 

O atual conselheiro do Governo equato-guineense para os Assuntos dos Países da Língua Portuguesa defende que a Guiné Equatorial está pronta para assumir as funções - apesar de precisar do apoio dos outros países - mas necessitará de dar mais formação em língua portuguesa aos seus altos quadros, missão para a qual contribui, assegurou.

O embaixador, que esteve no secretariado-executivo entre 2012 e 2016, recordou que tal já foi feito no passado com Timor-Leste, para onde, na altura, foram enviados "sete conselheiros".

"A Guiné Equatorial solicitou a entrada na CPLP logo em 1996, quando esta foi criada, mas houve objeção de um país", contextualizou o diplomata.

Ao iniciar as suas funções na CPLP, a pedido do Presidente moçambicano Armando Guebuza, que detinha a presidência da comunidade, foi rapidamente confrontado com a questão do pedido de adesão da Guiné Equatorial.

"Quando comecei a exercer as minhas funções, tive de imediato uma visita a Nova Iorque, nos Estados Unidos da América, onde estava também o Presidente [da Guiné Equatorial Teodoro Obiang Nguema Mbasogo], que me solicitou uma reunião para reiterar o seu pedido de adesão", recordou.

"Ao regressar a Lisboa, enviei à Guiné Equatorial um roteiro - que já tinha sido feito, com principal contribuição do ex-ministro dos Negócios Estrangeiros português Luís Amado - com tudo o que tinham de cumprir", prosseguiu.

Para que esta nação fosse integrada, teve de se comprometer a abolir a pena de morte da Constituição e a introduzir a língua portuguesa no país, entre outras questões.

"Prometeram fazer uma moratória à pena de morte e fizeram-na", frisou.

Relativamente à língua portuguesa, garante que "aos poucos, o trabalho foi sendo feito" e criticou Portugal por não se ter empenhado em ajudar mais.

"Não podemos esperar que uns velhotes de 70 ou 80 anos falem português. Mas hoje, talvez, a juventude já fale", disse.

Questionado sobre se a Guiné Equatorial, um dos países africanos exportadores de petróleo, não tem fundos para financiar as próprias medidas de incentivo à língua portuguesa, respondeu que "sim", mas reiterou que "é preciso que outros países também participem, porque a língua não é só da Guiné [Equatorial]" e "Portugal é o maior interessado".

Segundo o diplomata, em contraste face a nações que criaram centros culturais e de aprendizagem, assim como bolsas de estudo, "Portugal nada faz com a Guiné Equatorial, mas exige que esta fale português". 

"Eu próprio, que sou conselheiro do Presidente, dou aulas de português aos funcionários do Ministério dos Negócios Estrangeiros", referiu.

Sobre a pena de morte, o conselheiro frisou que esta já não se aplica e que a situação "foi tratada", pois foi "abolida da Constituição".

Questionado sobre o facto de a Guiné Equatorial ser considerada, em vários estudos, um dos países mais repressivos do mundo, respondeu que vive lá há oito anos e não reconhece "repressão nenhuma", mas salvaguardou "que todos os países têm cadeias".

Murargy recordou ainda a cimeira de Díli, em 2014, com orgulho, tendo sido nesta que foi anunciada pela presidência timorense, antes da reunião de chefes de Estado e de Governo sobre o tema, a adesão da Guiné Equatorial.

"Eu sinto orgulho de ter sido secretário-executivo durante a primeira cimeira de Díli. Produziu muitos resultados. Se a cimeira durasse mais tempo, nós até podíamos ter criado um banco de desenvolvimento", indicou.

A CPLP, que assinala 30 anos dia 17 de julho, é composta por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.