© Tom Williams/CQ-Roll Call, Inc via Getty Images Por LUSA 11/04/2026
"Vamos abrir o golfo - ou o estreito, como lhe chamam - com ou sem eles (Irão). (...) Vai acontecer bastante rápido", declarou Trump aos jornalistas, antes de embarcar num voo para a Virgínia.
No dia em que as delegações norte-americana e iraniana chegaram ao Paquistão para conversações de paz, Trump mostrou-se seguro de que o estreito abrirá "em breve", sem que surjam portagens "em águas internacionais".
"Se estão a fazer isso (cobrança de portagens), ninguém sabe se já o fazem, não iremos permitir", acrescentou.
Trump afirmou que as negociações de paz têm como prioridade norte-americana, a "99%", impedir que o Irão consiga obter armas nucleares, tendo desejado sorte ao seu vice-presidente, JD Vance, que lidera a comitiva.
O controlo do estreito de Ormuz, por onde passavam 20% da produção global de petróleo e gás natural liquefeito antes da guerra lançada em 28 de fevereiro por Estados e Israel contra o Irão, estará no centro das negociações de paz, em Islamabad, no fim de semana.
O Irão e os Estados Unidos tinham afirmado que o estreito seria desbloqueado após terem anunciado na terça-feira à noite um cessar-fogo de duas semanas, mas desde então apenas um pequeno número de navios conseguiu utilizar esta via marítima estratégica colocada sob ameaça militar por Teerão.
As negociações têm como temas centrais também o programa nuclear iraniano e a produção mísseis de longo alcance, o apoio de Teerão a grupos armados no Médio Oriente - Hezbollah no Líbano, Huthis no Iémen e Hamas na Palestina - e as sanções económicas à República Islâmica.
Além de JD Vance, a delegação norte-americana é constituída pelos enviados da Casa Branca Steve Witkoff e Jared Kushner, genro de Donald Trump.
O último processo negocial, que decorria sob mediação de Omã, foi interrompido pelo início da ofensiva aérea israelo-americana contra a República Islâmica em 28 de fevereiro.
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Israel recusa discutir qualquer cessar-fogo com o movimento pró-iraniano Hezbollah durante as negociações com o Líbano, afirmou o embaixador israelita nos Estados Unidos, Yechiel Leiter.


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