© Getty Images Por LUSA 11/04/2026
De acordo com a Agência Espacial de Missões Tripuladas da China (AEMT) esta sexta-feira, todos os componentes da missão foram transferidos para o complexo de lançamento, onde terão início os testes e verificações prévias antes da partida, prevista para a segunda metade deste ano.
A Chang'e-7 faz parte da estratégia chinesa para intensificar a exploração do polo sul lunar, uma região de especial interesse científico devido à possível presença de gelo em crateras permanentemente na sombra, o que, a confirmar-se, permite o acesso a água, um recurso fundamental para futuras missões de longa duração.
A missão combinará diferentes operações, desde a órbita até à descida e deslocamento na superfície, com o objetivo de estudar o ambiente e os recursos dessa zona, bem como testar novas tecnologias para a exploração lunar.
O programa Chang'e prevê continuar este roteiro com a missão Chang'e-8, prevista para 2029, que procurará avaliar a utilização dos recursos detetados e lançar as bases para uma futura presença humana na Lua.
A China tem reforçado o seu programa espacial nos últimos anos, com missões como a alunagem da sonda Chang'e 4 na face oculta da Lua e a chegada a Marte com a Tianwen-1, além da construção da Tiangong, que poderá tornar-se a única plataforma habitada em órbita baixa quando a Estação Espacial Internacional concluir a sua retirada, prevista para 2032.
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Ao fim de 10 dias no Espaço e de uma volta inédita à Lua, Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch, da NASA, e Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadiana foram retirados da cápsula Orion onde se encontravam.


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