Por LUSA
Segundo o exército israelita, foram detetados lançamentos de mísseis iranianos em direção a Israel, tendo os sistemas de defesa aérea sido ativados "para intercetar a ameaça".
Os militares reportaram igualmente diversos lançamentos de drones a partir do Líbano, atribuídos ao movimento xiita Hezbollah, acrescentando que a maioria dos aparelhos foi intercetada.
Em Jerusalém, as sirenes de alerta soaram quatro vezes em menos de três horas durante hoje à tarde e várias explosões foram audíveis na cidade.
Na região de Jerusalém, a polícia anunciou o envio de agentes para cinco locais após alertas para a queda de destroços resultantes da interceção de projéteis, que provocaram alguns danos materiais.
As sirenes soaram também em Telavive, no centro do país, bem como em Haifa e noutras zonas do norte de Israel.
O serviço nacional de emergência médica e desastres de Israel (Magen David Adom) indicou que duas pessoas ficaram feridas sem gravidade após ataques com mísseis perto de Telavive, incluindo um homem na casa dos 30 anos atingido por destroços.
Israel e Estados Unidos lançaram a 28 de fevereiro uma ofensiva ao Irão para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", tendo matado o guia supremo iraniano, o 'ayatollah' Ali Khamenei, e grande parte dos altos responsáveis da Guarda Revolucionária.
O Conselho de Liderança Iraniano dirige o país após a morte de Khamenei.
Washington exige que o Irão cesse o enriquecimento de urânio e limite o alcance dos seus mísseis, o que Teerão recusa, aceitando apenas cortes no seu programa nuclear em troca da suspensão das sanções em vigor.
O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã, Iraque, Chipre e Turquia.

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