segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

UE aprova sanções contra cidadãos russos por violação de direitos humanos... Entre os visados pelas medidas sancionatórias, estão "dois juízes, um procurador e um investigador", envolvidos em "julgamentos com motivações políticas" que levaram à condenação dos ativistas Dmitry Skurikhin e Oleg Belousov.

Por  sicnoticias.pt

A União Europeia (UE) aprovou esta segunda-feira, sanções contra oito cidadãos russos, incluindo dois juízes e um procurador, por "violação grave de direitos humanos" e por "minarem a democracia e o Estado de Direito".

Estas sanções foram aprovadas numa reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, em Bruxelas.

Entre os visados pelas medidas sancionatórias, estão "dois juízes, um procurador e um investigador", envolvidos em "julgamentos com motivações políticas" que levaram à condenação dos ativistas Dmitry Skurikhin e Oleg Belousov, indicou o Conselho da UE, num comunicado.

"As medidas aprovadas também visam os diretores de colónias penais e de um centro de pré-detenção, onde estão detidos os presos políticos Aleksei Gorinov, Pavel Kushnir, Mikhail Kriger e a jornalista Maria Ponomarenko, que se exprimiram contra a guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia e criticaram o regime de [do Presidente russo, Vladimir] Putin", referiu a mesma nota informativa.

Segundo o Conselho da UE, os indivíduos em questão ficam sujeitos a um congelamento de bens e "os cidadãos e empresas da UE ficam proibidos de disponibilizar-lhes fundos".

"Os indivíduos visados também estão sujeitos a uma proibição de viagens, que os impede de entrar ou transitar por território da UE", mencionou ainda o comunicado.

Na nota informativa, a UE frisa que se mantém "inabalável na sua condenação das violações e repressões de direitos humanos na Rússia" e que está "profundamente preocupada com a contínua deterioração da situação dos direitos humanos no país, especialmente no contexto da guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia".

Estas medidas enquadram-se num regime de medidas restritivas da UE contra as violações de direitos humanos na Rússia, aprovado após a morte do opositor Alexei Navalny em 2024, e são independentes do 20.º pacote de sanções que está hoje a ser discutido na reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros e que não deverá ser aprovado por oposição da Hungria.

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