Por Sicnoticias
Os Estados Unidos acreditam que o Irão pode ter uma bomba nuclear pronta dentro de uma semana. Por isso mesmo, a presença militar norte-americana no Golfo Pérsico está a aumentar, e Israel já afirmou estar preparado para uma nova aliança com os Estados Unidos para voltar a atacar alvos iranianos. Ao mesmo tempo, o povo do Irão continua os protestos contra o regime.
Witkoff é o homem escolhido por Donald Trump para negociar o fim do programa nuclear no Irão. É também o homem que acaba de fazer uma afirmação explosiva:
"Têm enriquecido urânio muito além do necessário para produzir energia nuclear civil. Chegam aos 60% de pureza físsil. Provavelmente estão a uma semana de ter material industrial, de fabricar bombas de nível undustrial, e isso é muito perigoso."
Esta declaração justifica as movimentações dos militares norte-americanos. No Golfo Pérsico já se encontram dois porta-aviões e vários navios de carga, que apoiam uma frota marítima e aérea de considerável capacidade de destruição, mas talvez não com o poder de dissuasão que Trump esperava.
"Com este tipo de pressão, com a quantidade de poder naval que temos lá, porque não vieram ter connosco e dizer 'declaramos que não queremos uma arma, por isso eis o que estamos dispostos a fazer', porquê? É difícil levá-los a esse ponto."
O Irão garante que o trabalho com urânio enriquecido não é para a construção de uma bomba. Os Estados Unidos asseguram que sim e têm o apoio de Israel para repetir os ataques aliados de junho contra alvos em território iraniano. Trump esperava que esta possibilidade tivesse outro efeito em Teerão.
"Não quero usar a palavra 'frustrado', porque ele entende que tem muitas alternativas, mas está curioso por saber por que não cederam… Não quero usar a palavra 'capitularam', mas por que não capitularam?"
O povo iraniano também se manifesta nas ruas, um rotundo não à bomba e não à guerra, o que significa que o regime dos aiatolas enfrenta oposição interna e externa. O presidente iraniano já afirmou que não vai ceder perante as ameaças militares, acrescentadas ao discurso mundial no meio das negociações de paz com a República Islâmica.
Sobre os protestos em Teerão, Masoud Pezeshkian não comentou, mas muitos manifestantes que começaram a invadir as ruas do Irão em dezembro passado protestavam contra a crise financeira e de valores imposta por um regime ortodoxo e castrador de liberdades.
No início, o verbo do aiatola ficou logo definido:
"Falamos com os manifestantes, eles devem falar, as autoridades devem falar com os manifestantes, mas não faz sentido falar com os desordeiros. Os desordeiros devem ser postos no seu lugar"
O povo iraniano rejeita a classificação de motins e garante que se trata antes de repressão policial, que resultou em mais de 30 mil mortos e mais de 50 mil detidos. No início dos protestos, Trump avisou:
"Se começarem a matar pessoas como fizeram no passado, penso que vão ser severamente atingidos pelos Estados Unidos."
O facto é que houve mortes e o presidente Trump não interveio. Agora ameaça fazê-lo devido ao programa nuclear, num fim de semana em que os protestos civis voltaram em força às cidades do Irão.
Com 300 aviões de combate, dois porta-aviões e até submarinos com mísseis de cruzeiro, a presença americana na região é significativa. Será que estamos a ver uma fase de dissuasão ou algo mais próximo de um confronto direto?
.jpeg)

Sem comentários:
Enviar um comentário