Os cidadãos defendem que a reposição do serviço contribuirá para facilitar o acesso à informação e melhorar as oportunidades digitais para a população.
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© Tetiana DZHAFAROVA / AFP via Getty Images Por LUSA 11/08/2026
A"tortura e os maus-tratos generalizados e sistemáticos" a civis ucranianos detidos e prisioneiros de guerra pela Rússia continuam, incluindo a violência sexual, afirmou a secretária-geral adjunta da ONU para os direitos humanos , Claudia Fuentes Julio, durante uma reunião informal do Conselho de Segurança da ONU.
A reunião foi convocada na segunda-feira pela Letónia e pelo Reino Unido, para discutir no Conselho de Segurança, no qual a Rússia tem lugar permanente e direito de veto, a situação de civis e soldados capturados desde a invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022.
Claudia Fuentes Julio disse que a equipa de direitos humanos da ONU entrevistou 910 prisioneiros de guerra ucranianos e 403 civis detidos após a sua libertação.
A ONU não conseguiu visitar os centros de detenção na Rússia, e o seu número estimado de detidos não especifica quantos são adultos ou crianças.
Mais de 95% dos prisioneiros de guerra ucranianos e 85% dos civis detidos relataram ter sido torturados ou maltratados, muitas vezes de forma repetida, disse a dirigente da ONU.
Também foram relatadas agressões sexuais e condições desumanas, incluindo privação de alimentos e serviços médicos inadequados.
O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, com sede em Genebra, "documentou a execução de 129 prisioneiros de guerra ucranianos no início do seu cativeiro e a morte de outros 48 prisioneiros sob custódia, resultantes de tortura, negação de cuidados médicos ou outras condições desumanas de detenção", disse a secretária-geral adjunta da ONU.
Mohsen Rezaei é o novo secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, a mais alta instância de segurança do Irã. Foto de arquivo de junho de 2021 AFP - MORTEZA FAKHRI NEZHAD Por: RFI 11/08/2026
Mohsen Rezaei, ex-chefe da Guarda Revolucionária, assume o cargo de secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, a mais alta instância de segurança do país, que conecta os setores civil e militar. Sua nomeação foi anunciada no domingo.
Na segunda-feira, o líder supremo iraniano, o aiatolá Mojtaba Khamenei, nomeou o general da Guarda Revolucionária Ali Abdollahi para chefiar o Estado-Maior das Forças Armadas. Até então, Abdollahi comandava o quartel-general central Khatam al-Anbiya, uma das principais estruturas de coordenação militar do país, responsável por supervisionar operações conjuntas. Sua chegada ao posto reforça a influência da Guarda Revolucionária, a poderosa força militar ideológica da República Islâmica, sobre a cúpula militar iraniana.
O líder supremo também nomeou o general de brigada Ahmad Vahidi para o comando da Guarda Revolucionária Islâmica. Com a promoção, ele passa a ostentar a patente de major-general.
Essas foram as primeiras nomeações militares de alto escalão feitas por Khamenei desde que assumiu como líder supremo, no início da guerra no Oriente Médio, após a morte do pai em ataques realizados pelos Estados Unidos e por Israel.
Mudança de rumo no cenário internacional
As nomeações de dois aliados próximos do líder supremo para posições estratégicas sugerem que existem divergências de opinião no mais alto escalão do Estado iraniano, segundo analistas entrevistados pela RFI. Com Mohsen Rezaei na direção do Conselho Supremo de Segurança Nacional e Ali Abdollahi no comando das Forças Armadas, o Irã poderá promover uma mudança de rumo diplomático no cenário internacional.
No domingo, alguns meios de comunicação iranianos já haviam antecipado a iminente renúncia do então secretário do Conselho Supremo, Mohammad Bagher Zolghadr, que estava no cargo desde março de 2026. Zolghadr, também ex-general da Guarda Revolucionária, havia sido nomeado após a morte de Ali Larijani em um bombardeio norte-americano, em um primeiro sinal de firmeza do poder iraniano. Ao que parece, ele não convenceu plenamente o regime dos aiatolás.
“Embora Zolghadr não fizesse parte do campo reformista, recentemente havia um processo de aproximação entre ele e o governo”, afirma o sociólogo franco-iraniano exilado Didier Idjadi. O especialista faz referência aos setores favoráveis a uma solução diplomática para o conflito com os Estados Unidos.
Na realidade, a saída de Zolghadr do cargo já havia sido sugerida por pessoas próximas ao líder supremo.
Massoud Pezeshkian enfraquecido
A renúncia de Mohammad Bagher Zolghadr foi noticiada por um porta-voz da Presidência iraniana na rede X, poucas horas após o anúncio de uma rara reunião entre o líder supremo, Mojtaba Khamenei, e o presidente iraniano, Massoud Pezeshkian. No mesmo comunicado, o assessor presidencial informou que Pezeshkian indicava Mohsen Rezaei para o cargo.
A escolha do secretário do Conselho Supremo cabe tradicionalmente ao presidente da República Islâmica. Mas, no domingo, a conta no X atribuída ao “Aiatolá Mojtaba Khamenei” antecipou o anúncio da nomeação de “Rezaei, destacando sua valiosa experiência, para ser meu representante no Conselho Supremo de Segurança Nacional”. Na prática, a saída de Zolghadr do cargo já havia sido sugerida por pessoas próximas ao próprio líder supremo.
O gesto foi interpretado como mais um sinal do fortalecimento gradual do controle religioso sobre o Estado, com o objetivo de conter as iniciativas do presidente.
Defensores da diplomacia contra conservadores
Duas grandes correntes se enfrentam hoje no topo do poder iraniano. De um lado estão os defensores da diplomacia, representados pelo presidente Massoud Pezeshkian e por Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento e principal negociador da delegação iraniana nas conversações com os Estados Unidos.
Do outro lado estão determinados religiosos e membros da Guarda Revolucionária, adeptos de uma postura de “linha dura” e contrários a qualquer negociação com os países ocidentais envolvidos no conflito.
Embora esses dois grupos estejam longe de ser homogêneos, “Mojtaba aparentemente é favorável a uma abordagem mais rígida e, portanto, à rejeição das negociações”, observa Didier Idjadi.
O protocolo de entendimento para um cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos, assinado em 18 de junho e amplamente criticado no país, teria intensificado essas divisões. Durante a votação no Conselho Supremo, apenas um dos doze integrantes presentes teria se oposto à ratificação do acordo. O voto contrário foi o do representante do líder supremo no órgão.
A promoção de Mohsen Rezaei, que até então atuava como conselheiro militar de Khamenei, seria também uma forma de “conter a influência excessiva de Mohammad Bagher Ghalibaf”, segundo Hamidreza Azizi, especialista em segurança iraniana citado pelo jornal norte-americano New York Times.
Rede de influência
Em uma publicação na rede X datada de 3 de agosto, Mohsen Rezaei advertiu que “se o bloqueio naval dos Estados Unidos continuar, navios e forças norte-americanas enfrentarão sérios riscos e sofrerão perdas”. Essa é apenas uma das várias ameaças feitas por ele em pronunciamentos públicos.
Aos 71 anos, ex-comandante da Guarda Revolucionária entre 1981 e 1997, Rezaei personifica a linha-dura defendida pelo líder supremo e possui uma ampla rede de influência dentro das estruturas do poder iraniano, algo que seu antecessor não tinha na mesma dimensão.
Sua trajetória vai muito além das atividades militares durante a guerra Irã-Iraque. Candidato derrotado em várias eleições presidenciais, ex-ministro da Economia e figura conservadora de atuação multifacetada, Rezaei construiu relações em diversos círculos de poder do Estado.
“A característica que talvez melhor defina a carreira política de Rezaei é sua capacidade de transitar entre a linguagem da coerção militar e a da negociação política”, destaca Mohammad Ghaedi, pesquisador de ciência política da Universidade George Washington, em seu blog.
Com Ali Abdollahi e Ahmad Vahidi ao seu lado, recém-nomeados, respectivamente, chefe do Estado-Maior e comandante da Guarda Revolucionária, e ambos integrantes do Conselho Supremo de Segurança Nacional, a visão mais belicista defendida pelo líder supremo pode acabar prevalecendo sobre os esforços de negociação e paz.
Essa estratégia, ainda pouco transparente, poderá provocar atritos com o imprevisível presidente norte-americano. “Como isso evoluirá daqui a um mês ou dois meses?”, questiona Didier Idjadi. “Hoje, a rede de Rezaei domina, mas alianças são formadas e desfeitas, e as correlações de força também podem mudar no futuro”, conclui, com cautela, o sociólogo.
© Shutterstock Por LUSA 11/08/2026
"Milhares de pessoas chegaram a cidades como Gao e Ménaka [norte] desde os acontecimentos de 25 de abril, seguidos dos confrontos recentes na zona de Anéfis", cidade estratégica e palco recente de combates entre o exército e os rebeldes tuaregues pelo seu controlo, indicou o responsável de uma Organização Não-Governamental (ONG) à agência de notícias France-Press (AFP).
Um responsável pelo desenvolvimento social declarou que "cerca de 40.000 pessoas" deixaram as localidades onde viviam.
Nos últimos meses, os combates voltaram a intensificar-se no Mali desde uma vasta ofensiva, no final de abril, levada a cabo por uma coligação formada por extremistas do Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos (JNIM) - afiliado da Al-Qaeda - e por separatistas da Frente de Libertação do Azawad (FLA), durante a qual o ministro da Defesa maliano foi morto e a cidade estratégica de Kidal (Norte) foi tomada por esta coligação.
Segundo uma fonte local, só na cidade de Gao, a maior do Norte do Mali, há "mais de 7.000 novos deslocados nos últimos três meses", um afluxo de uma magnitude sem precedentes num período tão curto nos últimos anos neste país do Sahel.
Além disso, "há duas semanas que o exército intensificou os bombardeamentos aéreos em zonas como Tinzawatene, [região de Kidal], destruindo centros de saúde e provocando novas deslocações de populações", afirmou uma fonte de segurança.
Os deslocados, que chegaram a Gao e Ménaka, provêm na sua maioria de Kidal, na sequência da deterioração da situação nessa região, que se tornou zona de combate afetada por ataques regulares do exército.
O Mali conta oficialmente com mais de 400.000 deslocados, mas este número é considerado subestimado por muitos intervenientes do setor.
Este país africano está a atravessar, desde 2012, uma profunda crise de segurança.
Desde dois golpes de Estado sucessivos em 2020 e 2021, é governado por militares que chegaram ao poder com a promessa de restabelecer a segurança e preservar a sua integridade territorial.
© Shutterstock Por noticiasaominuto.com 11/08/2026
O ibuprofeno é um medicamento comum e usado por muitas pessoas no alívio de dores. Durante o verão, e de forma a aliviar dores musculares causadas pelo tempo quente, há quem o tome sem pensar nas consequências. Uma farmacêutica deixou o alerta e revela as pessoas que devem evitar tomar ibuprofeno durante os meses de verão.
Ao Mirror, a farmacêutica Hanna Yusuf explicou o que está em causa e o principal motivo que deve fazer com que algumas pessoas deixem de tomar este medicamento comum durante as semanas mais quentes do verão.
Ibuprofeno: Quem deve evitar no verão
“Algumas pessoas notam que suas articulações ficam mais inchadas ou desconfortáveis durante o tempo quente. Temperaturas mais altas podem causar a dilatação dos vasos sanguíneos e contribuir para a retenção de líquidos em algumas, o que pode piorar os sintomas articulares já existentes”, começa por explicar a farmacêutica.
Desta forma, avisa que existem cinco grupos de pessoas que devem evitar a toma de ibuprofeno durante dias muito quentes. Um deles são as grávidas, especialmente as com mais de 20 semanas.
“O ibuprofeno pode afetar o desenvolvimento do bebé, incluindo o coração e a quantidade de líquido amniótico, portanto, só deve ser tomado com a autorização médica.”
Por outro lado, pessoas com insuficiência cardíaca ou doença hepática também devem evitar ibuprofeno. “O ibuprofeno pode agravar estas condições, faz com que o corpo retenha líquidos e sal em excesso, sobrecarregando ainda mais um coração ou fígado já debilitados.”
Os riscos de tomar ibuprofeno durante o tempo quente
Também quem sofre de doença renal deve ter mais atenção. “O ibuprofeno aumenta a pressão sobre os rins, que já estão debilitados, podendo levá-los a um risco ainda maior de falência renal.”
A farmacêutica Hanna Yusuf alertou ainda para pessoas que tomam medicamentos para a pressão arterial e a quem já teve algum tipo de reação adversa a ibuprofeno e a analgésicos.
“O ibuprofeno é um dos analgésicos mais usados e, para a maioria das pessoas, tomá-lo ocasionalmente não é motivo de preocupação. O problema é que o clima quente pode aumentar o risco de desidratação, e a desidratação é um dos fatores que podem tornar o ibuprofeno mais prejudicial para os rins. Isso é particularmente importante para pessoas que já têm doença renal, insuficiência cardíaca, problemas no fígado ou que tomam certos medicamentos para pressão arterial”, avisa a especialista.
Ainda assim, mesmo que pertença a um destes grupos de risco, não quer dizer que deva deixar de lado este medicamento. O melhor é sempre consultar o seu médico.
“Não digo que as pessoas devam parar de tomar os medicamentos prescritos ou deitar fora o ibuprofeno. O importante é que, se pertence a um dos grupos de maior risco, vale a pena conversar com um farmacêutico sobre a opção mais segura para si durante uma onda de calor. Em muitos casos, o paracetamol pode ser uma escolha mais adequada”, continua Hanna Yusuf.
A combinação de determinados medicamentos com álcool poderá inibir os efeitos destes no corpo. Especialistas revelaram ao EatingWell as substâncias que nunca deverão ser misturadas com bebidas alcóolicas, uma vez que tal poderá levar a efeitos adversos.
Por Rádio Sol Mansi 11.08.2026
Os novos agentes da Polícia Judiciária guineense encontram-se em casa, por tempo indeterminado, em protesto contra a falta de efetivação e o atraso de cerca de cinco meses de salários.
Segundo informações avançadas esta terça-feira por uma fonte ligada à instituição judiciária, mais de 90 novos agentes decidiram suspender as atividades até que as suas reivindicações sejam atendidas pelo Governo.
A mesma fonte, consultada pela Rádio Sol Mansi, explica que a decisão surge na sequência de várias promessas feitas pelo chefe do Governo de transição, que teria garantido a resolução das reivindicações apresentadas pelos agentes.
Segundo a fonte, desde os primeiros contactos e negociações com o Executivo, nenhum dos principais pontos da reivindicação foi ainda solucionado.
Os agentes da Polícia Judiciária denunciam igualmente a realização de vários encontros com a Direção Nacional da instituição e com o Governo, durante os quais foram feitas promessas de resolução das questões em causa.
Os 96 novos agentes de investigação criminal da Polícia Judiciária foram empossados no dia 12 de março de 2026. Na mesma ocasião, receberam as insígnias e credenciais da corporação, depois de concluírem dois anos de formação em diversas áreas de investigação criminal e de realizarem estágios profissionais.
A cerimónia de posse, presidida pelo então ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, Carlos Pinto Pereira, serviu também para a promoção de vários agentes da Polícia Judiciária às categorias de chefes de núcleo, chefes de posto, subinspetores, inspetores coordenadores e inspetores superiores.
Os novos agentes são, na sua maioria, jovens com formação superior, incluindo nas áreas de medicina, enfermagem e cursos técnicos profissionais.
© OMAR HAJ KADOUR/AFP via Getty Images Por Notícias ao Minuto com Lusa 11/08/2026
Bashar al-Assad foi condenado à pena de morte por crimes contra a humanidade na Síria, avança a AFP.
O antigo governante foi condenado após o ter considerado culpado das acusações de "crimes de guerra" e "crimes contra a humanidade" cometidos durante a guerra civil no país.
A sentença contra Assad, que fugiu com a família para Moscovo, na Rússia, em dezembro de 2024, é a primeira proferida pelas autoridades de transição.
O presidente sírio, Bashar al-Assad, cujo regime foi derrubado em 2024, governou o país com mão de ferro durante 24 anos, reprimindo de forma sangrenta uma rebelião que se transformou em guerra, uma das mais brutais do século XXI.
O percurso político de Bashar al-Assad
Nascido em 11 de setembro de 1965, Bashar não estava destinado a tornar-se presidente, mas a sua vida mudou radicalmente quando o seu irmão mais velho, Bassel, que sucederia ao seu pai, morreu num acidente de viação em 1994.
Teve então de abandonar os estudos em Londres, onde conheceu a futura mulher, Asma, uma mulher sunita sírio-britânica, com quem teve três filhos.
Quando o pai morreu, em 2000, Bashar tornou-se presidente por referendo, sem oposição.
Quando prestou juramento, aos 34 anos, para muitos sírios que procuravam mais liberdades, Bashar personificava a imagem de um reformador, capaz de pôr fim a anos de repressão e de estabelecer uma economia mais liberal num país com um controlo estatal sufocante.
No início da sua presidência, Bashar apareceu em público a conduzir o seu carro e a jantar num restaurante sozinho com a mulher, acabando por afrouxar algumas das restrições impostas pelo pai.
Mas a imagem de reformador dissipou-se muito rapidamente, com a detenção e prisão de intelectuais, professores e outros adeptos do movimento reformista, no final de uma breve "Primavera de Damasco".
Quando a Primavera Árabe se espalhou pela Síria, em março de 2011, a população organizou manifestações pacíficas para apelar à mudança.
Bashar al-Assad, que era também o comandante em chefe das Forças Armadas, liderou então uma repressão brutal, rapidamente seguida por uma guerra civil.
Durante a guerra, que deixou mais de 500 mil mortos e deslocou metade da população, Bashar manteve-se sempre firme nas suas posições.
Com o apoio dos seus patrocinadores iranianos e russos, conseguiu reconquistar dois terços do território. Internamente, a sua "perseverança e rigor" conseguiram "monopolizar os poderes de decisão e garantir o apoio total do exército", explica um investigador em Damasco.
Mesmo no auge da guerra civil, Bashar permaneceu imperturbável, convencido da sua capacidade de esmagar uma rebelião que denunciou como "terrorista" e produto de "uma conspiração" de países inimigos para o derrubar.
Abandonado pelos seus aliados russos e iranianos, eles próprios muito enfraquecidos, segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), Bashar al-Assad foi obrigado hoje a fugir do país, 11 dias após o lançamento, a 27 de novembro, de uma ofensiva relâmpago dos rebeldes, à qual as suas forças quase não ofereceram resistência.
O colapso do regime de Bashar al-Assad aconteceu às mãos dos insurgentes liderados pela Organização de Libertação do Levante (OLL ou Hayat Tahrir al Sham ou HTS, em árabe), apoiados pela Turquia, que tomaram Damasco após uma ofensiva quase sem resistência.
Entre os símbolos mais fortes da queda de Damasco está a libertação da sinistra prisão de Sednaya, onde milhares de opositores ao poder da dinastia al-Assad foram presos, torturados e assassinados.
"Um inominável" regime, como hoje o classificou o ministério português dos Negócios Estrangeiros, numa mensagem na rede social X: "Portugal, com os parceiros europeus, segue de perto a situação na Síria. O fim do inominável regime de Assad deve conduzir a uma transição pacífica e inclusiva de todas as comunidades, na linha da Resolução 2254 do Conselho de Segurança das Nações Unidas. O povo sírio tem direito à paz".
Por SIC Notícias 11/08/2026
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou esta terça-feira que as Forças Armadas russas usaram "mísseis balísticos norte-coreanos" para atacar a cidade de Zaporijia, no sul da Ucrânia, matando pelo menos seis pessoas durante à noite.
"A cidade foi atingida por mísseis balísticos norte-coreanos, com mísseis Zircon [russos] e bombas aéreas guiadas", disse Zelensky na rede social X, denunciando um "ataque brutal planeado para causar o máximo de danos".
A cidade de Zaporijia, que tinha uma população de mais de 700 mil habitantes antes da guerra, foi alvo de um ataque "massivo" que fez pelo menos seis mortos e 19 feridos, segundo o governador regional Ivan Fedorov.
A Coreia do Norte é aliada da Rússia e as relações entre os dois países têm-se reforçado desde o início da invasão russa da Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022.
Moscovo e Pyongyang concluíram um acordo de defesa em 2024, e milhares de soldados norte-coreanos participaram nos combates contra as forças ucranianas na região russa de Kursk, entre 2024 e 2025. A Ucrânia já acusou a Rússia de utilizar armas fabricadas na Coreia do Norte.
Texto: LUSA
As forças russas atacaram centros logísticos, armazéns e empresas industriais em Kyiv, capital da Ucrânia, e Zaporijia, capital da região parcialmente ocupada pela Rússia, com mísseis de alta precisão durante à noite, confirmou hoje o Ministério da Defesa russo.
© Shutterstock Por Notícias ao Minuto 11/08/2026
O Código do Trabalho estabelece que a idade mínima para a admissão de um trabalhador em Portugal é de 16 anos, sendo que a idade legal da reforma está, atualmente, nos 66 anos e nove meses.
A idade mínima (com regras)
O Artigo 68.º do Código do Trabalho estabelece que "a idade mínima de admissão para prestar trabalho é de 16 anos", sendo que há regras: "Só pode ser admitido a prestar trabalho o menor que tenha completado a idade mínima de admissão, tenha concluído a escolaridade obrigatória ou esteja matriculado e a frequentar o nível secundário de educação e disponha de capacidades físicas e psíquicas adequadas ao posto de trabalho".
Mais: O menor com idade inferior a 16 anos que tenha concluído a escolaridade obrigatória ou esteja matriculado e a frequentar o nível secundário de educação pode prestar trabalhos leves que consistam em tarefas simples e definidas que, pela sua natureza, pelos esforços físicos ou mentais exigidos ou pelas condições específicas em que são realizadas, não sejam suscetíveis de o prejudicar no que respeita à integridade física, segurança e saúde, assiduidade escolar, participação em programas de orientação ou de formação, capacidade para beneficiar da instrução ministrada, ou ainda ao seu desenvolvimento físico, psíquico, moral, intelectual e cultural".
No caso de uma "empresa familiar, o menor com idade inferior a 16 anos deve trabalhar sob a vigilância e direção de um membro do seu agregado familiar, maior de idade".
Em suma, "ter 16 anos não é, por si só, suficiente. Um jovem de 16 ou 17 anos que tenha deixado a escola sem concluir o 12.º ano e sem estar matriculado no secundário não cumpre todos os requisitos legais para trabalhar", conforme explica o blog Salto do Santander.
A idade legal da reforma
Por cá, em 2026 a idade da reforma está nos 66 anos e 9 meses, mas vai subir para os 66 anos e 11 meses em 2027. Esta é a idade de referência, mas os trabalhadores também podem deixar de trabalhar mais cedo, aderindo à reforma antecipada.
De uma maneira geral, a reforma antecipada passa por abandonar mais cedo o trabalho e começar a receber a pensão antes da idade legal, mas nem toda a gente o pode fazer, já que há determinadas condições que se devem verificar.
De acordo com a Segurança Socia, tem direito à pensão de velhice antecipada se cumprir com, pelo menos, uma das seguintes situações:
Por SIC Notícias 11/08/2026
A China informou que um foguetão Longa Marcha 7A, que transportava o satélite ChinaSat-4B, falhou após uma anomalia em voo, pouco depois da descolagem do centro de lançamento espacial de Wenchang, na província insular de Hainan, no sul do país, na segunda-feira.
Com um satélite de comunicações ChinaSat 4B a bordo, o foguetão Longa Marcha 7A foi lançado sem sucesso na noite de segunda-feira (tarde em Lisboa) na ilha de Hainan (sul), onde se encontra o Centro de Lançamento Espacial de Wenchang, integrado no programa espacial chinês.
"O foguetão apresentou uma anomalia durante o voo e a missão de lançamento falhou", informou a agência de notícias Xinhua.
Esta foi a primeira falha conhecida do Longa Marcha 7A desde o seu voo inaugural em março de 2020, segundo a Xinhua. A China já lançou centenas de missões recorrendo a foguetões Longa Marcha para colocar satélites de internet e de comunicação na órbita baixa da Terra.
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| Foguetão Long March 5B CNSA.GOV.CN |
A China está a preparar-se para a missão lunar Chang'e-7, prevista para o segundo semestre de 2026, que irá explorar o polo sul da Lua, incluindo crateras permanentemente na sombra que podem conter gelo de água.
Utilizará um foguete Longa Marcha 5, maior e diferente do Longa Marcha 7A. Peritos afirmam que a falha do Longa Marcha 7A não terá um impacto significativo no calendário de lançamento do Chang'e-7.
© JALAA MAREY/AFP via Getty Images Por LUSA 11/08/2026
"Considerando a persistente instabilidade regional no Médio Oriente e a importância estratégica dos Montes Golã para a segurança de Israel, o governo colombiano reconhece a soberania israelita sobre este território, bem como o direito deste Estado de se proteger contra ameaças externas", destacou o Ministério dos Negócios Estrangeiros num comunicado na segunda-feira na rede social X.
O planalto os Montes Golã, rico em água, é um ponto estratégico sobre a região israelita da Galileia e o Mar da Galileia na parte controlada por Israel, bem como sobre a estrada que conduz a Damasco, capital da síria.
O território foi conquistado por Israel à Síria durante a Guerra dos Seis Dias (1967) e a Guerra do Yom Kippur (1973) e anexado efetivamente em 1981.
A decisão de Bogotá surge semanas depois de a Colômbia, na sequência da derrota da esquerda de Gustavo Petro nas últimas presidenciais, ter anunciado o restabelecimento das relações diplomáticas com as autoridades israelitas.
"Durante décadas, Israel enfrentou desafios de segurança persistentes e existenciais nas suas fronteiras. Estas ameaças intensificaram-se significativamente nos últimos anos, culminando nos horríveis ataques terroristas de 07 de outubro, que realçaram a gravidade e a natureza evolutiva dos perigos que o povo israelita enfrenta", acrescentou a diplomacia colombiana.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Bogotá sublinhou ainda que "manter o controlo e a soberania de Israel sobre os Montes Golã" é essencial para a defesa de Israel e "a sua capacidade de proteger e salvaguardar os seus cidadãos".
O ministério de Omar Bula Escobar realçou que, "com esta decisão, a Colômbia reafirma o seu compromisso com a procura de uma paz estável e duradoura no Médio Oriente", mesmo que a anexação dos Montes Golã por Israel não seja reconhecida pela comunidade internacional.
O Ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, Gideon Saar, expressou a sua gratidão ao Presidente De la Espriella, que descreveu como um "bom amigo", e ao seu homólogo colombiano, pelo que classificou como uma decisão histórica.
"Com isto, o Presidente da Colômbia demonstrou, numa das suas primeiras decisões no cargo, a sua liderança, os seus valores e o seu compromisso com Israel e com a segurança de Israel. Israel é um país pequeno, sem profundidade estratégica. Ter fronteiras defensáveis é essencial para que Israel garanta a existência do povo judeu na sua pátria histórica", destacou Saar nas redes sociais.
O chefe da diplomacia israelita apontou também que a decisão é o resultado do seu encontro com o Presidente colombiano em Barranquilla na quinta-feira e garantiu que continuará a trabalhar para garantir que mais países se juntem aos Estados Unidos e à Colômbia "no reconhecimento da soberania de Israel nos Montes Golã, sobre as quais a lei israelita foi aplicada há 45 anos".
O anúncio surge dias depois de as autoridades colombianas e israelitas terem retomado as relações diplomáticas, que tinham sido cortadas em maio de 2024 pelo então Presidente Petro, em resposta às acusações contra o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu por crimes de guerra e crimes contra a humanidade na Faixa de Gaza.
As Forças de Defesa de Israel anunciaram que vão realizar hoje exercícios militares nos Montes Golã tendo alertado as populações locais para "um movimento intenso" de forças de segurança e de veículos.
© Raul ARBOLEDA / AFP Por LUSA 11/08/2026
Em Cali, capital do Valle del Cauca, a câmara decretou o recolher obrigatório entre as 20h00 de segunda-feira e as 06h00 de hoje (entre as 02h00 e as 12h00 de hoje em Lisboa), além da militarização da cidade, devido a ameaças de pilhagens e para facilitar o trabalho das equipas de emergência.
"Temos ameaças de pilhagens, por isso ordenei o recolher obrigatório e a militarização de Cali", afirmou o autarca Alejandro Eder, que explicou que a presença da polícia e do exército será reforçada, sobretudo nas zonas mais afetadas.
Eder indicou que as primeiras 48 horas são críticas para o resgate de pessoas com vida que ainda possam estar presas em edifícios que ruíram.
No âmbito do reforço das operações de emergência, a cidade vai receber 60 socorristas de Bogotá e outros 32 membros das Forças Armadas.
Os hospitais de Cali também declararam alerta vermelho, atingindo 100% da sua capacidade após o sismo que fez pelo menos 26 mortos e 456 feridos na cidade, segundo o secretário de Saúde local, Germán Escobar.
Quatro grandes centros médicos tiveram de ser completamente evacuados, incluindo o Hospital Universitário Evaristo García do Valle, que sofreu o colapso parcial de uma das suas alas.
Pelo menos 132 pessoas morreram e mais de 570 ficaram feridas após o sismo de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia na segunda-feira, segundo um balanço parcial da Associação Colombiana de Capitais (Asocapitales).
De acordo com o balanço, o maior número de vítimas mortais, 60, foi registado em Pereira, capital do departamento de Risaralda, que faz fronteira com San José del Palmar (Chocó), epicentro do sismo, ocorrido às 07h34 (13h34 em Lisboa).
O presidente da Câmara de Pereira, Mauricio Salazar, decretou na segunda-feira o recolher obrigatório para evitar pilhagens após o sismo.
"A partir das 18h00 de hoje [segunda-feira; 00h00 de hoje em Lisboa], decretamos recolher obrigatório até às 05h00 da manhã para proteger o comércio da cidade. O recolher obrigatório estará em vigor no centro de Pereira, no bairro universitário e no subdistrito de Cuba", disse Salazar.
"Alguns hospitais ruíram devido à procura, temos 18 edifícios que foram reportados como completamente destruídos e 60 edifícios que foram parcialmente afetados", acrescentou o autarca de Pereira, cidade com cerca de 490 mil habitantes.
O transporte aéreo sofreu interrupções significativas e vários aeroportos nas regiões centro e oeste da Colômbia suspenderam as operações enquanto são realizadas avaliações estruturais dos terminais.
A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), por sua vez, suspendeu dois jogos das competições continentais previstos para esta semana na Colômbia.
O Deportes Tolima iria receber em Ibagué os equatorianos do Independiente del Valle, em partida dos oitavos de final da Taça dos Libertadores, enquanto para Bogotá estava marcado o jogo entre o Santa Fe e os argentinos do River Plate.
A comunidade internacional começou a mobilizar recursos e equipamentos para auxiliar a Colômbia.
O Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) anunciaram donativos que totalizam 700 mil dólares (606 mil euros), informou o vice-presidente colombiano, José Manuel Restrepo.
O Banco Mundial contribuirá com 200 mil dólares (173 milhões de euros) de ajuda não reembolsável para a avaliação de danos, enquanto o BID atribuirá 500 mil dólares (433 mil euros), dos quais 350 mil dólares (303 mil euros) estarão imediatamente disponíveis para a Cruz Vermelha e outros 150 mil dólares (130 mil euros) serão alocados ao apoio técnico.
O número de mortos na Venezuela pelo duplo sismo de 24 de junho atingiu 6.301, mais 176 em relação à contagem anterior, segundo dados divulgados pelas autoridades venezuelanas.
© Lusa 11/08/2026
A reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da próxima semana será antecedida das reuniões dos pontos focais e do comité de concertação permanente, que vão ter início na quinta-feira, explicou hoje, em conferência de imprensa, o coordenador geral da Comissão para a presidência rotativa da CPLP, Joaquim Fernandes.
Relativamente à Guiné-Bissau, será "apreciado um projeto de resolução" no "quadro do compromisso da CPLP com a estabilidade, a ordem constitucional e os princípios democráticos", disse Joaquim Fernandes, salientando que os estados-membros continuam a fazer esforços de diálogo.
A Guiné-Bissau foi suspensa da organização lusófona em dezembro, após um golpe de Estado que depôs Umaro Sissoco Embaló e interrompeu o processo eleitoral, impedindo a divulgação dos resultados das eleições gerais de novembro de 2025.
A presidência da CPLP, que era detida por aquele país africano, passou para Timor-Leste.
Questionado pela Lusa se os chefes da diplomacia da CPLP vão abordar a próxima presidência da organização lusófona para o período entre 2027 e 2029, o responsável timorense disse que o "assunto é sensível", mas que a "reunião de Conselho de Ministros vai discutir isso também".
Na cimeira de Bissau, em 2025, os chefes de Estado e de Governo não chegaram a consenso sobre a atribuição da próxima presidência da organização lusófona, com uns a apoiarem a Guiné Equatorial e outros o Brasil.
Em entrevista à Lusa, em julho, o Presidente timorense, José Ramos-Horta, defendeu que a presidência rotativa da organização deveria ser para o Brasil.
A XXXI reunião ordinária do Conselho de Ministros vai discutir também a agenda estratégica da CPLP para o período 2027-2033 e a elaboração da Nova Agenda Estratégica para a Consolidação da Cooperação Económica para o período 2028-2023.
"Está prevista a assinatura do Acordo Administrativo para a Aplicação da Convenção Multilateral de Segurança Social da CPLP", disse Joaquim Fernandes.
O acordo vai permitir a "operacionalização da Convenção e reforçar a proteção social e a portabilidade dos direitos de segurança social dos cidadãos no espaço da comunidade", explicou.
Durante a reunião, será também apreciada uma declaração sobre a "Consolidação do Estado de Direito Democrático e os Desafios da CPLP" para reafirmar o "compromisso dos Estados-membros com os princípios democráticos, o Estado de Direito e o reforço da concertação político-diplomática", acrescentou Joaquim Fernandes.
Na reunião vão estar presentes os chefes da diplomacia de Portugal, Paulo Rangel, de Angola, Téte António, de Cabo Verde, Manuel Rosa, e da Guiné Equatorial, Siméon Angue.
São Tomé e Príncipe estará representado pela ministra da Justiça, Administração Pública e Direitos Humanos, Vera Cravid, enquanto o Brasil marcará presença através do Secretário de África e Médio Oriente do Ministério das Relações Exteriores, Carlos Duarte.
Moçambique vai estar representado pela secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e Comunidades, Maria de Fátima Manso.
Participa também no encontro a secretária executiva da CPLP, a angolana Maria de Fátima Jardim.
A secretária Executiva da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), Fátima Jardim, disse hoje, em Luanda, que os Estados-membros defendem liberdade total para o opositor guineense Domingos Simões Pereira, manifestando a sua satisfação pela sua libertação.
© MAHMOUD ZAYYAT / AFP via Getty Images Por LUSA 11/08/2026
A Agência Nacional de Notícias libanesa disse que estava a ocorrer um "intenso bombardeamento de artilharia", tendo como alvo as colinas de Ali Taher, nos arredores da cidade de Nabatieh al-Fawqa, no sul do país.
O exército israelita não emitiu qualquer alerta através dos habituais canais nas redes sociais.
O novo bombardeamento ocorre depois de as forças israelitas terem atacado as cidades de Mayfadoun e Zawtar al-Sharqiya, no distrito de Nabatieh, bem como as colinas de Ali Taher, no domingo.
Apesar das discussões, em Roma, entre os dois países, sobre um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos, o exército israelita tem continuado a realizar ataques no sul do Líbano, afirmando ter como alvo infraestruturas do movimento xiita libanês Hezbollah.
O Presidente do Líbano, Joseph Aoun, reuniu-se na segunda-feira com o chefe da delegação negocial libanesa, a quem deu instruções para definir a estratégia do país tendo em vista a próxima fase das negociações com Israel.
"O general Joseph Aoun recebeu um relatório do chefe da delegação negocial, o antigo embaixador Simon Karam, sobre as reuniões realizadas na semana passada em Roma entre as delegações libanesa, norte-americana e israelita, e transmitiu-lhe orientações para a próxima fase", indicou a presidência, num breve comunicado.
Um acordo-quadro, assinado no final de junho entre representantes libaneses e israelitas após a entrada em vigor de um cessar-fogo, prevê o destacamento do exército do Líbano em "zonas-piloto" no sul do país, ocupando o lugar das tropas israelitas, sob condição do desarmamento das milícias do Hezbollah, que se opõe ao diálogo direto entre Beirute e Telavive.
Na quinta-feira, no seguimento das conversações, uma fonte da presidência libanesa avançou que Israel se tinha recusado a identificar novas áreas de retirada do sul do Líbano até que seja verificado o controlo real do exército de Beirute nas zonas-piloto já existentes.
O destacamento do exército em duas zonas-piloto foi o primeiro teste do entendimento que visa proibir qualquer presença militar de grupos não governamentais no sul do Líbano e garantir a retirada efetiva das tropas de Israel das áreas sob ocupação.
O Líbano foi arrastado pelo Hezbollah para a nova guerra na região ao reatar, no início de março, ataques aéreos contra o território israelita, como retaliação da ofensiva israelo-americana contra o Irão, aliado do movimento libanês.
Israel respondeu com bombardeamentos intensivos e expandiu as posições militares que já mantinha no sul do Líbano desde o conflito anterior, provocando mais de 4.300 mortes e deixando acima de um milhão de deslocados, segundo as autoridades de Beirute.
O Presidente do Líbano, Joseph Aoun, reuniu-se hoje com o chefe da delegação negocial libanesa, a quem deu instruções para definir a estratégia do país tendo em vista a próxima fase das negociações com Israel, sob medição norte-americana.
© Getty Images Por LUSA 11/08/2026
"Cinco pessoas foram mortas e outras 20 ficaram feridas: infelizmente, o número de mortos continua a subir após o ataque inimigo a Zaporijia", escreveu o chefe da administração militar regional.
A mensagem de Ivan Fedorov, publicada na plataforma Telegram, é acompanhada de uma foto de um automóvel completamente destruído pelas chamas.
As forças russas "atacaram instalações industriais e infraestruturas", tinha indicado Fedorov, numa mensagem publicada horas antes.
Mais a norte, em Kyiv, uma série de explosões foi ouvida hoje, pouco depois da meia-noite (22:00 de segunda-feira em Lisboa), depois de as autoridades ucranianas terem alertado que vários mísseis se aproximavam.
Pelo menos uma pessoa ficou ferida, informou a administração militar da capital ucraniana, sem adiantar mais pormenores.
O presidente da câmara, Vitali Klitschko, afirmou nas redes sociais que Kyiv estava a ser visada por mísseis balísticos russos, antes de o alerta de ataque aéreo ter sido levantado.
Segundo Klitschko, os serviços de emergência foram enviados para o distrito de Shevchenko, no centro da cidade, sem adiantar mais pormenores.
As sirenes de alerta aéreo começaram a soar pouco antes de se ouvirem fortes explosões na capital.
Na região de Kharkiv (nordeste), em Zlatopil, um ataque russo danificou infraestruturas civis e feriu pelo menos uma pessoa, informou o presidente da câmara, Mykola Baksheev.
Na segunda-feira, um ataque aéreo russo causou a morte de pelo menos cinco pessoas na região de Kharkiv, anunciaram as autoridades locais.
Do outro lado do conflito, na Rússia, pelo menos 12 pessoas morreram e mais de 30 ficaram feridas na região do Tartaristão, no centro do país, atacada por drones ucranianos, anunciaram as autoridades russas.
Também na segunda-feira, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que a Rússia vai reforçar-se com tropas da Coreia do Norte, que também terá fornecido a Moscovo mais mísseis balísticos.
O regime de Vladimir Putin "está a preparar-se para enviar um contingente adicional de norte-coreanos para o seu território. Receberam - acreditem - mísseis balísticos adicionais da Coreia do Norte", declarou Zelensky no seu discurso diário.
"Esta é a primeira vez que eles [forças russas] não podem travar uma guerra sem reforços da Coreia do Norte", acrescentou o Presidente ucraniano.
Zelensky exortou o Japão e a Coreia do Sul, rivais do regime norte-coreano, a prestarem assistência a Kyiv na defesa aérea, considerando-a necessária para conter o crescente poder de Pyongyang, alimentado pela experiência adquirida no apoio a Moscovo.
© Mark Peterson/New York Magazine/Bloomberg via Getty Images Por LUSA 10/08/2026
A secretária de imprensa da presidência, Karoline Leavitt, divulgou um vídeo da cerimónia de juramento de Blanche, com a presença de Donald Trump, que aplaudiu o seu protegido após este tomar posse na Sala Oval da Casa Branca.
Blanche passou por um difícil processo de confirmação no Senado, onde a sua nomeação para o cargo foi aprovada por uma curta margem de 50 votos contra 49.
A oposição democrata opôs-se unanimemente à escolha, que considera confirmar a intenção de Trump usar o Departamento de Justiça para vingança política pessoal.
Blanche foi advogado pessoal de Donald Trump em três processos criminais antes do regresso deste à Casa Branca, incluindo o caso dos pagamentos não declarados à ex-atriz de filmes para adultos Stormy Daniels, no qual o bilionário foi condenado.
De regresso à Casa Branca, Trump nomeou-o vice-procurador-geral e, em abril, após a demissão da procuradora-geral Pam Bondi, confiou-lhe a liderança interina da procuradoria.
No cargo, Blanche tomou decisões que suscitaram críticas até de dentro do Partido Republicano, incluindo a criação de um fundo "anti-instrumentalização" de 1,8 mil milhões de dólares para compensar os aliados de Trump por processos judiciais movidos durante o governo do democrata Joe Biden.
A oposição democrata acusou Trump de promover um "fundo secreto", cujo futuro permanece incerto.
Blanche criou também condições para a imunidade fiscal para o Presidente republicano e os seus associados próximos.
A fim de garantir a nomeação para o Senado, o governo anunciou o abandono do projeto do fundo de compensação e esclareceu que o acordo de imunidade fiscal assinado com Trump, os dois filhos mais velhos deste e a Trump Organization só se aplicaria retroativamente a anos fiscais passados, e não a declarações futuras.
Por SIC Notícias 10/08/2026
Mais de um século depois, Portugal vai voltar a assistir a um eclipse solar total. O Parque Natural de Montesinho, em Bragança, será o único local do país onde a observação do fenómeno atingirá os 100%.
O comissário nacional do Projeto Eclipse, Pedro Mota Machado, explica que a Lua está a afastar-se gradualmente da Terra, o que fará com que, no futuro, deixem de existir eclipses solares totais: “É de aproveitar”, sublinha.
O eclipse ocorre quando a Lua coloca-se entre a Terra e o Sol, cobrindo todo o disco solar, o que impede a passagem da luz. O último eclipse total visível em Portugal ocorreu em 1912 e o próximo deverá acontecer apenas em 2144, tornando este um acontecimento único.
© Anna Moneymaker/Getty Images Por LUSA 10/08/2026
"Está aberto agora (...) a Marinha dos Estados Unidos é a única que controla o Estreito de Ormuz neste momento", declarou Trump numa conferência na Casa Branca.
A República Islâmica colocou "ocasionalmente" minas marítimas no estreito, mas as forças norte-americanas retiraram-nas completamente da via marítima, adiantou.
O Irão, que negoceia com o seu vizinho Omã um possível acordo sobre a passagem de navios comerciais no estreito, divulgou no passado sábado uma lista de exigências que os Estados Unidos devem cumprir para que o tráfego marítimo seja reaberto nesta importante via navegável para o comércio global de petróleo.
As exigências incluem o fim do bloqueio naval e das sanções ao país, o descongelamento de fundos iranianos e indemnizações pelos danos causados pelos ataques contra o país pelos Estados Unidos e Israel, iniciados a 28 de fevereiro.
Através da sua rede Truth Social, Trump respondeu hoje que a exigência de uma indemnização será feita também por Washington, firmemente em quaisquer negociações.
"Da mesma forma, também exijo reparações ao Irão por todas as pessoas que mataram e feriram", declarou Trump, incluindo "as famílias daqueles que morreram no 'USS Cole'", um navio de guerra norte-americano atingido por um ataque em 2000 ao largo do Iémen.
Os Estados Unidos e o Irão assinaram em junho um memorando de entendimento que previa um cessar-fogo imediato na guerra iniciada pela ofensiva aérea israelo-americana e a abertura de um período de dois meses de negociações para se alcançar um acordo de paz definitivo.
As hostilidades recomeçaram entretanto e os países mediadores do Médio Oriente têm procurado devolver as partes ao diálogo, centrado no levantamento dos bloqueios do Irão ao estreito de Ormuz e dos Estados Unidos aos portos iranianos, no programa nuclear iraniano e no fim das sanções à República Islâmica, que exige igualmente reparações pela destruição causada durante os cinco meses de ataques aéreos.
Trump foi também questionado na Casa Branca sobre a sua relação com Benjamin Netanyahu, após o primeiro-ministro israelita ter rejeitado o mais recente plano norte-americano para Gaza.
Segundo o Presidente norte-americano, as relações com Netanyahu continuam "muito boas".
Em abril, Trump acusou Netanyahu, em termos invulgarmente duros, de minar as negociações para um cessar-fogo com o Irão.
No domingo, o primeiro-ministro israelita afirmou que "Israel rejeita" o mais recente roteiro de paz apresentado por Washington, aceite pelo Hamas, e condicionou qualquer retirada israelita a um desarmamento real do movimento islâmico.
"Israel rejeita o documento de 15 pontos" apresentado no final de julho pelo "Conselho de Paz" de Donald Trump, afirmou Netanyahu durante uma reunião do executivo.
O primeiro-ministro israelita insistiu que as forças armadas israelitas "não farão qualquer retirada" do território palestiniano enquanto o Hamas não for verdadeiramente desarmado".
As declarações surgem após o diretor-geral do Conselho de Paz para Gaza, o diplomata búlgaro Nickolay Mladenov, ter confirmado que o Governo israelita, através do gabinete de segurança presidido por Netanyahu, tinha dado "luz verde" à entrada em Gaza da Força Internacional de Estabilização, a missão de paz organizada pelo próprio Trump.
© Lusa 10/08/2026
O regime de Vladimir Putin "está a preparar-se para enviar um contingente adicional de norte-coreanos para o seu território. Receberam - acreditem - mísseis balísticos adicionais da Coreia do Norte", declarou Zelensky no seu discurso diário.
"Esta é a primeira vez que eles (forças russas) não podem travar uma guerra sem reforços da Coreia do Norte", acrescentou o Presidente ucraniano.
Zelensky exortou o Japão e a Coreia do Sul, rivais do regime norte-coreano, a prestarem assistência a Kyiv na defesa aérea, considerando-a necessária para conter o crescente poder de Pyongyang, alimentado pela experiência adquirida no apoio a Moscovo.
No passado fim de semana, Zelensky afirmou que tinha sido tomada uma decisão relativamente ao destacamento em solo russo de 30.000 a 50.000 soldados norte-coreanos.
Pyongyang tornou-se um dos parceiros militares mais próximos da Rússia desde que o líder norte-coreano, Kim Jong-un, apoiou a invasão russa da Ucrânia em fevereiro de 2022, culpando a "política hegemónica" dos Estados Unidos e dos países ocidentais.
Nas Cimeiras Putin-Kim de 2023 e 2024 foi elevada a cooperação bilateral a novos patamares. A viagem de uma semana de Kim à Rússia em 2023 foi o seu primeiro encontro com um líder estrangeiro desde 2019.
Em junho de 2024, Putin deslocou-se a Pyongyang --- a sua primeira visita à Coreia do Norte em quase um quarto de século --- e assinou com Kim o Tratado de Parceria Estratégica Abrangente, formalizando uma aliança militar entre dois Estados nucleares. O tratado inclui disposições de assistência militar mútua, violando diretamente as sanções do Conselho de Segurança da ONU relativamente a Pyongyang.
Nos dois anos seguintes ao pacto, tropas norte-coreanas combateram ao lado das forças russas na guerra contra a Ucrânia, e mísseis e munições de artilharia fabricados por Pyongyang chegaram à frente de batalha para alimentar a máquina de guerra russa.
No início de 2026, serviços de informações sul-coreanos estimaram que cerca de 6.000 soldados norte-coreanos, mais de um terço dos destacados em território russo, tinham morrido ou ficado feridos nos combates.
A Rússia começou a usar mísseis balísticos de curto alcance KN-23 norte-coreanos contra a Ucrânia no final de 2023, tendo desde então ajudado a melhorar a sobrevivência e precisão do sistema.
Ao abrigo do tratado de junho de 2024, mais de 30.000 trabalhadores norte-coreanos estão atualmente destacados na Rússia.
Em contrapartida pelo apoio militar e civil prestado, um veto russo em 2024 no Conselho de Segurança - com a China a abster-se - acabou efetivamente com o principal mecanismo multilateral de aplicação das sanções à Coreia do Norte, o painel de peritos da ONU.
Com apoio dos parceiros europeus, a Ucrânia tem conseguido atingir áreas do território russo a milhares de quilómetros da linha da frente, e a sofisticação tecnológica de Kyiv no campo dos drones aumentou de forma expressiva no último ano.
Em junho passado, Zelensky, anunciou uma campanha de 40 dias para intensificar os ataques com drones em território russo.
O presidente dos Estados Unidos assegurou que a sua relação com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, continua "muito boa", apesar das divergências em relação a Gaza. Israel, recorde-se, recusou o plano proposto pelos EUA que já havia sido aceite pelo Hamas para o seu desarmamento.