© Lusa 22/06/2026
"A ordem que o ministro da Defesa (Israel Katz) e eu demos ao Exército israelita é clara e não mudou: os nossos combatentes no sul do Líbano têm total liberdade de ação para frustrar qualquer ameaça direta ou iminente contra eles ou contra os habitantes do norte", declarou Netanyahu.
O chefe do Governo israelita afirmou também que o Exército, apoiado por si e "por todo o povo" de Israel, não tem "qualquer restrição" quanto às suas operações no país vizinho, do qual atualmente ocupa cerca de 570 quilómetros quadrados.
No comunicado, Netanyahu insistiu que Israel permanecerá na "faixa de segurança" -- como se refere ao território libanês ocupado -- "durante o tempo que for necessário" para "proteger os habitantes do norte e todos os cidadãos do país".
Apesar do memorando de entendimento alcançado entre os Estados Unidos e o Irão na semana passada, que inclui a frente libanesa, o Governo de Netanyahu reivindicou o direito de Israel de continuar a ocupar território do país vizinho e a trocar fogo com o movimento xiita libanês Hezbollah, aliado de Teerão.
Este ponto de fricção, que por diversas vezes fez perigar as negociações para o fim da guerra no Médio Oriente, tinha parecido abrandar no fim de semana, quando Israel reduziu a intensidade e a frequência dos seus ataques em território libanês, após uma trégua não-oficial com o Hezbollah, anunciada na tarde de sexta-feira.
O número de mortos da ofensiva israelita no Líbano desde 02 de março atingiu 4.106, ao passo que o número de feridos é 12.153, segundo os mais recentes dados divulgados pelas autoridades libanesas no domingo.
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O Líbano sofreu danos estimados em mais de mil milhões de dólares e mais de 11.000 edifícios destruídos no sul devido ao conflito entre Israel e o movimento xiita Hezbollah, indicou um estudo hoje divulgado.


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