© Shutterstock Por LUSA 23/02/2026
"A UA rejeita inequivocamente todos os atos de terrorismo e extremismo violento contra populações civis, particularmente mulheres e crianças, como graves violações dos direitos humanos e sérias ameaças à paz, à segurança e à estabilidade", afirmou o presidente da Comissão da UA, Mahmoud Ali Youssouf, em comunicado.
Youssouf expressou ainda "plena solidariedade" da UA com a Nigéria e "sentidas condolências" às famílias das vítimas, reafirmando "apoio inabalável" aos esforços de Abuja para "abordar a insegurança e restaurar uma paz duradoura".
Por último, Youssouf pediu a libertação "imediata, segura e incondicional" de todas as mulheres e crianças raptadas.
Solicitou, por isso, um "reforço, coordenação e ação coletiva para proteger as populações civis e prevenir a repetição destas atrocidades, em linha e com o compromisso da UA com a paz, a segurança e a estabilidade no continente".
O ataque ocorreu na localidade de Dutsin Dan Ajiya, onde dezenas de homens chegaram em motocicletas, bloquearam as entradas e saídas, e começaram a disparar indiscriminadamente.
O massacre em Zamfara surge depois de outro ataque da mesma natureza, que ocorreu na quarta-feira e que deixou 33 pastores mortos no estado de Kebbi.
O nordeste da Nigéria sofre ataques do grupo extremista islâmico Boko Haram desde 2009, uma violência que se agravou a partir de 2016 com o surgimento de uma sua dissidência, o Estado Islâmico da Província da África Ocidental (ISWAP, na sigla em inglês).
Os grupos pretendem impor um Estado islâmico na Nigéria, um país de maioria muçulmana no norte e predominantemente cristão no sul.
O Boko Haram e o ISWAP mataram mais de 35 mil pessoas, muitas delas muçulmanas, e causaram cerca de 2,7 milhões de deslocados internos, principalmente na Nigéria, mas também em países vizinhos como Camarões, Chade e Níger.

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