Por LUSA 04/03/2026
"Um submarino norte-americano afundou um navio de guerra iraniano. Estava em águas internacionais e foi afundado por um torpedo", declarou o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, numa conferência de imprensa ao lado do chefe do Estado-Maior Conjunto, Dan Caine.
O chefe do Pentágono confirmou que a Marinha norte-americana foi responsável pelo ataque à embarcação iraniana, no contexto da operação militar lançada contra o Irão no sábado.
Hegseth descreveu o ataque como "uma morte silenciosa" e sublinhou que se trata do primeiro afundamento de um navio inimigo por torpedo desde a Segunda Guerra Mundial.
Segundo o líder do Pentágono, o incidente demonstra a capacidade e a determinação de Washington para prosseguir a operação militar e vencer o conflito em curso.
A Marinha do Sri Lanka informou que 35 pessoas seguiam a bordo da embarcação iraniana que se afundou a cerca de 40 milhas náuticas (aproximadamente 74 quilómetros) a sul da ilha.
O secretário da Defesa dos Estados Unidos assegurou que Washington está a "vencer decisivamente" a guerra contra o Irão.
"Os EUA estão a ganhar de forma decisiva, devastadora e impiedosa. Esta nunca foi a intenção que fosse uma luta justa", disse Hegseth, acrescentando que a operação Fúria Épica empregou "o dobro do poder aéreo" da campanha do Iraque em 2003 e tem uma intensidade sete vezes superior aos bombardeamentos realizados contra instalações nucleares iranianas em junho do ano passado.
Hegseth informou ainda que mais bombardeiros e aviões de combate estão a ser destacados para a região e que, após obter "controlo total dos céus", os Estados Unidos vão começar a utilizar bombas de gravidade de precisão guiadas por GPS e laser.
Na mesma conferência de Imprensa, Dan Caine indicou que a capacidade iraniana de lançamento de mísseis balísticos diminuiu 86% desde o início dos combates, com uma redução de 23% apenas nas últimas 24 horas.
Segundo o militar, o lançamento de drones de ataque unidirecional também caiu 73% no mesmo período.
Caine explicou que o Comando Central dos Estados Unidos passou de grandes ataques com munições de longo alcance, lançadas fora do alcance inimigo, para operações de precisão realizadas diretamente a partir do interior do Irão.
De acordo com o Pentágono, seis militares norte-americanos morreram até agora em consequência da resposta militar iraniana.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a ofensiva continuará durante várias semanas até que sejam destruídas as capacidades iranianas de mísseis, marinha e programa nuclear, advertindo que a "grande onda" de ataques ainda não foi lançada e poderá ocorrer "muito em breve".
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