© X / NASA. noticiasaominuto.com 10/04/2026
Depois de dez dias no Espaço, chega esta noite ao fim a missão Artemis II que levou quatro astronautas - Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch da NASA, assim como Jeremy Hansen da Agência Espacial Canadiana - a sobrevoar a face oculta da Lua e estabelecer um recorde para maior distância da Terra.
Dada a importância desta missão, poderá querer assistir ao momento em que a cápsula Orion volta a entrar na atmosfera da Terra e, se for esse o caso, terá de estar disposto a ficar acordado. Acontece que a Orion despenhar-se-á no oceano Pacífico, ao largo da cidade de San Diego na costa oeste dos EUA.
Prevê-se que o momento aconteça às 17:07 (hora local) de sexta-feira, o que significa que os interessados em assistir ao momento em direito a partir de Portugal terão de estar dispostos a ficar acordados até para lá da 01:00 (hora de Lisboa) de sábado, dia 11 de abril.
Felizmente, não faltam plataformas onde poderá ver este regresso da missão Artemis II, uma vez que a NASA transmitirá o momento através do YouTube (abaixo) e também por via do Facebook, do X, da Twiitch, da Netflix e da HBO Max. A transmissão começará às 23:30 (hora de Lisboa).
Regresso é uma das fases mais críticas da missão espacial
O processo de entrar na atmosfera levará a tripulação da cápsula Orion a fazer uma revisão dos procedimentos como a trajetória e até as condições meteorológicas que devem esperar no momento da entrada. O objetivo passa por ter tantos dados e elementos quanto possível para ser possível garantir uma entrada segura na atmosfera do nosso planeta.
A entrada na atmosfera da Terra será feita a uma velocidade de aproximadamente 40 mil km/h, com as temperaturas extremas a também serem um fato visto que se podem aproximar dos 3.000 graus Celsius.
Acontece que estas temperaturas extremas foram um dos fatores mais preocupantes para os engenheiros da NASA no período entre a Artemis I (2022) e esta nova missão lunar. Conta a CNN que, no regresso da Artemis I, foram identificadas no escudo térmico da cápsula Orion algumas marcas e fissuras com as quais não estavam a contar.
Dado que que o escudo térmico é uma peça crucial para a proteção dos integrantes da tripulação, os engenheiros da NASA focaram-se em desenvolver este elemento para que não apresentasse qualquer risco para os astronautas.
Numa conferência de imprensa esta quinta-feira, o administrador adjunto da NASA, Amit Kshatriya, afirmou que os responsáveis pela missão Artemis II está confiantes de que fizeram o trabalho necessário para trazer os astronautas de volta a casa em segurança.
“A tripulação vai colocar as suas vidas nas mãos dessa confiança”, afirmou Kshatriya, sublinhando contudo a importância desta fase final para o sucesso da missão Artemis II. “Todos os sistemas que demonstrámos nos últimos nove dias - suporte de vida, navegação, propulsão, comunicações, etc - tudo depende dos minutos finais do voo”.
Após esta entrada na atmosfera, será por volta dos 6,7 km de altitude que serão abertos os primeiros paraquedas destinados a estabilizar a queda da cápsula, com os paraquedas seguintes a garantirem a redução da velocidade para que a Orion conseguida pousar de forma suave no oceano Pacífico.
O plano da NASA prevê que a cápsula Orion pouse no oceano ao largo da cidade de San Diego, na costa oeste dos EUA. Uma vez resgatados os astronautas do interior da cápsula Orion, o destino é o Centro Espacial Johnson da NASA, localizado no Texas, onde será feita a avaliação e monitorização do estado físico dos astronautas.

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